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Esclerose múltipla

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Calor intensifica sintomas da esclerose múltipla e exige cuidados

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. “No calor, eu não consigo nem respirar direito. A fadiga vem como uma onda, você fica mole e cansada sem ter feito nada. Sua mente fica esgotada”, relata Ivanir Maria de Souza Moreira, diagnosticada com esclerose múltipla há quatro anos. Neste domingo (30), Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, especialistas alertam que o aumento da temperatura corporal pode intensificar temporariamente alguns sintomas da doença e recomendam cuidados para enfrentar os períodos mais quentes. Em tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Ivanir conta que, mesmo com a doença estabilizada pelo tratamento, ainda sente os efeitos do calor e precisou organizar a rotina e a própria casa. “Instalei ar-condicionado, coloquei ventiladores. Quando preciso sair, uso roupas frescas ou térmicas. A gente vai se adaptando ao que precisa”, explica.  Períodos mais quentes podem intensificar temporariamente alguns sintomas da doença: especialistas recomendam cuidados | Fotos; Divulgação/IgesDF  “No calor, minha visão fica mais turva, sinto mais cansaço. Uma atividade que normalmente é simples fica bem mais complicada, principalmente se for algo cognitivo. Não consigo nem dirigir às vezes” Ana Paula Morais, diagnosticada com esclerose múlstipla há 9 anos  A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória autoimune que afeta o sistema nervoso central. Nesse quadro, o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, estrutura que reveste e protege as fibras nervosas e contribui para a transmissão dos impulsos entre o cérebro e o restante do corpo. A doença pode provocar diferentes sintomas, que variam de intensidade e podem surgir ou se agravar temporariamente. O neurologista do HBDF, André Ferreira, explica que a exposição a temperaturas elevadas, inclusive em situações como banhos muito quentes e saunas, pode provocar uma piora temporária dos sintomas em pessoas com esclerose múltipla. “Esta época do ano no Distrito Federal é especialmente ruim para eles e aumenta os sintomas que já têm, principalmente a fadiga”, destaca. Segundo o médico, o aumento da temperatura corporal pode dificultar a condução dos impulsos nervosos nas regiões já afetadas. A manifestação é conhecida como Fenômeno de Uhthoff. “Essa dificuldade em um nervo que já é lesionado piora os sintomas que o paciente sente”, completa. Recursos de regulação térmica Para reduzir o desconforto e evitar a intensificação dos sintomas, a recomendação é controlar, sempre que possível, a temperatura corporal e evitar exposição prolongada ao calor. Ana Paula Morais convive com a doença há nove anos e conta que os períodos de altas temperaturas costumam ser especialmente difíceis. “No calor, minha visão fica mais turva, sinto mais cansaço. Uma atividade que normalmente é simples fica bem mais complicada, principalmente se for algo cognitivo. Não consigo nem dirigir às vezes”, relata. Para lidar com os períodos mais quentes, ela adotou estratégias para evitar o aumento da temperatura corporal. Entre as medidas estão o uso de roupas leves e com recursos de regulação térmica, consumo de água gelada, sorvetes, banhos frios e alimentação leve. Quando possível, o uso de ar-condicionado e ventiladores também ajuda a manter o ambiente mais confortável. Os principais sintomas Intervalo entre o surgimento dos primeiros sintomas e a confirmação da doença pode levar de cinco a sete anos “A doença costuma surgir entre os 20 e os 40 anos e pode causar sintomas semelhantes aos de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Como alguns sinais desaparecem após um período, muitas pessoas acreditam que houve melhora espontânea e deixam de investigar o quadro até o surgimento de um novo surto” Ronaldo Maciel, neurologista do Hospital de Base do Distrito Federal Os principais sintomas da esclerose múltipla incluem fraqueza muscular, tremores, fadiga e alterações na fala, na visão, nos movimentos e na cognição. Os sinais podem aparecer de forma temporária e variar de intensidade, característica que, em alguns casos, pode dificultar o diagnóstico.  De acordo com o neurologista Ronaldo Maciel, do HBDF, o intervalo entre o surgimento dos primeiros sintomas e a confirmação da doença pode levar de cinco a sete anos, o que pode atrasar o início do tratamento adequado. “A doença costuma surgir entre os 20 e os 40 anos e pode causar sintomas semelhantes aos de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Como alguns sinais desaparecem após um período, muitas pessoas acreditam que houve melhora espontânea e deixam de investigar o quadro até o surgimento de um novo surto”, detalha. Ainda não há consenso científico sobre as causas da esclerose múltipla, mas estudos apontam para a combinação de fatores genéticos e ambientais no desenvolvimento da doença. Sem acompanhamento adequado, a condição pode evoluir progressivamente e comprometer a autonomia dos pacientes ao longo do tempo. “O impacto na qualidade de vida é significativo, principalmente porque a doença se desenvolve durante a juventude e pode comprometer a autonomia e a vida profissional do paciente. Por isso, o controle adequado é essencial”, ressalta o neurologista. Tratamento e acompanhamento Embora ainda não tenha cura, a esclerose múltipla conta com tratamentos capazes de controlar os sintomas, reduzir a ocorrência de surtos e retardar a progressão da doença. “A doença é uma condição cujos impactos podem ser significativamente reduzidos com tratamento adequado. Por isso, é fundamental diminuir o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico”, reforça Ronaldo Maciel. O Hospital de Base do Distrito Federal é referência no tratamento da esclerose múltipla no Centro-Oeste e acompanha pacientes com a doença há décadas. Em 2025, foram realizados aproximadamente 1.200 atendimentos relacionados à condição na unidade. Além do acompanhamento com neurologistas, os pacientes atendidos no HBDF contam com suporte multiprofissional, que inclui fisioterapeutas, psicólogos e profissionais de outras especialidades. Em caso de sintomas persistentes, como formigamentos, alterações motoras, perda de força, dificuldades visuais ou tremores, a orientação é procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após avaliação clínica, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado no Hospital de Base. *Com informações do IgesDF

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Esclerose múltipla é a principal causa de incapacidade neurológica em jovens adultos

“Foi um grande choque. A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi que eu precisaria usar cadeira de rodas.” O medo de Marilene de Oliveira começou após episódios de formigamento nas mãos e nos pés. Sem entender o que estava acontecendo, ela passou por diferentes atendimentos até receber, no Hospital de Base do Distrito Federal  (HBDF), o diagnóstico de esclerose múltipla. “Achei que pudesse ser ansiedade, mas queria entender o que estava acontecendo comigo”, relembra. O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento são fundamentais para reduzir sequelas e retardar  a progressão da esclerose múltipla Neste 30 de maio, Dia Mundial de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce e do início rápido do tratamento, fundamentais para reduzir sequelas e retardar  a progressão da doença. De acordo com o neurologista do HBDF Ronaldo Maciel, o intervalo entre os primeiros sintomas e a confirmação do diagnóstico pode levar de cinco a sete anos, favorecendo o avanço da condição. "A esclerose múltipla é a principal causa de incapacidade neurológica por causas não externas em jovens adultos no mundo" Ronaldo Maciel, neurologista “Mesmo sendo considerada uma doença rara, a esclerose múltipla possui grande impacto social e econômico, pois é a principal causa de incapacidade neurológica por causas não externas em jovens adultos no mundo”, explica. Segundo o especialista, uma das principais dificuldades para identificar a doença está justamente na variedade de sintomas apresentados pelos pacientes. “A doença costuma surgir entre os 20 anos e os 40 anos e pode causar sintomas semelhantes aos de um acidente vascular cerebral (AVC). Como alguns sinais desaparecem após um período, muitas pessoas acreditam que houve melhora  espontânea e deixam de investigar o quadro até o surgimento de um novo surto”, detalha. Tratamento e acompanhamento Apesar de não ter cura, a esclerose múltipla possui tratamentos capazes de controlar sintomas, reduzir surtos e retardar a progressão da doença. “A doença é uma condição cujos impactos podem ser significativamente reduzidos com tratamento adequado. Por isso, é fundamental diminuir o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico”, reforça Ronaldo Maciel. O Hospital de Base é referência no tratamento da esclerose múltipla no Centro-Oeste e acompanha pacientes com a doença desde a inauguração da unidade, há 66 anos. Em 2025, proximadamente 1.200 atendimentos relacionados à condição foram realizados no hospital. Além do acompanhamento com neurologistas, os pacientes atendidos no HBDF contam com suporte multiprofissional, incluindo fisioterapeutas, oftalmologistas, psicólogos e outras especialidades.  Marilene de Oliveira: "O médico me explicou que não era uma sentença de morte. Precisei mudar hábitos, cuidar mais da alimentação e praticar exercícios" Marilene afirma que, apesar do medo inicial, aprendeu a conviver com a doença. “O médico me explicou que não era uma sentença de morte. Precisei mudar hábitos, cuidar mais da alimentação e praticar exercícios. Então eu acordo todos os dias e sigo com a minha vida, mesmo que seja uma rota diferente da que eu achava antes”, relata. Entenda a doença A esclerose múltipla é uma doença inflamatória autoimune que afeta o sistema nervoso central. Nela, o próprio sistema imunológico agride estruturas responsáveis pela transmissão dos impulsos nervosos, comprometendo a comunicação entre cérebro e corpo. Entre os principais sintomas estão fraqueza muscular, tremores, fadiga, alterações na fala, na visão, nos movimentos e na cognição Entre os principais sintomas estão fraqueza muscular, tremores, fadiga, alterações na fala, na visão, nos movimentos e na cognição. Os sinais podem surgir de forma temporária e variar de intensidade. Ainda não há consenso científico sobre as causas da doença, mas especialistas acreditam que fatores genéticos e ambientais estejam relacionados ao desenvolvimento da condição. Sem acompanhamento adequado, a doença pode evoluir progressivamente e comprometer a autonomia dos pacientes ao longo do tempo. “O impacto na qualidade de vida é significativo, principalmente porque a doença se desenvolve durante a juventude e pode comprometer a autonomia e a vida profissional do paciente. Por isso, o controle adequado é essencial”, destaca o neurologista. Em caso de sintomas persistentes, como formigamentos, alterações motoras, perda de força, dificuldades visuais ou tremores, a orientação é procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após avaliação clínica, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado no Hospital de Base. *Com informações do IgesDF

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Esclerose múltipla: diagnóstico precoce é fundamental para qualidade de vida

Muitas vezes silenciosa e confundida com outras doenças, a esclerose múltipla é uma condição crônica que atinge cerca de 40 mil pessoas no Brasil — aproximadamente 1,2 mil no Distrito Federal. Neste sábado (30), o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla reforça a importância da informação e do diagnóstico precoce. A esclerose múltipla é uma doença crônica que compromete o sistema nervoso central. O sistema imunológico ataca a bainha de mielina dos neurônios, estrutura que reveste e protege os neurônios, provocando danos e comprometendo esporadicamente as funções neurais, em episódios conhecidos como surtos. A esclerose múltipla pode ser controlada com acompanhamento médico e contínuo a longo prazo | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF “Embora não tenha cura, a doença pode ser controlada com acompanhamento médico e contínuo a longo prazo. Felizmente, a doença não apresenta altos índices de mortalidade”, explica a referência técnica de neurologia da Secretaria de Saúde (SES-DF), Stephanie Almeida. Segundo a profissional, o objetivo do tratamento é reduzir a inflamação, aumentar o intervalo entre os surtos e preservar a qualidade de vida do paciente. Sintomas Por causar o processo inflamatório e atingir diversas partes do sistema nervoso central, a doença gera sintomas diversos. Quando não tratada, a condição progride com o decorrer do tempo, sendo marcada por episódios de crises seguidos por período de estabilidade. Alguns sintomas possíveis são dormência ou formigamento, perda da força muscular, dificuldade para andar e falta de coordenação dos movimentos. Também pode causar fadiga, visão borrada, tonturas e desequilíbrios, dificuldades de controle da bexiga ou intestino, entre outros. O diagnóstico é associado a diversos exames laboratoriais e de imagem A doença é mais comum em adultos entre 20 e 40 anos, sendo predominante em mulheres. A especialista da SES-DF ressalta que o diagnóstico requer uma avaliação clínica detalhada. “Geralmente, o diagnóstico é associado a diversos exames laboratoriais e de imagem, como a ressonância magnética, além de testes específicos, como a pesquisa de bandas oligoclonais e de biomarcadores imunológicos”, detalha. Tratamento A rede pública do DF oferece tratamentos medicamentosos de alta eficácia que buscam reduzir esta atividade inflamatória. O atendimento é realizado por neurologistas das regionais, através de regulação médica, garantindo que os pacientes recebam o cuidado especializado necessário. [LEIA_TAMBEM]Além disso, a rede pública tem atendimento específico em doenças desmielinizantes em ambulatórios de referência no Hospital de Base (HBDF), Hospital Universitário de Brasília (HUB) e no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Neste caso, os pacientes também são direcionados por meio da regulação. Principais tipos de esclerose múltipla A esclerose múltipla pode se apresentar de duas formas: remitente recorrente (EMRR) e primariamente progressiva (PP). A EMRR se manifesta por meio de surtos que melhoram por dias ou semanas e o paciente volta ao seu estado prévio ao evento. Ao longo dos anos, sem tratamento e dependendo das características, o paciente pode ter novos surtos pontuais. Já na primariamente progressiva, o paciente apresenta o primeiro surto e, a partir daí, ocorre uma piora progressiva da doença. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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