Aberto o aviso de licitação para restauro e ampliação do Catetinho e do Museu Vivo da Memória Candanga
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) publicou, na edição desta quarta-feira (19) do Diário Oficial do Distrito Federal, o aviso de licitação para contratação da empresa especializada que elaborará os projetos de restauro e ampliação do Museu do Catetinho no Park Way - SMPW, na rodovia BR-040, no Trevo do Gama, quadra 28, S/N, Gama/DF, e do Museu Vivo da Memória Candanga, situado no Setor JK, Lote D, Núcleo Bandeirante/DF. A abertura das propostas está marcada para 15 de outubro de 2026, às 9h, no Núcleo de Licitação da companhia. O valor estimado da contratação é de R$ 1.127.939,45. O Museu do Catetinho, localizado na antiga área do residencial presidencial, desempenha um papel fundamental na preservação da memória da construção de Brasília | Fotos: Divulgação/Novacap Valorização do Catetinho O Museu do Catetinho, localizado na antiga área do residencial presidencial, desempenha um papel fundamental na preservação da memória da construção de Brasília. Inaugurado durante a segunda visita presidencial ao sítio de Brasília, em 1956, foi o primeiro local de trabalho dos diretores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), assim como pelo próprio presidente da República durante suas visitas às obras da capital. O conjunto de edificações que compõem o Catetinho foi inserido no Livro do Tombo Histórico do patrimônio nacional, a pedido do próprio Juscelino Kubitschek. Atualmente, o conjunto arquitetônico abriga um rico acervo histórico e cultural. Por se tratar de um equipamento cultural, carregado de valores históricos, artísticos, socioculturais e imateriais, que o torna único e portador de identidade e de pertencimento social, o espaço recebe, em média, três mil visitantes por mês. De forma geral, conforme levantamentos técnicos preliminares e avaliações de conservação recentes, o Museu do Catetinho apresenta um estado de conservação regular. Esta condição, embora demande atenção e intervenção profissional, configura um cenário favorável à implementação de propostas de restauro e manutenção de caráter menos invasivo ao bem tombado. Essa classificação implica que as patologias e deteriorações existentes, embora presentes, não atingiram um nível crítico que exigisse intervenções de grande porte. Desta forma, as propostas de projeto poderão priorizar métodos e técnicas de restauro curativo e preventivo, focados na estabilização dos materiais originais, na correção de pontuais anomalias e na implementação de medidas preventivas para retardar o processo natural de degradação, como também de atualização tecnológica e de acessibilidade. O restauro é necessário também porque o museu não apresenta condições de acessibilidade em conformidade com a legislação vigente, e a contratação de projetos irá contribuir para tornar o acervo um equipamento cultural mais acessível. Cabe destacar que a elaboração destes projetos visa restaurar o Catetinho e entregar ao público um espaço de grande relevância cultural e histórica, com singularidade e autenticidade reconhecidas como Patrimônio Cultural do Distrito Federal. Além de garantir a unidade potencial, o uso e a fruição plena de todo o conjunto do museu, abarcando as edificações, o meio ambiente e as exposições museológicas, garantindo acessibilidade e segurança. A elaboração destes projetos visa restaurar o Catetinho e entregar ao público um espaço de grande relevância cultural e histórica, com singularidade e autenticidade reconhecidas como Patrimônio Cultural do Distrito Federal Valorização do Museu Vivo da Memória Candanga O Museu Vivo da Memória Candanga, localizado na antiga área do Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), desempenha um papel fundamental na preservação da memória da construção de Brasília. Inaugurado na década de 1950, o HJKO atendia os trabalhadores envolvidos nas obras da nova capital. Foi tombado pelo Decreto nº 9.036 de 13/11/1985 e Portaria nº 58/2015-MinC. Atualmente, o conjunto arquitetônico abriga um rico acervo histórico e cultural que promove atividades educativas e culturais num complexo arquitetônico que recebe, em média, aproximadamente dois mil visitantes/mês. Exatamente por se tratar de um equipamento cultural carregado de valores históricos, artísticos, socioculturais e imateriais que o torna único e portador de identidade e de pertencimento social, os procedimentos de conservação e restauro devem ser executados por mão de obra com perícia comprovada na área e, por isso, o processo de restauro do referido museu deve ser objeto de uma contratação individualizada e específica, que assegure a qualidade e a legitimidade do certame. Estruturalmente, o museu apresenta diversos tipos de danos referentes a intervenções anteriores, ação do tempo e intempéries naturais. Todos os edifícios apresentam sinais de deterioração avançada, comprometendo diversos elementos constitutivos, a exemplo de fundações, sistemas de drenagem, cobertura, instalações elétricas, estruturas de madeira, acondicionamento do acervo e infraestrutura de acessibilidade. Além disso, o conjunto de edifícios sofre com a infestação de insetos xilófagos (devoradores de madeira), causando danos irreversíveis à materialidade dos elementos constitutivos das casas e trazendo graves riscos de desmoronamentos e colapso estrutural, colocando em risco o patrimônio cultural e a segurança de usuários e funcionários. "É a história da nossa cidade que está em jogo. Não podemos arriscar perder nada do acervo por conta de falta de manutenção ou cuidado” Fernando Leite, diretor-presidente da Novacap O diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite, comemora a abertura do aviso de licitação. “É de suma importância que esses dois museus sejam restaurados o mais breve possível, e estamos empenhados nessa missão. Porque é a história da nossa cidade que está em jogo. Não podemos arriscar perder nada do acervo por conta de falta de manutenção ou cuidado”, explicou. *Com informações da Novacap
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Teatro Nacional entra na etapa de reforma com foco em áreas técnicas e históricas
Enquanto o público já voltou a ocupar parte do Teatro Nacional Claudio Santoro, a recuperação do restante do complexo segue em andamento. Iniciada em março deste ano, a segunda etapa da restauração segue com levantamentos técnicos e elaboração dos projetos executivos que vão orientar as próximas intervenções em um dos principais patrimônios culturais de Brasília. Com investimento de R$ 268,3 milhões, a segunda etapa da obra contempla a restauração da Sala Villa-Lobos e de seu foyer, dos camarins, da Sala Alberto Nepomuceno e do Espaço Cultural Dercy Gonçalves. Os serviços são executados pela Porto Belo Engenharia, vencedora da licitação e responsável também pela primeira etapa da recuperação do teatro, sob coordenação da Novacap. Serviços, atualmente concentrados em limpeza das áreas, compreendem uma série de melhorias e adequações da estrutura do prédio | Fotos: Divulgação/Secec-DF Atualmente os trabalhos estão concentrados em escaneamento, reconhecimento técnico, limpeza das áreas e desenvolvimento dos projetos executivos. “A restauração do Teatro Nacional é um investimento na preservação da história, da cultura e da identidade de Brasília”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto. A reforma inclui ainda modernização da infraestrutura técnica, melhorias acústicas e cenográficas, adequações de acessibilidade, atualização dos sistemas de segurança contra incêndio e restauração dos elementos arquitetônicos, seguindo critérios rigorosos de preservação por se tratar de um bem tombado. Recuperação histórica Projeto desenvolvido entre a Secec-DF e a Novacap já está na etapa final de recuperação do teatro O projeto representa a etapa final da recuperação do Teatro Nacional. Em dezembro de 2024, a primeira fase das obras foi entregue com a reabertura da Sala Martins Pena e de seu foyer, após mais de dez anos de interdição do complexo. Na ocasião, foram investidos R$ 70 milhões na modernização das instalações elétricas e hidráulicas, implantação de novas saídas de emergência, construção de reservatório para combate a incêndios, substituição de materiais inflamáveis e adequação às normas atuais de segurança. [LEIA_TAMBEM]O projeto foi desenvolvido por meio de parceria entre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), responsável pela gestão do equipamento, e a Novacap, encarregada da execução e fiscalização das obras. O titular da Secec-DF lembra que a necessidade da reforma era discutida desde antes da interdição do teatro, em 2014, quando a estrutura já apresentava sinais de desgaste. “Nesta etapa, os trabalhos estão concentrados nos levantamentos técnicos e na elaboração dos projetos que darão segurança às intervenções de restauro, respeitando a complexidade de uma obra dessa dimensão”, detalha Fernando Modesto. “Nosso compromisso é executar cada fase com responsabilidade e qualidade, para devolver à população um equipamento cultural moderno, preservado e preparado para impulsionar a produção artística e ampliar o acesso à cultura no Distrito Federal”, conclui o gestor.
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Monumentos do Gama passam por restauração
O Gama vive um importante momento de valorização da sua história e identidade. A administração regional tem intensificado as ações de restauração dos monumentos que fazem parte da memória da cidade, reconhecendo que cada um deles carrega histórias únicas que merecem ser preservadas. Mais do que estruturas físicas, esses monumentos representam a trajetória, a cultura e os sentimentos de toda a comunidade. Por isso, o cuidado com esses espaços vai além da manutenção: é um compromisso com o respeito ao passado e com a construção de um futuro ainda mais valorizado. *Com informações da Administração Regional do Gama
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Prédio histórico do GDF é reformado e transformado em polo de educação profissional na Candangolândia
O prédio que abrigou a primeira sede da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), na Candangolândia, e funcionou por anos como a administração regional da cidade passa a ter uma nova função com foco no futuro. Depois de uma ampla restauração, o espaço agora abriga mais um Polo de Educação Profissional Israel Pinheiro, inaugurado nesta quinta-feira (5) pelo governador Ibaneis Rocha, com a oferta de cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF) voltados à qualificação de jovens e adultos do Distrito Federal. A abertura de mais um polo de educação é fruto de uma parceria do Governo do Distrito Federal com as instituições do Sistema S. “Em todas as áreas, aquela em que mais investimos ao longo desses oito anos de governo foi a de qualificação profissional. Hoje, temos diversos programas. Formamos anualmente mais de vinte mil pessoas para o mercado de trabalho e temos feito grandes parcerias com o Sistema S para continuar nessa caminhada”, afirmou Ibaneis Rocha. Governador Ibaneis Rocha inaugurou nesta quinta (5) mais um Polo de Educação Profissional Israel Pinheiro, desta vez na Candangolândia | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Para o chefe do Executivo, o espaço funcionará também para resgatar a história da capital federal: “É um dia de muita alegria realmente ver esse prédio histórico totalmente restaurado, com uma memória de tudo aquilo que se passou na nossa capital, mas também com um olhar de futuro para essas crianças e esses adolescentes que tanto precisam de qualificação profissional”. Com possibilidade de abrigar até 180 alunos simultaneamente, o Polo de Educação Profissional Israel Pinheiro iniciará suas atividades com a oferta de cursos em parceria com a Secretaria de Educação. No local, alunos do ensino médio da rede poderão participar de qualificações como Técnico em Administração e Técnico em Desenvolvimento de Sistemas, ambos nos períodos matutino e vespertino. As formações contemplam áreas estratégicas como gestão e tecnologia, reconhecidas pela alta demanda no mercado, ampliando as possibilidades de inserção profissional e geração de renda para a comunidade. De acordo com a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o ensino técnico simultâneo ao ensino médio aumenta as chances de o aluno ingressar no mercado de trabalho, além de colaborar para sua permanência na escola. “Hoje temos 4.500 estudantes nessa parceria com o Senac do Distrito Federal e queremos chegar a 10 mil. Então, o aluno sai do ensino médio já com uma profissão. Essa é a trajetória. Eles saem muito mais preparados, inclusive para ingressar na universidade. Já temos dados de que quem faz o médio concomitante sai muito mais preparado e o número de ingressos nas universidades e de permanência é bem maior”, defendeu a titular da pasta. Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, a expectativa é que novas parcerias sejam firmadas com o Executivo local: “Ninguém faz nada sozinho. Quando há união, isso frutifica. E é o que vem acontecendo, principalmente em relação aos polos que estamos abrindo — já abrimos em São Sebastião, Planaltina, Santa Maria, Brazlândia, recentemente no Recanto das Emas e agora aqui, na Candangolândia. E isso é importante: colocarmos a qualificação próxima às casas das pessoas, principalmente das mais carentes e também dos alunos que saem de um turno para outro, com pouco tempo para se alimentar e poder fazer um contraturno. O Senac tem procurado fazer isso para que essas parcerias frutifiquem”. Para além do Técnico no Médio, segundo o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, a nova unidade vai abrir, de forma inédita, vagas para outros programas de capacitação. “Teremos o programa Técnico no Ensino Médio, em parceria com a Secretaria de Educação, e vamos trazer para cá também, de maneira pioneira, o programa Jovem Aprendiz, para que os alunos tenham a primeira experiência profissional perto de onde moram”, ressaltou. José Aparecido Freire, presidente do Sistema Fecomércio-DF: "Isso é importante: colocarmos a qualificação próxima às casas das pessoas, principalmente das mais carentes e também dos alunos que saem de um turno para outro" A história por trás da primeira sede da Novacap O prédio foi erguido em 1956 e teve papel estratégico na construção da capital federal. Foi dali que o engenheiro Israel Pinheiro, então presidente da Novacap, coordenou parte das obras que transformaram o projeto idealizado pelo presidente Juscelino Kubitschek em Brasília. Décadas depois, o espaço histórico passa por um processo de manutenção que une preservação da memória e investimento em educação. Parte da estrutura foi transformada em um Centro de Memória dedicado à história da construção da capital, enquanto outra área passa a sediar o novo polo de qualificação profissional do Senac-DF. Presente na solenidade de inauguração, a neta de Israel Pinheiro, Maria Paula Pinheiro, de 64 anos, se emocionou ao acompanhar a homenagem feita ao avô. “Quando eu entrei aqui, comecei a chorar, porque é uma história de luta, uma história de amor e de dor. Imagina: eles entraram aqui no meio do nada e conseguiram fazer tudo isso. Então é uma mistura da história familiar com a história de Brasília, que é um sonho”, relatou. “[O uso do espaço pelo Senac] é maravilhoso, exatamente porque Israel Pinheiro vem de uma família que se preocupava com a educação. Eu quero que essa parceria cresça muito para a gente poder divulgar a educação profissional, principalmente, que eu acho que é o que o país precisa”, completou. O Polo de Educação Profissional Israel Pinheiro consegue receber até 180 alunos simultaneamente; serão oferecidas qualificações como Técnico em Administração e Técnico em Desenvolvimento de Sistemas Não é só o prédio histórico que agora abriga o Senac da Candangolândia: o Governo do Distrito Federal, nos últimos oito anos, tem atuado na conservação e preservação da história da cidade e da capital federal por meio da manutenção de espaços culturais na região. Um exemplo é a reforma da Praça da Bíblia, considerada hoje um dos principais pontos de convivência da Candangolândia. Com investimento de R$ 320 mil, a obra atendeu a uma antiga demanda da comunidade e incluiu serviços de pavimentação, com 1,7 km de calçadas, novo paisagismo e ampliação do espaço para atividades culturais, religiosas e de lazer. [LEIA_TAMBEM]“É com muito prazer que eu venho aqui entregar essa última construção histórica da Candangolândia que estava fechada. Fizemos esse compromisso com a população daqui e da região de restaurar todos os equipamentos públicos dessa cidade e cumprimos a nossa missão”, acrescentou o governador Ibaneis Rocha. Polo de Educação Profissional Atualmente, o Distrito Federal conta com 18 polos de educação profissional gerenciados pelo Senac. Desse total, seis foram inaugurados na gestão do governador Ibaneis Rocha graças à parceria do sistema com o Executivo local. Recentemente, foram entregues novas unidades no Recanto das Emas e em Planaltina.
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Área degradada no Parque Ecológico do Riacho Fundo começa a ser restaurada
Na manhã desta quarta-feira (12), começou uma nova etapa da recuperação de uma área de 34 hectares no Parque Ecológico do Riacho Fundo. Depois de dois anos de trabalho para controlar capins exóticos e preparar o solo, o local está sendo semeado com espécies nativas do Cerrado. Empreendida pelo Instituto Brasília Ambiental, a ação conta com recursos de compensação florestal voltados à restauração de áreas degradadas em unidades de conservação. Envolvendo plantio e tratamento do solo, a iniciativa favorece a recuperação do habitat de animais do Cerrado, bem como da vegetação nativa | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental “A compensação funciona justamente para isso: recuperar os impactos para que possamos continuar desenvolvendo, mas com sustentabilidade” Rôney Nemer, presidente do Instituto Brasília Ambiental O trabalho contempla controle e erradicação de espécies exóticas, aragem e gradagem do solo, construção de curva de nível para o controle de processos erosivos e semeadura de capins, arbustos e árvores, todas espécies nativas do Cerrado. Com a recuperação, diversas espécies de animais e plantas devem voltar a habitar o local. A ação também vai ajudar a proteger as nascentes do parque e melhorar a qualidade de vida da população que vive nas proximidades. “Entendemos que, para algumas coisas evoluírem, precisamos eventualmente gerar impactos no meio ambiente”, afirma o presidente do instituto, Rôney Nemer. “A compensação funciona justamente para isso: recuperar os impactos para que possamos continuar desenvolvendo, mas com sustentabilidade.” Parceria com a comunidade A ação também contou com a participação da comunidade, além de técnicos da Tikré Brasil Soluções Ambientais. “Sabia do tamanho do parque pela internet, mas não tinha vindo ao lado do Riacho Fundo II”, comentou a microempresária Nadja Rodrigues. “Esse parque é extremamente necessário para nossa sustentabilidade e para a preservação ambiental, que impacta diretamente na qualidade de vida, sobretudo diante das mudanças climáticas”. Para os brigadistas florestais, o plantio representa um reforço no combate a incêndios. “Em anos anteriores, tivemos muito combate ao fogo, provocado por ação humana devido à proximidade com o conjunto habitacional do Riacho Fundo II”, relatou o brigadista Célio Henrique, do Brasília Ambiental. “Este ano já registramos menos incidentes graças à vigilância prolongada da equipe, e esperamos reduzir ainda mais com a recomposição da vegetação”. [LEIA_TAMBEM]O chefe da brigada do Brasília Ambiental, Alisson Araújo, reforçou: “Estamos em um perímetro que abriga várias nascentes. Esse plantio vai permitir a volta da fauna e da flora, além de proteger as nascentes. Essa área sempre teve muito mato, o fogo começava aqui e se alastrava pelo parque. Com as novas composições vegetais, acredito que esse impacto será bem menor”. O parque O Parque Ecológico do Riacho Fundo possui cerca de 463,53 hectares entre o Riacho Fundo e o Riacho Fundo II. Criado para garantir a diversidade biológica da fauna e flora locais, o parque preserva o patrimônio genético e a qualidade dos recursos hídricos. A nascente do córrego Riacho Fundo está dentro da unidade, que abriga veredas, campos de murundus e espécies típicas do Cerrado, como copaíbas, imbiruçus e a Lobelia brasiliensis, espécie de flor que só existe no Distrito Federal. Além disso, o parque desenvolve projetos comunitários, como o Parque Educador (voltado a alunos da rede pública), o viveiro de mudas do Cerrado para recuperação de áreas degradadas e iniciativas agroflorestais e de hortas Panc (plantas alimentícias não convencionais). *Com informações do Instituto Brasília Ambiental
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Patrimônio histórico e acessibilidade são preservados na Esplanada com entrega de Rota Acessível e restauração de pedras portuguesas
A acessibilidade no Eixo Monumental e a preservação da história e originalidade do centro da capital da república ganharam um novo capítulo nesta quinta-feira (23). O Governo do Distrito Federal (GDF) concluiu a execução do projeto de implementação da Rota Acessível na Esplanada dos Ministérios e de restauração das pedras portuguesas na Praça dos Três Poderes. Para repaginar um dos principais cartões-postais do DF, o Executivo local destinou R$ 12,1 milhões. Na cerimônia de entrega, também foi anunciada a abertura da licitação para recuperar e executar calçadas e trocar o revestimento asfáltico das vias N2 e S2 — um investimento de mais de R$ 11,2 milhões. A governadora em exercício Celina Leão destacou a primeira manutenção efetiva na Praça dos Três Poderes, projeto que incluiu a promoção de acessibilidade em todo o Eixo Monumental | Fotos: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília A governadora em exercício Celina Leão destacou que as entregas reforçam a valorização do patrimônio público. “Essa é uma grande obra de urbanismo, que começa nos ministérios, com calçadas, gramas e paradas de ônibus, e desce até a Praça dos Três Poderes, que foi transformada. Temos aqui a primeira manutenção efetiva que aconteceu desde a construção de Brasília, e um dos critérios que levamos em consideração para elaborar o projeto foi promover a acessibilidade por todo o Eixo Monumental”, declarou. “No ano passado, Brasília recebeu mais de 60 mil turistas internacionais. Se não fosse no nosso governo, eles passariam por esse Eixo Monumental sujo, largado e abandonado. E é por isso que estamos aqui hoje, no centro da capital da república, na praça mais simbólica da democracia, entregando uma reforma que foi tão aguardada, feita por nós”, concluiu Celina Leão. A advogada paulista Carolina Brugnerotto destacou a preservação em um piso de área extensa A advogada Carolina Brugnerotto, de 34 anos, é do estado de São Paulo e está na capital federal a trabalho. Ela elogiou o serviço feito na Praça dos Três Poderes e no Eixo Monumental: “Ficou muito bom. A acessibilidade está bem bacana, com acessos e avenidas bem-sinalizadas. Eu conhecia a pedra portuguesa de outras regiões, mas fiquei surpresa com a grande extensão desse piso aqui em Brasília, que agora está bem-preservado”. Mais mobilidade População que transita na Esplanada dos Ministérios agora conta com 40 mil m² de calçadas em concreto polido e 5 mil m² de travessias elevadas A nova Rota Acessível na Esplanada dos Ministérios, fiscalizada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), já é uma realidade. O projeto foi feito pela empresa Construtec Construções e Serviços LTDA e contou com o aporte de R$ 11,3 milhões por parte do GDF. “A Rota Acessível trouxe muita calçada. Nós alargamos as existentes, fizemos paraciclo, paradas de ônibus com recuo, projetamos um belo paisagismo em frente aos ministérios. Essa é uma obra de destaque”, detalhou o presidente do Novacap, Fernando Leite. Agora, a população que transita pelo local conta com 40 mil m² de calçadas em concreto polido, 5 mil m² de travessias elevadas, 10 mil m² de placas de concreto e 25 mil m² de grama. Além disso, a rota foi equipada com pisos táteis e direcionais, lixeiras, espaços para bicicletas e bancos para mais conforto e acessibilidade aos brasilienses e turistas. “Esse é um projeto muito importante não só para as pessoas com deficiência, como para toda a comunidade. A acessibilidade é para todos. Essa obra faz com que a população e os visitantes tenham seu direito de ir e vir com segurança”, avaliou o secretário da Pessoa com Deficiência, Flávio Santos. Preservação histórica Restauração das pedras portuguesas na Praça dos Três Poderes teve investimento de R$ 900 mil, com obra executada pela Novacap Na Praça dos Três Poderes, a restauração das pedras portuguesas também foi finalizada. Coordenada pela Novacap em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a intervenção incluiu o reencaixe e a substituição de aproximadamente 6 mil m² de pedras, um investimento de R$ 900 mil. “A Praça dos Três Poderes não recebia uma obra dessa magnitude desde 1960. Nós compramos pedras originais, vindas de outro estado, porque esse espaço é tombado, e essa foi a nossa principal preocupação para não trazer um outro piso diferente que tirasse a identidade do local”, detalhou Fernando Leite. As pedras danificadas foram substituídas por novas, adquiridas em Juiz de Fora (MG), e as que estavam em bom estado foram reaproveitadas. Já a limpeza ficou a cargo do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), que aplicou um produto específico para realçar o piso, que ocupa uma área total de 26 mil m². “As equipes estiveram por dez dias no local porque a praça tem uma dinâmica semanal de troca de bandeira e de visitantes, então a gente optou por fazer os serviços durante à noite de madrugada. Utilizamos em torno de oito mil litros de um produto específico para limpar as pedras portuguesas e quase 300 mil litros de água nesse processo de limpeza”, acrescentou o presidente do SLU, Luiz Felipe Cardoso. Novas obras em planejamento As vias N2 e S2 também passarão por intervenções, com a recuperação e execução de calçadas nas duas avenidas e no canteiro central, além de um novo pavimento asfáltico. Para a fresagem e recapeamento de 5 km de extensão da avenida, o investimento será de aproximadamente R$ 5 milhões. A obra visa a melhorar as condições de trafegabilidade e acessibilidade na região. Para recuperar e executar as calçadas na N2 e S2, bem como no canteiro central, o GDF vai destinar R$ 6,2 milhões. São 17,8 mil m² de passeios em concreto polido com rampas de acessibilidade, além da implantação de piso tátil e direcional.
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Começa a pintura das fachadas do Teatro Nacional Claudio Santoro
As equipes que atuam na reforma do Teatro Nacional Claudio Santoro iniciaram o trabalho de recuperação das fachadas do equipamento público. Há frentes de trabalho nas empenas laterais e na parte que dá acesso ao foyer da Sala Martins Pena. O serviço consiste na limpeza e na pintura do concreto. Minucioso, o trabalho é dividido em etapas de execução; primeiro é feita a limpeza; depois, a pintura | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília R$ 70 milhões Total de investimentos feitos pelo GDF na primeira etapa dos serviços de restauração do teatro A aplicação da tinta começou pelo painel criado por Athos Bulcão em 1966, formado por blocos de concreto na lateral do prédio, virado para a Esplanada dos Ministérios. Por lá, os profissionais utilizam uma plataforma elevatória para fazer a pintura. Pouco a pouco, a parede ganha uma coloração em branco mais vibrante. Na sequência, os trabalhadores irão para o outro lado da empena para fazer o mesmo serviço. Paralelamente, ocorre a recuperação da fachada localizada na frente do foyer da Sala Martins Pena. Foi feito o tratamento das infiltrações na parte interna, bem como a implantação da nova pintura. Do lado de fora, os operários testam um equipamento içado por cabos de aço para que seja feita a limpeza e, depois, a pintura. Todos os trabalhos foram feitos de maneira a preservar as cores originais previstas no projeto de Oscar Niemeyer e no painel concebido por Athos Bulcão. As obras de restauração do Teatro Nacional Claudio Santoro tiveram início em dezembro de 2022. O GDF, por meio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), investe R$ 70 milhões na primeira etapa das intervenções, que se concentra na construção do sistema de combate a incêndio, da implementação de acessibilidade e restauro do foyer e da Sala Martins Pena. A reforma ainda terá mais três etapas, que incluem a Sala Villa-Lobos, o Espaço Dercy Gonçalves, a Sala Alberto Nepomuceno e o anexo.
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GDF inicia restauração do monumento Solarius, o famoso ‘Chifrudo’
Alunos do segundo ciclo do RenovaDF, maior programa de capacitação profissional do país, iniciaram, nesta segunda-feira (19), a restauração do monumento Solarius, localizado à margem leste da BR-040, na altura de Santa Maria. A proposta do Governo do Distrito Federal (GDF) é reformar não apenas a obra de arte, mas todo o espaço público ao redor dela. Presente no primeiro dia de trabalho das equipes, o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, destacou a importância do monumento popularmente conhecido como o “Chifrudo”, localizado na Rodovia Presidente Juscelino Kubitschek, e ressaltou o projeto do Executivo para transformar completamente a região. O trabalho de restauração do Solarius será uma tarefa conjunta com a participação de órgãos como CEB Ipes, Semob-DF e Administração Regional de Santa Maria | Fotos: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília “Estamos começando hoje a recuperação desse monumento muito importante para a história de Brasília. É um trabalho em conjunto: vamos trazer a CEB Ipes [Companhia Energética de Brasília] para iluminar; a Administração Regional de Santa Maria para retirar esses outdoors que hoje impedem a visão clara do monumento; e também iremos trazer a Semob [Secretaria de Transporte e Mobilidade] para dar condições às pessoas de pegarem o ônibus em lugar correto, porque hoje a parada, além de não ter calçada, está totalmente recuada”, detalha Pires de Araújo. Também será realizado um trabalho de identificação do monumento com informações relevantes sobre o símbolo brasiliense, incluindo o contexto histórico e detalhes do artista francês Auge Falchi, responsável pela obra. “Haverá uma instrução clara em que a pessoa poderá acessar pelo telefone essas informações sobre o que esta obra representa para Brasília. Hoje, a maioria das pessoas desconhece sua história”, completou o secretário. A região, localizada logo após a divisa do DF com Goiás, abriga um verdadeiro polo logístico e industrial de Brasília, com grandes plantas para instalação de empresas que queiram crescer na capital. Não à toa, o governo investe em obras para ampliar a mobilidade da via, incluindo a pavimentação asfáltica para ligar a Avenida Monumental de acessos à condomínios de Santa Maria. Vidas transformadas Ruty Freitas comemora a possibilidade de deixar a cidade onde mora mais bonita Ao todo, foram escalados 50 alunos para atuarem na transformação do espaço e na reforma do monumento. Os trabalhos serão executados por duas turmas, em diferentes períodos do dia. “O RenovaDF é um grande programa de qualificação profissional, mas, também, de resgate da cidadania e da esperança das pessoas que participam desse processo”, enfatiza o secretário de Desenvolvimento, Trabalho e Renda, Thales Mendes. Uma das alunas a atuar na recuperação do monumento é Ruty Freitas, de 24 anos. Ela comemora a oportunidade de poder ajudar a tornar a cidade onde mora ainda mais bonita. “Eu acho sensacional chegar e já poder trabalhar na renovação desse monumento. É incrível, eu passo por aqui constantemente para vir ao curso e estar participando disso é um sentimento renovador, literalmente”, afirma. Quem também celebra a participação no programa de qualificação profissional é Vanice Martins, 37 anos. A aluna do segundo ciclo do RenovaDF foi motivada pelos filhos a buscar a inscrição na iniciativa. “Eles me apresentaram o programa e, graças a Deus, eu fui contemplada. Estou gostando muito; ajudou bastante no crescimento deles e um deles já está inclusive trabalhando”. Vanice Martins conheceu o RenovaDF por meio dos filhos Histórico Feito em estrutura de aço com chapas galvanizadas, o monumento Solarius tem 16 metros de altura e simboliza o movimento migratório dos brasileiros para a capital. Ferramentas como a foice e o facão aparecem na peça como representação do candango desbravando Brasília. O monumento também é conhecido como “Pioneiros Candangos”. “Essa obra é uma iniciativa pessoal do escultor Auge Falchi, um artista francês que, em contato com artistas brasileiros e o movimento modernista, decide construir o monumento e então busca um embaixador do Brasil à época, que o incentiva a doá-lo para a nova capital”, acrescenta o superintendente do Arquivo Público do DF, Adalberto Scigliano. Em 1967, a escultura foi doada pelo governo da França ao governo brasileiro, em homenagem à construção da nova capital. Vinda de Nice, ao sul do país europeu, a obra foi embalada em sete blocos de aço cortados e transportados para Brasília. A inauguração ocorreu no mesmo ano, em 23 de novembro, durante uma cerimônia que contou com autoridades brasileiras e francesas ao som da banda de música do Colégio La Salle.
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