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Centro Interescolar de Línguas 01 de Brasília celebra 32 premiações na Olimpíada de Espanhol 

Estudantes do curso de espanhol do Centro Interescolar de Línguas (CIL) 01 de Brasília, unidade da rede pública vinculada à Secretaria de Educação (SEEDF), foram homenageados na semana passada, durante a cerimônia de entrega de certificados e medalhas da 2ª Olimpíada de Espanhol. A competição nacional, promovida pelo Instituto Philotimia em parceria com a Embaixada da Espanha no Brasil, é destinada a estudantes da educação básica e ao público em geral.  Ana Júlia Dourado (D), uma das medalhistas: “Saber outras línguas é muito importante para a minha futura carreira profissional e também para me comunicar com pessoas de diferentes lugares e realizar viagens um dia” | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Ao todo, o CIL 01 conquistou 32 premiações, incluindo cinco medalhas de ouro, seis de prata, 12 de bronze, duas menções honrosas e sete certificados de participação. O resultado reforça a qualidade do ensino de idiomas ofertado pelos centros interescolares de línguas da SEEDF, referência na formação linguística de estudantes da rede pública do Distrito Federal.   “O aprendizado de uma ou mais línguas tem impacto direto na trajetória acadêmica e profissional desses jovens” Jean François Sirino, secretário-executivo substituto da SEEDF A estudante Ana Júlia Fernandes Dourado, de 17 anos, que cursa o quarto semestre de espanhol e conquistou uma medalha de prata, afirmou que a premiação representa uma conquista pessoal e também o reconhecimento do ensino oferecido pela instituição. “É uma honra ter conquistado a medalha de prata”, afirmou. “Essa experiência vai ficar marcada na minha vida. Saber outras línguas é muito importante para a minha futura carreira profissional e também para me comunicar com pessoas de diferentes lugares e realizar viagens um dia.” “Essas 32 premiações dos nossos alunos só reforçam o compromisso da educação com a qualidade e a excelência”, ressaltou o  secretário-executivo substituto da SEEDF, Jean François de Figueiredo Sirino. “Como ex-aluno do CIL, eu valorizo toda a comunidade escolar. O papel da escola é mostrar caminhos para que os estudantes possam alçar voos cada vez mais altos. O aprendizado de uma ou mais línguas tem impacto direto na trajetória acadêmica e profissional desses jovens.” Sirino também destacou a importância dos CILs na formação dos estudantes da rede pública. Segundo ele, iniciativas como o programa Pontes para o Mundo demonstram como o domínio de outros idiomas amplia oportunidades educacionais e profissionais. Olimpíadas de Espanhol [LEIA_TAMBEM]A Olimpíada de Espanhol integra ações voltadas para a valorização do ensino de idiomas e ao fortalecimento dos laços culturais entre Brasil e Espanha. A ação também estimula o protagonismo estudantil e o contato dos participantes com obras literárias e manifestações culturais do universo hispânico. A iniciativa visa a despertar o interesse dos estudantes pelo idioma e pelos contextos culturais que o cercam, fortalecendo o ensino de espanhol tanto em escolas regulares quanto em cursos de idiomas. A competição também estimula o raciocínio linguístico, a interpretação textual e a ampliação do vocabulário, explorando diferentes aspectos da língua, como gramática, variantes regionais e compreensão de textos. Além disso, a olimpíada reconhece alunos que se destacam no uso do espanhol, valoriza o trabalho de professores e instituições comprometidos com o ensino do idioma, promove o espírito esportivo no ambiente acadêmico-escolar e incentiva reflexões sobre a língua espanhola entre educandos e educadores. “Foi mais uma comprovação da qualidade do ensino de língua estrangeira em uma escola pública” Dóris Scolmeister, diretora do CIL 01 de Brasília As provas são online e abordam aspectos linguísticos e características próprias do idioma espanhol, com parte das questões organizada a partir de um pequeno texto literário previamente selecionado. A diretora do CIL 01, Dóris Scolmeister, comemorou o resultado e destacou o trabalho desenvolvido pela equipe pedagógica da instituição: “Foi mais uma comprovação da qualidade do ensino de língua estrangeira em uma escola pública. Hoje tivemos muitos premiados, o que demonstra a seriedade com que nossa equipe conduz o ensino do espanhol. Que venham mais medalhas para o CIL 01 de Brasília”. Representante da Embaixada da Espanha no Brasil, Pablo Tenés Brenot reforçou: “A olimpíada é um projeto muito importante para a Embaixada da Espanha. Nesta segunda edição, tivemos a participação de cerca de seis mil estudantes de 188 escolas de todo o Brasil. O principal objetivo é motivar o estudo do espanhol. Aprender uma língua é uma forma de abrir a mente, pensar de maneira diferente e observar o mundo por outras perspectivas. Além disso, buscamos fomentar o hábito da leitura”. *Com informações da Secretaria de Educação

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Curso de francês no CIL de Ceilândia abriu portas para servidora seguir carreira na Embaixada da França

A trajetória de Aline Bastos Lima mostra como a educação pública pode ampliar horizontes e abrir caminhos. Servidora da Secretaria Educação (SEEDF), ela começou a estudar francês aos 14 anos no Centro Interescolar de Línguas (CIL) de Ceilândia. Anos depois, o conhecimento construído dentro da secretaria passou a fazer parte da sua vida profissional, levando-a a atuar na Embaixada da França em Brasília. “O francês entrou na minha vida quase por acaso, mas acabou me levando a lugares que eu nunca imaginei conhecer”, conta Aline Lima | Foto: Bruno Formiga/SEEDF “Quando conheci os professores e descobri a riqueza da língua e da cultura francófonas, percebi que estava no lugar certo” Aline Lima A entrada no curso se deu quase por acaso. Na época, Aline escolheu o francês porque não havia vagas em outras opções, e o que parecia uma decisão simples acabou transformando sua trajetória. “Quando conheci os professores e descobri a riqueza da língua e da cultura francófonas, percebi que estava no lugar certo”, lembra ela. “Não era apenas aprender um idioma, mas conhecer novas culturas, histórias e formas de ver o mundo”. Durante o tempo de estudo no CIL de Ceilândia, Aline viveu experiências que ampliaram sua visão de mundo. Aos 18 anos, participou de um projeto da Embaixada da França que lhe proporcionou a primeira viagem internacional. “Foi a primeira vez que andei de avião e saí do país”, relata. “Passei 15 dias na França conhecendo cidades, museus e a cultura local. Antes mesmo de entrar na universidade, tive uma oportunidade que ampliou minha visão de mundo”. A força da educação A experiência despertou ainda mais o interesse de Aline pela língua francesa. Depois da viagem, ela ingressou no curso de letras-francês da Universidade de Brasília (UnB) e continuou investindo nos estudos.  Ao longo da formação, participou de programas de intercâmbio até conquistar uma vaga como assistente de língua portuguesa em escolas da França. A oportunidade levou Aline a viver três anos no país europeu, período em que atuou como assistente de ensino e também cursou o mestrado. [LEIA_TAMBEM]Ao retornar ao Brasil, passou a dar aulas de francês e seguiu construindo uma carreira ligada ao idioma. Em 2016, surgiu uma nova oportunidade profissional na Embaixada da França. Graças à dedicação e à experiência acumulada, ela foi selecionada para integrar a equipe do Serviço de Cooperação e de Ação Cultural, onde atua há cerca de dez anos. Para Aline, essa história reforça o papel da educação e dos centros interescolares de línguas na formação dos estudantes da rede pública: “O francês entrou na minha vida quase por acaso, mas acabou me levando a lugares que eu nunca imaginei conhecer. O Centro Interescolar de Línguas ampliou meus horizontes e teve um papel fundamental em toda a minha trajetória profissional”. Educador em destaque Há mais de 20 anos atuando no ensino de francês na rede pública, o professor Waldemar Oliveira Júnior, coordenador de francês do CIL de Taguatinga, conhecido pelos estudantes como Monsieur Oliveira, acompanha de perto como o aprendizado de um novo idioma pode criar novas possibilidades para os alunos. “Aprender uma nova língua abre portas para o conhecimento, para outras culturas e para oportunidades que muitas vezes parecem distantes” Waldemar Oliveira Júnior, coordenador de francês do CIL de Taguatinga Para tornar as aulas mais atrativas, Waldemar busca unir tecnologia, formação constante e temas que dialoguem com a realidade dos jovens. Mestre em Didática de Línguas e Culturas, ele acredita que aprender francês vai além da sala de aula:  “O francês transformou a minha vida e continua transformando a vida de muitos estudantes”, enfatiza.  “Aprender uma nova língua abre portas para o conhecimento, para outras culturas e para oportunidades que muitas vezes parecem distantes”, pontua o professor. “Quando um aluno percebe que pode ir além do que imaginava, a educação mostra toda a sua força de transformação”" Estude francês na rede pública A SEEDF oferece, anualmente, cursos gratuitos de francês nas 17 unidades do CIL. O ingresso ocorre por meio de sorteio eletrônico realizado no site da secretaria. Para o segundo semestre deste ano, as inscrições estarão abertas do dia 29 deste mês a 3 de julho. Além dos CILs, a secretaria também oferece o ensino da língua francesa por meio do Programa de Educação Bilíngue Intercultural (Pebi), desenvolvido no Centro Educacional do Lago Norte (Cedlan), escola pioneira da iniciativa na rede pública. Na unidade, o francês faz parte do projeto pedagógico e está presente em atividades e componentes curriculares da educação bilíngue. *Com informações da Secretaria de Educação    

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Estudantes inscritos no Pontes para o Mundo são convocados para a prova de línguas estrangeiras

Já está disponível a lista dos 1,2 mil estudantes convocados pela Secretaria de Educação (SEEDF) para a prova de conhecimentos em línguas estrangeiras do programa Pontes para o Mundo 2026. Previsto para os dias 23 e 24 deste mês, o curso representa um momento decisivo na jornada de quem sonha com uma experiência de intercâmbio no Reino Unido, Canadá, França ou Espanha, os quatro destinos desta edição. Destinos do programa para este ano são Reino Unido, Espanha, França e Canadá | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF “A etapa das provas de idiomas é um momento importante desse processo, porque reconhece o esforço, a dedicação e a preparação desses jovens para viverem uma experiência acadêmica, cultural e humana transformadora” Iêdes Braga, secretária de Educação interina Os 1,2 mil convocados foram selecionados entre os 2.058 inscritos após a análise de documentos e o julgamento dos recursos apresentados. “Agora, cada estudante precisa preparar-se bem para a prova no idioma escolhido; é essa etapa que vai definir quem embarca para um dos destinos já anunciados”, explica o coordenador do programa, David Nogueira.  Até o momento, os estudantes foram avaliados por critérios documentais. A partir do dia 23, o conhecimento do idioma selecionado passa a ser o fator determinante para formar a lista dos 400 que vão embarcar. Os selecionados terão uma imersão de 13 a 16 semanas no exterior, com atividades desenvolvidas exclusivamente na língua do país de destino e convivência com estudantes de diferentes nacionalidades. [LEIA_TAMBEM]“O programa Pontes para o Mundo amplia horizontes, fortalece projetos de vida e mostra aos nossos estudantes da rede pública que o mundo também pertence a eles”, ressalta a secretária de Educação interina, Iêdes Braga. “A etapa das provas de idiomas é um momento importante desse processo, porque reconhece o esforço, a dedicação e a preparação desses jovens para viverem uma experiência acadêmica, cultural e humana transformadora.” Após a prova de idiomas, o cronograma prevê a divulgação do resultado preliminar em 2 de junho, com prazo para recurso entre os dias 3 e 5 daquele mês. O resultado definitivo sai em 29 de junho. Confira a lista de convocados.  Veja mais informações sobre o programa.   *Com informações da Secretaria de Educação    

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Centros interescolares de línguas do DF estão com inscrições abertas para cursos de cinco idiomas

Os centros interescolares de línguas (CILs) do Distrito Federal estão com inscrições abertas para o próximo semestre letivo. O prazo começou no último dia 15 e segue até 9 de janeiro para estudantes da rede pública de ensino, a partir do 6º ano. A inscrição deve ser feita pelo site da Secretaria de Educação (SEEDF). A seleção será realizada por sorteio randomizado pelo sistema de gestão escolar i-Educar, garantindo isonomia entre os inscritos. Estudantes têm quatro opções de idiomas para escolher no CIL | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Há vagas para inglês, espanhol, francês, japonês e alemão nas 17 unidades do DF. O candidato pode escolher até quatro opções de local e idioma, conforme a oferta de cada unidade, obrigatoriamente em turno contrário ao do ensino regular. Os resultados serão divulgados a partir das 18h de 26 de janeiro. A consulta é de responsabilidade do aluno, uma vez que não será encaminhado nenhum comunicado aos contemplados. Érica Martins, diretora de Educação em Tempo Integral da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral da SEEDF, explica que o número exato de vagas por unidade é flutuante: “Depende da renovação de matrícula dos veteranos, mas a expectativa é de ampla oferta para novos estudantes. Atualmente, os CILs atendem a mais de 55 mil estudantes distribuídos nas 17 instituições, presentes nas 14 coordenações regionais de ensino. Temos alunos do ensino fundamental [a partir do 6º ano], ensino médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e membros da comunidade local.” [LEIA_TAMBEM]O prazo para matrícula vai de 27 a 30 de janeiro. É necessário apresentar os seguintes documentos (original e cópia): identidade, CPF, duas fotos 3x4, comprovante de residência e declaração de escolaridade atualizada. Para os estudantes menores de 18 anos, são necessários os documentos (CPF e RG) do responsável. As vagas remanescentes serão destinadas à comunidade posteriormente. “Mais do que um aprendizado em sala de aula, o ensino de idiomas nos CILs representa uma poderosa ferramenta de mobilidade social”, salienta Érica Martins. “Ao disponibilizar gratuitamente cursos de línguas estrangeiras para jovens da rede pública, a Secretaria de Educação contribui para reduzir o abismo de oportunidades no mercado de trabalho, permitindo que esses estudantes concorram a vagas de estágio e programas de intercâmbio em condições de igualdade com qualquer outro aluno do país.”      

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Resultado da primeira chamada de inscrições dos CILs já está disponível

A Secretaria de Educação (SEEDF) divulgou, neste sábado (2), o resultado das inscrições para o segundo semestre de 2025 dos centros interescolares de Línguas (CILs). São ofertados cursos de inglês, francês, espanhol e japonês, distribuídos entre as 17 unidades escolares de idiomas. Após conferirem os resultados, os estudantes devem se matricular na unidade em que foram contemplados | Foto: Jotta Casttro/SEEDF O resultado divulgado é referente à primeira chamada, que contempla apenas estudantes da rede pública de ensino. Esses alunos devem efetivar a matrícula de segunda (4) a quarta-feira (6). Veja aqui o resultado.  Já a segunda chamada, que abrange alunos da rede pública e dos colégios militares de Brasília, será divulgada na próxima semana.  Documentação [LEIA_TAMBEM]Para efetivar a matrícula, o candidato selecionado deve comparecer ao CIL onde foi contemplado, levando Certidão de Nascimento (original e cópia), CPF, duas fotos 3×4, comprovante de residência, comprovante de tipagem sanguínea e fator RH e carteira de vacinação. Para menores de idade, é obrigatória também a apresentação do RG e CPF do responsável legal, além da declaração de escolaridade. Confira abaixo  as datas de divulgação dos resultados e os prazos para matrícula, de acordo com o público-alvo. 1ª chamada – Estudantes da rede pública ⇒ Matrícula: de segunda (4) a quarta (6) 2ª chamada – Estudantes da rede pública e colégios militares ⇒ Divulgação do resultado: dia 13 ⇒ Matrícula: dias 14 e 15  3ª chamada – Comunidade em geral ⇒ Divulgação do resultado: dia 21 ⇒ Matrícula: do dia 22 ao dia 25.   *Com informações da Secretaria de Educação    

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Centros interescolares de línguas abrem vagas para cursos de idiomas nesta sexta-feira (18)

Estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal, das escolas militares e comunidade em geral poderão inscrever-se, a partir desta sexta-feira (18), às 18h, para os cursos de idiomas oferecidos pelos centros interescolares de línguas (CILs), com vagas para o segundo semestre deste ano. As inscrições poderão ser feitas até o dia 25 deste mês, às 23h59, no site da Secretaria de Educação do DF. Podem participar estudantes de escolas públicas e militares do Distrito Federal, além da comunidade em geral | Foto: Mary Leal/SEEDF   O processo seletivo será feito por meio de sorteio e ocorrerá em três etapas: [LEIA_TAMBEM]- Estudantes da rede pública: resultado previsto para 2/8; - Estudantes de escolas militares: resultado em 13/8; - Comunidade em geral: resultado em 21/8. Serão ofertados cursos de inglês, espanhol, francês, japonês e alemão, este último exclusivo para estudantes da rede pública, do 8º ano do ensino fundamental ao 1º ano do ensino médio, e oferecido apenas no CIL 01 de Brasília (907/908 Sul). Cada uma das 17 unidades da escola de idiomas no DF abrirá 18 vagas por turma. “O CIL é uma política pública consolidada e pioneira no país, já que o DF foi o primeiro a oferecer ensino gratuito de línguas. É um projeto importante por garantir acesso a quem, normalmente, não teria essa oportunidade”, afirma Rosana Correia, gerente de Educação Ambiental, Patrimonial e de Línguas Estrangeiras, da Secretaria de Educação. Criada com foco na comunicação e no desenvolvimento de habilidades práticas, a iniciativa completa 50 anos em 2025, desde a inauguração do CIL 01 de Brasília, em 1975. A maioria das vagas é destinada aos estudantes da rede pública, e as não preenchidas são ofertadas à comunidade em geral. *Com informações da SEEDF  

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Meninas em Ação: estudantes assumem cargos de liderança por um dia no DF

Já imaginou ocupar um cargo de liderança ainda no ensino médio? Trinta alunas de escolas públicas do Distrito Federal, participantes do programa Meninas em Ação, estão prestes a viver essa experiência. De abril a outubro, elas irão assumir, por um dia, posições de liderança em instituições do governo, embaixadas, organismos internacionais e empresas, para conhecer de perto como funcionam os espaços que influenciam diretamente a política, a diplomacia, a comunicação e os negócios. A jornada começa na próxima quinta-feira (10), quando uma das participantes acompanhará a rotina da primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Estudantes selecionadas para o projeto Meninas em Ação, que proporciona aprendizados a partir do acompanhamento de mulheres que ocupam posições de liderança | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O programa é uma iniciativa da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter) em parceria com as secretarias da Mulher (SMDF) e de Educação (SEEDF), com foco no empoderamento feminino. Segundo a vice-governadora do DF, Celina Leão, o Meninas em Ação é muito importante para que estudantes tenham consciência desde cedo que as mulheres podem estar onde quiserem, inclusive, em espaços de poder e liderança. “É uma oportunidade para que se desenvolvam pessoalmente e profissionalmente, que incentiva a liderança e a autonomia, ao mesmo tempo em que as encoraja para que se tornem agentes de transformação das comunidades onde vivem”, afirma. “É uma oportunidade para que se desenvolvam pessoalmente e profissionalmente, que incentiva a liderança e a autonomia, ao mesmo tempo em que as encoraja para que se tornem agentes de transformação das comunidades onde vivem” Celina Leão, vice-governadora do DF A estudante Júlia Lopes, 17 anos, contou que ficou muito feliz e animada ao ser selecionada para o projeto. “É uma experiência nova, um projeto-piloto, algo inédito para a gente. É incrível pensar que estamos abrindo caminho para que outras meninas também possam viver isso no futuro. Quando falaram que a gente ia acompanhar mulheres que já chegaram em lugares onde a gente sonha chegar… Nossa, fiquei ainda mais empolgada. São mulheres inspiradoras. Desde então, é só animação, felicidade e dedicação”. Júlia vai acompanhar a vice-governadora Celina Leão e, desde já, está se preparando. “Celina é uma mulher de muita presença, firme nas opiniões, sabe se posicionar. É uma referência, um espelho para quem quer crescer politicamente e, por isso, estou estudando bastante sobre ela e sobre a trajetória dela. Já aprendi muita coisa. Está sendo uma experiência muito gratificante”. “É incrível pensar que estamos abrindo caminho para que outras meninas também possam viver isso no futuro”, diz Júlia Lopes De acordo com a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, quando se tem acesso à informação, a apoio e oportunidades, elas transformam não apenas as próprias vidas, mas também das comunidades em que vivem, promovendo justiça social, equidade de gênero e avanços significativos na educação e na economia, por isso, empoderar meninas é garantir que elas se tornem protagonistas das próprias histórias. “Esse programa é uma ferramenta poderosa para romper ciclos de desigualdade de gênero, formar novas lideranças femininas e construir uma sociedade mais equitativa” Giselle Ferreira, secretária da Mulher Ao ser questionada sobre a sensação de ser escolhida para o projeto, a estudante Luísa Teixeira, 17, descreve como é positivo ter seu esforço reconhecido e perceber que possui algo a mais para oferecer. “É uma sensação de reconhecimento e também de responsabilidade”. Luísa acompanhará a embaixadora do Haiti, Rachel Coupaud, e acredita que o maior desafio será a comunicação, já que a diplomata fala pouco português. “Vou precisar me comunicar em inglês e francês, mas estou confiante que nossa conversa vai fluir bem e teremos uma boa troca”, diz. Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, não se pode ser o que não se vê. “Esse programa é uma ferramenta poderosa para romper ciclos de desigualdade de gênero, formar novas lideranças femininas e construir uma sociedade mais equitativa, em que mulheres estejam em posição de decisão não como exceção, mas como regra. O programa não só inspira, mas também capacita”, frisa. Segundo ela, a experiência prática desenvolve habilidades essenciais e tudo isso contribui diretamente para a autonomia feminina, permitindo que essas meninas construam um futuro com mais independência econômica, política e social. Luísa Teixeira acompanhará a embaixadora do Haiti, Rachel Coupaud: “Estou confiante que nossa conversa vai fluir bem e teremos uma boa troca” Todas as meninas selecionadas para o projeto estão no 3º ano do ensino médio, ou seja, no último ano escolar, e têm até 18 anos. Um dos critérios fundamentais foi o domínio do inglês ou espanhol, já que algumas das autoridades que elas irão acompanhar não falam português fluentemente. Segundo uma das coordenadoras do projeto, Maria Luiza Lourenço, essa escolha estratégica visa também inspirar as alunas dos anos anteriores. “Ao escolhermos só alunas do 3º ano e estabelecermos critérios como domínio de idioma e engajamento social, estamos incentivando que meninas do 1º e 2º anos, ao verem o programa acontecendo, queiram se preparar, correr atrás, se desenvolver, seja no idioma, na postura, no envolvimento com causas, para que, quando chegue a vez delas, estejam prontas para serem selecionadas também”. Uma das coordenadoras do projeto, Maria Luiza Lourenço, diz que a iniciativa inspira outras alunas a se preparar para ser selecionada em uma próxima edição Apesar de o foco do programa ser o empoderamento feminino, a ideia não é excluir os meninos. “Nossa parceira principal é a Secretaria da Mulher, e conversamos bastante sobre isso. Temos também a participação da Subsecretaria de Enfrentamento à Violência, que trouxe a proposta de desenvolver atividades paralelas para os meninos, inclusive focadas em temas como masculinidade positiva e respeito às mulheres”, destaca Maria Luiza, que também ressalta que o projeto se preocupa com o ambiente escolar como um todo, não só com as meninas selecionadas. “Vemos muito potencial no projeto e torcemos para que continue e se expanda, pois ele fortalece o papel das meninas como multiplicadoras dentro da escola” Naiara Lima, supervisora pedagógica do Centro de Ensino Médio Setor Oeste O programa foi pensado para ter um acompanhamento direto com as três escolas participantes. Os diretores foram convidados a participar das reuniões e, dentro desse processo, cada diretor se torna o ponto focal da escola no projeto. Além disso, cada escola também conta com um professor tutor. No caso do Centro de Ensino Médio Setor Oeste (Cemso), é a professora e supervisora pedagógica Naiara Lima, que acompanha as meninas. “Consideramos uma oportunidade única para elas, pois proporciona uma vivência que vai muito além do dia do evento em si. Desde as preparações, orientações e visitas, tudo tem contribuído para o crescimento pessoal delas. Vemos muito potencial no projeto e torcemos para que continue e se expanda, pois ele fortalece o papel das meninas como multiplicadoras dentro da escola”. Maiara também conta que as alunas têm se engajado bastante, pois o projeto as ajuda a enxergar e ampliar o potencial, especialmente em posições de liderança e muitas já exercem esses papéis na escola, como representantes de turma ou presidentes do Grêmio, e o projeto só fortalece ainda mais essa trajetória. “Não podemos fechar os olhos para a injusta desigualdade de gênero que ainda se manifesta no mercado de trabalho, na educação, na política, na saúde e nas relações sociais” Paco Britto, secretário de Relações Internacionais Além dos encontros de empoderamento, há um planejamento pedagógico, com atividades, palestras e ações extras, de acordo com os interesses e necessidades de cada escola. Meninas em Ação O projeto é inspirado no programa da organização Plan International, criadora do movimento Girls take over, que oferece a meninas de todo o mundo a oportunidade de experimentar posições de liderança. “Não podemos fechar os olhos para a injusta desigualdade de gênero que ainda se manifesta no mercado de trabalho, na educação, na política, na saúde e nas relações sociais”, afirma o secretário de Relações Internacionais, Paco Britto. “Já estamos, inclusive, pensando em abrir um edital no futuro, com participação de mais escolas e número maior de meninas”, afirma Ana Beatriz de Sousa O secretário também destaca que este assunto passa por pautas importantes como a participação política e econômica; a consciência do papel social; o fortalecimento da autoestima; a tomada de decisões; acesso à educação de qualidade, à proteção contra a violência e, por isso, assumirá protagonismo de um significativo programa de Estado. “Isso mostra às meninas que é possível conquistar espaços de liderança, inspiradas em grandes mulheres que atualmente já ocupam esses espaços”. No Distrito Federal, foram selecionadas para participar do projeto-piloto 10 meninas de cada uma das seguintes escolas: Centro de Ensino Médio Integrado do Gama (Cemi Gama), Centro de Ensino Médio 1 de Planaltina (CEM 01 Planaltina) e o Centro de Ensino Médio Setor Oeste (Cemso). Nesse primeiro ano foi optado por uma seleção mais específica e restrita, para entender o que funciona, identificar pontos de melhoria e preparar uma expansão para os próximos anos. “Já estamos, inclusive, pensando em abrir um edital no futuro, com participação de mais escolas e número maior de meninas”, destaca Ana Beatriz de Sousa, a outra coordenadora responsável pelo Meninas em Ação. Ela conta que a procura foi bem maior do que o esperado e tiveram autoridades que, no momento, não foram convidadas e demonstraram interesse em participar, mas como é o primeiro ano do programa, decidiram manter um formato menor, mais focado, para garantir que tudo funcione bem. “A ideia é, sim, expandir, mas de forma planejada”, explica.

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Mostrinha de Cinema Francófono reúne estudantes da rede pública 

Para celebrar o mês da Francofonia, a Aliança Francesa recebeu 360 estudantes dos centros interescolares de línguas (CILs) de Planaltina, Santa Maria, Taguatinga, Gama e do CIL 02 de Brasília. As turmas foram assistir à Mostrinha de Cinema Francófono, que ficou em cartaz entre terça (18) e esta quinta-feira (20). A Embaixada da França e a Associação de Professores de Francês do DF providenciaram os ônibus para o transporte dos alunos.  A voz do coração (no original, francês, Les choristes) foi um dos filmes exibidos | Foto: Divulgação “Na Mostrinha, eles têm acesso gratuitamente a filmes que, muitas vezes, não estão nos cinemas, alguns inéditos e premiados, para ter contato com a língua francesa, contribuindo para a aprendizagem” Elisa de Corta, gestora de Projetos Culturais da Aliança Francesa A iniciativa é uma parceria de mais de 15 anos entre a Secretaria de Educação (SEEDF), a Embaixada da França e a Aliança Francesa. No evento, são exibidos filmes franceses em sessões gratuitas para os estudantes da SEEDF no auditório da Aliança Francesa, havendo também a possibilidade de as escolas da rede pública receberem os links das obras para projetar nas próprias unidades. Em março, o mês da Francofonia, cidades de mais de 36 países que utilizam o idioma francês se unem em uma grande celebração em torno da riqueza da cultura e da França. “Na Mostrinha, eles têm acesso gratuitamente a filmes que, muitas vezes, não estão nos cinemas, alguns inéditos e premiados, para ter contato com a língua francesa, contribuindo para a aprendizagem”, enfatizou Elisa Rodrigues de Corta, gestora de Projetos Culturais da Aliança Francesa. Nas sessões de cinema oferecidas aos alunos, foram selecionados três filmes de caráter pedagógico: Linda veut du poulet (Frango para Linda!), Les choristes (A voz do coração) e Allons enfants (Vamos, crianças). Enriquecimento Cristiane de Castro Rezende, da equipe técnica da Gerência de Educação Ambiental, Patrimonial, Língua Estrangeira e Arte-Educação da SEEDF, lembrou que esse tipo de atividade enriquece o aprendizado dos alunos. “O objetivo desse programa é desenvolver o francês no Brasil, especialmente em Brasília, dentro dos centros interescolares de línguas que oferecem um serviço gratuito para todos” Maya Klitzke, coordenadora de Projetos de Cooperação Educativa da Secretaria de Educação “Depois eles podem debater como foi o filme, fazer um trabalho sobre a história em sala de aula… então, complementa a aprendizagem deles”, avaliou. “É uma oportunidade de conhecer algumas pessoas da embaixada, que são falantes nativos da língua francesa, de encontrar e trocar experiências com os alunos da Aliança que também estão aprendendo francês.” Representando a Embaixada da França, a coordenadora de Projetos de Cooperação Educativa, Maya Klitzke, também destacou a importância da iniciativa: “O objetivo desse programa é desenvolver o francês no Brasil, especialmente em Brasília, dentro dos centros interescolares de línguas que oferecem um serviço gratuito para todos”.  Parceria Além da Mostrinha de Cinema, a cooperação entre a SEEDF e a Aliança Francesa é realizada por meio de convênio. Segundo os termos da parceria, a Aliança oferece bolsas de estudo integrais para 250 alunos da SEEDF a partir do sexto ano do ensino fundamental. O processo de seleção é semestral, por meio de inscrições no site da escola de idiomas. Além dos estudantes da rede pública, também são contemplados 100 professores do órgão, sendo 50 da Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) e 50 do Centro Educacional Lago Norte (Cedlan). *Com informações da Secretaria de Educação

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