MAB, Expo Favela e samba na Vila Telebrasília: veja os destaques da agenda cultural do DF
O aniversário de 41 anos do Museu de Arte de Brasília (MAB), a Expo Favela Innovation Brasília 2026 e a segunda edição de A Bênção ao Sambista Mais Velho estão entre os destaques da agenda cultural do Distrito Federal nos próximos dias. De 24 a 29 de abril, o roteiro reúne exposições, samba, oficinas e encontros voltados à arte, à formação cultural e ao empreendedorismo periférico. Além dos três eventos que puxam a programação, a semana inclui exposição no Espaço Oscar Niemeyer; visita guiada e mostras no Museu de Arte de Brasília; itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, no Museu Nacional da República; chamamento do festival Elas no Hip Hop; workshop no Centro de Dança do DF; e o I Psicodrama Público Sonhos como Resistência, na Biblioteca Nacional de Brasília. Na Vila Telebrasília, A Bênção ao Sambista Mais Velho promove um encontro entre gerações do samba nos dias 25 e 26, sempre das 15h às 18h | Fotos: Divulgação A programação começa com Verdade Moldada, exposição de Akimi Watanabe em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer até 12 de maio. No MAB, o público pode conferir Geometria da Memória, de Paula Parisot, até 21 de junho, e a mostra MAB: Você Está Aqui, que segue até 24 de maio e serve de base para a celebração dos 41 anos do museu. Já o Museu Nacional da República recebe a exposição Dípticos, Arte e Curadoria, na Galeria 2, e mantém em exibição a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo até 31 de maio. [LEIA_TAMBEM]Na área de formação e participação, artistas e coletivos têm até 24 de abril para se inscrever no chamamento que selecionará quatro grupos de dança para o festival Elas no Hip Hop. No dia 25, o Centro de Dança do DF promove o workshop Hoje Eu Sou Shakira. Na mesma data, às 10h, a Biblioteca Nacional de Brasília recebe o I Psicodrama Público Sonhos como Resistência, atividade presencial e gratuita. Um dos destaques do fim de semana é o aniversário de 41 anos do Museu de Arte de Brasília. No dia 25, das 14h30 às 20h, o museu recebe programação gratuita ligada à exposição MAB: Você Está Aqui, com visita guiada de Maíra Guimarães e Emerson Dionísio de Oliveira, às 14h30, apresentação de Sambrass, às 15h30, e show de Samba das Meninas, às 17h30. A agenda prevê ainda tradução em Libras, audiodescrição, QR codes, maquete tátil e acessibilidade física. O evento também marca o lançamento da campanha de financiamento coletivo do livro Museus Possíveis, aberta até 31 de maio. O rapper Japão é uma das atrações da Expo Favela Innovation Brasília 2026, que ocupa o estacionamento do Sesc no final de semana Na Vila Telebrasília, A Bênção ao Sambista Mais Velho promove um encontro entre gerações do samba nos dias 25 e 26, sempre das 15h às 18h, no gramado ao lado do campo sintético da Rua 11, com entrada franca. No sábado, sobem ao palco Poetas do Samba, Lúcia de Maria e Rosemaria. No domingo, a programação reúne Seu Manolo, Breno Alves e Dani Ribeiro. O projeto é realizado pelo Ponto de Cultura Waldir Azevedo em parceria com a Âmbar Produções, com fomento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Em Ceilândia, a Expo Favela Innovation Brasília 2026 ocupa o estacionamento do Sesc nos dias 25 e 26 de abril. No sábado, a programação começa com a mesa Cultura da Periferia na Era Digital, passa por debates sobre games e inovação de negócios e termina com show de Benzadeus. No domingo, o evento segue com mesas sobre empreendedorismo sustentável, crédito, financiamento, formalização e TV 3.0, além de apresentações de Negra Flow, Japão, MV Bill e Kmilla CDD, antes do anúncio do empreendimento vencedor da edição local. Além dos painéis e shows, a feira terá camelódromo, praça de alimentação e espaço gamer.
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Museu de Arte de Brasília abre programação especial de aniversário
Obras clássicas, modernas e contemporâneas integram o rico acervo do Museu de Artes de Brasília (MAB). Inaugurado em 1961, o espaço cultural foi inicialmente idealizado para ser um local multiúso – serviu de anexo para o Brasília Palace Hotel, para o clube das Forças Armadas e para um casarão de samba. Só em 1985 tornou-se uma galeria, abrigando um acervo com milhares de peças que foi aberto ao público, pela primeira vez, em 7 de março de 1985. O MAB fechou para reformas em 2007. Após restaurações profundas, o museu reabriu suas portas em 2021 como um dos espaços mais novos geridos pelo Governo do Distrito Federal (GDF), garantindo acessibilidade com elevadores, rampas e pisos táteis. O MAB passou 14 anos fechado antes reabrir suas portas, em 2021, como um dos espaços mais novos geridos pelo GDF | Foto: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília De acordo com o subsecretário do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Felipe Ramón, a importância do museu reside em dois pilares: riqueza de acervo e capacidade de educação. “Além de ser um local gostoso de passear, bonito e perto do lago, o MAB provoca uma reflexão. É um espaço de identidade, pedagógico, que também oferece entretenimento e lazer”, observa. O assessor jurídico Lucas Marques, 26, é frequentador assíduo do museu. Ele destaca a frequência de eventos gratuitos, além do acervo variado e das exposições com boa rotação: “Conhecer o MAB foi uma ótima adição. Brasília é uma cidade jovem, e todo centro cultural que é mantido de forma ativa ajuda a preservar e apresentar a cultura brasiliense”. O museu mostra a história da arte desde o século 17 até os dias atuais, atraindo exposições renomadas para Brasília | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília Estímulo nas artes O MAB mostra a história da arte desde o século 17 até os dias atuais. De acordo com o gerente do equipamento público, Marcelo Gonczarowska, há ações que só o prestígio de um museu é capaz de promover, como atrair exposições renomadas para Brasília e fazer uma conexão com o passado do país. “É um espaço que permite o contato entre artistas. Ao expor no MAB, o artista é legitimado pelo sistema da arte, encontrando mais mecanismos para sobreviver do trabalho dele”, acentua. É o que confirma o artista Sanagê, que trabalha principalmente com esculturas, tendo 15 obras públicas em Brasília. Há dois anos, ele encontrou uma oportunidade de expor no MAB, espaço que considera fundamental para que o cenário da arte se potencialize no DF. “É um museu grandioso na carreira de qualquer artista. Todos se sentem honrados em poder expor em um local tão importante na história da cidade”, declara. O museu vem batendo recordes de frequência, com um aumento de 50% nas visitações desde 2021 | Foto: Arquivo/ Agência Brasília Uma média de 3 mil visitantes passam no MAB por mês. Na primeira edição do evento Noite dos Museus, que ocorreu em 2023, mais de 3 mil pessoas passaram pelo espaço durante uma única madrugada, que trouxe visitações em horários alternativos e atrações musicais por 24h. O gerente do museu acrescenta que a instituição tem tentado alcançar toda a população de Brasília, além da classe artística que já é familiarizada com o espaço. Segundo Marcelo, o museu vem batendo recordes de frequência desde que ele reabriu, com um aumento de 50% nas visitações desde 2021. O gestor frisa, ainda, que o espaço também aproxima as embaixadas, promovendo um grande intercâmbio cultural na cidade. Programação As comemorações pelo aniversário de 39 anos do MAB estão marcadas para sábado (9) e domingo (10). As ações são todas gratuitas e não exigem inscrição prévia – no entanto, é recomendado chegar com 30 minutos de antecedência para garantir vaga. Confira a programação completa abaixo. Sábado (9) 8h30 – Saída do MAB para fotografia em campo do Grupo de Caminhadas Brasília 10h – Retorno da caminhada do Grupo de Caminhadas Brasília (GCB) 10h – Oferecimento de algodão doce e pipoca gratuitos 10h – Apresentação de aikido 10h15 – Cerimônia de entrega de duas obras doadas pelo Brasília Photo Show 10h30 – Oficina de quebra-cabeça para bebês de 18 meses a 3 anos (dez vagas disponíveis) e jogos com o Zebra 5 11h – Show do mágico Steiner 11h30 – Mesa-redonda: Mulheres nas Trilhas 14h – Oficina artística de hanetsuki para público a partir de 7 anos (dez vagas disponíveis) 15h – Visita mediada: Descubra os caminhos da cultura japonesa na exposição Dô 16h30 – Oficina de colagem fotográfica para público a partir de 12 anos (12 vagas disponíveis) 17h – Apresentação do Quarteto Buritis tocando música de câmara Domingo (10) 14h – Oficina de brincadeiras japonesas para crianças a partir de 4 anos (10 vagas disponíveis) 15h – Visita mediada 16h – Sarau com poetas das trilhas 16h30 – Oficina de antotipia para público a partir de 8 anos (10 vagas disponíveis) 17h – Caminhada Poesia entre Lentes. O Museu de Arte de Brasília fica localizado no Setor Hoteleiro e Turismo Norte (SHTN), Trecho 1, projeto Orla Polo 03, Lote 05. Há uma linha de ônibus que serve o museu: nº 104, saindo da Rodoviária.
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Acervo do Museu de Arte de Brasília ganha novas obras
Um retrato produzido em grafite sobre papel por Di Cavalcanti, em 1943. Uma gravura em cores de Anna Letycia, feita em 1970. Outra gravura em preto e branco, de Djanira, produzida em 1968. E até mesmo uma icônica calcogravura de Portinari, datada de 1949. Essas são algumas das obras que agora compõem o acervo do Museu de Arte de Brasília (MAB) e, com isso, ajudam a apresentar para a população do Distrito Federal e seus visitantes a história da arte brasileira do século 20. Gravuras de Debret, Rugendas e Arnoldus Montanus, que agora também fazem parte da narrativa promovida pelo MAB | Fotos: Hugo Lira/Secec Construído na década de 1960 e inaugurado em março de 1985 para ser o primeiro museu de arte da nova capital do país, o MAB ficou fechado por 14 anos e, em 2021, foi finalmente reaberto. Um dos equipamentos culturais de Brasília sob gestão da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec), ele hoje recebe uma média de 2,5 mil visitantes por mês, consolidando-se como singular espaço de preservação e interpretação das artes visuais localmente. Gravura em cores de Anna Letycia, feita em 1970, e outra gravura em preto e branco de Djanira, produzida em 1968 O acervo do museu é formado por cerca de 1.400 peças, entre quadros, esculturas, mobiliários e outros tantos objetos carregados de conceitos, significados e preciosos valores estéticos. E essas coleções estão, continuamente, sendo atualizadas e construídas. “O acervo do MAB é um dos mais importantes em artes visuais da cidade, mas tinha várias lacunas que precisavam ser preenchidas. E isso tem acontecido de três formas: por doações, por transferência de outros setores da Secec e por contrapartidas pelo uso do MAB ou da Concha Acústica”, explica o gerente do espaço, Marcelo Jorge. As doações, em geral, são feitas pelos próprios artistas ou por colecionadores, interessados em ter a peça musealizada – já que isso impacta tanto no valor de mercado quanto na divulgação daquela obra ou autor. Como exemplos de doações, Marcelo cita três obras de Cícero Dias, pioneiro do modernismo no Nordeste, além de gravuras de Debret, Rugendas e Arnoldus Montanus que agora também fazem parte da narrativa promovida pelo MAB. A outra maneira é por transferência de peças dentro da própria Secec, que possui, nos diversos espaços culturais sob sua gestão, um variado acervo de arte. Serigrafias de Siron Franco e de Athos Bulcão são modelos de peças que foram para o museu por meio desse tipo de acordo. Retrato produzido em grafite sobre papel por Di Cavalcanti, em 1943, e calcogravura de Portinari, datada de 1949 No caso das quatro obras citadas no início do texto, no entanto, a aquisição se deu por contrapartida pelo uso da Concha Acústica, que é um desses equipamentos geridos pela secretaria e vinculado ao MAB. A vantagem dessa opção, segundo Marcelo, é que, assim, o museu pode escolher as obras de que precisa, traçando uma melhor estratégia para preencher as lacunas do acervo. Funciona assim: o interessado em utilizar os espaços da Concha ou do próprio MAB para fins privados, com cobrança de bilheteria eventualmente, pode “pagar o aluguel” por meio da doação de uma obra de arte. “A gente apresenta uma lista de importantes artistas que ainda não temos no acervo. O interessado nos apresenta opções de obras disponíveis e fazemos a seleção. A partir disso, é feito um acordo de patrocínio privado direto, em que a pessoa doa aquelas obras e, em troca, utiliza esses espaços. Foi assim que conseguimos adquirir nomes que ainda não tínhamos nas coleções da Secec, mais ou menos conhecidos, mas muito relevantes para a história da arte”, explica o gerente. Grafite sobre papel feita por Di Cavalcanti em 1943 Quem participa da parceria aprova prontamente a negociação. Jorge Luiz é sócio-administrador da produtora Giral Projetos, que transformou o uso da Concha Acústica para o show do ator e comediante Fábio Porchat em uma obra de Cândido Portinari. Já a apresentação do influenciador Deive Leonardo foi convertida na aquisição de uma serigrafia de Judith Lauand e outra do húngaro Victor Vasarely, primeiro grande nome internacional do acervo do MAB. “Foi uma experiência incrível! Já havíamos participado de ações em que doamos serviços e equipamentos técnicos. Mas ter a oportunidade de doar obras de artes nos enche de orgulho, pois isso estará sempre contando parte de nossa história”, celebra. Para Cinara Barbosa, curadora e professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília, é fundamental que a sociedade entenda esses trânsitos como uma possibilidade prazerosa de contribuir com a formação do repertório imagético, artístico e museológico da cidade, entendendo o acervo também como oportunidade de acessar outras formas de conhecimento. “A instituição tem ciência de que isso pode ocorrer, mas é preciso sinalizar para a sociedade que esse interesse pode ser espontaneamente dela”, argumenta. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Cinara conhece bem a história do MAB, pois integrou um projeto de residência artística no museu, realizado dentro do canteiro de obras durante sua reforma. Sob essa perspectiva é que ela observa a relevância da participação da sociedade na compreensão e na fruição do museu. “A população e os artistas precisam entender que a instituição [MAB] é um espaço para a cidade, que pode funcionar para a pesquisa, para lazer, para conhecimento. Precisam entender a importância desse espaço, com todas as suas problematizações, mas refletindo sobre de que forma a gente pode criar condições para que esses projetos sejam comentados e revisitados, e que essa discussão que a arte contemporânea provoca em seus próprios processos e modos de fazer ganhe mais visibilidade, pois a arte e os espaços da arte têm que estar em circulação”, conclui. *Com informações da Secec
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Cultura registrou um ano com diversas realizações
O ano 2021 foi de canteiros de obras e superação de metas para a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Até 31 de dezembro, a pasta empenhou, por meio de editais do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), o aporte de R$ 155 milhões. Esse é o maior investimento de toda a história do FAC e coloca o Distrito Federal na ponta entre as unidades da Federação que mais aplicaram em cultura no ano passado. Cultura investiu em obras durante todo o ano | Foto: Divulgação Para o secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, conhecido como Bartô, este é um marco da administração de Ibaneis Rocha. “Nenhum governo teve essa sensibilidade. O desafio está em fazer com que o FAC seja descentralizado, de forma a atender um universo maior de projetos culturais, como preconiza a Lei Orgânica da Cultura no DF”, diz. Principal instrumento de incentivo ao segmento, o Fundo de Apoio à Cultura foi trabalhado em três editais (Visual Periférico e Multicultural I e II). Juntos, os documentos envolveram 22 linguagens artísticas e ofereceram reservas de vagas para quem nunca tinha acessado o recurso. Pessoas com Deficiência (PCDs) também foram contempladas com o benefício. Uma campanha para popularizar o Cadastro de Entes Agentes Culturais (Ceac), que credencia o proponente a acessar os editais, aumentou em 34% a base de inscritos. Assim, a Secec criou linhas para o Meu Primeiro FAC, com reservas de vagas. “Como nunca antes, todas as linguagens culturais foram alcançadas, com os recursos sendo descentralizados para ampliar o leque de oportunidades. Nunca a periferia foi tão contemplada”, conta Bartolomeu Rodrigues. “Se o Multicultural I tinha o objetivo de descentralizar, democratizar e incluir, o Multicultural II vem com o viés da retomada das atividades econômicas do DF, com a proposta de geração de cerca de 100 mil empregos num prazo de seis meses”, explica o subsecretário de Fomento e Incentivo Cultural, João Moro. A volta do MAB Um dos espaços mais emblemáticos da cultura no DF, o Museu de Arte de Brasília (MAB), está de portas reabertas, após 14 anos de espera. Reinaugurado em 21 de abril de 2021, o local tem alterado, com exposições de qualidade, a rotina da Vila Planalto, formando, juntamente com a Concha Acústica, o Complexo Cultural Beira Lago. “É uma felicidade ter esse museu tão caro para arte e para história das artes visuais de Brasília e do Brasil entregue e com melhorias em sua edificação, sobretudo, porque enfrentamos, neste último ano, a adversidade da pandemia da covid-19”, pontua o secretário. “A sua reabertura é um presente para todos, brasilienses, brasileiros e cidadãos do mundo.” Com a reforma estimada em R$ 9 milhões, o edifício do MAB foi expandido em mais de 500 m². A requalificação total do interior do prédio, com mudança de layout, permitiu a ampliação da galeria do primeiro pavimento para mais de 1.022 m² de área útil, quando antes não chegava a 1.000 m². Também se destaca a qualidade do sistema de ar-condicionado, adequado para instituições museológicas, e do sistema de prevenção a incêndio. Entre as novidades está a instalação de dois elevadores, um deles suficiente para transportar as obras. Pensando na preservação dos itens, a iluminação na galeria foi adequada, evitando incidência de luz solar sobre as telas por meio da instalação de paredes em drywall em frente às janelas. Dedicada às apresentações artísticas ao ar livre, a Concha Acústica voltou a fazer parte do cenário cultural do DF, após investimento de R$ 422 mil para reforma e manutenção do espaço. Entre os trabalhos de manutenção feitos no local, estão a pintura completa e regularização das placas de concreto danificadas que compõem o piso, a reforma do alambrado, pintura das estruturas, instalação de refletores, substituição de vidros e aplicação de película. Os serviços também incluíram pintura dos batentes de proteção da guarita, limpeza das lajes e faixas do estacionamento, roçagem e reparos hidráulicos/elétrico. Manutenção de outros espaços culturais Recuperação do Teatro Nacional é um dos desafios | Foto: Divulgação Importantes para a divulgação das artes em todos os seus segmentos e tendências, os equipamentos culturais do Distrito Federal, além de funcionarem como pontos de encontros, lazer e entretenimento para a população, são essenciais para a formação de conhecimento sobre a arte. Daí a necessidade de estarem sempre adequados e aptos a receber o público. Para tanto, foram aplicados R$ 7 milhões de recursos diretos na recuperação desses locais. Nesse contexto, a recuperação do Teatro Nacional, outro relevante espaço cultural da cidade, surge como um desafio. Mesmo fechado, o teatro recebeu melhorias em todo sistema de refrigeração e ar-condicionado. A Secec e a Novacap estão finalizando os termos do edital para contratação de empresa que fará as obras de restauração do teatro com recursos do próprio GDF. Cidade Patrimônio Após concluir os estudos e análises das necessidades emergenciais dos principais espaços culturais do DF, a pasta pôs em ação, desde março do ano passado, um plano de trabalho chamado “Brasília, Cidade Patrimônio”, para reformar e fazer a manutenção da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), Memorial dos Povos Indígenas (MPI), Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC), Concha Acústica, Cine Brasília, Museu Nacional da República (MuN), Conjunto Fazendinha e Complexo Cultural Samambaia (CCS). Concha Acústica também passou por reformas importantes | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Composto por um complexo de cinco edificações de madeira construídos nos anos 50, o Conjunto Fazendinha, situado na Vila Planalto, passou por reformas emergenciais nas estruturas de madeiras e instalações elétricas. Até agora, a Secec investiu R$ 290 mil para recuperar o espaço. Localizado na DF-330, Km 4, em Sobradinho, o Polo de Cinema e Vídeo Grande Otelo estava abandonado desde 2013. Com investimentos de mais de R$ 231 mil, a Secec iniciou, em julho de 2021, uma obra de recuperação do galpão central, além da parte elétrica e pintura. O local também ganhou reforço na iluminação, com novas luminárias e refletores externos, pintura, dedetização e manutenção dos jardins da parte externa. “Essa reforma revitaliza a estrutura física do polo, que seguia há anos sem atenção. O que vamos discutir agora é o processo de ocupação. Há muitas ideias postas na mesa”, conta Bartolomeu Rodrigues. Em agosto do ano passado, três espaços memoriais essenciais para a preservação da história e da cultura – Museu do Catetinho, Museu da Memória Candanga (MVNC) e Memorial dos Povos Indígenas (MPI) – tiveram seus sistemas de incêndio substituídos e modernizados. Cravada no coração do Plano Piloto, a Praça do Complexo Cultural da República é um dos espaços públicos mais visitados de Brasília. Point de skatistas, artistas, visitantes do museu e da biblioteca, o local também recebeu intervenções estruturais de manutenção e preservação do patrimônio. Os trabalhos tiveram a parceria do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) com frisagem, varrição, catação, lavagem e pintura dos meios-fios, além da recuperação do espelho d´água. O investimento é da ordem de R$ 187 mil. Após a reintegração do Complexo Funarte Brasília aos equipamentos da secretaria, foi anunciada a reforma do Teatro Plínio Marcos e a mudança de nome para Centro Ibero-Americano de Cultura. A obra prevê manutenção da fachada, impermeabilização da cobertura, pintura externa, recuperação das calçadas, preservação das esquadrias de vidros e recuperação de captação de águas pluviais. O valor do investimento é R$ 485 mil. “Estou muito seguro sobre o futuro do Complexo Cultural Funarte Brasília pela sensibilidade com que a Secretaria de Cultura e Economia Criativa trata desse equipamento”, valoriza o presidente do complexo, Tamoio Marcondes. Já no Gama, a Secec comanda a reforma do Cine Itapuã para recuperar a estrutura do espaço, de valor de R$ 464 mil. Olhar sensível às minorias Com uma atenção especial às minorias, a Secec marcou presença, em 2021, ao reconhecer a potência e talento de artistas do segmento LGBTQIA+ e mulheres negras do DF. Com aporte de R$ 300 mil, a pasta selecionou 80 nomes para premiação. Além de incentivo em dinheiro, os artistas ganhadores levaram troféus e divulgação de seus trabalhos com catálogo ilustrativo. A comissão de seleção do Prêmio LGBTQIA+ avaliou 300 fichas de inscrições e portfólios de artistas consagrados no segmento, que concorreram ao certame por suas contribuições ao desenvolvimento artístico do DF e Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Foram 50 premiados com o valor de R$ 3 mil cada. “Desde que assumi a gestão da pasta de Cultura e Economia Criativa, voltei minha atenção e preocupação para a comunidade LGBTQIA+, simultaneamente uma das mais invisíveis e potentes da cadeia de cultura”, lembra o secretário. Além disso, 30 agentes culturais negras das mais diversas regiões administrativas tiveram suas trajetórias artísticas reconhecidas pela contribuição sociocultural a comunidades em 22 linguagens artísticas diferentes. A iniciativa foi da Subsecretaria de Difusão e Diversidade Cultural (SDDC), que pagou o prêmio de R$ 5 mil a cada uma. “Esse prêmio é só um símbolo do compromisso da Secec com a valorização da diversidade que existe na cultura. As 30 selecionadas, em seu conjunto, representam com excelência a força da arte negra feminina do DF”, saudou a titular da SDDC, Sol Montes. Aldir Blanc Dispositivo emergencial criado pelo governo federal para dar suporte à classe artística no período de pandemia, a Lei Aldir Blanc já pagou 100% dos beneficiários dos projetos da primeira fase, aplicando mais de R$ 33 milhões repassados pela União. O montante representa quase 90% dos recursos empenhados e contempla 2.824 profissionais da área. Na segunda fase, mais 500 agentes culturais foram agraciados, fechando, assim, a execução da lei. Execução de Termo de Fomento Regulamentado por meio do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), o Termo de Fomento consiste na execução, pela Secec, de projetos viabilizados por emendas parlamentares. Em 2021, a pasta aprovou 73 projetos distribuídos com realizações presenciais em todas as RAs, somando R$ 27,7 milhões de investimentos. Esse volume de ações é resultado da assinatura de termos de fomento com Organizações da Sociedade Civil (OSCs). “O Termo de Fomento ganhou um foco na Secec ao percebermos a potência desse instrumento em movimentar a cadeia da economia criativa”, avalia Bartolomeu Rodrigues. “Entendemos que fomentar os espaços culturais do DF é uma experiência muito exitosa. Iniciamos pelo MAB e Concha Acústica, mas queremos expandir o projeto, aberto ao público e de forma gratuita, para outros equipamentos culturais”, conta produtor executivo do projeto Complexo Beira Lago, Acir Carvalho. Arte urbana Em julho de 2021, a Galeria dos Estados ganhou intervenção de grafiteiros e se tornou uma galeria a céu aberto | Foto: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília Aberta a todas as tendências, linguagens artísticas e movimentos, a Secec abraçou a arte urbana no DF promovendo a cultura do grafite pela cidade. Assim, edital no valor total de R$ 150 mil, lançado em 2020, mas só executado em 2021 por conta da pandemia, viabilizou a contratação de 100 artistas com cachê de R$ 1,5 mil cada para colorir o viaduto da Galeria dos Estados. Uma das vias mais importantes do Plano Piloto e todo o DF, a W3 Sul também vai servir de palco para a arte urbana. Isso porque o edital W3 Arte Urbana, lançado em novembro de 2021, escolheu 27 artistas que farão intervenções nas paradas de ônibus da charmosa avenida. Para esse certame, a Secec aportou R$ 81 mil em recursos e vai remunerar cada selecionado com um cachê de R$ 3 mil. Encabeçado pela Secec, o projeto também conta com a parceria das secretarias de Governo (Segov), de Transporte e Mobilidade (Semob) e de Projetos Especiais (Sepe), além da Administração Regional do Plano Piloto. Festival de Cinema de Brasília Maior festa da cultura no DF, nascida cinco anos após a inauguração da cidade, em novembro de 1965, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) é referência nacional e transcende sua importância como mera mostra cinematográfica. O encontro teve êxito de público entre 7 e 14 de dezembro, em formato virtual. “O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro sempre, em sua natureza, foi um espaço para o diálogo com o que está por vir. Daqui nasceram linguagens, estéticas e debates políticos que construíram a identidade do novo cinema brasileiro”, reforça o titular da Secec. A 54ª edição do evento contou com quase mil inscritos e teve a ficção como destaque na mostra competitiva. “Essa edição nasce histórica porque vai pautar esse mundo pós-pandemia. Nada será como antes, e essas tendências serão examinadas nos dias de festival”, festeja o secretário. Foram trabalhos vindos de 11 estados brasileiros, a maioria dialogando com o tema “O Cinema do futuro e o futuro do cinema”. Incentivo à leitura Mala do Livro | Divulgação/Secec Os projetos de incentivo ao livro e a leitura ganharam corpo em 2021, quando a Mala do Livro completou 31 anos, tornando-se um projeto para exportação para outros estados e países da América do Sul e da África que falam português. “A Mala do Livro é um programa tipo exportação, que rompeu as fronteiras do Distrito Federal; tem a força que tem devido a esses voluntários amantes da leitura”, define Bartolomeu Rodrigues. Por meio de aporte de R$ 500 mil, a Secec lançou edital para contemplar 100 agentes com prêmio de R$ 5 mil. Em outra frente, um edital de R$ 1,2 milhão vai capacitá-los. Atualmente, a Mala do Livro tem 75.300 títulos cadastrados no sistema em 196 malas (na verdade, caixas de madeira dobráveis). Há ainda 188 malas disponíveis em instituições que prestam assistência social, além de outras sete em hospitais. A Ride-DF, que avança para Minas e Goiás, contabiliza mais de 500 unidades. Candanguinho e Candango A Secec lançou o I Prêmio Candanguinho de Poesia Infanto-Juvenil, que selecionou 30 obras inéditas de crianças e jovens entre 6 e 17 anos para compor a coletânea de poesias Mala do Livro: uma viagem na cultura, em celebração aos 30 anos do projeto da Biblioteca Nacional de Brasília. “A grande adesão ao Candanguinho mostra que essa iniciativa estava sendo requerida há muito tempo. É um espaço para que crianças e jovens possam se expressar era uma lacuna no DF, por isso a equipe da BNB envolvida no projeto está muito entusiasmada com os resultados. Esse programa e o prêmio representam um pedacinho de um desafio maior de estímulo à escrita, à leitura e à oralidade que a Secec está construindo”, explica a assessora de Relações Institucionais da Secec, Beth Fernandes. Na sequência, veio o edital para selecionar instituição que vai gerir o I Prêmio Candango de Literatura, com aporte de R$ 1 milhão. Essa instituição vai coordenar, em parceria com a Secec, todas as fases do concurso – do lançamento à entrega do prêmio, que terá as categorias Romance, Poesia, Conto, Prêmio Brasília, Capa e Projeto Gráfico, além de duas linhas destinadas a iniciativas de incentivo à leitura (Geral e PcD). “O Prêmio Candango de Literatura é uma aspiração que nasceu desde o início dessa gestão, com o objetivo de integrar a comunidade internacional de língua portuguesa. É uma forma de estimular e valorizar os escritores nesse momento delicado”, conclui o secretário de Cultura e Economia Criativa. Arte: Agência Brasília
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Museu de Arte de Brasília exibe arte urbana do Irã
O Museu de Arte de Brasília (MAB) exibe, a partir desta sexta-feira (17), a mostra de fotos “Arte Urbana no Irã”. São 28 registros que a fotógrafa paulistana Maristela Acquaviva produziu em espaços públicos da capital Teerã em 2018, numa estada de dez dias a convite da Embaixada do Brasil naquele país, em cooperação com o governo local. A exposição foi montada no primeiro pavimento e pode ser visitada diariamente, exceto às terças, até as 21h. “As fotos investigam a prática centenária de arte pública no Irã, desde os mosaicos de azulejos do século 18, passando pelos monumentos e painéis erigidos pela monarquia e pela república islâmica no século 20, chegando a manifestações contemporâneas de ‘street art’, com seus grafites e intervenções nos muros da cidade. Revelam uma face do Irã completamente desconhecida do Ocidente”, explica o gerente do espaço da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), Marcelo Gonczarowska, que divide a curadoria da exposição com o colega do MAB Fred Hudson. A exposição, que também registra belas esculturas, usa parte do material fotográfico de um livro, “Street Art”, numa edição particular que não será comercializada. Um fotógrafo iraniano, Maziar Kabiri, registrou, em contraponto, imagens da arte de rua na cidade de São Paulo, onde o grafite também se destaca em meio a outras formas de arte em espaços públicos. “Duas grandes cidades, distantes geograficamente, porém unidas pela popularização da cultura que contribui para torná-las mais atraentes”, diz o texto de apresentação. Parceria Esta já é a segunda iniciativa de cooperação cultural entre Irã e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF durante a gestão. Em 2019, o grupo musical iraniano Navaye Mehr Band esteve no Centro Cultural Três Poderes e no Complexo Cultural Samambaia, que recebeu estudantes de escolas públicas do DF para curtir a apresentação. Início: 17/09/2021 (sexta-feira) Local: Galeria do primeiro pavimento do Museu de Arte de Brasília (MAB) Endereço: SHTN, trecho 01, projeto Orla polo 03, Lote 05, CEP: 70800-200 Brasília – DF Funcionamento: todos os dias, menos terças-feiras, de 9h a 21h Entrada gratuita Classificação livre Não é necessário agendar a visita Telefone: 3306-1375 Instagram: @museudeartedebrasilia *Com informações da Secec
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Mais de dez mil obras de museus mapeadas
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) avança no processo de mapeamento dos acervos museológicos sob a custódia da pasta, compreendendo mais de 10 mil itens alocados por cinco museus e outros espaços. O objetivo é identificar, descrever, medir, fotografar e avaliar o valor das peças para alimentar um banco de dados que vai ajudar no aperfeiçoamento da política de gestão de acervos da Secec, recomendando aquisições e descartes, ações previstas na Lei Orgânica da Cultura (LOC). O secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, explica que catalogar obras como a de Roberto Burle Marx (sem título) do Museu de Arte de Brasília (MAB) fortifica a “política de preservação e conservação” dos bens | Fotos: Divulgação/Secec O principal objetivo desse processo é compor um banco de dados que possibilite a valorização e salvaguarda, planejamento e pesquisa, conhecimento de potencialidades e educação patrimonial. A estimativa para a conclusão dos trabalhos é 2022. “O Distrito Federal precisa saber, entre doações e compras, a extensão das obras que possui salvaguardas em nossas instituições. Ter essas informações catalogadas fortifica as ações da Secretaria em sua política de preservação e conservação dos seus bens de arte”, conta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. [Olho texto=”“Se já tivéssemos todo o nosso acervo mapeado e pesquisado, poderíamos estar compartilhando muito mais esses tesouros com o público nas redes sociais”” assinatura=”Daniele Pestana, museóloga da Secretaria de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Público é o maior beneficiado A museóloga da Secec, Daniele Pestana explica que, ao pé da letra, só constitui acervo aquilo que passou pelo crivo de um trabalho dessa natureza. Ela é a autora do Termo de Referência (TR) – documento com estudos técnicos e informações orientadoras à licitação –, mediante o qual a pasta obteve recursos da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), no valor de R$ 300 mil, para custear o trabalho de consultores externos. “A pandemia nos deu tempo para pensar e desenhar todo esse trabalho. Se já tivéssemos todo o nosso acervo mapeado e pesquisado, poderíamos estar compartilhando muito mais esses tesouros com o público nas redes sociais”, aponta. Cestaria do Museu dos Povos Indígenas será cadastrada. Recursos da ordem de R$ 300 mil são da Unesco Levantamento árduo e em três fases A primeira fase refere-se à mudança de status do objeto, que se torna museológico, com valor chancelado por um especialista; A segunda é composta por processos museológicos de classificação, catalogação e documentação; A terceira fase consiste na comunicação e na disseminação da informação, a partir da exposição e pesquisa do objeto, garantindo acesso ao público e à pesquisa. Os equipamentos culturais da Secec que dispõem de acervos museológicos e serão contemplados por essa contratação são Museu de Arte de Brasília (MAB), Museu Nacional da República (MUN), Memorial dos Povos Indígenas (MPI), Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC) e Catetinho. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Além da LOC, o Decreto-Lei nº 25 de 1937, considerado pelos museólogos o principal diploma de proteção do patrimônio cultural brasileiro, e a Constituição Federal de 1988, no art. 216, determinam a custódia cuidadosa do patrimônio cultural que esses objetos, em sua materialidade e simbolismo, representam em termos de identidade e memória. O trabalho de mapeamento desse acervo terá a participação de quatro consultores, com quatro perfis diferentes. O primeiro vai trabalhar as peças do MAB e do MUN. O segundo, o MPI. O terceiro, o Catetinho e o Museu Vivo da Memória Candanga. O quarto vai fazer todo o mapeamento do acervo da Secec que não está nos museus. Esses especialistas entregarão três produtos, que precisarão ser aprovados pelos servidores – dois museólogos e duas restauradoras – da Secec: um documento sobre mapeamento das coleções, outro sobre o estado de conservação das peças e, a partir destes, um estudo propositivo para auxiliar a política de gestão de acervo. É uma peça-chave para tornar os museus menos vulneráveis a ingerências políticas e administrativas, trazendo essas riquezas para a égide do estado. MAB e MUN De luva e máscara, equipamento básico para esse tipo de trabalho mesmo antes da pandemia, o museólogo Gustavo Nascimento Paes (graduação e mestrado) tem pela frente mais de 2.800 peças que formam o acervo comum do MAB e do MUN. Ele divide a tarefa com duas colegas de profissão. Ele conta que o acervo desses museus é muito representativo, passando por Carybé, (argentino/brasileiro que se radicou em Salvador), Alberto da Veiga Guignard e Inimá de Paula, dentre outros. Além de obras de Athos Bulcão, acervo do MAB e do MUN conta com peças de Carybé e Guignard, dentre outros “Estamos em um marco da arquitetura [Museu Nacional]. Podemos observar alguns desafios para a conservação e guarda desses bens patrimoniais. O contato direto com as obras exige atenção, não só para manusear como também na revisão das informações. Um olhar apurado para perceber como a obra vem se comportando, se possui perda da pintura, algum craquelado [pequenas fissuras] e até mesmo diferença de coloração. É um trabalho bastante desafiador e instigante”. Gustavo, que em 2014 organizou o “Seminário Interdisciplinar em Museologia” para o Museu Hering, em Blumenau (SC), tem consciência de que está lidando com um bem que dialoga com o passado, o presente e se constitui em direito para as gerações futuras. “O acervo é muito importante, não só para Brasília, mas para o nosso país”, observa. Catetinho e Museu Vivo Com mais de 15 anos de experiência profissional em documentação museológica e gestão de acervo, a consultora Tariana Maici de Souza Stradiotto, formada em História pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), começou a trabalhar no mapeamento da coleção do Catetinho no início de abril. Está em curso o levantamento do inventário e a verificação do estado de conservação das obras. No segundo semestre, ela se ocupará do Museu Vivo da Memória Candanga. Inventário do Museu Vivo da Memória Candanga terá início no segundo semestre do ano “O inventário consiste em listar as peças encontradas, anotando informações como denominação, fabricante, técnica e medidas. Coloco etiquetas com a numeração provisória das peças, afixadas por meio de linha de algodão, nunca com etiqueta adesiva”, explica ela. Nessa etapa, a historiadora registra o estado de conservação dos itens da coleção, identificando particularidades, como obra trincada, desgastada, com sujidade, etc. Tariana também fotografa as peças. “O Catetinho tem um acervo bem interessante, variado, com peças que estavam no local na época em que o prédio estava em uso. Outras são peças cenográficas, como os cestos com bolos e pães que estão na cozinha. Eu ainda estou fazendo a análise das informações que consegui localizar para tentar descobrir mais detalhes sobre a procedência das peças”, remata a consultora. *Com informações da Secretaria de Cultura
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Sinalização da SQS 308 agora é obra do MAB
A placa de metal, tinta e plotagem foi criada pelo arquiteto Danilo Barbosa e é produzida pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER)| Foto: Divulgação/MAB Ela sinaliza as direções das quadras residenciais 107, 307, 108 e 308 da Asa Sul. Em 2012 foi escolhida por um comitê do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York, nos Estados Unidos, para fazer parte do acervo permanente das obras em exposição. A placa de metal, tinta e plotagem foi criada pelo arquiteto Danilo Barbosa é e produzida pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Agora, ganha mais um ponto de visitação além da superquadra: o Museu de Arte de Brasília (MAB). Na entrega do espaço, feita na quarta-feira (21) passada, a peça foi instalada pelos técnicos do órgão do Governo do Distrito Federal – e poderá ser vista por quem passar por lá. Com 2,5 metros de altura e 45 centímetros de largura, o totem que costuma ser fixado no chão, ganhou uma base de metal de 200 quilos e está no primeiro pavimento, que é onde funcionará a galeria de exposições do museu. Com obras de arte colocadas do lado de fora do prédio, a escolha de levar o totem para a área interna tem uma razão: dar destaque a um dos principais símbolos urbanos da capital. Por enquanto, a peça é a única instalada de um acervo de 150 que vai compor a exposição inaugural que contará a história da arte e do design de Brasília. “E para inseri-la na narrativa como símbolo dos anos 70, o ideal fosse que ela já estivesse na galeria”, explica o gerente e um dos curadores do MAB, Marcelo Gonczarowska. Arte no tombamento À frente do departamento responsável pela fabricação das placas de sinalização urbana, o superintendente de Operações do DER, Murilo de Melo Santos, lembra que a sinalização de uma cidade é fundamental para orientar o cidadão e dar mobilidade a um espaço. “Em Brasília, as placas têm uma singularidade pois são únicas, preservando as características do projetista Danilo Barbosa dentro do tombamento histórico da cidade.” [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] E a escolha da peça entre tantos modelos projetados por Danilo não foi em vão. Além de ser também uma réplica semelhante à do MoMA, o totem de sinalização indica as quatro quadras-modelos de Brasília com as definições projetadas por Lucio Costa com unidades de saúde, espaços culturais, templos religiosos e áreas de lazer. “Agora quem não puder ir a Nova York apreciar nossa placa, vai conseguir fazê-lo indo ao MAB”, comemora Barbosa.
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No aniversário de Brasília, um novo MAB de presente
As obras de arte contam com sala de quarentena, laboratório de restauro, alçapão para peças grandes e espaço para reserva técnica | Fotos: Acácio Pinheiro/Agência Brasília Um dos presentes do aniversário de 61 anos da capital é a reabertura do Museu de Arte de Brasília (MAB), um importante espaço cultural que estava fechado desde 2007. Vencidos os anos de abandono e as obras para recuperá-lo, o MAB é reaberto pela atual gestão e está de cara nova. Uma cara moderna e adequada às características e apelos da cidade que o abriga. [Olho texto=”O MAB conta com obras de Tarsila do Amaral, Fayga Ostrower, Solange Escosteguy, Glênio Bianchetti, Fernando Carpaneda, Tomie Ohtake, Darlan Rosa, entre outros” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] O MAB dispõe de aproximadamente 1.300 obras, das quais o museu tem capacidade para expor, ao mesmo tempo, 10% delas. Com a reforma, ele ganhou espaços com dimensões e estruturas únicas no DF. O laboratório para restauro, por exemplo, é o de melhor estrutura em toda a capital. Ele conta com a sala de quarentena, onde as peças que chegam para o museu passam um tempo para serem observadas. Isto é para o caso delas apresentarem pragas ou até para serem aclimatadas. O sistema de incêndio também é único. Há ainda uma doca coberta por onde circulam os caminhões com as obras de arte. O local é adequado porque não há desnível entre a altura do caminhão e o piso de entrada, o que facilita o transporte das peças para exibição. Nesse sentido, o MAB dispõe de um alçapão no piso superior para o transporte de obras que necessitam ser guinchadas devido à sua dimensão. [Olho texto=”O novo MAB é moderno e atende às normas de segurança e acessibilidade e conta com dois elevadores especiais, seja para o transporte de pessoas com deficiência ou de obras de arte” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “No momento em que o país inteiro vive uma crise sanitária desta dimensão, ter o Estado um olhar para a cultura para que ela não seja mais uma vítima do que está acontecendo já é um presente muito grande para o mundo artístico”, aponta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. O novo MAB é moderno e atende às normas de segurança e acessibilidade e conta com dois elevadores especiais, seja para o transporte de pessoas com deficiência ou de obras de arte. O espaço também ganhou uma reserva técnica com quase 600 metros, que antes não existia, além de uma sala de triagem para receber e avaliar obras. Os visitantes também vão contar com uma sala de contemplação, com vista para o jardim e o Lago Paranoá. No novo museu há uma sala de múltiplos usos, onde poderão ser ministrados cursos e workshops. Passeie pelo novo MAB: Sustentável, o MAB conta com energia solar e captação de água de chuva para alimentação dos reservatórios pluviais. Especial em sua estrutura, o acervo do museu também não fica para trás. O MAB conta com obras de Tarsila do Amaral, Fayga Ostrower, Solange Escosteguy, Glênio Bianchetti, Fernando Carpaneda, Tomie Ohtake, Darlan Rosa, entre outros. A primeira exposição vai contar a história de Brasília. “Não é somente os deuses da cultura que comemoram a reabertura desse museu, toda a classe artística comemora. Ele é o laboratório para desenvolver Brasília em vários segmentos. Ele é um monumento vivo da arte de Brasília”, acrescenta Bartolomeu Rodrigues. Sobre o MAB Um prédio inteligente com energia solar e capacitação de água da chuva localizado perto do Palácio do Alvorada O MAB ocupa uma área privilegiada de 4.800 m² às margens do Lago Paranoá, no Setor de Hotéis e Turismo Norte, entre a Concha Acústica e o Palácio do Alvorada. Datado de 1960, o edifício teve o projeto estrutural assinado pelos arquitetos Oscar Niemeyer e Joaquim Cardozo, e o projeto arquitetônico leva o nome de Abel Carnauba Accioly, então funcionário da Novacap. Inaugurado em 1961, o MAB serviu de anexo para o Brasília Palace Hotel, para o clube das Forças Armadas e, veja só, até para um casarão do samba. Somente em 1985 é que ele virou uma galeria com um acervo invejável com milhares de peças. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] As obras passeiam pelas décadas de 50 até os anos 2000. São gravuras, pinturas, desenhos, esculturas, objetos, instalações e fotografias. As obras expandiram a área construída original e adequaram o prédio a sua finalidade, com instalação de sistema de ar-condicionado em todo o edifício e criação de um laboratório para a restauração das obras de arte, além de outras melhorias, voltadas sobretudo à segurança do acervo e ao recurso a fontes de energia mais ecológicas.
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A volta de um patrimônio da capital
| Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília (Matéria atualizada às 11h29 do dia 11/08) Às margens do Lago Paranoá, no Setor de Hotéis e Turismo Norte, o Museu de Arte de Brasília (MAB) nasceu praticamente junto com a cidade, por volta de 1959, quando as obras de um e de outra começaram. Mas Brasília “nasceu” antes, em 21 de abril de 1960, enquanto o prédio do MAB foi inaugurado em 1961. Antes de ser um dos espaços culturais mais charmosos da capital federal, no entanto, o lugar – prestes a ser reinaugurado após 13 anos fechado – serviu de anexo para o Brasília Palace Hotel, para o clube das Forças Armadas e, veja só, até para um casarão do samba. Só em 1985 virou galeria de um acervo invejável de obras raras. A nova estrutura irá obedecer às necessidades de segurança e acessibilidade, com dois elevadores para cadeirantes. Com isso, as pessoas com deficiência poderão ter acesso ao pavimento superior do prédio. [Olho texto=”“A gente quer resgatar aquilo que o MAB foi concebido para ser, ou seja, um grande celeiro de ideias onde o artista possa pintar o sete, literalmente”” assinatura=”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”centro”] No que diz respeito ao espaço e ao acervo, a novidade será a disponibilidade de uma reserva técnica com quase 600 metros quadrados, que não tinha, e laboratório de restauro e conservação novos, além de sala de triagem para receber e avaliar as obras. “Esse ambiente conta com sistema de combate a incêndio, dutos de ar condicionado para refrigerar e detectores de fumaça para avisar com antecedência um possível fogo”, detalha Talles Yorran, um dos engenheiros responsáveis pela obra. “A gente quer resgatar aquilo que o MAB foi concebido para ser, ou seja, um grande celeiro de ideias, um lugar onde o artista possa pintar o sete, literalmente”, festeja o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues. “O nosso desejo é fazer do espaço um conceito diferente dos outros museus, onde as pessoas vão contemplar obra de arte, mas que ali também aconteçam oficinas integradas com o mundo acadêmico”, diz o secretário. | Foto: Arquivo Público do Distrito Federal Para quem conheceu o que era o prédio do MAB antes e o que será hoje, o projeto de revitalização do local é, no mínimo, apaixonante. O novo prédio, antecipa o secretário de cultura, não vai deixar nada a desejar para o que há de mais moderno em termos de concepção de obra pública para instalação do gênero. Um dos principais destaques da obra são os sistemas de climatização – fundamental para o funcionamento de um museu -, e de energia solar. Toda a cobertura da construção irá captar a chuva para jogá-la nos tubos que vão até os reservatórios de águas pluviais no subsolo. O conteúdo será aproveitado para irrigação dos jardins. “Será um projeto autossustentável”, explica Bartolomeu. | Foto: Arquivo Agência Brasília Haverá ainda uma passagem subterrânea que fará a ligação direta com a reserva técnica do museu e novas paredes de cobogós na parte inferior do prédio que se somam ao projeto original da fachada superior. Circundando o museu, terão gramas e árvores destacadas por luzes que vão fazer a integração entre a natureza e o concreto que tanto marca a arquitetura moderna de Brasília. “O desejo é fazer do MAB um conceito diferente do Museu da República”, diz Bartô, apelido do secretário. Ainda sem data, a exposição inaugural, que servirá de base para uma montagem de longa duração contando a História da Arte de Brasília, já está em fase avançada de elaboração. A ideia, segundo o subsecretário de Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura do DF, Demétrio Carneiro, responsável pelo acervo do MAB, é que o espaço passe a abranger também a História do Design da capital. | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília Para isso, o acervo contará com peças históricas, como por exemplo, do arquiteto Sérgio Rodrigues (1927–2014), assim como artigos de outros designers contemporâneos. Alguns desses trabalhos são premiados internacionalmente. “Além de acrescentar à sua proposta de trabalho os móveis autorais da indústria moveleira da cidade, o MAB irá também fazer o mesmo com a produção de ladrilhos local, fazendo do espaço o maior em obras identitárias do DF”, defende Demétrio. Para Bartolomeu Rodrigues, a reinauguração do Museu de Arte de Brasília será a ponta de um projeto mais ambicioso ainda – a consolidação de um complexo cultural que vai do museu até a Concha Acústica. Para que a ideia ganhe forma, um grupo de trabalho envolvendo as secretarias de Cultura, Desenvolvimento Urbano e Obras, com a Novacap, foi formado. “O governador ainda vai anunciar formalmente, mas queremos aproveitar a reinauguração do MAB e transformar toda essa área num complexo cultural, inclusive, a Concha Acústica, que é outro equipamento nosso importantíssimo que está subvalorizado”, comenta. “Ainda não temos nome, para o complexo, é um projeto que está sendo desenhado, é um espaço que precisa ser mais valorizado no pós-pandemia, para levantar a cidade”, planeja. A previsão de entrega do “novo MAB” é para esse semestre. A obra será executada pela Novacap, tem recursos do Banco do Brasil e de outros órgãos do GDF na ordem de cerca de R$ 10 milhões. Importância inegável | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília A história do MAB é cercada de mistérios e desencontros. É o que conta a arquiteta e pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), Maíra Oliveira Guimarães, especialista em patrimônio arquitetônico, desde 2015, se debruçando sobre a história do mítico museu. Ela explica, que o prédio começou a ser construído em 1959, como anexo do Brasília Palace Hotel, mas inaugurado, somente em 1961. O projeto estrutural foi assinado pelo calculista e arquiteto Oscar Niemeyer, Joaquim Cardozo e o projeto arquitetônico de um jovem alagoano chamado, Abel Carnauba Accioly, na época funcionário da Novacap como desenhista técnico. “O resgate do edifício em si, acabou virando a história da própria instituição, que é muito interessante, por ser um dos primeiros espaços públicos da cidade”, destaca Maíra. “Uma história muito rica e muito pouco registrada”, observa. A importância do MAB para cidade é inegável e se resume tanto pelo seu peso histórico, quanto pela riqueza do acervo composto por mais de 1.300 peças. Todo esse material está sendo recatalogado pela equipe da secretaria. “É um acervo muito valorizado”, comenta o secretário Bartolomeu Rodrigues. “O MAB foi uma instituição pioneira nessa área”, atesta o jornalista de cultura, Sérgio Moriconi. “Tem que lembrar que, na época em que ele foi criado, havia poucas galerias de artes na cidade”, recorda. Cinco décadas de preciosidades Trata-se de um patrimônio artístico moderno e contemporâneo doados ou adquiridos por meios de salões de premiações realizadas no local e que percorre cinco décadas, ou seja, dos anos 50 ao ano de 2001, configurando trabalhos que vão desde pinturas, gravuras, desenhos, fotografias, esculturas, objetos e instalações. São preciosidades de artistas consagrados nacionalmente e na esfera local como o baiano Rubem Valentim, o gaúcho Iberê Camargo, a polonesa que se radicou no país, Fayga Ostrower, além dos “brasilienses” Bené Fonteles e Athos Bulcão. Entre os diretores que passaram pelo espaço estão Glênio Lima, André Lafetá e a fluminense de Niterói, Lêda Watson, desde 1973 morando em Brasília. “Eu criei o MAB”, diz a pioneira, sem cerimônias, hoje com 87 anos. “Foram seis meses de luta para montar toda a equipe e estrutura do museu do zero, recuperando as obras que estavam completamente abandonadas”, lembra, orgulhosa. Lêda, gravurista de talento desde 1969, com prêmios conquistados na Europa, inclusive, ela diz que o empenho do secretário à frente da pasta de cultura é impecável, sobretudo na recuperação de espaços importantes da cidade como o MAB. “Essa gestão está fazendo proeza, fazendo as coisas acontecerem do zero, renascendo das cinzas, isso é um milagre”, elogia. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Além do MAB, outros espaços da cidade estão sendo revigorados nesse período de isolamento social durante a pandemia. É o caso, por exemplo, do Centro Cultural Oscar Niemeyer, uma área que faz parte do complexo arquitetônico da Praça dos Três Poderes, fechado desde 2015. Com uma área de 432 m², onde comporta duas galerias e um anfiteatro com capacidade para 20 pessoas, o local teve o sistema de rede elétrica e ar condicionado recuperados, além de teto revitalizado. O espaço também ganhou carpete e pintura novos. “São equipamentos que fazem parte da história da nossa cidade, alguns deles tombados que precisam ser zelados. Essa é a nossa preocupação. Que quando tudo voltar ao normal, a ‘casa’ esteja arrumada”, enfatiza o secretário Bartô.
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Em breve, Museu de Arte de Brasília será reinaugurado
O secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, e o presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Fernando Leite, realizaram nesta quinta-feira (02) uma visita técnica ao canteiro de obras do Museu de Arte de Brasília (MAB), cujos trabalhos já estão na fase final, permitindo que seja resgatado ainda este semestre um dos mais emblemáticos equipamentos culturais do DF. “Estamos dando um passo importante em direção a um projeto ainda mais arrojado, transformando toda essa área no entorno do Museu, até a Concha Acústica, em polo cultural”, afirmou o titular da pasta, acompanhado do subsecretário de Patrimônio Cultural (Supac), Demétrio Carneiro, e da Novacap, Virgínia Cussi Sanchez. “Este será um espaço para novos experimentos da arte de Brasília, um lugar de invenções”, acrescentou. A dinamização da área, localizada às margens do Lago Paranoá, segundo o secretário Bartolomeu, integra os planos do governador Ibaneis Rocha de oferecer à população novas alternativas de lazer, ao mesmo tempo em que atrai investimentos da economia criativa. Para o presidente da Novacap, a obra do que já se pode chamar de novo MAB mudou completamente a paisagem e vai se tornar uma referência numa cidade que se caracteriza como patrimônio cultural da humanidade. “Estou impressionado com a qualidade da estrutura do museu, que praticamente renasceu como um equipamento novo em folha”, disse. As instalações visitadas atendem todas as necessidades de segurança, acessibilidade e contemplam espaços adequados para abrigar reserva técnica, laboratório de restauro e conservação, sala de triagem para recebimento e avaliação de obras, colocação de placas fotovoltaicas na cobertura para geração de energia e climatização dos locais de exposição de acervos. O MAB possui uma história de 35 anos, desde que foi criado por iniciativa da então Secretaria de Educação e Cultura. O museu detém um acervo de centenas de obras significativas da produção de artes visuais, moderna e contemporânea, provenientes de doações e prêmios aquisitivos de salões locais e nacionais. Este acervo se caracteriza pela diversidade de técnicas e materiais das obras, como pintura, gravura, desenho, fotografia, escultura, objetos e instalações, que vão da década de 50 ao ano de 2001. O MAB ocupa área construída de 4.800 m² e está situado às margens do Lago Paranoá, entre a Concha Acústica e o Palácio da Alvorada. * Com informações Secretaria de Cultura
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