Alterações hormonais são sinal de alerta para doenças na tireoide
“Quando percebi o nódulo no pescoço, achei que seria algo simples, principalmente porque não tinha nenhum sintoma. Levei um susto quando descobri que era câncer de tireoide.” O relato de Gilmar Dias de Souza, de 41 anos, mostra uma característica comum das doenças relacionadas à tireoide: muitas vezes, elas se desenvolvem de forma silenciosa e sem sinais aparentes. Neste 25 de maio, quando é celebrado o Dia Mundial da Tireoide, especialistas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), reforçam a importância da atenção aos sintomas e da procura por avaliação médica diante de alterações persistentes no organismo. Após o diagnóstico, Gilmar passou pela cirurgia de retirada da tireoide e segue em acompanhamento no ambulatório especializado da unidade. “A gente costuma pensar que só as mulheres precisam se preocupar com os hormônios, mas não é. Todo mundo precisa ficar atento”, afirma. Além das alterações hormonais, as principais doenças relacionadas à glândula incluem o aparecimento de nódulos e o câncer de tireoide | Foto: Divulgação/IgesDF A endocrinologista Cicília Rocha, do HBDF, explica que a tireoide é uma glândula localizada na região do pescoço e responsável pela produção de hormônios que ajudam a regular funções importantes do corpo, como metabolismo, temperatura corporal, funcionamento intestinal e ciclos menstruais. “Quando a tireoide não funciona de forma adequada, pode haver aumento da produção de hormônios, caracterizando o hipertireoidismo, ou redução deles, no caso do hipotireoidismo”, detalha. Além das alterações hormonais, as principais doenças relacionadas à glândula incluem o aparecimento de nódulos e o câncer de tireoide. Desde o início deste ano, o Hospital de Base prestou mais de 1.250 atendimentos relacionados a essas condições Hipertireoidismo e hipotireoidismo O hipotireoidismo ocorre quando há baixa produção hormonal e pode provocar sintomas como cansaço excessivo, sonolência, dores musculares, intestino preso, ganho de peso e depressão. Segundo a especialista, o quadro também pode estar relacionado ao uso de algumas medicações, devendo ser investigado nas unidades básicas de saúde (UBSs). Já o hipertireoidismo ocorre quando há produção excessiva de hormônios. “Com o metabolismo acelerado, o paciente pode apresentar perda de peso, insônia, agitação, diarreia e aumento da frequência cardíaca”, explica a endocrinologista. Desde o início do ano, o HBDF contabilizou 248 atendimentos relacionados ao hipertireoidismo. O acompanhamento é realizado no ambulatório especializado da unidade, mediante encaminhamento médico. Diagnóstico precoce aumenta chances de cura O câncer de tireoide apresenta altos índices de cura quando descoberto precocemente, mas nem sempre provoca sintomas evidentes. Em alguns casos, podem surgir caroços ou alterações perceptíveis no pescoço, embora muitos pacientes não sintam nada nas fases iniciais da doença. “Quando o tumor está maior, pode causar dificuldade para respirar, engolir ou até rouquidão. Mas muitas pessoas não sentem nada. O diagnóstico costuma ser realizado por meio de ultrassonografia, podendo também envolver tomografia e ressonância magnética”, orienta a médica. Nos casos em que os exames identificam nódulos benignos, os pacientes seguem acompanhamento no ambulatório especializado em nódulos da tireoide do Hospital de Base. *Com informações do IgesDF
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Hoje é dia de reforçar a importância de cuidados com a tireoide
O 25 de maio é marcado no calendário, desde 2008, como Dia Internacional da Tireoide. A data foi estabelecida pela Federação Internacional de Tireoide com o objetivo de chamar a atenção para a importância de debater o tema e alertar a população para reconhecer as doenças que afetam a glândula. Pessoas com histórico familiar de doenças da tireoide, e principalmente as mulheres, têm mais propensão ao desequilíbrio da glândula | Fotos: Tony Winston/Agência Saúde “A tireoide é localizada na região do pescoço e regula o metabolismo, a frequência cardíaca, a temperatura corporal, a atenção e a concentração, o sono, o humor, entre outras funções. Ou seja, tem participação vital para o equilíbrio e bem-estar”, informa a Referência Técnica Distrital (RTD) de Endocrinologia da Secretaria de Saúde, Eliziane Brandão Leite. [Olho texto=”“Quando as doenças da tireoide são reconhecidas e tratadas corretamente, é mantido o equilíbrio e o bem-estar, além de se reduzir os riscos de câncer da tireoide”” assinatura=”Eliziane Brandão Leite, Referência Técnica Distrital (RTD) de Endocrinologia da Secretaria de Saúde” esquerda_direita_centro=”direita”] A endocrinologista explica que as doenças da tireoide são hipertireoidismo, que é a produção excessiva de hormônios; hipotireoidismo, que é pouca produção de hormônios; bócio, que é o aumento do volume com nódulos, e câncer da tireoide. “Quando as doenças da tireoide são reconhecidas e tratadas corretamente, são mantidos o equilíbrio e o bem-estar, além de se reduzir os riscos de câncer da tireoide. O tratamento para as disfunções é com medicamentos, já para o câncer de tireoide, cirurgias e outros tratamentos complementares”, afirma. Eliziane ressalta que pessoas com histórico familiar de doenças da tireoide, e principalmente as mulheres, de acordo com a fase da vida (puberdade, gravidez e menopausa), têm mais propensão ao desequilíbrio da glândula da tireoide e devem fazer exames periódicos para o diagnóstico precoce. Por isso, o acompanhamento é essencial e pode ser feito através de exames laboratoriais. A endocrinologista informa que nódulos na tireoide são comuns e necessitam ser acompanhados por exames de ultrassom, pois apenas uma pequena parte desenvolve o câncer. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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