Obras da UPA do Guará entram em nova fase após conclusão da estrutura
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. As obras da nova unidade de pronto atendimento (UPA) do Guará entram em uma nova etapa após a conclusão de toda a estrutura da edificação. Os trabalhos agora se concentram na alvenaria, nas instalações hidráulicas e sanitárias e na drenagem pluvial. A unidade, que integra o plano de ampliação da rede pública de urgência e emergência do Distrito Federal, terá 65 leitos, sendo 33 destinados ao público adulto e 32 ao atendimento infantil. Na terça-feira (7/7), a governadora Celina Leão vistoriou o andamento das obras. A governadora Celina Leão visita as obras da nova unidade, que vai funcionar 24 horas por dia: “Com isso, será possível desafogar outras unidades de saúde e oferecer um atendimento de mais qualidade à população” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Será uma UPA com atendimento 24 horas por dia, uma das maiores do Distrito Federal, com mais de 2,6 mil metros quadrados de área construída”, detalhou a governadora. “Teremos atendimento de pediatria, e será um equipamento fundamental para atender a região central do DF, beneficiando também moradores do Guará, Estrutural, Núcleo Bandeirante e Riacho Fundo. Com isso, será possível desafogar outras unidades de saúde e oferecer um atendimento de mais qualidade à população. Ao todo, são sete UPAs em construção pelo Iges-DF [Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal].” A construção da UPA do Guará conta com investimento de R$ 17,23 milhões. Os recursos para a execução da obra são do Governo do Distrito Federal (GDF) e foram repassados ao IgesDF por meio de termo aditivo ao contrato de gestão firmado com a Secretaria de Saúde (SES-DF). Reforço da rede Juracy Lacerda, secretário de Saúde, ressalta a dimensão da nova UPA: “Pelo porte da estrutura, é praticamente um hospital. Em breve, toda a população do Guará e das cidades vizinhas será beneficiada” O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, ressaltou a localização estratégica da nova unidade e a importância do reforço da rede de urgência e emergência na região: “Estamos falando de uma UPA muito bem-localizada, em frente a uma estação do metrô e próxima ao Hospital do Guará. A unidade terá mais de 60 leitos, sendo 32 destinados à pediatria, uma demanda importante da região. Pelo porte da estrutura, é praticamente um hospital. Em breve, toda a população do Guará e das cidades vizinhas será beneficiada”. O secretário também lembrou que a nova UPA faz parte do planejamento do GDF para equilibrar a demanda entre as unidades. “Estamos reforçando a Atenção Secundária, ao mesmo tempo em que investimos no fortalecimento da Atenção Primária”, afirmou. “Com uma Atenção Básica mais resolutiva, conseguimos reduzir a procura por casos de menor complexidade nas UPAs. A abertura de novas unidades também ajuda a distribuir melhor os atendimentos e a tornar a rede mais equilibrada”. Além da conclusão da estrutura da nova UPA, a alvenaria do pavimento superior também foi finalizada, e o espaço está pronto para receber a cobertura. “Agora os trabalhos se concentram nas instalações elétricas e hidrossanitárias, no reboco, na instalação das esquadrias e, na sequência, nos acabamentos”, explica o gerente de obras do Iges-DF, Matheus Meira. A estrutura contará com recepção, classificação de risco, consultórios médicos, salas de medicação, observação adulto e pediátrica, sala de emergência, sala de sutura, sala de inaloterapia, sala de gesso, leitos de observação, laboratório de análises clínicas, setor de diagnóstico por imagem, farmácia, áreas administrativas e de apoio, além de toda a infraestrutura necessária para garantir atendimento humanizado, seguro e de qualidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Após a conclusão das etapas construtivas, será a vez da instalação dos equipamentos médico-hospitalares e do mobiliário, da aplicação dos testes operacionais, da obtenção das licenças necessárias e dos preparativos finais para o início das atividades assistenciais.
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Iniciativas da UBS 2 da Asa Norte ganham destaque em premiações
Duas iniciativas desenvolvidas pela Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 da Asa Norte foram reconhecidas pelas experiências bem-sucedidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). As ações são coordenadas pela equipe multiprofissional da Atenção Primária à Saúde (eMulti), com apoio dos residentes dos programas de Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto e do Idoso (PRMSAI) e em Atenção Cardíaca (Premcard), da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF). Eventos incluíram atividades externas e dentro da própria unidade de saúde, além de visitas | Foto: Divulgação/Fepecs A primeira iniciativa premiada é a experiência “Entre Passos, Danças e Caminhos: o Território como Espaço de Cuidado na APS”, que receberá reconhecimento no prêmio Multiverso — A Saúde Está em Todo Lugar, voltado a profissionais, equipes e instituições que impactam positivamente a saúde pública do Distrito Federal. A cerimônia de premiação será realizada em 1º de junho, na Câmara Legislativa do DF (CLDF). Ao todo, foram promovidos nove eventos comunitários, incluindo sete atividades externas e dois bailes temáticos na própria UBS. Entre os passeios estão visitas a locais como Planetário de Brasília, Sesi Lab, Museu Vivo da Memória Candanga e Centro Cultural do TCU — com as exposições Cenas Brasileiras e Tarsila do Amaral —, além do Museu da Novacap e um piquenique terapêutico no Parque Olhos d’Água. Atividades coletivas Os bailes temáticos de festa junina e Carnaval também fizeram parte da programação e contaram com orientações nutricionais, participação dos usuários na confecção de adereços por meio do grupo Ativamente, envolvimento de familiares e apresentações musicais. “Os passeios, especialmente os ligados à arte, têm um impacto enorme em nossas vidas. Uma caminhada ou visita a uma exposição faz com que a gente volte para casa mais leve, com menos ansiedade” Elielza Magalhães, usuária da UBS 2 da Asa Norte “O mais importante nas atividades coletivas é o empoderamento dos usuários por meio do autocuidado apoiado”, avalia a nutricionista Fernanda Farias, preceptora do PRMSAI. “É um momento de partilha e construção conjunta do conhecimento. Para os residentes, é fundamental perceberem a clínica ampliada e entenderem que a saúde vai muito além dos livros.” Usuária da UBS 2 da Asa Norte, Elielza Vieira Magalhães, de 72 anos, conta que as atividades transformaram sua rotina e contribuíram para a saúde emocional dos participantes: “Os passeios, especialmente os ligados à arte, têm um impacto enorme em nossas vidas. Uma caminhada ou visita a uma exposição faz com que a gente volte para casa mais leve, com menos ansiedade”. Elielza também ressalta o vínculo criado com a equipe de saúde: “Isso muda muito a questão da solidão, que é comum nessa fase da vida. Também não posso deixar de falar da interação entre pacientes e equipe; eles sabem o nome de cada um de nós e sempre nos tratam com respeito, alegria e paciência”. Mostra artística A segunda iniciativa reconhecida foi a experiência “SPAmado: Inovação em Saúde Mental do Trabalhador da Atenção Primária”, selecionada para a 6ª mostra distrital "Brasil, Aqui tem SUS", evento que reúne práticas exitosas de gestão e cuidado no SUS, incentivando reflexões e melhorias no ambiente de trabalho em saúde. [LEIA_TAMBEM]O projeto surgiu a partir da identificação de sinais frequentes de estresse, fadiga e desgaste emocional entre os trabalhadores. Na análise, foi observado o impacto da sobrecarga laboral e da complexidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde sobre a saúde mental dos profissionais. “O SPAmado focou em cuidar daquelas pessoas que cuidam da população e que, muitas vezes, não têm espaço para o autocuidado”, resume Juliana Gomes Nascimento, residente do segundo ano do Premcard. “Um dos principais objetivos foi valorizar e acolher os profissionais, fortalecendo também o vínculo entre a equipe. Como residente, percebi que cuidar da saúde do trabalhador também é promoção da saúde. Foi um pequeno momento de pausa, mas com impacto positivo na qualidade de vida e no ambiente de trabalho”. A fisioterapeuta da unidade, Daniele Hossaka, que também coordenou a ação e atualmente é tutora do Premcard, comemora o reconhecimento: “Fiquei muito feliz com as premiações recebidas, pois elas reconhecem ações de promoção da saúde que criam círculos de amizade entre os pacientes e proporcionam passeios a lugares da cidade que muitos nunca haviam visitado. Os residentes sempre apoiam essas iniciativas e percebem que essas ações promovem muito mais do que bem-estar: elas transformam vidas”. *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)
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Câncer de intestino já é o terceiro mais comum no DF
Cláudio tinha 59 anos quando começou a sentir fortes dores abdominais. Ao procurar atendimento médico, precisou passar por uma cirurgia de emergência. Após a retirada de um tumor e a realização de biópsia, veio o diagnóstico: câncer de intestino. Durante sete meses, ele fez quimioterapia no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “Foi um grande susto; é o tipo de coisa que você pensa que nunca vai acontecer com você”, lembra. Cláudio, diagnosticado com câncer colorretal, fez o tratamento completo e hoje segue aproveitando a vida em viagens pelo mundo: “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Sempre tive fé em que seria algo passageiro” | Foto: Acervo pessoal O câncer colorretal, conhecido como câncer de intestino, afeta o intestino grosso (cólon) ou o reto e é o terceiro tipo de câncer mais frequente no DF, atrás apenas dos tumores de mama e de próstata, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Hospital de Base, referência em atendimento oncológico na rede pública do DF, são prestados anualmente cerca de mil atendimentos relacionados à doença. Apesar da incidência elevada, muitos diagnósticos ainda ocorrem em fases avançadas, já que o tumor costuma se desenvolver de forma silenciosa e pode permanecer por anos sem provocar sintomas perceptíveis. Prevenção e diagnóstico precoce Durante todo este mês, a campanha Março Azul-Marinho busca ampliar a conscientização da população sobre a prevenção e a detecção precoce do câncer colorretal. Dados do Inca indicam que o Distrito Federal registra uma taxa de incidência de 19,42 casos para cada 100 mil habitantes, a sexta maior do país. “Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado” Ana Rosa Melo, proctologista do Hospital de Base A proctologista Ana Rosa Melo, da equipe do Hospital de Base, explica que o tumor geralmente se desenvolve a partir de pólipos, pequenas lesões benignas que surgem na parede do intestino e podem evoluir lentamente. Como o intestino é um órgão oco, essas alterações podem crescer durante anos sem provocar sinais claros. “O câncer colorretal costuma crescer de forma gradual”, explica a médica. “Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado.” Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer estão o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ingestão de álcool, obesidade, sedentarismo e tabagismo. A adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico ajudam a reduzir riscos. A recomendação é começar os exames de prevenção a partir dos 45 anos. A frequência deve ser definida pelo médico, de acordo com o histórico e os fatores de risco de cada paciente. Vida pós-tratamento Cláudio encarou o processo como uma etapa necessária para recuperar a saúde: “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Se fosse preciso fazer quimioterapia, eu faria e ficaria bem. Sempre tive fé de que seria algo passageiro”. Ele relata que a jornada foi longa e cansativa, marcada por efeitos colaterais como perda de cabelos, enjoos, dormência nas mãos e redução de peso. Ao longo desse período, perdeu 24 quilos. O apoio da equipe de saúde fez diferença durante todo o processo. “As enfermeiras sempre estavam sorrindo e nos motivando; não sei como conseguem manter tanta energia”, conta. [LEIA_TAMBEM]Desde o fim da quimioterapia, em 2013, Cláudio decidiu aproveitar mais a vida. Realizou o sonho de dar a volta ao mundo e já visitou mais de 85 países. Hoje, aos 74 anos, continua viajando e descobrindo novos destinos. Neste mês, ele segue na estrada rumo ao Chile, em uma viagem de motorhome pela América do Sul. Apesar das dificuldades relacionadas ao diagnóstico tardio, o câncer colorretal apresenta boas chances de cura quando tratado adequadamente — como no caso de Cláudio. “Com o tratamento correto, que pode incluir cirurgia e quimioterapia, as chances de recuperação são bastante elevadas”, enfatiza Ana Rosa Melo Atendimento na rede pública Em caso de sintomas suspeitos, a orientação é procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O paciente passa por avaliação na Atenção Primária, onde podem ser solicitados exames iniciais e encaminhamento para acompanhamento especializado. O acesso aos serviços de maior complexidade ocorre por meio da regulação da rede pública de saúde. Após a avaliação inicial na Atenção Primária, o paciente pode ser encaminhado a unidades de referência, como o Hospital de Base, conforme a necessidade clínica identificada pela equipe de saúde. *Com informações do IgesDF
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Saúde abre consulta pública sobre linha de cuidado da população em situação de rua do DF
Com o objetivo de estruturar uma linha de cuidado voltada às pessoas que vivem em situação de rua no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) lançou, nesta terça-feira (3), uma consulta pública para receber contribuições à minuta da portaria da Política Distrital de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua do DF. Profissionais de saúde, associações que atuam com o tema, gestores e cidadãos interessados podem enviar sugestões até o dia 17 deste mês. Em 2025, mais de 20,5 mil pessoas em situação de rua receberam atendimento da Secretaria de Saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A minuta da portaria está disponível para consulta no site da SES-DF, onde também pode ser acessado o formulário eletrônico para envio das contribuições. A proposta é fortalecer a construção coletiva do documento, incorporando diferentes vivências e perspectivas para qualificar as ações de saúde direcionadas a esse público. A iniciativa dialoga com a realidade vivenciada na rede pública de saúde. Somente em 2025, a SES-DF registrou mais de 20,5 mil atendimentos prestados a pessoas em situação de rua em todo o DF, o que evidencia a demanda crescente por serviços organizados, integrados e sensíveis às especificidades dessa população. Atenção integral [LEIA_TAMBEM]O documento define diretrizes para a atenção integral à saúde nos três níveis de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS) no DF, com organização da rede e articulação entre serviços. Além disso, destaca o papel da Atenção Primária, das equipes do programa Consultório na Rua, da atenção psicossocial, da urgência e emergência e da atenção hospitalar, assegurando cuidado contínuo e coordenado. A proposta aborda ainda ações de promoção da saúde, prevenção de agravos, saúde mental, redução de danos relacionados ao uso de álcool e outras drogas, saúde bucal, saúde materno-infantil e práticas integrativas. Também prevê estratégias de articulação intersetorial, monitoramento e avaliação das ações, além da garantia de acesso aos serviços sem exigência de documentação ou comprovação de residência. Para dúvidas ou esclarecimentos, os interessados podem entrar em contato com a Gerência de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais (GASPVP) da SES-DF pelo telefone (61) 3449-4102 ou pelo e-mail gaspvp.equidade@gmail.com. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Com mais de R$ 16 milhões em recursos, Gama e Santa Maria terão novas unidades de saúde
Moradores do Gama e de Santa Maria vão receber duas novas unidades básicas de saúde (UBSs). O investimento de R$ 16,4 milhões vai beneficiar diretamente cerca de 18 mil pessoas. Nos dois locais, haverá atendimento de equipes de saúde da família, farmácia, vacinação, coleta de exames e espaço para procedimentos específicos, como troca de curativos e medicação. Novas unidades permitem à população não ter de se deslocar a locais distantes para consultas | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “À medida que as cidades vão crescendo, as equipes de saúde têm de chegar às pessoas” Willy Pereira, superintendente da Região de Saúde Sul As futuras UBSs — a 10 do Gama, na Ponte Alta Sul, e a UBS 11 de Santa Maria — foram instaladas em locais onde, anteriormente, eram realizadas apenas ações volantes. Além disso, os moradores não precisam ir até locais distantes para demandas como consultas para acompanhamento de doenças crônicas ou para receber medicamentos. No caso da UBS 10 do Gama, também haverá atendimento odontológico. “Estar presente no território de maneira permanente é muito importante. A equipe fica mais próxima da comunidade e conhece mais a necessidade dessa população”, explica a diretora de Atenção Primária à Saúde da Região Sul, Regiane dos Reis. “À medida que as cidades vão crescendo, as equipes de saúde têm de chegar às pessoas”, ressalta o superintendente da Região de Saúde Sul, Willy Pereira. “Ficamos muito satisfeitos, pois essas entregas representam famílias bem-atendidas, representam vacinas e assistência farmacêutica, entre outros serviços.” População aprova [LEIA_TAMBEM]A novidade é aguardada com alegria pelos moradores. "Hoje, a comunidade vê com muito entusiasmo a entrega desta unidade, sabendo que vai ter um atendimento de maior qualidade, por estar próximo de sua casa", afirma a presidente do Conselho de Saúde de Santa Maria, Tereza Denise Bastos. Já o presidente da associação dos moradores da Ponte Alta Sul, Antônio Francisco Costa Pinho, diz que há anos havia a espera pela UBS. "A luta dessa comunidade aqui para ter esse equipamento de saúde foi longa. Fizemos a reivindicação junto aos governadores que passaram, e finalmente tivemos esse equipamento bom, com toda a estrutura. A importância é imensurável, porque você vê a distância que eles têm de ter que deslocar para ir lá para o centro do Gama", acrescenta. Expansão da rede de atendimento Só nos últimos dois anos, cinco novas unidades básicas de saúde foram inauguradas. Além da nova UBS 10, em dezembro de 2023, o Gama ganhou a UBS 7, a maior do Distrito Federal, com capacidade para atender até 30 mil moradores. Santa Maria, por sua vez, ganhou a UBS 4 em dezembro de 2024, e a UBS 9, em agosto de 2025, além da nova UBS 11. "Temos recebido apoio do Governo do Distrito Federal e primamos por fazer a entrega já com todos os serviços completos", comemora Willy Pereira. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF recebe 50 mil doses de vacinas contra a febre amarela
A Secretaria de Saúde (SES-DF) recebeu, nesta segunda-feira (26), um lote de 50 mil doses de vacina contra a febre amarela. O estoque garante o atendimento a toda população que procurar esse imunizante nas mais de cem salas de vacina. Há estimativa de aproximadamente 40 mil pessoas nessa situação. “A vacinação da febre amarela é extremamente importante, lembrando que é uma doença que pode causar óbito”, afirma a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. A vacinação é importante, inclusive, porque a febre amarela pode ser assintomática | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A febre amarela pode ser assintomática, mas seus sinais mais comuns são dores de cabeça e no corpo, febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, olhos avermelhados, cansaço, fraqueza e fotofobia (sensibilidade excessiva à luz). Em alguns casos, a doença evolui para dores abdominais, o que indica lesões no fígado. A pessoa então apresenta uma coloração amarelada, cenário em que pode haver insuficiência renal e até a morte. O DF registrou um caso de febre amarela em 2015, dois em 2017, três em 2018, três em 2021 e dois em 2022. Em 2025, houve a confirmação de uma pessoa infectada fora da capital federal, em Tocantins. Desde setembro do ano passado, a SES-DF está em alerta para possíveis casos, por causa da morte de macacos e micos pela doença em Goiás. Esses animais não transmitem a febre amarela, mas a morte deles é um indicativo da circulação do vírus. Quem deve se vacinar Para crianças de 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias, orienta-se a administração de uma dose inicial aos 9 meses, seguida de dose de reforço aos 4 anos. Aquelas a partir dos 5 anos, que possuam histórico de uma dose da vacina aplicada antes dessa idade, devem completar o esquema com uma dose de reforço. Entre crianças de 5 anos ou mais e adultos de 59 anos, 11 meses e 29 dias, a recomendação é uma dose única da vacina. Por fim, as pessoas com 60 anos ou mais podem ser imunizadas mediante solicitação médica, após avaliação individualizada do risco/benefício. No caso de gestantes e de mulheres que amamentam crianças menores de 6 meses, a vacinação é indicada apenas àquelas que residem ou desloquem-se para áreas onde esteja confirmada a circulação do vírus da febre amarela. Mesmo nessas situações, será necessária uma avaliação de profissionais de saúde. [LEIA_TAMBEM]Já pessoas com histórico de alergias a ovo de galinha ou a gelatina devem passar por uma avaliação médica antes de receberem a vacina. Nesses casos específicos, a recomendação é receber o imunizante no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Quem estiver vacinado pode emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), exigido por alguns países para a entrada em seus territórios. O documento é gratuito e não tem prazo de validade. Como deve fazer quem não sabe se recebeu a vacina? A SES-DF recomenda levar um documento de identificação e a caderneta de vacinação, porém, quem não tiver registros da vacina contra a febre amarela pode comparecer se tiver dúvidas se foi imunizado. “A ausência da caderneta ou do cartão de vacinação não impede o atendimento nem a vacinação”, explica a médica Gabriela Villar, da Coordenação de Atenção Primária à Saúde da SES-DF. “Nesses casos, a equipe deve buscar os registros nos sistemas de informação disponíveis. Quando não for possível localizar o histórico, a equipe conversa com o usuário e avalia se a vacinação poderá ser realizada no momento”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Sexta edição da Caderneta da Pessoa Idosa traz atualizações e conteúdo ampliado
A nova Caderneta da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde (MS) foi lançada com atualizações importantes, com avanços tanto na didática quanto no conteúdo do material. Em sua sexta edição, o documento passa a incluir informações sobre saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social. Público idoso encontra, na nova versão da caderneta, recursos que facilitam o acesso a informações sobre educação em saúde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Essa versão recente representa um passo significativo para aprimorar a qualidade da assistência no SUS [Sistema Único de Saúde], especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS)”, afirma a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda. Dentre as inovações, a gestora destaca a inclusão do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), que permite avaliar condições de fragilidade e necessidades específicas de cada indivíduo. O documento contempla, ainda, conteúdos com fontes maiores para aumentar a legibilidade, além de utilizar ilustrações e QR codes — recursos que facilitam o acesso rápido a materiais complementares de educação em saúde, tanto para os usuários quanto para os profissionais. Apoio essencial [LEIA_TAMBEM]Simone Lacerda vê na caderneta uma ferramenta fundamental aos serviços da APS, ao registrar aspectos como medicamentos em uso, avaliação ambiental do domicílio, suporte sociofamiliar e testes complementares. “Isso significa que, na UBS [Unidade Básica de Saúde], temos uma visão completa do perfil de cada pessoa idosa, facilitando a identificação precoce de riscos e a elaboração de planos de cuidados personalizados, alinhados às necessidades de cada um e com acompanhamento longitudinal”, detalha. A gestora defende que o diferencial da APS seja a chamada “capilaridade”, condição em que as UBSs e as equipes de Saúde da Família funcionam como elo entre o planejamento elaborado pelo MS e a garantia de cuidado integral ao maior número de usuários de saúde, em todos os territórios. “Essa estrutura é vital, especialmente porque a população idosa cresce significativamente a cada ano”, aponta. “No Distrito Federal, por exemplo, o Censo IBGE 2022 registra quase 365 mil indivíduos com 60 anos ou mais, o que corresponde a quase 13% da população total”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Policlínica de Taguatinga celebra talentos da terceira idade
Celebrar o envelhecimento ativo — com essa proposta, a equipe de gerontologia da Policlínica de Taguatinga promoveu o GerontoArte, encontro que reuniu pacientes, familiares, cuidadores e profissionais de saúde em uma programação voltada ao protagonismo dos idosos acompanhados pelo serviço. Carlos Pontes, que faz acompanhamento na policlínica, participou do encontro: “Foi uma experiência muito interessante poder me apresentar aqui hoje” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A programação da última semana teve homenagens, apresentações culturais e exposição de peças de artesanato produzidas pelos próprios pacientes. Ao fim de cada apresentação, foi entregue um certificado pela participação como forma de reconhecimento das habilidades individuais. Entre os participantes esteve o jornalista Carlos Pontes, de 79 anos, que fez um relato sobre suas vivências e a trajetória marcada por quase dez anos escrevendo artigos para um veículo de comunicação da cidade. “Foi uma experiência muito interessante poder me apresentar aqui hoje”, relatou ele, em acompanhamento na policlínica desde 2021. Idosos e cuidadores A gerente da Policlínica, Valéria Soares, destacou o impacto da iniciativa: “Esse momento demonstra a importância dos idosos na sociedade, bem como a necessidade de atenção integral à saúde e ao bem-estar. Consideramos também o cuidador, figura essencial nesse contexto”. “Alguns participantes redescobrem, na terceira idade, uma nova forma de protagonismo em suas próprias histórias” Thiara Café, terapeuta ocupacional A terapeuta ocupacional Thiara Café reforçou: “Muitas vezes as obras de arte refletem suas histórias de vida, por meio da escrita, da poesia ou de outras formas de expressão. Alguns participantes redescobrem, na terceira idade, uma nova forma de protagonismo em suas próprias histórias”. É o caso de Terezinha Lucas de Andrade, 81, que levou ao evento seus trabalhos em crochê e comemorou a oportunidade de participar: “É uma oportunidade valiosa que às vezes não temos. É muito bom estar aqui." Atendimento integral [LEIA_TAMBEM]A Policlínica de Taguatinga disponibiliza atendimento completo à pessoa idosa, oferecendo cuidado individual e coletivo. Há avaliações, reavaliações, encaminhamentos e contrarreferências à Atenção Primária. A unidade mantém, ainda, diferentes grupos de suporte. A terapia comunitária ocorre às quartas-feiras, às 8h, com rodas de bate-papo para fortalecer vínculos e lidar com desafios do cotidiano. O grupo de cuidadores se reúne às segundas-feiras, às 9h, com foco no manejo do estresse e nos impactos emocionais do cuidado contínuo. Já o grupo para homens funciona às quintas-feiras, às 15h, incentivando a participação masculina nas ações de saúde. O acesso aos grupos se dá por encaminhamento da equipe de gerontologia, conforme as necessidades identificadas em cada atendimento. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, com pausa entre as 12h e as 13h. As primeiras consultas são agendadas pelas unidades básicas de saúde (UBSs), via Sistema de Regulação. *Com informações da Secretaria de Saúde
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UBS 1 de Vicente Pires inaugura dois consultórios odontológicos
Os pacientes da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Vicente Pires já contam com mais dois consultórios odontológicos. Com a instalação dos novos equipamentos, a unidade passa a dispor de seis salas de atendimento. O local recebeu nova pintura, reforma do piso e da rede hidráulica, além de duas cadeiras odontológicas com canetas de alta rotação. O investimento total foi de R$ 176 mil. A expectativa é de crescimento de aproximadamente 100 a 150 pacientes por mês | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Quem aproveitou a novidade foi a professora Josely Bueno, 45 anos, que levou o filho Caio César, 11 anos, para atendimento bucomaxilofacial. “Meu filho tem um dente que está crescendo dentro da mandíbula. Por ser uma cirurgia delicada, o encaminhamento é para a rede pública, onde há todo o equipamento. Acredito que vai acelerar a quantidade de atendimentos e a acessibilidade também”, relatou. O gerente da unidade, Paulo César, destacou que a estimativa é de aumento entre 20% e 30% nos atendimentos. “Teremos um crescimento de aproximadamente 100 a 150 pacientes atendidos a mais por mês. Com isso, os usuários vão esperar menos tempo e também proporcionamos mais qualidade de trabalho aos profissionais.” [LEIA_TAMBEM]A cirurgiã-dentista da UBS, Kaline Alsina, ressaltou a importância da ampliação. “Para a população, significa maior cobertura e mais tempo de oferta do serviço de saúde bucal, além de um espaço mais acolhedor”, afirmou. A UBS 1 de Vicente Pires funciona das 7h às 22h, de segunda a sexta-feira. A equipe de odontologia é composta por oito dentistas e sete técnicos em higiene bucal. Em 2024, a área odontológica da unidade realizou 6,5 mil atendimentos. Já em 2025, de janeiro a agosto, foram 4,6 mil. Com a pequena Inaely, de 2 anos, no colo, o agente comunitário e bombeiro civil Fábio Silva, 49 anos, aguardava atendimento pediátrico e aprovou a ampliação do serviço. “Utilizo a UBS para consultas em geral, para mim e para a minha família. O atendimento é muito bom. Agora vou marcar um dentista porque meu dente quebrou e preciso de uma restauração”, contou. O bombeiro civil Fábio Silva aprovou a ampliação do serviço: "Vou marcar um dentista porque meu dente quebrou e preciso de uma restauração" Atualmente, a UBS 1 de Vicente Pires conta com 11 equipes de Saúde da Família (eSF) completas, com médico, enfermeiro, dois técnicos de enfermagem e 13 agentes comunitários. São 50 salas distribuídas em quatro andares, incluindo o espaço em que as equipes multiprofissionais (eMulti) desenvolvem práticas integrativas com a população. Na Atenção Primária, são oferecidos, por exemplo, atendimentos médicos, de enfermagem, nutrição, psicologia e odontologia, além de procedimentos e vacinação. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Referência em atendimento integrado, Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão do DF prestou mais de 18 mil atendimentos em 2025
“Fui encaminhado pelos médicos da UBS [unidade básica de saúde] perto de casa, por causa da diabetes; eles me mandaram para cá porque minha diabetes era incontrolável, não tinha jeito de estabilizar”, relata Carlos de Sousa, 52 anos, morador do Itapoã. No Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (Cadh), do Hospital Regional do Paranoá, ele finalmente conseguiu controlar as taxas da doença, com o apoio de uma equipe multiprofissional que o acompanha regularmente. Unidades do Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão atendem usuários de alto e muito alto riscos | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Atualmente, o Distrito Federal conta com quatro centros de atenção a diabetes e hipertensão, nas modalidades Adulto (Cadh) e Infantil (Cadhin), distribuídos pelas regiões de saúde. Neste mês, o Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou o posto que abrange Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente/Pôr do Sol. As unidades atendem usuários de alto e muito alto riscos, com diagnóstico de diabetes ou hipertensão, encaminhados pelas equipes de Saúde da Família. Somente neste ano, já foram prestados mais de 18 mil atendimentos. A coordenadora de Atenção Secundária e Integração de Serviços da Secretaria de Saúde (SES-DF), Juliana Oliveira, explica que a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) atua como retaguarda dos demais níveis de atenção, especialmente da Atenção Primária à Saúde (APS). “No DF, seu papel central inclui realizar consultas e procedimentos especializados, que cobrem especialidades médicas, pequenas cirurgias ambulatoriais, exames complementares de média complexidade e ações de reabilitação; e receber pacientes referenciados pela APS quando o manejo clínico exige especialistas, infraestrutura ou tecnologias não disponíveis nas UBSs”, esclarece. Atendimento especializado Na Região de Saúde Leste, que atende São Sebastião, Paranoá, Itapoã e Jardim Botânico, a unidade é estruturada para oferecer um atendimento completo ao paciente com diabetes e hipertensão, com foco especial no cuidado ao diabético. Uma das principais complicações da doença são as lesões nos pés, o que motivou a criação da chamada Sala do Pé, vinculada ao Cadh. O espaço conta com uma equipe especializada composta por enfermeira, médico e podólogo, que atuam de forma integrada no tratamento de usuários com lesões ativas. Jane Franklin, diretora da Atenção Secundária da Região de Saúde Leste: “A descentralização do atendimento aproximou o serviço e garantiu continuidade ao tratamento” O atendimento segue protocolos modernos, utilizando metodologias reconhecidas internacionalmente, como a técnica indiana de descompressão de calcâneo com o uso de palmilhas e a laserterapia, além de curativos e coberturas especiais. Os resultados têm sido considerados excepcionais, com redução significativa de amputações e melhora no processo de cicatrização. Com o sucesso do modelo e a percepção das dificuldades enfrentadas por pacientes de regiões mais distantes, especialmente os que vivem em São Sebastião, foi inaugurada, em 2020, uma segunda Sala do Pé e Feridas Complexas na Policlínica de São Sebastião. “Muitos desses usuários têm lesões graves, que comprometem a locomoção e exigem cuidados frequentes”, explica a diretora da Atenção Secundária da Região de Saúde Leste, Jane Franklin. “A descentralização do atendimento aproximou o serviço e garantiu continuidade ao tratamento”. Como funciona “O usuário não sai com receitas genéricas ou orientações padronizadas, mas com metas específicas para atingir a estabilização clínica. Se, por exemplo, o maior problema identificado for um luto recente, o plano vai priorizar o acolhimento psicológico, não apenas o ajuste medicamentoso” Mayara Batista, gerente de Planejamento e Monitoramento da Diretoria de Agenção Secundária da Região Leste de Saúde Segundo a gerente de Planejamento e Monitoramento da Diretoria de Atenção Secundária da Região de Saúde Leste, Mayara Batista, todo o processo começa na UBS. “A unidade básica faz a territorialização e a estratificação de risco”, pontua. “Quando identifica usuários que se enquadram nos critérios estabelecidos, o cuidado é compartilhado com o serviço especializado. Não se fala em encaminhamento, porque a comunicação com a APS continua o tempo todo. No DF, usamos o Sisreg [Sistema de Regulação] para esse acompanhamento, com o objetivo de garantir que o usuário tenha acesso ao serviço em até 30 dias”. No Cadh, o atendimento se dá de forma integrada. Ao chegar, o paciente é acolhido e passa por um ciclo de atendimentos, conforme a regulação. Ele é acompanhado por uma equipe multiprofissional formada por psicólogo, nutricionista, enfermeiro, médicos (endocrinologista e/ou cardiologista, conforme o caso), farmacêutico clínico e outros especialistas. Todo o fluxo segue a metodologia da planificação, que organiza os processos de trabalho das unidades de saúde e promove a integração das atenções Primária e Especializada. Ao final do turno, todos os profissionais se reúnem para discutir o caso do paciente e elaborar um documento chamado plano de cuidado. “Esse é o diferencial”, aponta Mayara Batista. “O usuário não sai com receitas genéricas ou orientações padronizadas, mas com metas específicas para atingir a estabilização clínica. Se, por exemplo, o maior problema identificado for um luto recente, o plano vai priorizar o acolhimento psicológico, não apenas o ajuste medicamentoso”. Além do público adulto, o centro também atende crianças com diabetes tipo 1, que permanecem vinculadas ao serviço até os 18 anos. Elas passam pelo mesmo ciclo e, conforme a necessidade, podem ter acesso à carteira ampliada ou avançada de serviços, com especialistas do hospital de referência. Atendimento infantil A partir de 2021, a equipe da Atenção Secundária da Região de Saúde Leste iniciou outro projeto: o Centro de Atenção Materno-Infantil (Cami). Durante a pandemia de covid-19, um levantamento de indicadores mostrou que a Região de Saúde Leste apresentava uma das maiores taxas de mortalidade infantil do Distrito Federal. Diante desse cenário, foi desenvolvido um plano de reestruturação do cuidado às gestantes de alto risco e às crianças de até dois anos, faixa etária mais vulnerável. [LEIA_TAMBEM]O atendimento materno no Cami começou em 2025, com base na mesma lógica de cuidado integrado e multiprofissional. “Hoje, as gestantes de alto risco chegam mais estáveis aos centros obstétricos, o que reduz as intercorrências durante o parto e melhora o estado de saúde dos recém-nascidos”, relata a diretora Jane Franklin. Como consequência, diminuiu a necessidade de internações em unidades intermediárias ou de terapia intensiva neonatal. Atualmente, a equipe trabalha na estruturação do atendimento infantil, voltada ao segmento de bebês prematuros, de baixo peso ou com comorbidades, especialmente aqueles que necessitam de cuidados intensivos logo após o nascimento. Esses pacientes são acompanhados desde os primeiros 30 dias de vida por uma equipe multiprofissional formada por neonatologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e nutricionista, com o objetivo de garantir intervenções precoces e melhorar os indicadores de saúde e sobrevivência infantil na região. Reconhecimento As equipes do centro são referência nacional e recebem visitas técnicas de forma recorrente, segundo Jane Franklin. “Nós somos considerados centro colaborador do Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde], então praticamente todos os meses recebemos equipes de outros estados interessadas em conhecer a metodologia de planificação”, explica. A última visita, segundo ela, foi de uma equipe do Maranhão, há cerca de 30 dias. Essas visitas são articuladas pelo Conass, que aciona o responsável pelo Programa Nacional de Humanização (PNH), dentro do qual está inserida a planificação. “Eles entram em contato conosco, enviam um QR Code com as informações básicas da equipe visitante e o objetivo da visita, já que há diferentes abordagens possíveis; a partir daí, organizamos o cronograma de recepção”, detalha. Normalmente, as equipes passam um dia inteiro em visita técnica. “Eles começam acompanhando o atendimento na Atenção Primária, para entender a entrada do usuário no sistema, e depois seguem para o CAD, onde observam o funcionamento da Atenção Secundária e o trabalho integrado das equipes multiprofissionais”, explica a diretora.
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