Megabazar com mais de 15 mil itens começa nesta segunda (10) no Hospital de Base
A partir desta segunda-feira (10), o estacionamento do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) recebe o Mega Bazar da Rede Feminina de Combate ao Câncer. A iniciativa reúne mais de 15 mil itens, entre roupas, calçados, brinquedos, acessórios e artigos para o lar, e segue até a sexta-feira (14). Pela primeira vez, o bazar será realizado durante toda a semana. A iniciativa busca arrecadar recursos para apoiar as atividades desenvolvidas pela Rede Feminina, que atua no acolhimento e suporte a pacientes em tratamento contra o câncer. Roupas, calçados, brinquedos e utilidades domésticas em bom estado de conservação estão entre os itens vendidos no bazar | Foto: Divulgação Segundo a coordenadora da instituição, Larissa Bezerra, haverá reposição diária, garantindo novidades para quem visitar o espaço ao longo dos cinco dias. “O bazar só é possível por causa das doações que recebemos, e teremos novidades todos os dias para garantir a rotatividade dos itens”, conta. Entre as opções disponíveis estão utilidades domésticas, casacos, roupas, calçados, brinquedos e acessórios em bom estado de conservação. Os pagamentos podem ser feitos em dinheiro, Pix, cartão de débito ou crédito, com possibilidade de parcelamento em até dez vezes sem juros. Evento aproxima solidariedade e cotidiano do hospital A localização facilita o acesso de pacientes, acompanhantes, colaboradores e demais pessoas que passam pelo Hospital de Base. Foi o que aconteceu com Rosilene Galdino da Silva, que esteve na unidade para marcar consultas e exames para o filho e aproveitou a passagem pelo hospital para comprar alguns itens para as netas. “Eu fui pega de surpresa e achei ótimo, já que adoro bazar. E a Rede Feminina faz um trabalho muito bonito, então fico feliz em ajudar”, elogia. O megabazar funciona das 8h às 17h e é aberto ao público. Os itens que não forem comercializados, até o final da ação, serão destinados a outras instituições.
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Hospital de Base reorganiza rotinas internas, reduz espera e amplia leitos
Menos tempo de espera, atendimento mais organizado e ampliação de leitos pediátricos já fazem parte da nova rotina do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), vem promovendo mudanças estruturais e organizacionais que tornam o serviço mais ágil, eficiente e humanizado para a população. Nos últimos meses, o hospital revisou rotinas internas e passou a acompanhar de forma mais próxima os resultados do atendimento. O objetivo é identificar pontos de melhoria e agir com rapidez, garantindo mais segurança ao paciente e melhor funcionamento dos serviços. Novos leitos pediátricos ajudam a ampliar a capacidade de internação do hospital | Foto: Divulgaçao/IgesDF “Antes, eu passava o dia inteiro aguardando atendimento. Agora, fui atendido até antes do horário marcado” Victor Guilherme, empresário Segundo a coordenadora de Melhoria Contínua do IgesDF, Isabel Lima, esse acompanhamento constante permite ajustes mais eficientes. “Quando avaliamos os resultados com frequência, conseguimos identificar dificuldades e fazer correções com mais agilidade”, afirma. “Isso se reflete em um atendimento mais organizado e seguro para o paciente.” Uma das principais mudanças foi a implantação do agendamento por horário marcado no ambulatório. Desde 1º de julho de 2025, todas as especialidades atendem exclusivamente com consultas previamente agendadas. Com isso, os pacientes passaram a comparecer ao hospital apenas no horário indicado, evitando longas esperas e aglomerações. “O ambiente ficou mais tranquilo e acolhedor, e isso melhora a experiência do paciente e também as condições de trabalho das equipes”, enfatiza Isabel Lima. O microempresário Victor Hugo da Penha Guilherme, que faz acompanhamento na nefrologia do HBDF, já percebeu a diferença: “Antes, eu passava o dia inteiro aguardando atendimento. Agora, fui atendido até antes do horário marcado”. Outra melhoria foi a possibilidade de agendar o retorno com até seis meses de antecedência. Assim, o paciente já sai da consulta com a próxima data definida, fortalecendo a continuidade do tratamento. Agilidade no atendimento [LEIA_TAMBEM]Além da reorganização das consultas, o hospital também reforçou sua estrutura física. A criação de novos leitos pediátricos ampliou a capacidade de internação e trouxe mais rapidez na acomodação das crianças que precisam de cuidados hospitalares. Os leitos atendem pacientes que não necessitam de UTI, mas precisam permanecer internados para acompanhamento médico, o que ajuda a manter a terapia intensiva disponível para os casos mais graves. Segundo o chefe da UTI Pediátrica do HBDF, Abdias Aires, a ampliação trouxe mais equilíbrio ao funcionamento da unidade. “Com esses leitos, conseguimos atender as crianças que precisam de internação clínica e deixar a UTI reservada para situações de maior complexidade”, explica. “Conseguimos ampliar o número de treinamentos e incluir mais pacientes no programa de diálise peritoneal; isso fortalece o tratamento domiciliar e oferece mais autonomia às famílias ”Ana Maria Steffens, chefe do Serviço de Enfermagem de Terapia Renal Substitutiva do HBDF O serviço de diálise peritoneal também passou por melhorias. As consultas, que antes ocorriam no mesmo andar das internações, passaram a ser realizadas em espaço próprio no ambulatório, mais adequado e confortável. A sala de treinamento foi ampliada para receber pacientes e acompanhantes, facilitando o aprendizado do tratamento que pode ser feito em casa. Treinamentos De acordo com Ana Maria Steffens, chefe do Serviço de Enfermagem de Terapia Renal Substitutiva do HBDF, as mudanças trouxeram resultados concretos. “Conseguimos ampliar o número de treinamentos e incluir mais pacientes no programa de diálise peritoneal; isso fortalece o tratamento domiciliar e oferece mais autonomia às famílias”, avalia. O setor também passou a contar com telefone exclusivo para orientações, facilitando a comunicação e reduzindo a necessidade de deslocamentos desnecessários ao hospital. Além disso, esses pacientes passaram a ter prioridade no acesso à unidade. De forma geral, as melhorias estruturais e organizacionais tornaram o atendimento mais ágil, confortável e eficiente, reforçando o compromisso do Hospital de Base em oferecer assistência cada vez mais qualificada à população. *Com informações do IgesDF
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Café da manhã especial homenageia mães de crianças internadas na UTI Pediátrica do Hospital de Base
Em meio à rotina intensa e ao ambiente delicado da UTI Pediátrica do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), um gesto de afeto marcou a manhã desta sexta-feira (9). As mães de crianças internadas foram homenageadas com um café da manhã especial, organizado pela equipe da unidade, em alusão ao Dia das Mães – um momento de leveza para quem vive dias de apreensão e esperança ao lado dos filhos. O café da manhã em comemoração ao Dia das Mães ofereceu salgados, bolos, sucos e refrigerantes | Fotos: Divulgação/IgesDF Segundo a fonoaudióloga Caroline Braga, é o segundo ano consecutivo que a equipe se mobiliza para realizar a homenagem. “A gente sente a necessidade de olhar para essas mulheres, que vivem uma realidade tão desafiadora. Aqui, nosso foco são as crianças, mas esse dia é para elas”, ressaltou. “Elas queriam estar em casa, com os filhos saudáveis, mas estão aqui. Por isso, fizemos questão de oferecer esse carinho”. [LEIA_TAMBEM]A ação foi viabilizada por meio da união entre médicos e profissionais da equipe multidisciplinar – enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos, nutricionistas, farmacêuticos e fisioterapeutas –, além das chefias das equipes, do Serviço Auxiliar Voluntário (SAV), da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília e da Associação dos Amigos do Hospital de Base. Juntos, arrecadaram doações para montar o café da manhã, com salgados, bolos, sucos, refrigerantes, lembrancinhas e uma decoração especial na sala de convivência. Cada mãe recebeu um porta-sabonete de crochê com sabonete artesanal e um kit com lixa de unha, prendedor de cabelo e batom de cacau. Também foram sorteados brindes de beleza entre as mães das três UTIs pediátricas da unidade. A médica intensivista Geanna Valentte falou sobre o trabalho da equipe e a importância da presença materna: “Me sinto honrada em fazer parte dessa unidade e, assim como toda a equipe, em poder cuidar do bem mais precioso de vocês. A presença da mãe é essencial para a recuperação da criança”. Cada mãe recebeu um porta-sabonete de crochê com sabonete artesanal e um kit com lixa de unha, prendedor de cabelo e batom de cacau Jayne Sales dos Santos, 26 anos, mãe do pequeno Noah, elogiou a iniciativa. O bebê está internado com síndrome respiratória, mas apresenta melhora. “Foi perfeito. Claro que queria estar em casa, mas aqui a gente aprende muito. É uma experiência que mostra o quanto somos guerreiras”, disse. Jayne também destacou o apoio entre as mães e o cuidado da equipe: “O tratamento aqui é VIP. As meninas são muito simpáticas e a gente se apoia bastante”. Com 30 leitos, a UTI Pediátrica do HBDF – gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) – atende alta demanda e mantém bons índices de recuperação, com tempo médio de internação entre sete e 15 dias. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Equipes do GDF reforçam visitas em cinco locais em ação de acolhimento à população de rua
A ação coordenada do Governo do Distrito Federal (GDF) para acolher a população em situação de rua revisitou cinco pontos estratégicos do Plano Piloto, nesta terça-feira (2). O objetivo é dar assistência e abrigo às pessoas que se interessarem. A atividade integra o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. Foram revisitados três pontos no Setor de Rádio e TV Sul, um ponto próximo ao Hospital de Base e outro na Rodoviária interestadual. No total, sete estruturas de lona e madeira foram removidas | Fotos: Divulgação/DF Legal As equipes encontraram 12 pessoas, que foram atendidas pelas diversas secretarias presentes. Foram revisitados três pontos no Setor de Rádio e TV Sul, um ponto próximo ao Hospital de Base e outro na Rodoviária interestadual. No total, sete estruturas de lona e madeira foram removidas. Também foram retirados dois caminhões com entulho. Acolhimento O Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua é referência para o país, já que o GDF foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública depois da suspensão pelo Supremo Tribunal Federal no ano passado das ações de abordagens da população de rua. Durante as abordagens, o GDF oferece aos moradores em situação de rua serviços de saúde, educação, assistência social – vagas em abrigos –, orientação sobre tratamento a animais domésticos, benefícios – a exemplo do deslocamento interestadual e benefício excepcional no valor de R$ 600 para quem não consegue arcar com aluguel – e políticas públicas, como vagas no programa de qualificação profissional RenovaDF e cadastramento para unidades habitacionais. As operações devem ser realizadas em outras regiões administrativas. O objetivo é atender até 2 mil pessoas em situação de rua O plano começou a entrar em ação após uma fase de teste, em maio, quando o GDF fez ações na Asa Sul e em Taguatinga, atendendo cerca de 50 pessoas com assistência social e oferta de serviços públicos. Ao longo das próximas semanas, as operações devem ser realizadas em outras regiões administrativas. O objetivo é atender até 2 mil pessoas em situação de rua, a mesma quantidade de novas vagas que passarão a ser ofertadas nos abrigos da cidade, segundo previsto em edital. Política pública Em 27 de maio, o GDF deu mais um passo para a implementação de políticas públicas de atendimento e inclusão social dos cidadãos em vulnerabilidade, com a oficialização do Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. A concretização do protocolo se deu com a assinatura, pelo governador Ibaneis Rocha, do acordo de cooperação técnica que incentiva o desenvolvimento e monitora as ações para as pessoas em situação de rua e do decreto que regulamenta a reserva mínima, para este público, de 2% das vagas de trabalho em serviços e obras públicas. O acordo de cooperação técnica envolve o GDF, representado pela Casa Civil, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio das comissões de Defesa dos Direitos Fundamentais (CDDF) e de Planejamento Estratégico (CPE), e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A resolução estabelece o plano de ações para executar políticas em assistência social, educação, saúde, cidadania, cultura, habitação, trabalho e renda voltadas para a população mais vulnerável do DF. O pacto tem o intuito de promover a defesa dos direitos das pessoas em situação de rua, bem como facilitar a troca de informações e o acompanhamento das políticas públicas pelo Ministério Público. O decreto regulamenta a Lei nº 6.128, de 1º de março de 2018, para promover a inclusão socioeconômica das pessoas em situação de rua, que terão uma reserva de 2% nas vagas das empresas contratadas para realizar serviços e obras na administração pública do Distrito Federal. Além disso, o governo anunciou um novo ciclo do RenovaDF, programa de capacitação profissional na área de construção civil, com o intuito de preparar as pessoas em situação de rua para a futura contratação.
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Monkeypox: mitos e verdades no enfrentamento ao vírus da varíola
Brasília, 15 de agosto de 2022 – A monkeypox é uma infecção sexualmente transmissível (IST)? Errado. O vírus que fez com o que o Ministério da Saúde determinasse nível máximo de alerta emergencial é transmitido pela saliva, pelo contato com as feridas causadas pela doença ou pelo compartilhamento de objetos, como roupas de cama ou toalhas. A monkeypox tem como grupo de risco homens adultos? Errado. Tanto no Brasil quanto em outros países do mundo, há registros também de mulheres e crianças com a varíola e não há grupos populacionais mais ou menos propensos a se contaminar pelo vírus. Material coletado de pessoas suspeitas de infecção é encaminhado para análise no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Brasília | Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília Mitos e verdades sobre a doença têm confundido a população quanto às formas de contágio, tratamento e prevenções. Com o objetivo de concentrar esforços no enfrentamento ao vírus que, em 12 de agosto, já chegava a 106 casos em Brasília, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde, criou o Comitê Operacional de Emergência Monkeypox. O grupo tem estabelecido um plano de ação com atendimento em todos os níveis de atenção, desde a primária, nas unidades básicas de saúde (UBSs) e até nas unidades de pronto atendimento (UPAs), ou em casos de internação, nos três hospitais referências para esse tipo de tratamento: Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e Hospital de Base. Pessoas com suspeita de infecção devem procurar atendimento com as lesões cobertas, se for o caso, e usando máscara. Elas são encaminhadas para exame e o material de coleta, enviado para análise no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), aqui mesmo em Brasília. O GDF comprou insumos e sondas para que as análises não precisassem mais ir para o Rio de Janeiro. O tempo médio para o resultado é de até 48 horas após a entrada do material para análise. “Isso facilita o manejo clínico, dá mais agilidade no diagnóstico e no controle da doença”, explica o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Fabiano Martins. De acordo com ele, não há chance de falso positivo. “Se o resultado deu positivo, não tem possibilidade de estar errado.” Arte: Agência Brasília Nada a ver com macacos A Fiocruz recomenda o uso do termo monkeypox para diminuir o estigma que pode causar e a associação com o contágio por contato com macacos. Primatologistas se referem à doença como nova varíola, para deixar claro que nada tem a ver com animais. Embora a contaminação seja pelo contato físico, por meio de objetos contaminados ou por meio de gotículas da saliva, a monkeypox tem um curso de evolução clínica considerado benigno. Isso significa que o potencial de transmissão e, consequentemente, de letalidade, é menor do que o da covid-19. [Olho texto=”“Os sintomas variam em cada organismo”” assinatura=”Fábio Martins, médico infectologista” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Gestantes, menores de 8 anos de idade e imunocomprometidos – transplantados, soropositivos e portadores de doenças autoimunes como lúpus – devem ter cuidado com a contaminação. Fazer autoanálise do corpo para ver se existe alguma lesão é um dos cuidados importantes para o diagnóstico precoce da doença. Febre, dor de cabeça, fraqueza generalizada e o surgimento de lesões pelo corpo a partir do quarto ou quinto dia de contágio e ínguas no pescoço são alguns dos sintomas. O tratamento é sintomático, variando de acordo com o que cada paciente estiver sentindo, e o número de lesões pode ir de apenas uma a 300, começando pela face. “Os sintomas variam em cada organismo”, garante o médico infectologista Fábio Martins. De acordo com a literatura médica, o período de isolamento para que o paciente não infecte ninguém é de no mínimo 16 dias e no máximo 24, segundo cada tratamento.
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Iges serve oito mil refeições diariamente nas unidades
Uma das formas de cuidar de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde é oferecendo uma alimentação saudável. Para isso, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) acompanha de perto a produção de oito mil refeições por dia que são servidas nas oito unidades sob sua administração. Do total de refeições, o Hospital de Base (HB) recebe mais da metade: são cinco mil feitas pela empresa Salutar. A mesma empresa faz outras 3,1 mil dietas. Dessas, 2,4 mil refeições são distribuídas para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e outras 700, aproximadamente, destinadas às unidades de pronto atendimento (UPAs) de Ceilândia, Recanto das Emas e de Samambaia — com média de 200 refeições para cada uma. Já a Vogue, segunda terceirizada, dispõe de cerca de 480 refeições para outras três UPAs – as de Sobradinho, São Sebastião e Núcleo Bandeirante –, entregando aproximadamente 160 refeições em cada uma delas. As refeições são preparadas levando em consideração as especificidades do público atendido| Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF Produção O preparo dos alimentos funciona 24 horas, todos os dias, e segue padrões sanitários rigorosos para garantir a qualidade e evitar desperdício. Além disso, há nutricionistas que atuam do início ao fim do processo, sendo que aqueles que ficam na área assistencial ou clínica fazem a avaliação de cada paciente para prescrever a alimentação ideal, de acordo com a condição de saúde. [Olho texto=”A distribuição dos alimentos se dá ao longo do dia nos quartos dos pacientes, seguindo os horários de seis refeições. Aos acompanhantes são distribuídas três refeições (café da manhã, almoço e jantar)” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Outros atuam na produção fiscalizando a confecção das refeições e ajudando na logística da distribuição dos pratos. “Nós garantimos que os alimentos ofertados sejam de qualidade, seguros e adequados às necessidades de cada paciente”, garantiu a chefe de produção do HB, Ana Cecília Nunes. Além disso, há nutricionistas responsáveis por elaborar o cardápio. “Os itens são padronizados para atender o máximo de pacientes, mas sempre levamos em consideração alergias alimentares, intolerâncias e as preferências nutricionais do nosso público”, explicou a chefe de produção do HRSM, Juliana Siqueira. Os hospitais também contam com um lactário onde são manipuladas fórmulas infantis para crianças internadas e produzidos alimentos em forma líquida (chamados de enterais) utilizados quando o paciente não pode ingerir sólidos por via oral. No local, também são produzidos suplementos alimentares administrados nos pacientes via sonda ou oral. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Logística As dietas começam a ser servidas no café da manhã, passam pelo lanche da manhã, almoço, jantar, lanche da tarde e finalizam na ceia. Elas ajudam na reabilitação dos internados e garantem energia para os profissionais de saúde que cuidam dos pacientes. A distribuição dos alimentos se dá ao longo do dia nos quartos dos pacientes, seguindo os horários das seis refeições. Aos acompanhantes são distribuídas três refeições (café da manhã, almoço e jantar). Já para os profissionais de saúde, são permitidas até duas por dia, servidas nos refeitórios das unidades, de acordo com o tempo de permanência no plantão. *Com informações do Iges-DF
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Mais 100 leitos de UTI para tratar a covid-19
Segundo Iges-DF, 80 leitos da unidade estarão disponíveis na próxima semana. Foto: Paulo Henrique Carvalho/Agência Brasília A rede pública de saúde do Distrito Federal vai receber o reforço de mais 100 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) covid-19, que já começaram a ser instalados pela Secretaria de Saúde. Serão abertos 80 leitos no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e mais 20 no Hospital de Base (HB). As duas unidades são administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), que prevê a entrega dos novos leitos na próxima semana. A informação foi dada neste sábado (13) pelo governador Ibaneis Rocha, em postagem nas redes sociais. “Nos próximos dias, teremos mais 100 leitos covid-19 na rede pública de saúde do DF. Serão 80 leitos nos hospital de Santa Maria e outros 20 no Hospital de Base, esses últimos inclusive com suporte dialítico, para pacientes que precisam de hemodiálise”, escreveu o governador. E completou: “É mais um esforço que estamos fazendo para atender a nossa população, mas precisamos contar com todo mundo para combater essa doença.” [Numeralha titulo_grande=”100 novas UTIs” texto=”para tratamento exclusivo da covid 19″ esquerda_direita_centro=”esquerda”] O secretário adjunto de Saúde, Petrus Sanchez, presidente do Comitê de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19 do DF disse que a pasta está empenhada em buscar alternativas para quem precisa da internação. “Estamos trabalhando diuturnamente para ativar leitos para que nenhum paciente fique sem assistência”, ressaltou. “Mas precisamos contar com o esforço e a ajuda da população, que precisa atender ao chamado dos profissionais de saúde para que as pessoas fiquem em casa e evitem disseminar o vírus”. Instalações no HB O Hospital de Base trabalha em ritmo acelerado para disponibilizar mais 20 leitos de UTI com suportedialítico. Os equipamentos já chegaram e os técnicos priorizam a instalação dos aparelhos. A meta é liberar os leitos já na próxima segunda-feira (15), segundo Jair Tabchoury Filho, diretor de Atenção à Saúde do Iges-DF e superintendente em exercício do HB. Hoje, a unidade já conta com 41 leitos para pacientes com covid, sendo 20 de UTI e 21 de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). Dispõe ainda, no sétimo andar do prédio, mais 14 leitos de enfermaria para pacientes em fase de recuperação da doença. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O Hospital de Base é referência em atendimento a pacientes imunodeprimidos, ou seja, aqueles cujos mecanismos normais de defesa contra infecções estão comprometidos. Entre esses pacientes se encontram receptores de transplante e de implante, portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e indivíduos com câncer. Mobilização no HRSM Os trabalhos também estão acelerados no Hospital Regional de Santa Maria, onde estão sendo instalados, no primeiro andar, 40 leitos de UTI Adulto covid-19. As equipes também trabalham para remobilizar a UTI do quinto andar para o tratamento exclusivo da doença. Lá, são 40 leitos próprios. De acordo com o superintendente do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Ubiraci Nogueira, o HRSM já contava com 15 leitos de Cuidados Intermediários no Pronto-Socorro Covid. “Agora, estamos trabalhando nessa ampliação para aumentar novamente o acesso dos pacientes que necessitam de atendimento”, disse. Qualidade no atendimento Os leitos, tanto no Hospital de Base quanto no de Santa Maria, serão entregues completos. Todos serão bem equipados, com aparelhos como ventiladores mecânicos, monitores multiparamétricos, bombas de infusão de medicação endovenosa, desfibriladores e camas elétricas. Os dois hospitais contam, ainda, com sistemas de isolamento, que inclui divisórias e áreas de paramentação de desparamentação para evitar a disseminação do vírus e aumentar a proteção dos pacientes e dos profissionais. Além disso, os dois hospitais estão sendo devidamente abastecidos com anestésicos, medicamentos especiais e outros insumos necessários. Estão também assegurados os estoques de equipamentos de proteção individual (EPIs) dos profissionais que atuam na linha de frente como: máscaras N95, luvas, capotes e álcool gel. Tanto no Hospital de Base quanto no de Santa Maria os novos pacientes a serem internados nos novos leitos vão ser assistidos por equipe completa de profissionais de saúde. São médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de equipe multiprofissional formada por nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, farmacêutico, fonoaudiólogo e profissionais de odontologia. *Com informações do Iges-DF
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Mulheres são 70% da linha de frente contra a covid-19
Kariny Bonatti, gerente de Enfermagem do HRSM: “Somos guerreiras” | Foto: Divulgação/Iges-DF A pandemia do novo coronavírus estremeceu diversos setores da sociedade, no Brasil e no mundo, mas também foi a oportunidade de mostrar algo inabalável: a coragem das mulheres diante de um inimigo comum. O Hospital de Base (HB), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as unidades de pronto atendimento (UPAs) contam com o trabalho de 320 profissionais na linha de frente do combate à covid-19. Desses, 69% (223) são mulheres. [Olho texto=”Dos 320 profissionais da linha de frente de combate ao coronavírus nas unidades geridas pelo Iges-DF, 223 são mulheres” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Entre elas, está a médica emergencista Jule Rouse Santos, 33 anos. Ela atua no Pronto-Socorro Covid do HRSM e sabe da grande responsabilidade que tem nas mãos. “Eu sempre dou o melhor de mim para salvar vidas, mas nem sempre consigo”, diz. “É sofrível ver um paciente que está longe da família e que conscientemente aceita ser intubado, com a possibilidade de sobreviver ou não”. A profissional conta que sempre trabalhou com emergência, mas que nada se compara a essa experiência da pandemia. Dos muitos pacientes atendidos em um ano de crise sanitária, um caso em particular foi marcante para a médica: “Lembro-me de uma paciente com menos de 30 anos de idade que tinha dois filhos pequenos e estava gestante. O estado dela era muito grave, com o pulmão comprometido em mais de 80%. Ela aceitou a intubação ainda consciente. O único pedido foi fazer uma videochamada com o marido e a mãe. Todos da equipe assistimos e sentimos a dor dela ao pedir para a mãe: ‘Não importa o que aconteça comigo, por favor, cuide dos meus filhos’. Aquilo me abalou profundamente. Por esse e por outros casos, permaneço aqui para salvar o máximo de vidas”. Outra colaboradora do Iges-DF na linha de frente contra a covid é a técnica de enfermagem Ana Maria Duarte, 35 anos. Com seis anos de experiência na UPA de Samambaia, ela precisou encarar o desafio, em 2020, de enfrentar uma epidemia global. “Temos feito tudo o que é humanamente possível para atender o máximo de pessoas”, diz. A enfermeira Josilene Pereira está na linha de frente desde o início da pandemia: “Daquela época até hoje, me esforço para manter o psicológico estável” | Foto: Thays Rosário/Iges-DF Para ela, o momento atual da pandemia no DF é crítico, mas os profissionais de saúde seguem buscando oferecer o melhor atendimento. “Somos uma equipe composta por homens e mulheres que estão dando o melhor de si para salvar vidas”, resume. Lideranças em momento de crise A enfermeira intensivista Josilene Cardoso Pereira, 39 anos, chefia uma equipe com mais de 90 profissionais na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid do Hospital de Base. “Se você lidera, precisa passar segurança para o grupo, mas nem sempre é fácil”, admite. “Muitas vezes, ao sair daqui, desmorono de tanto chorar”. [Olho texto=” “Se você lidera, precisa passar segurança para o grupo, mas nem sempre é fácil” ” assinatura=”Josilene Cardoso Pereira enfermeira intensivista” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Josilene, que está na batalha contra o coronavírus desde o início da pandemia, ajudou a montar a UTI Covid do HB. “Daquela época até hoje, me esforço para manter o psicológico estável, já que o medo de contrair a doença é inevitável”, revela. A enfermeira não tem mais parentes em Brasília, apenas o marido e o filho de 3 anos. “A insegurança bateu várias vezes, mas em nenhum momento eu pensei em desistir. Eu vou continuar na linha de frente. Cuidar das pessoas é o que eu escolhi e é isso que vou fazer até o fim”. A gerente de Enfermagem do HRSM, Kariny Beatriz Caiado Bonatti, 38 anos, também ocupa um cargo de gestão em plena pandemia. Ela lidera um grupo de aproximadamente 2 mil pessoas e acredita que o trabalho de assiste?ncia feito no hospital vem salvando vidas e promovendo sau?de. “Saber que uma mulher faz parte da gesta?o de um dos maiores hospitais do Distrito Federal, é motivo de orgulho”, destaca. “No?s somos guerreiras”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Com a nova onda do coronavírus, Kariny aproveita para reforçar o alerta: “Preserve a sua saúde para preservar a do outro, porque não há leitos para todos. Quanto menor a contaminação, mais vidas serão salvas”. *Com informações do Iges-DF
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Mutirão de cirurgias ortopédicas no Hospital de Base
Uma força-tarefa reduziu em 58% a fila de pacientes que aguardam por cirurgias ortopédicas de urgência e emergência no Hospital de Base (HB). Vinte pessoas foram operadas nas últimas duas semanas, e 14 deverão passar pelo procedimento nos próximos dias. Isso porque os estoques de insumos foram abastecidos após o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) regularizar o pagamento dos fornecedores. Os 49 ortopedistas da Unidade de Ortopedia e Traumatologia estão envolvidos no mutirão, além dos demais profissionais do local, como enfermeiros e técnicos de enfermagem. Para a mobilização, eles estão usando duas salas do centro cirúrgico. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Os insumos chegaram no último dia 12, sexta-feira anterior ao carnaval. A equipe, então, abriu mão do descanso para dar início à força-tarefa. “No período do feriado, operamos a todo vapor e seguimos empenhados nesta missão”, destaca o chefe do setor, o médico Nicolay Kirkov. Uma das beneficiadas foi Maria José de Souza, de 66 anos, que também é paciente de câncer na rede pública do DF. Após se lesionar em casa, a moradora do Recanto das Emas precisou ser internada no Hospital Regional de Taguatinga. De lá, foi encaminhada ao HB. “O médico disse que eu deveria ser transferida para cá por ser uma unidade de referência em cirurgia ortopédica”, conta. A operação para tratar a fratura no fêmur ocorreu na última quinta-feira (25). Em dois dias de internação no Base, a idosa percebeu a humanização no atendimento. “Desde que cheguei, tenho sido muito bem atendida. Os enfermeiros e médicos são bastante educados e atenciosos”, elogia. Próteses, placas e parafusos Até o momento, foram abastecidos os estoques de prótese de quadril, utilizada em pacientes com fratura de colo de fêmur, e de placas e parafusos, usados em diversos tipos de cirurgias ortopédicas. Kirkov ressalta que o serviço de ortopedia manteve as atividades regularmente, sem suspender o atendimento à população. “No mês de janeiro, mesmo com a ausência de alguns insumos, fizemos 159 cirurgias ortopédicas”, salienta o especialista. * Com informações do Iges-DF
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Hospital de Base começará vacinação nesta quarta-feira (20)
O Hospital de Base, uma das oito unidades de saúde administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), está pronto para começar a vacinação contra a Covid-19. Nesta quarta-feira (20), está prevista a chegada de 1.160 doses da vacina CoronaVac na unidade. A vacinação dos primeiros colaboradores que atuam na linha de frente começará às 15h. De acordo com o superintendente do Hospital de Base, Lucas Seixas, para evitar aglomerações foram instaladas três salas de vacinação com duas poltronas em cada uma delas. Além disso, seis computadores estão logados para realizarem o cadastro dos vacinados junto ao Ministério da Saúde. “Temos a estrutura pronta para iniciar a vacinação de todos os nossos colaboradores do pronto-socorro”, informou. O presidente do Iges-DF, Paulo Ricardo Silva, acredita ser justo o início da vacinação com os trabalhadores que atuam na linha de frente. “São heróis. Arriscaram e arriscam suas vidas para salvar outras vidas. Com a vacina, poderão continuar essa árdua missão com mais segurança”, avaliou. Outras unidades Nesta terça-feira (19), teve início a vacinação dos colaboradores do Iges-DF no Hospital Regional de Santa Maria e na UPA de Ceilândia. O plano é levar a vacina até as outras cinco UPAs administradas pelo Instituto. Ao todo, cerca de 9 mil colaboradores devem receber a vacina, respeitando sempre os grupos prioritários estabelecidos.
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