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Outubro Verde: campanha reforça pré-natal para combater transmissão vertical da sífilis

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Com o lema "Teste, trate e previna", a campanha Outubro Verde alerta a população sobre os riscos da sífilis – infecção sistêmica, crônica e exclusiva do ser humano, mas que tem cura. O Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado sempre no terceiro sábado de outubro, marca o ápice de um mês dedicado à conscientização e à testagem rápida. A rede pública de saúde do DF estrutura todo o seu cuidado pré-natal para mapear, prevenir e tratar essas ocorrências, com o objetivo de oferecer acolhimento integral às mães e proteger a saúde dos bebês. A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) bacteriana que, muitas vezes, permanece assintomática por longos períodos. Quando apresenta sintomas, eles podem incluir úlceras genitais, manchas pelo corpo (especialmente no tórax, abdome, palmas das mãos e plantas dos pés), febre e mal-estar. O grande risco durante a gravidez é a sífilis congênita, que ocorre quando a infecção, não tratada ou tratada de forma inadequada, é transmitida da gestante para o feto. Isso pode resultar em complicações graves, incluindo malformações e até óbito. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado contribuem para prevenir esses desfechos.  O pré-natal, a prevenção e os serviços da rede pública são fundamentais nesse cuidado. O fato de a mulher ter uma infecção não significa que ela a transmitirá para o bebê.  Os testes de sífilis, HIV e hepatites virais são rápidos, seguros e sigilosos e podem ser feitos, gratuitamente, em todas as UBS | Foto: Divulgação Para que a proteção seja efetiva, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma rede de apoio. As unidades básicas de saúde (UBS) do DF contam com equipes para conduzir o pré-natal, com atenção tanto ao acompanhamento clínico quanto ao acolhimento da mulher no serviço. Serviços contra a sífilis  Os principais serviços disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) incluem: ⇒ Testagem rápida e gratuita: disponível em todas as UBS. Os testes de sífilis, HIV e hepatites virais são rápidos, seguros e sigilosos. ⇒ Tratamento imediato: a sífilis tem cura. O tratamento adequado e oportuno durante o pré-natal contribui para prevenir a transmissão para o bebê. ⇒ Prevenção contínua: distribuição gratuita de preservativos (camisinhas masculinas e femininas), fundamentais para evitar a reinfecção e proteger pessoas sexualmente ativas. ⇒ Busca ativa: equipes mobilizadas para convocar gestantes para o tratamento, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social. Monitoramento e integração científica Para avaliar a sustentabilidade das metas e projetar ações até 2030, a SES-DF promoveu o 5º Fórum Ampliado de Transmissão Vertical do DF e o 1º Ciclo de Monitoramento do Plano Distrital de Eliminação da Transmissão Vertical. Realizado no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), na primeira semana de outubro, o encontro reuniu gestores da rede, representantes federais e pesquisadores acadêmicos. A cooperação técnica e acadêmica é um eixo estratégico para subsidiar a tomada de decisões nos serviços de saúde. A vigilância epidemiológica e a rede assistencial produzem informações sobre a realidade do território: identificam casos, acompanham os indicadores, reconhecem as vulnerabilidades e apontam onde é preciso intervir. A Fepecs, por sua vez, tem a missão de transformar esse conhecimento em pesquisa, inovação e educação permanente para os profissionais do SUS e os servidores da instituição. A integração dessas atividades contribui para transformar dados em conhecimento e em ações concretas para a população. O pioneirismo da SES-DF no combate às infecções transmitidas verticalmente, de mãe para filho, também foi reconhecido pelo Ministério da Saúde durante o evento. A SES-DF possui a certificação e o selo de boas práticas pela eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis. Atualmente, o DF pleiteia a certificação também para HTLV e hepatite B. Durante o encontro, o Ministério da Saúde também destacou o papel do DF no desenvolvimento de inovações e boas práticas que inspiram políticas públicas em todo o país. *Com informações da SES-DF  

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Dia Mundial contra a raiva: vacinação no DF registra recorde de animais imunizados

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A vacinação contra a raiva alcançou 99.903 cães e gatos no Distrito Federal neste ano, o maior quantitativo registrado nos últimos anos. Foram imunizados 82.878 cães e 17.025 gatos, um aumento de 87,18% em relação a 2025. O resultado reforça a importância da vacinação para manter a raiva sob controle e proteger tanto os animais quanto a população. Apesar dos avanços, a doença continua exigindo atenção permanente, já que o vírus segue circulando entre animais. "É um resultado expressivo, com o maior quantitativo registrado nos últimos anos", celebra o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Wendel Medeiros. O assunto é sério e que ganhou data própria. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885. Hoje, mais de um século depois, a imunização de cães e gatos ainda é uma das principais formas de prevenção. "É um desafio estratégico da saúde pública a necessidade de fortalecer a percepção de risco contínuo, considerando que o vírus da raiva mantém circulação ativa", afirma Medeiros. Onde e como vacinar seu animal? Todos os cães e gatos, a partir dos três meses de vida, devem ser vacinados anualmente, inclusive fêmeas que estiverem prenhas ou amamentando. Caso o animal esteja doente, a equipe irá avaliar o caso. Mesmo que os pets vivam em casas ou apartamentos, é preciso levá-los para receber a dose, pois há chance de haver contato com outros animais, como morcegos. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885 | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Além das campanhas de vacinação, o imunizante está disponível de segunda a sexta-feira na sede da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) e nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental. A lista completa com endereços e horários de funcionamento está disponível neste link, atualizada conforme a disponibilidade do serviço. Para que o animal receba a dose, o tutor precisa ser maior de idade e levar um documento de identificação válido e com foto. Vale ressaltar que a vacina oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) é destinada exclusivamente a cães e gatos. Quem tiver roedores, primatas ou suínos deve focar em outras medidas preventivas: evitar o contato e isolar animais que apresentem alteração de comportamento, como dificuldades de locomoção, alteração nos sons produzidos e salivação excessiva. Produtores com rebanhos de bovinos, ovinos, caprinos, equinos e suínos também precisam ficar atentos à raiva. Nesses cenários, as ações preventivas ficam a cargo da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF). Quais cuidados tomar? Caso cães ou gatos estejam com sinais de raiva, é preciso acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone (61) 3449-4434 (WhatsApp). Nunca tente manejar, tratar ou medicar o animal por conta própria. Destaca-se que a Vigilância Ambiental não é responsável por resgatar animais de rua. Outro cuidado fundamental é evitar o contato com animais como morcegos ou macacos, principalmente se estiverem mortos. A Vigilância Ambiental também pode ser contatada nesses casos. Vale lembrar que animais silvestres são protegidos por lei e matá-los é crime. Como a raiva é transmitida? O vírus causador da raiva, do gênero Lyssavirus, é transmitido pela saliva, por meio de mordidas, lambidas e arranhões de animais infectados. Em geral, o ciclo da doença é iniciado entre animais silvestres, passando para animais de criação ou animais domésticos, antes de haver casos em humanos. Em cães e gatos, a transmissão pela saliva ocorre de dois a cinco dias antes do aparecimento dos sinais da doença. Isso porque, no primeiro momento, o vírus se multiplica no local da lesão. Só depois migra para o cérebro e as glândulas salivares, causando os sintomas. Depois dessa fase, a possibilidade de óbito é de quase 100%. O que fazer em caso de mordida? Se houver acidentes com animais, lave imediatamente o ferimento com água e sabão. Em seguida, procure atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital para ser avaliado. Os profissionais do SUS são treinados para avaliar a ocorrência de acordo com as características do paciente, do ferimento e do animal envolvido. No momento da avaliação, pode ser indicada a profilaxia pós-exposição, de acordo com o risco identificado pelos profissionais de saúde. A conduta pode envolver vacina e/ou soro antirrábico. Quais são os sintomas em humanos? Nos seres humanos, os sinais da raiva são similares aos de várias outras doenças: febre, dor de cabeça, perda de apetite e náuseas. Porém, em poucos dias, surgem sintomas neurológicos, como alterações de comportamento, espasmos, convulsões, delírios, alucinações e paralisia. O paciente também sofre com dificuldade para beber água e deglutir alimentos, além de apresentar salivação intensa. Em seguida, há o estado de coma e, em quase todos os casos, o óbito. Vale lembrar que a raiva não é transmitida por ficar no mesmo ambiente que um animal contaminado nem pelo contato com fezes ou urina. Também não há contaminação em caso de mordidas ou picadas de répteis, insetos ou aves, pois a doença afeta apenas mamíferos. Casos no DF Desde a fundação de Brasília, em 1960, foram registrados somente dois casos de raiva humana no DF: em 1978 e em 2022, ambos tendo como resultado o óbito. "A situação dos casos de raiva em humanos está controlada no DF. Mas, a manutenção desse cenário seguro exige vigilância e imunização contínuas", explica a enfermeira Geila Márcia Meneguessi, da área de Vigilância Epidemiológica da SES-DF. Os agentes atuam de forma integrada na identificação e na investigação de situações suspeitas, na avaliação do risco de exposição e na adoção das medidas necessárias para interromper a cadeia de transmissão. Vacina para prevenção O SUS também disponibiliza um esquema de vacinação pré-exposição para pessoas que têm mais chances de sofrer acidentes com animais ou entrar em contato com o vírus. É o caso de médicos veterinários, engenheiros agrônomos, zootecnistas, biólogos e estudantes dessas áreas. Também tomam a vacina funcionários de zoológicos, de clínicas veterinárias e de propriedades rurais, entre outras categorias. Para receber as doses, o profissional pode procurar uma unidade de saúde e apresentar um documento que comprove o risco de exposição ao vírus da raiva, como crachá funcional, declaração laboral ou da faculdade. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Dengue: saiba como se prevenir o ano todo

A dengue possui padrão sazonal, variando conforme a passagem dos meses. O número de casos e o risco de epidemias aumentam entre outubro de um ano e maio do ano seguinte. O clima dessa época combina calor e chuvas frequentes, criando o ambiente ideal para a multiplicação do mosquito Aedes aegypti. Quando a epidemia se instala, as ações de controle vetorial com uso do carro fumacê tendem a ter menor impacto na interrupção da transmissão. Portanto, é em períodos fora da sazonalidade da doença que ações preventivas devem ser intensificadas. Por isso, é necessário atuar de forma contínua e sistemática, com ações de monitoramento e de intervenção precoce em todo o Distrito Federal. Novas tecnologias Diferentes tecnologias são empregadas em locais específicos, conforme critérios técnicos e recomendações epidemiológicas. São observados os dados e identificadas as áreas de maior risco, que apresentam vulnerabilidade social e alta incidência de casos da doença. Drones são empregados no mapeamento de potenciais criadouros, especialmente em locais de difícil visualização ou acesso. Armadilhas, chamadas de ovitrampas, foram instaladas para mapear a proliferação do Aedes aegypti a partir da coleta de ovos. Diferentes tecnologias são empregadas em locais específicos, conforme critérios técnicos e recomendações epidemiológicas | Foto: Divulgação A aplicação de inseticida de longa duração nas paredes internas, denominada Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), é feita em imóveis considerados estratégicos, como escolas, rodoviárias, unidades de saúde e estações de metrô. Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) foram instaladas em residências de Sol Nascente/Pôr do Sol, Recanto das Emas e Água Quente para a eliminação de larvas dos mosquitos. Esses recipientes com água e larvicida atraem o inseto que, ao pousar no local, entra em contato com o produto e o carrega para outros criadouros. Foram soltos em dez regiões administrativas mosquitos com a bactéria Wolbachia. Esse mosquito produzido em laboratório retira do Aedes aegypti a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, da zika e da chikungunya.  Recomendações à população Em casa, a recomendação é reservar pelo menos dez minutos por semana para vistoriar quintais, calhas, vasos de plantas e outros recipientes que possam acumular água. Caixas-d’água e reservatórios devem permanecer vedados, enquanto baldes e vasilhames precisam ser guardados virados para baixo.

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Cuidados e orientações auxiliam na prevenção de acidentes durante chuvas intensas no DF

Com a aproximação das chuvas no Distrito Federal, previstas para o período entre o fim de setembro e o início de outubro, a orientação para motoristas e pedestres é a prevenção durante e após tempestades. Alagamentos, quedas de árvores, fios elétricos e danos em imóveis integram os riscos da época. A recomendação para a população é evitar o deslocamento em áreas alagadas, tanto a pé quanto em veículos. A água pode encobrir buracos, bueiros abertos e outros obstáculos, além de apresentar correnteza com força o bastante para arrastar pessoas e automóveis. Tanto quem está a pé quanto pessoas ao volante de veículos devem redobrar a atenção durante percursos sob chuva | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Para condutores, a orientação é não avançar em pontos de alagamento. Com a elevação do nível da água, a instrução é parar o veículo em local seguro, desde que a manobra ocorra sem riscos à vida. Durante tempestades com ventos fortes, a recomendação é manter distância de árvores, postes e estruturas instáveis. Cortes ou podas por conta própria não devem ocorrer, especialmente durante ou logo após o temporal. Eletricidade Outra medida envolve a rede elétrica. Ao identificar fios caídos ou em contato com árvores, água ou estruturas metálicas, a orientação é não se aproximar nem tocar em objetos com risco de energização. O local precisa de isolamento, com o afastamento de terceiros e o acionamento imediato da concessionária de energia ou do atendimento de emergência, pelo telefone 193. Em casos de destelhamento ou danos estruturais em imóveis, recomenda-se a desocupação do imóvel diante de risco à segurança. O retorno ocorre apenas com a área segura. Durante as tempestades, a instrução para a população é evitar a permanência em áreas abertas, perto de árvores isoladas, postes e estruturas metálicas ou em locais sujeitos a alagamentos. Atendimento de emergência O atendimento de ocorrências está disponível pelo telefone 193, com funcionamento 24 horas. Ao acionar o serviço, o cidadão deve fornecer o endereço exato e os riscos identificados no local, para direcionamento da equipe. 

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Combate a escorpiões exige prevenção contínua

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   O enfrentamento aos acidentes com escorpiões no Distrito Federal exige um esforço coletivo contínuo, já que o ambiente urbano oferece abrigo e alimento em todas as estações do ano. Com o registro de 4,7 mil acidentes em 2025 no DF, a melhor estratégia de controle é a prevenção dentro das residências e nos quintais. No DF, o escorpião-amarelo — venenoso, como os demais — é o tipo mais comum | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília  A eliminação de entulho, o recolhimento de materiais de construção, a vedação de ralos e frestas em paredes e o controle de baratas — principal fonte de alimento desses aracnídeos predadores —  são passos fundamentais para evitar o aparecimento de escorpiões. Cuidados simples, como examinar roupas e calçados antes do uso e afastar camas e cortinas das paredes, reduzem significativamente o risco de picadas. Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente o atendimento médico. Pacientes adultos com dor leve devem se dirigir a uma unidade básica de saúde (UBS), enquanto quadros moderados ou graves recebem ampolas de soro antiescorpiônico nos hospitais da rede pública. A atenção deve ser redobrada com as crianças, que correm maior risco de complicações severas.  A atenção deve ser redobrada com as crianças, que correm maior risco de complicações severas. “A piora do quadro pode ocorrer em poucas horas, e a pessoa passa a apresentar episódios de vômitos, suor extremo, confusão mental e dificuldade respiratória”, explica a toxicologista Flávia Neri, da Secretaria de Saúde (SES-DF). Capacitação Vigilância Ambiental promove capacitações e treinamentos para aperfeiçoar o combate aos escorpiões | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF  Agentes de Vigilância Ambiental (Avas) participam de treinamentos constantes para aperfeiçoar o trabalho de combate aos escorpiões. A iniciativa busca padronizar os procedimentos e mapear de forma mais precisa os pontos críticos de infestação em todo o território distrital. Os agentes trabalham com ações de campo para orientar a população quanto às ações ambientais preventivas, auxiliando a evitar ambientes de riscos para o aparecimento de escorpiões. No DF, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é o tipo mais comum. Independentemente do tipo, todos os escorpiões são venenosos.   “Precisamos lidar de maneira diferente com a grande quantidade de acidentes”, pontua o biólogo Israel Martins, da SES-DF. “A integração entre o cuidado individual dos moradores e o monitoramento técnico contínuo permanece sendo o caminho mais eficaz para mitigar os riscos.”   *Com informações da Secretaria de Saúde

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Criado projeto para ampliar a pronta resposta em casos de violência contra a mulher

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Por meio da Portaria nº 358, publicada na edição desta quarta-feira (26/8) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instituiu o projeto Pronto Atendimento à Mulher. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a atuação da instituição no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, com ações voltadas para prevenção, repressão e investigação desses crimes. Projeto reforça o alcance dos dispositivos previstos na Lei Maria da Penha | Foto: Divulgação/PCDF O projeto, que será implementado pelos departamentos de Polícia Circunscricional (DPC) e de Polícia Especializada (DPE), busca ampliar a pronta resposta policial em situações de risco. “Nosso objetivo é garantir que a mulher em situação de violência tenha uma resposta policial ainda mais rápida, qualificada e efetiva”, enfatiza a delegada Ana Carolina Litran, diretora do DPE. “O projeto fortalece a atuação integrada das unidades da PCDF, amplia a capacidade de apuração das denúncias e reforça o compromisso da instituição com a proteção das mulheres e com a efetividade da Lei Maria da Penha.” Entre as medidas previstas está o reforço na apuração de denúncias de violência contra a mulher recebidas pelos canais 197 e 180. As denúncias relacionadas à Lei Maria da Penha que estiverem em aberto serão acompanhadas de forma sistemática, com distribuição às unidades responsáveis pela apuração. A Divisão de Controle de Denúncias (Dicoe) ficará responsável por fornecer mensalmente ao DPC e ao DPE a relação das denúncias em aberto e acompanhar os casos apurados. Já a Divisão de Análise Técnica e Estatística (Date) fará o acompanhamento semanal dos resultados do projeto, reunindo dados sobre denúncias apuradas, prisões em flagrante e diligências realizadas. As informações consolidadas serão encaminhadas semanalmente ao delegado-geral adjunto, permitindo o acompanhamento contínuo das ações e dos resultados do projeto. Além disso, a  iniciativa também contará com recursos destinados ao Serviço Voluntário Gratificado (SVG).   *Com informações da Polícia Civil do DF 

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Saiba quando o intestino pede atenção médica

Muito além da digestão, o intestino exerce um papel fundamental para a saúde. Conhecido como o “segundo cérebro” do corpo humano, ele é responsável pela absorção de nutrientes e influencia diretamente o funcionamento do sistema imunológico, o metabolismo e até o equilíbrio emocional. Quando não funciona adequadamente, pode provocar sintomas como constipação, diarreia, gases, estufamento abdominal e refluxo. Entre os problemas que podem afetar esse órgão estão as doenças inflamatórias intestinais, condições que podem surgir por diferentes motivos e impactar significativamente a qualidade de vida. De acordo com o endoscopista digestivo do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Luciano Ambrosini, existem diferentes formas dessas doenças. “Temos dois grandes grupos: as inflamações do intestino grosso, chamadas colites, e as inflamações do intestino delgado, conhecidas como enterites. Na prática clínica, as colites costumam ser mais frequentes. Entre as causas mais comuns estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa”, explica. Atenção aos sinais As manifestações podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas merecem atenção. Dor abdominal persistente, que não melhora com medicações de uso comum, episódios frequentes de diarreia e alterações no funcionamento intestinal estão entre os principais alertas. “É importante procurar avaliação médica quando a diarreia se torna persistente, principalmente se houver presença de muco ou sangue nas fezes. Esses são indícios que precisam ser investigados”, orienta o especialista. O enfermeiro Sérgio Barbosa descobriu recentemente que estava com uma doença inflamatória intestinal | Foto: Divulgação  O diagnóstico geralmente é realizado por meio de exames específicos, como a colonoscopia, que permite avaliar diretamente o interior do trato intestinal e identificar alterações. A investigação costuma ser conduzida por gastroenterologistas, clínicos gerais ou internistas, médicos especializados em medicina interna. Mudança de hábitos O enfermeiro Sérgio Barbosa descobriu recentemente que estava com uma doença inflamatória intestinal. O desconforto abdominal constante foi o que o levou a buscar ajuda médica. “O que mais me incomodava era a barriga estufada. Nunca imaginei que pudesse estar relacionada a uma inflamação intestinal. Resolvi procurar especialistas porque estava acima do peso e com vários exames alterados”, conta. Há cerca de um mês, ele iniciou o tratamento e adotou mudanças importantes na rotina. “Comecei a praticar exercícios físicos e mudei completamente a alimentação. Cortei refrigerantes, massas, carne vermelha, açúcar e outros alimentos que estavam prejudicando minha saúde”, relata. Além do tratamento, hábitos saudáveis são aliados importantes na prevenção e no controle das doenças inflamatórias intestinais. Manter uma alimentação rica em fibras, consumir frutas, verduras e legumes diariamente, beber água regularmente, praticar atividades físicas, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas contribuem para preservar a saúde do intestino. Sintomas persistentes, no entanto, nunca devem ser ignorados e precisam ser avaliados por um profissional de saúde. Saúde que vai além da digestão Os impactos das doenças inflamatórias intestinais não se restringem ao sistema digestivo. A curto prazo, podem surgir sintomas como cansaço excessivo, sonolência, falta de energia, inchaço corporal e dificuldade para controlar o peso. Já a longo prazo, o desequilíbrio intestinal pode favorecer o desenvolvimento de doenças autoimunes e outras condições crônicas. O acesso aos serviços começa pelas unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames específicos. Depois dessa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg). Luciano Ambrosini reforça que é importante procurar atendimento médico sempre que os sintomas intestinais persistirem ou interferirem na rotina. “Cuidar do intestino é investir na saúde de todo o organismo. Afinal, quando ele funciona bem, o corpo inteiro sente os benefícios”, conclui o especialista.

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Câncer de mama: saiba onde buscar atendimento e tratamento na rede pública do DF

O diagnóstico precoce salva vidas e representa a principal estratégia para o sucesso no combate ao câncer de mama. Para assegurar o acesso rápido ao cuidado, a rede pública do Distrito Federal conta com um protocolo estruturado que acompanha o paciente desde a primeira triagem até o suporte oncológico completo. Embora seja raro, o câncer de mama também atinge homens. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que 1% dos pacientes seja do sexo maculino. Se você precisa de avaliação, saiba exatamente onde ir e como funciona o fluxo de assistência. Por onde começar A porta de entrada para o acolhimento é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente. Mulheres com idades entre 40 e 75 anos, conforme diretriz do Inca, devem buscar a unidade mesmo sem apresentar sintomas. Para descobrir a UBS de referência, basta consultar este site e informar o CEP da residência. Também é preciso ficar atenta aos sinais de alerta que exigem ida imediata ao médico. Os principais sintomas são: Nódulo palpável (geralmente indolor); Alterações na pele da mama (como vermelhidão ou retração); Saída de secreção pelo mamilo; Mudança no formato ou tamanho da mama; Inchaço na axila; Inversão do mamilo; Dor mamária. A porta de entrada para o acolhimento é a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente | Foto: Divulgação Onde fazer a mamografia Na própria UBS, o médico solicita a mamografia de rastreamento. O exame é feito nos hospitais da rede ou por meio do projeto Peito Aberto, uma parceria com o Laboratório Sabin que amplia a oferta de vagas e dá agilidade à entrega dos laudos. Após a marcação, a paciente é informada sobre a data, o local e o horário. - A oferta de mamografias abrange as seguintes unidades do DF: Hospital Regional de Sobradinho (HRS) Hospital Regional da Asa Norte (Hran) Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) Hospital da Região Leste (HRL) Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu) Hospital Regional de Samambaia (HRSam) Hospital Regional de Taguatinga (HRT) Hospital Regional do Gama (HRG) Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT) Hospital Regional de Ceilândia (HRC) Atendimento com especialista e biópsia Se houver qualquer alteração na mamografia ou suspeita clínica durante o exame na UBS, a paciente vai direto para a consulta com um mastologista em um dos hospitais regionais. Esse agendamento é prioritário e demora, em média, menos de 30 dias para acontecer. Durante a consulta, se o nódulo for palpável e houver necessidade, o próprio mastologista já faz a biópsia no consultório. Caso o nódulo não seja evidente, a equipe agenda o procedimento em uma unidade de radiologia para ocorrer de forma guiada por imagem (por meio de mamografia, ecografia ou ressonância). Tratamento ágil Se o diagnóstico de câncer se confirmar, a paciente segue imediatamente para o tratamento. Essa rapidez integra protocolos criados para garantir diagnóstico e suporte rápidos, coordenados e humanizados. O plano terapêutico é montado de forma individualizada para cada caso. Dependendo do estágio do tumor e das condições da paciente, o tratamento nos aparelhos de saúde do DF pode começar por cirurgia ou por sessões de quimioterapia, com o acompanhamento integral da equipe médica e o suporte necessário para o cuidado completo.

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