Catetinho celebra 70 anos com programação cultural, apresentações musicais e atividades para o público
O Catetinho completa 70 anos com uma programação especial no dia 10 deste mês, reunindo atividades culturais, apresentações musicais, exposições e experiências interativas que resgatam a história do espaço e sua relação com a construção de Brasília. As comemorações começam às 8h, no museu localizado às margens da BR-040, na Saída Sul, região do Park Way. Entre as atrações está uma experiência imersiva com o filme Água de beber – uma viagem no tempo ao lado de Vinicius de Moraes e Tom Jobim. Por meio da realidade virtual, crianças, jovens e adultos poderão conhecer aspectos da história do Catetinho e da construção da capital federal de maneira interativa. A tecnologia também amplia as possibilidades de acesso ao patrimônio cultural. Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida poderão conhecer virtualmente áreas do museu que apresentam dificuldades de acesso físico, como o pavimento superior do edifício. História viva de Brasília Imagem do Catetinho, primeira residência oficial do então presidente Juscelino Kubitschek | Foto: Divulgação “Preservar a memória de Brasília também significa criar condições para que as pessoas conheçam e se reconheçam nessa história. Ao reunir os pioneiros, receber novas gerações e utilizar recursos que tornam o museu mais acessível, o Catetinho mostra como o patrimônio cultural pode continuar presente na vida da cidade” Fernando Modesto, secretário de Cultura e Economia Criativa Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Fernando Modesto, a celebração é uma oportunidade de aproximar a população da história da capital e ampliar o acesso ao patrimônio cultural. “Preservar a memória de Brasília também significa criar condições para que as pessoas conheçam e se reconheçam nessa história. Ao reunir os pioneiros, receber novas gerações e utilizar recursos que tornam o museu mais acessível, o Catetinho mostra como o patrimônio cultural pode continuar presente na vida da cidade”, destaca o secretário. A programação inclui ainda uma exposição da maquete do Catetinho, com apresentação e explicações do arquiteto Marcelo Berquó, além de uma réplica do edifício produzida por Antônio Sérgio. Café da Manhã de JK [LEIA_TAMBEM]Outro momento das comemorações será o tradicional Café da Manhã de JK, que reunirá pioneiros de Brasília, amigos e parceiros do Lions Club. O encontro contará com relatos e histórias sobre o Catetinho, visitas guiadas às dependências do Palácio de Tábuas e um lanche com bolo de milho, café preto e pão de queijo. Às 10h, a companhia Bagagem e Cia de Bonecos apresenta bonecos gigantes e o espetáculo Brasília – Uma História. Na sequência, às 11h, será a vez da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional se apresentar ao público. As atividades continuam à tarde, das 15h às 17h, com apresentações do Coral Seguindo a Vida e de Levi Andrade. Ao reunir música, memória, teatro e recursos de realidade virtual, a programação dos 70 anos do Catetinho oferece ao público diferentes formas de conhecer a história do museu e sua ligação com a construção de Brasília. A celebração também abre espaço para o encontro entre gerações, aproximando os relatos dos pioneiros das experiências de quem visita o patrimônio cultural nos dias de hoje. *Com informações da Secec-DF
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Brasília faz 65 anos e celebra história nos espaços de memória
Brasília é a grande protagonista do mês de abril, quando completa 65 anos de história. Mesmo nova, a cidade tem muita história para contar, relembrar e se redescobrir. No Distrito Federal essa memória não se perde. Mais do que isso, ela está muito bem guardada e contada, seja no Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), seja nas ruas, em locais históricos como o Memorial JK, o Museu Vivo da Memória Candanga e Catetinho. O Catetinho foi a primeira sede do governo federal oficial no DF | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Responsável por abrigar documentos produzidos pelo Poder Executivo e acervos privados de interesse público, o Arquivo Público tem levado essa memória para outros continentes, a exemplo de Portugal. Recentemente, foi firmada a parceria com a Casa da Arquitectura de Portugal para compartilhar os documentos digitais de Lúcio Costa, urbanista responsável por planejar o Plano Piloto de Brasília. Iniciativa que busca preservar a memória e o legado do arquiteto para que futuras gerações possam desfrutar, já começou a ser compartilhado com o ArPDF. A parceria visa criar um acervo digital que reunirá plantas, esboços, correspondências, fotografias, publicações e outros materiais de relevância histórica e cultural, para facilitar pesquisas acadêmicas, exposições e intercâmbio de conhecimentos. 4,5 milhões número de documentos em pequeno formato no acervo do Arquivo Público do DF O superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano, ressalta que qualquer registro, em qualquer formato, seja audiovisual, textual ou cartográfico, é fundamental para complementar a história de Brasília. Para ele, tudo é relevante, desde fotos e documentos de pioneiros até registros de um grande gênio como o Lúcio Costa, pois cada peça ajuda a compor uma visão mais completa da cidade e garante a preservação dessa história para futuras gerações. No Arquivo Público, a história da capital está contada em aproximadamente 6 mil caixas-arquivos, com 4,5 milhões de documentos em pequenos formatos. Além disso, a instituição mantém cerca de 45 mil documentos em grandes formatos, dois milhões de negativos e microfilmes, além de 300 películas e mais de 500 vídeos em diversos suportes. Memória de Brasília O Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição de fotos especialmente para o aniversário de 65 anos de Brasília | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília A memória da construção de Brasília está espalhada pelo Distrito Federal. Um desses locais é o Museu Vivo da Memória Candanga. Antes de se tornar um museu, o local funcionava como o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), criado para atender à crescente demanda por serviços de saúde no Distrito Federal. Além de socorrer operários, acidentados nas obras, o hospital também realizava partos e prestava atendimento ambulatorial a crianças e donas de casa. O complexo era formado por 23 edificações de madeira e permaneceu em funcionamento até 1974, quando foi inaugurado o Hospital Distrital, atual Hospital de Base. “Esse hospital teve Edson Porto como primeiro diretor. A esposa dele, Marilda Porto, ainda vem aqui às vezes. Quando ela entra, se emociona muito, chora… e nunca senta na cadeira dele. É uma memória forte, né? Ele veio pra Brasília justamente para cuidar desses operários”, comenta a gerente do Museu da Memória Candanga, Eliane Falcão. Além dos itens utilizados pelos operários, o espaço conta com uma exposição que resgata a presença feminina na história de Brasília, muitas vezes esquecida. Somente no último ano, o espaço recebeu cerca de 25 mil visitas. Para comemorar o aniversário de 65 anos de Brasília, o Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição com fotos coloridas da década de 1970. São 140 fotos do acervo de Joaquim Paiva que ficarão expostas por cerca de dois meses. Há também o Museu do Catetinho, que foi a primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. Construído em apenas 10 dias, o projeto de Oscar Niemeyer é um prédio simples, feito de madeira, e conhecido como Palácio das Tábuas. Visitantes encontram referências da época, através da preservação do mobiliário original e outros objetos. O Memorial JK recebe, em média, 40 mil pessoas por ano | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A cidade também conta com o Memorial JK, onde os visitantes encontram objetos que simbolizam a capital, além do acervo pessoal do ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek. Logo na entrada, o impacto inicial vem da estrutura arquitetônica assinada por Oscar Niemeyer, que traduz em formas a força simbólica da história de JK. O visitante é recebido por uma série de fotografias que contam a trajetória dele, desde a vida pessoal, como médico, até a atuação política e encontros com líderes de outros países. Além disso, o espaço revela momentos marcantes da vida e do legado de JK. O acervo tem cerca de 16 mil itens, entre documentos, fotos, condecorações, roupas, livros e objetos pessoais. “Eu acho que o mais importante do museu é que ele preserva uma história singular, essencial para compreendermos o Brasil de hoje. JK foi um homem que realmente cumpriu o que prometeu. Seu plano de governo, que propunha ‘50 anos em 5’, teve como pilares a educação, a energia, o transporte, a alimentação e a indústria de base. E ele entregou”, destaca o vice-presidente do Memorial JK, André Octavio Kubitschek. O Memorial JK recebe em média 40 mil pessoas por ano. O espaço promove o programa Museu-Escola, que leva cerca de 20 mil crianças ao longo do ano, principalmente nos períodos escolares, como abril e julho. Os outros 20 mil visitantes adultos, em geral são turistas, estudiosos ou pessoas interessadas na história de Brasília e do Brasil.
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Microrrevestimento asfáltico na Epia prolonga vida útil da pista e beneficia cerca de 70 mil motoristas diariamente
Cerca de 8,8 km da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia/DF-003) passarão pelo serviço de microrrevestimento asfáltico do viaduto do Catetinho até a saída para o Aeroporto de Brasília, nos dois sentidos. A ação do Governo do Distrito Federal (GDF) visa a aumentar a fluidez do trânsito, beneficiando aproximadamente 70 mil condutores diariamente. A obra começou no último dia 6 e é executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), com investimento de R$ 7 milhões. Técnica de microrrevestimento é duradoura e proporciona economia durante a execução | Foto: Divulgação/DER-DF “É um serviço para acabar com a trepidação dos veículos, para que o motorista não caia em buracos, não perca o controle na via e possa trafegar de forma mais harmônica” Mozer de Castro, engenheiro civil do DER-DF A técnica, considerada econômica e duradoura, prolonga a vida útil do asfalto. Além disso, oferece mais aderência dos veículos com a pista, principalmente no período chuvoso. Segundo o engenheiro civil do DER-DF Mozer de Castro, trata-se da recomposição funcional da pista, com o objetivo de melhorar a experiência do condutor sem refazer a base do asfalto. “É um serviço para acabar com a trepidação dos veículos, para que o motorista não caia em buracos, não perca o controle na via e possa trafegar de forma mais harmônica”, resume. O método tem início com a fresagem da área, que é a retirada do pavimento desgastado. Em seguida, ocorre o preenchimento da via com uma nova camada de capa asfáltica do tipo Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e, posteriormente, há a implantação do microrrevestimento asfáltico. O material é depositado na pista por uma usina móvel, cuja produção diária estimada é de 9 mil m² de camada dupla da composição, uma mistura de brita, cal e emulsão especial. Para evitar congestionamentos e interferências na rotina dos usuários da rodovia, máquinas e operários trabalham no período noturno, das 22h às 3h. Em menos de uma semana, as equipes já executaram o trecho inicial próximo ao viaduto do Catetinho. Outras vias importantes da capital já contam com o tipo de revestimento, como o Pistão Norte, em Taguatinga, a Estrada Parque das Nações, tanto na L4 Sul quanto na L4 Norte, e a Estrada Parque Dom Bosco, que contorna o Lago Sul.
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Aniversário de Brasília tem shows católicos e balonismo nesta quinta (18)
Brasília está prestes a celebrar 64 anos, e a programação para comemorar o aniversário da capital segue movimentando a cidade. Para esta quinta-feira (18), há diversas atividades gratuitas, de shows e eventos religiosos a festivais de balonismo. O que não falta é opção para agitar o brasiliense. Nesta quinta, o destaque vai para o evento católico com a apresentação musical do padre Fábio de Melo, na estrutura montada no complexo da Torre de TV. O show está previsto para começar às 20h30, mas haverá outras atrações católicas com bandas locais a partir das 14h. Também começa nesta quinta o Festival de Balões. Entre as 14h e as 18h, o céu na altura do gramado do Eixo Monumental ficará colorido com a apresentação da Etapa Nacional do Campeonato de Balonismo. O festival segue até o dia 28 deste mês. Padre Fábio de Melo é uma das atrações da noite desta quinta-feira, na Torre de TV | Foto: Divulgação O Recanto das Emas vai receber, a partir das 13h, o LAB Biblioteca Renato Russo. As oficinas ocorrerão no Centro de Ensino Médio (CEM) 111 da cidade. História, arte e cultura O Memorial JK será palco para o ciclo de visitas guiadas Descobrindo Brasília: um passeio pela história | Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília Até o próximo sábado (20), o Memorial JK e o Museu do Catetinho receberão a cada dia cerca de 40 crianças em vulnerabilidade social para visitas guiadas intituladas Descobrindo Brasília: um passeio pela história. Ao longo de todo este mês, as estações do metrô Galeria e Central apresentarão a exposição dos artistas plásticos Xande e Rivas, tendo Brasília como tema. Aulões de dança também serão ofertados nos complexos culturais de Samambaia e de Planaltina, Centro de Dança, Espaço Cultural Renato Russo e Casa do Cantador. Já na Biblioteca Nacional de Brasília, serão realizados clubes de leitura uma vez por semana com a discussão de obras do poeta Nicolas Behr. Durante o mês ocorre ainda a primeira edição do concurso de fotografia Regina Santos. Serão contempladas três categorias: fotografias de natureza, de pessoas e de arquitetura. A premiação varia de R$ 1 mil a R$ 10 mil. As imagens vencedoras ficarão expostas no Espaço Oscar Niemeyer, na Praça dos Três Poderes. Clique aqui para ver a programação completa do aniversário de Brasília.
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Brasília, cidade que inspira
Não há um único brasiliense que não tenha se sentido energizado ao observar o céu de Brasília. O mar de nuvens brancas, assim como os traços arquitetônicos de Niemeyer, as quadras e eixos de Lucio Costa, bem como a pluralidade das regiões administrativas, são fontes inesgotáveis de inspiração para artistas do Distrito Federal e de todo o Brasil. Em 63 anos de existência, a serem completados nesta sexta-feira (21), centenas de músicas e poemas surgiram para homenagear a nova capital. “O que faz de Brasília uma cidade tão inspiradora é o fato de ela ser, além da capital de todos os brasileiros, tão acolhedora a todos, independentemente de estarem no centro ou nas periferias”, avalia a subsecretária de Difusão Cultural e Diversidade da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), Sol Montes. “E por que tanta arte sobre a cidade? Porque aqui cabe qualquer conceito de arte, cabe qualquer manifestação. Brasília aceita qualquer cultura sem nenhum preconceito, nenhuma reticência. É isso que a faz tão inspiradora”, completa. O Catetinho inspirou Tom Jobim e Vinícius de Moraes a compor “Água de Beber” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília A primeira canção sobre a capital foi escrita por Tom Jobim e Vinícius de Moraes, em 1960. Água de Beber nasceu a partir de uma curiosidade de Tom. O músico queria saber se o olho d’água nas proximidades do Catetinho era potável, ao que um trabalhador teria respondido: “É água de beber, sim, senhor”. Antes, Tom e Vinícius criaram Brasília, Sinfonia da Alvorada, um poema sinfônico que celebra a criação da cidade. De lá para cá, outras músicas apareceram, nos mais variados estilos: reggae (Te Amo Brasília, de Alceu Valença, e Surfista do Lago Paranoá, sucesso do Natiruts), rock (Saquear Brasília e Brasília, gravadas por Capital Inicial e Plebe Rude, respectivamente), balada (Brasília, de Guilherme Arantes), viagem experimental (Céu de Brasília, com Toninho Horta e Orquestra Fantasma), sertanejo (Pagode em Brasília, de Tião Carreiro e Pardinho), blues (Brasília, de Sérgio Sampaio), romântica (Coisas de Brasília, de Oswaldo Montenegro) e instrumental (Suíte Brasília, de Renato Vasconcelos). Para a profissional de relações públicas Patrícia Resende, 49, as melhores canções sobre a cidade são as produzidas pelas bandas de rock. “Sou dos anos 1970, mas uma curtidora dos anos 1980”, afirma. Entre as favoritas, estão Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo, ambas da Legião Urbana, entre outros sucessos de Capital Inicial e Plebe Rude – grupos que surgiram em Brasília. [Olho texto=”“Brasília aceita qualquer cultura sem nenhum preconceito, nenhuma reticência. É isso que a faz tão inspiradora”” assinatura=”Sol Montes, subsecretária de Difusão Cultural e Diversidade da Secretaria de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Filha de um baiano e uma mineira, Patrícia diz se considerar uma brasiliense legítima. “Sou a caçula de quatro irmãos e nasci aqui. Meus dois filhos e neto também”, conta. “Amamos a cidade e sempre estamos curtindo o que é democrático, público, que cabe todo mundo e que realmente é o cartão-postal e a cara de Brasília. E já dizia Renato [Russo]: ‘Meu Deus, mas que cidade linda’…”. Morador de Ceilândia, o mecânico de motores Felipe Junior Andrade, 31, também aproveita o tempo livre para curtir a cidade. “Gosto muito de ir aos pontos turísticos, tirar fotos, observar”, diz ele, que é pai de dois meninos, de 6 e 8 anos. Para Felipe, a música que melhor retrata a iconicidade do DF é Não Troco, do Hungria Hip-hop. A letra diz: “Eu não troco por duas Miami ou Paris/ A metade da minha Ceilândia”. Felipe Junior Andrade elege a música “Não Troco” como a mais representativa da cidade | Foto: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília Já a criadora de conteúdos digitais Ana Lucia Rocha, 39, não tem uma música preferida que fale sobre Brasília. Na verdade, gosta da canção Uma Brasileira, dos Paralamas do Sucesso, que, segundo ela, retrata bem o antes e depois de ela ter chegado na capital federal. “Quando vim, era bem xucra, e hoje sou bem espevitada”, brinca. A letra original diz: “Rodas em sol, trovas em dó/ Uma brasileira, ô/ Uma forma inteira, ô/ You, you, you/”. Mas, como uma forma de aproximar a canção às próprias vivências, ela improvisa uma nova versão: “Rodas em sol, trovas em dó/ Uma brasileira, ô/ Vinda do interior, ô/ You, you, you/”, canta, alegremente. Ana Lúcia Rocha e as filhas: “Minha relação com Brasília é muito especial. Cada cantinho me alegra e me deixa feliz“ | Foto: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília Ana veio para o DF quando tinha 15 anos para trabalhar como babá. “Costumo falar que é a capital do meu coração. Sou tocantinense, mas sou apaixonada por Brasília e não consigo ficar longe daqui”, pontua. “Minha relação com Brasília é muito especial. Cada cantinho me alegra e me deixa feliz, não passo muitos dias sem vir nos pontos turísticos, andando no centro da cidade”. Folha em branco Nicolas Behr escreve poemas inspirados nas curvas brasilienses | Foto: Paulo H Carvalho/ Agência Brasília Fonte de inspiração, Brasília também rende verso e prosa. O poeta Nicolas Behr que o diga. Nascido em Cuiabá (MT), veio para a capital em 1974 e tornou-se, a partir de 1977, uma das principais vozes da poesia marginal brasiliense. Atualmente, soma oito obras sobre a cidade, sendo que a mais recente é o livro As superquadras invisíveis de Ailisarb. “É uma cidade cheia de simbolismos, que permitem muitas associações e as criações partem disso”, explica o poeta de 65 anos. “Quando cheguei aqui, com 14, 15 anos, Brasília era uma folha em branco. E fui privilegiado por ter chegado tão cedo. A cidade tem quase a minha idade, e isso é uma sorte”, completa. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Morador do Plano Piloto, Nicolas viveu as grandes aventuras da juventude nas asas Sul e Norte. Uma das experiências está impressa no poema Travessia do Eixão, de 1979, sobre o trajeto da casa de Nicolas à da namorada Noélia, entre a 415 Sul e a 109 Sul. Os versos foram musicados por Nonato Veras, integrante do Liga Tripa, e imortalizada pela Legião Urbana no disco póstumo Uma Outra Estação (1997). Um outro poema, Eixosa, também colocou em palavras as sensações e impressões causadas por Brasília em Nicolas: “Naquela noite/ Suzana estava/ mais W3 do que nunca/ toda eixosa/ cheia de L2/ Suzana, vai ser superquadra assim/ lá na minha cama”. “Já falei muita coisa sobre a cidade e tento continuar indo pelo original. Existem várias Brasílias: a do poder, das periferias, das satélites, a formal, da rapaziada, a subversiva e underground. Não há um poema que traduza a cidade; Brasília é caleidoscópica”, enfatiza o artista.
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Catetinho reabre as portas para o público
O Museu do Catetinho voltou a receber visitantes nesta terça-feira (14). O Palácio de Tábuas e o Anexo foram reabertos para o público, enquanto a área de piquenique e o acesso à nascente seguem interditados. Fundado em 1956, o equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) esteve fechado por 72 dias após a queda de uma árvore na Casa do Zelador, edificação histórica que não era tombada. O local funcionava como sede administrativa do museu. Reabertura da parte histórica do Catetinho permite aos visitantes conhecerem os detalhes da primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek em Brasília | Fotos: Joel Rodrigues / Agência Brasília Com a reabertura da parte histórica do museu, é possível conhecer os detalhes da primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek em Brasília. Quartos, salas, banheiros, bar e cozinha – localizada no anexo – reúnem artefatos que levam os visitantes a uma viagem no tempo, anterior à inauguração da capital federal. Diante de tamanha preservação histórica, o Catetinho é palco de atividades voltadas para a educação patrimonial. Os trabalhos são realizados pelo Projeto Territórios Culturais – parceria entre a pasta de Educação e a de Cultura -, em que são agendadas visitas de escolas públicas e particulares. Além disso, outros grupos podem ir ao local, bem como visitantes comuns, sem necessidade de aviso prévio do passeio. “Levamos crianças de várias regiões administrativas do DF para conhecer esse monumento histórico, o primeiro prédio construído por Oscar Niemeyer e que já dá ideia de Brasília com seus pilotis”, explica o subsecretário de Patrimônio Cultural, Aquiles Alencar Brayner. Até o momento, 35 escolas definiram datas para a visita ao longo de 2023. “Reabrir o museu é mostrar que o espaço é de todos, queremos a circulação das pessoas aqui e que aproveitem o patrimônio coletivo”, afirma a diretora do Catetinho, Artani Grangeiro. “Para nós, é gratificante retornar às atividades de educação patrimonial, porque os estudantes representam 30% do público que recebemos anualmente. É uma oportunidade de trabalhar com eles a questão do pertencimento histórico”, frisa Grangeiro. A advogada Marília Russo, 62 anos, aproveitou a reabertura do Palácio de Tábuas e do Anexo para conhecer os espaços: “Achei muito bonito, muito bem ambientado. Os móveis resgatam a história do Brasil e de Brasília” Assim que soube que o museu seria reaberto, a advogada Marília Russo, 62 anos, decidiu tirar um desejo do papel. Ela e o marido costumam dedicar os momentos livres na rotina para conhecer os espaços turísticos e históricos do DF. No entanto, a lista estava incompleta: faltava visitar o Catetinho. “Já tinha muita vontade de conhecer o museu, porque meu pai era um apaixonado por Juscelino Kubitschek, então aproveitei a oportunidade”, conta Marília. “Achei muito bonito, muito bem ambientado. Os móveis resgatam a história do Brasil e de Brasília”. A aposentada Maria da Fé Paiva, 72 anos, conheceu a primeira residência oficial de JK há cerca de dez anos e, desde então, voltou ao local pelo menos três vezes: “Amo esse lugar, sou apaixonada” Por sua vez, a aposentada Maria da Fé Paiva, 72, conheceu os aposentos de JK há cerca de dez anos. Desde então, a moradora de Barbacena, Minas Gerais, esteve no local pelo menos três vezes. A passagem mais recente foi nesta terça (14). “Amo esse lugar, sou apaixonada. Toda vez que tenho uma oportunidade, venho para cá”, diz. Participe Além do Museu do Catetinho, o Projeto Territórios Culturais faz visitações ao Museu Vivo da Memória Candanga, ao Museu dos Povos Indígenas, entre outros equipamentos públicos. Mais informações estão disponíveis aqui.
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Catetinho reabre parte histórica nesta terça-feira (14)
O Museu do Catetinho será reaberto nesta terça-feira (14) para a retomada de trabalhos de educação patrimonial com alunos de escolas públicas e particulares e para receber visitantes em geral. O equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), fundado em 1956 e primeira residência oficial do então presidente Juscelino Kubitschek em Brasília, ficou 72 dias fechado em razão de queda de uma árvore que destruiu a Casa do Zelador, edificação história que não era tombada. O secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, destaca a necessidade de interdições temporárias do local: “O Catetinho é um espaço muito vulnerável e delicado. Então, essas interdições temporárias e periódicas precisarão acontecer se quisermos cuidar bem de um equipamento histórico com essas peculiaridades”. “O Catetinho, a rigor, está em constante reforma, em constante restauro, porque é um espaço que necessita de um olhar aguçado, cuidadoso, 24 horas por dia. É um palácio de tábuas no meio de uma pequena floresta. Estamos sempre preocupados com a importância histórica do espaço, tanto quanto com o conforto e a segurança dos visitantes”, observa. [Olho texto=”“O Catetinho é um espaço muito vulnerável e delicado. Então, essas interdições temporárias e periódicas precisarão acontecer se quisermos cuidar bem de um equipamento histórico com essas peculiaridades”” assinatura=”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”direita”] A reabertura do Catetinho será apenas do Palácio de Tábuas e do Anexo – onde fica a cozinha -, projetados por Oscar Niemeyer. O público não terá acesso à parte recreativa, junto ao curso de água, onde há necessidade de podas para garantir a segurança das pessoas. O museu encontra-se na Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado, com um trecho de mata de galeria preservado. A Defesa Civil isolou esta área e solicitou laudo das espécies próximas a 25 metros das edificações. A situação exigiu o planejamento de ações em etapas. Já houve a retirada da árvore caída e dos escombros da Casa do Zelador. Num segundo momento, engenheiros florestais da Novacap inspecionaram a gleba, o que resultou em laudo que pede novas podas na área. Na lista estão espécies protegidas como patrimônio ecológico, o que torna o trâmite mais demorado. Museu do Catetinho retoma trabalhos de educação patrimonial com alunos de escolas públicas e particulares. O local também voltará a receber visitantes em geral | Foto: Hugo Lira/Secec Educação patrimonial Nesta terça (14), 53 alunos da Escola Internacional de Curitiba chegam a Brasília, acompanhados de dez responsáveis, para fazer uma visita de estudos no Catetinho, trabalho que uma empresa de São Paulo oferece a escolas particulares. “A educação patrimonial é essencial na preservação do patrimônio cultural. Ações como esta, com as escolas nos museus, estimulam nos estudantes novas perspectivas sobre a história do país e da memória nacional”, comenta a gerente do Catetinho, Artani Pedrosa. “A visita desses estudantes com certeza vai impactar a vida de cada um; eles terão um entendimento melhor da história e vão conhecer em que circunstâncias Brasília foi construída”, complementa o secretário de Cultura. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Na semana que vem, serão retomados os trabalhos de educação patrimonial previstos no projeto Territórios Culturais – parceria da Secec com a Secretaria de Educação (SEE). Já há 35 escolas agendadas até meados de 2023. A iniciativa de estado prevê visitas também a locais como Museu Nacional da República, Museu Vivo da Memória Candanga, Conjunto Cultural Três Poderes, Memorial dos Povos Indígenas e Cine Brasília. A liberação do restante da área do Catetinho depende do corte de árvores isoladas, o que ocorre segundo trâmite regulado pelo Decreto nº 39.469/2018, em uma operação do Brasília Ambiental, autarquia vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema). Devido às especificidades e fragilidades das edificações do Museu do Catetinho, bem como às características que envolvem a APA, toda movimentação de manutenção e intervenção no local exige o trabalho conjunto de órgãos distritais (Novacap, Brasília Ambiental, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil) e do Iphan, que é federal. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Do Gama ao Catetinho: de bike e com mais segurança
O Governo do Distrito Federal (GDF) dá início à construção de uma ciclovia na DF-480 que liga a região administrativa do Gama à primeira residência oficial – e ponto turístico – de Brasília, o Catetinho. A obra será administrada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), que coloca mais 9,3 km na conta da malha cicloviária do DF, a segunda maior do país. Segundo o governador Ibaneis Rocha, a meta é deixar Brasília em primeiro lugar no Brasil em extensão de pistas para ciclistas| Foto: Renato Alves/Agência Brasília [Olho texto=”“Todos os projetos adotados pela Novacap e pelo DER-DF têm a nossa orientação para que tenham uma ciclovia ao lado e onde ainda não tem estão sendo feitos levantamentos para que tenhamos em breve o título de cidade mais acessível do Brasil”” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”direita”] O investimento de R$ 4.153.394,59 no modal não poluente foi oficialmente liberado, nesta terça-feira (7), pelo governador Ibaneis Rocha no ato de assinatura da ordem de serviço. De acordo com ele, a meta é deixar Brasília em primeiro lugar em extensão de pistas para ciclistas. “Todos os projetos adotados pela Novacap e pelo DER-DF têm a nossa orientação para que tenham uma ciclovia ao lado e onde ainda não tem estão sendo feitos levantamentos para que tenhamos em breve o título de cidade mais acessível do Brasil”, disse o governador. A solenidade ocorreu na praça Euzébio Pires de Araújo, próxima ao Terminal do BRT Gama, e contou com a presença de ciclistas e autoridades do governo, como os secretários de Governo José Humberto Pires; de Transporte e Mobilidade Valter Casimiro; os deputados distritais Daniel Donizet e Jaqueline Silva; e o diretor-geral do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior. Confira o vídeo: Segundo Fauzi, a nova ciclovia vai ligar o Gama ao Plano Piloto. Isso porque há um projeto em estudo para a construção de uma faixa para o trânsito de bicicletas em toda a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) dentro do programa de mobilidade sustentável do GDF. “A gente faz viadutos para os carros, cuidamos do coletivo e estamos atentos à segurança dos ciclistas e pedestres”, ressalta. Com previsão de entrega em até 150 dias, a ciclovia terá 2,5 metros de largura com duas faixas de rolamento de 1,25 metros em cada sentido e 0,25 metro de segurança em cada bordo – ou margem – da pista. A obra passará pelas etapas de terraplenagem, pavimentação, serviços de drenagem, e outras intervenções complementares, como calçada, além de sinalizações horizontal e vertical. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Fabiano Araújo, 46 anos, é segurança e pedala desde os 14. Em 1991, fundou o Cobras do Cerrado e em grupos percorre algumas regiões administrativas de bicicleta. Para ele, o novo trecho da ciclovia vai proteger os ciclistas da disputa pelo asfalto com os carros – e do desrespeito de motoristas. “O GDF está investindo muito nesse modal e ajudando não só quem se desloca de bike a lazer, mas, principalmente, criando uma possibilidade saudável para quem utiliza esse meio de transporte para chegar ao trabalho”, conclui.
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