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Brasília na Olimpíada

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Polícia Militar investiu R$ 1,3 milhão nos Jogos da Rio 2016

A Polícia Militar do Distrito Federal apresentou o valor investido na segurança nos dias das partidas de futebol no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, durante os Jogos da Rio 2016: R$ 1.399.500. O montante foi gasto com equipamentos, estrutura e pessoal. O investimento total com as partidas de futebol foi de R$ 14.801.329,88. Com o revezamento da tocha olímpica, foram gastos R$ 3.578.690,41; e com o revezamento da tocha paralímpica, R$ 195.857,75. Policiais militares fazem segurança de torcedores no Estádio Mané Garrincha antes da partida entre Brasil e África do Sul. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília – 4.8.2016 Ainda assim, o governo de Brasília conseguiu economizar mais de R$ 13 milhões nas despesas com o maior evento esportivo do mundo. O orçamento inicial previsto era de R$ 32 milhões e foram gastos R$ 18.575.878,04. “Mesmo diante de um evento com a magnitude que foram os Jogos Olímpicos, mostramos a filosofia deste governo de, com alguns ajustes, fazer um grande espetáculo com os pés no chão”, reforçou a secretária do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”centro”] Edição: Vannildo Mendes

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Goleada fecha a participação de Brasília na Olimpíada

O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha despediu-se da Olimpíada com casa cheia. No último jogo na arena, 55.412 pessoas assistiram, na tarde deste sábado (13), à vitória da seleção alemã por 4 x 0 sobre os portugueses pelo torneio de futebol masculino. Por 4 x 0, a Alemanha eliminou Portugal no estádio Mané Garrincha e avançou para a semi. Foto: Andre Borges/Agência Brasília De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, muita gente chegou em cima da hora, o que provocou filas nos portões de acesso. A situação foi normalizada 40 minutos após o início da partida. As Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros não registraram ocorrências graves. A dispersão do público após o jogo durou cerca de 30 minutos. O primeiro gol da Alemanha saiu no fim do primeiro tempo, aos 45 minutos, com Serge Gnabry. Na segunda etapa, os alemães concluíram a goleada sobre Portugal. Marcaram: Matthias Ginter, Davie Selke e Philipp Max. O placar só não foi maior por causa de defesas do goleiro Bruno Varela. O público predominante no Mané Garrincha era de brasileiros, mas alguns portugueses também compareceram. Caso do empresário Pedro da Silva Dias, de 55 anos. Ele mora no Gama há 30 anos e, pela primeira vez, viu a seleção lusitana tão de perto. “Desde quando me mudei para o Brasil, não voltei a Portugal. Posso dizer que hoje foi o momento em que fiquei mais perto do meu país durante todos esses anos”, disse ele, acompanhado do filho de 16 anos. O público predominante no Mané Garrincha era de brasileiros, mas alguns portugueses também compareceram. Foto: Andre Borges/Agência Brasília Muitos brasileiros foram vestidos com as cores da atual campeã da Copa do Mundo. Os irmãos Gabriel e Matheus Novaes, de 19 e 17 anos, respectivamente, adotaram a Alemanha como segundo país no futebol.  “O estilo de jogo vibrante e a dedicação me levaram a torcer para eles. Menos contra o Brasil, claro”, brincou Gabriel. [Relacionadas] Após a derrota, o técnico de Portugal, Jorge Rui, reconheceu a superioridade do adversário em campo. “Não acho que foi um problema da nossa defesa, foi da equipe. Não conseguimos ser eficientes”, resumiu. Vitorioso e a caminho da semifinal, o técnico Horst Hrubesch cumprimentou Portugal pela partida, mas concordou com o rival: “É fato que, se você viu os 90 minutos, viu que dominamos o jogo.” Atuação das forças de segurança dentro e nas imediações do estádio Neste sábado (13), o Departamento de Trânsito do DF apreendeu cinco veículos e registrou 23 infrações – as principais por uso de celular ao volante, por falta do cinto de segurança, por condução de criança sem o equipamento obrigatório e por direção após ingestão de bebida alcoólica. A Polícia Militar não registrou ocorrências nas imediações do Mané Garrincha, e o Corpo de Bombeiros fez quatro atendimentos. Dentro da arena, três pessoas foram socorridas (por desmaio, por intoxicação e por mal súbito) e liberadas em seguida. Fora do estádio, uma pessoa desmaiou e teve de ser levada ao Hospital Regional da Asa Norte. A Polícia Civil prendeu dois homens que vendiam ingressos com preço superior ao original nas proximidades do evento. A terceira ocorrência foi por furto de documento de identidade. Edição: Marina Mercante

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Com apoio da torcida brasileira no Mané Garrincha, Suécia avança para as semifinais do futebol feminino

A seleção sueca de futebol feminino se sentiu em casa ao pisar no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha na tarde desta sexta-feira (12). Fora os poucos americanos, a maioria dos 13.892 torcedores que compareceram à arena apoiou o time do país europeu. Após uma partida emocionante, a vencedora decidiu nos pênaltis e bateu o poderoso time dos Estados Unidos, detentor de quatro dos cinco títulos em olimpíadas. No nono e penúltimo jogo em Brasília da Olimpíada 2016, mais uma vez o clima foi tranquilo fora do campo. As Polícias Civil e Militar não registraram ocorrências de gravidade. Assim como o Corpo de Bombeiros, que computou somente atendimentos sem relevância. Os portões de acesso funcionaram bem e deram boa vazão ao público, evitando filas. A meio-campo Lisa Dahlkvist comemora a vitória das suecas sobre as estadunidenses. Foto: Andre Borges/Agência Brasília No tempo regulamentar, as suecas abriram o marcador com a camisa 11, Stina Blackstenius. As americanas empataram com Alex Morgan. Após 30 minutos de prorrogação, a vaga acabou decidida nos pênaltis. As estadunidenses desperdiçaram duas cobranças. Coube a Lisa Dahlkvist marcar o último e consagrador tento que fez a equipe avançar para as semifinais. A seleção brasileira, se passar pela Austrália, na noite desta sexta-feira (12), será a próxima adversária da Suécia. A goleira sueca Hedvig Lindahl ressaltou o apoio dos brasileiros no Mané Garrincha como elemento motivacional, importante para a vitória. Com palmas, ela pedia o apoio da arquibancada e era prontamente atendida. “Tivemos uma boa conexão com o público, o que nos ajudou muito”, destacou a arqueira. Morando em Brasília há três anos, a sueca Pernilla Lazo não se intimidou com o favoritismo das estadunidenses. “Acho que as suecas são as favoritas”, brincou, referindo-se ao apoio maciço dos brasileiros. Pernilla tem 50 anos, trabalha na embaixada do país e pretende morar na capital brasileira por mais alguns anos. Ela estava acompanhada de um grupo de 20 pessoas. Na cidade apenas para ver o jogo, Dan Shamai, de 53 anos, do Texas, nos Estados Unidos, elogiou a estrutura do Mané Garrincha e aproveitou o jogo olímpico para presentear a filha Sarah Shamai, de 16 anos, admiradora de futebol. “Ela joga bola na escola e é uma grande fã do esporte.” Esquema de trânsito funciona bem O esquema de trânsito montado na região central funcionou bem antes, durante e depois da partida. A Via N1, entre o trecho da Rodoviária até o Tribunal de Contas do DF, foi fechada às 9 horas e reaberta às 16h40. Já as duas faixas da Via S1, também no Eixo Monumental (sentido Esplanada) foram bloqueadas às 9 horas e reabertas às 17 horas. No perímetro do estádio, as forças de segurança não precisaram fazer intervenções. Nesta sexta-feira, agentes do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) autuaram 88 condutores e apreenderam quatro veículos na região central de Brasília. Entre as infrações até as 15 horas de hoje estão a falta do uso do cinto de segurança (24), o retorno em local proibido (24), o uso de celular ao volante (17) e o estacionamento irregular (7). Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social sobre a Operação Olimpíadas, não houve acidentes na região próximo ao estádio. [Box-Olimpíada] A Polícia Militar registrou uma ocorrência de briga entre torcedores dentro do Mané Garrincha. Os envolvidos foram encaminhados para a delegacia da arena e liberados em seguida. O Corpo de Bombeiros fez quatro atendimentos durante a partida de hoje, todos sem gravidade. No sábado (13), as seleções masculinas de futebol de Portugal e da Alemanha se enfrentam no Mané Garrincha, a partir das 13 horas. Os portões serão abertos às 11 horas. A expectativa da Secretaria da Segurança Pública é que 65 mil pessoas assistam ao jogo amanhã. Edição: Paula Oliveira

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Honduras e Coreia do Sul avançam na Olimpíada após jogos no Mané Garrincha

A rodada dupla de jogos de futebol no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha foi de confrontos diretos pela classificação nesta quarta-feira (10). Com os resultados, avançam para as quartas de final as seleções masculinas de Honduras e Coreia do Sul. Já a Argentina e o México se despedem do torneio. A Operação Olimpíadas não registrou ocorrências graves nas duas partidas. De acordo com boletim divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, a Polícia Civil registrou furto de veículo e apreensão de produto pirata. O Corpo de Bombeiros anotou seis ocorrências. Uma criança, que havia se perdido, foi encontrada antes de o jogo terminar. Duas pessoas desmaiaram e foram atendidas no local. Outras duas, com pressão alta, foram encaminhadas ao Hospital Regional da Asa Norte. A corporação atendeu também uma criança de 2 anos, que foi liberada em seguida. A Polícia Militar não registrou ocorrências no perímetro de segurança. O público ao fim dos dois confrontos foi de 19.332 torcedores. [Box-Olimpíada] Alterações no trânsito perto do Mané Garrincha O trânsito fluiu melhor em relação aos outros dias de jogos na capital. Os bloqueios nas vias em torno do Mané Garrincha e nos estacionamentos do próprio estádio, da Funarte, do Planetário de Brasília, da Feira da Torre de TV e do Complexo do Palácio do Buriti foram desfeitos por volta das 19 horas. As interdições serão retomadas à 0h01 de sexta-feira (12). Às 9 horas de sexta, a N1 (Eixo Monumental, sentido Rodoviária do Plano Piloto-antiga Rodoferroviária) será novamente bloqueada por causa do jogo das 13 horas. A previsão é liberar a via duas horas após o fim da partida. Coreia do Sul x México A Coreia do Sul venceu o México por 1 x 0 , eliminando o atual campeão olímpico. Foto: Andre Borges/Agência Brasília Atual campeão olímpico, o México foi eliminado ao perder por 1 x 0 para a Coreia do Sul. Os asiáticos — bronze em Londres-2012 — partem para Belo Horizonte, onde jogarão as quartas de final no sábado (13), às 19 horas, contra Honduras. No mesmo dia, às 13 horas, enfrentam-se Portugal e Alemanha no Mané Garrincha. Funcionários da embaixada sul-coreana no Brasil compareceram em peso ao jogo. Younjung Kim, de 28 anos, que trabalha em Brasília desde o ano passado, comemorou a oportunidade de ver a equipe no Mané Garrincha: “Já fui aos dois primeiros jogos, em Salvador, e quero continuar com a seleção”. Já o mexicano Caramelo Chávez, de 53 anos, que sempre acompanha a seleção de futebol, não teve a mesma sorte. “Eu vim ao Brasil para segui-los na Copa do Mundo e na Copa das Confederações”, contou. Ele já está na terceira Olimpíada e sabia da dificuldade que encontraria em Brasília: “A Coreia é uma equipe forte, pode ser cotada entre as favoritas. Aqui tínhamos de ganhar ou ganhar”, resignou-se ao fim dos 90 minutos. Argentina x Honduras Duas vezes campeã olímpica, a Argentina precisava vencer para seguir na competição, mas empatou em 1 x 1 com Honduras e acabou na terceira posição do Grupo D. Com o calor da seca brasiliense, houve uma parada técnica aos 30 minutos dos dois tempos da partida das 13 horas. Anthony Lozano, atacante de Honduras, marcou aos 30 minutos do segundo tempo contra os argentinos. Foto: Andre Borges/Agência Brasília Embora fossem poucos no estádio, os hondurenhos contaram com a torcida brasileira, que vaiou as investidas da equipe argentina durante o jogo. Os amigos Aldo Calderón, de 20 anos, e Walter Maradiaga, 28, emocionaram-se durante a execução do hino do país e foram aplaudidos por quem estava perto. “É muito difícil conquistar uma medalha, para mim o mais importante é poder participar disso tudo”, disse Calderón. Maradiaga já morou no Brasil e não se surpreendeu com o apoio dos brasileiros. “Vi que a rivalidade com a Argentina é muito forte e sabia que seríamos apoiados. Bom para os nossos jogadores, que certamente sentem esse apoio”, analisou. O Mané Garrincha também recebeu muitos torcedores da Argentina. O servidor público Ruither Sanfilipo, de 57 anos, é brasileiro, mas estava com a camisa do país vizinho. Ele é neto de José Sanfilipo — quinto maior artilheiro da história da primeira divisão argentina e autor de 21 gols pela seleção —, que atuou entre as décadas de 1950 e 1970. [Relacionadas] “A origem me leva a torcer pela Argentina, embora o coração tenha lugar para o Brasil também”, disse Sanfilipo, que estava acompanhado da família, que se dividiu entre vestir o azul-celeste e o verde-amarelo do Brasil. Técnico de Honduras agradece à torcida Em entrevista coletiva após a partida, o técnico argentino, Julio Olarticoechea, lamentou a desclassificação precoce. “Jogamos bem o primeiro tempo, mas a bola não entrou. Depois perdemos a tranquilidade, mas vale ressaltar que enfrentamos bons rivais.” Já o técnico de Honduras, Jorge Luis Pinto, destacou a calorosa torcida de Brasília: “Muito obrigado ao povo do Brasil e de Brasília que nos apoiou. Sabíamos que sentiríamos esse calor. Vamos para Belo Horizonte muito agradecidos”. Edição: Marina Mercante

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Chinesas e suecas empatam em mais um dia de Olimpíada no Mané Garrincha

A segunda partida do futebol olímpico feminino no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha contou com um público empolgado, principalmente por parte dos chineses, que, a todo momento, puxavam em coro o nome do país oriental. Apesar do apoio, a equipe não conseguiu sair do empate sem gols contra a Suécia na noite dessa terça-feira (9). China e Suécia jogaram no Estádio Mané Garrincha na noite dessa terça-feira (9) e ficaram no 0 x 0. Foto: Andre Borges/Agência Brasília Nenhum incidente dentro do estádio foi registrado, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. Os 7.923 torcedores conseguiram entrar com tranquilidade e se acomodar sem problemas em seus assentos. Como no jogo entre Canadá e Alemanha, na tarde dessa terça, apenas o anel inferior da arquibancada foi aberto. Um grupo de cinco jovens chineses chamou a atenção pela alegria demonstrada antes e durante a partida. Todos moram no Brasil há pouco tempo, e assistir à seleção foi a chance de matar um pouco a saudade da terra natal. “É bom saber que aquelas mulheres estão defendendo a China, e estamos vendo tudo isso bem de perto”, disse a estudante Xiaogie Xheng, de 21 anos, acompanhada de quatro amigos. [Box-Olimpíada] Pelo lado sueco, a zagueira Jessica Samuelson contava com uma torcida especial. Amigos dela empunhavam uma grande bandeira com o nome da jogadora. “É a forma que encontramos para incentivar a Jessica e todo o time”, explicou William Olsson, de 25 anos. Ao fim da partida que garantiu a classificação da China no grupo E, ao lado do Brasil, as equipes permaneceram em campo por mais de 20 minutos saudando a torcida, tirando selfies e distribuindo autógrafos. As jogadoras da Suécia chegaram a dar uma volta completa no campo cumprimentando os presentes. Balanço da Operação Olimpíadas na terça-feira (9) Desde o início da Operação Olimpíadas, à 0h01 de terça-feira, 178 veículos foram notificados pelo Departamento de Trânsito do DF e 22 deles, recolhidos ao depósito. Houve 25 notificações por estacionamento irregular, seis casos de transporte de criança sem equipamento adequado, seis condutores que deixaram de dar preferência a pedestre e um que dirigia sob efeito de álcool. O Corpo de Bombeiros não registrou ocorrências nas imediações do estádio. Antes de China x Suécia, equipes do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, do Exército Brasileiro e da Comissão Nacional de Energia Nuclear fizeram uma varredura no estádio, e nenhuma anormalidade foi constatada. Alterações no trânsito próximo ao Mané Garrincha A via N1 já foi reaberta, mas, por causa das disputas do futebol masculino, voltará a ser fechada (da Rodoviária do Plano Piloto até o Tribunal de Contas do DF) às 9 horas desta quarta-feira (10). No mesmo horário, serão interditadas três faixas da S1 no trecho entre a Funarte e o Complexo Brasil 21. Deste ponto até a rodoviária, apenas uma faixa ficará indisponível para os carros. [Relacionadas] As vias em torno do estádio e os estacionamentos do próprio local, da Funarte, do Planetário, da Feira da Torre de TV e do Complexo do Palácio do Buriti permanecem fechados, já que a Operação Olimpíadas para esta quarta (10) começou à 0h01. A reabertura desses locais está prevista para as 20 horas, quando também será liberado o trânsito na S1 e na N1. Jogos de quarta-feira (10) Nesta quarta (10), haverá duas disputas do futebol masculino no estádio brasiliense. Às 13 horas, jogam Argentina e Honduras, pelo Grupo D. Na sequência, às 16 horas, pelo C, entram em campo Coreia do Sul e México. Edição: Marina Mercante

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Futebol olímpico feminino estreia no Mané Garrincha

Na tarde desta terça-feira (9), 8.227 torcedores assistiram à vitória por 2 x 1 da seleção feminina de futebol do Canadá sobre a Alemanha, válida pelo torneio olímpico da modalidade, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O público foi acomodado apenas no anel inferior da arquibancada, e as forças de segurança registraram somente uma ocorrência, por tentativa de venda ilegal de ingressos. O cambista foi encaminhado para a 5ª Delegacia de Polícia (DP), onde foi autuado com base no Estatuto do Torcedor. A atacante Melissa Tancredi marcou os dois gols da vitória do Canadá sobre a Alemanha. Foto: Andre Borges/Agência Brasília Como a segunda partida do dia entre China e Suécia, às 22 horas, é independente — ou seja, o mesmo ingresso não valeu para os dois jogos —, o estádio foi esvaziado após Alemanha x Canadá. A dispersão na área interna levou menos de 30 minutos. Como medida preventiva, uma força-tarefa formada por equipes do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do DF, do Corpo de Bombeiros, do Exército e da Comissão Nacional de Energia Nuclear fez uma varredura no interior do estádio antes e depois da partida. Alemãs e canadenses seguem para as quartas de final Com o resultado no Mané Garrincha, o Canadá classificou-se em primeiro lugar do grupo F para as quartas de final do torneio feminino de futebol. Já a Alemanha ficou em segundo lugar. O nível técnico da partida foi comemorado pelo público. Muitos brasilienses se empolgaram com a qualidade das equipes femininas e aproveitaram a oportunidade de ver esse bom desempenho de perto. “Acho que as meninas estão melhor na competição. No futebol, está valendo mais a pena”, avaliou a professora Ângela Cunha, de 41 anos. Ela e o enteado, Gabriel Dornelles, de 16 anos, escolheram torcer pelo Canadá. [Relacionadas] Os brasileiros se dividiram entre os que vibraram pelas alemãs ou pelas canadenses. A divisão começou justa, mas, com o decorrer do jogo, o lado vermelho e branco ganhou mais apoio. As vencedoras foram aplaudidas de pé após o apito final, e, para alegria da torcida, as atletas das duas equipes permaneceram mais tempo em campo e até tiraram selfies com o público. Na arquibancada também estavam os pais da meio de campo Nichelle Prince, do Canadá. Eles já passaram por São Paulo para ver a atleta e chegaram a Brasília na segunda-feira (9). “Ela começou a jogar com 5 anos. Temos muito orgulho dela por estar aqui”, contou o pai, Fabian Prince. Autora dos dois gols canadenses, a atacante Melissa Tancredi falou sobre o carinho do público após o jogo: “É emocionante ver pessoas que eu nem sei quem são torcendo e querendo nos abraçar”. Já a técnica da Alemanha, Silvia Neid, ponderou sobre a derrota e a classificação em segundo lugar. “Cometemos erros e perdemos muitas chances de marcar. Agora, começa um novo torneio.” Mudanças no trânsito na quarta-feira (10) A via N1 — que está bloqueada da Rodoviária do Plano Piloto até o Tribunal de Contas do DF — e as faixas da S1 — da rodoviária até a Funarte — serão liberadas a partir das 2 horas de quarta-feira (10), horário em que serão encerrados o bloqueio em trecho da S2 e a inversão no Parque da Cidade. As interdições serão retomadas às 9 horas. [Box-Olimpíada] Para dar mais fluidez ao trânsito, apenas uma faixa ao lado do canteiro central será fechada no trecho da S1 que vai do semáforo ao lado da Quadra 6 do Setor Hoteleiro Sul à rodoviária. Essa área é reservada para a passagem do ônibus que leva torcedores na contramão da pista. Nesse trecho, os ônibus vão usar também as pistas das alças internas no canteiro central, por isso é possível reduzir o bloqueio. Do semáforo à Funarte, será mantida a interdição de três faixas. As áreas próximo ao estádio e os estacionamentos seguirão fechados até as 20 horas de amanhã (10). A medida, segundo a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, é por causa das partidas do dia, que começam às 13 horas. Assim permanecerão bloqueadas as vias ao redor do estádio, a N2 até a rotatória da 5ª DP e os estacionamentos do complexo esportivo, da Funarte, do Centro de Convenções, da Feira da Torre e do Planetário, além de parte dos estacionamentos do Complexo do Palácio do Buriti. Edição: Marina Mercante

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Vias perto do estádio ficarão fechadas até duas horas após o fim do último jogo do dia

Desta terça-feira (9) até sábado (13), Brasília recebe mais seis jogos de futebol da Olimpíada. Nesse período — com exceção apenas de quinta-feira (11), quando não há partidas na cidade — o trânsito na área próximo ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha passará por bloqueios desde às 9 horas até duas horas após o fim da última disputa do dia. Na N1, o bloqueio vai da Rodoviária do Plano Piloto até a altura do Tribunal de Contas do DF. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília Estacionamentos dentro do perímetro de segurança e áreas estratégicas, como as vias ao redor da arena, serão fechados à 0 hora. Já as Vias N1 e S2, mais movimentadas no início da manhã, só serão interditadas a partir das 9 horas. Na N1, o bloqueio vai da Rodoviária do Plano Piloto até a altura do Tribunal de Contas do DF. Todos os acessos a esse trecho da pista também ficam fechados. O trecho da S2 bloqueado vai da ligação com a S1 até próximo ao Centro Empresarial Brasil 21. A interdição de três faixas da S1 — da Funarte à rodoviária — só será feita quando a linha especial de ônibus do trajeto começar a rodar, isso ocorrerá três horas antes da partida. O mesmo vale para a alteração no fluxo do Parque da Cidade. Nesse mesmo horário, os carros usam três faixas em sentido único anti-horário e uma faixa fica exclusiva para o ônibus que transporta torcedores. Opções de estacionamento para os torcedores que vão ao Mané Garrincha Com o bloqueio das vagas de estacionamento do complexo esportivo Ayrton Senna e do canteiro central (como da Torre de TV e da Funarte), os torcedores têm outras opções para deixar o carro. Quem preferir ainda pode chegar de táxi, carona ou transporte público até pontos mais perto do estádio. Os estacionamentos de 1 a 12 do Parque da Cidade podem ser utilizados, sendo o 12 destinado para pessoas com deficiência. Segundo o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), no parque há 10 mil vagas disponíveis. Outra opção é a plataforma superior da rodoviária, onde há 1.057 vagas. O órgão também recomenda os Setores Comerciais e de Rádio e TV Sul e Norte para deixar os veículos. Para quem for de carona, estará disponível o estacionamento do Colégio Militar de Brasília. Esse espaço vai ser reservado apenas para embarque e desembarque de passageiros. Já os táxis terão acesso ao estacionamento do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, que estará restrito para essa finalidade. Transporte público em dias de jogos da Olimpíada em Brasília Nos dias de jogos, as linhas que ligam as regiões administrativas à Rodoviária do Plano Piloto serão reforçadas de acordo com a demanda, e o metrô vai funcionar das 6 horas às 23h30. Linhas especiais de ônibus farão o traslado de torcedores de pontos estratégicos para lugares próximo ao estádio. A Linha 109.2 passa em todos os estacionamentos do Parque da Cidade, onde é possível embarcar ou desembarcar. O público é deixado no estacionamento de número 13, que fica a cerca de 800 metros da arena. Da Rodoviária do Plano Piloto sairá a Linha 109.7 com destino à Funarte. Desse ponto, a distância para o estádio é de 500 metros. O ônibus sai da Plataforma F do terminal. A terceira linha, a 109.0, parte do depósito do Detran-DF, ao lado do Autódromo Internacional Nelson Piquet, e vai até o Portão D na entrada externa do Mané Garrincha. O estacionamento do local é reservado aos torcedores com mobilidade reduzida. [Box-Olimpíada] Do Parque da Cidade e da rodoviária, os ônibus começarão a circular três horas antes da partida. No depósito do Detran-DF, a operação de transporte vai se iniciar duas horas e meia antes do jogo: a diferença é para dar mais conforto aos torcedores dessa linha, já que ela chega mais perto do estádio, e os portões abrem com duas horas de antecedência. As linhas especiais vão funcionar até duas horas após a última partida. A passagem custa R$ 2,25, e é recomendado aos torcedores levar dinheiro trocado. A medida dá agilidade ao embarque e evita filas. Não pagam passagem os que têm direito à gratuidade prevista em lei e com identificação. O mesmo vale para o acompanhante, se este constar no cadastro do beneficiário. No caso do depósito do Detran-DF, outros torcedores que tenham ido até o local no mesmo carro de uma pessoa com mobilidade reduzida também podem usar o transporte normalmente, ao custo de R$ 2,25. Chegar com antecedência e não levar mochilas e bolsas para o estádio Atendendo a pedido dos organizadores dos Jogos Olímpicos e da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, os torcedores chegaram mais cedo na última partida e evitaram a formação de filas na entrada. A recomendação é para que o público novamente chegue com antecedência e não leve objetos proibidos, como mochilas, bolsas e sacolas que não sejam transparentes. Edição: Paula Oliveira

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Mais oito seleções olímpicas estão em Brasília

Mais oito seleções de futebol — quatro femininas e quatro masculinas — estão na capital do País para a disputa da Olimpíada no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Sete delas treinaram na tarde desta segunda-feira (8), inclusive as canadenses, medalhistas de bronze na Olimpíada de Londres, em 2012, que fizeram atividades físicas e táticas no Centro de Capacitação e Aperfeiçoamento Físico do Corpo de Bombeiros, no Setor Policial Sul. O confronto delas ocorre contra a equipe da Alemanha, nesta terça-feira (9), às 16 horas. A seleção olímpica feminina de futebol da Alemanha treinou nesta segunda-feira (8) no Abadião, em Ceilândia. Foto: Andre Borges/Agência Brasília As alemãs também realizaram um treino leve, no Abadião, em Ceilândia. As chinesas e as suecas, que se enfrentam às 22 horas de terça-feira (9), também treinaram. As primeiras no Bezerrão, no Gama; e as segundas no Centro de Treinamento do Brasiliense, no Setor de Clubes Sul. Além das seleções femininas de futebol da Alemanha, do Canadá, da China e da Suécia, estão em Brasília as equipes olímpicas masculinas da Argentina, de Honduras, da Coreia do Sul e do México. Argentina joga na quarta-feira [Box-Olimpíada] Na quarta-feira (10), a seleção masculina da Argentina, bicampeã olímpica, enfrenta Honduras, às 13 horas, e a Coreia do Sul mede forças com o México, às 16 horas. Os portões do estádio serão abertos duas horas antes da primeira partida. A recomendação para o torcedor é chegar com antecedência e ficar atento à lista de objetos proibidos, como mochilas, bolsas e sacolas que não sejam transparentes. De quinta-feira (4) a domingo (7), o Mané Garrincha recebeu quatro partidas, inclusive as duas da seleção brasileira masculina de futebol, que decepcionou o público que lotou a arena e não conseguiu sair de empates sem gols contra a África do Sul e Iraque. Edição: Paula Oliveira

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Mané Garrincha abre torneio olímpico de futebol masculino 

Depois da abertura do torneio olímpico de futebol masculino no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha com o empate sem gols de Iraque e Dinamarca, foi a vez de a seleção brasileira estrear na competição contra a África do Sul com o mesmo placar. A torcida lotou o estádio durante a segunda partida, com 69.389 presentes. A seleção brasileira estreou na competição contra a África do Sul no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha com empate sem gols. Foto: Andre Borges/Agência Brasília Sem a esperada vitória, o técnico Rogério Micale ponderou sobre o resultado. “Saio hoje com o sentimento de que fizemos o nosso melhor para esse jogo. Podemos evoluir, ver o que faltou e tentar corrigir.” Questionado sobre o gramado do estádio, que passou por tratamento intensivo, o treinador afirmou que não interferiu no resultado. “Ele está melhor de um lado do que do outro, mas não serve de desculpa. Se não estava nas condições perfeitas, chegou próximo”, avaliou. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, assistiu ao empate da tribuna de honra do estádio. Ele destacou a euforia da torcida. “O primeiro dia da Olimpíada foi muito positivo, com uma tarde bonita, o estádio cheio e colorido. Pena que o Brasil não venceu, domingo será melhor”, disse Rollemberg. Ele estava acompanhado da secretária do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros, e do secretário adjunto de Turismo, Jaime Recena. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, assistiu ao jogo da tribuna de honra do estádio com a secretária do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros, e o secretário adjunto de Turismo, Jaime Recena. Foto: Tony Winston/Agência Brasília Os torcedores que chegaram com antecedência ao estádio tiveram tranquilidade para estacionar e entrar no local. “Deixamos o carro no Parque da Cidade e viemos andando. Não pegamos fila, e a revista foi rigorosa. Tivemos de deixar uma sacola, mas achamos certo. Tudo para garantir nossa segurança”, contou Weudes Santos, de 23 anos, funcionário de suporte técnico em informática. Quem optou pelos ônibus de linhas especiais, como a família da contadora Karla Torres, de 42 anos, relatou agilidade no transporte. “Minha mãe é idosa, e pudemos usar o estacionamento do Depósito do Detran [Departamento de Trânsito]. Lá, o ônibus passou em seguida.” Polícia Militar e Corpo de Bombeiros garantem segurança dentro do Mané Garrincha Apesar da decepção com o empate, o clima foi de paz dentro do estádio. Desde as primeiras horas do dia, a Polícia Militar trabalhou para garantir a segurança dos espectadores. Antes de o dia clarear, às 5 horas, militares fizeram uma varredura minuciosa em toda a arena. A corporação distribuiu 350 praças e oficiais, que patrulharam todos os níveis do estádio.  Além disso, homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ficaram de prontidão em posições estratégias para atuar caso fosse necessário. Desde as primeiras horas do dia, a Polícia Militar trabalhou para garantir a segurança dos torcedores. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília Já o Corpo de Bombeiros mobilizou 193 militares na parte interna do Mané Garrincha. Eles se dividiram em quartetos e ocuparam todos os anéis do estádio. Treze viaturas da corporação ficaram posicionadas, sendo três fixas: uma de salvamento, uma de combate a incêndio e outra de atendimento hospitalar de emergência. Apenas uma ocorrência sem gravidade foi registrada dentro do Mané Garrincha. Uma mulher passou mal e precisou ser atendida. O trânsito nas proximidades da arena foi liberado às 19h45, quase duas horas após o encerramento dos jogos. A Operação Olimpíadas não registrou ocorrências policiais ou médicas, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. Constam do levantamento 365 autuações a condutores nas imediações do estádio, entre elas por estacionamento irregular. Nove veículos foram recolhidos ao depósito do Departamento de Trânsito do Distrito Federal. Iraque e Dinamarca empatam sem gols no Mané Garrincha Em um Mané Garrincha ainda pouco preenchido, com pontos amarelos dispersos pela arquibancada, cerca de 150 torcedores do Iraque fizeram as honras da partida de abertura do torneio olímpico de futebol masculino, iniciada às 13 horas. Concentrados atrás do banco dos atletas, nas primeiras fileiras, o grupo apoiou a seleção iraquiana os 90 minutos do jogo contra a Dinamarca, que encerrou com empate sem gols. Cerca de 150 torcedores do Iraque fizeram as honras da partida de abertura do torneio olímpico de futebol masculino, iniciada às 13 horas. Foto: Andre Borges/Agência Brasília Com palmas e gritos de guerra, a torcida contagiou os brasileiros que chegavam mais interessados na partida seguinte. Ahmad Youssef, 29 anos, comerciante e morador de São Paulo, explicou que a organização das torcidas de futebol no Iraque é muito parecida com o jeito brasileiro. “Tem sempre uma pessoa dando instruções à frente do grupo.” Esse papel foi conduzido por Mahla Kabai, que veio assistir à Olimpíada a convite da delegação iraquiana. Ele virou atração e atendeu a uma fila de torcedores do Brasil para tirar foto. [Box-Olimpíada] Aos poucos, o chamado espírito olímpico foi visto no estádio. Bastava uma chegada ao gol da Dinamarca, mesmo sem grande perigo, para uma manifestação em coro dos presentes. A torcida solidária, porém, vai durar pouco. No domingo (7), o Iraque será adversário da seleção brasileira. “A torcida brasileira foi muito generosa com a gente. Valorizamos esse apoio. Já no jogo contra o Brasil, o público estará a favor deles, mas será uma honra enfrentar uma das melhores seleções do mundo”, afirmou o técnico iraquiano, Hayder Najem. Próximos jogos da Olimpíada no Mané Garrincha No domingo (7), o grupo A volta a jogar no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Dessa vez, o adversário da Dinamarca será a África do Sul, às 19 horas. A seleção brasileira entra em campo às 22 horas contra o Iraque. Edição: Paula Oliveira

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Centro integrado de comando tem profissionais e tecnologia para garantir a tranquilidade na Olimpíada

O esquema de segurança para a Olimpíada 2016 envolve 8,5 mil integrantes das forças local e nacional, que patrulham a cidade para garantir a tranquilidade durante o evento. Porém, longe dos olhos do grande público, um grupo de policiais militares e civis, bombeiros e representantes de 44 órgãos dos governos federal e do DF trabalha discretamente para evitar sobressaltos. Eles estão no Centro Integrado de Comando e Controle Regional, na sede da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. O esquema de segurança para a Olimpíada 2016 envolve 8,5 mil integrantes das forças local e nacional, que patrulham a cidade para garantir a tranquilidade durante o evento. Foto: Andre Borges/Agência Brasília O local foi inaugurado em 2013 para a Copa das Confederações, teve seu ápice na Copa do Mundo e funciona todos os dias no monitoramento de ocorrências no DF. Porém, com a Olimpíada, uma nova base foi constituída exclusivamente voltada para prevenir ou minimizar os efeitos de situações que possam atrapalhar direta ou indiretamente o evento esportivo. Dentro do centro integrado, qualquer trajeto das delegações olímpicas ou de autoridades é estudado minuciosamente, e rotas primárias, secundárias e terciárias são traçadas a fim de garantir o deslocamento em segurança. As equipes que trabalham em terra estão em contato permanente com o centro de controle. Só no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e no entorno dele são 480 câmeras que alcançam até 6 quilômetros de distância. Ou seja, por meio dos equipamentos, é possível ver carros e pessoas suspeitas muito antes de se aproximarem do Mané Garrincha. [Numeralha titulo_grande=”168″ texto=”Quantidade de cenários de situações adversas consideradas pelas forças de segurança durante a preparação dos profissionais” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Além disso, os profissionais que trabalham no Centro Integrado de Comando e Controle Regional receberão informações em tempo real dos nove helicópteros que sobrevoarão o espaço aéreo de Brasília. A preparação das forças de segurança incluiu treinamento para atuação em 168 cenários de situações adversas possíveis. São desde pequenos contratempos, como protocolos para remover um veículo quebrado em uma rota de delegação, a atentados terroristas. “Nossos protocolos definem até os minutos de cada ação e a atuação de cada instituição. O trabalho visa à prevenção, mas, se tivermos de agir, estamos preparados”, ressalta o secretário adjunto da Segurança Pública e da Paz Social, coronel da Polícia Militar Márcio Pereira da Silva. “O trabalho visa à prevenção, mas, se tivermos de agir, estamos preparados”, ressalta o secretário-adjunto da Segurança Pública e da Paz Social, coronel da Polícia Militar Márcio Pereira da Silva. Foto: Andre Borges/Agência Brasília No período dos Jogos Olímpicos 2016, o comando do centro de controle ficará nas mãos da secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo. O coordenador do centro em dias normais é o delegado José Carlos Medeiros. Pela experiência acumulada no local, ele auxilia a secretária da Segurança no gerenciamento. Medeiros explica que o monitoramento requer atenção especial para áreas de interesse operacional, que são o estádio, os hotéis que abrigam delegações e autoridades e os centros de treinamento. O delegado Medeiros destaca que o sucesso da operação será a integração entre todos os agentes envolvidos. Foto: Andre Borges/Agência Brasília Independência e poder de decisão Todos os servidores que trabalham no Centro Integrado de Comando e Controle Regional têm poder de decisão. Ou seja, a determinação deles não precisa ser chancelada por alguém mais graduado hierarquicamente. A agente do Departamento de Trânsito (Detran) no grupo tem a prerrogativa de deslocar qualquer viatura em qualquer momento que julgar necessário ou o oficial da Polícia Militar pode solicitar revista de carros suspeitos e determinar mudança de rota de batedores. Tudo feito de forma rápida e sem intermediários. O delegado Medeiros destaca que o sucesso da operação será a integração entre todos os agentes envolvidos. “Aqui não tem relação de subordinação, pois temos um lema: juntos, somos fortes; integrados, somos imbatíveis. Se uma linha falhar, a outra tem de estar apta a agir no menor tempo-resposta possível”. [Olho texto=”“Juntos, somos fortes; integrados, somos imbatíveis” ” assinatura=”José Carlos Medeiros, delegado, coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle Regional.” esquerda_direita_centro=””] O centro não conta apenas com representantes da segurança pública. Há integrantes da Casa Civil, do Ministério das Relações Exteriores, da Vara da Infância e Juventude, da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF), do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Agência de Fiscalização (Agefis) e de diversos outros órgãos com ligação direta ou indireta com o evento. Eles ficam em contato permanente com o Centro Integrado de Comando e Controle, que funciona na sede da Polícia Rodoviária Federal, no Setor Policial Sul, e tem a missão de fazer a ponte com todas as capitais que recebem os jogos olímpicos. Também é onde estão concentradas as polícias internacionais. Sala de crise O centro ainda abriga uma sala de crise, onde um grupo reduzido de servidores se reúne para tomar decisões caso algo mais grave ocorra. Para garantir segurança plena, o acesso de todas as pessoas autorizadas a entrar no lugar é feito por meio de leitor biométrico. “É onde tomaremos as decisões mais complexas da forma mais célere e discreta possível. Queremos ser mais resolutivos sem chamar a atenção”, diz Medeiros. Edição: Paula Oliveira

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