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Orientações para candidatos aprovados para vagas de condutores e padioleiros

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Saúde (SES-DF) orienta os candidatos aprovados no processo seletivo simplificado para contratação temporária de condutores de veículos de emergência e padioleiros a apresentar a documentação necessária e fazer a avaliação médica pré-admissional no período de 17 a 31 de agosto. Função de padioleiros é essencial na movimentação de pacientes em procedimentos hospitalares | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Os documentos podem ser entregues das 9h às 12h e das 14h às 17h, na administração central da SES-DF (SRTVN, Quadra 701, Conjunto C, Edifício PO 700, primeiro andar). A ausência no prazo estipulado resulta na eliminação automática do processo seletivo. Publicado em abril deste ano, o certame prevê o preenchimento de 150 vagas para condutores e 150 vagas para padioleiros, com contratação temporária válida por seis meses e possibilidade de renovação por igual período. Ambas as funções possuem jornada de trabalho de 40 horas semanais, com remuneração mensal de R$ 4.134,01 para o cargo de condutor e de R$ 4.045,76 para o cargo de padioleiro. Os condutores de veículos de emergência atuam no transporte de pacientes em ambulâncias e demais veículos assistenciais, contribuindo para a agilidade e a segurança dos atendimentos de urgência e emergência. Já os padioleiros desempenham papel essencial na movimentação e transferência de pacientes entre leitos, macas, cadeiras de rodas, ambulâncias e setores hospitalares, colaborando para a organização dos fluxos assistenciais e para a qualidade do atendimento prestado à população. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Suplementos alimentares: quando são necessários e quais os riscos do uso sem orientação

O uso de suplementos alimentares tem crescido nos últimos anos, impulsionado principalmente por conteúdos nas redes sociais. No entanto, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alerta que nem todos são necessários e que o consumo sem orientação pode trazer riscos à saúde. Multivitamínicos, magnésio, probióticos, óleo de peixe, vitamina C, colágeno, vitamina B12, proteína em pó, fibras e os chamados “pós verdes” estão entre os mais populares. Apesar da promessa de benefícios, a maioria das pessoas consegue obter os nutrientes necessários por meio de uma alimentação equilibrada. Segundo a gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama, a suplementação deve ser indicada apenas em situações específicas. “Se a pessoa tiver necessidades específicas ou carências nutricionais diagnosticadas, os suplementos fazem a diferença. Fora disso, não substituem uma alimentação saudável”, explica. Alimentação ainda é a principal fonte Uma dieta variada, com alimentos in natura (folhas, frutas, verduras, legumes, ovos, carnes e peixes) ou minimamente processados, é suficiente para suprir as necessidades da maior parte da população. “Nos alimentos, os nutrientes estão em equilíbrio e associados a compostos que favorecem sua absorção”, ressalta Carolina. “Se a pessoa tiver necessidades específicas ou carências nutricionais diagnosticadas, os suplementos fazem a diferença. Fora disso, não substituem uma alimentação saudável”, explica a gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF A especialista reforça que o uso indiscriminado ou sem indicação de suplementos nutricionais pode causar prejuízos. “O excesso de alguns nutrientes pode provocar toxicidade ou desequilíbrios de outros nutrientes. A vitamina D em excesso, por exemplo, pode levar à calcificação de tecidos moles. Já o excesso de proteína pode sobrecarregar os rins em pessoas com doenças renais”, alerta. Quando a suplementação é indicada A suplementação pode ser necessária em casos como gestação, cirurgias bariátricas, deficiências nutricionais comprovadas ou condições clínicas específicas. Em algumas situações, também pode ser usada de forma preventiva, como nos programas do Ministério da Saúde que incluem a suplementação de vitamina A e ferro, do sal com iodo e suplementação de ácido fólico prévia à gestação ou no início dela. O uso deve ser sempre orientado por médico ou nutricionista. “Quando bem prescrito por esses profissionais, pode valer o investimento, mas sem avaliação e indicação técnica pode se tornar um gasto desnecessário ou até prejudicial”, avalia a gerente de nutrição da pasta. Onde buscar orientação A população pode contar com o suporte do Sistema Único de Saúde (SUS) para orientação nutricional. As unidades básicas de saúde oferecem atendimentos individuais e coletivos voltados à promoção da alimentação saudável. Além disso, a SES-DF possui o Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (PTNED) com o objetivo de suprir as necessidades totais ou parciais de nutrientes dos pacientes cadastrados pelos profissionais de saúde. O programa inclui o fornecimento de suplementos energéticos-proteicos e módulos de nutrientes para o atendimento de situações específicas conforme o regulamento do programa e nota técnica com orientação de prescrição. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Parecer jurídico orienta órgãos e entidades distritais sobre início de licença paternidade

Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (2) o Parecer Jurídico n° 132/2025, emitido pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), que trata sobre o início de usufruto da licença paternidade e presta orientações à administração pública sobre o tema. O documento normativo foi elaborado pela Procuradoria-Geral do Consultivo (Pgcons/PGDF), com autoria do procurador Hugo Fidelis Batista; e orienta que, em casos de internação da criança após o nascimento – devido a condições de saúde comprometida, os órgãos e as entidades distritais podem conferir início da licença na ocasião de alta hospitalar. O parecer aponta que a licença paternidade tem como finalidade assegurar o direito da criança ao contato paterno e viabilizar o exercício do direito ao cuidado e ao afeto | Foto: Divulgação/PGDF Conforme a Lei Complementar n° 395/2001, a PGDF é o órgão responsável pela consultoria jurídica do Distrito Federal, e de suas autarquias e fundações. O procurador-geral adjunto do Consultivo, Hugo Cezario, destacou a importância do documento. "O parecer traduz a importância de a administração pública distrital estar, em prestígio à segurança jurídica, atenta à evolução da jurisprudência, sobretudo à oriunda do Supremo Tribunal Federal (STF); e atende às novas dinâmicas de relações familiares, nas quais o pai busca assumir, cada vez mais, papel ativo e colaborativo na criação dos filhos", apontou. [LEIA_TAMBEM]Argumentação O parecer aponta que a licença paternidade tem como finalidade “assegurar o direito da criança ao contato paterno e viabilizar o exercício do direito ao cuidado e ao afeto. Esses elementos, além de essenciais ao bem-estar da criança, contribuem para melhores condições de sobrevida e para a promoção de sua saúde física e mental”. Contudo, o documento argumenta que o aproveitamento do benefício enquanto as condições de saúde do menor dificultarem o cumprimento do seu objetivo frustra a finalidade deste direito. Desse modo, orienta que, em caso de internação hospitalar do recém-nascido, o interessado pode apresentar requerimento fundamentado para que a licença tenha início na data da alta. *Com informações da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF)

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Jovens aprendizes do IgesDF encerram contratos e são orientados para novos desafios

Nesta sexta-feira (25), os jovens aprendizes do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) participaram de um evento especial de despedida, marcando o encerramento de seus contratos. A conferência foi realizada na sala 3 do PO700 e contou com uma apresentação do chefe do Núcleo de Experiência do Paciente, Leonardo Maciel, que descreveu sua trajetória profissional e motivou os participantes a refletirem sobre seus próximos passos. O chefe do Núcleo de Experiência do Paciente, Leonardo Maciel, conversou com os jovens aprendizes: “As habilidades adquiridas ao longo dessa experiência permitirão que você se destaque em qualquer lugar” | Foto: Divulgação/IgesDF Durante sua fala, Leonardo ressaltou a importância de aproveitar as oportunidades que surgem ao longo da carreira. “Eu sou advogado de formação e já transitei por várias áreas aqui no IgesDF. Hoje estou no Núcleo de Experiência do Paciente e, como eu disse para os que estão interessados ​​na área do direito, essa profissão abre muitas portas, assim como o setor administrativo. As habilidades adquiridas ao longo dessa experiência permitirão que você se destaque em qualquer lugar”, afirmou. Além da despedida, o IgesDF, por meio da Gerência de Desenvolvimento Humano (Gedeh), realizou no dia 16 de setembro bate-papo com os aprendizes. O encontro teve como objetivo preparar os jovens para o mercado de trabalho, oferecendo suporte na revisão de currículos, indicação de cursos e orientação gratuita sobre entrevistas e oportunidades profissionais. A assessora técnica da Gedeh, Maraline Sales, reforçou o compromisso do instituto em continuar acompanhando os jovens mesmo após o termo dos contratos. “Estamos muito felizes em ver que alguns já conseguiram emprego antes mesmo de finalizarem seus contratos. Isso mostra o impacto positivo que conseguimos em pouco tempo. Nosso objetivo é vê-los bem preparados para os próximos desafios”, destacou Maraline. Um exemplo desse sucesso é Gustavo Nunes Gomes, de 19 anos, que encaminhou um depoimento para a equipe do IgesDF. Ele foi recentemente contratado como auxiliar administrativo no Colégio Notarial Brasil. Em sua mensagem, Gustavo agradeceu o apoio que recebeu durante o programa: “Agradeço por toda atenção, Mara, de verdade! Aquele dia que nos encontramos em um evento de conversas, pensei bastante sobre o que você e o Jarbas disseram sobre continuar tentando. Muito obrigado e espero que possamos nos rever algum dia”, escreveu. *Com informações do IgesDF  

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Mais de 200 colaboradores do HRSM são capacitados sobre atendimento de excelência

Nesta quinta e sexta-feiras, dias 12 e 13 de setembro, os colaboradores que atuam diretamente com atendimento ao público do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) participaram de um treinamento focado no atendimento de excelência, experiência do paciente, técnicas para elevar a qualidade do atendimento, o aprazer do usuário no atendimento perfilizado e autognose (autoconhecimento). Mais de 200 colaboradores do Hospital Regional de Santa Maria participaram de capacitação para aperfeiçoar o atendimento à população | Foto: Divulgação/IgesDF A capacitação ocorreu no auditório do HRSM e contou com a participação de mais de 200 colaboradores, divididos em quatro turmas, uma em cada turno, durante os dois dias. Os profissionais são das equipes da recepção, do Humanizar, da Vigilância e da Central Tática de Resolutividade (CTR). “Este é um momento importante para enriquecer os conhecimentos de todos vocês. O atendimento realizado por cada um de vocês dão cara para o nosso hospital”, afirma a chefe do Núcleo de Atendimento do HRSM, Luciara Barros. Já o gerente administrativo do HRSM, Helber Carvalho, destaca a importância de cada um para o hospital, tendo em vista que “todos os colaboradores que participam deste treinamento recebem a população e fazem o seu primeiro atendimento. Não tem nada melhor na vida do que tratar todos bem”. “Me deu a perspectiva de olhar para o outro de uma maneira diferente, até porque eu não sei o que cada um está passando. Por isso, tenho que zelar sempre pela humanização e pelo atendimento com empatia” Joelson Ribeiro, vigilante Ocorreram várias palestras que abordaram temas diversos sobre atendimento ao público, segurança e qualidade, cuidado centrado no paciente, foco na humanização e excelência na jornada do paciente dentro da unidade hospitalar, além de abordar a saúde mental, como é importante estar bem consigo mesmo para conseguir atender o outro bem. “O paciente cria percepções, essa primeira percepção é muito importante. São momentos de acolhimento, de orientação, que tranquilizam o paciente ou podem trazer um efeito contrário, de estresse, de falta de paciência. Então, esse primeiro atendimento, bem alinhado e bem instruído, reflete em uma boa experiência do paciente e a humanização vem como um trunfo nisso”, destaca o chefe do Núcleo de Experiência do Usuário do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Leonardo Maciel. Durante a capacitação, Maciel explanou que quando se fala de humanização, não se pode esquecer a necessidade de uma comunicação clara e objetiva. E para possuir uma comunicação objetiva e clara, é preciso entender os direitos dos pacientes, as culturas diferentes, as linguagens diferentes e personalizar o atendimento a cada paciente. Grasielle Bezerra, do Núcleo de Educação Corporativa (Nuedc) abordou questões essenciais em sua fala, como o respeito, saber ouvir, a empatia e a humanização focada na experiência positiva do usuário. “O paciente, quando ele é bem-recebido, ele já se sente acolhido. Se ele for mal-atendido ali logo no atendimento inicial, a pessoa que atender, se for ríspida, grosseira ou fria, ele já vai ficar irado, mais chateado, então pode provocar uma situação ruim ali no ambiente hospitalar. Então, o ideal, nesse primeiro atendimento, é tratar o usuário da forma que eu gostaria de ser tratado”, explica. Autocuidado e autoconhecimento Colaboradores participaram de dinâmica em palestra com foco em saúde mental | Foto: Divulgação/IgesDF Focada na saúde mental, a psicóloga Fernanda Souza destacou durante sua palestra a importância de se conhecer, conhecer seu corpo, suas emoções e estar bem para conseguir proporcionar aos outros um atendimento de qualidade. “É preciso focar no autoconhecimento, no bem-estar, na qualidade de vida própria, nesse olhar que a pessoa deixa de fazer muitas vezes, para ela mesma, para olhar o outro de uma forma humana e, que ali tem uma pessoa que também precisa de cuidados. Estamos no setembro amarelo e é preciso desmistificar a busca pelo profissional de saúde mental quando se sentirem sobrecarregados mentalmente, para evitar doenças como ansiedade, depressão”, informa. Além de vídeos em que passou para os colaboradores abordando a temática, a psicóloga fez uma dinâmica com todos para que soprassem em seu balão todos os problemas e pensamentos negativos que estivessem trazendo preocupação e angústia para cada um. Ao término, todos explodiram e jogaram as energias negativas para o universo levar. O vigilante Joelson Ribeiro gostou bastante do treinamento. “Me deu a perspectiva de olhar para o outro de uma maneira diferente, até porque eu não sei o que cada um está passando. Por isso, tenho que zelar sempre pela humanização e pelo atendimento com empatia”, afirma. Já a recepcionista Edilene Cruz considera o aprendizado sempre importante e que deve ocorrer constantemente. “Foi bem proveitoso passar essas horas aqui. Conhecimento nunca é demais e a humanização durante nosso atendimento é primordial e faz a diferença”, avalia. *Com informações do IgesDF  

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Vacina contra o HPV para pessoas de 15 a 45 anos que tomam PrEP está disponível

A vacina contra o HPV pode ser aplicada agora também em pessoas de 15 a 45 anos que tomam Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP). A Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) ampliou a vacinação por orientação do Ministério da Saúde (MS) no início de julho. Com isso, será possível reforçar ainda mais a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e cânceres causados pelo HPV. A vacina contra o HPV pode ser aplicada agora também em pessoas de 15 a 45 anos que tomam Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF A vacina está disponível em todas as salas de vacinas do DF, incluindo os cinco Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), na Asa Norte (Hran), em Ceilândia (HRC), em Taguatinga (HRT) e no Gama (HRG). Confira aqui os locais de vacinação em todo o DF. Segundo a gerente substituta da Rede de Frio do DF, Karine Castro, quem tiver indicação já pode procurar um ponto de vacinação. “Esse público precisa de prescrição para receber a vacina, podendo ser tanto da rede pública quanto da rede privada de saúde. As categorias profissionais que podem prescrever a vacina contra HPV a usuários em PrEP de 15 a 45 anos são as categorias médica, de enfermagem e farmacêutica”, alerta. Em abril deste ano, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da SES-DF, iniciou a aplicação da dose única da vacina contra o HPV em crianças e adolescentes de 9 a 14 anos | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF O papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês) é um vírus capaz de infectar tanto a pele quanto as mucosas oral, genital e anal, provocando verrugas ou lesões que podem evoluir para um câncer. O HPV é uma infecção sexualmente transmissível, mas, além do sexo com penetração, a transmissão pode ocorrer por contato pele a pele, uma vez que as lesões são altamente infectantes. Prevenção ao câncer A responsável técnica pela vigilância da sífilis e gerente substituta da Gerência de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, a enfermeira Daniela Magalhães, explica que quase todos os casos de câncer de colo do útero podem ser atribuídos à infecção pelo HPV. Segundo ela, alguns tipos do vírus também podem ocasionar câncer do ânus, vulva, vagina, pênis e orofaringe, que são evitáveis com a adoção de estratégias de prevenção. A principal delas é a vacinação contra o HPV, atualmente indicada para pré-adolescentes, adolescentes e pessoas que vivem com HIV. “A vacinação contra o HPV é uma estratégia de prevenção que, combinada com outras medidas, como o uso de preservativos, pode prevenir a infecção. O ideal é que a vacina seja administrada antes do contato sexual, por isso recomenda-se a vacinação de adolescentes na faixa etária de 9 a 14 anos, atualmente em dose única” Daniela Magalhães, gerente substituta da Gerência de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis A especialista reforça que a maioria das mulheres e homens sexualmente ativos pode ser infectada em algum momento de suas vidas, e algumas pessoas podem apresentar infecções recorrentes. A infecção pode surgir pouco depois do início das atividades sexuais. “A vacinação contra o HPV é uma estratégia de prevenção que, combinada com outras medidas, como o uso de preservativos, pode prevenir a infecção. O ideal é que a vacina seja administrada antes do contato sexual, por isso recomenda-se a vacinação de adolescentes na faixa etária de 9 a 14 anos, atualmente em dose única”, alerta. Vacina para crianças e adolescentes Em abril deste ano, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da SES-DF, iniciou a aplicação da dose única da vacina contra o HPV em crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. A mudança no protocolo segue orientação do Ministério da Saúde e visa aumentar a cobertura contra o vírus. Até então, a vacina era feita em duas doses. Para receber o imunizante, pais ou responsáveis devem ir a uma sala de vacinação com documento de identificação da criança ou adolescente e a caderneta de vacinação. Público alvo da vacinação contra HPV: – Crianças e adolescentes com idade entre 9 e 14 anos, no esquema de dose única – Indivíduos imunocomprometidos de 9 a 45 anos (pessoas vivendo com HIV e aids – PVHA, pacientes oncológicos e transplantados), no esquema de três doses. No esquema de três doses, a segunda deve ser aplicada dois meses depois da primeira; e, a terceira, seis meses depois da primeira – Pessoas de 15 a 45 anos imunocompetentes vítimas de violência sexual, com esquema de três doses – Pessoas portadoras de papilomatose respiratória recorrente (PRR), a partir de 2 anos de idade, com esquema de três doses – Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos que também sejam imunocompetentes vítimas de violência sexual devem receber duas aplicações, com espaço de 6 meses entre elas *Com informações da SES-DF

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Cartilha orienta executores de contratos com reeducandos

A Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do DF (Funap), órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus), lançou, em maio, uma cartilha para fortalecer a relação com os executores de contratos celebrados com a instituição. O material foi elaborado com o objetivo de fornecer orientações fundamentais para a gestão das tarefas envolvendo o trabalho do reeducando.  Aspectos legais e operacionais que dizem respeito ao trabalho dos reeducandos são abordados no material da Funap | Foto: Divulgação/Funap A publicação é um guia acessível, projetado especificamente para atender às necessidades dos executores de contratos que trabalham com a instituição, apresentando diretrizes práticas para tarefas relacionadas ao trabalho dos reeducandos, incluindo aspectos legais, operacionais e de gestão de pessoas. O documento se destina a órgãos e instituições e empresas públicas e privadas que celebram contratos para prestação de serviços utilizando mão de obra prisional.  “A iniciativa demonstra o nosso compromisso em promover a ressocialização por meio do trabalho e em estabelecer parcerias estratégicas com os diversos setores da sociedade”, resume a diretora-executiva da Funap, Deuselita Martins.  O documento estará disponível para consulta pública. Isso garantirá que os executores de contrato tenham acesso às informações e orientações necessárias para desempenhar suas funções de forma responsável e eficiente.  Conheça a cartilha. *Com informações da Funap    

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Mulheres devem se orientar sobre reposição hormonal 

Calor excessivo, insônia, irritação, falta de libido: toda mulher sabe quais são os sintomas mais comuns da menopausa, também conhecida como climatério. Com o objetivo de amenizar parte dessas reações e trazer melhor qualidade de vida às pacientes, o tratamento de reposição hormonal tem sido uma boa indicação. A medida, no entanto, não é recomendada para todas as mulheres. Especialistas recomendam exames para avaliar se o tratamento de reposição hormonal é o mais indicado | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde Todos os óvulos que uma mulher produzirá ao longo da vida têm origem nos folículos dos ovários, já presentes no momento em que ela nasce. A reserva é utilizada desde a primeira menstruação e segue até a última, não sendo reposta. Quando morrem os últimos folículos, os ovários entram em falência, e as concentrações dos hormônios estrogênio e progesterona caem irreversivelmente. “Quando a mulher começa a ter uma irregularidade menstrual, alguma queixa de ondas de calor ou alterações de humor, geralmente, é nessa fase que começamos a pensar em uma reposição hormonal”, explica a ginecologista Viviane Leite Oliveira, da Policlínica 3 de Taguatinga. “Devemos agir com cuidado redobrado em pacientes com história de câncer de endométrio, hipertensão arterial maligna, hipertrigliceridemia e doença hepática crônica” Patrícia Marques Cardoso, ginecologista Mesmo com a ausência de sintomas visíveis, pode ocorrer um aumento do risco de diabetes, doenças cardiovasculares e cânceres específicos. A reposição hormonal vem como alternativa médica para amenizar esse quadro. “Além de melhorar a qualidade de vida em relação a esses sintomas, há estudos que mostram uma proteção cardiovascular e óssea”, aponta a médica. Contraindicações Existem, no entanto, algumas contraindicações para a reposição hormonal, que podem ser absolutas ou relativas. Mulheres com histórico de lúpus, doenças agudas hepáticas, sangramentos vaginais não esclarecidos, doenças cardiovasculares agudas e câncer de mama não devem se submeter à reposição hormonal. Os casos de endometriose e miomatose uterina (tumores benignos) são incluídos nas contraindicações relativas. “Devemos agir com cuidado redobrado em pacientes com história de câncer de endométrio, hipertensão arterial maligna, hipertrigliceridemia e doença hepática crônica”, orienta a ginecologista Patrícia Marques Cardoso. Para as mulheres que não desejam ou têm contraindicação para a reposição hormonal, a especialista recomenda alternativas, como fitoterápicos, hidratantes vaginais para melhora dos sintomas urogenitais e, a depender do caso clínico, antidepressivos. “Podemos fazer uso de fitoterápicos como extrato seco de amora e cimicifuga racemosa [planta medicinal nativa da América do Norte, utilizada principalmente no tratamento da menopausa], além de orientar a prática de atividade física regular e dieta balanceada, que melhorarão a qualidade do sono, diminuirão os fogachos [ondas de calor] e atuarão na melhora da disposição física”, detalha. Para fazer a reposição hormonal, as mulheres passam por avaliação criteriosa e exames ginecológicos de rotina, como os laboratoriais e de colpocitologia (para detectar alterações nas células do colo do útero), mamografia e ecografia transvaginal. Em seguida, são avaliadas as opções de tratamento hormonal ou não hormonal. Durante o primeiro ano, a paciente permanece em acompanhamento a cada seis meses; após esse período, uma vez por ano. Bem-estar Ao sentir os primeiros sintomas da menopausa, a jornalista aposentada Garben Hellen Ferreira, 61, já começou a pesquisar alternativas para lidar com os efeitos que atrapalhavam seu bem-estar. “Quando entrei no meu climatério, os fogachos me incomodavam muito”, conta. “Às vezes, enquanto eu dormia tranquilamente, vinha o fogacho e eu não conseguia mais dormir. Também me incomodava a questão da queda da libido, da secura vaginal, da pele ressecada”. Desde 2017, Garben faz reposição dos hormônios estradiol, progesterona e testosterona. Os efeitos do climatério começaram a se reverter, mas os cuidados continuam. “Associei o tratamento com exercícios e comecei a avaliar a minha questão alimentar, porque, mesmo você repondo, tem toda uma preocupação sobre engordar”, relata. Sem histórico de câncer na família, praticando exercícios e após pesquisar bastante, ela ressalta os benefícios da reposição. “Fiz toda a relação custo-benefício e optei por fazer [o tratamento]. Hoje, não tenho problema nenhum em aconselhar outras mulheres a procurarem a reposição hormonal, porque pouco se ensina sobre como passar por esse estágio”. Na rede pública No momento, o sistema público de saúde do Distrito Federal não conta com os medicamentos orais para reposição hormonal. No entanto, a mulher no climatério pode fazer exames e acompanhamento ginecológico na rede de atendimento da SES-DF, com orientações e sugestões de alternativas, por meio das policlínicas presentes em todas as regiões. Para isso, é preciso agendar uma consulta na unidade básica de saúde (UBS) de referência. Confira a lista completa das UBSs por meio deste link. *Com informações da Secretaria de Saúde

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