Seminário discute maus-tratos a animais
O Instituto Brasília Ambiental promoveu nesta segunda-feira (18), o I Seminário Interinstitucional sobre Fiscalização de Maus-Tratos a Animais no Distrito Federal. O evento ocorreu no auditório da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) e teve como público-alvo os auditores fiscais, servidores de outras áreas do instituto e representantes de diferentes instituições que atuam na temática no DF. No ano passado, a autarquia apurou 184 casos de maus-tratos a animais entre silvestres e domésticos. O evento teve como objetivo o alinhamento conceitual, jurídico e institucional sobre a temática, com abordagem da definição e caracterização de maus-tratos, aspectos técnicos e legais relacionados à fiscalização, responsabilidades governamentais, necessidade de integração entre os órgãos e estratégias para fortalecimento da atuação conjunta, especialmente em casos complexos e de difíceis soluções, envolvendo vulnerabilidade social e acumulação de animais. Gutemberg Gomes: "Gosto muito dessa lógica de rede que vocês estão executando aqui, na qual servidores de vários órgãos, que direta ou indiretamente estão envolvidos no tema, estão aqui participando do debate" | Fotos: Divulgação/Brasília Ambiental O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, destacou o desafio que é exercer a fiscalização ambiental nesta área, o que, para ele, dá a medida da importância do seminário. “Imagino que vocês (auditores fiscais) devem se deparar com cenas e situações nessa questão de maus-tratos a animais, que, de fato, são essencialmente sensíveis e complexas. Essa preparação é extremamente importante. Gosto muito dessa lógica de rede que vocês estão executando aqui, na qual servidores de vários órgãos, que direta ou indiretamente estão envolvidos no tema, estão aqui participando do debate”, ressaltou. Durante o seminário, a diretora da Peritus Vet Consultoria Veterinária, Janaina Hammerschmidt apontou o maior desafio desse tipo de fiscalização. “Por maus-tratos ser um tema transversal, que atinge diversas instituições, atinge condutas humanas e sofrimento animal, o maior desafio dos auditores fiscais dessa área é estabelecer protocolos e fluxos de trabalho que atinjam todas as instituições envolvidas, e que cada uma assuma a sua responsabilidade tanto no contexto da fiscalização, propriamente dita, como dos encaminhamentos para a resolutividade dos casos, que muitas vezes são bem complexos, tanto pensando em sofrimento animal quanto em sofrimento humano”, explicou. "As pessoas estão criando a consciência de que os animais têm vontades, são seres que sentem dores. Isso está gerando uma aproximação maior entre seres humanos e animais" Luiza Brasileiro, auditora fiscal Auditora fiscal do Brasília Ambiental, Luiza Brasileiro lembra que as demandas referentes a maus-tratos de animais têm crescido, consideravelmente, nos últimos anos, e explica que isso tem a ver com uma mudança de comportamento humano. “As pessoas estão criando a consciência de que os animais têm vontades, são seres que sentem dores. Isso está gerando uma aproximação maior entre seres humanos e animais, o que aumenta a nossa demanda, porque as pessoas, estando mais conscientes, denunciam mais e estão mais atentas aos atos de crueldade. Ao mesmo tempo, identificar maus-tratos não é uma coisa simples, muitas vezes têm nuances que são difíceis de identificar. Então, uma capacitação técnica, como essa, que visa uniformizar os entendimentos, é fundamental para termos maior respaldo científico e conseguir embasar melhor nossos autos”, considerou. A abordagem do assunto terá continuidade nesta terça-feira (19) e na quarta-feira (20), com capacitação técnica voltada aos servidores que atuam diretamente na fiscalização, com enfoque prático na aplicação de protocolos de perícia em bem-estar animal, análise de estudos de caso, elaboração de relatórios técnicos, condução de processos administrativos de fiscalização e estratégias de atuação em ocorrências envolvendo diferentes espécies animais domésticos. *Com informações do Brasília Ambiental
Ler mais...
Macaco-aranha chega ao Zoo de Brasília para ajudar na conservação da espécie
O Zoológico de Brasília recebeu, nesta segunda-feira (4), um novo integrante que simboliza o esforço conjunto pela conservação da fauna brasileira. O macaco-aranha-de-cara-preta Ateles chamek, batizado de Juninho, desembarcou no Distrito Federal em uma ação coordenada com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Nascido em 2017 no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), o animal agora passa a integrar o plantel brasiliense com uma missão clara: contribuir para a reprodução de uma espécie ameaçada de extinção. O macaco-aranha Juninho faz parte de uma espécie ameaçada de extinção | Foto: Divulgação/Zoológico de Brasília Após um período de quarentena, o primata será apresentado a uma fêmea, estratégia essencial para garantir a sobrevivência do macaco-aranha-de-cara-preta, classificado como “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), principalmente devido à perda de habitat. "Cada animal que chega aqui representa uma oportunidade real de preservar espécies que enfrentam sérios riscos na natureza” Wallison Couto, diretor-presidente do Zoológico "A chegada de Juninho representa mais um passo no fortalecimento dos programas de conservação desenvolvidos pelo Zoológico de Brasília, que atua não apenas como espaço de visitação, mas como um centro técnico voltado à proteção da biodiversidade. Cada animal que chega aqui representa uma oportunidade real de preservar espécies que enfrentam sérios riscos na natureza”, destacou o diretor-presidente do Zoológico, Wallison Couto. O período de quarentena é importante para observação e adaptação do animal recém-chegado e faz parte do protocolo dos zoológicos. Em breve, Juninho poderá ser visitado em seu recinto, junto com sua companheira. *Com informações do Jardim Zoológico de Brasília
Ler mais...
Brasília Ambiental: Ações de preservação e educação em favor do Cerrado marcam 2025
Ao longo de 2025, o Instituto Brasília Ambiental registrou avanços significativos na proteção do meio ambiente, da fauna silvestre, na educação ambiental, na fiscalização e no fortalecimento de sua estrutura administrativa e das condições de trabalho dos servidores. As ações reforçam o compromisso com o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal e a preservação do Cerrado. “O Cerrado é reconhecido como o berço das águas e demanda atenção e compromisso institucional com para a sua preservação” Celina Leão, vice-governadora “O Cerrado é reconhecido como o berço das águas e demanda atenção e compromisso institucional com para a sua preservação. Por isso, nós reafirmamos o nosso compromisso de manter alinhado o processo de desenvolvimento à sustentabilidade, garantindo que o progresso e a conservação caminhem de forma equilibrada e responsável”, afirma a vice-governadora Celina Leão. O presidente da autarquia, Rôney Nemer, pontuou o ano de trabalho: “Foi um ano de lutas e ganhos muito importantes para nossa gestão, nosso desejo é continuar evoluindo seja com instrumentos normativos, ou ações que permitam que o nosso Cerrado continue sendo cuidado e respeitado”. O resgate da fauna silvestre foi uma das prioridades do Brasília Ambiental em 2025 | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental No licenciamento ambiental, até 3 de dezembro deste ano, foram emitidas 395 autorizações, entre licenças de instalação e operação, representando um aumento de 33% em relação a 2024. Também foi lançado o Painel de Licenciamento Ambiental, ferramenta digital integrada ao Observatório da Natureza e Desempenho Ambiental (Onda), que amplia a transparência e facilita o acesso da população às informações. Nas unidades de conservação, a aprovação da Lei da Brigada garantiu contratos de dois anos para brigadistas, assegurando mais estabilidade e continuidade no combate a incêndios florestais. Outro destaque foi a criação do Fundo de Compensação do Cerrado, voltado à melhor aplicação dos recursos ambientais para proteção e recuperação do bioma no DF. O Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus) realizou 2.274 atendimentos em 2025, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. A maioria dos animais atendidos foram aves, seguidas por mamíferos e répteis, com tempo médio de tratamento de cerca de três semanas. 24 mil Número de estudantes beneficiados pelo projeto Parque Educador desde 2018 Na educação ambiental, o projeto Parque Educador atendeu quase quatro mil crianças no ano, somando cerca de 24 mil estudantes beneficiados desde 2018. O programa Eu Amo o Cerrado distribuiu mais de 30 mil materiais educativos. Na fiscalização, 56 novos auditores fiscais foram incorporados à equipe. Ao todo, foram realizadas 2.817 ações em todo o DF, combatendo crimes ambientais como desmatamento, tráfico e maus-tratos de animais, além de outras irregularidades. Com esses resultados, o Brasília Ambiental reafirma seu compromisso com a proteção da natureza, a sustentabilidade e o fortalecimento das políticas ambientais no Distrito Federal. *Com informações do Brasília Ambiental
Ler mais...
Plenária apresenta resultados da gestão de áreas ambientais protegidas no DF em 2025
O Instituto Brasília Ambiental, por meio da Superintendência de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon) promoveu nesta terça-feira (9), a terceira e última plenária de planejamento de 2025. O encontro reuniu servidores da sede da autarquia e agentes de unidades de conservação para tratar de ações planejadas e executadas no ano e fazer uma prévia das atividades para 2026. Essas reuniões anuais da Sucon foram instituídas desde 2024, por meio da Instrução Normativa nº 22 e objetivam reforçar a governança com a discussão de estratégias na gestão das Unidades de Conservação (UCs) do Distrito Federal sob a responsabilidade do Brasília Ambiental. A plenária tratou de ações planejadas e executadas no ano e fazer uma prévia das atividades para 2026 | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Segundo o superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água, Marcos Cunha, as plenárias são a possibilidade de olhar para o que foi feito, analisar e, até mesmo, modificar o prosseguimento de medidas adotadas. “É um momento de troca, para discutir as metas para as unidades de conservação, trazendo as pessoas para os projetos, para entenderem, também, o seu papel em cada ação”, comentou Cunha. Nesta edição foi apresentado o relatório das principais atividades empreendidas, com destaque para tópicos como retrospectiva das edições anteriores das plenárias, ocorridas nos meses de março e setembro; e elaboração de 14 normativos que instituíram, regulamentaram ou atualizaram alguma atividade da competência do Brasília Ambiental. Na segunda parte do encontro técnico, foram apresentadas, ainda, todas as obras realizadas nos parques ecológicos, a proposição de revisão da IN 22, com a sugestão de mudanças em alguns indicadores e as prioridades do setor para 2026. “Tudo o que foi exposto nesta reunião demonstrou o quanto o corpo técnico da Sucon se empenhou, com afinco, em importantes entregas para o meio ambiente do DF. São muitos os exemplos: o lançamento da instrução normativa de fauna exótica; a gestão das brigadas florestais na prevenção e combate aos incêndios florestais em UCs; e, mais recentemente, a criação do Fundo de Conservação do Cerrado (FCC), para o pagamento das compensações ambientais”, reconhece o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, lembra a importância da execução de um planejamento cuidadoso das áreas protegidas. “Essas unidades são essenciais não apenas para a preservação do nosso bioma, mas, principalmente, para a manutenção da qualidade de vida dos brasilienses”, conclui. *Com informações do Brasília Ambiental
Ler mais...
Jabutis e cágado apreendidos em operação policial recebem tratamento no Hospital da Fauna Silvestre
Doze jabutis e um cágado apreendidos em situação precária pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) estão em observação no Hospital e Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre (Hfaus). Os animais chegaram ao equipamento no dia 26 de novembro, após serem resgatados em uma mansão no Park Way pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra Animais (DRCA), por meio da Operação Lex Animalia. Os animais têm idades variadas e diferentes condições de saúde. Todos passaram por exames de sangue, raios-X e ultrassom, repetidos periodicamente para averiguar mudanças no quadro clínico. A maioria apresentou sinais de desidratação e diarreia, decorrente de alimentação inadequada, além de piramidismo, deformação do casco ocasionada por erros de manejo. Três jabutis estão com alteração pulmonar, com probabilidade de pneumonia. No Hfaus, os animais passam por exames como raios-X e ultrassom | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília O tratamento consiste na administração de antibióticos e dieta equilibrada, com legumes, frutas, verduras, folhosas e proteína animal. Após a reabilitação, os bichos serão enviados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Distrito Federal (Cetas-DF) do Ibama, órgão responsável por garantir o retorno seguro da fauna silvestre ao habitat natural. Coordenador do Hfaus, o biólogo Thiago Marques de Lima ressalta os riscos do manejo incorreto das espécies, que precisam de autorização para serem domesticadas. “Quando uma pessoa mantém um jabuti ou um cágado sem autorização, está cometendo uma irregularidade e também colocando em risco todo um ecossistema”, explica. “Cada espécie tem adaptações próprias ao seu bioma. Quando um animal é retirado do seu habitat e levado para outra região, pode transmitir doenças, competir com espécies nativas, cruzar de forma inadequada e gerar híbridos que não deveriam existir na natureza.” “Ter um lugar para acolher e tratar esses animais que passaram pelas mãos do tráfico, que só visa o lucro às custas das nossas espécies nativas, é a certeza de que estamos cuidando corretamente da nossa fauna e reafirmando nosso compromisso com o Cerrado" Rôney Nemer, presidente do Instituto Brasilia Ambiental O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Roney Nemer, salienta que o Hfaus é um pilar essencial para a preservação do bioma Cerrado. “Ter um lugar para acolher e tratar esses animais que passaram pelas mãos do tráfico, que só visa o lucro às custas das nossas espécies nativas, é a certeza de que estamos cuidando corretamente da nossa fauna e reafirmando nosso compromisso com o Cerrado. Ficamos felizes em representar uma nova chance na vida desses animais”, destaca. Segundo o delegado-chefe da DRCA, Jônatas Silva, os jabutis e o cágado foram encontrados no quintal de uma mansão no Park Way, em uma área suja, sem alimentação ou água. “A Operação Lex Animalia é fruto de trabalho contínuo da DRCA no combate ao tráfico de animais e na repressão à exploração ilegal da fauna. As investigações seguem para a responsabilização de todos os envolvidos”, afirma. Pioneirismo O Hospital e Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre, vinculado ao Instituto Brasília Ambiental e gerido pela Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV), é o primeiro do país a oferecer um atendimento integrado com objetivo de devolver os bichos à natureza após o tratamento. A equipe multidisciplinar, formada por veterinários, biólogos e outros profissionais, cuida da saúde física, nutricional, comportamental e psicológica dos animais, com foco na reabilitação. Desde a abertura, em fevereiro de 2024, até novembro deste ano, o Hfaus recebeu mais de 4,2 mil aves, mamíferos e répteis. As cidades com mais resgates e encaminhamentos foram Plano Piloto, Lago Sul, Taguatinga, Candangolândia e Lago Norte. As espécies mais recorrentes foram saruê, periquito-de-encontro-amarelo, sagui-de-tufos-pretos e coruja-buraqueira. As principais causas de entrada foram cuidados neonatais (assistência a filhotes e jovens) e lesões ou fraturas. Thiago Marques de Lima: "Quando uma pessoa mantém um jabuti ou um cágado sem autorização, está cometendo uma irregularidade e também colocando em risco todo um ecossistema" Neste ano, o Hfaus recebeu mais de 2,2 mil animais, com mais resgates no Plano Piloto, Taguatinga, Candangolândia, Sobradinho e Lago Norte. A lista de espécies mais frequentes segue a mesma do ano anterior. O mesmo vale para as principais causas de entrada: cuidados neonatais (assistência a filhotes e jovens) e lesões ou fraturas. Até o momento, os meses de setembro e outubro tiveram maior quantidade de animais atendidos, com 363 e 521, respectivamente. [LEIA_TAMBEM]Com funcionamento 24 horas, o Hfaus tem estrutura pensada para respeitar o comportamento natural das espécies, com divisão de grupos (mamíferos, répteis e aves) e alas que evitam o estresse causado pela proximidade entre presas e predadores. São recebidas vítimas de atropelamentos, queimadas, tráfico e outros acidentes. Em caso de avistamento ou resgate de animal silvestre, a orientação é nunca intervir diretamente. O ideal é acionar o Batalhão Ambiental da Polícia Militar pelo número 190 e o Corpo de Bombeiros Militar do DF pelo número 193. A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA) também pode ser comunicada por meio da Ouvidoria do GDF, pelo site ou pelo telefone 162, ou diretamente com a PCDF, no telefone 197, pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br e pelo Whatsapp 61 98626-1197. Criada em agosto de 2023, é a primeira unidade policial do Brasil dedicada à investigação de casos relacionados à fauna e à flora.
Ler mais...
GDF apresenta ações de proteção do Cerrado na COP 30, em Belém
O Instituto Brasília Ambiental levou a relevância do Cerrado e as ações de preservação desenvolvidas no Distrito Federal à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada em Belém (PA). O presidente da autarquia, Rôney Nemer, apresentou, na manhã desta terça-feira (11), o painel Emergências em biodiversidade e emergências climáticas no bioma Cerrado. Nemer destacou a missão, as competências e as principais atuações do Brasília Ambiental, ressaltando o papel da instituição na conservação do Cerrado e na geração de água, fatores fundamentais para o equilíbrio ambiental da região Centro-Oeste e do país. Entre os exemplos de sucesso apresentados, o presidente do instituto citou a Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae). A unidade abriga mais de 50 nascentes, monitora médios e grandes mamíferos e recebe mais de 30 pesquisas científicas. O local ainda é o único no mundo onde ocorre o fenômeno das águas emendadas, em que uma mesma nascente verte água para duas grandes bacias hidrográficas: a do Tocantins-Araguaia, que segue para a Amazônia; e a do Paraná, que flui para o Rio da Prata, passando por Bolívia, Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. A Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae) foi um dos principais temas da apresentação de Rôney Nemer no evento internacional | Fotos: Divulgação/Brasília Ambiental Rôney Nemer ainda ressaltou a diversidade da fauna e da flora locais e destacou os desafios impostos pelas chuvas intensas e secas prolongadas, frutos das emergências climáticas que impactam diretamente a proteção do Cerrado. Outros temas abordados na exposição foram as ações de prevenção e combate ao fogo, o acolhimento e reabilitação de animais no Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre, os programas de educação ambiental e os planos de adaptação e mitigação climática integrados desenvolvidos pela Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF). [LEIA_TAMBEM]O presidente encerrou a apresentação com um apelo aos participantes pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 504/2010, que visa incluir o Cerrado entre os biomas considerados patrimônio nacional. “Somente os esforços locais não são suficientes. O Cerrado representa uma contribuição essencial para todo o patrimônio natural do Brasil”, afirmou. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, aponta a mobilização contínua do GDF em cuidar do meio ambiente: “A preservação do cerrado é essencial para o equilíbrio climático e o abastecimento de todo o país. Levar essa pauta à COP 30 reforça o compromisso do DF com a sustentabilidade e com o protagonismo nas ações de conservação e adaptação às mudanças do clima”. *Com informações do Brasília Ambiental
Ler mais...
Normas para comercialização de fauna exótica no DF são definidas
Agência Brasília · NORMAS PARA COMERCIALIZAÇÃO DE FAUNA EXÓTICA NO DF SÃO DEFINIDAS O Instituto Brasília Ambiental realizou, nesta quinta-feira (2), a assinatura da Instrução Normativa nº 21, que define as regras e procedimentos para a criação e comercialização de fauna exótica no Distrito Federal. A previsão de publicação do texto no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) é nesta sexta-feira (3). “Antes havia muita dúvida sobre as competências relacionadas ao controle de fauna exótica em nosso território. Agora, com esse trabalho que resultou nessa instrução, isso ficou resolvido”, disse o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer. Entre as espécies contempladas na IN estão cacatua-alba, pintassilgo-capa-preta e periquito-regente. A nova norma garante que a comercialização de exemplares da fauna exótica sejam comercializados de maneira responsável | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental O gerente de fauna do instituto, Rodrigo Santos, explicou que a instrução normativa representa um alinhamento entre vários órgãos governamentais e que foi amplamente debatida, em um período de dois anos, com todo um zelo para que nenhum ponto deixasse de ser contemplado. O superintendente de Unidades de Conservação, Marcos Cunha, fez um alerta: “Ao se falar de fauna exótica, o ponto sensível são os cuidados com o potencial risco de invasão de espécies em nosso bioma, para que não tenhamos problemas daqui a alguns anos, como os que os Estados Unidos enfrentam, com a reprodução desordenada de exóticas em seus parques nacionais. Por não possuírem predadores naturais e, para reduzir os prejuízos, o país teve que adotar a caça ou abate desses animais”. [LEIA_TAMBEM] Após a assinatura formal da Instrução Normativa, foi apresentada a visão geral do novo regramento, mostrando os principais tópicos abordados, entre eles, as categorias de criação, a regularização do plantel do criador, os tipos de autorização, documentos, regras e orientações. “Essa instrução normativa representa um grande avanço para o Distrito Federal. Ao mesmo tempo em que oferece previsibilidade aos empreendedores, garante que a criação e comercialização de fauna exótica sejam feitas de forma responsável e alinhada à preservação do Cerrado. É uma medida que une desenvolvimento econômico e proteção ambiental, reforçando o compromisso do Governo do Distrito Federal com a sustentabilidade”, destacou a vice-governadora Celina Leão. *Com informações do Brasília Ambiental
Ler mais...
Seminário discute participação popular em políticas ambientais
O Seminário de Capacitação das Comissões de Defesa do Meio Ambiente (Comdemas) reuniu, nesta sexta-feira (26), representantes das 35 regiões administrativas do Distrito Federal. O encontro, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), teve como objetivo ampliar o protagonismo popular na gestão ambiental e criar canais permanentes de diálogo entre governo e sociedade. A programação contou com palestras, rodas de diálogo e dinâmicas em grupo, além da eleição de representantes para o Conselho Nacional do Meio Ambiente. As comissões apresentaram demandas específicas de cada região, discutiram atribuições e elaboraram propostas que devem subsidiar a política ambiental do DF. A vice-governadora do DF, Celina Leão, destacou que a participação social é essencial para o sucesso das políticas públicas ambientais. “As Comdemas representam a voz de cada região, traduzindo desafios complexos em ações concretas. Nosso papel como poder público é fortalecer essa escuta para que as decisões reflitam a realidade local”, afirmou. Entre os temas debatidos durante o encontro estiveram mudanças climáticas, descarte de resíduos sólidos e prevenção de incêndios florestais | Foto: Divulgação/Sema-DF Entre os temas debatidos durante o encontro estiveram mudanças climáticas, descarte de resíduos sólidos e prevenção de incêndios florestais. O secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, frisou que o fortalecimento das Comdemas é estratégico para consolidar políticas públicas eficazes. “As comissões traduzem os anseios locais e ajudam a construir soluções ambientais mais próximas da realidade de cada território. Nosso compromisso é dar voz e condições para que essa participação se transforme em resultados concretos”, destacou. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, reforçou a importância da aproximação entre governo e comunidade. “Para que possamos falar a mesma língua, temos eventos como esse, que permitem conhecer nosso papel e nossa atuação. Queremos fortalecê-los para que consigamos cuidar, juntos, do nosso meio ambiente”, comentou. Gutemberg Gomes: "As comissões traduzem os anseios locais e ajudam a construir soluções ambientais mais próximas da realidade de cada território" Representando a Comdema do Recanto das Emas, Thais Tavares destacou que a integração entre comunidade e governo é essencial para avanços na política ambiental. “Esse seminário reforça a importância da união entre comunidade e administrações regionais para promover ações ambientais concretas e duradouras, resultando na construção de políticas públicas ambientais eficazes”, afirmou. Na avaliação de Igor Gonçalves, membro titular da Comdema de Taguatinga, o encontro respondeu a uma demanda antiga das comissões. “Foi muito importante reunir as Comdemas em um mesmo espaço, algo que esperávamos há bastante tempo. O seminário permitiu ouvir contribuições, perceber pautas em comum e também as especificidades de cada região. Este foi o primeiro passo de uma jornada que pode contribuir muito para o desenvolvimento sustentável do nosso DF”, disse. [LEIA_TAMBEM]Além dos discursos oficiais, o encontro também foi marcado pela troca de experiências entre as comissões. Os representantes puderam compartilhar pautas em comum, relatar desafios regionais e ouvir soluções de outras RAs, fortalecendo o caráter coletivo da iniciativa. O secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, ressaltou que as comissões trazem novas perspectivas ao planejamento urbano. “Essas comissões ajudam a enxergar a cidade por um olhar que nem sempre conseguimos. São formadas por pessoas engajadas na preservação ambiental e na melhoria da qualidade de vida”, disse. Criadas pelo Decreto nº 12.960/1990, as Comdemas são instrumentos de participação social na formulação e acompanhamento de políticas ambientais. Atualmente, 31 comissões já estão em funcionamento, resultado de um esforço iniciado em 2023 pela Sema-DF para incentivar a criação em todas as regiões. *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente
Ler mais...
Comdemas do DF se reúnem para fortalecer participação ambiental nas regiões administrativas
Representantes das Comissões de Defesa do Meio Ambiente (Comdemas) das 35 Regiões Administrativas do Distrito Federal se reunirão na próxima sexta-feira (26) para um seminário de capacitação e escuta ativa, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema/DF). O evento será realizado no auditório da própria secretaria e contará com palestras, rodas de diálogo e a consolidação de propostas para a política ambiental do DF. As Comdemas, instituídas pelo Decreto nº 12.960/1990, são instrumentos fundamentais de participação social na formulação e acompanhamento de políticas públicas ambientais nas RAs. Atualmente, 33 dessas comissões já estão instaladas, fruto de um esforço iniciado em 2023 pela Sema para incentivar sua criação e fortalecer a governança local. A programação prevê apresentações institucionais, palestras temáticas, dinâmicas em grupo por região e eleição de representantes para o Conselho Nacional do Meio Ambiente | Foto: Divulgação/Sema-DF [LEIA_TAMBEM]O seminário tem como objetivo principal ampliar o conhecimento sobre o papel das Comdemas, discutir atribuições, ouvir desafios enfrentados pelas comissões e promover a integração com órgãos como o Instituto Brasília Ambiental e a Secretaria de Governo (Segov). A programação prevê apresentações institucionais, palestras temáticas, dinâmicas em grupo por região e eleição de representantes para o Conselho Nacional do Meio Ambiente. Os temas vão de mudanças climáticas a descarte de resíduos sólidos e prevenção de incêndios florestais. De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, o fortalecimento das Comdemas é essencial para que a população tenha voz ativa na proteção ambiental. “São essas comissões que traduzem os anseios locais e ajudam a construir políticas mais próximas da realidade de cada território”, afirmou. Além de promover o diálogo entre as RAs e o governo, o evento deve resultar na elaboração de um documento com as demandas específicas de cada região e sugestões para aprimorar a atuação das comissões. *Com informações da Sema-DF
Ler mais...
Projeto Casa de Passarinho acolhe aves urbanas no Cruzeiro
No Cruzeiro, uma iniciativa está renovando olhares para a convivência entre o urbano e o natural. O Projeto Casa de Passarinho, idealizado pela Administração Regional do Cruzeiro, vai além da estética: combina reaproveitamento, cuidado com o meio ambiente e participação comunitária para acolher aves nas áreas residenciais. A ideia central é simples, mas potente: materiais descartados pela população no Projeto Cata-Treco com sobras de madeira, pedaços de metal, plástico rígido, entre outros, são coletados e transformados em casinhas para pássaros. Dessa forma, algo que iria para o lixo ganha nova vida, contribuindo para a sustentabilidade local e para a redução de resíduos. O morador que aderir ao programa também se responsabiliza pela alimentação do pássaro | Foto: Divulgação/Administração de Cruzeiro O diferencial do projeto está na parceria com a comunidade. Para que uma casinha seja instalada em determinado local, um morador deve solicitar junto à administração regional local. Esse mesmo morador, uma vez instalada a casinha, compromete-se a colocar água e alimento para os pássaros próximos, garantindo que o abrigo não fique vazio. É um convite à responsabilidade coletiva, valorizando o cuidado com seres que muitas vezes passam despercebidos nas cidades. “O Projeto Casa de Passarinho mostra que pequenas iniciativas podem transformar a cidade. Estamos unindo sustentabilidade, participação dos moradores e cuidado com a natureza. Além de reaproveitar materiais que seriam descartados, conseguimos trazer mais vida e alegria para as ruas do Cruzeiro”, destaca o administrador regional, Gustavo Aires. “Quando vi a casinha logo na frente de casa, fiquei emocionada — ver os pássaros chegarem encheu minhas manhãs de alegria”, conta Kakau Belliene, voluntária no pedido da instalação. Como participar Moradores interessados podem contatar a Administração Regional do Cruzeiro para solicitar a instalação de uma casinha em sua quadra. Após a instalação, é importante que o morador mantenha água limpa, alimente adequadamente e ajude a conservar o equipamento. Quem tiver materiais que possam servir para construção também pode procurar o projeto para doações. O Projeto Casa de Passarinho representa uma união inspiradora entre sustentabilidade, gestão pública participativa e amor pela natureza. Pequenas ações como essa contribuem para ficar com a cidade mais viva, mais verde e mais acolhedora, tanto para as aves quanto para as pessoas. *Com informações da Administração do Cruzeiro
Ler mais...