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Atendimento Pré-Hospitalar (APH)

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Segunda etapa de capacitação reforça preparo de brigadistas para atendimentos de emergência

O Instituto Brasília Ambiental realizou, de segunda (23) a quarta-feira (25), a segunda etapa do ciclo de capacitações previsto para 2026, voltado à qualificação dos brigadistas florestais da autarquia que atuam nas unidades de conservação do Distrito Federal. Nesta quarta-feira, o Parque Ecológico dos Pequizeiros sediou o curso de Atendimento Pré-Hospitalar (APH). A ação, que contou com a parceria da Organização Brasileira dos Brigadistas Florestais (OBBF) e da empresa Gilberto Castro Simulação de APH de Combate, integra o Plano Estratégico de Treinamentos dos Brigadistas Florestais (Petbrif), com foco na segurança operacional e no manejo integrado do fogo para o ciclo 2026/2027. Brigadistas florestais participaram do curso de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) entre os dias 23 e 25 deste mês, no Parque Ecológico dos Pequizeiros Ao longo da semana, os brigadistas participaram de atividades teóricas e de exercícios de campo voltados à atuação em situações de urgência e emergência, como simulado de resgate, contenção de hemorragias e traumas, técnicas de transporte de vítimas, manobra de obstrução de vias aéreas por corpo estranho (Ovace) e Suporte Básico de Vida (SBV). “Investir na qualificação dos nossos brigadistas é fortalecer a prevenção e salvar vidas. Quanto mais preparados estiverem, maior será nossa capacidade de proteger o Cerrado, as unidades de conservação e a população do Distrito Federal diante das ocorrências de incêndio”, declara a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. [LEIA_TAMBEM]O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, destaca que a formação continuada fortalece a capacidade de resposta das equipes: “O trabalho exige preparo técnico, domínio de protocolos e atenção rigorosa à segurança. Ao investir em capacitações como essa, reforçamos nosso compromisso com a prevenção, o manejo integrado do fogo e a proteção das unidades de conservação do DF”. A capacitação permanente proporciona atualização técnica contínua, redução de riscos e acidentes, reforço da segurança nas atividades de campo, padronização de procedimentos entre as equipes e maior eficiência nas ações de prevenção, manejo e combate aos incêndios florestais, além de alinhamento às exigências legais, especialmente à Norma Regulamentadora nº 31.12. “Esse ciclo de capacitações está sendo um sucesso, e a nossa intenção é que todos os brigadistas sejam bem treinados e estejam bem-preparados para enfrentar uma fase difícil que virá no período da seca”, conclui o diretor de Manejo Integrado do Fogo, Érisom Vieira Cassimiro. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental

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Bombeiros ensinam primeiros-socorros nas escolas cívico-militares do DF

No ritmo da batida de Stayin’ Alive, dos Bee Gees, estudantes do Centro de Ensino Myriam Ervilha, em Água Quente, aprendem um movimento que pode salvar vidas: o de ressuscitação cardiopulmonar (RCP). A escola é uma das 17 cívico-militares de gestão do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal contempladas pelo Projeto de Atendimento Pré-Hospitalar (APH), que leva às salas de aula capacitação teórica e dinâmica em primeiros socorros. Além da RCP, eles aprendem a lidar com outras situações de risco, como engasgos, hemorragias, mal súbito, desmaios, convulsões e intoxicações, tanto em adultos quanto em bebês. A iniciativa cumpre determinação da Lei Lucas — Lei Federal nº 13.722/2018 — que torna obrigatória a capacitação em noções básicas de primeiros socorros de professores e funcionários na educação básica da rede pública e privada, bem como em estabelecimentos de recreação infantil. Cinco escolas receberão manequins, bolsas de primeiros-socorros, pranchas rígidas e materiais de consumo, como gazes e ataduras | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília A capacitação para o projeto começa pelos próprios monitores do CBMDF. A partir da preparação, dois estudantes de cada turma da escola são selecionados para participar de dois dias de instruções. O segundo momento do projeto será realizado com os funcionários e professores das unidades. “Fizemos um planejamento para que todas as escolas passem por esse processo até o final de setembro. A partir daí, vamos sempre alternar os alunos para atingir todos os públicos”, contou o coronel Luciano Antunes Paz. De acordo com Paz, o CBMDF está adquirindo, por meio de recurso de emenda parlamentar do deputado distrital Roosevelt, no valor de R$ 450 mil, materiais para deixar em cinco escolas, como os manequins, bolsas de primeiros-socorros — três para cada unidade —, além de três pranchas rígidas e materiais de consumo, como gazes e ataduras. “Separamos cinco grupos de escolas e cada uma desse grupo, que chamamos de escola base, vai adquirir o material. Após o projeto no local, eles (os materiais) vão para outra escola”. A metodologia do projeto prevê aulas teóricas e objetivas aliadas à prática orientada pelos bombeiros militares da ativa e veteranos. Durante a simulação de procedimentos, os alunos são orientados e corrigidos pelos monitores profissionais. Eles também aprendem a agir em casos como de desobstrução de vias aéreas, contenção de hemorragias, tratamento de fraturas e choque elétrico. O projeto prevê aulas práticas e teóricas com dinâmicas como simulação de hemorragias e choques elétricos A região administrativa de Água Quente tem apenas dois anos e a implementação do colégio cívico-militar no CED Myrian Ervilha teve início em 26 de maio de 2025. “A partir daí, foi traçado um plano para que tivéssemos dentro da unidade diversos cursos, dentre esses, o de APH, que está sendo realizado com turmas do matutino e do vespertino e a proposta é se estender por todo o corpo da escola”, relatou o diretor do CED, José Aldias. As atividades do APH são voltadas a estudantes dos ensinos fundamental I e II e médio, para alunos com idade entre 9 e 18 anos. Atualmente, 800 estudantes têm sido atendidos nas 17 escolas de gestão compartilhada com o CBMDF, em aulas de até 4 horas no contraturno. A estimativa é que mais 856 alunos participem do próximo ciclo. Geovana Beatriz Silveira pretende estudar medicina e acredita que as aulas podem ajudá-la na escolha profissional Geovana Beatriz Silveira, de 14 anos, estudante do 9º ano, acredita que o projeto fará diferença futuramente na escolha profissional dela. “Principalmente na questão do certificado e pelos meus conhecimentos gerais. Em caso de emergência, vou poder socorrer alguma pessoa. Já tivemos casos assim em sala de aula. Eu acho que a presença dos Bombeiros ajuda e influencia muito a nossa escola”, celebra a adolescente que sonha cursar medicina e fazer parte do corpo do Exército brasileiro. A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) disponibiliza equipes pedagógicas às unidades, que atuam também na seleção dos estudantes que vão participar da turma, especialmente os de perfil de liderança, atitude e bom desempenho acadêmico. Além disso, a secretaria fornece os espaços, recursos audiovisuais, alimentação e certificados para os alunos que concluem a iniciativa. O tenente Djavan da Silva Castro se orgulha de casos em que estudantes ajudaram a salvar pessoas na rua [LEIA_TAMBEM]O tenente Djavan da Silva Castro garante que o projeto é motivo de orgulho, inclusive com relatos de resultados exitosos dos alunos. “A gente já teve situações em que o estudante, na parada de ônibus, atendeu uma crise convulsiva, e foi filmado por pessoas que estavam no local; ele pediu para que alguém ligasse para o Corpo de Bombeiros e estabilizou o paciente transmitindo segurança e o colocando lateralizado. A pessoa, então, retornou da crise bem calma”, relatou. Lei Lucas A Lei Federal nº 13.722/2018 foi criada após a morte do estudante Lucas Begalli, em setembro de 2017, em Cordeirópolis (SP), por asfixia durante um passeio escolar. O menino, de apenas 10 anos de idade, se engasgou após comer um cachorro-quente enquanto participava de excursão escolar. Após o acidente fatal, a luta da família para transformar a dor do luto em esperança culminou na aprovação da Lei Lucas para todo o Brasil.  

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