Pesquisa clínica abre caminho para tratamentos inéditos e renova esperança de pacientes
“Achávamos que o diagnóstico de leucemia era o fim, que a gente ia ter que se despedir da minha mãe.” A frase de Fillipe Heydfeld carrega o peso vivido por muitas famílias diante de doenças graves. Mas, no caso dele, a história ganhou um novo rumo quando a mãe passou a integrar um ensaio clínico no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “[Eles] nos procuraram, o pessoal da pesquisa clínica, oferecendo uma equipe específica para ela, todo o acompanhamento e o medicamento. A gente aceitou. Poxa vida, era a salvação da minha mãe”, relembra. Histórias como essa ajudam a mostrar o impacto da ciência para além dos laboratórios e artigos acadêmicos. No IgesDF, os ensaios clínicos vêm se consolidando como uma ferramenta estratégica para impulsionar inovação, qualificar o atendimento e ampliar a produção de conhecimento dentro da rede pública de saúde. Atualmente, o instituto participa de projetos desenvolvidos em parceria com instituições nacionais e internacionais de referência. Em muitos casos, essas ações representam novas possibilidades terapêuticas, acesso a medicamentos inovadores e esperança para pessoas que convivem com doenças complexas ou sem resposta clínica disponível. Para a neurologista Letícia Rebello, esse trabalho permite que a medicina avance com mais eficácia e segurança. “É dessa forma que a gente consegue criar caminhos para fornecer uma melhor opção terapêutica para o paciente, que tenha como aliado a eficácia e a segurança”, pontua. O Dia Internacional da Pesquisa Clínica chama atenção para a importância da ciência no desenvolvimento de terapias que ajudam a salvar vidas e melhorar o cuidado em saúde | Foto: Divulgação/IgesDF Esperança que nasce da ciência Celebrado em 20 de maio, o Dia Internacional da Pesquisa Clínica chama a atenção para a importância da ciência no desenvolvimento de terapias que ajudam a salvar vidas e melhorar o cuidado em saúde. A gastroenterologista Liliana Mendes explica que muitas dessas ações acabam oferecendo uma oportunidade inédita para pessoas que já esgotaram outras possibilidades terapêuticas. “Existem pessoas que têm doenças que já estão na fronteira do conhecimento e essas doenças estão progredindo. Os estudos podem fazer com que elas sejam elegíveis a ter acesso a uma droga que está sendo estudada e que possivelmente pode ser benéfica para melhorar essa condição”, observa. O impacto também é percebido por familiares que acompanham de perto a evolução dos participantes. “Quando foi dada a opção desse tratamento da pesquisa clínica, foi um divisor de águas, porque a qualidade do tratamento melhorou 100% e a nossa expectativa também”, relata Kleber Petronio, irmão de uma participante de um dos protocolos conduzidos no IgesDF. Ciência que transforma o cuidado Além de ampliar possibilidades terapêuticas, os ensaios ajudam a tornar os tratamentos mais seguros e eficientes. O ortopedista Davi Haje explica que esse trabalho permite validar procedimentos e aprimorar condutas médicas a partir dos próprios resultados observados nos atendimentos. “Muitas vezes, a gente cria tratamentos e novos avanços, como no caso da minha área, a de pés tortos, de deformidades torácicas; na área de ortopedia da criança, do adolescente e do pé adulto. E, quando a gente faz pesquisa com nossos próprios dados, validamos se estamos seguindo um caminho correto ou não, permitindo mais segurança aos pacientes”, comenta. A produção de conhecimento desenvolvida dentro desses projetos também gera impactos diretos para toda a sociedade. Para o infectologista Tazio Vanni, o desenvolvimento das vacinas contra a covid-19 é um dos exemplos mais recentes da importância da ciência. “Foi através da pesquisa clínica que conseguimos desenvolver novas vacinas contra a covid-19 e sair de uma das maiores crises sanitárias dos últimos 100 anos”, ressalta. O infectologista Julival Ribeiro lembra que a investigação científica continua sendo essencial para o avanço da medicina em diferentes áreas. “A pesquisa clínica é fundamental para qualquer país, pois através dela descobrimos, por exemplo, novos antimicrobianos, novas drogas para tratar o câncer”, acrescenta. Inovação e acolhimento caminham juntos No IgesDF, o suporte aos pesquisadores e aos projetos é realizado pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) No IgesDF, o suporte aos pesquisadores e aos projetos é realizado pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), por meio da Gerência de Pesquisa, que acompanha desde os fluxos institucionais até o apoio técnico e regulatório necessário para a condução dos trabalhos. Para a enfermeira Laryssa Bezerra, que atua nos estudos clínicos, a atuação desenvolvida nessas frentes também envolve acolhimento e construção de vínculos com participantes e familiares. “Existe muito trabalho técnico envolvido, mas também muito acolhimento. Os participantes e suas famílias depositam confiança nas equipes científicas, e isso nos motiva diariamente”, conta. Para a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Emanuela Ferraz, cada trabalho conduzido dentro da instituição reforça o compromisso do Instituto com um atendimento mais qualificado e humano. “A pesquisa clínica representa esperança, inovação e compromisso com uma assistência em saúde cada vez mais qualificada e humana”, destaca. Segundo Emanuela, as ações realizadas ampliam o papel do IgesDF na produção de conhecimento e na transformação do cuidado aos pacientes. A gerente de Pesquisa do IgesDF, Ana Carolina Lagôa, também enfatiza que o avanço científico depende da atuação conjunta entre pesquisadores, profissionais de saúde, participantes e familiares. “Cada trabalho conduzido no IgesDF fortalece a ciência, transforma conhecimento em cuidado e impacta diretamente a vida das pessoas”, afirma. Como participar das pesquisas Pessoas interessadas em participar ou desenvolver estudos clínicos no IgesDF podem entrar em contato com a Gerência de Pesquisa para conhecer os projetos em andamento, entender os critérios de participação e obter orientações sobre as oportunidades disponíveis. → Telefone/WhatsApp: (61) 3550-8837 → Núcleo de Apoio ao Pesquisador (Napes): napes@igesdf.org.br → Núcleo de Pesquisa Clínica: pesquisaclinica@igesdf.org.br → Mais informações sobre submissão e condução de projetos científicos: https://igesdf.org.br/diep/pesquisa/submissao-de-projetos-de-pesquisa/. *Com informações do IgesDF
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Profissionais do HRSM participam de curso sobre manejo de recém-nascido prematuro
Nesta sexta-feira (25), a Diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação (Diep) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu o curso Manejo do recém-nascido prematuro, que ocorreu no auditório do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), para duas turmas, sendo uma pela manhã e outra à tarde. A capacitação tem o objetivo de alinhar condutas e rotinas direcionadas ao manejo dos bebês prematuros internados no Hospital Regional de Santa Maria, tendo em vista que a unidade hospitalar é referência no atendimento de gestantes de alto risco da região, tendo um grande número de nascimento de prematuros. A capacitação tem o objetivo de alinhar condutas e rotinas direcionadas ao manejo dos bebês prematuros internados | Foto: Divulgação/IgesDF “Alguns prematuros estão indo para o Alcon, que é o alojamento conjunto da Maternidade, já que não possuem tantos riscos. Então, é importante alinhar os cuidados dados a estes bebês, para todo mundo falar a mesma língua, sobre como cuidar desses recém-nascidos desde o Centro Obstétrico, UTI neonatal, UCIN, até lá, porque eles precisam de cuidados específicos”, explica a enfermeira neonatologista da Diep, Luiza Melo. Durante o curso foram repassadas informações acerca das características específicas dos recém-nascidos prematuros, como o fato deles nascerem com a pele fina, lanugem (pelos) no corpo, chance maior de ter icterícia, baixo peso, sonolência maior e dificuldade de regular a temperatura corporal, por isso não é indicado dar banho todos os dias. “O cuidado deste bebê vai impactar no desenvolvimento dele ao longo do tempo, por isso a importância de orientar bem a família. Destacar que cada bebê tem o seu tempo e que é necessário respeitar cada fase, porque a idade de nascimento não condiz necessariamente com a idade que este bebê teria se tivesse nascido termo, no período previsto”, informa a chefe do Serviço do Banco de Leite Humano do HRSM, Maria Helena Santos. Também foi ressaltada a importância do contato pele a pele na primeira hora de vida e o método canguru, que faz com que aumente o vínculo do recém-nascido com a mãe, auxilia em sua temperatura corporal e seu desenvolvimento, além de estimular a amamentação. Além disso, foram repassadas dicas da fonoaudiologia com relação à alimentação do prematuro, tendo em vista que é necessário respeitar o tempo do bebê em respirar e deglutir. A terapia ocupacional também destacou seu papel com relação aos prematuros, tendo em vista responsáveis pela promoção da qualidade de vida deste bebê durante a internação, zelando pelo conforto e alívio da dor, tentando reduzir ao máximo os estímulos que possam atrapalhar o desenvolvimento deles. “Todos os nossos profissionais que prestam assistência à linha materno-infantil precisa saber as demandas específicas dos prematuros, então o curso é um reforço desses cuidados, então o nosso objetivo é isso, alinhar as nossas condutas, capacitar a nossa equipe para que onde esse bebê prematuro estiver, a gente esteja apto para atender ele”, conclui Maria Helena. *Com informações do IgesDF
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