Centros oferecem atendimento gratuito a mulheres em situação de vulnerabilidade
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. As unidades do Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB) e o Espaço Pró-Mulher disponibilizam serviços gratuitos e sem necessidade de agendamento para mulheres em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal. Os centros estão localizados no Recanto das Emas, Sobradinho II, São Sebastião e Sol Nascente, enquanto o Espaço Pró-Mulher fica na Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia. Atendimentos psicossociais são feitos por equipe que inclui psicólogas, assistentes sociais, enfermeiras e assistentes jurídicas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Nos centros de referência, os atendimentos psicossociais são feitos por equipe multidisciplinar, incluindo psicólogas, assistentes sociais, assistentes jurídicas e enfermeiras, com possibilidade de encaminhamentos para apoio de órgãos parceiros, caso seja necessário. Também ocorrem cursos de formação e capacitação profissional. As inscrições para o próximo ciclo de atividades estão previstas para o final deste mês. O Espaço Pró-Mulher, instalado no segundo andar da Casa da Mulher Brasileira, disponibiliza cursos presenciais e online sobre autonomia financeira, mentoria de empreendedorismo, laboratório de informática com computadores e acesso à internet, auditório e uma cozinha equipada para oficinas. As inscrições devem ser feitas diretamente na secretaria da casa ou por este e-mail. Endereços e telefones para contato ⇒ CRMB – Recanto das Emas Telefone: (61) 3181-2665 / (61) 3181-2666 Endereço: Av. Buritis, Quadra 203, Lote 14 Horário/dia: das 9h às 18h – de segunda a sexta-feira ⇒ CRMB – Sol Nascente Telefone: (61) 3181-2255 / (61) 3181-2660 Endereço: Trecho 2 – Quadra 100, Conjunto A, Lote SC1 – Pôr do Sol Horário/dia: das 9h às 18h – de segunda a sexta-feira ⇒ CRMB – São Sebastião Telefone: (61) 3181-2661 / (61) 3181-2662 Área Especial – AE 11, Centro de Múltiplas Atividades Horário/dia: das 9h às 18h – de segunda a sexta-feira ⇒ CRMB – Sobradinho II Telefone: (61) 3181-2663 / (61) 3181-2664 Endereço: AE 06 Coer, Quadra 01, Setor Oeste Horário/dia: das 9h às 18h – de segunda a sexta-feira ⇒ Espaço Pró-Mulher – Casa da Mulher Brasileira Endereço: CNM 1, Bloco I, Lote 3 – Ceilândia, Brasília – DF Telefone: (61) 3181-1474/ (61) 98199-1146 (WhatsApp para informação) Horário/dia: aberta todos os dias, 24h.
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Saiba como funciona a visita de assistentes sociais na casa de beneficiários de programas sociais
Nas últimas semanas, circularam na internet informações sobre uma possível proibição de assistentes sociais e outros profissionais da área de entrarem nas casas de beneficiários de programas sociais. Nesse contexto, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), responsável pelas áreas de assistência social, transferência de renda e segurança alimentar e nutricional no Distrito Federal, apresenta alguns esclarecimentos para evitar prejuízos ao público atendido. Esses profissionais não estão expressamente proibidos de visitar a casa da população. Os atendimentos domiciliares são ferramentas oficiais do governo para atualizar cadastros, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), ambos vinculados ao Cadastro Único. Além disso, assistentes sociais e outros especialistas da área realizam visitas para compreender a realidade socioeconômica das famílias em situação de vulnerabilidade ou risco social. Em ambas as situações, essas visitas não têm caráter de fiscalização ou punição. Contudo, existe uma regra: os profissionais não podem entrar nas residências sem a autorização da família. Os atendimentos domiciliares são ferramentas oficiais do governo para atualizar cadastros, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), ambos vinculados ao Cadastro Único | Foto: Divulgação/Sedes-DF Cadastro domiciliar O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por meio da Instrução Normativa nº 21, de 4 de maio de 2026, estabelece que o cadastro domiciliar é obrigatório para famílias unipessoais, compostas por uma única pessoa no CadÚnico, e para o público com irregularidades cadastrais na plataforma, sejam elas beneficiárias ou não do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada, que garante o pagamento de um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais, além de pessoas com deficiência de qualquer idade. A instrução normativa determina que o atendimento deve ser realizado preferencialmente em áreas externas da residência, como quintal, varanda, área de serviço ou arredores, desde que se trate da própria casa. Não pode ocorrer na rua ou calçada. No entanto, isso não impede que o entrevistador social entre na casa, caso seja convidado a fazê-lo. Dessa forma, a medida não proíbe a entrada dos profissionais, mas permite essa possibilidade mediante consentimento. “Entretanto, algumas famílias começaram a recusar a visita de profissionais de assistência social em suas residências, influenciadas por postagens nas redes sociais que sugerem uma proibição, sem esclarecer a totalidade dos fatos, o que gera desinformação”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira. “Sabemos que a casa é um ambiente inviolável, mas a equipe precisa realizar o atendimento em um local que ofereça segurança, privacidade e um mínimo de conforto para todos os participantes da entrevista”, acrescenta a gestora. “Caso a visita não seja realizada, a pendência cadastral persistirá, dificultando a regularização do benefício”, frisa. Serviço especializado Para executar o serviço de atendimento domiciliar do CadÚnico, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) conta com a Central do Cadastro Único (Cecad). Criada em 2024, essa unidade é responsável por: - Realizar atendimento domiciliar a famílias que deixaram de receber o Bolsa Família devido a pendências cadastrais. - Facilitar a atualização de dados para famílias com dificuldades de locomoção. - Atender Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos (GPTE), como indígenas, quilombolas, ciganos, entre outros. A coordenadora de Transferência de Renda e Benefícios da Sedes, Thaís Mandarino, lembra que o serviço foi criado em resposta ao aumento dos atendimentos domiciliares pelo MDS. “A maioria das famílias visitadas já tem o benefício bloqueado ou corre o risco de bloqueio e suspensão devido à obrigatoriedade de atendimento do Cadastro Único em domicílio. Portanto, a equipe precisa realizar o cadastro na residência da família, para que seja possível desbloquear benefícios ou prevenir impactos negativos", explica. Funcionamento A triagem é feita pela própria equipe da Cecad, com base nas informações do Cadastro Único. O agendamento das visitas é feito por telefone, com antecedência mínima de uma semana. As famílias são organizadas por região administrativa e por público prioritário, em um planejamento mensal de visitas. Durante o contato, os servidores explicam os procedimentos e o motivo do atendimento. Os servidores da Cecad são identificados por uniformes e crachás da Sedes, com nome e matrícula, e utilizam veículos oficiais do GDF. No início da visita, explicam o objetivo da ação e não solicitam ou entregam cartões ou benefícios. Apenas documentos e informações necessárias à atualização do CadÚnico são coletados. Diferenças Existem diferenças entre o atendimento realizado pela Central do CadÚnico e a visita domiciliar feita por profissionais da Sedes-DF, como assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e profissionais do direito. “No caso da Cecad, o foco é exclusivamente no atendimento de Cadastro Único, que inclui a atualização ou o registro de novas informações, sem o objetivo de constranger, vasculhar cômodos ou fiscalizar a casa das famílias”, aponta Thaís Mandarino. Por outro lado, a coordenadora afirma que a visita domiciliar dos especialistas funciona como uma ferramenta para identificar situações de vulnerabilidade da família e sua realidade socioeconômica, buscando novas propostas para atender às questões apresentadas. “É uma ação subjetiva, baseada no diálogo, ao contrário do cadastro em domicílio, que é mais protocolar”, acrescenta. No que diz respeito à fiscalização, essa não é realizada pela Cecad. “Na Sedes, existe uma Gerência de Acompanhamento e Fiscalização voltada exclusivamente para suspeitas e denúncias de recebimento indevido de benefícios, bem como para informações prestadas de forma errada”, finaliza. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF)
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Atenção domiciliar no DF é destaque em evento com profissionais de saúde
Promovida na quarta-feira (23) e na quinta (24) pela Secretaria de Saúde (SES-DF), a I Jornada da Atenção Domiciliar abriu espaço para debater a rede de cuidado e divulgação dos serviços oferecidos. Participaram 100 pessoas inscritas, entre servidores de diversas unidades da pasta e estudantes da área. Silvana Leal (D), gerente do Serviço de Atenção Domiciliar: “Estamos falando de uma atenção importante tanto para o paciente quanto para quem está ao lado dele” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde De acordo com a gerente de Serviço de Atenção Domiciliar, Silvana Leal, a jornada busca, principalmente, divulgar o tema e ampliar o acesso de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) a serviços do tipo. “Além da contínua capacitação, orientação e acolhimento permanente das equipes, trouxemos para o evento depoimentos marcantes de familiares a respeito dos cuidados paliativos, um tema difícil e sensível de discutir, mas estamos falando de uma atenção importante tanto para o paciente quanto para quem está ao lado dele”, apontou a gestora. Na programação, foram ministradas palestras sobre cuidados paliativos pediátricos, odontologia em casa e desospitalização, entre outros temas. “Estou há mais de 15 anos na área e, ainda assim, foi muito proveitoso ver a experiência dos outros núcleos”, avaliou a nutricionista Karlla Betânia, do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nrad) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) [LEIA_TAMBEM]A consultora técnica da Coordenação Geral de Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde, Denise Araújo, elogiou a iniciativa: “Esta primeira jornada é de suma importância, pois, no DF, temos equipes engajadas e uma coordenação muito focada na desospitalização do paciente, tirando-o de uma internação prolongada e levando-o para o conforto de casa”. Estrutura O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD-DF) é dividido em três níveis: Serviço de Atenção Domiciliar de Alta Complexidade (SAD-AC), Programa de Internação Domiciliar (PID) e Programa de Oxigenoterapia Domiciliar (POD). As modalidades atendem pacientes com comorbidades crônicas, com uso de dispositivos ou com necessidade de atendimento em domicílio. São pessoas que apresentam particularidades e demandas específicas, além das vulnerabilidades derivadas da restrição ao leito. Esse tipo de atenção impacta diretamente no giro de leitos dentro dos hospitais da rede pública, já que atua na redução do tempo de internação. O foco é promover a desospitalização, alimentando a qualidade de vida do paciente por meio de uma assistência humanizada. Até junho deste ano, mais de 41 mil atendimentos foram prestados pelas equipes de atenção domiciliar. As visitas às casas dos pacientes levam em consideração um cuidado integral que, muitas vezes, engloba o trabalho de profissionais de diversas áreas, como técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Fórum nacional debate processos de doação e transplantes de órgãos
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) participou de uma série de debates sobre melhorias no sistema de doação e transplantes de órgãos no Brasil. O Fórum Nacional de Revisão do Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes ocorreu ao longo de dois dias (27 e 28), em Brasília. O evento, promovido pelo Ministério da Saúde, reuniu mais de 200 profissionais, entre médicos, enfermeiros, assistentes sociais, além de representantes de usuários e associações médicas, para revisar o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes, instituído pela Portaria n.º 2.600/2009. O foco é revisar o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes a partir de discussões sobre melhorias no sistema de transplantes | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Entre os principais temas discutidos estava a atuação das Centrais Estaduais de Transplantes (CET). Representando a SES-DF, a diretora da CET do DF, Gabriella Ribeiro Christmann, ressaltou a importância de apontar as discrepâncias entre as regiões para melhorar o aproveitamento e a distribuição de órgãos no País. “Essa revisão é essencial, pois a nossa realidade mudou. Precisamos reavaliar o que temos pactuado e o que precisamos alterar na gestão de todos os personagens envolvidos no processo”, reforçou. Para a profissional, o debate ajuda a otimizar o sistema de transplantes e a garantir que mais pessoas sejam beneficiadas de forma adequada e ágil. Na programação, oficinas temáticas abordaram ainda tópicos como redução do tempo de espera por transplantes, integração da rede de transplantes com a rede de atenção à saúde, protocolos de cuidado com doadores e receptores e acesso aos exames necessários para o diagnóstico e inclusão nas listas de espera. Normas e diretrizes O Regulamento Técnico do SNT é um conjunto de normas e diretrizes estabelecido pelo Ministério da Saúde para regulamentar transplantes de órgãos, tecidos e células. O documento define os procedimentos para captação, doação, alocação e realização dos transplantes, além de critérios de segurança, qualidade e ética envolvidos no processo. *Com informações da SES-DF
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Profissionais e especialistas debatem saúde mental de crianças e adolescentes
No intuito de debater a saúde mental das crianças e dos adolescentes em acompanhamento nos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) do Distrito Federal, foi realizado, nesta semana, o IV Encontro InterCAPSi do DF. Participaram do evento as equipes dos CAPSi em operação na capital e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Brazlândia, que, desde 2023, também atende esse público. Objetivo do encontro foi debater a saúde mental das crianças e dos adolescentes em acompanhamento nos CAPSi do DF | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF Responsável por organizar a última edição, o CAPSi Asa Norte foi criado ainda em 1998 e é, atualmente, referência para programas como o de Residência Multiprofissional em Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entre outros. A Gerente da unidade, Mairla Castro ressalta a necessidade de realizar eventos dessa natureza no âmbito da Secretaria de Saúde (SES-DF). “Buscamos promover a troca de saberes e de experiências, bem como fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial no DF, com representações das diretorias, dos movimentos sociais, das associações, dos trabalhadores e profissionais que atuam no dia a dia dos CAPSi”. Todas as demandas resultantes dos debates irão compor uma carta para ser enviada às autoridades responsáveis. Jovens em acompanhamento no CAPSi Asa Norte confeccionaram tela em exposição na entrada do prédio que sediou o IV Encontro InterCAPSi | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF Na rede pública do DF – além dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), das policlínicas e dos ambulatórios especializados, do Adolescentro e do Centro de Orientação Médico-psicopedagógica (Compp) -, há, hoje, quatro CAPSi em funcionamento, localizados em Taguatinga, Recanto das Emas, Sobradinho e Asa Norte. As equipes desses locais são compostas por diversos profissionais como psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, técnicos de enfermagem, pediatras, psiquiatras, além de servidores de apoio administrativo. Encontros Na quarta edição do InterCAPSi, os debates se voltaram à rede e à saúde infantojuvenil do DF. Para o diretor regional de Atenção Primária à Saúde (Diraps) da Região Central, Pedro Zancanaro, é significativo o esforço das unidades para normatizar esses serviços. “Quando temos a normatização do que é feito, todos os CAPSi e as suas equipes passam a falar a mesma linguagem e a atender de forma padronizada as crianças e os adolescentes que precisem de cuidados, podendo dar andamento aos casos de maneira regular”, avalia. Iniciativa recente, o primeiro encontro InterCAPSi ocorreu em novembro de 2023. O próximo está marcado para o mês de novembro. Além da gerente do CAPSi Asa Norte e do diretor da Diraps, estiveram presentes no encontro a diretora de Serviços de Saúde Mental (Dissam), Fernanda Falcomer; a diretora Regional de Atenção Secundária à Saúde (Dirase) da Região Central, Graciele Pollyanna Mertens, o autor da Lei de Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, Paulo Delgado, o autor do livro “Redes Sociais Locais”, Everardo Aguiar, assim como representantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), do Conselho Regional de Serviço Social (Cress-DF), da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), da Faculdade de Medicina da UnB, da Fiocruz e do Coletivo Utopia. *Com informações da SES-DF
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Capacitação sobre BPC na Escola é oferecida para profissionais da assistência social
Cerca de 100 assistentes sociais estiveram, na última sexta-feira (26), no auditório do Centro de Capacitação da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) do Distrito Federal, no Guará, para aprender sobre as ações relacionadas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). O curso ensina famílias do programa a aplicar o formulário do BPC na Escola. Durante a atividade, os profissionais debateram temas, como diagnóstico, execução de sistemas, funcionalidades e acompanhamentos relacionados ao programa, e foram orientados sobre como articular e fazer a identificação das necessidades, elaborar ações para superar barreiras e ampliar a proteção social. Walace Dias Freitas ressalta que o treinamento das equipes deve ser constante | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF O BPC na Escola é direcionado a crianças e adolescentes, de até 18 anos incompletos, com deficiência, que recebem o benefício, garantindo o acesso e a permanência delas nas escolas. O programa é realizado por meio de ações intersetoriais com a participação da União, estados, municípios e do Distrito Federal. De acordo com a gerente de Atenção Integral da Família, Delma Borges, o objetivo do curso é explicar e sanar dúvidas sobre o documento para identificação das barreiras de acesso e permanência na escola do BPC. “Os gestores identificam as demandas de proteção social daquela criança e adolescente, e da família. Com isso, podemos articular com as áreas da saúde e da educação, para a garantia do acesso aos beneficiários”, pontuou. De acordo com o chefe de projeto do BPC na Escola do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Walace Dias Freitas, o treinamento das equipes deve ser constante e permanente. “É extremamente importante para Brasília que todos os assistentes participem da atividade e, assim, possam identificar as possíveis barreiras do público do programa. A aplicação dos questionários é necessária para o grupo gestor local realizar o acompanhamento dos beneficiários e das ações intersetoriais do programa”, explicou. Mariana Mota da Silva destaca que o programa do benefício de prestação continuada é muito procurado no SUS A assistente social da Secretaria de Saúde Mariana Mota da Silva destacou que o programa do benefício de prestação continuada é muito procurado no SUS. “É importante que a gente saiba orientar os envolvidos e que ocorra esse fortalecimento da articulação com a rede de serviços que atende essa população”, explica. Lizânia Nascimento Diniz, assistente social da Sedes na região de Brasília, compartilhou suas expectativas e percepções sobre o curso: “É essencial um treinamento como esse, não apenas para ajudar os alunos, mas também para identificar as dificuldades dos pais, que muitas vezes enfrentam dificuldades de acesso à informação.” Ela acredita que esse conhecimento pode facilitar a aplicação de políticas públicas mais eficazes. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Melhorias Habitacionais devolve dignidade e autoestima a famílias do DF
A sensação é de estar sonhando acordada. É assim que a babá Dinalva Ferreira dos Passos, 41 anos, se sente após ganhar uma reconstrução completa em sua casa, na Estrutural, sem precisar gastar nada. Graças ao programa Melhorias Habitacionais, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab-DF), Dinalva conquistou a casa dos sonhos com a segurança que merece, depois de ter sido vítima de 14 furtos debaixo do próprio teto. De 2019 para cá, o Governo do Distrito Federal (GDF) já impactou 174 famílias como a de Dinalva, com um investimento que passa dos R$ 4,3 milhões. [Olho texto=”“É um dos programas mais bonitos da Codhab, porque é uma revolução muito positiva na vida da pessoa. É um programa que resgata a dignidade de quem está morando naquele local, e nos dá muita satisfação visitar e ver a alegria dos familiares após a entrega”” assinatura=”Marcelo Fagundes, diretor-presidente da Codhab” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Desde que foi instituído, há quatro anos, , o Melhorias Habitacionais transforma vidas de famílias em vulnerabilidade social. Ele possibilita que os moradores tenham acesso a projetos e obras de reforma ou reconstrução residenciais. Com a atuação de assistentes sociais, arquitetos e engenheiros da Codhab, são promovidas melhorias estruturais nas residências contempladas para garantir qualidade de vida e segurança aos moradores. “É um dos programas mais bonitos da Codhab, porque é uma revolução muito positiva na vida da pessoa. É um programa que resgata a dignidade de quem está morando naquele local, e nos dá muita satisfação visitar e ver a alegria dos familiares após a entrega”, defende o diretor-presidente da companhia, Marcelo Fagundes. A casa da babá Dinalva dos Passos passou por uma demolição completa e hoje conta com dois quartos, banheiro, sala de televisão e de jantar, cozinha e área de serviço, além de um espaço mais seguro | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília As 174 residências reformadas ou reconstruídas pelo Melhorias Habitacionais beneficiaram famílias de São Sebastião, Estrutural e Sol Nascente. Os limites financeiros para as obras foram ampliados, seguindo a alta nos preços do material e da mão de obra após a pandemia. “Neste ano, nós ampliamos os valores da reforma de R$ 35 mil para R$ 50 mil e, no caso de reconstrução, o valor subiu de R$ 75 mil para R$ 100 mil. Com esse novo limite, a gente consegue atender de forma ainda mais ampla essas famílias”, detalha Fagundes. Divina Maria de Jesus, 66, também realizou o sonho da reconstrução da sua casa e ganhou a sala de estar que sempre quis, a cozinha ampliada, telhado novo, piso de cerâmica, forro PVC no banheiro e quarto, esquadrias nas portas e janelas e textura aplicada em todos os ambientes internos | Imagem: Reprodução de vídeo/Rodrigo Rodriguez “A gente encontra, muitas vezes, casas sem banheiro. Tudo o que uma pessoa quer é ter um local para fazer as suas necessidades. Ver a realização desse sonho, de dar dignidade a essas pessoas, isso é muito gratificante. Eu, como assistente social, amo poder fazer parte dessa mudança na realidade de quem mais precisa. A pessoa não demonstrava nenhuma feição de felicidade. Hoje, ela sorri, chama visitas e tem orgulho de receber gente em casa”, pontua a assistente social da Codhab, Marilurde Lago. A pessoa contemplada pelo programa participa ativamente de todas as etapas, aprovando ou dando sugestões de plantas que poderiam ser mais funcionais para a necessidade dos moradores. “A família é uma parte importante do processo. Eles analisam, aprovam e dão sugestões também. A gente procura, de uma maneira simples, justificar aos moradores as ações que colocamos no projeto para que eles entendam também”, explica Fabiana Gonçalves, uma das arquitetas do programa. Leandro Fernandes foi o arquiteto responsável pelo projeto de Dinalva e diz que, por conta das condições anteriores da casa, foi necessário fazer uma demolição completa Mais segurança Para ser contemplado com o programa Melhorias Habitacionais, o interessado precisa comprovar que o local a ser reformado ou reconstruído apresenta sinais de insalubridade e/ou insegurança. Ao se lembrar de como era a rotina vivida com o filho pequeno entre chapas de madeirite, Dinalva se emociona com os momentos difíceis que eles superaram sozinhos. “O banheiro da nossa casa era do lado de fora. Teve uma vez, de madrugada, que eu cheguei a encontrar com um bandido se escondendo da polícia dentro do meu banheiro. Foi desesperador. Já entraram na minha casa 14 vezes. Eles sempre levavam meus pertences e as coisas que eu comprava para o meu filho”, lembra. Outra situação comum com que Dinalva precisava lidar era com relação às infiltrações. No período chuvoso, a água invadia a casa e, aos poucos, os materiais ficavam desgastados e podres com a alta umidade. “Eu senti uma alegria sem fim ao ver o madeirite saindo para dar espaço à alvenaria. Naquele momento, vendo que eu não teria condição alguma de fazer aquilo e vendo que o meu sonho estava sendo construído, um sentimento forte tomou conta. Eu agradeci demais a Deus. Chorei! Agora eu posso dizer que eu tenho uma casa”, comemorou. Hoje, Dinalva conta com uma casa de dois quartos, banheiro, sala de televisão e de jantar, cozinha e área de serviço, além de um espaço mais seguro. “A obra foi uma demolição completa. Era totalmente precária, a parte elétrica… O telhado era totalmente inadequado, com muitas trincas. A chuva em contato os madeirites causava mofo. Havia risco de curto-circuito também”, detalhou o arquiteto responsável pelo projeto de Dinalva, Leandro Fernandes. De acordo com o diretor-presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, a ampliação dos limites financeiros possibilitou a realização de obras mais completas: “Com esse novo limite, a gente consegue atender de forma ainda mais ampla essas famílias” “O meu cantinho predileto aqui é o meu quarto e o banheiro. É uma sensação muito boa”, revelou Dinalva. Para homenagear o responsável pela realização do seu maior sonho, ela pediu para que fosse feito um desenho na parede com as cores da marca da Codhab. “Procurei alguma coisa que fizesse lembrar quem realmente tinha me abençoado: Deus e a Codhab.” Tudo novo Assim como Dinalva, a aposentada Divina Maria de Jesus, 66, também realizou o sonho da reconstrução da sua casa, em São Sebastião. Com o programa Melhorias Habitacionais, ela ganhou a sala de estar que sempre quis para receber familiares e amigos. Além da sala, dona Divina também conta com cozinha ampliada, telhado novo, piso de cerâmica, forro PVC no banheiro e quarto, esquadrias nas portas e janelas e textura aplicada em todos os ambientes internos. “Na minha vida, eu recebi duas bênçãos. Uma foi a aposentadoria, e a outra foi a reforma da minha casa”, disse, emocionada. Antes das obras, o local era resultado de um improviso feito entre os filhos para terem onde morar, há 20 anos. De lá para cá, nenhuma reforma havia sido feita na casa. A fiação elétrica estava danificada, a estrutura hidrossanitária precária e o telhado da casa era insuficiente. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Durante anos, dona Divina não recebeu visitas em casa por vergonha das dependências, o que logo mudou após a reforma. “Toda vez que me perguntavam o que eu mais queria, eu dizia que era uma sala decente. Eu só queria um lugarzinho para receber as pessoas. Agora que está tudo reformado, minha casa vive cheia. Tem churrasco no fim de semana e toda comemoração é aqui também”, compartilhou. Critérios do programa Devido às restrições durante a pandemia de covid-19, o programa atende, atualmente, os beneficiários inscritos nos anos anteriores. Por isso, as inscrições para novos participantes em 2023 ainda estão suspensas. O Melhorias Habitacionais é voltado para famílias com renda mensal de até três salários mínimos e moradoras do DF há pelo menos cinco anos em áreas próprias de interesse social regularizadas ou passíveis de regularização. Também são critérios não possuir outro imóvel e apresentar problemas de salubridade ou segurança na casa.
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Novos servidores da assistência social já têm lotação definitiva
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) anunciou nesta quarta-feira (7) a lotação definitiva dos 95 novos servidores da pasta. Foram nomeados assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e educadores sociais. A maioria vai atuar nas unidades socioassistenciais da ponta, reforçando o atendimento às famílias vulneráveis do DF. O ato para definir a lotação definitiva dos novos servidores foi no Centro de Treinamento e Capacitação (CTC) da Sedes, no Guará. A pedagoga Lauane Assumpção comemorou: “Como também sou professora, posso contribuir bastante nesse trabalho com a comunidade. Vou dar o meu melhor” | Foto: Renato Raphael/Sedes Com a posse desses especialistas, fica zerado o cadastro de reserva do último concurso da Sedes. Desde a primeira leva de nomeações, em maio de 2020, já foram nomeados 1.335 novos servidores para cargos de nível superior e nível médio, para atuação nas secretarias de Desenvolvimento Social, da Justiça e Cidadania (Sejus) e da Mulher (SMDF). A maioria ficou lotada na Sedes, pasta responsável pela política de assistência social do DF. Destacada para trabalhar no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Santa Maria, a pedagoga Lauane Assumpção, 37 anos, comemorou: “Gosto de trabalhar com famílias vulneráveis, com grupos. Como também sou professora, posso contribuir bastante nesse trabalho com a comunidade. Vou dar o meu melhor”. Experiência [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Trabalhei por alguns anos com adolescentes em conflito com a lei, inclusive no antigo Caje [Centro de Atendimento Juvenil Especializado]; então, vejo a necessidade que essas pessoas têm de informação, não é ‘só dar o peixe, é ensinar a pescar’, não é só fomentar e resolver uma questão, é garantir autonomia e dar alternativas”, comentou a educadora social Sirlene Freitas, 45 anos, que vai atuar no Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecon) Estrutural. Nesse primeiro mês, até ser definida a lotação definitiva, os novos servidores passaram por um processo de ambientação e capacitação na Escola Virtual da Sedes. “Esse concurso foi muito travado, imagino a angústia que cada um de vocês passou”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “É muito gratificante saber que eu participei da nomeação de 1.335 pessoas. Desejo aqui boas-vindas aos novos servidores. São 95 novos profissionais que vão reforçar nossa equipe”. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social
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