Resultados da pesquisa

Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

Thumbnail

FAPDF lança chamada de iniciativa que apoia startups do DF e da Ride

De uma marca brasiliense de chocolates que começou com brownies vendidos na escola a uma feira digital que ajuda agricultores familiares a vender antes mesmo da colheita. De soluções biológicas para o cuidado ambiental nas cidades a plataformas voltadas para a segurança de mulheres viajantes, a saúde emocional materna e o desenvolvimento de ativos cosméticos a partir da biodiversidade do Cerrado. Essas são algumas das trajetórias que passaram pelo ecossistema de apoio a startups da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Para ampliar esse impacto, a FAPDF lança, nesta terça-feira (30), o edital do 3º ciclo do programa Start BSB. A chamada pública tem como objetivo apoiar projetos de desenvolvimento tecnológico e de inovação apresentados por startups do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). O terceiro ciclo do programa prevê investimento de mais de R$ 10 milhões e poderá selecionar até 100 projetos inovadores. Os recursos serão concedidos por meio de subvenção econômica, modalidade de apoio financeiro não reembolsável, ou seja, os valores não precisam ser devolvidos, desde que sejam aplicados conforme as regras previstas no edital. O Star BSB integra as ações da FAPDF voltadas para o fortalecimento da ciência, da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo no DF e na Ride. A iniciativa busca apoiar o desenvolvimento de soluções, produtos, serviços e processos inovadores, contribuindo para a criação e o crescimento de negócios com potencial de impacto econômico, social e tecnológico. O Star BSB integra as ações da FAPDF voltadas para o fortalecimento da ciência, da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo no DF e na Ride | Foto: Divulgação/FAPDF Além do apoio financeiro, as startups selecionadas contarão com atividades de capacitação, mentorias, acompanhamento técnico e ações de conexão com instituições, empresas e investidores. O objetivo é apoiar projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, desde a estruturação inicial da ideia até a preparação para crescimento no mercado. Trajetórias que mostram o impacto do programa Entre as iniciativas apoiadas pelo Start BSB dos ciclos anteriores está a Exímio Cacau, marca brasiliense conduzida por jovens empreendedores que nasceu no ambiente escolar, com a venda de brownies e brigadeiros, e hoje reúne cafeteria, chocolateria, clube de assinatura e linha de presentes. Com apoio do programa, a empresa estruturou a Exímio Lab, escola de empreendedorismo que utiliza a venda de brownies como ferramenta prática de ensino. Na agricultura familiar, a Óiaki se destaca como uma plataforma de comercialização digital, capacitação e inteligência artificial voltada a pequenos produtores rurais. A startup criou uma feira digital integrada ao WhatsApp e às redes sociais, permitindo que agricultores vendam diretamente aos consumidores, recebam pedidos e pagamentos antecipadamente e colham apenas aquilo que já está vendido. Com o apoio do Start BSB, a empresa validou seu modelo de negócio, iniciou a expansão nacional e cresceu 285% nos primeiros seis meses do programa. Na área ambiental, a Arbor Garden aposta em bioinsumos para levar soluções biológicas do campo para o ambiente urbano. A startup desenvolve produtos voltados para o fortalecimento de plantas, o cuidado com áreas verdes e o controle biológico de vetores como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Outro exemplo é o Sutiãs que Voam, plataforma colaborativa criada para tornar o turismo mais seguro e acolhedor para mulheres. A solução conecta viajantes a roteiros verificados e a uma rede de prestadoras de serviço formada majoritariamente por mulheres, fortalecendo também a economia criativa local. A Mãe Borboleta também integra o conjunto de soluções apoiadas pelo programa. A startup propõe uma abordagem estruturada para ajudar mulheres a organizarem a rotina e cuidarem da saúde emocional, com conteúdos, comunidade, mentorias e eventos voltados ao enfrentamento da sobrecarga materna. Já a Biointech, criada a partir de pesquisas desenvolvidas na Universidade de Brasília (UnB), transforma conhecimento científico em soluções biotecnológicas. A startup desenvolve peptídeos bioinspirados em moléculas presentes no veneno de vespas do Cerrado, com aplicações voltadas à indústria de cosméticos. Essas trajetórias demonstram a diversidade de áreas atendidas pelo programa — agricultura familiar, alimentação, meio ambiente, turismo, saúde emocional, biotecnologia e economia criativa — e demonstram o papel da FAPDF no apoio a negócios inovadores capazes de transformar conhecimento, pesquisa e criatividade em soluções com impacto para a sociedade. Apoio em diferentes estágios O Start BSB está organizado em três eixos, de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada projeto. O Eixo I, de ideação e desenvolvimento de habilidades, é voltado a iniciativas em fase inicial, que ainda estão estruturando a solução e desenvolvendo competências empreendedoras. Serão selecionados até 50 projetos, com apoio de R$ 53 mil para cada proposta contemplada. O Eixo II, de incubação e pré-aceleração, é destinado a startups que já estão desenvolvendo o modelo de negócio e validando a solução. Nessa etapa, serão selecionados até 30 projetos, com apoio de R$ 110 mil para cada proposta contemplada. Já o Eixo III, de aceleração, é voltado a startups em estágio mais avançado, que buscam fortalecer sua atuação, ampliar mercado e se preparar para receber investimentos. Serão selecionados até 20 projetos, com apoio de R$ 200 mil para cada proposta contemplada. Cada eixo também contará com bonificação para as startups mais bem classificadas, conforme o desempenho nas atividades previstas pelo programa. Como se inscrever Podem participar pessoas físicas ou empresas com projetos inovadores e vínculo com o Distrito Federal ou a Ride, conforme as regras do edital. No caso de pessoa física, se a proposta for aprovada, será necessário constituir empresa com sede no DF ou na Ride para a contratação e o recebimento dos recursos. As empresas participantes devem atender aos critérios previstos na chamada pública, incluindo sede e administração no DF ou na Ride, documentação regular e proposta compatível com as áreas apoiadas pelo programa. O edital contempla projetos em áreas como agronegócio, cidades inteligentes e sustentáveis, construção civil, economia circular, defesa, jogos eletrônicos, economia criativa, educação, energia, serviços financeiros, saúde, biotecnologia, bioeconomia, blockchain, inteligência artificial, internet das coisas, manufatura avançada, microeletrônica, nanotecnologia, realidade aumentada, realidade virtual, governo digital, serviços, logística e demais tecnologias emergentes. As inscrições deverão ser realizadas pelo site oficial do Programa Start BSB, de 10 de julho a 3 de setembro. O resultado preliminar está previsto para 24 de setembro. O período para apresentação de recursos será nos dias 28 e 29 de setembro, e o resultado final está previsto para 15 de outubro. Após a divulgação do resultado final, os selecionados deverão cumprir as etapas de envio de documentação, constituição de empresa, quando necessário, e contratação junto à FAPDF, conforme os prazos estabelecidos no edital. Clique aqui e acesse o edital completo. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

Ler mais...

Thumbnail

Projeto apoiado pela FAPDF desenvolve tecnologia para controle de voo de foguetes

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) incentiva o desenvolvimento de uma tecnologia considerada estratégica para o setor aeroespacial brasileiro: o sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes. A pesquisa é realizada na Universidade de Brasília (UnB), no Laboratório de Propulsão Química (CPL), sob coordenação do professor Olexiy Shynkarenko. O projeto "Desenvolvimento e teste do sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes” foi contemplado pelo edital Demanda Espontânea, na modalidade de pesquisa tecnológica, com investimento de R$ 140 mil. A proposta tem como objetivo desenvolver e testar um sistema compacto de vetorização de empuxo em nível de maturidade tecnológica TRL 4, que corresponde à validação de componentes em ambiente de laboratório. Na prática, o empuxo é a força de propulsão gerada pelo motor para impulsionar o foguete. O sistema de vetorização de empuxo permite controlar a direção dessa força, corrigindo e orientando a trajetória durante o voo. Essa tecnologia é fundamental para veículos suborbitais, foguetes de sondagem e futuras aplicações em sistemas espaciais mais complexos.  Segundo o professor Olexiy Shynkarenko, coordenador do projeto e do Laboratório de Propulsão Química da UnB, a equipe já dominava estudos de propulsão híbrida em motores de pequeno porte. O desenvolvimento do sistema de vetorização de empuxo, conhecido pela sigla TVC, foi o passo seguinte para avançar da propulsão estática para o controle ativo de voo. “A capacidade de controlar a trajetória é o que viabiliza veículos espaciais guiados”, destaca o pesquisador. A tecnologia tem importância estratégica porque o controle de voo é uma das etapas mais sensíveis do desenvolvimento aeroespacial. Em situações de baixa velocidade ou em ambientes de vácuo, por exemplo, o controle por superfícies aerodinâmicas não é suficiente. Nesses casos, direcionar o empuxo do motor se torna essencial para manter a trajetória planejada. O projeto "Desenvolvimento e teste do sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes” foi contemplado pelo edital Demanda Espontânea, na modalidade de pesquisa tecnológica, com investimento de R$ 140 mil | Fotos: Divulgação/FAPDF Além do impacto científico, o domínio dessa tecnologia também contribui para a soberania tecnológica do país. De acordo com o pesquisador, sistemas desse tipo costumam ter acesso restrito no mercado internacional, o que reforça a necessidade de desenvolver soluções nacionais para reduzir a dependência de fornecedores externos. Da simulação ao teste em laboratório O projeto envolve diferentes etapas de pesquisa, desenvolvimento e validação. O trabalho começa com cálculos estruturais e simulações computacionais, usados para prever o comportamento do fluxo de gases, das temperaturas e dos esforços mecânicos envolvidos. Depois, a equipe desenvolve a parte mecânica do sistema, realiza a prototipagem e faz testes de integração com eletrônica e atuadores. Na etapa final, o sistema é acoplado a um motor de foguete em bancada de testes, permitindo a realização de ensaios em condições próximas às necessárias para validar a tecnologia em ambiente laboratorial. Esse processo é o que caracteriza o avanço do projeto para o TRL 4, nível que indica a validação de um componente em laboratório. Outro ponto importante é a preocupação em utilizar materiais, componentes e capacidades industriais disponíveis no Brasil. A equipe priorizou componentes comerciais, ligas metálicas de fácil acesso e processos convencionais de fabricação, de forma a tornar o sistema mais viável para produção nacional e reduzir gargalos de importação. Impacto para o Distrito Federal e para o setor aeroespacial O desenvolvimento do sistema de vetorização de empuxo pode fortalecer a posição do Brasil no setor aeroespacial ao permitir que projetos nacionais avancem da fabricação de componentes isolados para a engenharia de sistemas integrados. A pesquisa também pode abrir oportunidades para empresas nacionais, startups e indústrias de alta tecnologia. Isso porque o sistema envolve áreas como atuadores eletromecânicos, aquisição de dados, algoritmos de controle e integração mecatrônica, conhecimentos que também podem ser aplicados em automação, robótica e sistemas de posicionamento de precisão. Para o Distrito Federal, o projeto contribui diretamente para a formação de recursos humanos qualificados, especialmente na área de Engenharia Aeroespacial da UnB. A proposta também tem potencial para ampliar a produção científica, gerar cooperações com empresas do setor e fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação local. Sistema de vetorização de empuxo desenvolvido para controle de voo de foguetes. O apoio da FAPDF foi essencial para que a pesquisa avançasse. O fomento possibilitou a ampliação da infraestrutura do Laboratório de Propulsão Química da UnB e inseriu o Distrito Federal em atividades práticas de desenvolvimento de subsistemas aeroespaciais. Para o professor Olexiy, o investimento permitiu elevar a pesquisa a um novo patamar. “O fomento da FAPDF viabilizou a infraestrutura necessária para elevar a pesquisa de vetorização de empuxo à fase de testes físicos”, afirma. Segundo o pesquisador, atualmente a UnB se destaca por trabalhar com sistemas de vetorização de empuxo de dois graus de liberdade, o que amplia a capacidade de controle e coloca a universidade em posição relevante entre instituições brasileiras que atuam na área. Estratégia para o setor O avanço da pesquisa também se conecta a um movimento mais amplo de fortalecimento do setor aeroespacial no Distrito Federal. Na última semana, foi lançado oficialmente o hub de Inovação Aeroespacial do Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília (PCTec/UnB), durante o SpaceBR Show 2026, realizado em São Paulo. A iniciativa, que tem a FAPDF e a Agência Espacial Brasileira (AEB) entre os parceiros, busca ampliar o protagonismo de Brasília no desenvolvimento de soluções voltadas à economia espacial, à inteligência territorial e à soberania nacional. O hub foi criado como uma plataforma de articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, investidores e organismos internacionais. Entre os principais eixos de atuação estão inteligência artificial aplicada, monitoramento territorial, drones, nanossatélites, segurança cibernética, tecnologias de uso dual e desenvolvimento de startups deep tech. A proposta reforça o ambiente de inovação no qual pesquisas como a de vetorização de empuxo estão inseridas, contribuindo para consolidar o Distrito Federal como um dos polos estratégicos do setor aeroespacial no país. Próximos passos A base técnica desenvolvida no projeto já começa a ser incorporada em novas pesquisas do laboratório. Um dos desdobramentos é o projeto SARA v3, apoiado pelo CNPq, que prevê um motor híbrido de 1 kN f, ou seja, com força de propulsão equivalente, aproximadamente, ao peso de 100 kg na Terra. A experiência acumulada com o apoio da FAPDF permitiu que esse novo motor fosse concebido já com suporte estrutural para vetorização de empuxo, preparando a tecnologia para futuras etapas de qualificação em bancada e integração em veículos experimentais. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

Ler mais...

Thumbnail

Pesquisa apoiada pela FAPDF desenvolve aplicativo para orientar alimentação segura de pessoas idosas

Comer, engolir e se comunicar são ações presentes na rotina, mas podem se tornar mais desafiadoras com o envelhecimento ou após eventos como o acidente vascular encefálico (AVE). Alterações nessas funções podem afetar a saúde, a interação social e a independência da pessoa idosa. Para compreender melhor esse cenário, a Universidade de Brasília (UnB) desenvolve a pesquisa Comunicação, Cognição, Deglutição, Alimentação, Independência Funcional e Perfil Molecular de Idosos, com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O projeto foi contemplado pelo edital FAPDF Learning, com investimento de R$ 500 mil. A iniciativa é coordenada por Cristina Lemos Barbosa, professora adjunta do curso de fonoaudiologia da Universidade de Brasília (UnB/FCE), com atuação nas áreas de disfagia, voz e qualidade de vida. Mestre em fisiopatologia experimental e doutora em ciências, também é membro da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) e da Dysphagia Research Society (DRS). O estudo avalia funções relacionadas à comunicação, à cognição, à alimentação e à deglutição (termo usado para se referir ao ato de engolir). Quando há dificuldade nesse processo, chamada de disfagia, a pessoa pode apresentar riscos como desnutrição, desidratação e pneumonias aspirativas. “A alimentação segura é um dos pilares da saúde e da qualidade de vida. Dificuldades para mastigar ou engolir aumentam o risco de desnutrição, desidratação, pneumonias aspirativas e hospitalizações”, explica Cristina. Segundo a coordenadora, esses problemas podem afetar especialmente idosos mais frágeis e vulneráveis, mas muitas vezes passam despercebidos. Na prática, a pesquisa realiza avaliações clínicas padronizadas da cognição, independência funcional, força muscular, tosse, força de língua e segurança e eficiência da deglutição. O projeto também analisa marcadores moleculares em pacientes nas primeiras 72 horas após o AVE, com o objetivo de compreender como fatores biológicos podem influenciar a recuperação e a reabilitação. O estudo avalia funções relacionadas à comunicação, à cognição, à alimentação e à deglutição | Foto: Divulgação/FAPDF Um dos principais resultados esperados é o desenvolvimento de um aplicativo em formato de jogo educativo, conhecido como Serious Game. A ferramenta será voltada à orientação de pessoas idosas, familiares e cuidadores sobre alimentação segura e eficiente. De acordo com Cristina, a ideia surgiu da necessidade de ampliar o acesso a informações confiáveis e baseadas em evidências. “Muitas complicações relacionadas à deglutição poderiam ser prevenidas com informação adequada. O formato de jogo educativo torna o aprendizado mais interativo, favorecendo o engajamento de idosos, familiares e cuidadores”, afirma. O aplicativo será desenvolvido a partir dos dados obtidos nas primeiras etapas da pesquisa, que avaliam adultos e idosos após acidente vascular encefálico (AVE), além de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade acompanhadas por serviço de gerontologia. A proposta é que a ferramenta considere as capacidades cognitivas, funcionais e físicas dos usuários, com linguagem clara, acessibilidade e facilidade de uso. A identificação precoce de dificuldades relacionadas à alimentação, deglutição ou cognição pode ajudar a reconhecer fatores de risco antes que ocorram complicações mais graves. Com isso, o projeto busca contribuir para intervenções mais oportunas, melhor planejamento do cuidado e preservação da independência funcional. Segundo a coordenadora, o apoio da FAPDF foi fundamental para viabilizar uma pesquisa interdisciplinar que integra assistência, ciência e inovação. Além de apoiar o desenvolvimento da tecnologia, o projeto contribui para a formação de estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, fortalecendo a produção científica no Distrito Federal. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

Ler mais...

Thumbnail

Divulgado resultado final do Programa Centelha 3 DF

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulgou o resultado final do Programa Centelha 3 DF. Ao todo, 47 projetos foram aprovados na classificação geral da iniciativa, que incentiva a criação de empreendimentos inovadores e fortalece o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação no Distrito Federal. Ao todo, serão destinados mais de R$ 4,7 milhões à concessão de subvenção econômica à inovação para apoio às propostas aprovadas. Desse total, pouco mais de R$ 3 milhões são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/Finep), enquanto cerca de R$ 1,7 milhão corresponde à contrapartida da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal. Os recursos serão concedidos a até 47 projetos de inovação, com valor unitário de até aproximadamente R$ 101 mil, conforme a disponibilidade orçamentária prevista no edital. Além disso, cada projeto poderá contar com até R$ 50 mil para concessão de Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, com recursos oriundos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os recursos serão concedidos a até 47 projetos de inovação, com valor unitário de até R$ 100.968,95, conforme a disponibilidade orçamentária prevista no edital. Além disso, cada projeto poderá contar com até R$ 50 mil para concessão de Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, com recursos oriundos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ao todo, serão destinados mais de R$ 4,7 milhões à concessão de subvenção econômica à inovação para apoio às propostas aprovadas | Foto: Divulgação/FAPDF Entre os projetos aprovados estão soluções voltadas a áreas como inteligência artificial e machine learning, tecnologia social, impacto socioambiental, nanotecnologia, automação, biotecnologia e genética, blockchain, internet das coisas, manufatura avançada, química e novos materiais, design, mecânica e mecatrônica. A diversidade das propostas evidencia a capacidade do ecossistema local de gerar soluções para diferentes setores da sociedade, com aplicações em saúde, meio ambiente, educação, agricultura, acessibilidade, gestão pública, sustentabilidade, economia digital e inclusão social. No resultado final, os projetos aprovados contemplam diferentes localidades do DF, reforçando o papel do programa na descentralização das oportunidades de inovação. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, o resultado final do Centelha 3 DF mostra a força criativa e empreendedora do Distrito Federal. "São projetos que nascem de problemas reais, em áreas estratégicas para a sociedade, e que agora terão a oportunidade de avançar com mais estrutura, orientação e apoio. O papel da FAPDF é justamente esse: criar condições para que boas ideias saiam do papel, ganhem maturidade e possam se transformar em negócios de base tecnológica com impacto econômico e social”, afirma Leonardo. Sobre o Programa Centelha O Programa Centelha incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios por meio da oferta de recursos financeiros na modalidade de subvenção econômica, bolsas de apoio técnico, capacitações e suporte à estruturação dos empreendimentos. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação Certi. No Distrito Federal, o programa é executado pela FAPDF. A lista final dos projetos aprovados e suplentes está disponível no site da FAPDF. Clique aqui e acesse o resultado final.

Ler mais...

Thumbnail

Startup Mãe Borboleta aposta em tecnologia para ajudar mulheres a organizar rotina e a cuidar da saúde emocional

A sobrecarga materna faz parte da rotina de muitas mulheres e, por muito tempo, foi tratada como algo natural. Cada vez mais esse tema tem ganhado visibilidade — inclusive no campo da inovação. É nesse contexto que surge a Mãe Borboleta, startup do Distrito Federal desenvolvida com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do programa Start BSB e executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que propõe uma abordagem estruturada para apoiar mães na organização da rotina e no cuidado com a saúde emocional. O que é ser uma “mãe borboleta”? O conceito que dá nome à startup traduz a proposta central do método: olhar para a maternidade de forma mais equilibrada, considerando não apenas o cuidado com os filhos, mas também o bem-estar e a identidade da mulher. “Ser uma mãe borboleta não é sobre ter tudo perfeito. É sobre aprender a cuidar de si sem culpa, fortalecer a autoestima e organizar a rotina de um jeito que a mulher também caiba nela. É sair da sobrecarga e descobrir leveza mesmo em meio ao caos”, afirma Suellen Martins. Quando a experiência pessoal vira inovação A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade. “A startup nasceu para preencher a lacuna entre o cuidado clínico mental e a vida prática, combatendo a invisibilidade materna e o esgotamento”, ressalta. Com formação voltada à saúde mental materna e atuação na área de saúde da mulher, a fundadora identificou uma carência importante: muitas mães não encontram suporte contínuo após o parto e ao longo dos desafios da maternidade. A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade | Fotos: Divulgação/FAPDF Foi a partir dessa percepção que surgiu o Método Mãe Borboleta, estruturado para apoiar mulheres no enfrentamento da sobrecarga emocional e organizacional. Do acolhimento presencial ao site O que começou com atendimentos individuais e encontros presenciais evoluiu para uma solução digital. Ao perceber que os resultados eram replicáveis, a startup estruturou um ecossistema acessível a mais mulheres. Hoje, a Mãe Borboleta reúne, em uma única plataforma: - conteúdos em áudio, vídeo e texto - comunidade segmentada - mentorias - agenda de eventos O diferencial está no foco: mais do que produtividade, a proposta é trabalhar a saúde emocional como base para reorganizar a rotina. A proposta da startup dialoga com movimentos globais voltados à maternidade consciente e ao enfrentamento do esgotamento parental. Ao integrar saúde mental e tecnologia, a solução busca ajudar mães a se reconectarem com sua identidade, longe das pressões e idealizações das redes sociais. Na prática, isso se traduz em um ambiente digital de escuta ativa e troca segura entre usuárias, inspirado na experiência dos encontros presenciais. Um método estruturado para sair da sobrecarga Base da solução, o Método Mãe Borboleta é composto por sete passos voltados ao enfrentamento da sobrecarga materna, combinando aspectos emocionais e práticos da rotina. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança Entre os pilares do método estão o desenvolvimento da autoresponsabilidade, a organização da rotina, o fortalecimento do autoconhecimento e a priorização do autocuidado — elementos que, segundo a fundadora, são essenciais para promover equilíbrio e bem-estar na maternidade. “O primeiro passo é a autoresponsabilidade — não pelo que acontece, mas pela forma como a mãe reage. Ao longo do processo, ela aprende a se priorizar, acolher o tempo da transformação e entender que sempre é possível recomeçar”, explica Suellen Martins. Crescimento e apoio à inovação A Mãe Borboleta opera com um modelo híbrido, que inclui assinatura da comunidade digital, mentorias, eventos e conteúdos editoriais. O público é formado, principalmente, por mulheres que buscam equilibrar carreira, autocuidado e maternidade, muitas delas empreendedoras ou profissionais liberais. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança. O apoio da FAPDF, por meio do programa Start BSB — iniciativa voltada ao fomento de startups inovadoras no Distrito Federal — foi decisivo para a estruturação e escalabilidade da solução. A Mãe Borboleta integra o Eixo I do programa, voltado à ideação e validação de modelos de negócio inovadores. O programa é executado em parceria com a Finatec, responsável por oferecer suporte técnico e estratégico às startups participantes.  Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como a Mãe Borboleta evidenciam o papel estratégico da inovação no fortalecimento do empreendedorismo feminino e no avanço de soluções voltadas à saúde da mulher. “Fortalecer o empreendedorismo feminino no Distrito Federal é uma prioridade, porque sabemos que, quando mulheres inovam, elas não apenas criam negócios, mas transformam realidades sociais inteiras. Quando olhamos para soluções como a Mãe Borboleta, vemos a tecnologia sendo aplicada de forma sensível e estratégica para enfrentar desafios reais da saúde da mulher, especialmente no campo da saúde mental materna”, afirma Reisman.  Para Suellen, “o programa [Start BSB] permitiu estruturar a visão de negócio, superar desafios de modelagem e nos deu a validação institucional necessária para escalar a solução”. Próximos passos Entre os próximos passos, a startup prevê a ampliação da plataforma com novas funcionalidades e a expansão de suas ações para alcançar mais mulheres em diferentes contextos. A iniciativa também avança para outras frentes. O método deu origem ao livro Mãe Borboleta, com lançamento previsto para maio de 2026, ampliando o acesso ao conteúdo desenvolvido pela startup e fortalecendo sua proposta de apoiar mulheres em diferentes fases da maternidade. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

Ler mais...

Thumbnail

Tremores do Parkinson podem ser reduzidos com tecnologia inovadora

No contexto do Dia Mundial do Parkinson, celebrado em 11 de abril, é importante chamar atenção para os impactos dos tremores causados pela doença, que vão muito além de um sintoma clínico — eles afetam diretamente a autonomia, a autoestima e a qualidade de vida de quem convive com a condição, dificultando tarefas simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou se alimentar.  Foi a partir dessa realidade que surgiu uma nova tecnologia desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio da chamada pública BIO Learning, vinculada ao Programa FAPDF Learning (2023). A pesquisa é coordenada pela professora Marcela Rodrigues Machado, do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Tecnologia da UnB, que lidera uma equipe multidisciplinar dedicada ao desenvolvimento da solução. “A ideia surgiu da necessidade de oferecer mais autonomia e qualidade de vida às pessoas com Parkinson, por meio de uma solução tecnológica que acompanhe a evolução dos tremores ao longo do tempo”, destaca a coordenadora do projeto. A iniciativa resultou em um dispositivo vestível — ou seja, que pode ser utilizado diretamente no corpo — capaz de reduzir esses movimentos involuntários de forma inteligente e adaptável. Protótipo vestível instrumentado com sensores e circuitos eletrônicos para aquisição de dados e validação experimental do controle de tremores. (Foto: acervo do projeto) Como funciona o dispositivo inteligente A tecnologia é baseada em estruturas chamadas metamateriais inteligentes — materiais projetados para responder de forma específica a determinados estímulos, como vibrações e movimentos. Esse tipo de material já é utilizado em tecnologias que controlam ondas sonoras, vibrações mecânicas e até na engenharia aeroespacial para reduzir impactos e ruídos. No caso do Parkinson, os tremores acontecem em frequências específicas, como um “ritmo” repetitivo do movimento involuntário. O dispositivo atua exatamente nessas frequências, funcionando como um filtro que reduz a intensidade dos tremores sem interferir nos movimentos voluntários do usuário. Além disso, o sistema conta com sensores capazes de registrar os padrões de movimento do paciente, permitindo acompanhar a evolução da doença e gerar dados que podem apoiar decisões clínicas. Um dos diferenciais está no uso de materiais piezoelétricos, capazes de transformar movimento em energia elétrica. Na prática, isso permite que o próprio dispositivo aproveite a energia gerada pelos tremores para alimentar seus sistemas internos, tornando a tecnologia mais eficiente. Diferencial em relação às soluções atuais As órteses tradicionais geralmente utilizam estruturas rígidas ou mecanismos passivos que limitam o movimento e precisam ser substituídas conforme a progressão da doença. A proposta do projeto é oferecer uma solução mais leve, adaptável e programável, capaz de acompanhar as mudanças nos padrões de tremor sem necessidade de troca constante do dispositivo. Outro avanço importante é a possibilidade de monitoramento contínuo, algo que ainda não está amplamente disponível nas soluções existentes no mercado. Os testes em laboratório já demonstram resultados promissores, com redução significativa na intensidade das vibrações, inclusive em faixas de baixa frequência — um dos principais desafios nessa área. Impacto direto na qualidade de vida Se chegar ao mercado, a tecnologia pode representar um avanço significativo no cuidado com pacientes com Parkinson, permitindo maior estabilidade e segurança na realização de atividades cotidianas. “Nosso principal objetivo é devolver autonomia às pessoas, permitindo que elas realizem tarefas simples do dia a dia com mais segurança e confiança”, destaca a coordenadora do projeto. Além disso, o projeto já conta com pedidos de patente, evidenciando seu potencial inovador e sua relevância no cenário científico e tecnológico. Formação de talentos e geração de inovação A iniciativa também se destaca pela formação de recursos humanos qualificados, envolvendo estudantes de graduação e pós-graduação em atividades de pesquisa, desenvolvimento de protótipos e experimentação. Com investimento de R$ 1 milhão da FAPDF, o projeto busca avançar no Nível de Maturidade Tecnológica (TRL), escala que mede o grau de desenvolvimento de uma tecnologia, desde os estágios iniciais até sua aplicação no mercado. Atualmente, a solução encontra-se no nível TRL 4 — fase de validação em laboratório — e tem como objetivo avançar para os níveis 5 e 6, que envolvem testes mais avançados e aproximação da aplicação prática. Apoio da FAPDF e próximos passos O apoio da FAPDF tem sido fundamental para viabilizar o desenvolvimento da tecnologia, incluindo a aquisição de equipamentos, a estruturação de laboratório e a formação da equipe. “O apoio da FAPDF foi essencial para que o projeto avançasse do campo teórico para uma aplicação mais próxima da realidade”, destaca a coordenadora. “O fomento permitiu investir em infraestrutura, desenvolver protótipos e formar uma equipe qualificada para transformar essa pesquisa em uma solução concreta.” *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

Ler mais...

Thumbnail

Startup desenvolve ativos para cosméticos a partir do veneno de vespas do Cerrado

O que o veneno de uma vespa do Cerrado pode ter a ver com cuidados com a pele? Para pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), a resposta está na biotecnologia.  A partir de estudos sobre moléculas presentes nesses insetos, nasceu a Biointech, uma startup que transforma descobertas científicas em ativos para cosméticos. Criada a partir de pesquisas realizadas na Universidade de Brasília e fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio do programa Start BSB, a empresa desenvolve peptídeos bioinspirados capazes de dar origem a novos ingredientes para a indústria de cosméticos. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como a Biointech demonstram o potencial da ciência para gerar inovação e desenvolvimento econômico. “Quando apoiamos a pesquisa científica, também abrimos caminho para o surgimento de novas tecnologias e empresas capazes de transformar conhecimento em soluções para a sociedade”, destaca. Da pesquisa científica ao nascimento da startup A história da Biointech começa no laboratório de neurofarmacologia da UnB, onde a professora Márcia Mortari pesquisava venenos de marimbondos em busca de novas moléculas capazes de tratar epilepsia refratária, um tipo da doença que não responde aos medicamentos disponíveis. Durante essas pesquisas surgiu uma molécula promissora chamada Neurovespina, que despertou o interesse em levar aquela descoberta científica para além do ambiente acadêmico. Foi nesse momento que surgiu a parceria que daria origem à Biointech. Pesquisas conduzidas no laboratório da Universidade de Brasília deram origem à Biointech | Foto: Divulgação/Biointech “Um dia, o João entrou na minha sala e perguntou se eu precisava de alguma coisa. Eu respondi que precisava de um sócio”, lembra Márcia Mortari, pesquisadora da UnB e cofundadora da startup. A partir desse encontro, Márcia uniu-se ao empreendedor João Davison Silva Ramalho, com quem fundou a Biointech em 2016, empresa criada para transformar descobertas científicas em soluções tecnológicas com potencial de aplicação no mercado. “A Biointech nasceu com o propósito de transformar ciência de laboratório em soluções reais para pacientes e para a sociedade”, afirma João Davison Silva Ramalho, cofundador da empresa. O início dessa trajetória contou com o suporte financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital de Seleção Pública de Propostas para Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico ou de Inovação em Empresas Emergentes de Base Tecnológica — Startups Brasília, que contribuiu para impulsionar o desenvolvimento da empresa e a transformação da pesquisa acadêmica em soluções tecnológicas com potencial de aplicação no mercado. Hoje, a Neurovespina já apresenta resultados promissores. Em parceria com o Hospital Veterinário da UnB, seis cães com epilepsia refratária estão sendo tratados com a molécula e apresentam controle total das crises. Biotecnologia inspirada na biodiversidade Com o avanço das pesquisas, a Biointech ampliou sua atuação e passou a explorar também aplicações na área cosmética. A empresa desenvolve peptídeos bioinspirados no veneno de vespas do Cerrado, capazes de atuar como ingredientes ativos em formulações para cuidados com a pele. Essas moléculas não são extraídas diretamente dos animais. A partir do estudo das substâncias presentes na natureza, os pesquisadores desenham versões seguras e eficientes em laboratório, produzidas por síntese química a partir de aminoácidos de origem vegetal. O processo garante maior controle, segurança e escalabilidade na produção. Dessa pesquisa, surgiu a Linha Tekohá, composta por cinco ativos biotecnológicos voltados para aplicações como tratamento de acne, redução de linhas de expressão, melasma, olheiras e inchaço na região dos olhos. Para João Davison Silva Ramalho, o diferencial da empresa está justamente na conexão entre ciência e inovação. “Nosso trabalho é pegar uma descoberta científica e transformá-la em tecnologia aplicada, criando ingredientes inovadores a partir de moléculas inspiradas na biodiversidade brasileira”, explica. Pesquisas da Biointech também resultam em soluções voltadas à saúde, com aplicações em estudos sobre epilepsia | Foto: Divulgação/Biointech O desenvolvimento dessas soluções também é impulsionado pela participação da Biointech no programa Start BSB, iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal voltada ao fortalecimento de startups inovadoras. No programa, a empresa é acelerada pela Cotidiano Aceleradora (Cooti), o que contribui para o amadurecimento do modelo de negócio e para a aproximação da startup com o mercado. Ciência, inovação e mercado Atualmente, o modelo de negócio da Biointech é predominantemente B2B (empresa para empresa), com foco no desenvolvimento e fornecimento de soluções biotecnológicas para empresas do setor cosmético, farmácias de manipulação e laboratórios de pesquisa. Além de comercializar seus próprios ativos, a startup também desenvolve peptídeos personalizados sob demanda, permitindo que empresas criem ingredientes exclusivos para novos produtos. A empresa também atua no desenvolvimento de soluções biotecnológicas e na distribuição de insumos utilizados por centros de pesquisa e laboratórios. Nos últimos anos, a Biointech tem ampliado sua presença no ecossistema de inovação, participando de eventos e feiras nacionais e internacionais do setor, como In-Cosmetics, In Beauty Portugal, Inova Sebrae e Campus Party, espaços voltados à conexão com parceiros, empresas e investidores. A empresa também vem expandindo suas frentes de pesquisa. Um dos projetos mais recentes envolve o desenvolvimento de um peptídeo com aplicação no setor agro, financiado pela Finep em parceria com o Ideelab. Para os próximos anos, a Biointech pretende ampliar sua capacidade de síntese de peptídeos em escala industrial e fortalecer seu papel como ponte entre universidade e indústria, contribuindo para transformar conhecimento científico em inovação tecnológica e novos produtos para o mercado. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

Ler mais...

Thumbnail

Sai o resultado da primeira fase do Programa Centelha DF

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulga o resultado da Fase 1 do Programa Centelha no Distrito Federal. Ao todo, 200 ideias inovadoras avançam para a Fase 2 da iniciativa, que apoia a transformação de ideias em negócios de base tecnológica. Nesta edição, o programa registrou, só no DF, 692 projetos submetidos, apresentados por 1.554 empreendedores cadastrados. O volume de propostas demonstra a mobilização do ecossistema local e o interesse de empreendedores em estruturar soluções inovadoras com potencial de mercado. As propostas foram submetidas por proponentes de 30 regiões administrativas, alcançando 88% do território do Distrito Federal, o que evidencia capilaridade e abrangência da iniciativa. As propostas contemplam ampla diversidade de setores estratégicos. Entre as temáticas mais recorrentes estão inteligência artificial e machine learning, impacto socioambiental e tecnologia social, refletindo alinhamento às agendas contemporâneas de transformação digital, inovação sustentável e desenvolvimento social. Arte: FAPDF A maioria das ideias foi apresentada por equipes de pequeno porte, característica comum de empreendimentos em estágio inicial de maturação, indicando forte protagonismo de empreendedores individuais e pequenos times na construção de novos negócios inovadores. Sobre o Programa Centelha O Programa Centelha incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios por meio da oferta de recursos financeiros na modalidade de subvenção econômica, bolsas de apoio técnico, capacitações e suporte à estruturação dos empreendimentos. Em sua terceira edição, o programa prevê investimento de R$ 155 milhões em todo o país, com expectativa de apoiar mais de 1.100 projetos. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI. Acesse o resultado clicando aqui. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

Ler mais...

Thumbnail

Educa.Conecta: projeto leva internet e inclusão digital a escolas rurais do DF

Promover a inclusão digital e fortalecer a educação pública em áreas mais afastadas do Distrito Federal são desafios que exigem soluções estruturantes, baseadas em ciência, inovação e políticas públicas eficazes. Nesse contexto, o projeto Educa.Conecta se destaca como uma iniciativa que alia pesquisa aplicada, tecnologia e impacto social, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). A iniciativa foi desenvolvida por meio do edital Demanda Induzida (2021) da FAPDF, voltado ao fomento de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação em áreas estratégicas, como ciência, tecnologia da informação, gestão pública e governo digital. O edital tem como foco apoiar projetos com potencial de gerar impacto social e subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências. Executado pela Universidade Católica de Brasília (UCB) sob a coordenação do professor doutor Carlos Enrique Carrasco Gutierrez, o Educa.Conecta tem como objetivo levar conectividade digital, energia sustentável e infraestrutura tecnológica a escolas públicas rurais do DF, criando condições para a ampliação do acesso às tecnologias da informação, a inovação pedagógica e a melhoria do desempenho educacional dos estudantes. Inclusão digital como estratégia de fortalecimento da educação A proposta do Educa.Conecta surgiu a partir da identificação de desafios relacionados ao acesso à internet e às tecnologias digitais no ambiente escolar, especialmente em unidades localizadas em áreas rurais. De acordo com Carlos Enrique, a experiência do ensino remoto implementado em 2020, durante a pandemia da covid-19, reforçou a importância da conectividade como elemento essencial para o processo educacional. Equipe técnica e pesquisadores em reunião de planejamento e acompanhamento das ações do projeto Educa.Conecta | Foto: Divulgação/Educa.Conecta “A conectividade e o acesso a recursos digitais são hoje componentes fundamentais para ampliar as possibilidades de aprendizagem e apoiar o trabalho pedagógico nas escolas”, destaca. Ao direcionar suas ações para escolas rurais, o projeto adota uma abordagem orientada à equidade, levando soluções tecnológicas a regiões que apresentam maiores desafios de infraestrutura e acesso, contribuindo para a ampliação de oportunidades educacionais. Tecnologia integrada à rotina escolar A implementação do Educa.Conecta teve início com a instalação de um laboratório tecnológico autossustentável nas escolas participantes. O espaço é equipado com computadores de alto desempenho, acesso à internet, garantindo autonomia energética e funcionamento contínuo dos equipamentos. Com a implantação da infraestrutura, a tecnologia passou a integrar a rotina escolar. Os alunos passaram a ter acesso regular ao laboratório, enquanto os professores incorporaram gradualmente o uso do espaço aos planos de aula. Diferentes disciplinas passaram a utilizar recursos digitais como apoio às atividades pedagógicas, ampliando as possibilidades de ensino e aprendizagem. Internet via satélite, energia sustentável e aprimoramento educacional Para assegurar conectividade em regiões onde a banda larga convencional não está disponível, o projeto adotou a internet via satélite, garantindo alcance, estabilidade e qualidade de sinal, independentemente da localização geográfica das escolas. Além disso, foram implantados sistemas de energia solar fotovoltaica, com baterias de alta capacidade, que asseguram o funcionamento dos equipamentos mesmo em locais com fornecimento elétrico instável. A solução contribui para a sustentabilidade ambiental e pode gerar redução de custos operacionais para as escolas. O Educa.Conecta também contempla ações de capacitação em iniciação digital para alunos e professores. As atividades são estruturadas a partir de diagnósticos prévios e organizadas de forma progressiva. Para os estudantes, as oficinas envolvem desde a familiarização com o computador até o uso da internet para pesquisas e acesso a conteúdos educacionais. Para os docentes, a formação combina capacitação técnica e pedagógica, apoiando a integração das tecnologias digitais ao processo de ensino-aprendizagem. Essas ações têm contribuído para maior engajamento dos alunos, diversificação das metodologias de ensino e fortalecimento das competências digitais da comunidade escolar. Impactos educacionais e sociais Com a chegada da conectividade e dos recursos digitais, o cotidiano escolar passou a incorporar novas práticas pedagógicas, como pesquisas online, uso de conteúdos multimídia e atividades interativas. Professores ampliaram suas estratégias de ensino, e os alunos demonstraram maior interesse e participação nas atividades escolares. Embora a conectividade esteja concentrada no ambiente escolar, os efeitos do projeto também se refletem nas famílias, a partir do fortalecimento do vínculo entre escola, estudantes e comunidade. A médio e longo prazos, a iniciativa tem potencial para contribuir com a melhoria do desempenho educacional, a permanência dos estudantes na escola e o fortalecimento da escola como espaço de inovação e inclusão digital. Além da implantação da infraestrutura, o projeto conta com uma estratégia consistente de monitoramento e avaliação de impacto, com produção de relatórios técnicos e artigos científicos que analisam os efeitos da conectividade digital sobre o desempenho educacional e indicadores socioeconômicos das comunidades atendidas. [LEIA_TAMBEM]Essa produção científica fortalece o caráter replicável do projeto e contribui para o aprimoramento de políticas públicas voltadas à inclusão digital na educação, alinhando pesquisa, inovação e tomada de decisão baseada em evidências. Segundo o coordenador do Educa.Conecta, Carlos Enrique Carrasco Gutierrez, o fomento da Fundação foi decisivo para transformar a proposta em uma solução concreta para a educação pública rural. “O apoio da FAPDF foi essencial para que o projeto saísse do campo conceitual e se materializasse nas escolas. Sem esse investimento público, seria inviável implantar uma infraestrutura tecnológica desse porte, garantir conectividade estável e realizar o acompanhamento técnico e científico necessário para avaliar os impactos da iniciativa”, destaca. Com base nos resultados já observados, há expectativa de ampliação do Educa.Conecta para outras escolas e regiões do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), fortalecendo a inclusão digital como eixo estruturante da educação pública e ampliando o alcance das políticas públicas baseadas em evidências. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

Ler mais...

Thumbnail

Divulgado edital do 5º Prêmio de Ciência, Tecnologia e Inovação com premiação individual de até R$ 12 mil

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lança, nesta quinta-feira (29), o edital do 5º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação. Em 2026, a premiação é direcionada exclusivamente a projetos fomentados pela fundação e vai conceder prêmios individuais de até R$ 12 mil, conforme a categoria. Com o tema "A ciência está em todo lugar", o prêmio busca fortalecer a popularização da ciência no Distrito Federal e reconhecer talentos e iniciativas que geram impacto real no cotidiano da população. A proposta é mostrar ao público que a ciência está presente nas ações mais comuns do dia a dia, da água que chega limpa à torneira à vacina que salva vidas, e que o conhecimento produzido no DF transforma a vida das pessoas. Segundo o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a iniciativa é aguardada anualmente pela comunidade científica da capital. “O Prêmio FAPDF é um dos maiores reconhecimentos de valorização da ciência no Distrito Federal e um grande incentivo à popularização da ciência. É uma premiação esperada por pesquisadores da nossa capital, porque dá visibilidade aos talentos, fortalece a cultura científica e mostra como o conhecimento pode transformar a vida das pessoas”, afirma Reisman. Com o tema A ciência está em todo lugar, o prêmio busca fortalecer a popularização da ciência no Distrito Federal e reconhecer talentos e iniciativas que geram impacto real no cotidiano da população | Foto: Divulgação/FAPDF Nesta quinta edição, o Prêmio FAPDF contempla as seguintes categorias: - Pesquisador(a) destaque, nas áreas de Ciências da Vida, Ciências Exatas e Ciências Humanas; - Pesquisador(a) inovador(a), com foco em inovações voltadas ao setor produtivo e ao setor público; - Startup inovadora, nas modalidades acelerada e não acelerada; - Profissional de comunicação, com atuação em divulgação e popularização da ciência, tecnologia e inovação; - Bolsista de iniciação científica e tecnológica, com destaque para a qualidade e relevância dos trabalhos de bolsistas apoiados pela fundação; - Servidor destaque da FAPDF, categoria que reconhece o trabalho do servidor efetivo ou comissionado que se destacou ao longo do ano no dia a dia da fundação. As inscrições para o 5º Prêmio FAPDF serão realizadas exclusivamente pelo Sistema de Informação e Gestão de Projetos (SIGFAP), conforme o cronograma do edital. Período de submissão dos trabalhos: de 4 de fevereiro a 23 de junho. A FAPDF reforça a importância de atenção no preenchimento das informações e no envio da documentação exigida. O edital completo está disponível no site fap.df.gov.br. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador