Conheça os direitos de pessoas com deficiência no transporte público do DF
Na busca pela inclusão e pela garantia dos direitos previstos na Constituição brasileira, foram criadas, nas últimas décadas, leis e mecanismos para que as pessoas com deficiência possam exercer plena cidadania. É o caso do colar de girassol, da Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) e do Cartão Especial, que garante gratuidade no transporte público. E nenhum deles substitui o outro. O colar de girassol identifica pessoas com deficiências, síndromes ou doenças que não são visíveis fisicamente. Ele foi regulamentado para validar o direito ao atendimento preferencial e evitar constrangimentos. O uso é opcional e não dispensa a apresentação da Carteira CadPcD. No transporte público, o girassol garante acesso ao embarque prioritário, assentos preferenciais nos ônibus e metrô, mas para transpor a catraca é necessário apresentar também o Cartão Especial. O girassol representa um pedido discreto por empatia, paciência e compreensão no dia a dia. Ele está regulamentado pela Lei Federal nº 14.624, de 17 de julho de 2023. No DF, o uso do colar é amparado pela Lei Distrital nº 6.842, de 29 de abril de 2021, e regulamentado pelo Decreto nº 45.230, de 1º de dezembro de 2023. Entre as deficiências ocultas ou invisíveis, estão condições como: autismo, TDAH, surdez, epilepsia, fibromialgia e demência. Contudo, o fato de a pessoa não portar o colar, não prejudicará o exercício dos seus direitos e das suas garantias previstos em lei. Carteira de Identificação de PcD O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão | Foto: Divulgação A Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) foi instituída por meio da Lei Distrital nº 6.809/2021 e regulamentada pelo Decreto nº 42.363/2021. É com ela que a pessoa com deficiência acessa benefícios econômicos e sociais garantidos por políticas públicas, ou seja, previstos em lei. O documento é expedido e renovado gratuitamente. Para obter a CadPcD, o cidadão precisa fazer o Cadastro da Pessoa com Deficiência, em site próprio. Conforme o art. 1º da referida lei, a carteira só é emitida para pessoas com deficiência de natureza física, auditiva, visual, mental ou múltipla. Ela pode ser especialmente importante quando a deficiência não é aparente. Cartão Especial O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão que envolve documentação, laudo médico e análise conforme a legislação vigente. Podem solicitá-lo pessoas com insuficiência renal e cardíaca crônica, portadores de câncer, de HIV, de anemias congênitas (falciforme e talassemia) e coagulatórias congênitas (hemofilia), além de pessoas com deficiência física, sensorial ou mental. O cadastro pode ser feito neste site ou presencialmente, na estação do metrô da 112 Sul, em posto especializado no atendimento dos serviços do Cartão Especial. Após o preenchimento, é feita uma análise conclusiva e a validação dos laudos médicos apresentados, requisito indispensável para a liberação do benefício. Empatia e garantia de direitos É importante destacar que nem o colar de girassol nem a Carteira CadPcD concedem, por si só, gratuidade ao transporte público. Mais do que identificar uma deficiência, esses recursos ajudam a tornar visíveis necessidades que nem sempre podem ser percebidas. Por isso, é fundamental respeitar quem utiliza o colar ou apresenta uma carteira de identificação, evitando julgamentos e constrangimentos. Nem toda deficiência pode ser vista, mas toda pessoa merece ter seus direitos e necessidades respeitados.
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Carreta chega a Ceilândia com serviços de acessibilidade e tecnologia para população
A Carreta da Inclusão estará em Ceilândia até o domingo (19), das 9h às 16h, levando uma série de serviços gratuitos voltados a pessoas com deficiência (PcD), seus familiares e cuidadores. A estrutura ficará instalada na QNN 27, ao lado do Sesc Ceilândia, facilitando o acesso da população a atendimentos especializados e orientações sobre direitos. Entre os serviços oferecidos estão a emissão da carteira de identificação da pessoa com deficiência (CIPcD), da carteira de identificação da pessoa com transtorno do espectro autista (Ciptea), cadastro em banco de talentos, orientações sobre benefícios e direitos, atendimento jurídico e demonstrações de tecnologias assistivas que contribuem para ampliar a autonomia e a qualidade de vida. Serviço: ⇒ Carreta da Inclusão - Ceilândia ⇒ Data: 14 a 19 de julho ⇒ Endereço: QNN 27, ao lado do Sesc ⇒ Horário: das 9h às 16h
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Ações de trânsito reforçam respeito às pessoas com autismo
Nesta quinta (18), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal comemora o Dia do Orgulho Autista com atividades educativas e de fiscalização que focam no respeito às necessidades específicas da pessoa com autismo e suas demandas de suporte, garantindo direitos e promovendo a inclusão urbana. Das 9h40 às 11h, os educadores de trânsito da autarquia realizaram uma blitz educativa com orientações aos condutores sobre os cuidados necessários para garantir uma acessibilidade segura às pessoas com autismo. Na ocasião, também foram entregues 200 kits com cordão do autista e material adesivo “Detran-DF amigo do Autista”. Em Águas Claras, as equipes de fiscalização de trânsito realizaram operações para coibir estacionamento irregular em vagas destinadas a pessoas com deficiência e combater o barulho excessivo causado por escapamentos alterados | Foto: Divulgação Detran-DF Em Águas Claras, as equipes de fiscalização de trânsito realizaram duas grandes operações: uma para coibir estacionamento irregular em vagas destinadas a pessoa com deficiência e outra para combater o barulho excessivo causado por escapamentos alterados. A escolha da região administrativa se deve à sua elevada densidade populacional, a maior do Distrito Federal, aliada às características urbanísticas predominantemente verticais da cidade. Esse cenário favorece a propagação e a reverberação dos ruídos, ampliando o impacto do barulho excessivo sobre a população. "O Detran-DF trabalha para garantir mais conforto, segurança, acessibilidade e respeito aos direitos das pessoas autistas e de suas famílias. Sensibilizar os condutores, combater o barulho excessivo e garantir o uso das vagas reservadas é um ato de respeito à saúde e à dignidade dessas pessoas”, destaca o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini. "O Detran-DF trabalha para garantir mais conforto, segurança, acessibilidade e respeito aos direitos das pessoas autistas e de suas famílias" Marcu Bellini, diretor do Detran-DF Barulho Na noite de quarta (17) e na manhã de hoje (18), foram realizadas duas edições da Operação Sossego. Esta ação de fiscalização é grande aliada do autista, pois combate o barulho excessivo de veículos com descarga livre que pode gerar uma sobrecarga sensorial e provocar crises em pessoas com hipersensibilidade auditiva. Durante as ações, 380 condutores foram abordados e 46 deles foram autuados porque estavam em veículos com escapamento alterado. Conforme o inciso XI do artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), esta é uma infração grave, penalizada com registro de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), retenção do veículo para regularização e multa de R$ 195,23. De janeiro a maio deste ano, 4.663 infrações desse tipo foram registradas no DF. Credencial de estacionamento Como o autista é considerado pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, tem o direito de utilizar as vagas exclusivas de estacionamento, sendo necessário portar a credencial do órgão de trânsito. No DF, as credenciais de estacionamento para autista são emitidas desde 2019. Em setembro de 2024, o Detran-DF implantou o processo digital de emissão da credencial – medida que facilitou o acesso dos autistas a esse serviço e ampliou muito a quantidade de pessoas beneficiadas. De lá para cá, 5.268 credenciais foram emitidas pelo sistema digital e outras 341 pelo sistema tradicional. No total, 8.134 autistas já emitiram credenciais de estacionamento no DF. O Detran-DF disponibiliza o requerimento da credencial em três canais: o Portal de Serviços, o aplicativo Detran-DF Digital e o serviço de protocolo, via processo SEI. Para quem já tem a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), a análise documental é muito rápida, durando no máximo dois dias úteis; para quem ainda não tem, demora um pouquinho mais: até 10 dias. Clique aqui para conhecer o fluxo de emissão da credencial para quem tem e para quem não tem a Ciptea. [LEIA_TAMBEM] Estacionamento Ao ser considerado pessoa com deficiência, o autista faz jus ao uso da vaga exclusiva garantida pelo CTB, mas muitos encontram essas vagas ocupadas indevidamente por quem não tem direito a elas. Na ação de fiscalização, em Águas Claras, na manhã desta quinta-feira (18), foram autuados 9 condutores que estavam estacionados em vagas especiais, sem credencial que comprovasse tal condição. De acordo com o inciso XX do artigo 181 do CTB, a infração é gravíssima, com registro de sete pontos na CNH, multa de R$ 293,47 e remoção do veículo. Ainda são muitos os condutores que desrespeitam pessoas com deficiência e idosos. Só de janeiro a maio deste ano, foram registrados 2.249 casos de estacionamento em vagas exclusivas sem a credencial. Em 2025, foram 6.906 autuações. *Com informações do Detran-DF
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Quando a dignidade e a inclusão chegam sobre rodas. E de graça!
A possibilidade de se locomover com mais independência tem transformado a rotina de milhares brasilienses. Por meio do Programa de Órtese e Prótese do Governo do Distrito Federal (GDF), promovido pela Secretaria de Saúde (SES-DF), pessoas com deficiência e pacientes com mobilidade reduzida temporária ou permanente podem solicitar gratuitamente cadeiras de rodas e outros equipamentos de assistência pela rede pública. Manoel Marçones Feitosa diz que uma boa cadeira de rodas pode custar em torno de R$ 2 mil, e a maioria das pessoas não teria condições de comprar ou fazer a manutenção | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília "O uso de uma cadeira de rodas, de um andador ou de uma muleta permite que a pessoa esteja nos ambientes que tem direito de frequentar, acesse aquilo que precisa e tenha mais dignidade, inclusão e autonomia” Camila Medeiros, coordenadora da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência da SES-DF O programa conta com um investimento anual de R$ 8,75 milhões destinado à aquisição das cadeiras. Entre 2023 e 2025, foram entregues 6.226 cadeiras de rodas e, somente até 27 de maio deste ano, outras 2.316 unidades já foram disponibilizadas à população. A coordenadora da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência da SES-DF, Camila Medeiros, destaca que o programa garante acesso gratuito a equipamentos que promovem mais independência para pessoas com limitações de mobilidade. “De 2023 até maio de 2026, a Secretaria de Saúde já entregou cerca de 8,5 mil cadeiras de rodas. O uso de uma cadeira de rodas, de um andador ou de uma muleta permite que a pessoa esteja nos ambientes que tem direito de frequentar, acesse aquilo que precisa e tenha mais dignidade, inclusão e autonomia”, ressalta. Usuário do programa desde 2003, o aposentado Manoel Marçones Feitosa, 53, recebeu uma cadeira de rodas fornecida pelo GDF após sofrer uma lesão medular na região T10. Atualmente, ele participa de um curso de montagem e manutenção de cadeiras de rodas em Ceilândia. Equipamentos são fornecidos pela oficina ortopédica, responsável pelo atendimento de pacientes inscritos no Programa de Órtese e Prótese da rede pública do DF “Para as pessoas com deficiência, a cadeira de rodas passa a ser uma extensão do corpo, a necessidade dela para a nossa locomoção é fundamental" Manoel Marçones Feitosa, aposentado Ele afirma que a cadeira de rodas é essencial para garantir independência e qualidade de vida às pessoas com deficiência física: “Para as pessoas com deficiência, a cadeira de rodas passa a ser uma extensão do corpo, a necessidade dela para a nossa locomoção é fundamental. O trabalho realizado pela Secretaria garante cidadania e o direito de ir e vir. Uma boa cadeira de rodas pode custar em torno de R$ 2 mil, e a maioria das pessoas não teria condições de comprar ou fazer a manutenção. Sou assistido pelo programa há muito tempo e esse atendimento faz toda a diferença.” Como funciona Os equipamentos são fornecidos pela oficina ortopédica, inaugurada em 2001 e responsável pelo atendimento de pacientes inscritos no Programa de Órtese e Prótese de toda a rede pública do DF. O acesso ocorre por meio do Núcleo Ambulatorial de Órteses e Próteses, localizado na estação do metrô da 114 Sul. [LEIA_TAMBEM]Para solicitar uma cadeira de rodas, o paciente deve apresentar pedido médico, RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência. Após a inscrição, passa por avaliação de um profissional especializado e entra na fila para recebimento do equipamento, que pode ser retirado na oficina de próteses e órteses, localizada no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), ao lado do Clube da Saúde. Têm direito ao benefício pessoas com deficiência temporária ou permanente que apresentem comprometimento da locomoção, pacientes com sequelas de AVC, paralisias, amputações e outras condições clínicas que reduzam a mobilidade, além de idosos e crianças com limitações motoras comprovadas por avaliação funcional. Redução de desperdícios Além das cadeiras de rodas, o SUS oferece órteses, palmilhas, coletes, próteses de membros superiores e inferiores, próteses mamárias e dispositivos de locomoção como bengalas, andadores e muletas, conforme avaliação clínica. Entre os itens mais demandados pela população estão cadeiras de rodas, cadeiras de banho, calçados especiais e palmilhas. O serviço registrou a dispensação de 6.232 produtos em 2023, 7.951 em 2024, 5.389 em 2025 e 5.117 unidades até 27 de maio de 2026, mantendo média anual de aproximadamente 6 mil produtos entregues. O programa também incentiva a devolução das cadeiras que não são mais utilizadas. Embora a devolução não seja obrigatória para solicitar um novo equipamento, as unidades devolvidas passam por manutenção ou podem ter peças destinadas à confecção de mais equipamentos, ampliando o alcance do serviço e reduzindo desperdícios.
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Educação debate acolhimento e inclusão de pessoas com deficiência
Na manhã desta segunda-feira (17), gestores da sede da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) participaram do encontro "O Papel do Gestor Público no Acolhimento da Pessoa com Deficiência", realizado no Espaço Cultural Neusa França, no Shopping ID. A corregedora Ana Paula Gadelha apresentou os objetivos do encontro, destacando que a iniciativa buscava fortalecer uma gestão mais sensível e comprometida com a inclusão. Ela ressaltou que o diálogo aberto entre lideranças é fundamental para ampliar a cultura institucional de respeito, acessibilidade e acolhimento às pessoas com deficiência. “Promover esse debate é essencial para que possamos avançar na construção de um ambiente de trabalho verdadeiramente inclusivo, baseado no respeito e na responsabilidade de cada gestor", afirmou a corregedora. O encontro contou com a presença do chefe da Unidade de Gestão de Pessoas, Bruno Xavier, que apresentou o Guia Prático para Servidores com Deficiência da SEEDF, destacando os avanços que o material trouxe para a consolidação de práticas inclusivas no ambiente de trabalho. A corregedora Ana Paula Gadelha, e o chefe da Unidade de Gestão de Pessoas, Bruno Xavier, participaram do encontro | Foto: Bruno Grossi/ Ascom SEEDF Ele explicou que o documento reuniu orientações claras sobre direitos, responsabilidades e procedimentos, oferecendo suporte direto aos gestores em suas rotinas. “O guia trouxe orientações objetivas e atualizadas, permitindo que todos tenham clareza sobre as medidas necessárias para assegurar um ambiente de trabalho inclusivo e respeitoso”, afirmou. Marco legal da inclusão e responsabilidades dos gestores Ana Paula Gadelha conduziu ainda uma reflexão sobre o Artigo 191 da Lei nº 840/2011, com atenção especial ao inciso VI, que prevê como infração a discriminação de qualquer pessoa no ambiente laboral. O objetivo foi sensibilizar os gestores sobre sua responsabilidade na prevenção de práticas discriminatórias e na promoção de um espaço de trabalho ético e acolhedor. Na sequência, ela apresentou os principais pontos da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), abordando artigos que tratam da igualdade de oportunidades, do direito ao ambiente acessível e da observância de normas de acessibilidade em processos seletivos. A exposição reforçou a necessidade de garantir condições dignas e acessíveis para todos os servidores da SEEDF.[LEIA_TAMBEM] Participação expressiva e compromisso institucional O encontro reuniu 145 profissionais da sede da SEEDF, entre diretores, gerentes e chefes de unidade. A ampla participação evidenciou o compromisso institucional com a promoção de práticas inclusivas e o fortalecimento de uma cultura de equidade e respeito. A atividade consolidou um passo importante na sensibilização das lideranças para práticas de gestão mais humanizadas e alinhadas às legislações vigentes. A iniciativa reforçou também a importância do acolhimento, da empatia e da responsabilidade coletiva na garantia de condições que permitam o pleno desenvolvimento de todos os servidores. *Com informações da Secretaria de Educação
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Consulta pública para criação do Estatuto da Família Atípica no DF termina em dezembro
A Secretaria da Família (Sefami-DF) abriu, em julho deste ano, a consulta pública para a criação do Estatuto da Família Atípica, um documento que expressa os direitos e deveres das famílias que cuidam de pessoas com deficiência. Para isso, a Sefami-DF propõe um anteprojeto de lei que institui o estatuto para avaliação e participação da sociedade, que poderá enviar sugestões e contribuir diretamente no aperfeiçoamento do material por meio de uma consulta pública publicada que começou a valer a partir de agosto deste ano com encerramento previsto para 5 de dezembro. As contribuições poderão ser encaminhadas até o dia 5 de dezembro, exclusivamente pelo e-mail gab.sefj@buriti.df.gov.br, que deverá ser encaminhado com o assunto: Consulta Pública Estatuto da Família Atípica. De acordo com o edital, as manifestações deverão ser enviadas com a devida identificação do participante (nome completo, instituição que representa ou se é cidadão comum, CPF, endereço e telefone celular) observando, preferencialmente, a forma técnica de apresentação, com indicação do dispositivo legal a que se referem, sugestão de alteração e fundamentação da proposta. Rodrigo Delmasso: “Envolver as pessoas que de fato vivenciam essa realidade é fundamental para a eficiência e a missão do estatuto” “Envolver as pessoas que de fato vivenciam essa realidade é fundamental para a eficiência e a missão do estatuto. Por muito tempo focamos apenas nas pessoas com deficiência e nos esquecemos que todo o núcleo familiar é impactado com a rotina de consultas e cuidados especiais e o nosso Governo possui esse olhar sensível no fortalecimento desses cuidadores”, destacou o secretário da Família, Rodrigo Delmasso. Em abril deste ano, a Secretaria da Família deu o primeiro passo no diálogo com pais e mães atípicas e representantes de entidades relacionadas à pauta das pessoas com deficiência. Na ocasião, foram levantados pontos importantes como as condições de vida das famílias, a conciliação entre trabalho e cuidados com as pessoas com deficiência e os desafios enfrentados para realização de consultas, exames e todo o contexto que envolve os cuidados necessários para uma melhor qualidade de vida das pessoas atípicas e o reflexo econômico, social e emocional nessas famílias. Durante a audiência, o presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab), Edilson Barbosa, considerou a inclusão de formação de servidores públicos, destacando a importância da qualificação na abordagem de pessoas com deficiência e pessoas autistas por policiais, bombeiros, médicos e professores. “É diferente o atendimento e é necessária a qualificação nesse aspecto, então sugerimos o acréscimo dessa formação no Centro de Atendimento”, revelou. Pai de dois jovens autistas com idades de 21 anos e 17 anos, Barbosa lembra dos desafios que enfrentou ao lado de sua esposa para torná-los adultos funcionais. Após o encerramento da consulta, todas as propostas serão analisadas, podendo ser acolhidas ou não, conforme avaliação técnica da pasta. Após essa etapa, a consolidação das sugestões e o relatório final serão disponibilizados no site da Sefami-DF. *Com informações da Sefami-DF
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Novo episódio de podcast debate o Setembro Verde
O 13º episódio do Fala Aí, DPDF, o podcast da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) traz uma conversa sobre o Setembro Verde. O movimento aborda a conscientização sobre inclusão e acessibilidade das pessoas com deficiência (PCDs) durante o mês e usa a cor verde como símbolo de esperança, além de conscientizar a população e garantir mais direitos e oportunidades para esse segmento da sociedade.. A equipe do programa ouviu a defensora pública e chefe do Núcleo de Assistência Jurídica de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da DPDF (NDH/DPDF), Amanda Fernandes; e a coordenadora de Articulação e Participação Social da Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (SNDPD/MDHC), Isadora Nascimento. O objetivo do programa é esclarecer questões legais e aproximar a instituição da comunidade, promovendo o entendimento sobre os direitos dos cidadãos. Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, o episódio tem um papel fundamental para conscientizar as pessoas sobre as dificuldades vividas por quem tem algum tipo de limitação de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, e de como podemos incluí-las na vivência em sociedade. “O Estatuto da Pessoa com Deficiência nos diz que elas possuem direito à igualdade de oportunidades e que não devem sofrer nenhuma espécie de discriminação. Mas a exclusão não vem apenas na forma como as tratamos, mas também quando ignoramos a falta de acessibilidade tanto nos espaços públicos quanto nos privados”, explica. O movimento aborda a conscientização sobre inclusão e acessibilidade das pessoas com deficiência (PCDs) durante o mês e usa a cor verde como símbolo de esperança | Foto: Divulgação/DPDF A defensora pública e chefe do NDH, Amanda Fernandes, explicou durante a conversa que o Setembro Verde é uma campanha sobre a luta das PCDs. “Eu falo que é para usar o verde da esperança para lembrar que essas pessoas existem. Meses temáticos são importantes porque podemos ir a vários locais, como empresas e escolas, para falar sobre a inclusão no ambiente onde se vive”, narra. A coordenadora de Articulação e Participação Social da SNDPD/MDHC, Isadora Nascimento, falou sobre sua experiência com o tema da inclusão no mercado de trabalho. “Às vezes, as pessoas com deficiência têm um currículo enorme e qualificado, mas quem está realizando a entrevista de emprego nunca vai considerar que ela será capaz de conquistar um cargo de destaque. Já se surpreenderam quando eu digo o que eu faço porque ninguém espera que uma mulher preta e PCD esteja em uma posição com tomada de posição. O próprio capacitismo estrutural atrapalha”, exemplifica. Para escutar o episódio, clique aqui. *Com informações da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF)
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Governador anuncia benefícios sociais e moradia gratuita para pessoas com deficiência
O governador Ibaneis Rocha anunciou, neste sábado (20), novas ações do Governo do Distrito Federal (GDF) em prol das pessoas com deficiência (PcD). A partir dos próximos dias, esse público poderá se cadastrar na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) para participar dos programas coordenados pela pasta — possibilidade antes vetada para quem já recebia o Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC), do governo federal. Além disso, o chefe do Executivo garantiu a destinação de mais habitações sociais para PcDs. As medidas foram divulgadas durante evento em comemoração ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, promovido pelo Movimento Habitacional e Cidadania das Pessoas com Deficiência (Mohciped-DF), em Ceilândia Norte. “Não há nenhum impedimento por parte da Sedes e, a partir da semana que vem, teremos aqui na cidade equipes da secretaria para cadastrar todos vocês. Também vamos mandar servidores aqui na sede do Mohciped para atender vocês. Iremos cadastrar todos para poder pagar tanto o Prato Cheio quanto o Aluguel Social”, afirmou Ibaneis Rocha. Novas ações em prol das PcDs foram anunciadas neste sábado (20) pelo governador Ibaneis Rocha, durante as comemorações do Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, em Ceilândia Norte | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Outra novidade anunciada pelo governador foi em relação às habitações sociais destinadas às pessoas com deficiência. O Residencial Tamanduá é uma área habitacional no Recanto das Emas que será implementada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab-DF). Segundo o chefe do Executivo, dos 1,6 mil lotes por lá, mais de 1,1 mil serão entregues exclusivamente às PcDs. “No momento, estamos com 400 moradias que serão entregues gratuitamente para pessoas com deficiência na QNR 6 de Ceilândia; e no Residencial Tamanduá, no Recanto das Emas, estamos reservando lotes para atender todo mundo na lista de vulnerabilidade. Esse é um compromisso nosso. Para aqueles que receberem essas moradias no Tamanduá, nós daremos o Cartão Construção com R$ 15 mil para construir suas casas. Também vão receber a escritura do terreno e o projeto da Codhab. Então, todos vocês, até o final do nosso mandato, terão suas moradias prontas”, detalhou o governador. O GDF já entregou mais de 600 carteirinhas de identificação de PcD e de pessoas com TEA, alcançando seis regiões administrativas. Ao todo, o governo já distribuiu mais de 4 mil documentos, fundamentais para acesso a direitos, benefícios e programas públicos Para o secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Ferreira da Cunha, o Distrito Federal avançou nas políticas públicas de acessibilidade e inclusão: “Podemos afirmar que estamos saindo do conceito de vulnerabilidade. Hoje, as pessoas com deficiência têm dignidade. A Secretaria da Pessoa com Deficiência completou 6 anos de idade neste mês, e neste domingo, dia 21 de setembro, comemora-se o dia de luta da pessoa com deficiência. Esse é um processo de construção coletiva”. Para a dona de casa e deficiente física Malba Silva de Oliveira, 49 anos, o apoio do governo é essencial para que a população conquiste espaço na sociedade: “Nós que temos alguma deficiência dependemos do governo para nos apoiar e ajudar. E a gente tem um olhar diferente por parte do governador, ele vem e nos apoia e ajuda”. Após o evento de comemoração do Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, o governador Ibaneis Rocha visitou o Instituto Solidário de Ceilândia, que atende mensalmente cerca de 1,2 mil famílias em situação de vulnerabilidade, e, em seguida, se reuniu com lideranças comunitárias em Vicente Pires. Malba Silva de Oliveira, dona de casa: “Nós que temos alguma deficiência dependemos do governo para nos apoiar e ajudar. E a gente tem um olhar diferente por parte do governador, ele vem e nos apoia e ajuda” Empregabilidade e cidadania O GDF vem fortalecendo a inserção no mercado de trabalho como uma das principais estratégias de inclusão. Por meio do Cadastro de Empregabilidade, criado pela Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD), mais de 200 pessoas já foram posicionadas no mercado, em parceria com cerca de cem empresas. O programa conecta candidatos a vagas disponíveis por meio de grupos de WhatsApp, oferecendo acompanhamento individual e monitoramento contínuo após a contratação. Além disso, há parcerias com Senac e Sebrae para formação profissional e incentivo ao empreendedorismo, garantindo que a inclusão seja efetiva e duradoura. [LEIA_TAMBEM]Atualmente, o GDF já entregou mais de 600 carteirinhas de identificação de PcD e de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), alcançando seis regiões administrativas. Ao todo, o governo já distribuiu mais de 4 mil documentos, fundamentais para acesso a direitos, benefícios e programas públicos. Paralelamente, a Carreta da Inclusão segue levando atendimento e orientações diretamente às famílias, garantindo que todos compreendam seus direitos e benefícios, incluindo o BPC, o passe livre e os programas de moradia e inclusão profissional. Nesta semana, a Polícia Civil do DF anunciou a criação do primeiro posto de identificação especializado para pessoas com deficiência e famílias atípicas, na Delegacia da Criança e do Adolescente II (Ceilândia), com o objetivo de ofertar um atendimento humanizado e inclusivo. Willian Ferreira da Cunha, secretário da Pessoa com Deficiência: “Podemos afirmar que estamos saindo do conceito de vulnerabilidade. Hoje, as pessoas com deficiência têm dignidade” DF Acessível e prática esportiva Outra iniciativa de sucesso deste GDF, o programa DF Acessível oferece transporte gratuito “porta a porta” para cerca de duas mil pessoas com mobilidade reduzida severa. A iniciativa conta com 35 vans adaptadas que percorrem todas as regiões administrativas do Distrito Federal, garantindo segurança, conforto e economia para pacientes e acompanhantes que precisam se deslocar para algum tratamento em saúde. O governo também promove atividades esportivas inclusivas em 12 centros olímpicos e paralímpicos e seis polos de iniciação desportiva paralímpica, com modalidades como goalball, referência no DF, que permite a participação de pessoas com deficiência visual e estimula a convivência, superação e inclusão social.
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