Hemodinâmica do Hospital de Base bate recorde de procedimentos em um único mês
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Hemodinâmica do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) bateu, em julho, o recorde de procedimentos realizados em um único mês. Foram 522 intervenções, o maior número já registrado pelo setor, destinadas ao diagnóstico e tratamento de doenças do coração, dos vasos sanguíneos e do sistema neurológico. O aumento no número de procedimentos foi alcançado a partir da reorganização de fluxos e da otimização logística. Sem custo adicional para o HBDF, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o setor atualizou os protocolos de acompanhamento dos pacientes, o que contribuiu para reduzir a quantidade de procedimentos suspensos e aumentar a eficiência do serviço. Aparelhos instalados na Hemodinâmica funcionam 24 horas, o que amplia a capacidade de atendimento do hospital | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF Segundo o chefe da Hemodinâmica do HBDF, Gabriel Kanhouche, o resultado representa um benefício direto para a população do Distrito Federal. “A Hemodinâmica é um setor que faz procedimentos menos invasivos por meio de cateter e guiados por raios-X”, explica. “É um setor bem dinâmico, que envolve uma gama de especialidades e uma equipe bem-treinada e muito especializada”. Outro fator que contribuiu para o recorde foi a introdução de dois angiógrafos com funcionamento 24 horas, o que possibilitou ampliar as intervenções, inclusive, no período noturno. Até julho, a Hemodinâmica do Hospital de Base registrou 3.231 procedimentos. A expectativa é que o número continue crescendo nos próximos meses. Atendimento para toda a rede Além de atender pacientes internados no Hospital de Base, a Hemodinâmica também recebe pessoas encaminhadas pelas unidades de pronto atendimento (UPAs) e pelos hospitais regionais, conforme os fluxos de regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF). O setor também executa procedimentos eletivos em pacientes ambulatoriais. “Quando organizamos os fluxos, reduzimos perdas e aproveitamos melhor os equipamentos e a capacidade das nossas equipes, conseguimos atender mais pacientes com a mesma estrutura e sem aumentar os custos” Edson Gonçalves, diretor de Atenção à Saúde do IgesDF A Hemodinâmica atua no diagnóstico e tratamento de doenças do coração, dos vasos sanguíneos e do sistema neurológico, utilizando técnicas minimamente invasivas que permitem acessar estruturas do corpo por meio de cateteres, com auxílio de equipamentos de imagem. Para o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, o recorde demonstra que a melhoria dos processos de trabalho pode ampliar a capacidade de atendimento e gerar resultados concretos para os pacientes. “Esse resultado mostra que melhorar a assistência não significa apenas ampliar a estrutura, mas também fazer com que aquilo que já temos funcione cada vez melhor”, avalia. “Quando organizamos os fluxos, reduzimos perdas e aproveitamos melhor os equipamentos e a capacidade das nossas equipes, conseguimos atender mais pacientes com a mesma estrutura e sem aumentar os custos. É uma combinação de gestão, eficiência e compromisso com quem precisa do serviço.” Novas possibilidades Em agosto, a Hemodinâmica também recebeu um novo equipamento: o rotablator. A tecnologia é utilizada em procedimentos de alta complexidade para tratar artérias coronárias com intensa calcificação. O aparelho amplia as possibilidades de tratamento e permite que pacientes que, em determinadas situações, poderiam precisar de uma cirurgia cardíaca convencional sejam submetidos a um procedimento menos invasivo durante o cateterismo. O primeiro paciente beneficiado pela tecnologia foi José Cosme de Souza, que passou pelo procedimento para tratar uma obstrução coronária com intensa calcificação. Após permanecer um dia em observação, ele recebeu alta e comentou: “Estou me sentindo muito bem, não estou sentindo nenhum tipo de dor. Acho ótimo que o meu procedimento foi menos invasivo, já que posso me recuperar bem mais rápido”. *Com informações do IgesDF
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HBDF amplia hemodiálises em 53% e reforça atendimento 24 horas para pacientes renais
Quando recebeu o diagnóstico e foi encaminhada para iniciar a hemodiálise, Aldenora Maria Ribeiro da Silva, de 63 anos, imaginou que enfrentaria uma longa espera até começar o tratamento. A realidade foi diferente. "Consegui a vaga em apenas uma semana”, conta. Aldenora faz hemodiálise há dois anos no HBDF: "Consegui a vaga em apenas uma semana” | Fotos: Divulgação/IgesDF “Faço questão de dizer que o Hospital de Base é o melhor hospital que já vi. Todos aqui me tratam muito bem" Aldenora Maria Ribeiro da Silva, paciente do HBDF Há dois anos, Aldenora é paciente no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), onde realiza as sessões de diálise. “Faço questão de dizer que o Hospital de Base é o melhor hospital que já vi. Todos aqui me tratam muito bem", elogia. A experiência de Aldenora reflete uma mudança importante na assistência aos pacientes renais. Após reorganizar seus fluxos internos e aperfeiçoar o funcionamento do serviço, o Hospital de Base ampliou em 53% o número de sessões de hemodiálise realizadas no primeiro semestre deste ano. Foram 9.060 procedimentos, contra 5.905 no mesmo período do ano passado. A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, destaca que a ampliação da capacidade representa mais qualidade na assistência e mais segurança para os pacientes. "A hemodiálise é um procedimento contínuo e essencial para a vida de muitas pessoas. Ao ampliarmos nossa capacidade de atendimento, garantimos mais acesso, mais conforto e uma assistência cada vez mais qualificada para a população", afirma. A diálise é um tratamento que substitui parcialmente as funções dos rins, filtrando o sangue e removendo toxinas e o excesso de líquidos do organismo. O procedimento é indispensável para pacientes com insuficiência renal e a demanda pelo serviço cresce continuamente. Para responder a esse crescimento, o Hospital de Base reorganizou seus fluxos assistenciais e aperfeiçoou a logística de funcionamento do setor. Com isso, a hemodiálise passou a ser oferecida 24 horas por dia, tanto para pacientes internados quanto para aqueles em tratamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ampliando a capacidade de resposta da unidade. Neste ano, todos os meses registraram aumento nas sessões de hemodiálise superior a 45% em relação aos mesmos períodos de 2025 Mais acesso ao tratamento Os resultados acompanham a evolução do serviço nos últimos anos. Em 2024, foram realizadas 10.814 sessões de hemodiálise. Em 2025, esse número subiu para 14.393, um crescimento de 33%. Neste ano, todos os meses registraram aumento superior a 45% em relação aos mesmos períodos de 2025, com mais de mil procedimentos mensais. O maior avanço ocorreu em janeiro, quando o número de sessões passou de 941 para 1.622, alta de 72%. [LEIA_TAMBEM] O chefe da Nefrologia do HBDF, Thiago Hayashida, destaca que o Hospital de Base atende não apenas seus pacientes internados, mas também recebe encaminhamentos de toda a rede pública de saúde do Distrito Federal. "Nosso compromisso é garantir que nenhum paciente com indicação de terapia renal substitutiva fique sem assistência. A revisão dos processos e a melhoria dos fluxos internos permitiram ampliar significativamente nossa capacidade de atendimento, sem necessidade de grandes intervenções estruturais", explica. Tecnologia leva a hemodiálise até o paciente Além da reorganização do serviço, o Hospital de Base passou a contar, desde abril deste ano, com a tecnologia Genius, que permite realizar a hemodiálise diretamente no leito do paciente. Antes, o procedimento dependia de pontos fixos de água, exigindo o deslocamento de pacientes, muitas vezes em estado clínico delicado. Com o novo sistema, o tratamento é realizado onde o paciente está internado, reduzindo movimentações, aumentando a segurança e proporcionando mais conforto. Foram incorporados dez equipamentos, ampliando a capacidade de atendimento aos pacientes internados e fortalecendo ainda mais a assistência prestada pelo Hospital de Base. Serviço → A diálise atende pacientes internados no Hospital de Base e pessoas encaminhadas pela rede pública de saúde do Distrito Federal que necessitam de terapia renal substitutiva. → O atendimento é realizado mediante indicação médica e regulação da rede pública de saúde. Não há atendimento por demanda espontânea. *Com informações do IgesDF
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Com recursos de R$ 1,4 milhão, Hospital de Base amplia atendimento oftalmológico
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) recebeu quatro novos equipamentos para exames e procedimentos oftalmológicos, em um investimento de R$ 1,4 milhão destinado pelo Ministério da Saúde por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Criado pelo governo federal, o PAC busca impulsionar o crescimento sustentável do país por meio da expansão e modernização da infraestrutura pública, incluindo investimentos destinados ao fortalecimento da rede assistencial do SUS. Novo equipamento, que começou a ser utilizado neste mês, permite mais precisão nos procedimentos oftalmológicos | Foto: Divulgação/IgesDF A medida vai ampliar a capacidade assistencial de um serviço que processa, em média, 330 cirurgias por mês pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de garantir mais precisão e segurança aos pacientes. “Conseguimos aumentar a quantidade de procedimentos realizados, reduzir custos e oferecer mais comodidade ao usuário” Stefânia Diniz, chefe da Oftalmologia do HBDF Entre os equipamentos entregues está um microscópio cirúrgico oftalmológico de última geração utilizado em procedimentos de alta complexidade, como cirurgias de catarata, glaucoma, córnea e retina. O aparelho começou a ser utilizado neste mês e representa um avanço tecnológico em relação aos equipamentos já existentes na unidade. Segundo o cirurgião oftalmológico Carlos José de Souza Júnior, do HBDF, a nova tecnologia proporciona melhor visualização das estruturas oculares, favorecendo a precisão dos procedimentos. “Nas cirurgias oftalmológicas, trabalhamos em um campo milimétrico”, explica. “Ter uma imagem mais clara e nítida permite que o profissional realize os procedimentos com maior segurança e destreza. Além disso, o equipamento tem sistema de vídeo com gravação, que também contribuirá para a capacitação e o aprendizado das equipes”. Mais tratamentos [LEIA_TAMBEM]Além do microscópio, o Hospital de Base, referência em oftalmologia de alta complexidade no Centro-Oeste, recebeu um fotocoagulador a laser, equipamento utilizado no tratamento de diversas doenças da retina. O aparelho é o primeiro do tipo na unidade e permite que parte dos procedimentos seja realizada em ambiente ambulatorial, dispensando a ocupação de salas cirúrgicas. Desde a implantação, o equipamento já foi utilizado em cerca de 40 procedimentos. “O laser torna o tratamento mais acessível porque o paciente não precisa ser encaminhado para uma sala de cirurgia”, aponta a chefe da Oftalmologia do HBDF, Stefânia Diniz. “Conseguimos aumentar a quantidade de procedimentos realizados, reduzir custos e oferecer mais comodidade ao usuário.” Também foram incorporados ao parque tecnológico da unidade um vitreófago com facoemulsificador — empregado em cirurgias de retina para tratar sangramentos, inflamações, infecções e descolamentos — e um biômetro óptico, utilizado para medições oculares essenciais no planejamento cirúrgico. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base muda vida de pessoas com transtornos alimentares
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), é a única unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal a oferecer atendimento ambulatorial estruturado para pessoas com transtornos alimentares. Com equipe formada por psiquiatras, psicólogos e nutricionistas, o serviço reúne diferentes especialidades para oferecer acompanhamento integrado aos pacientes. Neste 2 de junho, Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares, especialistas enfatizam importância do diagnóstico precoce | Fotos: Divulgação/IgesDF "Eu estava tão mal que comecei a sentir dor, meu corpo já não aguentava mais. Percebi que precisava de ajuda, mas, ao mesmo tempo, me achava bonita" Maria Eduarda, nome fictício para preservar a identidade da paciente Foi esse acolhimento que ajudou Maria Eduarda* a iniciar o processo de recuperação. A preocupação com a aparência começou ainda na adolescência. O que parecia ser apenas o desejo de emagrecer deu lugar a uma relação cada vez mais difícil com a alimentação e com a própria imagem. Após anos recorrendo a dietas radicais, ela desenvolveu transtornos alimentares que comprometeram sua saúde e a levaram à internação. "Eu estava tão mal que comecei a sentir dor, meu corpo já não aguentava mais. Cheguei a perder o movimento das pernas. Não conseguia fazer nada sozinha, nem levantar o braço. Eu percebi que precisava de ajuda, mas, ao mesmo tempo, me achava bonita", relembra. No Brasil, 11 milhões de pessoas afetadas Neste 2 de junho, Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento adequado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas convivem com algum transtorno alimentar no mundo. No Brasil, estima-se que aproximadamente 11 milhões de pessoas apresentem algum tipo de distúrbio relacionado à alimentação. No HBDF, destaca o médico psiquiatra Geison Machado, o tratamento começa pelo acolhimento e pela compreensão da história de cada paciente "Não existe uma solução simples ou imediata. A evolução clínica depende, em grande parte, do manejo adequado, do reconhecimento da doença e da construção de estratégias terapêuticas individualizadas" Geison Machado, médico psiquiatra do HBDF De acordo com o médico psiquiatra do HBDF, Geison Machado, o tratamento começa pelo acolhimento e pela compreensão da história de cada paciente. "Não existe uma solução simples ou imediata. A evolução clínica depende, em grande parte, do manejo adequado, do reconhecimento da doença e da construção de estratégias terapêuticas individualizadas. Esse processo pode envolver diversos obstáculos, uma vez que nem sempre os pacientes apresentam condições clínicas, recursos emocionais ou disponibilidade subjetiva para reunir todos os elementos necessários ao tratamento e à recuperação", explica. Para Maria Eduarda, o maior desafio sempre esteve relacionado aos conflitos internos provocados pela doença. "Eu sabia que precisava melhorar e que não estava bem, mas isso iria contra algo que deixava a minha autoestima boa. É uma luta interna muito difícil, mas percebi que precisava de um tratamento que me ajudasse a viver a minha vida", resume. Entre os transtornos alimentares mais comuns estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica. As doenças podem se manifestar de diferentes formas e nem sempre estão associadas à magreza extrema. Segundo Machado, iniciativas de conscientização ajudam a ampliar o conhecimento sobre o tema e reduzir o estigma que ainda cerca esses transtornos. "Ao ampliar a compreensão sobre essas doenças, torna-se possível oferecer maior acolhimento às dificuldades, ao sofrimento e às demandas vivenciadas pelos pacientes. O conhecimento adequado também favorece o reconhecimento dos sintomas e facilita a busca por ajuda especializada", afirma. Redes sociais e pressão estética No HBDF, o atendimento é realizado de forma conjunta por psiquiatra, psicólogo e nutricionista, o que permite acompanhar diferentes aspectos da doença simultaneamente Maria Eduarda, que segue em acompanhamento no HBDF, conta que a preocupação excessiva com o peso começou cedo. "Me lembro de não comer nada em dias que iria para alguma festa, porque queria estar mais bonita", relata. Para o psiquiatra, a exposição constante a padrões estéticos nas redes sociais, associada à pressão por determinados tipos físicos e à busca por resultados rápidos, pode contribuir para o desenvolvimento dos transtornos, especialmente entre adolescentes. "Tive muito medo de não levarem o meu problema a sério, mas me ajudaram muito. Não me senti julgada em nenhum momento" Maria Eduarda, nome fictício para preservar a identidade da paciente "A comparação com outras pessoas faz parte do desenvolvimento humano. Porém, quando essa exposição ocorre de forma precoce e intensa, a cobrança aumenta e o surgimento de um transtorno se torna mais provável", explica Geison Machado. Como parte da recuperação, Maria Eduarda busca transformar hábitos e comportamentos que influenciam sua relação com a própria imagem. "Preciso mudar a forma como penso, os conteúdos que consumo nas redes sociais e até a maneira como lido com meus impulsos", diz. Como funciona o acompanhamento No Hospital de Base, o atendimento é realizado de forma conjunta por psiquiatra, psicólogo e nutricionista. A atuação integrada permite que diferentes aspectos da doença sejam acompanhados simultaneamente. "O atendimento multiprofissional amplia nossa capacidade de escuta, fortalece o manejo clínico e contribui para respostas mais efetivas às necessidades dos pacientes", destaca Machado. [LEIA_TAMBEM] Maria Eduarda relembra que teve receio na primeira consulta, mas depois se sentiu acolhida e ouvida. "Tive muito medo de não levarem o meu problema a sério, mas me ajudaram muito. Não me senti julgada em nenhum momento. Foi algo muito importante pra mim. Agora, sinto que vou conseguir seguir com o tratamento até o final", celebra. O atendimento ambulatorial para transtornos alimentares do Hospital de Base está disponível para toda a população do Distrito Federal. Para ter acesso ao serviço, é necessário apresentar um encaminhamento médico, da rede pública ou privada, para agendamento da consulta de avaliação. (Obs.: *nome fictício para preservar a identidade da paciente) *Com informações da IgesDF
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Hospital de Base registra maior número de cirurgias da sua história em 2025
O Hospital de Base do Distrito Federal atingiu, em 2025, a maior marca de cirurgias de sua história e ultrapassou a barreira de 15 mil procedimentos realizados em um único ano. Ao todo, foram 15.166 cirurgias, número 7,5% superior ao registrado em 2024, quando foram contabilizados 14.107 procedimentos. O recorde mensal também foi superado três vezes, nos meses de maio, julho e setembro. O resultado foi alcançado no ano em que o hospital completou 65 anos de funcionamento e reflete um conjunto de medidas adotadas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração da unidade. As ações tiveram como foco organizar melhor a rotina do hospital, acompanhar os resultados de perto e ampliar a capacidade de atendimento cirúrgico. Entre as estratégias implementadas está o projeto Lean, iniciado em 2023. A metodologia busca reduzir desperdícios e tornar o atendimento mais eficiente. No centro cirúrgico, a iniciativa impactou diretamente a organização da agenda cirúrgica e o monitoramento do horário de início das cirurgias. O chefe do centro cirúrgico, Danillo Almeida de Carvalho, destaca que a metodologia permitiu aprimorar o uso das 16 salas operatórias e reduzir períodos de ociosidade. “O Lean nos ajudou a qualificar o trabalho das equipes e a diminuir o tempo ocioso. Houve envolvimento integrado das equipes de limpeza, enfermagem e anestesiologia, o que foi determinante para os resultados”, afirma. Segundo o médico, a reorganização também permitiu ampliar o uso das salas no período noturno para procedimentos de emergência, contribuindo para dar mais agilidade lista de espera cirúrgica. O superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, avalia que o crescimento reflete o comprometimento da gestão com a melhoria contínua: "Estamos empenhados em trazer inovação e sempre aumentar a qualidade do Hospital de Base, que já é uma referência em saúde". Ao todo, e, 2025, foram 15.166 cirurgias, número 7,5% superior ao registrado em 2024, quando foram contabilizados 14.107 procedimentos | Foto: Divulgação/IgesDF Crescimento nas especialidades A ampliação da produção cirúrgica impactou diretamente a população, com aumento em diversas especialidades. A urologia apresentou o maior crescimento percentual, com alta de 24%. O número de procedimentos passou de 1.374 em 2024 para 1.708 em 2025. Os procedimentos de otorrinolaringologia registraram aumento de 14% no período. Já ortopedia e trauma cresceram juntas 9% na comparação anual e somaram 2.943 cirurgias, o que representa quase uma em cada cinco realizadas no hospital. Novo centro cirúrgico Em fase final de construção, o novo centro cirúrgico deve ampliar ainda mais a capacidade de atendimento da unidade. A estrutura contará com 16 salas operatórias, duas delas equipadas com tecnologia de alta performance para cirurgias robóticas, além de uma sala de recuperação pós-anestésica com 18 leitos e áreas de apoio destinadas às equipes assistenciais e à logística hospitalar. Arte: IgesDF Além disso, com a transferência das cirurgias de alta complexidade para o novo complexo, o antigo centro cirúrgico será readequado para a criação de salas destinadas a procedimentos de menor complexidade. São aqueles mais rápidos, em que o paciente é operado e recebe alta no mesmo dia. Isso amplia a capacidade de atendimento do hospital e melhora o fluxo assistencial. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Dia Mundial da Psoríase: o desafio de cuidar da pele e das emoções
Quando as primeiras manchas começaram a surgir em sua pele, Estael Vieira, hoje com 61 anos, ainda era uma jovem de 19. Sem acesso a informações sobre o que era a psoríase, ela passou anos tentando esconder as lesões. “No começo eu sentia vergonha”, conta. “As pessoas achavam que era contagioso, e eu evitava usar roupas curtas”. Estael Vieira teve psoríase aos 19 anos, enfrentou preconceito e baixa de autoestima, mas hoje segue o tratamento sem problemas | Foto: Alberto Ruy/IgesDF O preconceito, lembra, chegou até dentro de casa: “Meu marido tinha receio de me tocar. Precisei levá-lo a uma consulta médica para que o doutor explicasse que psoríase não pega. Hoje ele entende que é uma condição que precisa de cuidado, não de preconceito”. O Dia Mundial da Psoríase, celebrado nesta quarta-feira (29), chama atenção para a importância do diagnóstico precoce, da desmistificação da doença e do acolhimento a quem convive com ela. Segundo a National Psoriasis Foundation (EUA), assim como Estael, cerca de 125 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com essa doença inflamatória, crônica e não contagiosa, que pode ser controlada com tratamento adequado. O que é a psoríase “Muitos pacientes relatam que as lesões surgem após momentos de tensão emocional ou sobrecarga no trabalho” Danielle Aquino, dermatologista do Hospital de Base A dermatologista Danielle Aquino, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), explica que a psoríase é uma doença autoinflamatória, resultado de uma disfunção do sistema imunológico que acelera o ciclo de renovação das células da pele. O processo gera o acúmulo dessas células, formando lesões avermelhadas e descamativas. “A pessoa já possui a carga genética, ou seja, a predisposição, e algum fator ambiental pode atuar como gatilho — por isso ela não é contagiosa”, detalha. As placas da psoríase são geralmente secas e esbranquiçadas, podendo aparecer nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo, abdômen e lombar. Em alguns casos, a inflamação também atinge as unhas e articulações, provocando dor e rigidez, um quadro conhecido como artrite psoriásica. A propensão genética é o principal fator, mas situações de estresse, infecções, ferimentos na pele e o uso de certos medicamentos podem desencadear crises. “Muitos pacientes relatam que as lesões surgem após momentos de tensão emocional ou sobrecarga no trabalho”, observa Danielle Aquino. Impacto emocional Mais do que uma condição dermatológica, a psoríase tem forte impacto psicológico. O psiquiatra Sérgio Cabral, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), lembra que os gatilhos emocionais podem não apenas agravar as crises, mas também gerar um ciclo vicioso entre o sofrimento psíquico e o avanço da doença. “A psoríase me ensinou a ter paciência e amor-próprio. Quando me aceitei, a pele também melhorou” Estael Vieira “Quando a pessoa está sob estresse ou ansiedade, há liberação de substâncias como cortisol e adrenalina, que intensificam a resposta inflamatória”, aponta. “Ao mesmo tempo, as lesões visíveis provocam queda de autoestima e isolamento social, o que aumenta o estresse e pode agravar a psoríase.” Segundo o especialista, o estigma social ainda é um grande desafio: “A sociedade historicamente associou doenças de pele à exclusão, como acontecia com a hanseníase. O preconceito reforça o sofrimento dessas pessoas. É essencial que busquem apoio psicológico e sigam o tratamento médico. Não escolhemos ter uma doença, mas podemos escolher cuidar dela com responsabilidade e esperança”. Tratamento e controle [LEIA_TAMBEM]A dermatologista Danielle Aquino explica que o tratamento é individualizado e depende da gravidade das lesões. Entre os tratamentos disponíveis estão cremes e pomadas à base de corticoides ou vitamina D3; fitoterapia, com aplicação controlada de luz ultravioleta; medicamentos orais, para casos moderados ou graves; e terapias biológicas injetáveis, indicadas quando há resistência aos outros tratamentos. A hidratação diária da pele também é fundamental. “Produtos com ureia ajudam a suavizar a descamação e a aliviar a coceira”, reforça a médica. “A psoríase não tem cura, mas é possível viver bem com acompanhamento médico e controle do estresse”. O tratamento da psoríase está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), com acompanhamento especializado e fornecimento gratuito de medicamentos conforme prescrição médica. O encaminhamento pode ser feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Com acompanhamento médico e apoio emocional, é possível ter qualidade de vida e autoestima preservadas. Para Estael Vieira, que convive com a doença há 42 anos, o segredo está na aceitação: “A psoríase me ensinou a ter paciência e amor-próprio. Quando me aceitei, a pele também melhorou”. *Com informações do IgesDF
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Paciente recupera a fala com ajuda de equipe do Hospital de Base
Paulo Henrique da Cruz, 41 anos, jamais imaginou que precisaria reaprender a falar. No dia 1º de junho, chegou ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) com o diagnóstico de Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave. Ele foi brutalmente espancado durante uma tentativa de assalto em sua casa. Os agressores, ao perceberem que o imóvel não estava vazio, o atacaram, deixando marcas físicas e emocionais. “Ele chegou sem conseguir pronunciar uma palavra. A área do cérebro responsável pela linguagem ficou bem comprometida”, explica Aline Vaz, fonoaudióloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). A afasia é considerada uma das formas de perda de linguagem. No caso de Paulo, ele compreendia o que era falado, porém não conseguia se comunicar. O silêncio, no entanto, durou pouco. Apesar das lágrimas e da frustração dos primeiros dias, Paulo não se entregou. Com bloquinho de papel em mãos, muitos gestos e uma vontade enorme de voltar a falar, ele buscava diariamente os profissionais pelos corredores da unidade. “Era emocionante ver aquele homem tentando escrever, gesticular, pedir ajuda. Ele nunca desistiu de tentar falar novamente”, lembra Aline. Após 15 dias de internação, Paulo recebeu alta. Mas antes de deixar o hospital, fez questão de escrever à mão o nome de todos os profissionais que marcaram sua trajetória | Foto: Divulgação/IgesDF Com o apoio da equipe multidisciplinar, formada por fonoaudiólogas, terapeutas ocupacionais, psicóloga e fisioterapeutas, Paulo Henrique conquistou os primeiros avanços para a retomada da fala. “A primeira palavra que consegui dizer foi o nome da fonoaudióloga Letícia. Não aguentei, comecei a chorar e ela me abraçou”, relembra. Um dos momentos mais marcantes aconteceu quando Paulo conseguiu avisar que era aniversário de seu filho. A equipe, tocada pela situação, sugeriu que ele gravasse um vídeo. “Ele cantou parabéns e no final não conteve as lágrimas. Nós nos emocionamos junto com ele. Foi um avanço importante na recuperação”, relata Letícia. [LEIA_TAMBEM]Após 15 dias de internação, Paulo recebeu alta. Mas antes de deixar o hospital, fez questão de escrever à mão o nome de todos os profissionais que marcaram sua trajetória. “Vocês me devolveram a voz. Hoje posso dizer ‘obrigado’, posso dizer que amo meu filho”, detalha. Uma recuperação feita de laços A psicóloga Luiza Gayaó acompanhou de perto as angústias de Paulo e reforça a importância do vínculo com a equipe no processo de recuperação. “A afasia gera sofrimento, pois a pessoa quer se comunicar e não consegue. O apoio emocional e o acolhimento foram fundamentais para que ele se sentisse seguro e motivado”, conta. A terapeuta ocupacional Jackeline Rossi também destaca o poder dessa conexão. “Ver um paciente recuperar a autonomia, a voz e a esperança é o que nos move todos os dias. Paulo nos deu uma lição de persistência”. Hoje, Paulo segue em tratamento ambulatorial no próprio Hospital de Base. A fonoaudióloga Ana Patrícia Queiroz explica que, embora ainda existam sequelas, a evolução é visível. “Estamos confiantes de que ele irá recuperar ainda mais sua comunicação. O mais importante é que ele está engajado”, ressalta. Ao se despedir da equipe, Paulo resumiu sua trajetória em uma frase simples, mas carregada de significado. “Se hoje eu posso falar, é graças a toda a equipe que me acolheu e me deu o suporte necessário. Sou imensamente grato”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF)
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Paciente baleada por patrão tem a vida salva por equipe do Hospital de Base
Oscelina Moura de Oliveira, 45 anos, recebeu alta da equipe médica nesta terça-feira (25). Ela estava internada no Hospital de Base do Distrito Federal desde o dia 16 de janeiro, quando foi baleada pelo delegado da Polícia Civil do DF e seu próprio patrão, Mikhail Rocha e Menezes. Emocionada, Oscelina declarou: “Vocês são anjos enviados por Deus. Todos aqui são maravilhosos. Conheci tanta gente boa que não consigo lembrar todos os rostos. Mas cada um cuidou de mim com amor”. Após passar por pelo menos três procedimentos cirúrgicos, Oscelina foi para casa com poucas sequelas do acontecimento que poderia ter tirado a sua vida: ela ainda não consegue caminhar sozinha e está com uma bolsa de colostomia. “Vou continuar vindo ao hospital para acompanhamento no ambulatório. O doutor até brincou com meu esposo, dizendo que agora sou mais dele. Tenho uma bolsinha para minhas necessidades, mas se tudo der certo, logo me verei livre dela”, conta. Após passar por pelo menos três procedimentos cirúrgicos, Oscelina foi para casa com poucas sequelas do acontecimento que poderia ter tirado a sua vida | Foto: Divulgação/IgesDF Renato Lins, chefe do Trauma do Hospital de Base, explica. “O tratamento dela ainda não terminou. Ela precisará de um novo procedimento para a retirada da bolsa, mas, neste momento, o melhor é que ela tenha um tempo de recuperação fora do ambiente hospitalar”, disse. Lins lembra como foi receber o caso de Oscelina. “Soubemos do acontecimento pela televisão antes mesmo de receber as pacientes. No momento da chegada, ela já se encontrava em estado grave. Fizemos o primeiro atendimento, solicitamos exames complementares, incluindo tomografia de abdome, e identificamos a necessidade imediata de uma cirurgia devido à gravidade das lesões encontradas”, conta. De acordo com o médico, as lesões em vários órgãos exigiram cuidados intensivos no pós-operatório. “O trabalho em conjunto foi essencial. Desde o primeiro atendimento até a recuperação, tivemos uma equipe multidisciplinar envolvida: cirurgiões, intensivistas, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros. A passagem dela pela UTI foi fundamental, pois, após uma cirurgia grande, o paciente passa por uma fase de piora antes de começar a melhorar”, contou. Ainda segundo Lins, a estrutura do hospital foi essencial para o sucesso do tratamento. “Precisamos realizar reintervenções cirúrgicas e tivemos salas disponíveis sempre que necessário. Esse suporte completo fez toda a diferença na recuperação dela”, reforçou, orgulhoso do sucesso. O Corpo de Bombeiros Militar do DF prestou os primeiros socorros e levou Oscelina de helicóptero ao Hospital do Paranoá, por ser o mais próximo de onde ela estava Milagre Oscelina relembra como tudo aconteceu no fatídico dia. “Quando cheguei no trabalho pela manhã, eu tinha tomado o café com o meu filho, que precisei levar comigo aquele dia. De repente, escutei os gritos da minha patroa batendo na porta e pedindo socorro. Eu saí desesperada e, quando vi, ele já tinha baleado ela. Logo depois, ele virou a pistola para mim e apontou para as minhas costas. Eu tentei fugir para onde meu filho estava escondido, mas só escutei a pancada nas costas e senti a dor queimando”, conta. Foi o filho de Oscelina que socorreu a mãe como pôde. “Deus usou ele naquele momento. Ele pegou a blusa de frio dele e colocou nos ferimentos para estancar o sangue. Eu fiquei lá até meu esposo chegar. Meu filho perguntou: “Mamãe, o que eu faço?” e eu disse: “Vai lá, pega o telefone na bolsa, preciso ligar para o seu pai.” Davi Roque Ribeiro, 52 anos, esposo de Oscelina, recebeu a ligação e entrou em desespero. “Você não tem ideia do que eu passei. É como se eu estivesse vivendo na terra, mas meu corpo estivesse fora dela. Foi uma sensação muito estranha, uma mistura de dor profunda por ela e revolta. Foi um momento de terror”, conta Davi. O Corpo de Bombeiros Militar do DF prestou os primeiros socorros e levou Oscelina de helicóptero ao Hospital do Paranoá, por ser o mais próximo de onde ela estava. Porém, após perceberem que o caso era muito grave, decidiram trazê-la para o Hospital de Base, gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), e que possui um serviço multidisciplinar exclusivo dedicado à Cirurgia do Trauma. Oscelina lembra o momento em que voltou a ter consciência do que estava acontecendo. “Quando acordei, estava na UTI, e perguntei o que tinha acontecido, pois lembrava da cena do tiro. Meu esposo me contou e eu agradeci a Deus por estar viva”, conta. Particularmente para Davi, o segundo dia de internação foi o mais difícil. “Quando vim visitá-la, fui recebido pela equipe médica, que me explicou que a situação era muito grave e de alto risco. Eles me perguntaram se eu estava preparado para vê-la e me ofereceram acompanhamento psicológico. Mas eu quis enfrentar a situação sozinho. Quando entrei no quarto e a vi muito inchada, foi um choque. Seu rosto estava irreconhecível. Naquele momento, eu temi perde-la, hoje recuperada e indo para casa, a felicidade toma conta da família. “O dia mais feliz, sem dúvida, foi hoje, na alta dela. É uma alegria imensa, e estou sem palavras para descrever. Só gratidão!”, emociona-se. Davi aproveitou a oportunidade para elogiar o atendimento recebido no Hospital de Base. “Da equipe médica à zeladoria, o atendimento é maravilhoso. Estou aqui dentro há 40 dias acompanhando minha esposa e só tenho elogios. Todos são muito educados, carinhosos e trabalham com amor. No Hospital de Base, a equipe não trabalha apenas por profissionalismo, mas com dedicação e coração, e isso faz toda a diferença para o paciente e para a família também”, garante Davi. Lins também aproveita para comemorar com toda a equipe do Hospital, a recuperação de Oscelina. “A alta do paciente é o momento que nos motiva. A Oscelina passou por vários setores do hospital e todos perguntam por ela. Quando vou visitar outros pacientes na UTI, por exemplo, a equipe pergunta por ela. Muitos profissionais acompanharam cada etapa, e ver essa recuperação é muito gratificante”. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Dia Mundial do Câncer: Hospital de Base realizou mais de 34 mil atendimentos em 2024
O dia 4 de fevereiro foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial do Câncer. O momento serve como uma forma de alertar e informar a população sobre a prevenção a todos os tipos de câncer, uma doença que hoje atinge, aproximadamente, 20 milhões de pessoas por ano no mundo todo. Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Distrito Federal pode ter, entre 2023 e 2025, por volta de 7.330 novos casos por ano, o que daria quase 22 mil novos casos. Em Brasília, o Hospital de Base do Distrito Federal é referência do Serviço Único de Saúde para o atendimento de oncologia clínica e cirúrgica. Apenas em 2024, foram realizados 1.786 procedimentos cirúrgicos de oncologia e de especialidades que também tratam câncer como mastologia, ginecologia, ortopedia, cirurgia torácica, cirurgia de cabeça e pescoço e cirurgia geral. Em Brasília, o Hospital de Base do Distrito Federal é referência do Serviço Único de Saúde para o atendimento de oncologia clínica e cirúrgica | Fotos: Divulgação/IgesDF Além disso, foram realizados, entre janeiro e dezembro de 2024, 34.093 atendimentos oncológicos no ambulatório do Hospital de Base e mais de 11.800 sessões de quimioterapia oncológica. Também foram realizadas mais de 7.300 sessões de quimioterapia da onco-hematologia (leucemia). O Hospital de Base tem, hoje, o maior serviço de oncologia do Distrito Federal e é credenciado pelo Ministério da Saúde como Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). “Isso significa que aqui são tratados todos os tipos de câncer, tanto com quimioterapia quanto com radioterapia e também com cirurgias. O HBDF é o único hospital público que consegue oferecer esse tratamento completo para todos os tipos de câncer que existem”, explica Daniel da Motta Girardi, chefe da Oncologia do Hospital de Base. A importância da prevenção O câncer, como todos sabem, é uma doença muito agressiva e, muitas vezes, fatal. Por isso, quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de sucesso. “É muito importante ter essa conscientização da população e que ela fique atenta e procure imediatamente os estabelecimentos de saúde em caso de algum sintoma e faça os acompanhamentos preventivos. No caso da mulher, a mamografia e o exame de Papanicolau, e no caso da população adulta em geral, exames de colonoscopia e check-ups em geral”, lembra Girardi. O Hospital de Base tem, hoje, o maior serviço de oncologia do Distrito Federal e é credenciado pelo Ministério da Saúde como Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) Girardi lembra, ainda, que o diagnóstico precoce do câncer está inserido no SUS de forma geral dentro da atenção primária. “A porta de entrada é nas Unidades Básicas de Saúde, no postinho, onde você faz as primeiras consultas e recebe os pedidos de exames de rastreamento. É lá que acontece a investigação inicial”, explica. O Hospital de Base, por ser uma unidade de atendimento terciário, vai receber o paciente já no momento de realizar o tratamento com o diagnóstico definido. O Hospital de Base oferece hoje o tratamento completo para os pacientes com câncer, tanto em termos de internação, tratamento ambulatorial, cirurgias oncológicas, radioterapia e quimioterapia, além de tratamentos sistêmicos também. “Além disso, nós temos equipes multidisciplinares, com profissionais de nutrição, fisioterapia, enfermagem, cuidados paliativos, entre outros, que fazem toda uma rede necessária de multidisciplinaridade para o atendimento do paciente com câncer”, conta Girardi. Seguindo em frente O paciente diagnosticado com câncer sabe que vai ter pela frente, uma verdadeira batalha. É o caso de Regina Souza Bispo, que realiza seu tratamento no Hospital de Base. Mesmo tendo realizado cinco mamografias, só teve a confirmação de que o seu câncer era maligno depois de uma biópsia. “Primeiro, fiz a cirurgia, depois passei com um oncologista e fiz sessões de quimioterapia. E hoje terminei as 15 sessões de radioterapia”, comemora. Regina descreveu os desafios enfrentados no tratamento. “Não é fácil receber um diagnóstico de câncer. O processo de cura é muito cansativo e desgastante. Tem dias que você está feliz, chora, e no outro dia levanta disposta a vencer, vivendo um dia de cada vez, porque não tem outro jeito a não ser esse. Você precisa enfrentar. É importante ficar tranquila, calma, procurar ser feliz, não ficar chorando, porque o câncer adora gente infeliz. Quanto mais você chora, mais você alimenta ele, mais sua imunidade baixa. Então, é importante procurar passear, ficar com a família, fazer coisas que fazem bem, comer bem, fazer uma caminhada, praticar esporte. Todas essas coisas ajudam você a dar um passo de cada vez, rumo à sua cura”, lembra Regina. Sobre a importância do Dia Mundial do Câncer, Regina ressalta que os casos de câncer de mama, como o dela, têm aparecido em mulheres cada vez mais jovens. “Não tem mais idade. Antes, era comum aparecer em mulheres de 40, 45 anos. Hoje, está em meninas de 20 anos, até menos. Então, é essencial sempre se observar. Se perceber algo diferente, faça exames. Não se satisfaça com um único diagnóstico, procure investigar bastante. Se eu tivesse parado no primeiro diagnóstico, talvez quando fosse procurar tratamento, já não teria mais solução. Vá ao médico, procure um ginecologista, faça exames periódicos. Porque tudo que é descoberto no começo é mais fácil de ser tratado. Se deixar avançar, fica mais complicado”, reforça. Regina fez questão de elogiar o tratamento que recebe no Hospital de Base. “Os médicos daqui são maravilhosos. O atendimento deles é humanizado, eles têm paciência, explicam tudo, pedem exames, cuidam de você e se preocupam. Passei o Natal internada aqui, e todos os médicos que me atenderam foram muito atenciosos. Tenho gratidão por isso”, lembra, emocionada. Regina agora vai seguir com os exames periódicos e realizar o acompanhamento. “Tenho de tomar uma medicação pelos próximos cinco anos. Em breve devo ser chamada para realizar a reconstrução da mama. Enquanto isso, sigo trabalhando e vivendo minha vida. Não tem outra maneira de viver se não for pela fé. Você precisa acreditar que cada dia será bom e que é possível vencer os medos”, finaliza. *Com informações do IgesDF
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Prêmio reconhece destaques no atendimento na saúde
A terça-feira (15) foi marcada pela entrega do 1º Prêmio Reconhecimento IgesDF, destinado a 115 colaboradores que fazem a diferença no dia a dia de milhares de pessoas, provando que a verdadeira força do SUS está em quem o faz acontecer. Foram entregues troféus e medalhas em cinco categorias que destacaram trajetórias inspiradoras e o impacto positivo no atendimento à população. “Este momento é mais do que um evento. É uma pausa no ritmo acelerado do cotidiano para dizermos, com toda a sinceridade: obrigada”, afirmou a gerente geral do IgesDF, Elaine Silvestre. O prêmio reconheceu destaques da saúde em cinco categorias | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Logo na entrada, os participantes foram recebidos com um banner especial, onde puderam registrar o momento. Um vídeo institucional relembrou os principais marcos do ano, destacando o impacto do trabalho coletivo. “Vocês saem de casa diariamente, deixando suas famílias para cuidar dos outros. Isso reflete diretamente na sociedade, impactando milhares de vidas” Juracy Lacerda Jr, diretor-presidente do IgesDF “Nada mais justo do que homenagear aqueles que se destacaram. Vocês saem de casa diariamente, deixando suas famílias para cuidar dos outros. Isso reflete diretamente na sociedade, impactando milhares de vidas. Estou muito orgulhoso de fazer parte desta equipe e desta história”, elogiou o diretor-presidente do IgesDF, Juracy Lacerda Jr.. A categoria Unidade mais elogiada reconheceu o núcleo de atendimento do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), que recebeu o troféu de 1º lugar pelo atendimento humanizado e de excelência. “Este prêmio simboliza o esforço coletivo de uma equipe dedicada, que todos os dias dá o melhor de si para oferecer um atendimento de qualidade. Seguiremos firmes no compromisso de cuidar, acolher e transformar vidas”, resumiu a chefe do núcleo, Sandra Cristina Silva Dutra. Na categoria Trajetórias inspiradoras, o destaque foi o assistente administrativo Paulo Henrique da Costa Marcineiro, cuja história de superação comoveu a todos. Durante a pandemia, ele levou conforto e esperança aos pacientes internados nas UTIs da covid-19 com seu talento como violinista autodidata. Após receber o troféu, Paulo presenteou o público ao tocar a música Hallelujah. “Este prêmio é muito mais do que um reconhecimento; é uma celebração do poder que a arte tem de humanizar e acolher”, afirmou. Reconhecendo cada esforço O Hospital de Base foi um dos premiados da noite Idealizado pelo Núcleo de Gestão de Desempenho (Nuged), o Prêmio Reconhecimento IgesDF foi criado para valorizar o esforço e o impacto positivo dos profissionais que são a essência do IgesDF. A iniciativa contou com cinco categorias, desenhadas para reconhecer desde a proatividade até trajetórias inspiradoras de superação. O processo envolveu toda a equipe do IgesDF, com parte das indicações realizadas por votação interna e outras definidas por critérios estabelecidos pela organização. “Transformar essa ideia em realidade foi um processo desafiador, mas gratificante. Esse projeto reforça nosso compromisso em motivar nossos talentos e expressar nossa gratidão. É emocionante ver histórias tão inspiradoras sendo reconhecidas e celebradas”, afirmou a chefe do Nuged, Maraline Sales. A gerente de Desenvolvimento Humano, Nildete Dias, também ressaltou o impacto transformador da cerimônia. “Que este dia nos inspire a mudar atitudes e reconhecer, diariamente, não apenas as grandes conquistas, mas também o esforço, o compromisso e o amor dedicado ao próximo. Gestos simples de admiração fortalecem nosso espírito de equipe”, declarou. Durante o evento, a analista do Nuged, Dúlcila Galvão, destacou o envolvimento dos participantes. “Foi incrível ver a felicidade de todos. Muitas pessoas se uniram para pedir votos, organizar mutirões e até gravar vídeos especiais. Essa mobilização mostra como iniciativas como essa fortalecem o engajamento e o espírito de equipe.” *Com informações do IgesDF
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