Secretaria de Saúde detalha apuração de óbitos em hospitais da rede pública do DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Durante coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (16), a Secretaria de Saúde (SES-DF) detalhou as informações e as providências administrativas sobre os recentes óbitos ocorridos nas unidades de saúde da rede pública. Logo na abertura da coletiva, os gestores da pasta prestaram solidariedade aos familiares das vítimas e reafirmaram o compromisso de investigar cada ocorrência com o máximo rigor. A equipe técnica da SES-DF apresentou o detalhamento das apurações preliminares de cada caso. Veja abaixo. Caso no Hospital Regional de Samambaia (paciente de 36 anos) A paciente de 36 anos deu entrada na unidade em trabalho de parto, que foi induzido com o consentimento dela e de seu acompanhante. Contudo, após o nascimento do bebê, foi constatada uma atonia uterina — uma complicação grave em que o músculo do útero não se contrai para estancar o sangramento do local onde a placenta estava fixada. A equipe médica de plantão acionou imediatamente todos os protocolos de emergência preconizados, incluindo a realização de uma histerectomia (retirada cirúrgica do útero) na tentativa de conter a hemorragia, mas, infelizmente, o quadro não pôde ser revertido. Caso no Hospital Regional de Samambaia (paciente de 25 anos) A equipe técnica da SES-DF apresentou o detalhamento das apurações preliminares dos casos | Foto: Divulgação/SES-DF A paciente de 25 anos deu entrada no hospital em trabalho de parto que, após sucessivas avaliações clínicas e monitoramento constante, evoluiu inicialmente sem sinais de alerta. No entanto, a ocorrência de um sangramento nasal (epistaxe) acendeu o alerta da equipe, que deu início imediato à investigação de um possível distúrbio sistêmico de coagulação — uma condição grave, de difícil diagnóstico em exames de pré-natal convencionais. Apesar de a equipe médica ter empregado todos os protocolos de terapia intensiva e suporte cabíveis para reverter o quadro, a paciente sofreu uma hemorragia pós-parto e não resistiu. Caso da bebê de 5 meses (transferência de Planaltina) Sobre o falecimento da bebê de cinco meses ocorrido durante a transferência do Hospital Regional de Planaltina (HRPL) para o Hospital da Criança de Brasília (HCB), a SES-DF informou a abertura imediata de um processo de apuração para investigar a conduta no transporte. A paciente, que havia nascido prematura tardia e já utilizava oxigênio domiciliar, deu entrada no HRPL com um quadro suspeito de bronquiolite e precisou ser intubada. As apurações preliminares apontam que, durante o transporte de urgência realizado por uma empresa terceirizada contratada pelo Estado, houve o desprendimento acidental do tubo de ventilação mecânica (extubação). A SES-DF reforçou que, caso as investigações comprovem imperícia ou negligência na prestação do serviço de transporte, serão tomadas todas as sanções administrativas e legais cabíveis, incluindo a imediata rescisão do contrato com a empresa prestadora. Protocolos de atendimento A gestão da SES-DF destacou que a rede pública do Distrito Federal segue rigorosamente as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, que priorizam o parto normal humanizado como o método mais seguro. Contudo, a pasta frisou que a indicação e a realização de cesarianas de emergência devem ocorrer prontamente em qualquer situação onde as equipes médicas identifiquem riscos à integridade física e à vida da mãe ou do bebê. Os gestores pontuaram que o Hospital Regional de Samambaia apresenta, historicamente, um índice de excelência e segurança obstétrica muito consolidado: em 2024, foram realizados mais de 3,3 mil partos na unidade, registrando-se apenas um óbito materno. Já em 2025, foram realizados mais de 3,4 mil partos no hospital, com nenhum registro de óbito materno. A Secretaria de Saúde reitera que o objetivo prioritário das investigações em curso é garantir que esse padrão histórico de excelência e segurança no atendimento obstétrico seja rigorosamente mantido e assegurado a toda a população do Distrito Federal.
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Homenagem a mães incentiva doação de leite humano
Solidariedade, reconhecimento, ajuda, doação. Estas foram algumas das palavras ouvidas durante a homenagem às mulheres doadoras de leite humano, realizada nesta semana, em Taguatinga. Participaram 49 doadoras, todas vinculadas ao Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Regional de Samambaia (HRSam). A programação contou com palestras, agradecimentos e troca de experiências. No início, Esther Oliveira teve dificuldades para alimentar a filha Aurora, de 8 meses. Hoje, retribui fazendo doações semanais "Há muitos bebês que necessitam do leite materno, um alimento essencial, principalmente na recuperação de crianças internadas", diz Esther Oliveira, 26, mãe da Aurora, de 8 meses. Ela conheceu o BLH quando teve dificuldades no início da amamentação. Depois, passou a contribuir com doações semanais. Incentivo Ao mês, são doados de 120 a 150 litros de leite materno, destinados, prioritariamente, a bebês internados em hospitais da Secretaria de Saúde (SES-DF). Segundo a chefe do Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH) no HRSam, Camila Corrêa, o reconhecimento das mães doadoras é fundamental para manter os estoques. Jéssica Alves já fez sete doações desde que se tornou mãe de Eduardo: "Fiquei encantada com a ideia, e a equipe é superatenciosa" "Muitas foram mães receptoras de leite, que já tiveram seus bebês internados ou alguma dificuldade na amamentação. Assim, essas mulheres veem a doação como uma forma de retribuir. Nosso papel é incentivar, capacitar e passar todas as informações necessárias", explica a gestora. "Acho um gesto tão lindo, não tem explicação. Poder proporcionar esse alimento para o nosso filho e para outras crianças é uma dádiva." Raíza Morais, doadora A conversa entre as mulheres também é fundamental para ampliara iniciativa. Jéssica Alves, 30, conheceu a iniciativa por meio de uma amiga e já faz doações há oito meses, quando se tornou mãe de Eduardo. "Fiquei encantada com a ideia, e a equipe é superatenciosa. Sempre perguntam como estou, meu filho, a amamentação. É realmente um projeto bonito." Já na família da Raíza Morais, doar leite está a caminho de virar tradição. Quando ela nasceu, 31 anos atrás, sua mãe participou de uma iniciativa do tipo. Agora, com o filho Oliver de 1 ano e 3 meses nos braços, Raíza segue firme no propósito de compartilhar o alimento. "Acho um gesto tão lindo, não tem explicação. Poder proporcionar esse alimento para o nosso filho e para outras crianças é uma dádiva." Campanha internacional [LEIA_TAMBEM]Em maio, começa a campanha educativa internacional de incentivo à doação do alimento, com participação de 37 países. O tema deste ano é “Doação de leite humano: solidariedade que nutre, vida que cresce”. No DF, ações estão sendo realizadas pelos 14 BLHs e 7 PCLHs ao longo do mês. Qualquer mulher que esteja amamentando, saudável e tenha excedente de leite pode se tornar doadora. O cadastro é simples, feito pelo telefone 160 (opção 4), pelo site Amamenta Brasília ou pelo Portal do Cidadão. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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