Simulado de acidente aeronáutico mobiliza forças de emergência na região central de Brasília no dia 28
Quem passar pela área central de Brasília na manhã de 28 de julho poderá observar uma grande movimentação de equipes de emergência. Viaturas, ambulâncias, agentes de trânsito, equipes policiais e, conforme o planejamento operacional, aeronaves de segurança pública participarão de um simulado de acidente aeronáutico realizado em área urbana. O exercício vai simular a queda de uma aeronave fora do sítio aeroportuário, com vítimas e fumaça cenográfica, permitindo que os órgãos envolvidos testem protocolos de atendimento, resgate, controle do tráfego e atuação integrada em uma ocorrência de grande porte. O exercício terá fogo, fumaça e vítimas cenográficos e não oferecerá risco à população | Foto: Divulgação O local exato da simulação não será divulgado antecipadamente para preservar o realismo da operação. Também não haverá utilização de fogo real nem qualquer risco para a população. Toda a atividade será acompanhada por equipes responsáveis pela segurança do exercício. Por questões de segurança, o simulado não será aberto ao público. Durante o treinamento, cerca de dez vítimas serão caracterizadas para que bombeiros e profissionais do Samu realizem os procedimentos de triagem e atendimento, enquanto as forças de segurança atuarão no isolamento da área, organização do trânsito e coordenação da resposta. Os reflexos na mobilidade devem ser pontuais e restritos ao entorno da operação e às rotas utilizadas pelos veículos de emergência, sem previsão de interdições prolongadas.
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Procura por teleconsulta nas UPAs cresce e já soma mais de 21 mil atendimentos
Com o aumento de casos de gripe, tosse, febre e dor de garganta, cresce também a procura por atendimento nas unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF. Para reduzir a espera e dar mais rapidez ao atendimento, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) tem ampliado o uso da teleconsulta para pacientes com quadros leves. Sistema de teleconsulta já está disponível nas 13 unidades de pronto atendimento do DF | Foto: Divulgação/IgesDF Na prática, pacientes sem sinais de urgência, classificados com pulseira verde, podem ser atendidos por vídeo dentro da própria unidade, com apoio da equipe de enfermagem. A medida agiliza a orientação médica e permite que os profissionais presenciais concentrem esforços nos casos mais graves. Todas as 13 UPAs do DF já contam com teleconsulta, e quatro delas — Sobradinho, Ceilândia 1, Recanto das Emas e São Sebastião — têm o atendimento por vídeo chamada também em pediatria. Desde a implantação, em maio de 2025, até o início deste mês, já foram prestados 21.467 atendimentos por teleconsulta nas UPAs do DF. Desse total, 364 foram pediátricos, cuja teleconsulta só começou no final de janeiro deste ano, evidenciando a ampliação progressiva do serviço também para o público infantil. Como funciona a teleconsulta Após a triagem e a classificação de risco, pacientes com menor gravidade podem optar pela teleconsulta. Antes do atendimento, é apresentado um termo de consentimento ao paciente ou responsável. Em seguida, a pessoa é encaminhada para uma sala específica dentro da própria UPA, onde é realizada a consulta por vídeo com o médico. Durante todo o processo, a equipe de enfermagem permanece no local para dar suporte e auxiliar no encaminhamento, quando necessário. O modelo tem se mostrado resolutivo. Já foram emitidas 12.614 prescrições de medicamentos, além de 6.569 solicitações de exames laboratoriais e 2.893 de exames de imagem por meio da teleconsulta. “Com a teleconsulta, conseguimos dar mais agilidade aos casos de menor gravidade e garantir prioridade aos pacientes mais urgentes, com segurança e qualidade assistencial” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF Apenas 12,1% dos atendimentos precisaram ser convertidos para consulta presencial, geralmente quando havia necessidade de exame físico, com retaguarda médica disponível na própria unidade. Eficiência ampliada “Ao direcionar os casos leves para um atendimento mais rápido, conseguimos liberar as equipes para focar nos pacientes com maior gravidade, tornando a assistência mais eficiente como um todo”, explica o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves. As UPAs que somam maior volume de teleconsultas são as do Gama (4.877 atendimentos), Ceilândia II (4.724) e Vicente Pires (4.322). Entre os principais motivos da procura estão síndromes respiratórias, diarreia, gastroenterite e febre — quadros comuns de baixa gravidade, mas que aumentam a demanda nas unidades, especialmente em períodos de mudança de clima. [LEIA_TAMBEM]“A teleconsulta é uma estratégia importante para organizar o atendimento nas UPAs, especialmente em períodos de maior procura”, reforça o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. “Com ela, conseguimos dar mais agilidade aos casos de menor gravidade e garantir prioridade aos pacientes mais urgentes, com segurança e qualidade assistencial.” Atendimento nas UPAs do DF As UPAs funcionam 24 horas por dia e atendem casos de urgência e emergência de média complexidade. O acesso é feito por meio da classificação de risco, que define a prioridade conforme a gravidade do paciente, e não pela ordem de chegada. Com a teleconsulta, parte dos casos leves passa a seguir um caminho mais rápido, o que ajuda a reduzir o tempo de espera e torna o atendimento mais eficiente para toda a população. *Com informações do IgesDF
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Filas de emergência na rede pública do DF podem ser consultadas online
Antes de sair de casa em busca de atendimento de emergência, moradores do Distrito Federal já podem verificar, pela internet, quantas pessoas aguardam na fila em cada hospital da rede pública. A consulta é feita por meio do monitoramento das portas do Serviço Hospitalar de Emergência (SHE), ferramenta da Secretaria de Saúde (SES-DF) que passou a disponibilizar ao público dados antes restritos à gestão interna. O painel exibe, em tempo real, informações como número de pacientes em atendimento, quantidade de pessoas na fila, tempo médio de espera e perfil da demanda por especialidades médicas. O serviço pode ser acessado gratuitamente, tanto pelo celular quanto pelo computador. Usuários do SUS que buscam atendimento de emergência já podem saber quantas pessoas aguardam na fila em cada hospital da rede pública do DF | Foto: Arquivo/Agência Brasília De acordo com o subsecretário de Planejamento em Saúde da SES-DF, Rodrigo Vidal, a ferramenta impacta diretamente a vida das pessoas, facilitando o acesso aos serviços públicos e incentivando o aprimoramento constante do atendimento: “Esse painel representa uma mudança na gestão pública em saúde ao colocar, na palma da mão do cidadão, informações em tempo real sobre as emergências do DF. Acredito que a transparência é sempre um propulsor de melhoria do serviço público: quando a informação é aberta, gera participação, cobrança e evolução, fortalecendo a confiança no SUS”. A medida permite que a população escolha onde buscar atendimento com mais informação e também amplia o controle social sobre os serviços de saúde. “Não conhecia o painel, mas achei eficiente porque mostra os hospitais com clareza, é intuitivo e fácil de usar. Também é uma ótima ferramenta para o governo monitorar o que está acontecendo nos hospitais e propor novas políticas de acordo com o que está acontecendo”, afirma Marina Pacheco, usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). [LEIA_TAMBEM]A iniciativa foi reconhecida no Prêmio Ipê de Inovação em Transparência Pública 2025, promovido pela Controladoria-Geral do DF e pelo Conselho de Transparência e Controle Social. “Com a abertura desses dados, ampliamos a transparência e damos ao cidadão mais autonomia para tomar decisões. Ao mesmo tempo, valorizamos iniciativas que melhoram a gestão pública”, afirma o controlador-geral do DF, Daniel Lima. Além de atender à população, o sistema continua sendo utilizado por gestores e profissionais de saúde, contribuindo para a melhor distribuição da demanda entre as unidades hospitalares. O Dia da Transparência Pública do DF é celebrado em 3 de abril. A transparência é o que garante que o governo publique informações de interesse da população e a população possa fiscalizar e participar ativamente. Também é possível pedir informações que não estão públicas, seguindo as regras da Lei de Acesso à Informação. Acesse o Portal da Transparência e acompanhe o trabalho realizado pelo GDF. *Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)
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Cuidado: Carnaval com sol é mistura explosiva
Durante o Carnaval, as unidades de saúde registram aumento de atendimentos por desidratação, queimaduras solares, exaustão pelo calor e insolação. Quando o corpo permanece exposto por muito tempo a altas temperaturas, ele tenta se resfriar por meio do suor. Se a perda de líquidos não é compensada com hidratação adequada, ocorre desidratação. Atençao ao uso do glitter: caso o produto não tenha sido testado dermatologicamente, pode provocar irritação | Foto: Divulgação/IgesDF Em situações mais graves, a temperatura corporal sobe de forma descontrolada. É a chamada insolação. “É uma condição séria”, explica a dermatologista Danielle Aquino, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “O corpo perde a capacidade de regular a própria temperatura e isso pode levar a complicações importantes, inclusive neurológicas”. A médica explica que os principais sintomas são dor de cabeça intensa, tontura, febre, náuseas, pele quente e avermelhada, fraqueza e confusão mental. Sem atendimento adequado, orienta ela, o quadro pode evoluir para emergência. Protetor solar Um dos erros mais comuns no Carnaval é aplicar protetor solar apenas uma vez, antes de sair de casa. Com suor intenso e contato com água, o produto perde eficácia. “A reaplicação é fundamental”, aponta a dermatologista. “Não adianta passar protetor apenas pela manhã e achar que está protegido o dia inteiro”. As recomendações incluem usar protetor com FPS 30 ou superior, aplicando de 15 a 30 minutos antes da exposição e reaplicando a cada duas horas, bem como a cada vez que sair da água ou suar muito e não se esquecer de espalhar o produto entre orelhas, pescoço, pés e parte de trás das pernas. Hidratar-se com frequência ou ter por perto uma garrafa de água são atitudes que ajudam na prevenção | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Outra dúvida comum envolve o glitter. Produtos que não foram testados dermatologicamente podem causar irritação na pele e, se atingirem os olhos, provocar ardência e inflamação. O ideal é procurar itens próprios para uso cosmético e evitar aplicação próximo à região ocular. Roupas e acessórios que ajudam a proteger são boné ou chapéu de aba larga, óculos de sol com proteção UV, roupas leves e claras, tecidos que facilitam a ventilação e uma garrafinha de água sempre por perto. Também é recomendado evitar exposição direta ao sol entre as 10h e as 16h, quando a radiação ultravioleta é mais intensa. Cuidados redobrados com crianças Blocos infantis e matinês também exigem atenção. Crianças desidratam mais rápido e nem sempre conseguem identificar os próprios sintomas. “Elas dependem totalmente da observação dos adultos”, atenta a dermatologista do Hospital de Base. “Irritabilidade excessiva, sonolência e pele muito quente são sinais de alerta”. “O Carnaval é tempo de alegria, mas a prevenção é essencial para que a folia não termine em emergência” Danielle Aquino, dermatologista do Hospital de Base Os cuidados principais são oferecer água com frequência, reaplicar protetor com maior regularidade, evitar exposição nos horários de pico e garantir pausas em locais sombreados. Queimadura solar Se a pele ficar vermelha e dolorida, é preciso agir rapidamente. Saia imediatamente do sol, tome um banho frio ou morno, beba bastante líquido e use hidratantes calmantes indicados por profissional de saúde. O que não se deve fazer, nesse caso, é estourar bolhas, aplicar receitas caseiras (como pasta de dente ou manteiga) ou voltar à exposição solar. Em caso de bolhas extensas ou dor intensa, é importante procurar avaliação médica. [LEIA_TAMBEM]Alguns sinais indicam que é hora de buscar ajuda imediata: febre alta, desmaio, confusão mental, vômitos persistentes e pele muito quente e seca. A recomendação geral é manter a atenção. “O Carnaval é tempo de alegria, mas a prevenção é essencial para que a folia não termine em emergência”, conclui a dermatologista Danielle Aquino. Veja, abaixo, onde procurar assistência no DF: ⇒ Unidades de pronto atendimento (UPAs) para quadros moderados e urgências; ⇒ Hospitais regionais, em casos mais graves; ⇒ Em situações com risco iminente à vida, acionar o Samu, pelo telefone 192. *Com informações do IgesDF
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Pronto-socorro do Hospital Regional de Sobradinho é reformado
Quem passou pelo Hospital Regional de Sobradinho (HRS) nos últimos dias já deve ter percebido que os trabalhos de reforma da unidade seguem intensos. Na semana passada, foi reaberto o espaço clínico do pronto-socorro, agora com instalações modernas e um ambiente amplo, bem-iluminado e mais arejado para o conforto dos pacientes. Trabalhos contemplam diversos setores da unidade hospitalar, o que beneficia diretamente os pacientes | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Esta etapa contou com investimentos da ordem de R$ 350 mil pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Foram trocadas a rede elétrica e a parte hidráulica do espaço, com reparos na tubulação dos gases medicinais, reforma dos banheiros, pintura das paredes e substituição do telhado, com a total contenção dos vazamentos que ameaçavam o espaço nos períodos de chuva. Também foram instalados novos móveis e mesas que exigem menor custo de manutenção, são mais fáceis de higienizar e apresentam maior resistência. “Houve uma readequação às normas vigentes, à resolução RDC [Resolução da Diretoria Colegiada] nº 50, para se alcançar acessibilidade total”, explica o diretor administrativo da Região de Saúde Norte, Magalhães da Silveira. “Antes nós já havíamos revitalizado a cozinha, o laboratório, a gerência de regulação do hospital e os ambulatórios da policlínica. Também fizemos melhorias na UTI neonatal e no espaço da ‘mãe canguru’ [em que o recém-nascido prematuro mantém o contato pele a pele com a mãe].” Nova fase O passo seguinte das reformas ocorrerá no espaço cirúrgico do pronto-socorro, com melhorias similares às realizadas no centro clínico. Segundo o diretor clínico do HRS, Bruno Guedes, esse trabalho vai ampliar o número de leitos disponíveis dentro do hospital. “Conseguimos unificar os boxes de emergência: antes tínhamos um box de quatro leitos, agora são sete”, contabiliza. “Nossa capacidade para pacientes internados em observação era de 17, mas com o final da reestruturação dos espaços, esperamos aumentar para 25 os leitos de observação”. Guedes também comemora o fato de que não foi preciso interromper o atendimento do pronto-socorro para executar as reformas, que permitiram a implantação de novas estruturas na emergência do HRS. “Conseguimos ainda inaugurar dois leitos de isolamento, o que é muito importante num contexto de pandemias e epidemias virais”, ressalta. “O espaço foi ampliado, as camas dos pacientes e as macas estão todas novas”, valoriza a técnica de enfermagem Marília Moraes. “Toda a estrutura do hospital melhorou. Pelo que eu posso ver, os pacientes estão gostando bastante.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hospital de Base implementa Time de Resposta Rápida no centro cirúrgico para otimizar atendimento
O centro cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) deu um passo importante para a melhoria da assistência a pacientes em situações de emergência. Nas últimas quinta (27) e sexta-feiras (28), a equipe de colaboradores da área participou dos primeiros treinamentos práticos do Time de Resposta Rápida (TRR), uma iniciativa que busca melhorar a organização e a eficiência durante paradas cardiorrespiratórias (PCR) e outras intercorrências graves. A ideia surgiu da necessidade de estruturar melhor a resposta da equipe nesses momentos críticos. Segundo Gabriela Rodrigues de Paula Campos, assessora técnica da gerência de enfermagem, foi observada uma necessidade de ajuste na cronologia dos atendimentos, o que, sem a devida atenção, poderia ser algo que viria a comprometer a eficácia das manobras. “O Centro Cirúrgico lida com pacientes extremamente complexos, e a gente já sentia a necessidade de aprimorar esse atendimento. Conversando com o enfermeiro Gustavo Morato, surgiu a proposta de criar o TRR. Desenvolvemos um projeto, buscamos apoio e conseguimos implementar a iniciativa”, explica Gabriela. A ideia surgiu da necessidade de estruturar melhor a resposta da equipe nesses momentos críticos | Fotos: Divulgação/IgesDF Um dos pilares do projeto é um quadro organizacional, instalado na Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA), que padroniza as funções essenciais da equipe durante a resposta a uma parada cardiorrespiratória. Ele define quatro papéis principais: líder, responsável por coordenar a equipe e distribuir as funções; ventilação, que garante a oxigenação do paciente; medicação, encarregado da administração dos fármacos; e compressão, que executa a massagem cardíaca. “O quadro organiza as funções de cada profissional e agiliza o atendimento. A equipe já sabe onde deve estar e o que fazer assim que a emergência ocorre”, afirma Gabriela. Antes da instalação do quadro, a equipe do centro cirúrgico passou por um treinamento teórico online. Após um mês de capacitação, os profissionais receberam a certificação e, esta semana, participaram da primeira etapa dos treinamentos práticos. As atividades incluem módulos específicos sobre compressão torácica, uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA) e simulações realísticas de emergências. Um dos pilares do projeto é um quadro organizacional, instalado na Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA), que padroniza as funções essenciais da equipe durante a resposta a uma parada cardiorrespiratória O enfermeiro do Núcleo de Educação Permanente (Nudep) ligado à Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), Brenner Sabóia, ofereceu o treinamento de TRR e ficou muito satisfeito com o desempenho da equipe. “Todos estão muito entusiasmados com essa capacitação pois ela ajuda a organizar ainda mais a equipe do Centro Cirúrgico. É um time de colaboradores que precisam ter o dobro de atenção com o paciente e o treinamento ajuda a melhorar o tempo de resposta em caso de uma parada cardiorrespiratória, levando, consequentemente, a uma chance maior de sobrevida”, lembra Brenner. De acordo com a chefe do Núcleo de Enfermagem do Centro Cirúrgico do HBDF, Élida Ferreira, a ideia é que esses treinamentos ocorram mensalmente, no que seria chamado de “Dia da Parada”, garantindo que todos os plantões contem com um TRR capacitado. “Queremos que os profissionais tenham pensamento crítico. Após cada simulação, realizamos um debriefing, onde analisamos o que deu certo e o que pode ser melhorado. Isso fortalece a segurança do paciente e a eficiência da equipe”, destaca Élida. O TRR já é uma realidade em outras áreas do Hospital de Base, como no centro de trauma. A expectativa agora é expandir a iniciativa para as salas cirúrgicas e padronizar a identificação dos profissionais com toucas coloridas, facilitando a visualização das funções dentro da equipe. “Inicialmente, pensamos em uniformes, mas como o processo é mais demorado, vamos começar com as toucas. Isso ajudará a tornar o TRR ainda mais eficiente”, comenta Gabriela. A implementação do projeto foi possível graças a doações tanto do quadro organizacional quanto das toucas coloridas. Além disso, um novo desafio se aproxima: a inclusão de treinamentos para atendimento pediátrico. Apesar de o HBDF não ser referência em pediatria, o hospital recebe crianças vítimas de trauma, e a equipe precisa estar preparada para atuar nesses casos. “A equipe aprovou a novidade e já pede mais treinamentos. Nosso objetivo é transformar esse modelo em um padrão dentro do centro cirúrgico, garantindo um atendimento cada vez mais seguro e ágil”, conclui Gabriela. *Com informações do Iges-DF
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Inscrições abertas para o processo seletivo dos programas de residência multiprofissional
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) prorrogou até 9 de janeiro o prazo das inscrições para os seus dois programas de residência multiprofissional, um em urgência e emergência e outro em oncologia, no Hospital de Base (HBDF). Ao todo são 14 vagas nas áreas de enfermagem, nutrição, fisioterapia e farmácia. Bolsa para estudantes aprovados na seleção será de R$ 4,1 mil, com 60 horas de jornada semanal | Foto: Divulgação/IgesDF Os estudantes graduados que forem aprovados no processo seletivo receberão bolsa no valor de R$ 4.106,09 para uma jornada de 60 horas semanais. As inscrições para o processo seletivo devem ser feitas no site do IgesDF. A taxa de inscrição é de R$ 149. Mais informações sobre o processo seletivo, como objetivos do programa, requisitos dos candidatos e descrição dos cargos e vagas, podem ser consultadas no edital, disponível na página do instituto. *Com informações do IgesDF
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Treinamento prepara profissionais da Saúde para agir em emergências
Colaboradores da sede administrativa do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) participaram, na sexta-feira (13), do treinamento Juntos Salvando Vidas. Promovida pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), a capacitação visa ensinar noções básicas de primeiros socorros a profissionais administrativos, fortalecendo a segurança no ambiente de trabalho. A obstrução das vias aéreas por corpo estranho (Ovace) foi um dos temas desenvolvidos durante o treinamento | Foto: Marcus Vieira/IgesDF “Com atitudes que levam de cinco a dez minutos, é possível prolongar a sobrevida de uma pessoa e prevenir o pior” Ruanne Rangel, enfermeira administrativa “O treinamento consiste em abordar cinco temas principais de primeiros socorros, apresentando aos colaboradores do instituto para atender colegas em situações de risco iminente à vida”, explicou a enfermeira administrativa Ruanne Rangel, do Núcleo de Educação Permanente da Diep. “Com isso, trazemos mais segurança tanto para quem presta o socorro quanto para quem recebe.” Durante as atividades, Ruanne reforçou a importância de gestos simples que podem salvar vidas. “Com atitudes que levam de cinco a dez minutos, é possível prolongar a sobrevida de uma pessoa e prevenir o pior”, lembrou. “Ensinamos a identificar sinais simples de doenças que podem levar ao óbito e, assim, capacitar os profissionais para agirem rapidamente”. Temas Ruanne e a enfermeira Gisele Bacelar, também integrante das equipe de instrutores, se revezaram nas explicações dos cinco temas principais do treinamento: convulsão (crise epiléptica), obstrução das vias aéreas por corpo estranho (Ovace ), reanimação cardiopulmonar (RCP) e infarto agudo do miocárdio (IAM). Durante a primeira etapa, os temas foram apresentados com explicações detalhadas, vídeos demonstrativos e exemplos práticos projetados em tela. Na segunda parte do treinamento, os participantes foram convidados a praticar as técnicas aprendidas. As enfermeiras orientaram os colaboradores de forma individual para garantir excelência e confiança na execução. Copeira do IgesDF e aluna de um curso técnico de enfermagem, Maria do Carmo Vieira participou da capacitação e destacou a importância das atividades: “Aprendi várias técnicas que ajudam não só no trabalho, mas na nossa vida no dia a dia. Às vezes, acontece alguma coisa em casa, na rua ou no local de trabalho, e essas técnicas permitem que você consiga ajudar qualquer pessoa, a qualquer momento. Eu recomendo este curso porque ele nos dá ferramentas importantes para lidar com emergências em qualquer situação”. Ao encerrar o treinamento, Ruanne afirmou: “Passamos a maioria do nosso tempo no ambiente de trabalho, e cuidar do próximo faz parte disso. Quando nos preocupamos com os outros, estamos cuidando de uma família que construímos ali. Isso cria um ambiente mais saudável e acolhedor, onde os profissionais se sentem seguros e valorizados. Cuidar do próximo é um ato de empatia e humanidade que transforma o nosso dia a dia”. *Com informações do IgesDF
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