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Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais

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DF amplia imunização para idosos a partir de 85 anos e atualiza critérios

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   A vacinação contra o pneumococo (Streptococcus pneumoniae) é uma das principais estratégias para prevenir infecções que vão desde quadros comuns, como otite e sinusite, até doenças pneumocócicas graves e invasivas, como pneumonia, meningite e sepse. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) segue as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e atualizou as diretrizes para a utilização da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20). Atualmente, o Distrito Federal passa por um processo de transição para o uso da VPC20. As vacinas VPC13 e VPP23, anteriormente utilizadas na rede pública no combate a essas doenças, não estão mais disponíveis para aplicação geral. Durante o período de transição, a VPC10 ainda integrará o esquema de vacinação infantil. A indicação da VPC20 varia conforme a idade, a condição de saúde e o histórico vacinal de cada pessoa. A VPC20 estará disponível em todas as salas de vacina do DF para o público maior de 85 anos | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Idosos com mais de 85 anos Em uma das principais atualizações normativas, a VPC20 passa a ser disponibilizada em todas as salas de vacina do DF para idosos a partir de 85 anos. Para este público, não é necessária a apresentação de prescrição médica, bastando comparecer a uma unidade básica de saúde (UBS) com documento oficial que comprove a idade. Para definir se o idoso de 85 anos ou mais precisa receber a dose, a equipe de saúde avalia o histórico registrado na caderneta vacinal, conforme as regras estabelecidas: ► Nenhuma dose prévia: administra-se dose única de VPC20; ► Apenas uma dose prévia de VPC13 ou VPC15: administra-se uma dose de VPC20, respeitando o intervalo mínimo de dois meses após a dose anterior; ► Apenas uma dose prévia de VPP23: uma dose de VPC20, respeitando o intervalo mínimo de um ano após a dose de VPP23; ► Duas doses prévias de VPP23 ou uma dose de VPC13/15 + uma dose de VPP23: não há indicação para receber a VPC20; ► Entre 60 e 84 anos, a vacina também é indicada para pessoas ainda não vacinadas que estejam acamadas ou vivam em instituições. Vacinação infantil Na rotina de imunização das crianças, o esquema básico recomendado começa aos 2 meses de idade, com a aplicação de uma dose da VPC20. A segunda dose é administrada aos 4 meses, com a VPC10, e o reforço é feito aos 12 meses, novamente com a VPC20. O intervalo recomendado entre as doses do esquema básico é de 60 dias. Crianças com o esquema em atraso podem atualizar a vacinação até os 4 anos, 11 meses e 29 dias, a depender das doses já recebidas. Aquelas que já completaram o esquema básico e o reforço com as vacinas pneumocócicas anteriores não precisam receber doses adicionais de VPC20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Grupos especiais e outros públicos A VPC20 também integra as estratégias da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), voltada a indivíduos com comorbidades ou condições que aumentam o risco de doença pneumocócica grave — como imunossupressão, cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, asma moderada ou grave, diabetes e certas condições neurológicas. Nesses casos, a aplicação depende de avaliação clínica e, quando necessário, de autorização prévia do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie). Na rotina de imunização, a VPC20 também é indicada para populações indígenas a partir de 5 anos de idade que não tenham histórico de vacinação prévia com vacina pneumocócica conjugada. Importância da vacina Usuários devem levar a Carteira de Vacinação para os locais onde estão sendo aplicados imunizantes | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A VPC20 é uma vacina conjugada, tecnologia que favorece uma resposta imunológica mais duradoura e robusta. O imunizante amplia a proteção contra um maior número de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, reduzindo significativamente complicações, internações e óbitos. A orientação da Secretaria de Saúde é que a população procure o local de vacinação mais próximo, levando documento de identificação e a Caderneta de Vacinação. A população também pode aproveitar para checar e atualizar as demais vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Idoso e do Adulto. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Comitiva internacional conhece trabalho do GDF na aplicação de medicamentos em bebês

Com o objetivo de fortalecer parcerias e apresentar o protagonismo do Distrito Federal, na gestão em saúde pública, especialmente em imunização, a Secretaria de Saúde (SES-DF) recebeu, nesta quinta-feira (10), uma comitiva da França. Estiveram presentes representantes de uma empresa farmacêutica global que tem como foco a pesquisa, o desenvolvimento, a produção e a comercialização de medicamentos e vacinas. O encontro foi marcado pela troca de experiências e reconhecimento das ações inovadoras implementadas na saúde pública do DF. “A reunião foi extremamente produtiva. Fomos a primeira unidade da Federação a implementar o uso do nirsevimabe. Discutimos como fortalecer a parceria nas áreas de pesquisa, capacitação e comunicação, com o objetivo de ampliar a prevenção e gerar dados científicos que ajudem a expandir essa estratégia para outros estados e operadoras de saúde”, destacou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. O encontro foi marcado pela troca de experiências e reconhecimento das ações inovadoras implementadas na saúde pública do DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Pioneirismo  Durante a reunião, a equipe da SES-DF apresentou os resultados iniciais do protocolo VSR (Vírus Sincicial Respiratório), que tornou o DF pioneiro na aplicação do nirsevimabe (medicamento que protege bebês contra infecções graves causadas pelo VSR, principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida) em recém-nascidos prematuros, iniciada em abril deste ano. Mais de 1.850 bebês foram imunizados em apenas dois meses. “Compartilhamos nossas experiências com os colegas da Secretaria e com os representantes da empresa, mostrando o impacto positivo dessa estratégia para a prevenção de internações por VSR. Nossa meta é expandir o protocolo em 2026 e, ainda este ano, iniciaremos um estudo de efetividade com base nos dados de hospitalização, reforçando o DF como referência nacional na condução de políticas públicas baseadas em evidências”, afirmou a coordenadora de Atenção Especializada à Saúde (Cates), Julliana Macêdo. Referência nacional O encontro foi finalizado com a visita da comitiva ao Crie Único, no Hmib, para conhecer de perto a estrutura, a equipe e os fluxos que garantem a execução eficaz dos protocolos Outro destaque foi a apresentação da transformação do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), que passou de um modelo centralizado e limitado para um sistema descentralizado e inovador, tornando o DF uma referência nacional em descentralização do Crie. Em 2024, foi implementado o projeto Crie Virtual, que atende pacientes de baixa complexidade. “Gostaria de agradecer e parabenizar pelos resultados apresentados, que realmente me impressionaram. Acreditamos muito que essas informações podem contribuir com a comunidade científica para transformar o panorama dessa doença. O nosso trabalho é essencial para mudar a realidade de doenças causadas pelo vírus sincicial respiratório, especialmente em crianças”, afirmou a diretora-geral internacional de Vacinas da Sanofi, Juliette Payet. [LEIA_TAMBEM]A iniciativa ampliou o acesso da população elegível aos imunobiológicos especiais, permitindo que este grupo receba as vacinas próximas ao domicílio, sem a necessidade de deslocamento físico até o Crie Único, localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). A descentralização para 92 unidades espalhadas nas sete regiões de saúde do DF permitiu mais acessibilidade, imunização em tempo oportuno, mais agilidade e segurança no atendimento e assistência integral para cada usuário. Além disso, a iniciativa ampliou a aplicação mensal de imunobiológicos de 320 em 2024 para 890 doses em 2025. Atualmente, o Crie Virtual tem quase 8 mil pacientes cadastrados. A equipe especializada do Crie Único do Hmib, composta por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, atende pacientes de alta complexidade. O encontro foi finalizado com a visita da comitiva ao Crie Único, no Hmib, para conhecer de perto a estrutura, a equipe e os fluxos que garantem a execução eficaz dos protocolos. *Com informações da Secretaria de Saúde

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