Programa da PMDF devolve segurança e autonomia a mulheres vítimas de violência doméstica
Por mais de 20 anos, a babá Rosineide da Costa Almeida, 37, conviveu com o medo constante dentro da própria casa. As agressões, físicas e psicológicas, vinham de quem um dia prometeu cuidado e proteção: o ex-marido. A rotina de violência só teve fim em 31 de janeiro de 2023, quando, no dia de seu aniversário, ela registrou a primeira ocorrência policial. Rosineide Almeida, que conseguiu pôr fim a um ciclo de violência praticada pelo então marido ao decidir denunciá-lo, recebeu ajuda do Provid: “Eles não estão 24 horas na minha casa, mas me protegem 24 horas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Naquele momento, a trajetória de Rosineide começou a mudar: ela foi encaminhada ao Programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica e Familiar (Provid), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), e nunca mais teve contato com o agressor. “Queria que toda mulher tivesse a oportunidade que eu tive. Muitas morrem porque não sabem que existe tanta ajuda. Não é só um papel. Funciona. Salvou a minha vida” Rosineide Costa Almeida O Provid é um serviço especializado da PMDF voltado ao atendimento de mulheres em situação de violência doméstica grave, com foco na prevenção de reincidências e do feminicídio. São promovidas visitas solidárias, acompanhamento de medidas protetivas, ações educativas e articulação com a rede de proteção, junto ao Judiciário, assistência social, Saúde e órgãos de defesa da mulher. Em 2025, o enfrentamento foi reforçado com a aquisição de 27 viaturas, possibilitando a ampliação da assistência às vítimas. “Eu achava que a polícia não ia me proteger, que não estaria comigo o tempo todo, mas eu estava enganada”, afirma Rosineide, que recebeu o Dispositivo de Acionamento de Emergência Viva Flor e passou a ter visitas frequentes das equipes do programa. “Eles não estão 24 horas na minha casa, mas me protegem 24 horas. No começo, eu sentia medo até do barulho da viatura. Depois, aquele som virou sinal de segurança.” Registro de ocorrência Desde 2019, aproximadamente 115 mil mulheres já foram atendidas pelo programa O episódio decisivo para o fim do ciclo de violência ocorreu quando o agressor perseguiu Rosineide no dia do aniversário dela, por não aceitar o término do relacionamento. O homem tentou agredi-la em casa e, depois, a seguiu até o restaurante escolhido para a comemoração, em Taguatinga. “Ele foi me seguindo de casa até o lugar, jogava o carro para tentar me tirar da pista”, lembra ela. “Foi desesperador. Quando chegamos à QNL, minha filha pulou do carro pedindo socorro. Eu achei que ia morrer.” O desespero daquele dia não se repetiu mais após o registro da ocorrência policial, uma vez que Rosineide conseguiu uma medida protetiva e foi integrada à rede de atendimento do Provid, com acompanhamento psicológico, suporte social e monitoramento policial contínuo. “Hoje, me sinto protegida, como se estivesse dentro de uma bolha de segurança”, celebra ela. “Queria que toda mulher tivesse a oportunidade que eu tive. Muitas morrem porque não sabem que existe tanta ajuda. Não é só um papel. Funciona. Salvou a minha vida.” Atendimento especializado e preventivo Uma das principais políticas públicas no enfrentamento à violência doméstica, o Provid já atendeu cerca de 115 mil mulheres desde 2019. No ano passado, foram 25.565 visitas solidárias, 391 ações de prevenção e articulação com a rede de proteção, 2.095 triagens e 1.832 visitas. Tenente-coronel Renata Cardoso: “O Provid não é apenas número, é transformação de vidas” No período, 1.164 famílias foram acompanhadas de forma contínua e 883 medidas protetivas de urgência receberam monitoramento direto da PMDF. A iniciativa, presente em 22 batalhões da PMDF, oferece suporte a todas as regiões administrativas, tanto presencial quanto por meio do WhatsApp. De acordo com a tenente-coronel Renata Cardoso, responsável pela coordenação-geral do programa, o diferencial é o atendimento humanizado e individualizado. “É um policiamento especializado, feito por policiais capacitados, que avaliam o risco de cada caso e constroem, junto com a mulher, um plano de segurança”, explica. “O objetivo é proteger, orientar e ajudar essa mulher a retomar sua autonomia”. Em 2025, 32 policiais militares concluíram a formação específica. “Aqui no DF, a medida protetiva é expedida com muita rapidez, muitas vezes em poucas horas. Além disso, a mulher pode solicitar recursos como o Viva Flor e o acompanhamento do Provid, mesmo sem determinação judicial específica. São ferramentas que salvam vidas” Tenente-coronel Renata Cardoso, coordenadora do Provid Durante as visitas, as equipes elaboram um plano de segurança individualizado, com orientações práticas para o dia a dia. “A mulher recebe instruções sobre rotinas mais seguras, cuidados com o portão e a fechadura, trajetos alternativos, combinação de sinais com familiares e vizinhos e até estratégias para situações emergenciais. Tudo é pensado de acordo com a realidade daquela mulher”, detalha a tenente-coronel. Atuação integrada Segundo a oficial, a política atua de forma integrada com outros serviços da segurança pública, como o Copom Mulher, inaugurado em 2024 para o atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica, e a Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP), responsável pela gestão do Viva Flor e do monitoramento eletrônico de agressores. Ela reforça ainda a importância das medidas protetivas e do monitoramento eletrônico: “Aqui no DF, a medida protetiva é expedida com muita rapidez, muitas vezes em poucas horas. Além disso, a mulher pode solicitar recursos como o Viva Flor e o acompanhamento do Provid, mesmo sem determinação judicial específica. São ferramentas que salvam vidas”. Em dezembro de 2025, o programa recebeu 27 novas viaturas, distribuídas entre as 22 unidades operacionais, incluindo o Batalhão Rural. “Esses investimentos permitem mais visitas, mais proximidade e mais efetividade no atendimento”, avalia Renata Cardoso. “O Provid não é apenas número, é transformação de vidas”. Como funciona O acesso ao Provid pode ocorrer de diferentes formas, a depender da situação vivenciada pela mulher. O principal caminho é o registro de ocorrência policial, que passa a ser um inquérito e, posteriormente, um processo judicial. A partir de uma avaliação de risco feita pelo juiz, nos casos considerados graves ou com risco extremo de feminicídio, a mulher pode ser encaminhada diretamente para acompanhamento especializado. [LEIA_TAMBEM]Outra forma é a demanda espontânea, em que a mulher pode procurar um batalhão da Polícia Militar que conte com equipe do Provid e solicitar, de forma direta, o acompanhamento, mesmo sem encaminhamento judicial prévio. Por fim, o Copom Mulher também serve de acesso, na situação em que uma mulher ou qualquer outra pessoa liga para o 190 para relatar uma situação de violência doméstica. A viatura faz o atendimento inicial, e, posteriormente, a vítima recebe a ligação da central, com orientações, acolhimento e informações sobre como registrar a ocorrência e acessar o Provid. Canais de atendimento à mulher → O telefone 180 é o canal geral de atendimento às mulheres vítimas de violência, também utilizado para denúncia por terceiros → Atos de violência em andamento e urgentes são casos de polícia (PMDF), que deve ser acionada pelo 190 → Para denúncias anônimas, o canal da Polícia Civil (PCDF) pode ser ativado pelo 197.
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Encontro reforça enfrentamento ao feminicídio como política de Estado
Autoridades, especialistas e lideranças femininas participaram, nesta quinta-feira (26), do evento “O Brasil pelas Mulheres — Proteção a Todo Tempo”, promovido pelo jornal Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília para ampliar o debate sobre o enfrentamento à violência de gênero, às vésperas do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. O encontro contou com a presença da vice-governadora Celina Leão, e da secretária da Mulher, Giselle Ferreira, e do secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. Durante o encontro, o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, ressaltou: “Combater o feminicídio exige envolver toda a sociedade civil” | Foto: Divulgação/SSP-DF O evento integra uma série de iniciativas do jornal voltadas à ampliação do diálogo sobre violência contra a mulher e à construção de soluções coletivas. Celina Leão reforçou: “O enfrentamento à violência contra a mulher no DF é uma política de Estado sólida. Estruturamos uma rede de proteção que é referência nacional por integrar prevenção, capacitação e acolhimento. Para o nosso governo, garantir a segurança das mulheres é um compromisso diário traduzido em investimentos e ações reais, pois proteger as mulheres deve ser um compromisso de toda a sociedade”. Luta de todos Para a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), espaços como esse promovido pelo jornal fortalecem a articulação entre poder público, imprensa e sociedade civil, consolidando uma rede de proteção que deve atuar o tempo todo — na prevenção, na denúncia, na investigação e na responsabilização. “Quando o assunto é feminicídio, não há o que comemorar enquanto houver uma única mulher assassinada por razão de gênero”, declarou Sandro Avelar. “Todos os estados estão buscando formas de enfrentar essa realidade, e aqui no DF trabalhamos de forma integrada, com protocolo específico que determina que toda morte violenta de mulher seja inicialmente investigada como feminicídio. Isso evita a subnotificação, fortalece a investigação e demonstra que essa é uma política de Estado, não uma pauta que possa ser politizada. É uma luta de todos nós.” “Para o nosso governo, garantir a segurança das mulheres é um compromisso diário traduzido em investimentos e ações reais, pois proteger as mulheres deve ser um compromisso de toda a sociedade” Celina Leão, vice-governadora O secretário também enfatizou o papel da sociedade no enfrentamento à violência: “É triste saber que, muitas vezes, vizinhos e familiares tinham ciência de que aquela mulher sofria violência e ninguém denunciou. Combater o feminicídio exige envolver toda a sociedade civil”. Giselle Ferreira falou sobre o programa Acolher Eles e Elas, destinado aos órfãos do feminicídio: “É um benefício de um salário mínimo. Hoje cuidamos de mais de 207 órfãos. Além do apoio financeiro, os órfãos e as famílias são acompanhados pelos especialistas da SMDF para amenizar os impactos psicológicos das crianças e jovens. É mais uma política pública de assistência às vítimas realizada pelo Governo do Distrito Federal”. Denuncie [LEIA_TAMBEM]Além do registro presencial de ocorrências em delegacias, a Polícia Civil (PCDF) disponibiliza o registro de ocorrência por meio da plataforma Maria da Penha Online. A comunicante pode enviar provas com fotos, vídeos e requerer acolhimento. Outros canais de denúncia são o e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br; o telefone 197, opção zero; e o WhatsApp (61) 98626-1197, além do 190, da Polícia Militar (PMDF), disponível para atendimento emergencial. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública
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Canal é lançado para denúncias de furto e roubo de cabos de energia
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) lançou um canal específico para denúncias anônimas relacionadas aos crimes de furto e roubo de cabos de energia elétrica. A iniciativa tem como objetivo facilitar o registro das informações por parte da população e fortalecer o enfrentamento a esse tipo de crime. Com o novo canal, o cidadão é direcionado diretamente ao espaço destinado a esse tipo de ocorrência, sem a necessidade de percorrer outras opções dentro do sistema. O ambiente conta com perguntas objetivas e direcionadas, o que torna o preenchimento mais simples, rápido e eficiente. A padronização das informações recebidas contribui para agilidade na análise das denúncias e auxilia o trabalho investigativo, permitindo que os dados sejam encaminhados de forma mais precisa às unidades responsáveis pela investigação. Além disso, o canal garante o anonimato do denunciante, reforçando a segurança e estimulando a participação da sociedade. Por meio do 197, a PCDF disponibiliza quatro meios seguros para o recebimento de denúncias anônimas: o Disque-Denúncia, telefone 197 – ligação gratuita – 24 horas; o e-mail (denuncia197@pcdf.df.gov.br); o WhatsApp (61) 98626-1197; e o Denúncia On-line. A população pode informar sobre crimes que já ocorreram, que estejam em andamento ou que estejam sendo planejados, sem necessidade de se identificar. O sigilo é absoluto. Nos últimos anos, a PCDF tem deflagrado diversas operações para reprimir furtos, roubos e, principalmente a receptação desses produtos | Foto: Divulgação/PCDF O furto de cabos de energia vai muito além do prejuízo material. Hospitais ficam sem energia e equipamentos vitais deixam de funcionar, colocando pacientes em risco; bancos, restaurantes, comércios e prédios públicos têm suas atividades paralisadas; escolas ficam impossibilitadas de atender alunos; e bairros inteiros sofrem com apagões e insegurança. Operações e dados de combate ao crime Nos últimos anos, a PCDF tem deflagrado diversas operações para reprimir furtos, roubos e, principalmente a receptação desses produtos. Como exemplo, por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), a PCDF deflagrou, em outubro de 2025, a Operação Powercut II, voltada à desarticulação de uma organização criminosa especializada em furtos, receptação e lavagem de dinheiro envolvendo cabos de energia, telefonia e internet, com foco no cobre — metal de alto valor no mercado ilegal. A ação resultou no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva, em endereços no Distrito Federal, Goiás e Rondônia. A operação foi desdobramento da Powercut I, realizada em outubro de 2024, quando também foram cumpridos mandados judiciais e bloqueados mais de R$ 5 milhões em contas ligadas aos investigados. Segundo o assessor-chefe da Assessoria de Comunicação da PCDF, delegado Lúcio Valente, o enfrentamento a esse tipo de crime exige atuação integrada e inteligência policial. “A PCDF atua para atingir não só quem furta, mas também quem lucra com esse mercado ilegal. Usamos tecnologia e análise de dados para mapear rotas, identificar organizações criminosas e responsabilizar todos os envolvidos”, destacou. Dados oficiais apontam que, apenas em 2025, foram furtados mais de 86 quilômetros de cabos de iluminação pública no Distrito Federal. Apesar disso, as ações repressivas vêm apresentando resultados: na comparação entre 1º de janeiro e 24 de outubro de 2024 e o mesmo período de 2025, houve redução de 44% nas ocorrências desse tipo de crime. O impacto positivo também é observado em regiões historicamente afetadas. Na Asa Norte, por exemplo, o acumulado de 2025 registra queda de 27% nos furtos de cabos e, somente em outubro, a redução em relação ao mesmo período de 2024 foi de aproximadamente 38%. Em 2025, a PCDF registrou 2.512 ocorrências policiais de furto de cabos de transmissão de dados, telefonia e energia. No mesmo ano, 228 pessoas foram presas em flagrante, tanto por inquéritos policiais quanto por termos circunstanciados A denúncia como arma de combate à criminalidade A PCDF alerta que a colaboração da população é fundamental para identificar autores, mapear rotas de escoamento do material furtado e desarticular grupos criminosos. “As denúncias anônimas recebidas pelo 197 são decisivas para direcionar nossas investigações e antecipar a atuação contra esses grupos. Cada informação ajuda a reduzir os índices de criminalidade e a levar os responsáveis à Justiça”, ressaltou o assessor-chefe da Ascom, Lúcio Valente. Para facilitar as investigações, recomenda-se que, ao realizar a denúncia, o cidadão forneça o maior número possível de dados, como endereço completo, pontos de referência, nomes ou apelidos de suspeitos, características físicas, placas de veículos, horários de movimentação, além de fotos, vídeos ou qualquer outro elemento que possa auxiliar o trabalho policial. Se você foi vítima de um crime, registre a ocorrência por meio da Delegacia Eletrônica ou procure a delegacia mais próxima. Se você presenciou, soube ou suspeita de furto ou roubo de cabos de energia, denuncie pelo 197. Colabore com a PCDF no combate à criminalidade. O sigilo é absoluto. *Com informações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
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Mineradoras de criptomoedas são flagradas furtando energia no DF
Na última semana, a Neoenergia, em parceria com a 30ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, identificou e desativou duas mineradoras de criptomoedas que furtavam energia elétrica em São Sebastião. A ação resultou na apreensão de equipamentos e na interdição dos estabelecimentos. Responsáveis pelo crime de furto de energia, que gera prejuízos a toda a população, foram identificados e autuados pela Polícia Civil | Foto: Divulgação/Neoenergia O esquema ilegal provocava constantes interrupções na rede elétrica da região, prejudicando moradores, comerciantes e produtores rurais. O prejuízo financeiro estimado é de R$ 400 mil, além de um consumo irregular equivalente ao abastecimento de aproximadamente 3 mil residências por mês. A atividade de mineração de criptomoedas exige alto consumo de energia e infraestrutura elétrica dedicada. Nos locais fiscalizados, foram encontradas cerca de 90 máquinas operando 24 horas por dia, conectadas de forma clandestina à rede. Investigação [LEIA_TAMBEM]Após investigação da Neoenergia, os responsáveis foram identificados e conduzidos pela Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar outros crimes relacionados. A distribuidora aplicou termos de ocorrência de irregularidade (TOIs) para cobrança da energia desviada e regularizou as ligações clandestinas. O furto de energia, conhecido como “gato”, coloca em risco a vida de quem o pratica e da população. Além de ser perigoso, compromete o fornecimento de energia da região, podendo causar sobrecarga na rede, danos aos equipamentos e interrupções no abastecimento. Furtar energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de até oito anos de reclusão. O apoio da comunidade é fundamental para combater esse tipo de prática. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais da Neoenergia: telefone 116 ou presencialmente nas lojas de atendimento. *Com informações da Neoenergia
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Campanha Salve Todas 2025 reforça papel da denúncia no enfrentamento à violência contra a mulher
“Antes do silêncio virar luto, denuncie.” Essa é a mensagem central da nova campanha do Governo do Distrito Federal (GDF), Salve Todas 2025, que fortalece o enfrentamento à violência contra a mulher por meio do incentivo à denúncia, ferramenta essencial para salvar vidas ao desempenhar papel crucial na identificação, prevenção e punição dos agressores. GDF conta com diversos canais de comunicação para registro de denúncias de violência contra a mulher, como o Disque 197 e a plataforma Maria da Penha Online | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Promovida pela Secretaria da Mulher (SMDF) em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), a iniciativa tem como objetivo conscientizar e mobilizar a população para reconhecer os sinais de agressão e comunicar os casos às autoridades por meio dos canais de denúncia. O foco é romper o ciclo do silêncio e da violência, prevenindo situações extremas, como o feminicídio. A omissão pode colocar vidas em risco e contribuir para a continuidade de agressões físicas, psicológicas, morais, patrimoniais e sexuais. [LEIA_TAMBEM]As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 197, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O canal funciona 24 horas por dia e garante total sigilo da identidade do denunciante. Em casos de emergência, como, por exemplo, se uma mulher fizer o sinal de X com a mão, a denúncia deve ser feita pelo 190, telefone de emergência da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que também opera 24 horas por dia. Outro importante recurso é a Central de Atendimento à Mulher, telefone 180, que oferece escuta qualificada, acolhimento e encaminhamento para a rede de proteção. Também é possível registrar denúncias por meio da plataforma digital Maria da Penha Online, onde a comunicante pode enviar provas, como fotos e vídeos, além de solicitar acolhimento imediato. Outro canal de comunicação é a Central 156, opção 6, um serviço do Governo do Distrito Federal (GDF) voltado ao atendimento de questões relacionadas à mulher e à violência contra a mulher. O canal oferece orientações, recebe denúncias e encaminha pedidos de apoio. Denúncias também podem ser feitas presencialmente em uma das delegacias especiais de Atendimento à Mulher (Deam), localizadas no centro de Ceilândia e na Asa Sul, ambas com funcionamento 24 horas, ou nas delegacias circunscricionais, que também contam com seções especializadas para atendimento à mulher.
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Operação conjunta encontra fábrica de sementes que furtava energia
Em parceria com a Polícia Civil (PCDF), a Neoenergia Brasília empreendeu mais uma operação coordenada contra o furto de energia. A distribuidora flagrou uma fábrica de sementes, localizada em Planaltina, com suspeitas de cometer esse crime para reduzir, de forma criminosa, as contas. A estimativa é que a energia recuperada seja de 30 mil kWh – o que seria suficiente para abastecer mais de 200 residências pelo período de 30 dias. Equipes identificaram o desvio clandestino e autuaram a empresa, cujos responsáveis vão responder pelo crime de furto de energia | Foto: Divulgação/Neoenergia Assim que chegaram ao local, as equipes identificaram que a empresa tinha construído uma rede 100% clandestina. Toda a energia não medida e consumida será cobrada por meio de processo administrativo. As irregularidades foram retiradas. Os responsáveis legais pela fábrica de sementes responderão pelo crime de furto de energia. Já a pessoa que instalou a rede clandestina foi localizada e intimada a prestar depoimento. A Neoenergia Brasília segue firme no combate às ligações clandestinas, os conhecidos “gatos”, em todo o DF. Ao longo de 2024, mais de 2 mil clientes que estavam utilizando a energia de forma irregular, na maioria dos casos ligados diretamente na rede de distribuição, foram regularizados pela distribuidora. Isso significa, em média, oito regularizações por dia. Denúncias “Nosso trabalho tem como finalidade regularizar os clientes para que possam consumir a energia de forma regular, com segurança e sem interferir na qualidade da distribuição” Wilson Matias, supervisor de Proteção da Receita da Neoenergia Brasília Esse trabalho só foi possível por conta das denúncias dos clientes e das mais de 28 mil inspeções feitas no ano passado. No total, foram 86 milhões de kWh de energia recuperada no período, o suficiente para abastecer todas as casas e comércios de Samambaia por um mês. Em 2023, foram recuperados 68 milhões de kWh. Para alcançar esses resultados expressivos, foram feitas inspeções e regularização de clientes, com o uso de soluções inovadoras, como sensores inteligentes. Toda a energia consumida e não medida está sendo cobrada pela empresa por meio de processos administrativos. “Nosso trabalho tem como finalidade regularizar os clientes para que possam consumir a energia de forma regular, com segurança e sem interferir na qualidade da distribuição de energia elétrica”, explica Wilson Matias, supervisor de Proteção da Receita da Neoenergia Brasília. Além das inspeções e regularizações dos novos clientes, a distribuidora substituiu 33 mil medidores de energia elétrica por novos, mais modernos e eficientes. Esses equipamentos foram instalados no lugar dos aparelhos que estavam danificados ou no limite do uso. A Neoenergia reforça que o furto de energia é crime sujeito às penalidades do artigo 155 do Código Penal Brasileiro. Além de trazer prejuízos à população, a prática representa riscos de acidentes graves. Em caso de denúncia, os clientes podem entrar em contato pelos canais de atendimento da concessionária, sem a necessidade de identificação. As denúncias são feitas, de forma anônima, por meio do telefone 116 ou presencialmente, em uma das lojas de atendimento. *Com informações da Neoenergia
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Dezembro Verde: a importância do combate ao abandono de animais
Assim como os humanos, cães e gatos também possuem um calendário dividido em cores para a conscientização sobre temas relevantes à saúde. A causa trabalhada este mês é o Dezembro Verde, criado como uma forma de combate ao abandono de animais – ato cruel e considerado crime pela lei federal nº 9.605/98, com pena de reclusão para quem o pratica. A campanha reforça a importância da responsabilidade e do cuidado com os companheiros de quatro patas. Secretaria de Proteção Animal do DF desenvolve ações para conscientizar a população sobre a importância de respeitar os animais | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Precisamos nos comprometer com a responsabilidade e o respeito por aqueles que dependem de nós” Ricardo Villafane, secretário de Proteção Animal do DF Somente em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou no Brasil cerca de 30 milhões de animais abandonados, abrangendo 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães condenados à fome, ao frio e ao sofrimento – além de gerar problemas de saúde pública. Conscientização O secretário de Proteção Animal do DF, Ricardo Villafane, afirma que o cenário de abandono de pets tende a aumentar com as férias e viagens que caracterizam o fim de ano, especialmente por tutores que descartam os animais por não buscarem soluções responsáveis, como cuidadores ou hotéis especializados. Ricardo Villafane, secretário de Proteção Animal do DF: “O abandono é mais do que um ato cruel, é um ato criminoso” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília O gestor também ressalta que a secretaria tem feito um trabalho de conscientização por meio das redes sociais e veículos de comunicação, com campanhas educativas sobre guarda responsável e a necessidade de denunciar os maus tratos e abandono. Além das feiras de adoção por parcerias com organizações não governamentais (ONGs) que ocorrem esporadicamente, equipes também trabalham com um calendário pet, que tratará de um tema por mês voltado à causa animal. “O abandono é mais do que um ato cruel, é um ato criminoso”, pontua Villafane. “Além de deixar os animais expostos a riscos como fome, doenças e maus-tratos, aumenta o número de animais de rua e sobrecarrega os abrigos. Precisamos nos comprometer com a responsabilidade e o respeito por aqueles que dependem de nós.” Canais de denúncia O abandono de animais é crime, podendo gerar de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição de guarda. O delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA), Jônatas Silva, relata que, de janeiro a meados de novembro deste ano, foram registradas cerca de 4.700 denúncias anônimas de maus-tratos no DF. Ele frisou, ainda, que o endurecimento da pena implementado pela lei federal nº 14.064/20 fez uma grande diferença, diminuindo a impunidade nos crimes. “Infelizmente, a cultura do abandono não saiu da sociedade, temos percebido isso”, observa o delegado. “E as pessoas precisam registrar os fatos com fotos e vídeos, fazendo as denúncias pelos canais para robustecer o conjunto de provas e responsabilizar os autores do crime.” Jônatas também lembra que, durante as operações executadas pela polícia, os agentes trabalham na conscientização de tutores que deixam os animais amarrados ou em outras situações precárias. Ao presenciar algum caso de maus-tratos ou abandono de animais, é possível fazer uma denúncia anônima pelo número 190, que é o telefone da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ou pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br. Também se pode denunciar pelo Whatsapp (61) 98626.1197 ou registrar a ocorrência online pelo site da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do DF.
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Copom Mulher oferece atendimento especializado a mulheres vítimas de violência doméstica
Há cerca de três meses, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) – que atende as ligações do canal 190 – passou a contar, em formato piloto, com um atendimento especializado para vítimas de violência doméstica. O Copom Mulher, como foi batizado o programa, acelera a assistência – com o encaminhamento mais ágil de uma viatura até o local da situação de violência – e garante o acompanhamento e suporte às mulheres que solicitam apoio policial, mas optam por não registrar um boletim de ocorrência. O serviço é uma expansão do projeto Busca Ativa, iniciado em janeiro de 2023. “Essa é mais uma vitória que o GDF tem e é mais uma das frentes de combate, ao ter uma agente falando da importância de se fazer o registro e para dar apoio não só no flagrante, mas também no pós”, disse a vice-governadora Celina Leão | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Em cada turno, 10 agentes mulheres da PMDF ficam à disposição para fazer o atendimento das vítimas. Desde o surgimento, 1.120 mulheres foram atendidas. Destas, 32% aceitaram fazer o registro da ocorrência em uma delegacia de polícia durante a ligação. “Começamos há três meses e foi muito efetivo. Chamamos mulheres que estavam na reserva remunerada e elas estão preparadas para atender. O primeiro atendimento é o 190 normal, que aciona a viatura para o local. Depois é passado para a mesa da policial que faz a ligação para acalmar e orientar essa mulher”, explica a comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Habka. A vice-governadora Celina Leão destacou que o programa é mais uma ação do Governo do Distrito Federal (GDF) para combater a violência contra a mulher e o feminicídio. “O que tem dado certo no Brasil e no mundo é uma política pública especializada para as mulheres. É isso que estamos fazendo. Essa é mais uma vitória que o GDF tem e é mais uma das frentes de combate, ao ter uma agente falando da importância de se fazer o registro e para dar apoio não só no flagrante, mas também no pós”, afirmou. “Queremos realmente alcançar o índice de ser uma cidade em que a mulher se sinta segura”. Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, esse “é mais um gesto do Governo do Distrito Federal no sentido de fazer tudo o que pode ser feito para se priorizar o atendimento rápido às mulheres”. “Vem sendo feito esse esforço integrado que envolve diversas pastas. O Copom Mulher é mais um nesse sentido”. Rede de apoio “Nosso objetivo é conversar, saber quando elas estão sendo acuadas e tentar ver o máximo de sinais para que a gente possa convencer a maioria delas a comparecer a uma delegacia e cessar essa violência”, diz a sargento Elaine Lucas A sargento Eliane Lucas, integrante do Copom Mulher, comprova que a política já está dando certo. Ela diz que virou rotina entre os agentes comemorar quando mais uma mulher aceita formalizar a denúncia. “Para a gente aqui é uma vitória muito grande. É mais uma mulher salva e mais um ciclo encerrado”, disse. “Nosso objetivo é conversar, saber quando elas estão sendo acuadas e tentar ver o máximo de sinais para que a gente possa convencer a maioria delas a comparecer a uma delegacia e cessar essa violência. Há vários lugares que podem ajudá-las”, complementou. Entre os serviços de apoio citados pelas policiais estão o Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid), a Casa da Mulher Brasileira, o Comitê de Proteção à Mulher, o Espaço Acolher e o benefício Aluguel Social, uma assistência financeira temporária e complementar para vítimas de violência doméstica em situação de extrema vulnerabilidade. “Temos cada vez mais ampliado a nossa rede de proteção. O Copom Mulher é mais um espaço com homens e mulheres capacitados para encorajar as mulheres vítimas de violência. Também vamos entregar quatro novas casas da Mulher Brasileira. Nosso objetivo é democratizar esses espaços e incentivar as denúncias, porque a denúncia salva”, ressaltou a secretária da Mulher, Giselle Ferreira.
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