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Livro criado por crianças será lançado em maio no Planetário de Brasília

      O Planetário de Brasília será palco de um evento que une ciência, educação e protagonismo infantil. Em 16 de maio, será lançado o livro de ficção científica Fúria Solar, criado por um grupo de crianças que participou do Nasa Space Apps Challenge, nos EUA, considerado o maior hackathon do mundo promovido pela Nasa. Planetário foi escolhido para o lançamento pela vocação natural para incentivar a tecnologia inclusiva | Foto: Divulgação “Quando incentivamos crianças e jovens a explorarem a ciência, a tecnologia e a inovação, estamos investindo diretamente no futuro do nosso país”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Rafael Vitorino. “Ver esse conhecimento se transformar em um livro é a prova de que a educação e a criatividade podem abrir caminhos extraordinários.” [LEIA_TAMBEM]O Planetário é um espaço reconhecido por investir na popularização da ciência e da astronomia, razão pela qual foi escolhido para local de lançamento do livro. A história aborda as tempestades solares e seus impactos na Terra de forma acessível e criativa. Durante a experiência no hackathon, as crianças tiveram contato com temas complexos sobre o espaço e decidiram aprofundar seus estudos sobre o Sol, transformando o aprendizado em uma obra literária que une imaginação e conhecimento científico. O lançamento propõe uma imersão no universo da astronomia e terá bate-papo sobre a experiência no Nasa Space Apps Challenge, apresentação do processo de criação do livro e sessão de autógrafos com os jovens autores. Lançamento do livro Fúria Solar → Local: Planetário de Brasília → Data: 16 de maio → Horário: das 8h às 10h30. Entrada livre.  *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação

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HackaCity Guará chega à etapa do hackathon com premiação de até R$ 3 mil

Reconhecido por promover experiências transformadoras em edições anteriores, o HackaCity Guará — Mutirão Cidade Inteligente se consolida como um ambiente em que ideias saem do papel e se transformam em soluções concretas para desafios urbanos. . A iniciativa, realizada pelo Instituto Multiplicidades, reúne estudantes, profissionais, empreendedores e moradores em uma jornada dinâmica de criação colaborativa, aprendizado prático e inovação, contando com a divulgação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF). Os participantes HackaCity Guará terão a ajuda de de mentorias especializadas para desenvolver propostas voltadas para a melhoria da cidade | Foto: Divulgação/Secti-DF Sexta-feira (17) e sábado (18), na Escola Técnica do Guará, os participantes irão se organizar em equipes para desenvolver propostas voltadas para a melhoria da cidade, com apoio de mentorias especializadas e apresentação final dos projetos. Conectando tecnologia, criatividade e impacto social, o programa oferece premiação de até R$ 3 mil para as melhores soluções, que poderão abordar temas como mobilidade, meio ambiente, cultura e empreendedorismo. A segunda melhor iniciativa será premiada com R$ 2 mil e a terceira, com R$ 1 mil. "Nosso objetivo é criar oportunidades para que a população participe ativamente da construção de soluções para a cidade, utilizando a tecnologia como ferramenta de transformação social” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação “Eventos como o HackaCity mostram que a inovação nasce da conexão entre pessoas e ideias. Nosso objetivo é criar oportunidades para que a população participe ativamente da construção de soluções para a cidade, utilizando a tecnologia como ferramenta de transformação social”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Rafael Vitorino. Além do hackathon, o HackaCity Guará contará com uma agenda estendida ao longo dos próximos meses, incluindo oficina prática de design thinking em maio, durante o aniversário da cidade; ciclo de debates sobre temas estratégicos como meio ambiente, cultura, turismo e mobilidade, previsto para agosto; e uma feira de negócios que reunirá startups, setor produtivo e lideranças comunitárias. A participação é gratuita e aberta a todos os interessados — não é necessário ter experiência prévia ou uma ideia estruturada, apenas disposição para colaborar e inovar. Mais do que uma maratona de desenvolvimento de projetos, o HackaCity se consolida como um movimento de engajamento coletivo, que fortalece o ecossistema local de inovação e incentiva o protagonismo da comunidade na transformação do território. Hackathon HackaCity Guará 2026 Datas: sexta (17), das 19h às 22h e sábado (18) das 9h às 18h Local: Escola Técnica do Guará Entrada: gratuita Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/programa-hackacity-guara-cidade-inteligente/3369594 *Com informações da Secti-DF  

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Brasília Virtual chega com inteligência artificial, games e formação digital 

Entre sexta-feira (10) e o dia 19 deste mês, estará em cartaz no DF o Brasília Virtual, evento voltado à ciência, tecnologia, inovação e formação de novos talentos no universo digital. A iniciativa é fruto de parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e a ONG Líderes do Brasil.  Brasília Virtual terá programação diversificada, incluindo campeonatos com premiação | Foto: Divulgação/Secti-DF “O Brasília Virtual é um evento que incentiva a capacitação profissional por meio de transformações científicas e tecnológicas” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação São esperadas cerca de 9 mil pessoas durante esse período. Com uma programação diversificada, o Brasília Virtual, no shopping Pátio Brasil, aproxima o público das principais tendências científicas e tecnológicas da atualidade. Haverá simuladores imersivos, campeonatos gamers com premiação, palestras e oficinas com especialistas, abordando temas como inteligência artificial, universo dos games e formação digital, em um ambiente dinâmico de aprendizado, networking e troca de experiências.  “O Brasília Virtual é um evento que incentiva a capacitação profissional por meio de transformações científicas e tecnológicas”, resume o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “Convidamos jovens, estudantes, profissionais da área de tecnologia e todos que tenham interesse em participar e adquirir conhecimento de uma maneira democrática e interativa.” [LEIA_TAMBEM]Um dos destaques é o hackathon, que contará com premiação total de R$ 30 mil, incentivando a criação de soluções inovadoras e o desenvolvimento de projetos com impacto real. Equipes de quatro a seis participantes vão enfrentar desafios práticos, desenvolvendo soluções em um ambiente colaborativo e de alta intensidade criativa.  As inscrições para participar da competição estão disponíveis no link da bio do Instagram do Brasília Virtual. A entrada é gratuita, mediante retirada antecipada de ingressos pela plataforma Sympla, respeitando a capacidade do espaço.  Brasília Virtual  → Data: 10 a 19 deste mês → Local: shopping Pátio Brasil.    *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação            

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Campus Party Brasília dá a largada com foco em inovação e inteligência artificial

A Campus Party Brasília 2025 começou oficialmente nesta quarta-feira (18), com uma cerimônia de abertura no palco principal, instalado pela primeira vez no gramado do Estádio Mané Garrincha. A iniciativa reforça o compromisso da FAPDF com o fortalecimento do ecossistema de inovação, estimulando adolescentes e jovens a se interessarem pelas novas  tecnologias e pela pesquisa científica. Encontro segue até domingo, com atrações para um público diversificado de todas as idades | Foto: Divulgação/FAPDF Considerado um dos maiores encontros de tecnologia, inovação e empreendedorismo, o evento conta com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), reunindo participantes do Brasil e de outros países em uma experiência imersiva voltada para o futuro. Na abertura, o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, declarou: “Ser empreendedor é um sonho, mas por que não também ser pesquisador? A FAPDF financia grande parte da pesquisa do DF, e queremos que vocês mergulhem conosco nesses desafios para contar novas histórias”. O encontro também marca o lançamento oficial de desafios voltados à criação de soluções tecnológicas para problemas sociais, em parceria com órgãos do governo, como a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF). Os participantes terão a oportunidade de propor soluções reais e integradas por meio de hackathons, workshops e outras atividades práticas. Inovação em rede Diretor-geral da Campus Party, Tonico Novaes celebrou a diversidade de participantes, vindos da Argentina, Colômbia, Cuba, Estados Unidos e de várias regiões do Brasil. “Estamos muito felizes, muito empolgados com tudo o que vai acontecer por aqui”, afirmou, convidando o público a aproveitar os workshops e experiências imersivas distribuídas pelos palcos temáticos e áreas interativas. Leonardo Reisman reforçou a importância do engajamento dos participantes: “Espero contar muitas histórias com vocês, campuseiros, que vão participar desse processo. A Campus Party Brasil não sai mais de Brasília”. Veja, abaixo, a programação. ⇒ Palco principal Área Open (exposições e experiências) Desta quinta (19) a sábado, das 10h30 às 20h. Domingo (22), das 10h30 às 16h ⇒ Agendas institucionais e visitas guiadas Desta quinta (19) a sábado, das 10h às 20h, mediante agendamento  ⇒ Palestrantes Gabriele Mazzini (arquiteto do AI Act da UE, MIT) Camila Farani (investidora e presidente da G2 Capital) Marcelo Tas (comunicador e educador) Gustavo Guanabara (criador do canal Curso em Vídeo) ⇒ Competições e experiências Robocore Experience – RCX (combate de robôs) Arena de drones, eSports, metaverso e impressão 3D Campus Kids (oficinas para jovens e crianças) Hackathons, desafios de inovação, oficinas tecnológicas. Ingressos neste link Entrada gratuita para a área Open. *Com informações da FAPDF

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Campus Party Brasília 2025 terá desafios tecnológicos sobre segurança digital

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) participa da 17ª edição da Campus Party Brasil com uma programação voltada à segurança digital e à inovação tecnológica. O evento, que ocorre entre os dias 18 e 22 de junho, na Arena BRB Mané Garrincha, deve reunir cerca de 100 mil pessoas, entre estudantes, profissionais de tecnologia e entusiastas da inovação. Com foco na capacitação e na conscientização sobre segurança da informação, a PCDF promove um hackathon, desafio prático que simula a invasão de um sistema com autenticação biométrica. A atividade será realizada de forma presencial e virtual, a partir das 14h de quinta-feira (19). O objetivo é incentivar os participantes a desenvolverem soluções mais seguras para sistemas críticos. O desafio simula a invasão de um sistema com autenticação biométrica | Foto: Divulgação/PCDF Os vencedores receberão premiação em dinheiro, com R$ 5 mil para o primeiro colocado, e haverá premiação até o 5º lugar. No desafio, os participantes vão investigar se um aplicativo com autenticação facial pode ser enganado. Para isso, vão analisar o funcionamento do app e simular tentativas de burlar o sistema com inteligência artificial, testando a segurança contra fraudes e acessos indevidos.  “O objetivo é ensinar os jovens desenvolvedores a criarem softwares seguros, promovendo uma cultura de responsabilidade digital e prevenção de crimes cibernéticos”, afirma o perito criminal da PCDF, Leandro Oliveira, um dos responsáveis pelo desafio.  [LEIA_TAMBEM]“A participação da PCDF na Campus Party reforça nosso papel no estímulo à inovação e à segurança cibernética, além de contribuir para a formação de uma nova geração de desenvolvedores mais conscientes e preparados para os desafios digitais do futuro”, destaca o diretor da Escola Superior de Polícia Civil, Giancarlos Zuliani. Na área externa do evento, haverá uma viatura e uma aeronave da PCDF para aproximar a população do trabalho policial e das tecnologias utilizadas no combate à criminalidade. *Com informações da PCDF

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Edital lançado pela UnDF incentiva soluções tecnológicas para prevenção de incêndios

Buscar soluções tecnológicas com foco na prevenção, no monitoramento e na mitigação dos incêndios florestais. Este é o mais novo desafio lançado aos estudantes da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) interessados em participar do Hackathon EcoTech 2025. O edital, coordenado pela Comissão Organizadora do Seminário EcoTech em Rede: Sustentabilidade, Tecnologia e Responsabilidade Social, foi publicado nesta segunda-feira (16) e premiará os três melhores projetos acadêmicos desenvolvidos sob o tema "Incêndios florestais: prevenção e controle”. As inscrições devem ser feitas até o dia 25 deste mês.  Estudantes da UnDF serão premiados pelos melhores trabalhos com soluções tecnológicas para a prevenção, o monitoramento e a mitigação de incêndios florestais | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília A cerimônia de premiação será realizada durante o seminário EcoTech em Rede no dia 4 de julho, no Campus Norte da instituição. Ao todo, serão distribuídos cerca de R$ 3 mil para as equipes que tiverem os melhores trabalhos  avaliados. Os três primeiros colocados receberão prêmios de R$ 1.500, R$ 1 mil e R$ 700. O incentivo financeiro está previsto na Política de Assistência Estudantil da UnDF (PAE), que prevê, ainda, a concessão de bolsas e auxílios estudantis, que contribuem para a permanência do estudante no ensino superior. Antonio Augusto Martins Pereira Junior, professor da UnDF e membro da comissão organizadora do evento, destaca que o objetivo do Hackathon Ecotech é fomentar o desenvolvimento de soluções inovadoras nas áreas de sustentabilidade e tecnologia, estimulando o protagonismo do estudante, o trabalho em equipe e a articulação entre ensino, pesquisa e extensão.   [LEIA_TAMBEM]“A atividade visa mobilizar a comunidade acadêmica da UnDF e participantes externos da Ride-DF, fortalecendo o papel da universidade como agente de transformação social e desenvolvimento regional sustentável”, explica o docente. Como participar As equipes participantes, compostas por três a cinco estudantes regularmente matriculados nos cursos de graduação da UnDF, deverão propor soluções alinhadas ao tema proposto, considerando o contexto socioambiental da região Centro-Oeste, em especial no Distrito Federal e na Ride-DF, e o potencial de aplicação prática das propostas desenvolvidas.  Os projetos deverão possuir caráter tecnológico, que envolvam o uso, desenvolvimento ou aplicação de tecnologias digitais, sistemas computacionais, interfaces, modelagens ou representações práticas (protótipos) de uma solução inovadora. As apresentações das propostas para a banca avaliadora e comunidade acadêmica ocorrerão durante o seminário EcoTech em Rede: Sustentabilidade, Tecnologia e Responsabilidade Social, que será realizado no dia 4 de julho, no Campus Norte da UnDF. Serviço Edital Hackathon EcoTech → Público-alvo: Estudantes regularmente matriculados nos cursos de graduação da UnDF → Prazo de inscrição: de 16 a 25 de junho  → Acesse neste link o formulário de inscrição.  *Com informações da UnDF

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Mostra Brasília Mais TI está confirmada para agosto

O Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) lançou oficialmente, nesta quinta-feira (12), a sétima edição do Brasília Mais TI, um dos mais completos eventos de tecnologia promovido pelo setor privado no Brasil. Programado para o período de 19 a 21 de agosto no Ulysses Centro de Convenções, o encontro tem a expectativa de reunir cerca de 5 mil pessoas por dia, conectando inovação, educação e negócios em um ambiente inclusivo e dinâmico. O lançamento do encontro reforça o papel do Parque Tecnológico de Brasília como espaço de incentivo à inovação | Foto: Divulgação/Secti-DF  “Receber o lançamento do Brasília Mais TI aqui no Biotic reforça nosso papel como espaço catalisador da inovação no Distrito Federal”, declarou o chefe de gabinete do Biotic, Ricardo Bittencourt. “Estamos alinhados com iniciativas que conectam tecnologia, educação e empreendedorismo, e esse evento representa exatamente isso: um ecossistema em movimento rumo ao futuro.” Tecnologia e inclusão  Durante a cerimônia, o presidente do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), Carlos Jacobino, ressaltou que Brasília caminha para se consolidar como hub nacional de tecnologia. “Este é um evento que promove talentos locais, gera oportunidades reais de negócios e amplia o acesso à tecnologia de forma democrática”, apontou. O evento conta com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF). Premiação e oportunidades Durante o lançamento, também foi anunciada a 14ª edição do Prêmio Sinfor de TI, que reconhecerá projetos inovadores, práticas sustentáveis e personalidades que contribuíram para o avanço do setor. As inscrições estarão abertas do dia 23 deste mês a 16 de julho, neste site.  A 7ª edição do Brasília Mais TI será gratuita e com ingressos limitados. O evento terá hackathon com premiação de R$ 20 mil, torneio de robótica com categorias para iniciantes, batalhas de robôs em arena própria, feira de exposições com soluções em IA, automação e cibersegurança, Espaço Maker e oficinas para jovens e crianças, rodadas de negócios entre startups e grandes empresas, palestra internacional e painéis sobre o futuro da tecnologia no Brasil. Um dos pontos altos será o Espaço Mulheres na Tecnologia, dedicado à equidade de gênero no setor. A programação contará com painéis, mentorias e a presença de mulheres líderes em TI. “Ainda somos minoria nas áreas técnicas, mas eventos como esse criam caminhos para mais mulheres ocuparem esses espaços com protagonismo e voz”, afirmou Lúcia Soares, vice-presidente executiva do Sinfor-DF. *Com informações do Biotic

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Incentivo a hackathons impulsiona o desenvolvimento de soluções para serviços públicos

Mais conhecidas como hackathons, as maratonas de programação e inovação que propõem soluções digitais têm se tornado cada vez mais comuns no Distrito Federal. Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de projetos que resolvam os desafios da gestão pública, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem incentivado os eventos da vertente na capital. Os hackathons impulsionam o desenvolvimento de projetos como o apresentado pela SustentAgro, dos irmãos Cristyano (foto) e Fabiano Martins, que apresenta uma solução para o descarte de coco | Foto: Arquivo pessoal “O hackathon vem de um movimento mais amplo que a gente chama de inovação aberta, em que você primeiro faz um levantamento dos desafios para encontrar as soluções”, explica o secretário de Ciência e Tecnologia do DF, Leonardo Reisman. Segundo o titular da pasta, o investimento nesse tipo de evento auxilia tanto o governo quanto a cadeia produtiva: “O governo pode se beneficiar muito com isso, porque muitas vezes conhecemos bem o desafio, mas não temos clareza das soluções. Também pode ser um pontapé para que as empresas, de fato, façam o seu primeiro protótipo, captem um investidor e façam uma venda”. Só neste ano, o GDF fomentou iniciativas com propostas para o setor rural e em combate à violência contra a mulher – por meio da Agro Hack Ideias, na AgroBrasília, e da Hack Ideias Elas. A meta é continuar estimulando o segmento. “Os desafios envolvendo o agro e a proteção das mulheres foram alguns exemplos. Mas temos a ideia de ampliar para outras áreas tão sensíveis quanto, como segurança pública, saúde e educação. Não é vir com a tecnologia pronta de prateleira, mas fazer uma customização da solução a partir do desafio. Esse é o espírito”, revela o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. Conquistando o 2º lugar no Agro Hack Ideias, o projeto da SustentAgro propõem dar uso à fibra e ao pó do coco | Foto: Divulgação “O hackathon aguça a curiosidade das pessoas por ser uma competição. O bom de usar essa ferramenta é que a pessoa se beneficia e a sociedade também, porque é uma entrega de ideias inovadoras. O desenvolvimento do ecossistema de inovação no mundo só acontece com apoio do governo, sem o governo perto, não tem como avançar”, comenta Cristiane Pereira, diretora-presidente do Instituto Multiplicidades, que é responsável pelos principais hackathons feitos na cidade, com fomento ou apoio do GDF. Além do espaço para apresentação de ideias, os hackathons costumam ter premiações em dinheiro e projetos de pré-incubação posteriores. “Quando termina o hackathon chamamos todos os participantes para um processo de pré-incubação de até seis meses, onde eles passam por capacitação e networking. É um jeito de apoiarmos o desenvolvimento e a visibilidade das empresas”, completa Cristiane. Propostas inovadoras Foi a partir da participação no Hack Ideias Elas que o projeto Camuvem, da Cria Incubator, desenvolveu um aplicativo que busca proteger as mulheres em situação de violência doméstica. A iniciativa propõe um sistema de perigo camuflado no smartphone da vítima. A solução utiliza inteligência artificial para monitorar e identificar situações de abuso verbal e físico, além de possibilitar a emissão de um pedido de ajuda automático. A iniciativa ainda está em fase de tratativas com a Secretaria de Segurança Pública. “Tivemos o desafio do Hack Ideias Elas voltado a soluções de combate ao feminicídio. Há estudos que mostram que 80% dos casos de violência física começavam com a violência verbal, mas a mulher muitas vezes não conseguia identificar. Chegamos a um aplicativo que vai trabalhar de duas formas: ela vai poder contactar a polícia ou ainda ter um acionamento automático a partir de frases ou palavras que ela definir como chaves para situações desse tipo”, explica Allefy Rafael Fernandes, representante do projeto. A proposta conquistou a terceira posição durante o hackathon e conquistou o prêmio no valor de R$ 2 mil, utilizado para os custos do aplicativo. “Quando o governo investe em eventos como esse, ele auxilia iniciativas que não são consideradas rentáveis para o mercado, mas são importantes para a sociedade”, avalia. Os irmãos Cristyano e Fabiano Martins, da SustentAgro, também viram num hackathon a oportunidade de apresentar uma solução para o descarte de coco. Eles ficaram em segundo lugar no Agro Hack Ideias, na AgroBrasília, com a proposta de produtos criados a partir da fibra e do pó do fruto. A premiação conquistada foi de R$ 6 mil. Apresentado no Hack Ideias Elas, o projeto Camuvem, da Cria Incubator, desenvolveu um aplicativo que busca proteger as mulheres em situação de violência doméstica | Foto: Arquivo pessoal “Nós apresentamos uma indústria de benefício de coco, onde a gente traz a solução de tirar o fruto dos lixos, que é um grande problema porque lota os aterros sanitários por ser um volumoso. A partir do coco temos dois produtos: a fibra e pó, que podem ser usados como substrato para cultivo de mirtilo e frutas vermelhas e também na construção civil e na moda”, revela Cristyano, que é CEO e gerente administrativo da empresa. Durante os três dias de eventos, os irmãos conseguiram identificar erros no projeto, evoluir como empresa e ainda conhecer possíveis clientes. “Foi muito legal porque melhoramos muito os nossos processos. Tivemos uma evolução enquanto empresa, sem contar os networkings. Fizemos várias conexões e parcerias para melhorar o nosso negócio”, avalia.

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