Polícia incinera drogas apreendidas e reforça combate ao uso e circulação de entorpecentes no DF
A Polícia Militar do Distrito Federal, por meio do Departamento de Operações, realizou nesta quinta-feira (26), na região de Sobradinho, a incineração de aproximadamente 30 quilos de drogas apreendidas em ocorrências registradas no Distrito Federal. O material destruído é proveniente de 2.763 ocorrências relacionadas ao porte de drogas para consumo pessoal, que resultaram na lavratura de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) e na adoção dos procedimentos administrativos cabíveis. Entre as substâncias incineradas, estavam maconha, cocaína, ecstasy, haxixe, crack, lança-perfume, LSD e outros entorpecentes. A ação contou com o acompanhamento de representantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Vigilância Sanitária, garantindo a observância dos protocolos legais, sanitários e ambientais durante todas as etapas do procedimento, conforme previsto na legislação vigente. Entre as substâncias incineradas, estavam maconha, cocaína, ecstasy, haxixe, crack, lança-perfume, LSD e outros entorpecentes | Foto: Divulgação/PMDF A incineração foi realizada em local apropriado, conforme determina a legislação, assegurando a correta destinação final do material apreendido e evitando riscos à saúde pública e ao meio ambiente. A medida representa a etapa final do ciclo de enfrentamento às drogas, consolidando o trabalho realizado nas ruas pelas equipes policiais e contribuindo para impedir a reutilização ou circulação desses entorpecentes. Além disso, reforça o compromisso institucional da PMDF com a segurança pública, a legalidade dos atos e a preservação da qualidade de vida da população do Distrito Federal. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)
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Especialistas alertam para efeitos do álcool e de outras drogas no cérebro e no organismo
Socialmente aceito, o álcool ainda é visto como inofensivo por grande parte da população. No entanto, trata-se de uma substância tóxica, capaz de provocar dependência, danos cerebrais, doenças graves e até morte. No Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado nesta sexta-feira (20), médicos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) chamam a atenção para um problema silencioso que compromete o corpo, a mente e as relações sociais. “O álcool é uma substância altamente tóxica, capaz de provocar danos significativos ao cérebro e aos neurônios. A síndrome de abstinência alcoólica está entre as mais graves quando comparada a outras substâncias e pode evoluir para a forma gravíssima do quadro, com alta taxa de mortalidade”, explica Sérgio Cabral Filho, chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal. Segundo o médico, além dos prejuízos diretos ao organismo, o álcool também aumenta o risco de comportamentos perigosos. “Em estado de alteração, a pessoa pode ficar mais agressiva, se envolver em brigas, dirigir alcoolizada ou sofrer intoxicação alcoólica grave, que pode levar ao coma”, acrescenta. De acordo com o especialista, o consumo de álcool, drogas ilícitas e até alguns medicamentos, como sedativos e opioides, pode causar dependência porque essas substâncias atuam diretamente no sistema de recompensa do cérebro. Elas aumentam a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer, reforçando o comportamento de uso. “Algumas drogas, como heroína e crack, liberam grandes quantidades dessa substância e têm alto potencial de vício. Além disso, há pessoas com maior predisposição à dependência por características neurológicas próprias”, aponta. No Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado nesta sexta-feira (20), médicos do IgesDF chamam a atenção para um problema silencioso que compromete o corpo, a mente e as relações sociais | Foto: Bruno Henrique/IgesDF Dependência química é doença e exige cuidado A dependência química costuma se manifestar por prejuízos progressivos na vida pessoal, profissional e social. Entre os principais sinais estão perda de interesse por atividades antes prazerosas, isolamento, queda no desempenho no trabalho ou nos estudos e foco excessivo no consumo. “Quando a pessoa passa a viver em função da próxima dose e perde objetivos de vida, esse é um sinal importante de dependência. Muitas vezes, ela também rompe vínculos sociais e familiares”, destaca o psiquiatra. O apoio familiar, segundo ele, é fundamental, especialmente porque a dependência pode comprometer a capacidade de reconhecer o problema ou de buscar ajuda espontaneamente. O estigma ainda é um dos principais obstáculos para o tratamento. Muitos pacientes evitam procurar assistência por medo de julgamento ou discriminação. “A dependência química é uma doença. Quando ela se instala, a pessoa perde a liberdade de escolha sobre o uso. O que ela pode escolher é iniciar o tratamento. Com apoio adequado, é possível recuperar a autonomia”, afirma. O especialista também ressalta a relação entre dependência e saúde mental. Embora algumas pessoas utilizem substâncias como forma de aliviar sintomas de ansiedade ou depressão, a maioria dos casos de dependência surge pelo efeito direto da droga no cérebro. Uma vez instalada, pode desencadear ou agravar transtornos psiquiátricos, como depressão, crises de ansiedade, pânico e até quadros psicóticos. Pessoas com predisposição genética, como histórico familiar de esquizofrenia, por exemplo, apresentam risco aumentado. “Se há vulnerabilidade genética e o uso começa cedo, isso pode antecipar ou desencadear quadros psiquiátricos graves”, alerta. Quando há associação entre dependência e outro transtorno mental, o tratamento da dependência deve ser priorizado. “Se o paciente apresenta depressão e dependência alcoólica, por exemplo, é essencial tratar primeiro a dependência para depois abordar adequadamente o quadro depressivo”, observa. A prevenção entre adolescentes e jovens exige atenção redobrada, já que o cérebro ainda está em desenvolvimento e mais suscetível aos efeitos tóxicos das substâncias. “Essas substâncias podem comprometer o desenvolvimento cerebral e desencadear quadros psiquiátricos graves, às vezes irreversíveis. O diálogo em casa e nas escolas é fundamental”, reforça o psiquiatra. Álcool pode causar danos físicos graves e irreversíveis Do ponto de vista clínico, o álcool pode afetar praticamente todos os órgãos. A supervisora da Residência Médica em Hepatologia do Hospital de Base, Liliana Mendes, destaca que fatores biológicos tornam algumas pessoas ainda mais vulneráveis. “As mulheres têm menor capacidade de metabolizar o álcool no estômago, o que faz com que a mesma quantidade ingerida resulte em níveis mais elevados no sangue, aumentando o risco de danos aos órgãos". Entre as principais complicações estão doenças cardiovasculares, pancreatite, lesões gastrointestinais e enfermidades hepáticas graves. “O álcool pode provocar hepatite alcoólica, esteatose hepática e cirrose. Em estágios avançados, pode levar a hemorragia digestiva, acúmulo de líquido no abdômen e até câncer de fígado”, adverte. Segundo a especialista, ainda persiste a ideia equivocada de consumo seguro. “Não existe quantidade segura de álcool. Mesmo pequenas doses podem provocar inflamação hepática e agravar doenças metabólicas, como diabetes e hipertensão”. Outro ponto de atenção é a associação entre transtornos psiquiátricos, compulsão alimentar e consumo de álcool, especialmente após cirurgia bariátrica. “Se a compulsão não for tratada, o paciente pode substituir a comida pelo álcool após a cirurgia. Isso reforça a importância do acompanhamento psicológico e psiquiátrico”, enfatiza a hepatologista. Para a especialista, campanhas de conscientização devem ampliar o debate sobre os impactos do álcool e das drogas na saúde, indo além dos riscos no trânsito. Tratamento é possível e acessível O tratamento da dependência envolve desintoxicação, acompanhamento médico, suporte psicológico e, em alguns casos, uso de medicamentos. A rede pública oferece atendimento especializado por meio dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), com equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros. “A motivação é uma ferramenta essencial no tratamento. Mesmo diante de recaídas, o mais importante é retomar o plano terapêutico o quanto antes”, orienta o psiquiatra Sérgio Cabral. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Revistas pessoais reforçam segurança e evitam entrada com objetos proibidos em blocos carnavalescos
A atuação preventiva das forças de segurança, especialmente por meio das linhas de revista presentes nos acessos aos blocos, tem sido fundamental para impedir a entrada de objetos proibidos e reduzir riscos em meio às multidões. Material apreendido no sábado de Carnaval: triagem preventiva nos pontos de acesso ajuda a preservar a segurança de todos | Fotos: Divulgação/SSP-DF Durante as revistas feitas no sábado (14), foram apreendidas 119 armas brancas por policiais militares. Também foram retiradas de circulação substâncias ilícitas, entre elas porções de maconha, cocaína, além de um spray de pimenta. As apreensões demonstram a importância da triagem preventiva nos pontos de acesso aos eventos, contribuindo diretamente para a preservação de vidas e para a segurança dos foliões no Distrito Federal. “Mantenha o aparelho celular em local seguro, nunca em bolsos traseiros ou de fácil acesso” Major Raphael Broocke, porta-voz da PMDF A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) reforça que a revista tem caráter preventivo e visa exclusivamente à proteção dos foliões. Não é permitida a entrada com armas e drogas ilícitas, garrafas ou copos de vidro, perfumes em recipientes de vidro, desodorantes aerossóis — sendo autorizados apenas produtos em creme ou roll-on —, substâncias inflamáveis, isqueiros, objetos perfurocortantes como facas, estiletes e tesouras, independentemente do tamanho, além de guarda-chuvas com haste metálica, que podem causar ferimentos — aconselha-se o uso de capas de chuva. Bandeiras com mastros ou estruturas rígidas também são vetadas por razões de segurança. Os militares recuperaram 12 aparelhos celulares. “É importante redobrar o cuidado com o celular durante o Carnaval”, alertou o porta-voz da PMDF, major Raphael Broocke. “Quadrilhas especializadas aproveitam momentos de distração e o excesso de consumo de álcool para agir. Mantenha o aparelho em local seguro, nunca em bolsos traseiros ou de fácil acesso. Deixe o celular bem protegido, use apenas quando for realmente necessário e, de preferência, fora de áreas de grande aglomeração”. Trânsito O policiamento tem sido feito de forma ostensiva e integrada nas áreas de maior concentração de público, estacionamentos, vias adjacentes e pontos de dispersão, com emprego de efetivo reforçado e tropas especializadas. No sábado, houve 1.176 abordagens veiculares e 484 autos de infração lavrados. Entre as infrações estão irregularidades veiculares. Ao todo, 126 condutores foram autuados por dirigir sob efeito de álcool, enquanto 39 receberam autuações por uso de celular ao volante e 11 veículos foram recolhidos ao depósito. Crianças Mais de 300 crianças receberam pulseirinhas de identificação, medida simples, mas essencial para agilizar a localização em caso de desencontro. Em casos de crianças perdidas ou situações envolvendo menores, haverá acolhimento imediato, com acionamento do Conselho Tutelar e da Vara da Infância e da Juventude, por meio do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), pelo telefone 125. Bombeiros 263 Total de militares que atuaram pelo Corpo de Bombeiros durante as operações de sábado O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal empregou, para a operação deste sábado, o efetivo de 263 militares e 20 viaturas, que trabalharam principalmente em ações de atendimento pré-hospitalar. Durante os eventos, equipes especializadas circularam entre os foliões e garantiram uma resposta rápida para as emergências. Ao todo, foram atendidas 37 pessoas. Do total de ocorrências, a maior parte — 23 — estava associada ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Três pessoas precisaram de transporte ao hospital, e as demais foram atendidas nos postos médicos dos eventos ou no próprio local. Além dos atendimentos emergenciais, o CBMDF vistoriou 18 eventos, avaliando as condições contra incêndio e pânico de cada estrutura, com a finalidade de prevenir incidentes nos locais de festa. “O planejamento, a integração entre os órgãos de segurança pública e o empenho dos militares escalados é fundamental para garantir um carnaval mais seguro para todos”, reforçou o comandante-geral da CBMDF, coronel Alexandre Barcelos. Bombeiros orientam: é importante manter cuidados básicos de alimentação e segurança, bem como evitar excesso de álcool Outra orientação da corporação aos foliões é manter cuidados básicos de segurança, boa hidratação e alimentação, evitando o consumo excessivo de álcool. Menores de idade e crianças devem estar acompanhados por um adulto responsável. O atendimento diário em todas as regiões administrativas do Distrito Federal também foi mantido operante dentro da normalidade. Em caso de emergência, a população deve acionar imediatamente o 193. DF Legal No sábado, a Secretaria DF Legal fiscalizou 43 eventos de Carnaval, entre blocos e demais produções, mas não houve necessidade de interdição de nenhum deles, já que foram respeitadas licenças de funcionamento, incluindo horário de início e fim. 400 Número de comerciantes irregulares que receberam orientações da fiscalização durante o sábado Quanto à fiscalização de ambulantes, 400 comerciantes irregulares foram orientados a se retirar das imediações dos blocos. Foi necessária a apreensão de 14 garrafas de vidro de bebidas destiladas diversas. Os ambulantes precisam ser licenciados e não podem comercializar objetos perfurocortantes, como garrafas de vidro e espetinhos. Campanhas educativas No segundo dia do Carnaval no DF, a Polícia Civil intensificou ações preventivas e de orientação ao público. Equipes da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) e das unidades da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I e II) distribuíram material institucional e orientações na Rodoviária do Plano Piloto. O foco foi a prevenção de crimes contra a dignidade sexual e outras formas de violência, ação que será repetida neste domingo (15). Ocorrências Conforme dados preliminares, de sexta-feira (13) até a manhã deste domingo, foram registrados 36 furtos de celular e quatro furtos a transeuntes em blocos carnavalescos, além de um furto em interior de veículo no Setor Hoteleiro Sul, um roubo a transeunte, um flagrante de embriaguez ao volante em Ceilândia e duas ocorrências de tráfico de drogas, sendo uma no Núcleo Bandeirante e um flagrante na área da Esplanada dos Ministérios. Detran Bloco do Carnaval Educativo marcou as ações do Detran-DF entre os foliões Da manhã de sábado até a madrugada deste domingo, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) empreendeu uma grande ação educativa de Carnaval no Parque da Cidade, com o Bloco de Carnaval Educativo. Durante a mobilização, as equipes de educação de trânsito abordaram aproximadamente 2 mil pessoas, levando informação de forma lúdica e interativa, em sintonia com o clima festivo. A ação evidenciou a importância de escolhas responsáveis para a preservação da vida e a redução de sinistros nas vias do DF. Além das ações em campo, o Detran-DF promove a campanha educativa “Vem, pode vir, só não rola beber e dirigir!”, iniciativa que conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). A mensagem é veiculada estrategicamente em três momentos de cada bloco carnavalesco, no início, no meio e ao final da festa. No encerramento, o lembrete é reforçado, alcançando milhares de foliões em todo o Distrito Federal. [LEIA_TAMBEM]As operações de policiamento e fiscalização de trânsito contemplaram regiões de Taguatinga, Samambaia, Ceilândia, Planaltina, Paranoá, Núcleo Bandeirante e Plano Piloto. Ao todo, os agentes efetuaram 500 abordagens e aplicaram 430 testes de etilômetro, que resultaram na autuação de 15 condutores por dirigir sob a influência de álcool, sendo um caso enquadrado como crime de trânsito. Também foram flagrados oito condutores inabilitados e quatro com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida. As equipes registraram ainda dez veículos com escapamento irregular, dois transportando carga incompatível com o tipo de veículo e 60 autuações por motivos diversos. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública
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Formatura do Proerd reúne mais de 1,4 mil estudantes em escola pública no Cruzeiro
A manhã desta quinta-feira (4) marcou a formatura do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) deste ano, no Ginásio do Cruzeiro Novo, com a participação de 1.433 estudantes de diferentes coordenações regionais de ensino (CREs) da Secretaria de Educação (SEEDF). A cerimônia celebrou o encerramento das atividades do programa ao longo do ano letivo, envolvendo turmas das séries iniciais do ensino fundamental (5º ano, 7º ano) e ensino médio. Recém-formados fazem parte de um programa que é fruto de parceria da Secretaria de Educação com a Polícia Militar | Fotos: Jota Castro/SEEDF “Ninguém faz educação sozinho, precisamos de toda a sociedade e das forças de segurança para nos apoiar” Hélvia Paranaguá, secretária de Educação Durante a cerimônia, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, lembrou a importância da integração entre as instituições para fortalecer o cuidado com os estudantes e ampliar o alcance das ações preventivas. Ninguém faz educação sozinho, precisamos de toda a sociedade e das forças de segurança para nos apoiar”, declarou, citando depois o apoio do trabalho conjunto com os batalhões de Policiamento Escolar e de Policiamento de Trânsito. A gestora também ressaltou a importância do Proerd: “Tenho grande amor por esse programa, porque ele é um programa que salva vidas. É essencial que os estudantes compreendam desde cedo que o bacana é ser saudável e ter uma vida livre de qualquer entorpecente”. A comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Ana Paula Habka, enfatizou que a parceria fortalece a proteção social dos estudantes e amplia o alcance das ações preventivas. “Quando trabalhamos com a educação, sabemos que teremos um futuro muito mais seguro, e esses jovens estão dizendo sim à vida desde já”, disse. “A Polícia Militar faz esse trabalho com muito carinho e tem uma gratidão enorme pela confiança da Secretaria de Educação e pela dedicação dos instrutores e de todos os envolvidos nesse projeto de dizer não às drogas”. Participação das escolas Participaram da formatura 15 escolas públicas e cinco privadas, totalizando 20 unidades de ensino. As escolas públicas reuniram 1.296 estudantes, enquanto as instituições privadas somaram 137 alunos. Todas essas unidades foram atendidas por instrutores do Batalhão de Policiamento Escolar durante este ano, reforçando o caráter preventivo e educativo do programa. A comandante do Batalhão de Policiamento Escolar, tenente-coronel Selani, também enalteceu o impacto do Proerd na vida dos estudantes. “[O programa] é muito importante porque, além de ensinar as crianças a ficarem longe das drogas e da violência, trabalha a importância de fazer escolhas saudáveis, já que essas decisões têm impacto direto no futuro”, afirmou. O programa Presente no Distrito Federal desde 1998, o Proerd já formou mais de 763 mil estudantes. O programa amplia competências socioemocionais, estimula boas escolhas, promove uma cultura de paz e também atua na prevenção ao bullying e ao cyberbullying, com foco no desenvolvimento integral e na segurança das crianças e jovens das redes pública e privada. Sorteada com uma bicicleta, a estudante Camila Ferreira falou sobre o programa: “É muito bom para as pessoas terem a consciência de que as drogas fazem mal e se afastarem de algo tão ruim” A cerimônia contou com atrações educativas e culturais, incluindo apresentações do personagem Lobo-Guará e dos Guardiões do Trânsito, demonstração do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães), entrada dos instrutores do Proerd e participação da mascote do programa, Leão Daren. A Banda do Colégio Cívico Militar 01 do Itapoã executou o Hino Nacional Brasileiro, e os estudantes fizeram o tradicional juramento do programa e participaram de sorteios de brindes, incluindo mochilas, um drone e três bicicletas. [LEIA_TAMBEM]Camila Ferreira, de 11 anos, aluna do 5º ano da Escola Classe 203 do Recanto das Emas, foi uma das ganhadoras das bicicletas e relatou que participar do Proerd a ajudou a entender, na prática, como agir diante de situações de risco. “É muito bom para as pessoas terem a consciência de que as drogas fazem mal e se afastarem de algo tão ruim”, frisou. Camila explicou que, durante o curso, as turmas participaram de jogos, dinâmicas e até uma apresentação teatral. “Simulamos uma pessoa oferecendo droga e a outra não aceitando, e explicando por que isso é errado”, exemplificou. Para ela, o aprendizado reforça a importância de procurar um professor ou alguém da direção sempre que notar algo suspeito. *Com informações da Secretaria de Educação
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Ações de combate ao tráfico de drogas são intensificadas e 23 pessoas são presas em flagrante em uma semana
A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio do Departamento de Polícia Circunscricional (DPC), intensificou as ações de repressão ao tráfico e uso de drogas ilícitas em todas as regiões administrativas do DF. Entre os dias 17 e 23 de outubro de 2025, as unidades realizaram 115 averiguações de denúncias, instauraram 23 autos de prisão em flagrante (APFs) e 17 termos circunstanciados (TCs), além de duas apreensões de atos infracionais análogos ao tráfico. Ao todo, 49 pessoas foram presas e R$ 7.696,00 em espécie foram apreendidos nas operações. Segundo o diretor do DPC, delegado Vicente Paranahiba Costa Neto, as ações têm caráter permanente e buscam reduzir a criminalidade associada ao tráfico, como furtos, roubos e homicídios. Entre os dias 17 e 23 de outubro de 2025, as unidades realizaram 115 averiguações de denúncias | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “O enfrentamento ao tráfico de drogas tem efeito direto sobre outros delitos. Nosso objetivo é identificar e desarticular pontos de venda e distribuição, especialmente nas áreas próximas a escolas e locais de grande circulação”, destacou o delegado. As operações também contaram com o apoio da SPEI/DPC (Serviço de Planejamento Estatística e Informática), responsável pelo monitoramento dos resultados e integração das informações entre as unidades. A PCDF reforça que denúncias sobre o tráfico de drogas podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 197 ou pelo site www.pcdf.df.gov.br. O sigilo é garantido. *Com informações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
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Blitz educativa alerta para riscos do uso de drogas e álcool no trânsito
Na manhã desta quarta-feira (25), motoristas que trafegavam na altura da 907 Norte, em Brasília, foram surpreendidos com uma abordagem diferente: em vez de multas ou notificações, receberam informações e estímulo à reflexão. A ação, promovida em parceria entre a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) e o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), marcou o início da blitz educativa de prevenção ao uso abusivo de substâncias químicas, em alusão ao Dia Internacional de Combate às Drogas, celebrado mundialmente em 26 de junho. A iniciativa segue até o próximo dia 27 em diferentes regiões do Distrito Federal. O objetivo é alertar sobre os perigos da combinação entre drogas, álcool e direção, além de divulgar o Programa Acolhe DF, criado pela Sejus por meio da Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed). O programa oferece apoio psicossocial gratuito a dependentes químicos e seus familiares. O objetivo é alertar sobre os perigos da combinação entre drogas, álcool e direção, além de divulgar o Programa Acolhe DF, criado pela Sejus | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus Durante a blitz, os condutores receberam kits informativos com mensagens educativas da Sejus e do Detran, reforçando o compromisso conjunto com a valorização da vida e a segurança no trânsito. Para a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, ações integradas como essa são fundamentais para a eficácia das políticas públicas. “Quando unimos prevenção, acolhimento e informação, damos à população a chance real de recomeçar. A droga destrói vidas em silêncio. Cada vida que a gente acolhe é uma vida que pode ser salva. E isso começa com informação”, destacou. Segundo Marcelo Vilela, do Núcleo de Campanhas Educativas de Trânsito do Detran-DF, a parceria fortalece o impacto da ação. “Estamos aqui hoje com o lema ‘Desacelere: seu bem maior é a vida’. Reduzir a velocidade e aumentar a atenção são atitudes essenciais. E trazer o tema do combate às drogas para o contexto do trânsito amplia nosso alcance e fortalece a mensagem”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]A recepção por parte dos motoristas foi positiva. A servidora Fernanda Neves dos Santos, que passava pelo local aprovou a iniciativa. “É muito importante essa blitz para despertar a consciência de que drogas e direção não combinam”, comentou. Enfrentamento às drogas no DF A Secretaria de Justiça e Cidadania conta com a Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed), que atua em três eixos principais: prevenção, acolhimento e reinserção social. Um dos pilares da política pública é a oferta de tratamento para dependência química por meio de convênios com 12 comunidades terapêuticas, sendo duas exclusivas para mulheres. Ao todo, são disponibilizadas 330 vagas mensais para acolhimento. Além disso, a Subed realiza ações educativas em escolas do DF, promovendo palestras e atividades que contribuem para a formação de uma consciência crítica entre crianças e adolescentes sobre o uso de substâncias químicas. Onde buscar ajuda O Programa Acolhe DF, da Sejus, está disponível para quem precisa de apoio ou deseja orientar familiares e amigos que enfrentam problemas com álcool ou outras drogas. O serviço é gratuito, com atendimento humanizado e equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. • Endereço: Estação Rodoferroviária de Brasília – Parque Ferroviário, Zona Industrial • WhatsApp: (61) 98314-0639 • E-mail: acolhedf@sejus.df.gov.br *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)
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Profissionais de saúde serão capacitados para atendimento sobre uso abusivo de álcool e outras drogas
O uso abusivo de álcool e outras drogas não é apenas um desafio clínico - é um drama social que afeta famílias inteiras, desestrutura vidas e pressiona ainda mais os serviços públicos de saúde. Para quem atua na linha de frente da saúde, saber lidar com essa realidade vai muito além da técnica: exige escuta, empatia e, principalmente, desconstrução de julgamentos. Arte: Divulgação/IgesDF É com esse objetivo que a Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), dará início, neste mês, à capacitação voltada para profissionais da saúde. O foco é promover uma abordagem mais sensível, qualificada e baseada em evidências sobre o cuidado com pessoas em uso grave e persistente de substâncias. Uma das palestrantes da capacitação, a assistente social Beatriz Sousa Liarte chama a atenção para o preconceito, que ainda ocorre em larga escala: “O uso de álcool e outras drogas, infelizmente, ainda é muito visto como falha de caráter, mas a gente precisa lembrar que é uma questão de saúde pública reconhecida pela Organização Mundial de Saúde [OMS] e que pode impactar diretamente no tratamento de outras condições clínicas; por isso precisamos tratar isso com responsabilidade, acolhimento e sem julgamentos”. A proposta do curso é oferecer não só ferramentas técnicas de intervenção, mas também reforçar a importância de práticas mais humanas e inclusivas. Entre os temas discutidos estão escuta ativa, redução de danos, encaminhamentos adequados para unidades especializadas e estratégias de comunicação com pacientes em situação de vulnerabilidade. A capacitação será ministrada em quatro encontros presenciais, distribuídos entre o Hospital de Base e o Hospital Regional de Santa Maria. É aberta a todos os profissionais da área da saúde, incluindo público externo. As aulas serão sempre das 9h às 11h, com a seguinte distribuição: dias 13 e18, na Diep do Hospital de Base; dias 16 e 24, no auditório do Hospital Regional de Santa Maria. A ideia é que, em breve, as unidades de pronto atendimento (UPAs) também sejam contempladas com o treinamento. “Não se trata apenas de lidar com uma crise, mas de criar uma cultura de cuidado, e isso começa com profissionais preparados para enxergar o outro com mais humanidade”, pontua Beatriz Liarte. *Com informações do IgesDF
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Escolas do Cruzeiro recebem ação de conscientização sobre drogas
Na Semana Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Drogas, uma equipe da Polícia Federal esteve nesta quinta-feira (29), no Ginásio do Cruzeiro, para promover atividades com os alunos de escolas públicas da cidade. Cerca de 400 crianças puderam assistir a demonstrações de equipamentos antibomba e conheceram viaturas antigas da instituição. Agentes da Polícia Federal promoveram debates e apresentações no Ginásio do Cruzeiro | Foto: Divulgação/Ascom Cruzeiro A visita teve como objetivo alertar sobre a importância do combate às drogas e explicar os efeitos nocivos dessas substâncias, explicou o superintendente regional da PF, Cezar Luiz Busto de Souza. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Estamos apresentando um pouco do nosso programa de prevenção às drogas”, afirmou o gestor. “A Polícia Federal se dedica à prevenção e não só à repressão. É uma alegria pra nós estar hoje aqui e poder trabalhar com essa juventude.” Para o administrador do Cruzeiro, Gustavo Aires, a iniciativa foi de grande valia para os alunos. “Foi uma grata surpresa receber essa ação aqui”, disse. “Já até comentei com o superintendente que as portas da cidade estão sempre abertas para essas iniciativas”. *Com informações da Ascom Cruzeiro
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