GDF amplia ações de defesa sanitária animal com nova equipe gestora
A prevenção de doenças nos rebanhos do Distrito Federal ganha uma nova estrutura de articulação. A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) instituiu a Equipe Gestora Distrital de Saúde Animal (Egesa-DF), que terá a missão de planejar ações, acompanhar estratégias sanitárias e propor medidas para prevenir, controlar e erradicar doenças animais. A criação foi oficializada pela Portaria nº 398, de 23 de outubro, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (27). A nova equipe substitui a Equipe Gestora Distrital de Febre Aftosa (Egefa-DF), incorporando suas atribuições e ampliando o escopo de atuação para outros temas relacionados à defesa sanitária animal no Distrito Federal. A iniciativa busca fortalecer a integração entre os diferentes setores envolvidos na produção agropecuária e contribuir para a proteção da saúde animal. “Com a criação da Equipe Gestora, ampliamos a integração entre os órgãos públicos, as instituições de pesquisa e o setor produtivo, fortalecendo a proteção dos rebanhos e a segurança sanitária. É um trabalho estratégico para garantir melhores condições aos produtores rurais e promover o desenvolvimento do setor agropecuário do DF”, destaca o secretário de Agricultura, Rafael Bueno. A nova equipe substitui a Equipe Gestora Distrital de Febre Aftosa (Egefa-DF), incorporando suas atribuições e ampliando o escopo de atuação para outros temas relacionados à defesa sanitária animal no Distrito Federal | Foto: Divulgação/Seagri-DF Atuação integrada A equipe gestora será composta por representantes do Serviço Veterinário Oficial da Seagri-DF, da Superintendência de Agricultura e Pecuária do Distrito Federal/Mapa, da Emater-DF, da Fape-DF, de instituições de ensino e pesquisa, de produtores rurais e de outros setores da sociedade civil. Poderá contar, mediante autorização da coordenação, com especialistas e representantes de entidades do setor produtivo, atuando na articulação e no desenvolvimento de estratégias conjuntas para fortalecer a saúde animal e as políticas públicas de sanidade, conforme as necessidades da cadeia produtiva. “O fortalecimento do diálogo entre os órgãos de defesa agropecuária, as instituições de pesquisa e os produtores rurais é fundamental para avançarmos na prevenção e no controle de doenças animais, favorecendo a construção de estratégias alinhadas às necessidades da atividade pecuária e às diretrizes sanitárias nacionais”, destaca o subsecretário de Defesa Agropecuária, Vinícius Campos. Diversidade de temas Além de dar continuidade às ações de vigilância da febre aftosa, a equipe poderá propor medidas para o controle e a erradicação de doenças como brucelose, tuberculose e raiva dos herbívoros, além de acompanhar a encefalopatia espongiforme bovina e a identificação individual de bovinos e búfalos. A agenda também inclui a sanidade de pequenos ruminantes, suínos, aves, animais aquáticos e abelhas, a preparação para emergências zoossanitárias, o monitoramento da resistência aos antimicrobianos, as boas práticas de manejo e o bem-estar animal. Outro tema será o conceito de Uma Só Saúde (One Health), que integra a saúde humana, animal e ambiental na prevenção e no enfrentamento de riscos sanitários. *Com informações da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF)
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Comer bem também é cuidar do intestino
Muito além de matar a fome ou controlar o peso, a alimentação influencia diretamente o funcionamento do organismo. Estudos mostram que uma alimentação rica em açúcares, gorduras e alimentos ultraprocessados, aliada à baixa ingestão de fibras, pode comprometer o equilíbrio do intestino e favorecer o surgimento de processos inflamatórios relacionados a doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares. Apesar disso, pequenas mudanças na rotina já são capazes de promover benefícios importantes para a saúde. Bilhões de microrganismos vivem no intestino e desempenham funções essenciais para o organismo. Eles auxiliam na digestão, participam da absorção de nutrientes e ajudam a proteger o corpo contra doenças. Quando essa comunidade está equilibrada, o organismo funciona melhor. No entanto, segundo a nutricionista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires, Bruna Pires, uma alimentação baseada em produtos ultraprocessados pode alterar esse equilíbrio. Verduras, legumes e frutas estão entre os alimentos que devem fazer parte de uma dieta saudável | Fotos: Divulgação "Esse padrão alimentar reduz as bactérias benéficas e favorece o crescimento de outras que estimulam inflamações, prejudicando a proteção natural do intestino e dificultando o funcionamento adequado do organismo", explica. Como a alimentação protege o intestino Esse desequilíbrio nem sempre provoca sintomas intensos no início, mas costuma dar sinais que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. Inchaço abdominal, excesso de gases, prisão de ventre ou diarreia, desconforto após as refeições, sensação constante de cansaço e até uma maior frequência de infecções podem estar relacionados aos hábitos alimentares. "Preservar a saúde intestinal pode ser mais simples e acessível do que muitas pessoas imaginam. O tradicional prato com arroz, feijão, verduras e legumes continua sendo um grande aliado, assim como frutas, aveia, cereais integrais e azeite de oliva" Bruna Pires, nutricionista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires Bruna destaca que esses sintomas merecem atenção, pois podem indicar que o intestino não está funcionando da forma como deveria e que o organismo já sofre as consequências desse desequilíbrio. Além de participar da digestão, o intestino exerce papel importante na imunidade, na produção de vitaminas e na comunicação com o cérebro. Para a nutricionista, quando esse órgão está saudável, o organismo absorve melhor os nutrientes, fortalece as defesas naturais, reduz inflamações e favorece o bem-estar físico e emocional. "Apesar dos riscos associados aos alimentos ultraprocessados, preservar a saúde intestinal pode ser mais simples e acessível do que muitas pessoas imaginam. O tradicional prato com arroz, feijão, verduras e legumes continua sendo um grande aliado, assim como frutas, aveia, cereais integrais e azeite de oliva", afirma. Alimentos como iogurte natural e kefir, uma bebida probiótica fermentada, também ajudam a manter o equilíbrio das bactérias benéficas do intestino. A especialista ressalta, no entanto, que probióticos devem ser consumidos apenas com orientação de um médico ou nutricionista. Pequenas escolhas fazem diferença Os benefícios de uma alimentação equilibrada podem ser percebidos por quem decide mudar os próprios hábitos. Foi o que aconteceu com a empresária Samila Espíndola, de 31 anos, que cresceu consumindo muitos alimentos industrializados, mas resolveu rever a rotina alimentar ao perceber que seu corpo já não respondia da mesma forma. Uma dieta rica em alimentos ultraprocessados, açúcares refinados e baixa ingestão de fibras pode comprometer o equilíbrio do intestino e favorecer o surgimento de processos inflamatórios relacionados a doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares "Eu consumia muitos ultraprocessados. Cresci com esse hábito, mas, com o passar dos anos, fui percebendo que quanto mais eu comia esse tipo de alimento, pior meu organismo reagia. Foi aí que comecei a reduzir esse consumo e senti uma melhora significativa", relata Samila. Para Bruna Pires, cuidar da alimentação não significa abrir mão do prazer de comer, mas fazer escolhas mais conscientes na maior parte do tempo. "Substituir refrigerantes por água, incluir uma fruta entre as refeições, trocar alimentos refinados por integrais e aumentar o consumo de legumes e verduras são atitudes que, mantidas ao longo dos anos, ajudam a proteger o intestino e reduzem o risco de doenças relacionadas à inflamação", pontua. A nutricionista explica que uma boa forma de compreender essas escolhas é observar o grau de processamento dos alimentos. A classificação Nova, desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, carnes, ovos, leite e cereais integrais. Ingredientes culinários, como óleo, manteiga, açúcar e sal, devem ser utilizados com equilíbrio no preparo das refeições. Já os alimentos processados, como queijos, pães e conservas, podem fazer parte da alimentação com moderação. Os ultraprocessados, por sua vez, ricos em aditivos químicos e formulações artificiais, devem ter o consumo reduzido. Mais do que seguir tendências ou dietas da moda, manter uma alimentação equilibrada representa um investimento diário na saúde. Pequenas escolhas feitas à mesa ajudam a fortalecer o intestino, prevenir doenças e promover mais qualidade de vida. "Cada refeição oferece uma oportunidade de fortalecer o organismo, preservar a saúde e construir um futuro com mais qualidade de vida", ressalta a nutricionista.
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Vacinação no Zoológico de Brasília traz proteção contra diversas doenças
Passear pelo Zoológico de Brasília e, ao mesmo tempo, colocar a vacinação em dia foi a experiência vivida por muitas famílias neste sábado (26), durante a ação promovida pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Entre os participantes, André Pereira, de 39 anos, aproveitou o momento com a esposa, os filhos e outros parentes para se imunizar. “É uma iniciativa excelente. Se não fosse aqui, talvez a gente demorasse para vacinar. Assim, conseguimos manter tudo em dia e ainda curtir o passeio”, disse. A professora Perliane Moura e sua família estão de passagem por Brasília e aproveitaram o passeio no Zoológico para atualizar a caderneta de vacinação | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Quem também participou da ação foi Inara Franco, 31 anos, que atualizou as vacinas dos filhos Miguel, de 6 anos, e Gael, de 2. “Soube da vacinação, trouxe a carteirinha deles e consegui colocar tudo em dia. Até eu tomei a vacina da gripe. É muito bom poder cuidar da saúde no meio de um programa divertido.” A iniciativa aconteceu em frente ao Lago dos Babuínos, das 10h às 16h30, e continua neste domingo (27) no mesmo horário. Estarão disponíveis os imunizantes do calendário de rotina, com exceção das vacinas contra dengue e BCG. No primeiro dia da ação, mais de 250 doses foram aplicadas. Inara Franco tomou a vacina da gripe e atualizou a caderneta dos filhos Miguel e Gael Para a enfermeira Manoela Costa, levar os imunizantes para além das unidades básicas de saúde (UBSs) amplia o acesso e facilita a vida da população. “Muitos pais não conseguem tempo durante a semana, então a ação em um local de lazer é uma grande oportunidade", afirmou. A professora Perliane Moura, de 35 anos, veio de Uberlândia (MG) com a família para acompanhar o marido em um concurso e aproveitou para visitar o Zoológico. “Separamos o dia de hoje para conhecer o Zoológico. Como trabalho o dia inteiro lá na minha cidade, estava difícil vacinar meus filhos. Aqui conseguimos nos divertir e atualizar as vacinas deles”, contou. [LEIA_TAMBEM]Cartão de vacina Em todos os locais, a orientação é levar um documento de identificação válido com foto e a caderneta de vacinação. “A caderneta é o principal registro da situação vacinal de cada pessoa. Guardá-la e levá-la às vacinações é fundamental para garantir o esquema correto e evitar doses desnecessárias”, reforça Costa. Quem perdeu a caderneta deve procurar a unidade de saúde onde foram tomadas as doses anteriores. Caso o histórico não seja recuperado, a vacinação será feita de acordo com a idade e anotada em um novo cartão. Além do Zoológico, a vacinação também ocorreu, neste sábado, em outros pontos do DF, como o Shopping Boulevard (Plano Piloto), o condomínio Maranata (Sol Nascente) e o supermercado + Barato (DF-130, Paranoá), e em 49 UBSs. O site da pasta traz semanalmente os locais de vacinação aos sábados e a lista dos pontos de atendimento de segunda a sexta-feira. *Com informações da SES-DF
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Campanha Julho Dourado alerta para importância da vacinação de pets e prevenção de zoonoses
Este mês é marcado pela campanha Julho Dourado, que visa à conscientização sobre a saúde animal e à prevenção de zoonoses, doenças infecciosas transmitidas entre animais e pessoas. No Distrito Federal, a Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF) atua na prevenção, diagnóstico e controle dessas doenças. As enfermidades podem ser causadas por vírus, bactérias, parasitas ou outros agentes patogênicos, com transmissão por contato direto com animais, fluidos, alimentos ou água contaminados, ou por vetores como mosquitos e carrapatos, por exemplo. Além das ações de vigilância, a unidade também disponibiliza animais para adoção responsável. Atualmente, 32 cães estão aptos a serem adotados | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF A Diretoria de Vigilância Ambiental de Zoonoses do DF conta com uma estrutura composta de laboratórios para diagnóstico da leishmaniose em cães, de animais sinantrópicos e silvestres, que identificam espécies hospedeiras de agentes causadores da febre amarela, hantavirose e leptospirose, além de canil e gatil públicos, onde são observados animais que possam representar risco à saúde pública. Segundo a gerente da Zoonoses, Camila Cibeli Soares, o recolhimento de animais não é feito de forma rotineira, e ocorre apenas em casos com vínculo epidemiológico, como contato com morcegos, ou quando o animal apresenta sinais clínicos compatíveis com doenças de importância em saúde pública. “Nessas situações, os animais são mantidos sob observação por períodos que variam de 10 a até 180 dias, de acordo com a avaliação técnica”, explica. Os exames laboratoriais para diagnóstico de leishmaniose em cães são realizados utilizando duas provas e avaliação clínica, conforme explica a gestora: “O Ministério da Saúde preconiza a realização de diagnóstico laboratorial da leishmaniose com base em critérios clínicos e laboratoriais. Se o resultado for positivo, o tutor é notificado e orientado, já que se trata de uma doença de relevância para a saúde pública no meio urbano”. A Diretoria de Vigilância Ambiental de Zoonoses do DF conta com uma estrutura composta de laboratórios para diagnosticar leishmaniose em cães, além de canil e gatil públicos Já em casos suspeitos de raiva, não há tratamento, e é preciso isolar o animal e adotar medidas preventivas rigorosas, inclusive observação in loco, quando necessário. “O atendimento segue protocolo específico, com avaliação criteriosa. Já quando há histórico de contato com morcegos, é feita a coleta de material e possível encaminhamento do mamífero para observação”, complementa. [LEIA_TAMBEM]Prevenção e vacinação A vacinação antirrábica gratuita, ofertada pela SES-DF nos postos de Vigilância Ambiental do DF, é uma das principais estratégias para o controle da raiva e outras doenças graves. “A vacinação é um compromisso de todos os tutores. Ela protege o animal e também evita riscos à população, especialmente em áreas urbanas”, destaca Camila Soares. O trabalho da Zoonoses inclui ainda ações contínuas de monitoramento epidemiológico, orientação à população e atendimento especializado. A equipe, composta por 35 profissionais, recebe capacitações regulares para garantir respostas técnicas rápidas e qualificadas às demandas de vigilância em saúde ambiental. Adoção responsável Além das ações de vigilância, a unidade também disponibiliza animais para adoção responsável. Atualmente, 32 cães estão aptos a serem adotados. Para realizar a adoção, é necessário: * Ter mais de 18 anos; * Apresentar documento com foto; * Preencher um formulário de responsabilização; * Passar por uma entrevista com a equipe técnica. *Com informações da SES-DF
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Hepatite A: Saúde reforça vacinação de pessoas que usam profilaxia ao HIV
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) passa a ofertar agora vacina contra a hepatite A para pessoas que vivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), usuários da profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV e homens que fazem sexo com homens (HSH). A medida segue orientações do Ministério da Saúde e é baseada em evidências. A vacinação é uma estratégia fundamental de proteção individual e coletiva, explica especialista da SES-DF | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Em vigor desde maio deste ano, a ampliação pretende reduzir a incidência da doença em populações mais expostas ao risco de infecção. A dose está disponível em todas as salas de vacinação da rede pública do DF, além dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries) e Centros Intermediários (Ciies). De acordo com o gerente substituto de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Gevist) da SES-DF, Sergio d'Avila, a importância do alerta leva em conta o cenário epidemiológico atual. Arte: Agência Saúde-DF "Diante do aumento de casos entre populações-chave, a medida é necessária. Usuários da PrEP, pessoas que vivem com HIV e HSH estão mais expostas a situações de risco, inclusive de práticas que favorecem a transmissão fecal-oral. Portanto, a vacinação é uma estratégia fundamental de proteção individual e coletiva”, explica o gestor. [LEIA_TAMBEM]Entre 2014 e 2024, o DF registrou 149 casos confirmados de hepatite A, sendo 13 deles entre HSH. A infecção é causada pelo vírus HAV, transmitido principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados e por contato oro-anal durante as relações sexuais. A expectativa é, segundo d'Ávila, fortalecer a cobertura vacinal e reforçar a prevenção combinada no cuidado integral à saúde sexual. “Orientamos que o público prioritário procure uma unidade de saúde em posse de receita médica ou comprovante de uso da PrEP.” Entre os usuários da PrEP ou pessoas que vivem com o HIV, vale destacar que o público feminino também é abarcado pela ampliação. Prevenção e referência nacional O DF é considerado referência nacional na adesão à PrEP. Segundo dados do Ministério da Saúde, a capital federal apresentou, em 2023, a menor taxa de descontinuidade do Brasil: 21%, enquanto a média nacional foi de 30%. *Com informações da SES-DF
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Palestra orienta sobre prevenção e tratamento de principais tipos de câncer tratados na rede pública do DF
Esta quarta-feira (2) foi marcada por mais uma apresentação do ciclo de palestras sobre prevenção, detecção e tratamento das principais neoplasias malignas (cânceres) observadas na rede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O tema abordou câncer de cabeça e pescoço, em alusão à campanha Julho Verde, e o de bexiga e rim, referente ao Julho Roxo. Os debates visam promover educação continuada e projetos de capacitação aos servidores da SES-DF. O objetivo é informar os profissionais sobre políticas de promoção da saúde, medidas de prevenção primária e meios de acesso aos serviços da pasta. O ciclo de apresentações é uma iniciativa da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da SES-DF e prevê a realização de palestras mensais até dezembro deste ano. As palestras promovem educação continuada e projetos de capacitação aos servidores da SES-DF. Foto Yuri Freitas-Agência Saúde-DF “A capacitação tem o intuito de difundir a cultura de conscientização e prevenção das neoplasias (proliferação desordenada e anormal de células em tecidos ou órgãos). Dados mostram que 40% desses tumores são evitáveis por medidas de promoção da saúde e prevenção”, informa o chefe da Asccan e um dos palestrantes e organizadores do ciclo, Gustavo Ribas. [LEIA_TAMBEM]Referência técnica distrital (RTD) de Oncologia Clínica da SES-DF, Fabiane Cesário elenca precauções eficazes contra os principais cânceres. “A ideia do evento é falar da importância de abrir mão do cigarro, do abuso de bebidas alcoólicas e, especialmente, de se proteger do papilomavírus humano (HPV) na orofaringe, que é um dos principais causadores de câncer de garganta no mundo." Na capital federal, a SES-DF oferta vacina contra o HPV gratuitamente a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Neste ano, contudo, a pasta ampliou a dose para a faixa etária de 15 a 19 anos, seguindo diretrizes do Ministério da Saúde. Assim, jovens que, por algum motivo, não conseguiram se proteger na época estabelecida têm a chance de receber o imunizante até dezembro. Com documento de identificação e cartão de vacina em mãos, basta ir a um dos mais de 180 pontos disponíveis. Principais fatores de risco A apresentação tratou dos principais motivos para o desenvolvimento do câncer de bexiga e rim, e do câncer de cabeça e pescoço – neste último, estão incluídas estruturas como tireoide, cavidade oral, nasofaringe, glândulas salivares e pele. Para o câncer de bexiga, dentre os maiores fatores de risco estão tabagismo, histórico familiar de neoplasias malignas na bexiga, exposição a certos produtos químicos e infecções prévias do trato urinário. Já no de cabeça e pescoço, merecem atenção o consumo de álcool, o fumo, a infecção pelo vírus do HPV e a exposição solar sem proteção adequada. *Com informações da SES-DF
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DF aplica mais de 594 mil doses contra gripe, mas índice é baixo entre grávidas
As equipes de saúde do Distrito Federal chegaram a mais de 594 mil doses aplicadas contra a gripe, entre janeiro deste ano e 22 de junho. Porém, a procura por parte das gestantes ainda é baixa, com apenas 1,4 mil doses administradas. Mas será que a vacina da influenza é segura para a mãe e o bebê? Vacina contra gripe é segura para ser administrada em gestantes e puérperas | Foto Geovana Albuquerque/Arquivo Agência Saúde-DF A gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde (SES-DF), Tereza Luiza Pereira, afirma que a imunização é considerada a melhor estratégia para prevenção da gripe, reduzindo o risco de agravamento da doença, internações e número de óbitos. “A vacina contra a influenza é segura para ser administrada em gestantes e puérperas, apresentando poucos efeitos colaterais, como uma leve dor no braço e febre baixa, que desaparecem em um ou dois dias”, explica. [LEIA_TAMBEM]Segundo o Ministério da Saúde, a vacina pode ser administrada em qualquer idade gestacional e até 45 dias após o parto. Para se proteger, basta apresentar informações sobre a gestação ou um documento que comprove o puerpério. “Os vírus da influenza tipo A, principalmente os subtipos H1N1 e H3N2, tendem a ser mais agressivos e preocupantes para as gestantes. Eles estão associados a maiores taxas de hospitalização e complicações respiratórias. O tipo B é menos severo. Ainda assim, todo quadro gripal em grávidas deve ser levado muito a sério", reforça a gerente. Dentre as principais complicações que uma gestante pode enfrentar ao ter influenza estão pneumonia, insuficiência cardiorrespiratória, maior risco de parto prematuro e até óbito materno e/ou fetal. O foco da SES-DF é alcançar quem ainda não se vacinou. Além das gestantes, crianças e pessoas com comorbidades também estão entre os que mais preocupam as autoridades sanitárias. Toda a população do DF a partir de seis meses de idade pode se vacinar contra a gripe na rede pública. A dose está disponível em 164 salas de vacina nas unidades básicas de saúde (UBSs) e, para se imunizar, é necessário apresentar um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação. *Com informações da SES-DF
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Mais de 163 mil crianças e adolescentes já se vacinaram contra a dengue no DF
Governo do Distrito Federal · MAIS DE 163 MIL CRIANÇAS E ADOLESCENTES JÁ SE VACINARAM CONTRA A DENGUE NO DF Mais de 163 mil crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos já se imunizaram contra a dengue no Distrito Federal. Desde fevereiro do ano passado, o imunizante, que previne as formas graves da doença causada pelo mosquito Aedes aegypti, está disponível para a população nas Salas de Vacina da rede pública de saúde. Apesar dos números expressivos, a vacinação contra a dengue ainda está longe da cobertura ideal. Do total de imunizações, 109.172 foram de primeira dose (D1) e 53.976 foram D2, representando um índice de 59,7% para a D1 e 29,5% para a D2. Para se vacinar, basta que a criança ou o adolescente compareça a uma das salas de vacina do DF acompanhada de pai ou responsável, portando documento de identificação e a caderneta de vacinação | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “A vacina da dengue foi incorporada no ano passado à rede pública de saúde como uma estratégia do Ministério da Saúde para imunizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Essa é a faixa etária com maior índice de hospitalizações e óbitos por dengue no país. Ela está disponível em toda a rede pública, com mais de 100 pontos de vacinação — unidades básicas, principalmente — preparados para atender esse público”, explicou Karine Castro, gerente substituta da Rede de Frio do DF. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público de saúde. Incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2023, o imunizante é aplicado em duas doses, com intervalo de 90 dias entre as aplicações. Para isso, basta que a criança compareça a uma das salas de vacina do DF (lista completa aqui) acompanhada de pai ou responsável, portando documento de identificação e a caderneta de vacinação. “É importante destacar que para a imunização ser eficaz, é essencial completar o esquema vacinal com as duas doses”, enfatizou. “Por isso, sempre reforçamos: quem ainda não tomou a primeira dose, que vá se vacinar. E quem já tomou a primeira, que não deixe de tomar a segunda. Só assim conseguiremos uma proteção efetiva contra a doença.” Recomendações A vacina da dengue foi incorporada no ano passado à rede pública de saúde como uma estratégia para imunizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. "Essa é a faixa etária com maior índice de hospitalizações e óbitos por dengue no país", afirma Karine Castro, gerente substituta da Rede de Frio do DF A Secretaria de Saúde do DF recomenda que, caso a criança ou adolescente tenha sido diagnosticada com dengue, é necessário aguardar seis meses para iniciar o esquema vacinal. Se houver contaminação pela doença após a primeira dose, deve-se manter a data prevista para a segunda dose, desde que haja um intervalo de 30 dias entre a infecção e a segunda dose. [LEIA_TAMBEM] A vacinação contra a dengue não é indicada para indivíduos com imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aqueles em terapias imunossupressoras, com infecção por HIV sintomática ou com evidência de função imunológica comprometida, e pessoas com hipersensibilidade às substâncias listadas na bula, além de mulheres gestantes ou em fase de amamentação. Cuidados permanecem Embora a vacina contra a dengue represente um avanço na proteção da população, o controle do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal estratégia de prevenção não apenas contra a dengue, mas também contra outras arboviroses urbanas, como a chikungunya e o vírus Zika. Isso se deve ao fato de que o imunizante, por si só, não interrompe a cadeia de transmissão, especialmente em áreas com alta densidade do vetor. Medidas como eliminar focos de água parada, vedar caixas d’água e manter quintais limpos seguem sendo essenciais no combate à proliferação do mosquito.
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