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Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista

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Abril Azul reforça a importância da conscientização e do cuidado com o autismo

Caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, além da presença de padrões de comportamentos repetitivos, o Transtorno de Espectro Autista (TEA) já atinge cerca de 34,5 mil pessoas no Distrito Federal, equivalente a 1,2% da população local, segundo o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Durante o mês de abril, é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, uma data dedicada à ampliação do conhecimento sobre o transtorno, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão das pessoas com TEA na sociedade. “Um mês dedicado ao autismo é de grande importância para aumentar a conscientização e reduzir o preconceito. Ajuda as pessoas a entenderem melhor sobre o transtorno e a respeitarem as diferenças. É um momento para promover mais respeito, empatia e inclusão na sociedade”, destaca a gerente do Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea), Viviane Veras. Em relação aos serviços disponibilizados a pessoas com o transtorno, a rede de saúde pública do DF registrou 8.237 atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde, além de 134.987 procedimentos realizados na atenção especializada e na rede contratada. Dados indicam que o TEA já atinge cerca de 34,5 mil pessoas no Distrito Federal, equivalente a 1,2% da população local | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Superação Gabriela Anchieta, 34, é uma das mães que buscou atendimento especializado na rede pública. A suspeita do autismo surgiu ao observar alguns comportamentos atípicos na filha aos oito meses de idade. “Eu sou mãe de quatro, então percebi que o desenvolvimento dela era diferente. Ela ficava muito desorientada com luzes fortes e raios”, contou. Registrando todas as etapas de desenvolvimento, Gabriela teve de enfrentar uma dura realidade ao levar as anotações ao médico. “Eu havia feito um relatório próprio meu, em que eu anotava tudo. Quando levei para a médica, ela me falou: ‘Mãezinha, você já deu o diagnóstico, falta você aceitar'”, relembra. Emanuele, 4, foi uma das primeiras pacientes atendidas no Cretea, inaugurado em dezembro de 2025. Desde então, a mãe observa avanços importantes. “A Manu desenvolveu muito a fala, começou a interagir com outras crianças. A minha tristeza como mãe era que a Manu não falasse com as pessoas. E, hoje, ela já está interagindo aos poucos”, relatou. O espaço tem como foco o diagnóstico, intervenções especializadas e orientação parental, fatores essenciais para o desenvolvimento cognitivo, social e comportamental. No período compreendido entre dezembro de 2025 e o final de março deste ano, foram agendadas 80 crianças no Cretea e 66 avaliadas, sendo 52,5% com diagnóstico confirmado de TEA. Outra paciente é Sabrina, 6, que iniciou, no último mês, o primeiro acompanhamento. A mãe Valdinéia Silva, 39, relatou que a filha apresentava sinais de agressividade e pouca interação social quando mais nova. “Iniciei o tratamento há três anos e ela já desenvolveu muito. Os vizinhos me falam que nem parece a mesma criança de antes. É muito importante correr atrás do tratamento e fazer igual em casa, ficar ensinando constantemente”, contou. Programação especial Como parte das ações do Mês da Conscientização do Autismo, o Cretea promoveu uma programação especial voltada aos pacientes e familiares do centro, com atividades que promovem vivências significativas e o desenvolvimento social, cultural, sensorial e emocional — todas de acordo com o plano terapêutico singular (PTS), de cada usuário.  Nesta quinta-feira (2), a ação realizada na Mansão Cataventos, no Park Way, contou com muita diversão, lanches e risadas. Valdineia e a pequena Sabrina estavam presentes. “Achei maravilhosa a iniciativa e eu nem esperava. É muito bom para eles e para a gente, já que as crianças brincam, interagem e a gente consegue se distrair", comentou. Entre outras ações previstas, estão as visitas ao Planetário de Brasília, no dia 16 de abril, e um evento de equoterapia recreativa, no dia 30. A programação completa pode ser conferida no banner abaixo:  Arte: SES-DF     *Com informações do SES-DF

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Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista fortalece o desenvolvimento de crianças de até 10 anos no DF

Aos 5 anos, Jorge Augusto Sena encontrou no Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista (Cretea) um ambiente que estimula o seu desenvolvimento e amplia as possibilidades de convivência. Diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), ele frequenta a unidade todas as quartas-feiras, participando de atividades terapêuticas que fortalecem a autonomia e a interação social. “O acompanhamento tem sido bastante útil para a socialização dele com as outras crianças. Além disso, a estrutura é fantástica, os profissionais são muito qualificados e o grupo de pais ajuda muito na troca de experiências. A gente se sente mais segura e preparada para apoiar o desenvolvimento do nosso filho”, conta a mãe de Jorge Augusto, Amanda Ferreira, 22 anos. No Cretea, crianças de até 10 anos são diagnosticadas com TEA e recebem condições para o desenvolvimento cognitivo, social e comportamental | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Inaugurado em dezembro do ano passado, o Cretea é a primeira unidade do DF com foco exclusivo em autismo. O centro atende a crianças de até 10 anos já inseridas nas filas da rede pública. O objetivo é diagnosticar a condição e intervir em tempo adequado, algo essencial para o desenvolvimento cognitivo, social e comportamental. Atendimento O acesso ocorre por meio da Central de Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Ao chegar, a criança passa por acolhimento e por três avaliações multiprofissionais. Esse processo permite compreender tanto as características do espectro quanto outros aspectos do desenvolvimento do paciente. O centro oferece atendimento integrado com fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas “Após essa etapa, a equipe se reúne com a família para apresentar o plano terapêutico, definindo os atendimentos necessários, como fonoaudiologia, psicologia, fisioterapia, nutrição e participação em grupos”, afirma a gerente da unidade, Viviane Felipe Veras. A estrutura foi planejada para oferecer conforto, estímulo e funcionalidade. São oito consultórios, salas para atendimentos em grupo, ginásio terapêutico, sala multissensorial, cozinha terapêutica e ambientes voltados ao acolhimento e às atividades lúdicas. Os atendimentos incluem sessões individuais, grupos para interação social e ações direcionadas às famílias. A equipe multiprofissional é composta por psiquiatra infantil, neuropediatra, pediatra, psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta. O centro atende a crianças com diagnóstico confirmado e também aquelas com suspeita de TEA, sempre a partir do encaminhamento da rede pública.  [LEIA_TAMBEM] Vagas Inicialmente, foram disponibilizadas 50 vagas, todas preenchidas até o dia16, com previsão de novas aberturas a cada mês. “Parte dos encaminhamentos não se enquadrava no perfil de TEA, o que levou à reorganização dos fluxos”, ressalta Veras. A definição da frequência dos atendimentos é feita de forma individualizada, levando em conta as necessidades clínicas da criança e a rotina da família. O tempo de permanência também varia conforme cada caso. Crianças com demandas mais pontuais podem receber alta após cerca de seis meses. Após os três primeiros meses, o paciente é reavaliado para acompanhamento da evolução. Uma nova análise ocorre em 180 dias para definir continuidade ou encaminhamento para a rede. Todo o processo é articulado com as unidades básicas de saúde e as escolas, mantendo o vínculo com a atenção primária. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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