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Estudantes podem ter passe livre no sistema de transporte 

Quem estuda no Distrito Federal e mora ou trabalha a mais de um quilômetro da instituição de ensino pode ter direito ao Passe Livre Estudantil no sistema de transporte público. Há duas formas de requerer o benefício. Uma, no endereço online. A outra, presencialmente, comparecendo a posto de atendimento.  Têm direito ao cartão estudantil alunos dos ensinos fundamental, médio e superior, de cursos técnicos e profissionalizantes com carga horária igual ou superior a 200 horas-aula, e discentes de faculdades teológicas ou equivalentes.  Para solicitar o benefício, o estudante ou responsável legal deve efetuar o cadastro no sistema do Passe Livre. É necessário informar dados como nome completo, data de nascimento, CPF, endereço, sexo, número de telefone, nome da mãe ou responsável legal, CEP e e-mail.  Estudantes aguardam, em posto de atendimento, para receber o cartão do Passe Livre | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Até quatro acessos diários  Também são exigidos: foto 3x4 colorida de frente, recente e com fundo branco, sem uso de acessórios que dificultem a identificação do solicitante; comprovante de residência com no máximo de três meses de emissão; RG ou certidão de nascimento; CPF; e declaração escolar, devidamente carimbada e assinada pela instituição de ensino, com data de emissão recente (até 30 dias). No cadastro online, a lista é anexada no site. Se a solicitação for presencial, os documentos devem ser físicos. Por padrão, são concedidos até quatro acessos diários, limitados ao total de 54 no mês. Caso haja necessidade de mais acessos, o pedido deve ser feito por meio da página cadastral do Passe Livre Estudantil, utilizando o serviço "Extensão de Acesso". O estudante receberá resposta à solicitação por e-mail, estando disponível o acompanhamento na página do Passe Livre Estudantil. Para manter o benefício ativo, a instituição de ensino deve informar o período letivo — no início de cada semestre —, além de comprovar a matrícula e a presença escolar, mensalmente, por meio da lista de frequência. Acompanhamento e atualização do cadastro A situação do cadastro pode ser verificada a qualquer momento pelo sistema web do passe livre, utilizando CPF e senha. Assim que a solicitação é aprovada, o estudante recebe um e-mail informando a data e o local para retirada do cartão. Estudantes de 12 a 17 anos ou responsáveis legais podem retirar mediante apresentação de documento oficial com foto. Já no caso de estudantes maiores de 18 anos, somente o próprio titular do cartão pode retirá-lo, apresentando um documento oficial original com foto. Em caráter excepcional, a retirada por terceiro será permitida mediante procuração assinada digitalmente via gov.br. Se houver alguma pendência na solicitação do benefício, será encaminhada notificação por e-mail para que seja enviada a documentação pendente pelo login no sistema. Além disso, sempre que houver alteração dos dados, tais como troca de instituição de ensino, troca de endereço ou troca de nome civil, o estudante deve atualizar o cadastro. Serviço: ⇒ Para mais informações, acesse o site.  

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Com investimento de R$ 2,9 milhões, GDF leva asfalto ao acesso da escola do Incra 9

Estudantes, professores e moradores do Incra 9 passaram a contar, nesta segunda-feira (8), com um acesso asfaltado entre a BR-070 e a escola pública da comunidade, no Setor de Chácaras Alexandre Gusmão, em Ceilândia. Com investimento de R$ 2,9 milhões, a obra integra o Caminho das Escolas, programa do GDF voltado para a pavimentação de vias próximas a unidades de ensino em áreas rurais do Distrito Federal. Durante a entrega da obra, a governadora anunciou: “Já temos pedidos para outros dois trechos, que estão em elaboração, com o objetivo de concluir a pavimentação no Incra 8 e no Incra 9, com apoio de deputados e da bancada federal, que também destinou recursos” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Com mais uma rua pavimentada, avançamos no cercamento de toda essa área”, comemorou a governadora Celina Leão, que acompanhou a entrega da obra. “Já temos pedidos para outros dois trechos, que estão em elaboração, com o objetivo de concluir a pavimentação no Incra 8 e no Incra 9, com apoio de deputados e da bancada federal, que também destinou recursos. Esse é um esforço conjunto para garantir dignidade à população que vive no campo. Os alunos passam a chegar à escola com mais conforto, sem poeira ou lama, mesmo diante das duas estações bem marcadas da região, seca e chuva. A melhoria também preserva os ônibus e contribui para uma melhor qualidade de vida para todos.” Área rural Trecho da obra concluída liga a BR-070 à escola, atendendo diretamente a comunidade do Incra 9 A intervenção contemplou pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical e obras complementares no trecho de acesso à unidade de ensino. O trecho liga a BR-070 à unidade escolar e atende diretamente a comunidade do Incra 9, formada por estudantes, famílias, professores, trabalhadores da educação e moradores da área rural de Ceilândia.   “Ações como essa mostram a força desse governo que não faz obra somente nas cidades, mas também na área rural, que tem uma carência muito grande”, pontuou o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior. “E essa entrega é ainda mais importante quando é na porta de uma escola, com crianças que sofrem na seca e na chuva. Isso é, inclusive, uma questão de saúde para a comunidade escolar, que agora não lida mais com as doenças causadas pela poeira.” [LEIA_TAMBEM]A escola atende cerca de 500 estudantes. Pela manhã, recebe turmas da educação infantil e do ensino fundamental I; à tarde, alunos do ensino fundamental II; e, à noite, estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A obra faz parte do pacote de intervenções do Caminho das Escolas em Ceilândia. A emenda federal de bancada destinada ao conjunto de obras soma R$ 22,4 milhões e contempla também acessos a outras unidades de ensino da área rural. Caminho das Escolas O Caminho das Escolas foi criado para melhorar o deslocamento de alunos, professores e servidores da educação em áreas rurais. Segundo a Secretaria de Governo (Segov-DF), o programa já havia viabilizado 29,2 km de acessos pavimentados a escolas rurais desde 2020, com previsão de chegar a 42,9 km após a conclusão das obras em andamento. Andreia Gomes, que mantém uma ONG no local: “O asfalto fez muita diferença para a gente.  A gente respirava poeira. Então, essa melhoria não beneficia só os alunos, mas também quem trabalha aqui”  Moradora da região, Andreia Gomes, de 57 anos e mantenedora de uma ONG de proteção animal, destacou a importância da obra para a comunidade: “O asfalto fez muita diferença para a gente. Antes, com a passagem dos ônibus, havia muita poeira. A gente respirava poeira. Então, essa melhoria não beneficia só os alunos, mas também quem trabalha aqui. Há várias ONGs aqui na região, e foi muito importante para todos nós”. Eron Lopes, organizador de eventos: “Antes, o Incra 9 parecia uma região abandonada. Esse asfalto foi o que de melhor aconteceu para a comunidade. Trouxe dignidade para todos nós” Também morador do Incra 9, o organizador de eventos Eron Lopes, 60, também ressaltou o impacto da obra para a comunidade: “Antes, o Incra 9 parecia uma região abandonada. Era inadmissível ter uma escola tão próxima da rodovia e ainda em estrada de chão. Esse asfalto foi o que de melhor aconteceu para a comunidade. Trouxe dignidade para todos nós”. Escola Classe 15 Antes da entrega do acesso asfaltado no Incra 9, a governadora Celina Leão visitou a Escola Classe 15 de Ceilândia, única unidade da região que oferece ensino integral em tempo integral para cerca de 530 estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. “Em Ceilândia, muitas mães trabalham; então, com o ensino integral, elas podem deixar seus filhos em um lugar seguro onde estão aprendendo e se desenvolvendo” Mariângela Rolim, diretora da Escola Classe 15 de Ceilândia Com jornada de dez horas diárias e 530 alunos matriculados, a escola desenvolve projetos nas áreas de educação financeira, informática, esporte e cultura, além de acumular premiações em iniciativas pedagógicas e de alimentação escolar. A unidade também recebeu recentemente um novo parquinho, instalado após pedido feito por uma aluna à governadora. A diretora da Escola Classe 15 de Ceilândia, Mariângela Rolim, enfatizou o papel do ensino integral para a comunidade, tanto no desenvolvimento pedagógico e segurança nutricional das crianças quanto no apoio que oferece às famílias. “Quando a criança passa mais tempo na escola, ela tem mais tempo para se desenvolver”, avaliou. “Os projetos que temos, de horta, educação física e outros, potencializam a aprendizagem”, enumerou a diretora. “Nesse cenário, são os meninos que ganham, porque uma escola que atende crianças durante dez horas consegue atender as famílias também. Em Ceilândia, muitas mães trabalham; então, com o ensino integral, elas podem deixar seus filhos em um lugar seguro onde estão aprendendo e se desenvolvendo.” Na agenda, a governadora Celina Leão anunciou a construção de um vestiário para atender a comunidade escolar. Para a secretária de Educação, Iêdes Braga, esses espaços chegam em uma boa hora. “Com a construção dos vestiários feminino e masculino, essas crianças vão poder tomar banho”, lembrou. “Também vamos fazer uma parceria com a CEB que vai resolver o problema da rede elétrica das escolas, porque muitas unidades não suportam ar-condicionado e outras demandas”.

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DF amplia alfabetização e supera metas previstas para 2025

Aprender a ler e escrever nos primeiros anos da vida escolar é um passo decisivo para toda a trajetória educacional. No Distrito Federal, esse processo apresentou avanço significativo nos últimos dois anos: o percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental passou de 59%, em 2024, para 65% em 2025, superando as metas estabelecidas tanto para o DF quanto para o país. Os resultados estão associados à implementação do Programa de Alfabetização e Letramento do Distrito Federal (Alfaletrando), transformado em política pública distrital pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. Criado para fortalecer a alfabetização nos anos iniciais da rede pública, o programa atua em cinco eixos: governança; formação de profissionais da educação; infraestrutura e insumos pedagógicos; avaliação das aprendizagens; e compartilhamento de práticas exitosas. Em 2026, o número de estudantes matriculados no Alfaletrando chega a 141.670 | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília De acordo com dados da Secretaria de Educação (SEEDF), o programa alcançou mais de 56 mil estudantes em 2024 e foi ampliado para todos os anos iniciais do ensino fundamental em 2025. Em 2026, o número de estudantes matriculados já chega a 141.670. O alcance também se reflete na formação dos educadores: cerca de 2,8 mil professores participaram das ações em 2024, 3,4 mil em 2025 e aproximadamente 2,6 mil em 2026. O programa está presente em 385 escolas da rede pública. Outro dado relevante presente no levantamento é o investimento de mais de R$ 40,3 milhões entre 2024 e 2026, destinado principalmente à Rede Distrital de Alfabetização e Letramento (Redalfa), formada por professores responsáveis pelo acompanhamento da política pública em toda a rede. Na Secretaria de Educação, o programa também tem foco na recomposição das aprendizagens impactadas pela pandemia, especialmente entre estudantes do 3º ao 5º anos do ensino fundamental. A chefe da Unidade de Gestão Estratégica da Educação Básica da Subsecretaria de Educação Básica, Divaneide Lira Lima Paixão, destaca que os resultados refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedagógicas. "Tínhamos uma meta de 63% de crianças alfabetizadas em 2025 e alcançamos 65%. Isso retrata o trabalho que vem sendo feito desde a construção do Alfaletrando, um programa elaborado por profissionais da própria rede. A formação continuada, o acompanhamento pedagógico e o compromisso dos professores com a aprendizagem das crianças têm sido fundamentais para esse avanço", ressalta. Os resultados alcançados na educação infantil refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedagógicas Impacto real Na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II, uma das unidades participantes do programa, os avanços também aparecem nos indicadores internos. Em apenas dois meses, o percentual de estudantes alfabetizados passou de 30,6% para 43,4%, crescimento de 12,8 pontos percentuais. No mesmo período, o número de alunos classificados como pré-silábicos caiu de 13,7% para 6,7%. A diretora da escola, Michele Rodrigues Alves, atribui os resultados ao monitoramento constante da aprendizagem e ao planejamento coletivo realizado pela equipe pedagógica: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. Fazemos acompanhamento e monitoramento contínuos, investimos na formação dos professores, construímos uma rotina diária de alfabetização e trabalhamos com atividades de leitura, escrita e consciência fonológica. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula.” Michele Rodrigues Alves: "A gente acredita muito no processo de aprendizagem. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula" A escola atende atualmente 622 estudantes nos turnos matutino e vespertino. Entre as estratégias adotadas estão momentos semanais de leitura, empréstimo de livros por meio da sacola literária e análises periódicas dos resultados das avaliações internas e externas para direcionar intervenções pedagógicas. Uma das educadoras que participam das formações é a professora Raiza Morais, que atua com alunos de 6 e 7 anos. Segundo ela, as atividades desenvolvidas durante os encontros ampliam as possibilidades de ensino em sala de aula: “O programa traz atividades lúdicas que ajudam a despertar o interesse dos estudantes. A alfabetização acontece junto com o letramento, para que eles compreendam o que estão lendo. Hoje percebemos que as crianças não apenas decodificam palavras, mas entendem seus significados e conseguem relacioná-los ao mundo à sua volta.” Conexão com as famílias Doris Silva Santos nota diferença no comportamento do filho, Jonathan: "A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes" Os reflexos desse trabalho também aparecem nas histórias das famílias atendidas pela rede pública. Mãe de Jonathan Santos Moura Pinéo, Doris Silva Santos acompanha de perto a evolução do filho, de 9 anos, desde o ingresso na escola, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual leve e TDAH. “Este ano ele está lendo e escrevendo. A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes. Ele sempre foi muito acolhido pela escola, pelos professores, pela coordenação e pelos monitores. Tudo isso ajudou muito no processo de alfabetização dele”, relata. Para o professor Alan Julie de Oliveira, pai de Maria Eduarda, de 9 anos, e de Maria Clara, de 6, a participação da família e o ambiente escolar fazem diferença no desenvolvimento das crianças. “A escola vai muito além da sala de aula. Ela aproxima as famílias, incentiva a leitura, promove cidadania e cria um ambiente seguro para o aprendizado. Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”, afirma. Alan de OIiveira: "Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa" Entre os estudantes, os resultados também são percebidos no dia a dia, como conta Maria Eduarda Martins de Oliveira, que estuda na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II há quatro anos: “Eu aprendi que é melhor participar do que só ganhar. Gosto muito da biblioteca e dos livros. Essa escola me ajudou muito e hoje eu já me adaptei às regras e à convivência com os colegas e professores.”  

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Pedagogos fortalecem aprendizagem e inspiram estudantes na rede pública do Distrito Federal

Nesta quarta-feira (20), comemora-se o Dia Nacional do Pedagogo, profissional essencial na formação e transformação da vida de crianças, jovens e adultos. Na rede pública de ensino do Distrito Federal, 18.751 profissionais desta área atuam na promoção do desenvolvimento educacional, como professores efetivos, temporários e pedagogos-orientadores educacionais que contribuem diretamente para o fortalecimento da aprendizagem e da gestão pedagógica nas escolas.  Andrea Costa e Silva, coordenadora pedagógica da EC 308 Sul, acompanha o interesse pelo curso de pedagogia nos alunos: “Você não consegue dizer até onde vai sua influência, mas, quando eu vejo que eles estão escolhendo a mesma profissão que eu, penso que alguma coisa boa eu fiz” | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF  Há 13 anos na Secretaria de Educação (SEEDF), Andrea Costa e Silva é coordenadora pedagógica da Escola Classe (EC) 308 Sul e foi a vencedora do prêmio Docente Empreendedor 2025, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) DF, com o projeto “Integrando a inteligência artificial à prática pedagógica: um novo olhar para a educação”. Projetos desenvolvidos na EC 308 Sul estimulam nos estudantes o prazer pela leitura Na unidade escolar, Andrea coordena o projeto Leitura Prazer, trabalhando com estudantes do 2º e 3º ano do ensino fundamental. “A intenção é que eles gostem de ler, que a leitura não seja aquela coisa condicionada a fazer um teste, um texto; depois de um tempo, eles começaram a trazer os próprios livros”, relata. Em outro projeto da escola, o Sacola Literária, toda sexta-feira os estudantes levam um livro para casa e depois precisam responder a uma fichinha sobre o material selecionado. Já no Leitura Prazer, a pedagoga trabalha normalmente com dois livros: Feiurinha, de Pedro Bandeira, e O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, histórias sobre as quais são exibidos filmes para os estudantes. Mas outros livros da biblioteca também são escolhidos pelos alunos, assim como eles mesmos trazem de casa.  Retorno positivo e influência Bela Barbalho e Catarina Mazzola, participaram de projetos de leitura e de tecnologia desenvolvidos na Escola Classe 308 Sul  Bela Barbalho e Catarina Mazzola, ambas com dez anos e estudantes do 5º ano, foram alunas de Andrea em 2023 e em 2024 na EC 308 Sul. Bela participou do projeto de leitura, e Catarina, além desse, desenvolveu atividades no projeto de tecnologia. “No livro você consegue imaginar do seu jeito; cada um tem um jeito diferente de imaginar”, afirma Bela. “Esse projeto me engajou mais a ler; antes eu nem gostava muito, agora melhorou bastante minha leitura, eu presto atenção no livro.” 900 mil Número aproximado de alunos matriculados em cursos de pedagogia no Brasil Catarina, por sua vez, identificou-se com um projeto que permite, a partir de um prompt de comando, criar seu próprio personagem virtual: “No de tecnologia, o que eu mais gostei foi quando nós criamos o avatar da gente, um autorretrato. Achei muito legal”. Segundo o levantamento mais recente do número de matrículas no curso de pedagogia, a graduação está entre as dez mais buscadas pelas pessoas que ingressam no nível superior de educação, com cerca de 900 mil alunos matriculados nas faculdades. Esses dados correspondem ao Censo da Educação Superior 2024, divulgado em setembro de 2025 pelo Instituto Anísio Teixeira (Inep), indicando que a carreira está em ascensão.  Andrea Costa e Silva se entusiasma: “Você não consegue dizer até onde vai sua influência, mas, quando eu vejo que eles estão escolhendo a mesma profissão que eu, penso que alguma coisa boa eu fiz”. Data comemorativa dos profissionais  O dia 20 de maio passou a ser a data de homenagem aos pedagogos após a publicação da Lei nº 13.083/2015. O objetivo é promover a discussão sobre o papel da família e da escola no desenvolvimento das pessoas, principalmente de crianças. A discussão inclui a delimitação das responsabilidades de cada meio e, ao mesmo tempo, cria alternativas para oferecer um ensino de qualidade e humano. [LEIA_TAMBEM]O pedagogo tem sua atuação ligada à educação infantil e fundamental, atuando como gestor de processos educativos de sistemas e de instituições de ensino, editoras e órgãos públicos e privados que produzem e avaliam programas e materiais didáticos para o ensino presencial e ensino a distância. Sua atribuição central é a docência na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, que requer sólidos conhecimentos sobre os fundamentos da educação, sobre o desenvolvimento histórico e as relações com diversas áreas, assim como sobre estratégias para a internalização do conhecimento pedagógico em ambiente escolar. O profissional da pedagogia que atua como orientador educacional desempenha papel estratégico nas unidades escolares ao acompanhar trajetórias estudantis em todas as etapas e modalidades da educação básica, viabilizar o trabalho coletivo, criar e organizar mecanismos de participação em programas e projetos educacionais, fortalecendo o vínculo entre escola e famílias e apoiando ações de inclusão, mediação de conflitos e desenvolvimento socioemocional.   *Com informações da Secretaria de Educação    

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Ibaneis Rocha inaugura novo prédio da EC 59, em Ceilândia, com estrutura moderna e inclusiva

A Escola Classe (EC) 59, em Ceilândia, ganhou um novo prédio e inicia agora uma nova fase. A unidade foi inaugurada nesta quarta-feira (25) pelo governador Ibaneis Rocha, na QNN 36, Área Especial 2. Com 16 salas de aula e capacidade para atender aproximadamente 600 estudantes, a EC 59 passa a oferecer mais conforto e estrutura adequada para os alunos das séries iniciais do ensino fundamental, nos turnos matutino e vespertino. O investimento na obra foi superior a R$ 7,9 milhões. Hora da aula: na nova sede, alunos passam a contar com ambiente seguro e infraestrutura completa para a aprendizagem | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “O projeto da educação não acaba. É permanente. Aumenta o número de crianças, e é preciso melhorar a qualidade das escolas, do ensino e a qualidade de vida das famílias que dependem disso” Governador Ibaneis Rocha O chefe do Executivo enfatizou que a nova escola garante mais qualidade para que as crianças possam se dedicar e construir um futuro com mais oportunidades, perto de casa. “Ter os filhos estudando próximo às suas residências dá tranquilidade aos pais, porque eles sabem que os jovens estão em um ambiente seguro, salubre, com uma boa alimentação e com excelentes professores da nossa rede pública de ensino”, afirmou.   Ibaneis Rocha lembrou ainda que, na terça-feira (24), foi entregue mais uma escola no Jardins Mangueiral, região que também apresentava carência de equipamentos públicos de ensino. Investir em educação é um trabalho contínuo, pontuou o governador: “O projeto da educação não acaba. É permanente. Aumenta o número de crianças, e é preciso melhorar a qualidade das escolas, do ensino e a qualidade de vida das famílias que dependem disso. Para nós, é um motivo de grande alegria”. Alunos nas escolas “Sabemos que um ambiente estruturado e preparado faz toda a diferença no aprendizado, e é por isso que devolver esta escola à comunidade é a concretização do nosso compromisso em assegurar o presente e construir um futuro melhor para o Distrito Federal” Celina Leão, vice-governadora A vice-governadora Celina Leão lembrou que a inauguração é fruto de mais uma política pública adotada por este GDF para garantir a permanência de alunos nas escolas. “Essa entrega é motivo de orgulho para o nosso governo, pois com ela garantimos oportunidades reais de ensino para as nossas crianças e jovens”, avaliou. “Sabemos que um ambiente estruturado e preparado faz toda a diferença no aprendizado, e é por isso que devolver esta escola à comunidade é a concretização do nosso compromisso em assegurar o presente e construir um futuro melhor para o Distrito Federal.” A nova unidade está distribuída em um terreno de 6.180 metros quadrados, dos quais 2.550,26 metros quadrados correspondem à área construída. Além das salas de aula, a estrutura contempla biblioteca, auditório, laboratório de informática, laboratório de artes, refeitório, quadra poliesportiva, sala de recursos, sala de apoio à aprendizagem, Atendimento Educacional Especializado (AEE) e Serviço de Orientação Educacional (SOE). A unidade de ensino foi projetada para ser inclusiva desde a concepção arquitetônica, com rampas que garantem o acesso de pessoas com deficiência (PcDs) ou com dificuldades de locomoção, banheiros adaptados, piso tátil e placas de identificação das salas em Braille. A segurança também é um ponto de destaque: o prédio conta com saídas de emergência e alarmes de incêndio nos corredores, além de extintores e mangueiras. “Começamos a construção do zero e hoje estamos aqui entregando uma unidade moderna, arrojada, que comporta todos os estudantes da região” Hélvia Paranaguá, secretária de Educação A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou a relevância da entrega para a comunidade escolar de Ceilândia, que já começou o ano letivo de 2026 nas novas instalações. “Tinha um movimento judicial para acabar com essa escola, mas quando nós assumimos o governo, começamos a construção do zero e hoje estamos aqui entregando uma unidade moderna, arrojada, que comporta todos os estudantes da região”, relatou.  A escola é mais um investimento voltado para o fortalecimento da educação pública na cidade. A obra foi executada pela Infra Engeth Infraestrutura, Construção e Comércio Ltda., com recursos da Secretaria de Educação (SEEDF). Os trabalhos já foram concluídos, com energia elétrica e abastecimento de água devidamente regularizados.  Ambiente de qualidade Renata Campos, diretora da EC 59: “Esperamos oito anos por esse momento. É uma alegria enorme receber uma estrutura tão bonita, que vai permitir oferecer uma educação de qualidade às nossas crianças” Atualmente, a EC 59 atende crianças a partir de 4 anos, na educação infantil, até o 5º ano do ensino fundamental, com estudantes entre 10 e 12 anos de idade. A unidade tem hoje cerca de 470 alunos matriculados, mas possui capacidade para atender até 547.  A diretora da escola, Renata Campos, pontuou que a entrega do novo prédio representa a concretização de uma espera de quase dez anos: “Hoje é um dia histórico, um dia ímpar, de muita felicidade. Esperamos oito anos por esse momento. É uma alegria enorme receber uma estrutura tão bonita, que vai permitir oferecer uma educação de qualidade às nossas crianças”. [LEIA_TAMBEM]Renata explicou que a escola funcionava anteriormente em um prédio com sérios problemas estruturais, que acabou sendo condenado. Depois disso, a unidade foi transferida para o Centro de Ensino Médio 4, onde permaneceu por oito anos. Com a mudança para o novo prédio, a realidade é diferente. “Hoje temos uma estrutura que realmente proporciona uma educação de qualidade”, reforçou. Outro diferencial apontado por ela é a localização. Na unidade anterior, muitas famílias levavam cerca de 20 minutos para chegar e dependiam de transporte. Agora, a nova escola está mais acessível, o que inclusive tem motivado o retorno de estudantes que haviam saído. Demanda antiga Daisy Lima, aluna de 8 anos, elogiou a escola: “É tudo novo: as regras, as salas, os amigos, os alunos. Tem muita coisa nova”  A aluna Daisy Cristina Lima, de 8 anos, resumiu o sentimento dos estudantes com a nova escola: “Eu gostei de tudo”. Para ela, a novidade faz toda a diferença. “É tudo novo: as regras, as salas, os amigos, os alunos. Tem muita coisa nova”, contou, animada. Seu espaço preferido é a quadra poliesportiva, e entre as atividades favoritas estão basquete, futebol e ginástica.  Daiany Silva, mãe de Daiany: “A equipe merecia, as crianças mereciam. Estou muito feliz por todos nós” “Eu gosto de basquete, gosto de jogar um pouquinho de futebol também e de fazer ginástica”, relatou. Na nova quadra, ela já consegue aproveitar boa parte das brincadeiras, especialmente as que envolvem corrida e jogos com as amigas. “Em qualquer lugar que eu vou, eu faço amigos. Aqui tem mais brincadeira, mais alegria, mais amizade para a minha vida.” Daiany Silva, 33, mãe de Daisy, comemorou a entrega do novo prédio e lembrou a longa espera da comunidade escolar. Ela elogiou o padrão arquitetônico mais moderno, com ambientes claros e bem-organizados, diferentemente dos modelos mais antigos.  Além da estrutura física, a segurança foi outro ponto enfatizado. Daiany contou que se sente mais tranquila ao deixar a filha na escola. “Tem dois portões, portas com controle de acesso, é bem seguro”, apontou. “É uma emoção muito grande ver eles aqui este ano, nessa escola nova. A equipe merecia, as crianças mereciam. Estou muito feliz por todos nós”.  

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Panorama da ProvaDF 2025 é apresentado em encontro nesta terça (24)

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) realizou, nesta terça-feira (24), uma reunião técnica para apresentar e analisar os resultados da ProvaDF 2025. O encontro ocorreu no Auditório Neusa França, na sede da pasta, e reuniu representantes das 14 Coordenações Regionais de Ensino, além de gestores e equipes pedagógicas dos anos iniciais do ensino fundamental. O objetivo foi aprofundar a leitura dos dados das avaliações aplicadas aos estudantes do 2º e do 5º anos e subsidiar decisões pedagógicas para o próximo ciclo letivo. Mais do que a divulgação de números, a reunião teve como foco o uso das informações como ferramenta de gestão e de promoção da equidade educacional. O encontro reuniu coordenadores regionais de todas as 14 Coordenações Regionais de Ensino, chefes de unidades, articuladores de avaliação, coordenadores intermediários de apoio dos anos iniciais e articuladores regionais do Programa Alfaletrando | Foto: Mary Leal/SEEDF Na abertura do encontro, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou a consolidação do SipaeDF como política estruturante da rede pública. “O SipaeDF é um divisor de águas para a nossa rede. Ele consolida uma política estruturante, que garante previsibilidade, transparência e foco na aprendizagem. Não se trata de uma ação isolada, mas de um sistema permanente que fortalece a gestão pedagógica e assegura que cada decisão seja orientada por evidências concretas”. A gestora também informou que foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) o resultado do processo que definiu o Cebraspe como responsável pela aplicação da ProvaDF pelos próximos cinco anos. “A definição do Cebraspe para a aplicação das avaliações pelos próximos cinco anos garante estabilidade, qualidade técnica e segurança ao processo. Estamos fortalecendo uma política de Estado, assegurando que o SipaeDF continue sendo um instrumento efetivo de melhoria da aprendizagem em toda a rede”. A subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação, Francis Ferreira, ressaltou o alcance da avaliação. “A divulgação dos resultados da Prova DF 2025 representa muito mais do que a apresentação de números. Estamos falando de um diagnóstico técnico, construído com rigor, que alcança mais de 58 mil estudantes em todas as regionais de ensino”. A subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação, Francis Ferreira, destacou que a divulgação dos resultados representa um marco no processo de acompanhamento da aprendizagem Leitura pedagógica dos resultados Os dados apresentados, disponibilizados na plataforma do CAEd, ligado à Universidade Federal de Juiz de Fora, foram detalhados em exposições técnicas voltadas ao uso pedagógico das informações pelas escolas. A analista de avaliação educacional Edyenis Frango destacou avanços nas proficiências médias. “Tanto nos resultados de matemática como de língua portuguesa, para as etapas avaliadas, segundo e quinto ano do ensino fundamental, a gente vê um crescimento nessa proficiência média, o que indica que os estudantes estão conseguindo desenvolver mais habilidades com relação aos dados da avaliação do ano passado. Isso mostra que as ações que a rede realizou no último ano letivo se refletem na melhoria dos resultados gerais”. [LEIA_TAMBEM]Segundo a especialista, a plataforma permite monitoramento contínuo e planejamento mais preciso. “Por meio da plataforma, as escolas conseguem visualizar seus resultados pontuais, os dados dos estudantes e das turmas, analisar o quanto avançaram em 2025 e planejar intervenções mais assertivas. Trouxemos propostas que podem ser aplicadas já no início do ano letivo, apoiando professores e coordenadores no enfrentamento dos desafios”. Próximos passos Com a consolidação dos resultados, a Secretaria de Educação inicia a etapa de devolutivas às escolas e o aprofundamento das análises pedagógicas. As evidências devem orientar o planejamento de 2026, com prioridade para ações de alfabetização e recomposição das aprendizagens nos anos iniciais. A expectativa é que os dados sirvam de base para o aprimoramento das estratégias pedagógicas e para o fortalecimento das políticas educacionais, com impacto direto no desempenho dos estudantes da rede pública do Distrito Federal.

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Nova Escola Classe 425 amplia oferta de vagas e transforma rotina escolar em Samambaia

Há três meses, a comunidade escolar de Samambaia comemorou a entrega da nova estrutura da Escola Classe (EC) 425. Com investimento de R$ 14 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF), a antiga “escola de lata” deu lugar a um prédio moderno, acessível e adequado às necessidades pedagógicas dos estudantes. A unidade, que funcionava em instalações provisórias desde 1991, agora atende 700 alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, um aumento em relação aos 600 que havia antes. Capacidade atual da escola é de aproximadamente 700 estudantes; direção manteve turmas reduzidas para garantir o atendimento a alunos atípicos | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Essa ampliação é muito significativa, porque muitas famílias antes não conseguiam matricular os filhos aqui e precisavam se deslocar para outras regiões; agora, com a nova estrutura, conseguimos atender mais crianças e facilitar a vida dessas famílias” Liliene de Souza, diretora da EC 425 Segundo a diretora da unidade, Liliene de Souza, a nova estrutura representa uma conquista esperada há mais de três décadas. Ela conta que a antiga escola havia sido construída de forma provisória, com blocos de madeira e apenas um pavimento térreo. “Se considerarmos turmas com 30 estudantes, poderíamos atender aproximadamente 1.100 crianças; entretanto, mantemos diversas turmas reduzidas para garantir o atendimento adequado aos nossos estudantes atípicos”, explica a gestora. “Por isso, neste momento, nossa capacidade é de cerca de 700 estudantes.” Estrutura reforçada A escola recebe estudantes da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, da faixa etária dos 4 aos 11 anos. O número de salas aumentou de 15 para 18, o que permitiu abrir cerca de 100 novas vagas. “Essa ampliação é muito significativa, porque muitas famílias antes não conseguiam matricular os filhos aqui e precisavam se deslocar para outras regiões; agora, com a nova estrutura, conseguimos atender mais crianças e facilitar a vida dessas famílias”, ressalta Liliene. Uma quadra de esportes coberta faz parte das novas aquisições da escola Além do aumento de salas de aula, a escola também recebeu quadra de esportes coberta, laboratórios, biblioteca, auditório e estacionamento. Uma das professoras do espaço, Lannuccia Borges, conta que a mudança estrutural da unidade representa uma verdadeira virada de página. Ela relata que trabalha na escola há quatro anos, mas apenas neste ano pôde lecionar em um prédio novo e adequado. Antes da reforma, a realidade era muito diferente.   “Tínhamos uma estrutura bastante precária, que dificultava o nosso trabalho pedagógico e também a aprendizagem das crianças”, afirma. “Não basta o professor planejar e querer fazer um bom trabalho se não houver condições adequadas para isso.” A docente lembra que o termo “escola de lata” surgiu pela precariedade da antiga construção: “Eram janelas quebradas, portas que não fechavam, tetos que caíam quando chovia. As crianças tinham medo, e nós, professores, também, mas precisávamos demonstrar coragem para acolhê-las da melhor forma possível”. Nova realidade Elisete Pereira, professora e mãe de ex-alunos da EC 425 de Samambaia: “A estrutura atual é excelente, até melhor do que muitas escolas particulares” Mãe de ex-alunos da EC 425 de Samambaia, a professora Elisete Pereira descreve o sentimento de impotência diante do cenário antigo. “Era muito triste ver meu filho estudando em um lugar sem segurança, sem conforto, sem uma quadra de esportes, sem espaços adequados”, lembra. “As salas eram quentes, pequenas e mal ventiladas. Como mãe, a gente quer o melhor para os filhos, e era doloroso saber que eles não tinham acesso a uma escola com estrutura digna. Muitas mães compartilhavam esse mesmo sentimento de tristeza e preocupação.” A professora Lannuccia Borges elogia a estrutura do novo prédio: “Quando uma criança é acolhida em um espaço apropriado, ela tem mais condições de aprender” Hoje, ela vive a realidade completamente diferente da nova EC 425, e com um vínculo ainda mais forte, agora como professora. “A estrutura atual é excelente, até melhor do que muitas escolas particulares”, comemora. “Temos acessibilidade para cadeirantes, refeitório, biblioteca, salas amplas e arejadas. É um ambiente acolhedor, bonito, pensado para o aprendizado e o bem-estar das crianças”. Impacto Segundo Lannuccia Borges, a nova estrutura interfere diretamente no aprendizado. “Quando uma criança é acolhida em um espaço apropriado, ela tem mais condições de aprender”, pontua. “Cada aluno tem seu tempo, mas se o ambiente oferece conforto e recursos, o desenvolvimento é muito mais significativo.” [LEIA_TAMBEM]Com a nova estrutura, os benefícios não se limitam aos alunos. “Estamos todos mais motivados, gestão, coordenação e docentes”, afirma a professora. “Hoje temos salas amplas, arejadas, com armários, televisões e espaços adequados para projetos. Antes, chegávamos e não conseguíamos abrir o armário porque estava estragado. Agora, tudo funciona. Isso nos dá vontade de planejar mais, de inovar nas aulas”. Com obras coordenadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), agora o novo espaço conta com uma área total construída de 4.464,82 metros quadrados, para oferecer mais conforto e qualidade no ensino das crianças. São 18 salas de aula, laboratórios de informática e artes, biblioteca, auditório, refeitório, cozinha, depósito, área de recreação, parquinho e sanitários. A escola tem ainda 30 vagas de estacionamento e uma quadra coberta de 768 metros quadrados. A aluna Beatriz Fonseca, de 10 anos, também comemora o novo espaço de aprendizagem. Entre os novos espaços, ela conta o que mais chama atenção: “A biblioteca, o refeitório e os banheiros. Dá mais gosto vir para uma escola assim, maravilhosa”.  

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Cinco anos após reforma, Escola Classe Porto Rico oferece educação de qualidade para mais de 500 estudantes

Vinte salas de aula, quadra poliesportiva, parquinho infantil, pátio, estacionamento e muito mais: o que antes era um sonho distante hoje é realidade para a Escola Classe 01 Porto Rico, em Santa Maria. A reforma da unidade foi iniciada em 2014 e permaneceu sem avanços até 2019, quando foi destravada por este Governo do Distrito Federal (GDF). O espaço foi devolvido para a população em 15 de abril de 2021, 11 meses após a retomada da obra, em março do ano anterior, voltando a ser palco de transformação social e educação de qualidade. Atualmente, são atendidos mais de 500 estudantes a partir de 6 anos em período integral, com quatro refeições diárias, nos anos iniciais do ensino fundamental. Segundo a diretora da unidade, Zeneide Araújo, a cobertura só é possível graças à ampliação do equipamento, uma demanda antiga da comunidade que faz diferença na rotina escolar. A diretora Zeneide Araújo destaca que a reforma na escola levou benefícios para a comunidade como um todo | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília “Traz um impacto positivo porque oferecemos um ambiente limpo, organizado, para o desempenho pedagógico e bem-estar dos nossos alunos, além do trabalho dos professores e demais servidores que estão inseridos no processo de aprendizagem”, comenta a diretora. “Hoje temos uma quadra para aulas de educação física e recreação dos alunos, um parquinho, salas de aula amplas e arejadas, cozinha e refeitório para a alimentação das crianças. Tudo isso veio para benefício da comunidade.” Os serviços foram executados com investimento de R$ 1,6 milhão por meio de licitação promovida pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). O primeiro certame foi lançado em 2014, mas o contrato foi rescindido dois anos depois por problemas financeiros. A segunda licitação ocorreu em 2017, com prazo de finalização para janeiro de 2018. Mais uma vez, não houve sucesso, e o contrato foi rescindido, com aplicação de multa. A companhia que saiu como segunda colocada na licitação negou a convocação, e foi preciso um terceiro concurso em 2019.   O chefe da secretaria da escola, Henrique Albuquerque, que acompanhou cada etapa da empreitada, alega que, devido à lentidão, a obra prejudicou o aprendizado dos estudantes. A circulação de máquinas e de operários no espaço reduziu as atividades escolares, e o período integral ficou suspenso. “Algumas empresas assumiram, mas não continuaram. Foi bem difícil trabalhar nesse período com obras”, relata. A área construída da escola é de 1,3 mil metros quadrados, divididos em seis blocos Até que, em abril de 2020, finalmente, a população viveu um recomeço. Sob a gestão deste GDF, os trabalhos ganharam fôlego e foram finalizados em menos de um ano. “Ganhamos muito espaço e também conseguimos ampliar muito o número de matrículas. Temos um retorno positivo por parte dos pais. A escola é muito procurada, tem muita demanda por novas vagas”, comenta Albuquerque. A área construída é de 1,3 mil metros quadrados, divididos em seis blocos. A infraestrutura inclui quadra coberta, parquinho, pátio, estacionamento, biblioteca, sala de artes, sala de informática, sala de recursos e espaços convencionais, como cozinha, refeitório, banheiros e sala de professores. Os recursos foram provenientes do orçamento da Secretaria de Educação (SEEDF) e de emendas parlamentares da deputada distrital Jaqueline Silva e da deputada federal Érika Kokay. Mais conforto, mais aprendizado Regis Cardoso tem dois filhos na EC 01 Porto Rico: "O colégio estava abandonado, com obras paradas, mas este GDF veio e cuidou com carinho" A EC 01 Porto Rico foi fundada em 2009 em caráter provisório e já recebeu milhares de estudantes, que aprenderam a ler, a escrever e, principalmente, a sonhar com apoio do equipamento. Entre os discentes, estão os filhos do cobrador e líder comunitário Regis Cardoso, 49 anos. “Meu filho David Gabriel fez o ensino fundamental aqui, vai concluir o ensino médio e, se Deus quiser, vai para a faculdade. Atualmente eu tenho a Maria Clara, de 8 anos, que chegou com dificuldade em aprender a ler e escrever e hoje já está bem melhor”, conta Regis. “O colégio estava abandonado, com obras paradas, mas este GDF veio e cuidou com carinho. É fantástico saber que as crianças podem jogar uma bola, dançar uma quadrilha, em uma quadra coberta, sem se preocupar com a chuva.” Valentina Alves da Fonseca e Isabel Cristina Cardoso elegeram a quadra poliesportiva e a sala de leitura como os espaços preferidos delas na escola [LEIA_TAMBEM]A quadra poliesportiva e a sala de leitura, instalada em um dos blocos entregues em 2019, são os ambientes preferidos das estudantes Valentina Alves da Fonseca, 11, e Isabel Cristina Cardoso, 11. “Na quadra, a gente brinca, se diverte, e na sala de leitura podemos assistir a filmes, ler, fazer várias coisas”, afirma Valentina. Isabel completa: “A gente tem tempo para respirar depois das aulas, que são bem puxadas. Lá na quadra, é um momento que temos para brincar e socializar”. Outras intervenções também foram executadas nos últimos anos para manter a ordem e as boas condições da escola com recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf). A verba destinada é originária da SEEDF e de emendas parlamentares para uso autônomo da instituição. Desde 2022, mais de R$ 92,5 mil foram recebidos e executados pela Escola Classe Porto Rico em diferentes ações, como pintura das salas de aula e regularização das paredes, instalação de arames cortantes na parte superior dos muro e manutenção da serralheira das janelas, além da pintura dos corredores, demais dependências internas, do muro e do pátio.

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