Obras de Cepi no Recanto das Emas entram em fase de acabamento
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A construção do novo Centro de Educação para a Primeira Infância (Cepi) na Quadra 805 do Recanto das Emas entrou na etapa final. Com investimento de R$ 6.102.494,38, a estrutura está na fase de acabamento, com foco na realização dos arremates finais da obra. A unidade terá capacidade para atender 188 crianças em tempo integral. Novo espaço está sendo construído em um terreno com quase 5 mil metros quadrados de área total | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília “Quando a gente foca a primeira infância, quando a gente leva essa oferta, que é uma oferta educacional, é muito importante, porque educação infantil hoje é uma etapa da educação básica e é a base que pavimenta todo o processo educacional das nossas crianças” Iêdes Braga, secretária de Educação A implantação da creche visa à expansão da rede de atendimento voltada à educação infantil na região administrativa, oferecendo suporte a famílias que necessitam de um espaço para o acolhimento de seus filhos durante a jornada de trabalho. “É motivo de muita alegria”, afirma a secretária de Educação, Iêdes Braga. “Quando a gente foca a primeira infância, quando a gente leva essa oferta, que é uma oferta educacional, é muito importante, porque educação infantil hoje é uma etapa da educação básica e é a base que pavimenta todo o processo educacional das nossas crianças.” A unidade segue o modelo padrão Tipo 1 do programa Pró-Infância, vinculado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O complexo foi implantado em um terreno com área total de 4.892,44 metros quadrados, sendo 1.560,62 metros quadrados de área construída. Por se tratar de uma edificação térrea, o projeto atende aos parâmetros de acessibilidade previstos na norma técnica NBR 9050, com o tratamento de calçadas, rampas e desníveis. Veja abaixo a distribuição das instalações. Área pedagógica e de convivência ⇒ Dez salas de atividades para a educação infantil, sala multiúso, pátio coberto, pátio descoberto, solários e parquinho/playground com duchas infantis. Apoio e cuidados ⇒ Fraldários, lactário, sala de amamentação e sanitários adaptados para alunos e pessoas com deficiência (PcDs). Serviços e alimentação ⇒ Refeitório, cozinha, despensa, rouparia, lavanderia, vestiários e copa para funcionários Administração ⇒ Diretoria, secretaria e sala de professores Área externa ⇒ Guarita com sanitário, paraciclo, mastro de bandeiras, hortas, canteiros, área verde com tratamento paisagístico e estacionamento com vagas reservadas para idosos, pessoas com deficiência, motocicletas e área de embarque e desembarque. Investimentos e empregos O investimento total para a execução da obra é de R$ 6.102.494,38. Os recursos são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com contrapartida financeira do Governo do Distrito Federal (GDF). Durante o período de construção, foram gerados 20 empregos diretos e 40 empregos indiretos na região. Após a finalização física da estrutura, o cronograma prevê etapas complementares antes do início das atividades escolares, que incluem os procedimentos administrativos para a aquisição de mobiliário e a contratação da entidade mantenedora responsável pela gestão da unidade. Expansão da rede Além da estrutura na Quadra 805 do Recanto das Emas, o Distrito Federal conta atualmente com outras nove unidades de Cepis em fase de construção para ampliação das vagas na educação infantil. Desse total, três estão localizadas no próprio Recanto das Emas e as outras seis distribuídas entre as regiões administrativas do Gama, Lago Norte, Paranoá, Riacho Fundo II e Park Way.
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Nova creche do Lago Norte terá investimento de R$ 6,4 milhões
A construção da tão aguardada nova creche do Lago Norte avançou mais uma etapa. A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) escolheu, por meio de licitação, a empresa Engemac Construtora e Incorporadora para executar as obras. O investimento é de quase R$ 6,4 milhões, provenientes de recursos próprios da pasta. Nos últimos cinco anos, foram investidos mais de R$ 28 milhões na entrega de nove unidades educacionais para crianças de até 6 anos, beneficiando moradores de Ceilândia, Samambaia, Pôr do Sol, Planaltina e Lago Norte | Foto: Renato Alves/Agência Brasília A escolha da empresa marca o início oficial das obras de construção do novo Centro de Educação para a Primeira Infância (Cepi). “Completamos todos os procedimentos licitatórios necessários e a empresa selecionada já assinou o contrato. Agora, estamos trabalhando na emissão da ordem de serviço, que deve ocorrer nos próximos dias”, detalha Aline da Silva Lima, subsecretária substituta de Infraestrutura Escolar da SEEDF. O novo Cepi será erguido na Quadra 4, Área Especial 4 do Setor Habitacional Taquari. A creche terá capacidade para atender 376 crianças de até 6 anos, em dois turnos (matutino e vespertino), ou 188 estudantes em período integral. A creche, que será construída na Quadra 4, Área Especial 4 do Setor Habitacional Taquari, terá capacidade para atender 376 crianças de até 6 anos, em dois turnos (matutino e vespertino), ou 188 estudantes em período integral O projeto segue os padrões estabelecidos pelo Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Essas normas garantem mais conforto e segurança para as crianças atendidas. A escolha da localização da creche teve todo um estudo. “Essa decisão passa por um processo complexo de coleta e gestão de dados sobre demandas reprimidas e busca por matrículas junto às Coordenações Regionais de Ensino (CRE)”, explica a subsecretária. “Com uma alta demanda e disponibilidade de lotes com as dimensões adequadas, iniciamos a fase de elaboração do projeto.” Ampliação A construção do Cepi no Lago Norte faz parte do esforço concentrado do Governo do Distrito Federal (GDF) para expandir o acesso a creches públicas. A região já conta com um centro de ensino recém-entregue pelo Executivo: o Cepi Cajuzinho, inaugurado em 2020. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Nos últimos cinco anos, foram investidos mais de R$ 28 milhões na entrega de nove unidades educacionais para crianças de até 6 anos, beneficiando moradores de Ceilândia, Samambaia, Pôr do Sol, Planaltina e Lago Norte. Além disso, outros 15 centros de ensino estão em construção, totalizando um investimento de mais de R$ 85 milhões. O GDF também realiza o recadastramento de pais e responsáveis já inscritos na lista de espera por uma vaga nas unidades educacionais. Esse procedimento é crucial para manter atualizadas as informações dos inscritos, além de assegurar que os critérios de seleção do novo Manual das Creches sejam atendidos. Recentemente, o governador Ibaneis Rocha autorizou, por meio de decreto, a expansão das instalações das escolas para receber um maior número de alunos. As creches, por exemplo, poderão abrigar mais de 200 crianças, ultrapassando a capacidade máxima permitida até então pela SEEDF. No entanto, para que a ampliação seja realizada, é necessário atender a todos os critérios de segurança e acessibilidade.
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Merenda escolar garante mais que alimentação saudável para crianças do DF
“Eu gosto muito do lanche da escola para crescer”, declara Sophia Manoela Silva de Souza, de 5 anos de idade. Ela, assim como outras crianças do Jardim de Infância 603 do Recanto das Emas, já sabem o momento favorito do dia: a hora da merenda escolar. O Jardim de Infância 603 do Recanto das Emas, premiado em 2022 pela Jornada de Educação Alimentar e Nutricional pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, ficou entre as 20 melhores estratégias e iniciativas de educação alimentar e nutricional no Brasil | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “O Natanael ama todos os lanches. Ele praticamente nem traz de casa, porque sei que o lanche da escola é melhor. Ele come tudo e ainda repete”, afirmou Auriquele Fernandes, enquanto deixava seu filho de 6 anos na porta do Jardim de Infância. Sophia e Natanael fazem parte dos mais de 420 alunos entre 4 e 6 anos de idade que frequentam a unidade infantil do Recanto das Emas, premiada em 2022 pela Jornada de Educação Alimentar e Nutricional pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. A escola ficou entre as 20 melhores estratégias e iniciativas de educação alimentar e nutricional no Brasil. Há uma preocupação especial em oferecer refeições nutritivas. A previsão para crianças que frequentam instituições escolares em um período de 5h é de atingir pelo menos 20% das calorias diárias. Para as que passam 10h nas dependências escolares, a previsão é alcançar 70% do total de calorias diárias. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), uma criança entre 4 e 6 anos deve consumir um equivalente a 1.800 calorias por dia. A diretora de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação, Juliene Santos, justifica: “A gente pensa muito nas crianças que estão em vulnerabilidade, por isso fornecemos arroz, feijão, frango, justamente porque entendemos que, para algumas crianças, vai ser a única refeição, carne ou verdura que elas vão comer no dia. Então temos que garantir a segurança alimentar delas” Principal refeição do dia Algumas pessoas podem estranhar o lanche da manhã lembrar um almoço. Mas o cardápio escolar é baseado em todas as legislações do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que é do governo federal, além de seguir também as legislações distritais. “A gente pensa muito nas crianças que estão em vulnerabilidade, por isso fornecemos arroz, feijão, frango, justamente porque entendemos que, para algumas crianças, vai ser a única refeição, carne ou verdura que elas vão comer no dia. Então temos que garantir a segurança alimentar delas”, explica Juliene Santos, diretora de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação. Na área rural de Monjolo, cerca de 20 crianças saem bem cedo de casa para pegar o ônibus escolar até o Jardim de Infância. “Muitas delas, às vezes pela organização familiar, não conseguem ter uma alimentação saudável, um almoço preparado fresquinho”, exemplifica a vice-diretora do Jardim de Infância do Recanto das Emas, Fabíola da Costa Farias Vice-diretora do Jardim de Infância do Recanto das Emas, Fabíola da Costa conta: “Pela fala das crianças e pela empolgação na hora que o lanche chega, a gente sabe que pode ser a única refeição daquela manhã ou daquela tarde. Por isso que o lanche tem que ser tão saboroso, saudável e que alimente mesmo, porque essas crianças gastam muita energia, o corpo delas precisa de alimentação” “Pela fala das crianças e pela empolgação na hora que o lanche chega, a gente sabe que pode ser a única refeição daquela manhã ou daquela tarde. Por isso que o lanche tem que ser tão saboroso, saudável e que alimente mesmo, porque essas crianças gastam muita energia, o corpo delas precisa de alimentação”, reforça. A vice-diretora destaca a importância do momento das crianças pararem tudo, forrarem a mesinha e comerem com os coleguinhas, gerando um estímulo maior para se alimentarem. Há crianças, por exemplo, que recusam o verdinho do prato em casa, mas na escola experimentam ao ver os colegas comendo. “Às vezes, a criança não se alimenta bem em casa, a mãe fala: ‘nossa, meu filho não come cenoura. Aqui ele é apaixonado por cenoura.’ Porque é no outro que a gente se espelha. E os pais trazem pra gente que eles estão comendo melhor”, acentuou. ?Autonomia no prato No Jardim de Infância, as crianças do período matutino chegam por volta das 7h30 e as do período vespertino às 13h. Duas horas após o início das aulas já é servido o lanche, em sala de aula, com utensílios de vidro e metal. No início a professora começa a servir, mas logo as crianças vão criando autonomia para se servirem sozinhas na mesa que acopla a bandeja de alimentação. Os pequenos também fazem a limpeza do prato quando há restos de comida. Gabriela Bertoldo fala sobre a mudança que observou no filho Pedro Igor: “Ele está aqui desde o ano passado e não tinha essa autonomia de comer sozinho. Eu não colocava prato de vidro e nem garfo, com medo de ele se machucar. Mas, do ano passado pra cá, ele já começou a desenvolver e já tem esse manuseio dos utensílios, é extraordinário” Gabriela Bertolo, de 28 anos, é mãe do Pedro Igor, de 5 anos de idade. Ao deixar seu filho na porta do Jardim de Infância, ela trouxe a mudança que observou no Pedro na hora de comer. “Ele está aqui desde o ano passado e não tinha essa autonomia de comer sozinho. Eu não colocava prato de vidro e nem garfo, com medo de ele se machucar. Mas, do ano passado pra cá, ele já começou a desenvolver e já tem esse manuseio dos utensílios, é extraordinário”, ressaltou. Durante o ano, a Secretaria de Educação elabora sete ciclos de cardápio escolar. Para as crianças com restrições alimentares que as impeça de comer o lanche normalmente, é feita uma adaptação desses cardápios a cada novo ciclo, especificando o que podem ou não ingerir. Atualmente, há quatro principais patologias na rede que são a maioria: alergia à proteína do leite de vaca, diabetes mellitus, intolerância à lactose e intolerância ao glúten. Se houver uma restrição muito específica, a nutricionista da regional de ensino faz essa adaptação para a criança. Contato com a terra Vários canteiros repletos de hortaliças podem ser encontrados na propriedade escolar do Recanto das Emas, bem ao lado das salas de aula. Mas eles tem um diferencial: tudo ali foi plantado, regado e colhido pelas crianças. A pequena Larissa Roberta Oliveira, de 6 anos, teve contato com a horta pela primeira vez e disse que o que mais gosta de plantar é morango: “Você pega a semente, joga terra e bota água” Larissa Roberta Oliveira da Silva, de 6 anos, colheu um punhado de cebolinha na hortinha da escola para levar até as merendeiras. Ela diz que o que mais gosta de plantar ali é morango. “Você pega a semente, joga terra e bota água”, ensina a pequena, que teve contato com a horta pela primeira vez na escola. “A gente inicia os trabalhos com um banho de lama, que todos adoram, para incentivar as crianças ao contato com a terra. Saber que terra não é sujeira, terra é alimento, terra é produtora, terra é mãe”, explica a vice-diretora do Jardim de Infância do Recanto das Emas, Fabíola da Costa Farias. Um canteirinho é preparado para cada turma, onde elas mesmas fazem o cultivo das sementes, tiram as ervas daninhas e acompanham esse processo de crescimento. Em seguida, elas fazem a colheita, podendo levar as plantas para casa. Mas, de acordo com Fabíola, a maioria opta por deixar com as merendeiras, para fazer a lavagem e servir na alimentação escolar. “É um produto sem agrotóxico, saudável e divertido, produzido pelas crianças, que acompanharam todo o caminho da hortaliça”, completa a vice-diretora. ?Prato famoso Para saber se as crianças estão gostando da alimentação, há testes de aceitabilidade, com fichas de avaliação da distribuição. “A escola fala para a gente, temos as redes sociais também. Quando fazemos o cardápio pensamos muito na regionalidade. Cuscuz com ovo, com carne, queijo muçarela, manteiga…Tem a macarronada também, mas a galinhada é o prato rei do nosso cardápio”, destaca Juliene. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A galinhada é recordista e enche o olfato no dia do preparo. “Os pais chegam e falam ‘meu deus, eu queria comer aqui também’. O cheiro do frango, do tempero… as crianças sempre repetem. E a per capita que vem é para eles se alimentarem bem mesmo”, disse a vice-diretora. Os sucos oferecidos nas regionais de ensino são todos de polpa e há projetos como cozinha experimental e espetinho de fruta para a criança ter o contato com frutas da estação que complementam o cardápio escolar e faz dele algo atrativo para os pequenos. “Tem criança que só conhece suco de abacaxi e nunca viu um abacaxi. A alimentação não é só o ‘nutrir o corpo para sobreviver’. É uma cadeia de coisas, um conteúdo de escola que deve ser tratado. A gente começa as rotinas pra vida toda no Jardim de Infância”, observou a vice-diretora. Diversas unidades escolares no DF se encaixam nos eixos do programa de alimentação escolar: oferta e educação nutricional. “Não adianta você só ofertar o alimento e não ensinar o aluno a ter uma boa relação com esse alimento, aprender a ter hábitos saudáveis, a essência do programa é essa”, destacou a diretora de alimentação escolar da Secretaria de Educação, Juliene Santos.
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GDF lança obra da primeira creche do Riacho Fundo
A governadora em exercício Celina Leão visitou o canteiro de obras do Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) da QN 09 do Riacho Fundo. A obra é a primeira creche pública da cidade e vai atender cerca de 188 crianças de até 3 anos em tempo integral. Esta é a quinta unidade lançada pelo GDF em 2023. Além da unidade do Riacho Fundo, localizada a poucos metros do terminal rodoviário, foram lançadas obras no Jardins Mangueiral, Guará (EQ 17/19), Taguatinga (Setor J) e Recanto das Emas (Quadra 510). Construída em concreto armado e com cobertura de aço, a creche terá dez salas de aula, refeitório, cozinha, despensa, lavanderia, rouparia, varanda de serviço, secretaria, lactário, sala de professores e de direção | Fotos: Renato Alves/ Agência Brasília Para Celina Leão, a construção de creches é uma das maiores missões do governo na educação. “Nós, mulheres, sentimos na pele a necessidade de ter creches. Construir creche é cuidar da mulher, cuidar da família e dar oportunidade de emprego a essas pessoas que muitas vezes não têm onde deixar os filhos”, pontuou a governadora em exercício. A nova unidade do Riacho Fundo atende a essa necessidade e segue o modelo padrão tipo 1 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Construída em concreto armado e com cobertura de aço, a creche terá dez salas de aula, refeitório, cozinha, despensa, lavanderia, rouparia, varanda de serviço, secretaria, lactário, sala de professores e de direção, distribuídas em uma área de 1,3 mil m². Os recursos são parte do GDF, que investiu R$ 2.758.183,06, e parte do FNDE, que colaborou com R$ 3.241.548,01, totalizando R$ 5.999.731,07. Vagas para todos “Nosso objetivo é ter todas as crianças na escola”, afirma a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá A rede pública tem universalizado a oferta de vagas para alunos de 4 anos até a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ou seja, há vagas disponíveis a todos os estudantes nessas etapas escolares. É justamente o ensino infantil, que abarca as creches e Cepis públicos e conveniados, para alunos de até 3 anos, onde está o gargalo na rede. [Olho texto=”“Construir creche é cuidar da mulher, cuidar da família e dar oportunidade de emprego a essas pessoas que muitas vezes não têm onde deixar os filhos”” assinatura=”Celina Leão, governadora em exercício” esquerda_direita_centro=”direita”] Hoje, o DF tem cerca de 30 mil alunos matriculados no ensino infantil, sendo 25 mil nas unidades da rede pública e 5 mil nas creches conveniadas. Fora esse contingente, há 13 mil crianças à espera por uma vaga, marca que era de 23 mil crianças em 2019. Atender todas as crianças é, portanto, uma meta perseguida pela Secretaria de Educação. “A ordem do governador Ibaneis Rocha é construir o máximo de unidades, e o que a gente não conseguir construir a gente faz parceria com a rede privada, por meio do Cartão Creche, para dar esse atendimento. Vamos avançando, nosso objetivo é ter todas as crianças na escola”, explicou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. A primeira creche pública do Riacho Fundo vai atender cerca de 188 crianças de até 3 anos em tempo integral [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Lançado em 2021, o programa Cartão Creche mencionado pela secretária de Educação fornece aos pais um valor para pagar a mensalidade em instituições credenciadas. Em 2022, o projeto contou com investimento de R$ 28 milhões. Presente no evento, a dona de casa Maria José Izidro Pinto, moradora da cidade, reforçou a importância da oferta de ensino na região. “Estou no Riacho Fundo há 30 anos, desde que a cidade foi fundada. Tem muita mãe precisando de creche aqui, mas graças a Deus que o governador do está fazendo esse Cepi”, comemorou.
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Com R$ 10,5 milhões investidos, novo Caic do Gama atenderá 1.120 alunos
Tal qual na mitologia grega, em que o pássaro Fênix ressurge das cinzas, uma nova escola renasce no Gama com as obras de reconstrução do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) Castello Branco, localizado no Setor Oeste da cidade. O valor do investimento é de quase R$ 10,5 milhões, recursos vindos parte do Governo do Distrito Federal (GDF) e parte do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Operários trabalham na reconstrução do Caic Castello Branco | Fotos: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília “A obra de reconstrução do Caic do Gama é muito aguardada pela comunidade local, pois há anos esperam a nova escola”, afirma Leonardo Chaves Fehlberg Balduino, subsecretário de Infraestrutura Escolar da Secretaria de Educação. “A antiga escola tinha muitos problemas de infraestrutura, razão pela qual optamos pela reconstrução completa da unidade”, explica o gestor. Wedney Rocha Silva, engenheiro civil encarregado da obra: “A próxima fase será a do acabamento, com serviços como pintura, reboco, alvenaria, parte elétrica e instalações hidráulicas” Mais de 60 homens trabalham na obra da escola, que atenderá 1.120 alunos em dois turnos do ensino fundamental. Ao todo, são mais de 5,6 mil m² que contarão com 22 salas de aula, espaço dos professores, diretoria, biblioteca, auditório, laboratórios de informática, ciência, música, pedagogia, banheiros, refeitório, cozinha e área de alimentação. Na parte externa, uma quadra coberta será recuperada, com pintura do piso e instalação de traves e tabela de basquete. “Estamos bem adiantados. A próxima fase será a do acabamento, com serviços como pintura, reboco, alvenaria, parte elétrica e instalações hidráulicas”, detalha o engenheiro civil encarregado da obra, Wedney Rocha Silva. A aposentada Síria Rodrigues Fonseca tem dois netos que estudam na escola provisória: “(O novo Caic) Está ficando maravilhoso. Os alunos do Caic e a comunidade merecem.” As instalações do Caic Castello Branco foram fechadas em 2018. Antes da pandemia de covid-19, os cerca de 300 estudantes estavam em atividades presenciais na Escola Classe 29 do Gama. A aposentada Síria Rodrigues Fonseca, 72 anos, mora no Gama há 40 anos. Tem dois netos que estudam no Caic provisório e não vê a hora de ver os guris instalados na nova sede. “É um espaço que estava precisando de reforma mesmo, com perigo de cair na cabeça dos alunos, dando choque até nas paredes”, relata a idosa. “Mas está ficando maravilhoso. Os alunos do Caic e a comunidade merecem, estou feliz”, afirma.
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Secretário de Educação e presidente do FNDE discutem ações no DF
Secretário de Saúde, Leandro Cruz (ao centro), e seu secretário-executivo, Fábio Sousa, recebem o presidente do FNDE, Marcelo Lopes da Ponte (de gravata), e os diretores Renata Mesquita D’Aguiar e Paulo Roberto Aragão Ramalho | Foto: Secretaria de Educação O secretário de Educação, Leandro Cruz, recebeu em seu gabinete nesta quarta-feira (29) o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Marcelo Lopes da Ponte. A reunião foi uma oportunidade de estreitar laços e discutir projetos desenvolvidos pelo FNDE que podem trazer benefícios a milhares de estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal. “Foi uma honra receber o presidente do FNDE, que é um importante parceiro e grande instrumento do Governo Federal para apoiar os governos estaduais e do Distrito Federal. Tenho certeza de que teremos um novo marco na relação do FNDE e da Secretaria de Educação, e o beneficiário de tudo isso será o futuro do Brasil e as gerações futuras do Distrito Federal”, ressaltou Leandro Cruz. Saiba mais sobre o FNDE O presidente do Fundo esteve acompanhado de sua equipe técnica para debater os projetos implementados no DF. “Nossa parceria tem que ser efetiva e prática em relação às demandas do GDF. Temos muitas obras aqui para desenvolver e inaugurar. Estamos estreitando os laços para que, o mais rápido possível, possamos realizar as entregas necessárias que o FNDE e o governo federal precisam fazer”, disse Marcelo Lopes da Ponte. Também participaram da reunião o secretário-executivo da Secretaria de Educação (SEEDF), Fábio Sousa, e os diretores do FNDE Renata Mesquita D’Aguiar, de Gestão de Fundos e Benefícios (Digef), e Paulo Roberto Aragão Ramalho, de Tecnologia e Inovação (Dirti). Fomento educacional A diretora de Gestão de Fundos e Benefícios, Renata Mesquita D’Aguiar, afirmou que uma das prioridades do FNDE é reforçar o Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI). “Estamos à disposição para construir a melhor forma de fortalecer o programa”, declarou. A diretora compartilhou também informações importantes sobre o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que beneficia cerca de 76 mil estudantes do DF em 45 instituições de ensino superior com contratos ativos. Nesta terça-feira (28), foi publicada a resolução do Comitê Gestor do Fies que detalha os critérios e procedimentos para pedidos de suspensão dos pagamentos do Fies até 31 de dezembro, data final de vigência do estado de calamidade pública no Brasil. “Aqueles estudantes que estavam adimplentes até o dia da publicação de calamidade pública já podem solicitar a suspensão de pagamento das parcelas nos canais de atendimento da Caixa Econômica ou do Banco do Brasil. E aqueles estudantes que estavam com atraso não superior a 180 antes do decreto devem aguardar que, em breve, os dois bancos vão oferecer os canais específicos para o pedido. Dessa forma, esses estudantes que foram contemplados vão estar a alocar esses recursos para as dispensas básicas de suas famílias nesse período de pandemia”, explicou Renata Mesquita. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Segundo o FNDE, no Brasil cerca de 1,5 milhão de estudantes podem requerer o benefício, previsto na Lei nº 14.024/2020, publicada em 10 de julho. A suspensão vale para os pagamentos em fase de utilização, carência ou amortização. Para requer a suspensão, os possíveis beneficiários precisam procurar os agentes financeiros (Banco do Brasil e Caixa Econômica) nos canais de atendimento que ainda serão disponibilizados pelos bancos com essa finalidade. As datas de início do atendimento serão divulgadas pelos próprios agentes financeiros. * Com informações da Secretaria de Educação
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Mais 15 creches serão construídas em regiões de Brasília
Para reduzir o déficit de vagas em creches da capital, o Governo do Distrito Federal vai construir 15 instituições em várias regiões administrativas. Inicialmente, dez serão licitadas neste semestre e as outras cinco no segundo semestre. Os recursos para a obra estavam parados há sete anos, e, em 2019, o GDF conseguiu recuperar o montante de R$ 42 milhões de contratos com Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A construção desses espaços em Ceilândia, Gama, Guará, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, Taguatinga e Vila Telebrasília vai permitir que cerca de 5.640 crianças de até cinco anos sejam atendidas em dois turnos (matutino e vespertino) ou 2.820 meninas e meninos em tempo integral. A estrutura seguirá o projeto padrão da edificação do FNDE, que se baseia nas necessidades de desenvolvimento da criança, no aspecto físico, psicológico, intelectual e social. Serão dois blocos: na área externa estão o playground, jardins, área de estacionamento. No espaço interno ficam hall, salas, banheiros, copa, lavanderia, cozinha, refeitório e despensa, entre outros. Recursos resgatados O diretor de Edificações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Francisco Ramos, lembra que foi criado um grupo de trabalho no ano passado para dar prosseguimento ao projeto. “Era um dinheiro que estava quase perdido. Após muitas reuniões com vários órgãos do GDF e o FNDE, conseguimos resgatar o investimento”, comenta. Subsecretário de Infraestrutura e Apoio Educacional da Secretaria de Educação, Cláudio Nelson Brandão, explica que a escolha da construção das creches nessas regiões se dá de acordo com a demanda. “A ideia é desafogar as filas de espera, apesar de a demanda sempre ser crescente”, disse. Cartão Creche Em fevereiro, o GDF lançou o Cartão Creche para 5 mil crianças de até três anos e 11 meses. Por meio desse instrumento, pais que não têm condições financeiras poderão matricular os filhos em uma creche particular. Cada uma receberá um crédito de R$ 803,57 por criança. A Secretaria de Educação (SEE) também criou uma página com as informações do cartão para que a população e os gestores possam ter acesso a todos os detalhes sobre o programa e tirar dúvidas de maneira rápida e simples. Segundo o Conselho Tutelar do DF, a principal demanda atendida é sobre vagas em creches e escolas. Quando não conseguem matricular os filhos, os pais procuram conselho da cidade onde moram – que, com poder de aplicar medidas para garantir o direito à educação, encaminha uma requisição emergencial à regional de ensino, procedimento que dá às famílias mais pontos em um sistema de contagem e permite que elas passem na frente de outras. Com a recente iniciativa, o governo espera reduzir o déficit atual de 20 mil pedidos de vagas em creches públicas. O Cartão Creche será um importante suporte para zerar essa demanda. A exemplo do Cartão Material Escolar, que teve 430 papelarias habilitadas para comercializar itens escolares, o credenciamento das creches particulares que participarão do programa também será feito pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Os proprietários de creches devem se credenciar no Simplifica PJ, que funciona na QI 19, lotes 28, 30 e 32, em Taguatinga, ao lado da Feira dos Goianos. Veja algumas das áreas das novas creches * Hall * Secretaria * Sala de professores/reuniões * Direção * Almoxarifado * Sanitários acessíveis para adultos, masculino e feminino * Lactário * Duas salas de atividades para Creche I (crianças de zero a 11 meses) * Dois fraldários/depósitos (Creche I) * Sanitário PNE infantil * Copa dos funcionários *Lavanderia * Bancada para passar roupas * Tanques e máquinas de lavar e secar * Depósito de material de limpeza * Vestiário masculino * Vestiário feminino * Refeitório * Cozinha * Despensa * Varanda de serviço * Pátio de serviço * Duas salas de atividades (Creche II – crianças de um ano a um ano e 11 meses) * Dois sanitários infantis * Duas salas de atividades (Creche III – crianças de dois anos a três anos e 11 meses) * Um sanitário PNE infantil * Sala multiuso * Quatro salas da pré-escola – crianças de quatro a cinco anos e 11 meses * Dois sanitários infantis, feminino e masculino * Dois sanitários de professores, feminino e masculino * Um depósito * Pátio coberto * Playground
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