Revista Distrito Internacional discute a cultura ibero-americana
O Escritório de Assuntos Internacionais do Distrito Federal (EAI-GDF) lançou, nesta quarta-feira (21), a terceira edição da revista Distrito Internacional. A publicação traz uma série de artigos escritos por autoridades sobre a cultura ibero-americana – uma homenagem ao prêmio de Capital Ibero-americana das Culturas 2022 (CIC 22), entregue a Brasília pela União das Cidades Capitais Ibero-americanas (UCCI). Publicação reflete sobre uma das principais características de Brasília, a diversidade de culturas | Foto: Reprodução Para a chefe do EAI, Renata Zuquim, a temática da publicação reflete uma característica inata de Brasília. “A capital do Brasil é multicultural por vocação, e a comunidade internacional se integra aos milhões de brasilienses originários de todos os cantos do país, revelando, sob sua imponente camada de modernidade, uma complexa fusão de tradições”. A revista está disponível em versões em português, inglês e espanhol. O conteúdo completo pode ser acessado pelo site do EAI. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O periódico é composto por uma entrevista com o poeta Nicolas Behr, uma retrospectiva das principais ações promovidas para celebrar a CIC 22 e quatro artigos: Um prêmio e um legado: Brasília, Capital Ibero-americana das Culturas 2022, do secretário Bartolomeu Rodrigues; Práticas culturais inovadoras em Bogotá: Uma oportunidade de trabalho em rede com a Ibero-América, da secretária de Cultura, Recreação e Esporte de Bogotá, Catalina Valencia; A cultura como um pilar da Ibero-América. Homenagem a Brasília como Capital Ibero-americana das Culturas, da embaixadora da Espanha no Brasil, Mar Fernández-Palacios; e 15 de Setembro, da embaixadora do México no Brasil, Laura Esquível, que reflete sobre os processos de independência simultâneos na América Latina e os deveres para conservar as histórias e identidades de seu povo. *Com informações do Escritório de Assuntos Internacionais
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Tecnologia e inovação usadas no combate à violência contra as mulheres
Por intermédio do Escritório de Assuntos Internacionais (EAI) do Governo do Distrito Federal (GDF), a Embaixada de Israel no Brasil promoveu uma palestra com o tema Tecnologia para combater a violência contra as mulheres. A iniciativa foi realizada no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), nesta terça-feira (22). O evento ocorreu em alusão ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher, celebrado no dia 25 de novembro, e contou com a participação da ativista israelense Lili Ben Ami, fundadora da associação Michal Sela Forum, que utiliza instrumentos tecnológicos para combater a violência baseada em gênero. A Embaixada de Israel promoveu o diálogo colaborativo entre a ativista de renome internacional e atores governamentais e privados de projetos e políticas públicas que fomentam a proteção à mulher como forma de planejar novas maneiras de combater a violência contra as mulheres e fortalecer a troca de ideias sobre o assunto. Além do Escritório de Assuntos Internacionais, a palestra teve o apoio da Secretaria de Segurança Pública, da Secretaria da Mulher e do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) | Fotos: EAI/GDF De acordo com a chefe do EAI, Renata Zuquim, “não resta dúvida que a eliminação de toda forma de violência contra mulheres — que retrata violação de direitos humanos — é de fundamental importância para todos aqueles empenhados na construção de uma sociedade mais igualitária, sendo necessária, para tanto, a mobilização de parcerias entre governos, parlamentos, empresas e sociedade civil em torno da causa”. [Olho texto=”“Temos desenvolvido vários projetos criativos e inovadores para salvar a vida de mulheres em suas próprias casas. Esses projetos já estão salvando vidas hoje, por isso é natural, até mesmo vital, que nos unamos para salvar a vida do maior número possível de mulheres e crianças”” assinatura=”Lili Ben Ami, fundadora da associação Michal Sela Forum” esquerda_direita_centro=”direita”] Além do EAI/GDF, a iniciativa teve o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) e do Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC) e reuniu representantes das áreas de ciência, tecnologia e inovações com foco em inteligência artificial e mecanismos de combate à violência contra mulheres e meninas. O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine, destacou que “o trabalho feito pela ativista Lili é importante para a criação de um ecossistema entre as instituições governamentais, públicas e privadas, que possa garantir a proteção da vida das mulheres”. Segundo a palestrante e ativista Lili Ben Ami, a associação Michal Sela Forum estabeleceu uma meta de zero feminicídios por ano e “não vamos parar até atingi-la”. “É por isso que temos desenvolvido vários projetos criativos e inovadores para salvar a vida de mulheres em suas próprias casas. Esses projetos já estão salvando vidas hoje, por isso é natural, até mesmo vital, que nos unamos para salvar a vida do maior número possível de mulheres e crianças”, disse. O gerente-executivo do Biotic, Leonardo Reisman; a palestrante e ativista Lili Ben Ami; a chefe do Escritório de Assuntos Internacionais, Renata Zuquim; e o embaixador de Israel, Daniel Zohar Zonshine Dia Internacional [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher tem como objetivo denunciar a violência contra as mulheres no mundo todo ao exigir políticas públicas eficazes para sua erradicação. O mesmo é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1999. O dia 25 de novembro foi escolhido em homenagem às irmãs Patria, María Teresa e Minerva Maribal, que foram violentamente torturadas e assassinadas nesta mesma data, em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo. As irmãs dominicanas eram conhecidas como Las Mariposas e lutavam por melhores condições de vida na República Dominicana. Como eliminar todas as formas de violência contra as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas é uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o ODS 5 — Igualdade de Gênero. *Com informações do Escritório de Assuntos Internacionais
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Exposição conta história de mulheres que se destacam em ações pelo mundo
A exposição Resiliência: Histórias de Mulheres que Inspiram Mudança está aberta para visitação do público, na Galeria Fayga Ostrower, no Eixo Cultural Ibero-americano. A mostra é de autoria da Fundação World Press Photo em parceria com a Embaixada do Reino dos Países Baixos, o Escritório de Assuntos Internacionais (EAI) e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Aberta ao público até o dia 18 a mostra traz para Brasília diferentes vozes femininas, documentadas por 17 fotógrafos de 13 nacionalidades | Foto: Divulgação A World Press Photo, criada em Amsterdã no ano de 1955, tem como missão conectar o mundo a narrativas que importam, por meio do trabalho de fotojornalistas e contadores de histórias de diversos países. Nesta edição, o público vai conhecer uma seleção de fotos e histórias premiadas pela organização que destacam a resiliência e os desafios de mulheres, meninas e comunidades. [Olho texto=”“Discutir sobre a questão de gênero permite a desconstrução da desigualdade que se manifesta, por exemplo, na violência e discriminação contra as mulheres. Espero que esta exposição permita novos olhares e nos traga muitas reflexões sobre este tema”” assinatura=”Renata Zuquim, chefe do Escritório de Assuntos Internacionais” esquerda_direita_centro=”direita”] Aberta ao público até o dia 18, a exposição traz para Brasília diferentes vozes femininas, documentadas por 17 fotógrafos de 13 nacionalidades, com reflexões sobre temas como violência de gênero, direitos reprodutivos e acesso a oportunidades iguais. A chefe do EAI, Renata Zuquim, ressalta: “Não resta dúvida de que discutir sobre a questão de gênero permite a desconstrução da desigualdade, que se manifesta, por exemplo, na violência e discriminação contra as mulheres. Espero que esta exposição permita novos olhares e nos traga muitas reflexões sobre este tema”. Ao recomendar aos brasilienses uma visita à exposição, o embaixador dos Países Baixos, André Driessen, destaca a foto Crying for Freedom, da iraniana Forough Alaei, em que a fotógrafa documentou a maneira com que mulheres no Irã se vestiram como homens para entrar em estádios de futebol. “Os Países Baixos estão empenhados em proteger e promover os direitos humanos em todo o mundo”, afirma. “Ao selecionar essas histórias, para nós foi muito importante trazer o protagonismo para as mulheres”, resume o curador da Fundação World Press Photo, Raphael Dias. “Conhecendo cada uma dessas histórias, os visitantes possam refletir sobre a resiliência feminina nas nossas vidas.” A seleção de fotografias também explora como as questões femininas e de gênero evoluíram no século 21, assim como o fotojornalismo se desenvolveu para retratar tais assuntos. Alguns dos premiados artistas participantes da exposição são Anna Boyiazis, Jonathan Bachman, Catalina Martin-Chico, Olivia Harris e Maika Elan. *Com informações do Escritório de Assuntos Internacionais
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Arte urbana dá novas cores ao Eixo Cultural Ibero-americano
As paredes externas da sala Cássia Eller, no Eixo Cultural Ibero-americano (antiga Funarte), ganharam novas cores e significados. Foi inaugurado nesta quinta-feira (30) um mural confeccionado por artistas participantes do projeto Mulheres Inspiradoras da Ibero-América: A arte urbana como instrumento de transformação social. Produção do mural envolveu as artistas Key Amorim (Brasília), MADA (Bogotá), Agus Rúcula (Buenos Aires) e Lynliet (Lima) | Fotos: Ananda Ribeiro/EAI A iniciativa, do Escritório de Assuntos Internacionais (EAI) em parceria da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), é apoiada pela União de Cidades Capitais Ibero-americanas (UCCI). Além disso, ocorre no contexto de Brasília como Capital Ibero-americana das Culturas 2022 (CIC 2022) e da vice-presidência temática de Cultura. “É uma honra para Brasília liderar esse projeto de cooperação internacional, pensado no âmbito da CIC 2022 em parceria com Bogotá (Colômbia), Buenos Aires (Argentina) e Lima (Peru), para tratar de um tema tão importante que é a história de mulheres na cultura ibero-americana. Isso é um presente para nossa cidade e um legado para nossa população”, comemora a chefe do EAI, Renata Zuquim. [Olho texto=”“Uma semente foi lançada aqui e não vamos parar. Este caminho é de ida e de muitas mãos. Brasília tem essa vocação de união dos povos, começando pelo próprio país, e não vamos deixar desbotar isso, não”” assinatura=”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”direita”] O titular da Secec, Bartolomeu Rodrigues, concorda: “Quero transformar os agradecimentos em parabéns a todos os envolvidos neste projeto, às mulheres e às artistas. Uma semente foi lançada aqui e não vamos parar. Este caminho é de ida e de muitas mãos. Brasília tem essa vocação de união dos povos, começando pelo próprio país, e não vamos deixar desbotar isso, não. As cores permanecerão sempre vivas”, afirma o secretário. Já a representante da UCCI, Johanna Rodriguez, destaca a relevância do projeto para a união das cidades envolvidas. “Este espaço significa algo muito importante, que é a ratificação do entendimento entre nossas cidades e o conhecimento firme da UCCI sobre a importância em apoiar esse tipo de iniciativa, que nos interpela como sociedade e nos impulsiona a gerar mudanças transformadoras em nossa sociedade e nossos territórios”, observa. Mulheres Inspiradoras O projeto Mulheres Inspiradoras da Ibero-América: A arte urbana como instrumento de transformação social teve início na última segunda-feira (27) com um seminário, realizado pelo professor Raphael Spode, no Espaço Cultural Renato Russo, sobre 12 mulheres notáveis na Ibero-América. As artistas produziram o mural na parte externa da sala Cássia Eller em dois dias, terça (28) e quarta (29) No mesmo dia, a artista brasiliense Key Amorim ministrou uma oficina de arte urbana e personalização de ecobags, capacitando mulheres de Brasília com o objetivo de fornecer mais uma ferramenta de empreendedorismo e geração de renda. Já na terça (28) e quarta (29), as quatro artistas integrantes do projeto – convidadas por seus respectivos governos locais, também integrantes da UCCI – trabalharam na confecção dos murais na parte externa da sala Cássia Eller. Além de Key Amorim e da mestre de arte popular Martinha do Coco, participaram as artistas MADA (Maria Daniela), de Bogotá; Agus Rúcula (Agustina Parravicini), de Buenos Aires; e Lynliet (Ailyn Yulye), de Lima. Representando os governos das cidades participantes, estiveram Diana Muñoz, coordenadora de arte em espaço público da Secretaria de Cultura, Recreação e Esporte de Bogotá; Magdalena Juricic, representante do Ministério da Cultura do governo da Cidade Autônoma de Buenos Aires; e Fabiola Figueroa, gerente de Cultura da municipalidade de Lima. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Uma das assessoras especiais do EAI que participaram diretamente da organização do projeto, Louise Alves destaca os resultados alcançados. “Foi incrível ver tudo o que a cooperação internacional entre as cidades, a troca de experiências, vivências e realidades podem proporcionar”, afirma. “Por meio da história dessas 16 mulheres inspiradoras – as 12 constantes da pesquisa, representadas aqui pela Martinha do Coco, e as quatro incríveis artistas que nos presentearam com este painel – pudemos ver que a arte é a mais legítima forma de expressão das principais inquietudes das nossas cidades. Hoje, pudemos apresentar essas mulheres e registrar o legado de suas obras por meio da arte urbana”, conclui. O projeto Mulheres Inspiradoras contou também com a colaboração da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), do Espaço Renato Russo e do Eixo Cultural Ibero-americano. *Com informações do Escritório de Assuntos Internacionais do GDF
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