Voluntários e parceiros do GDF são reconhecidos com Medalha do Mérito da Cidadania
A manhã desta quarta-feira (25) foi marcada por emoção, reconhecimento e celebração no Memorial JK. A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) realizou a cerimônia de entrega da Medalha do Mérito da Cidadania a 295 pessoas e instituições que atuaram de forma voluntária nos programas e ações da pasta ao longo da atual gestão. O evento reuniu mais de 300 participantes, entre homenageados, autoridades e convidados. A honraria, instituída pelo Decreto nº 42.597/2021, tem como objetivo reconhecer cidadãos, profissionais, empresas e parceiros que contribuem para fortalecer as políticas públicas e ampliar o alcance das ações sociais no Distrito Federal. Durante a cerimônia, os agraciados receberam a medalha — entregue pela própria secretária Marcela Passamani — e um certificado de reconhecimento pela dedicação voluntária. Vice-governadora Celina Leão e secretária Marcela Passamani com as medalhas | Fotos: Jhonatan Vieira/Ascom Sejus-DF Os homenageados integram, em sua maioria, o programa Voluntariado em Ação, coordenado pela Sejus-DF. Instituída pelo Decreto nº 39.734, de 28 de março de 2019, a iniciativa tem como finalidade fomentar, promover e valorizar o serviço voluntário no âmbito da administração pública do Distrito Federal, conectando cidadãos e instituições às ações sociais desenvolvidas pela pasta. A iniciativa evidencia o papel essencial do voluntariado no sucesso de programas como o GDF Mais Perto do Cidadão, Na Sua Hora, Casamento Comunitário, Direito Delas e Viver 60+, além de ações como Nasce Uma Estrela, Educação Vem do Berço, Arte que Transforma e a campanha Cartão Vermelho para o Racismo. Projetos que, juntos, promovem inclusão social, acesso a direitos e melhoria da qualidade de vida da população. Em seu discurso, a secretária destacou a importância da atuação conjunta para alcançar resultados concretos. “São pessoas cuidando de pessoas. Ao longo desses quase sete anos, conseguimos transformar a vida de tantas pessoas porque não estivemos sozinhos. Cada gesto, cada contribuição, por menor que pareça, faz diferença. Não existe pouco quando há vontade de ajudar”, afirmou. Os homenageados que receberam a medalha integram, em sua maioria, o programa Voluntariado em Ação, coordenado pela Sejus-DF A secretária também ressaltou que o trabalho da Sejus-DF só ganha força com o apoio de quem acredita nas iniciativas e se dispõe a contribuir. “Muitas vezes, o poder público não consegue alcançar a todos. E é justamente com a colaboração de pessoas comprometidas, solidárias e amorosas que conseguimos ampliar esse alcance e transformar realidades”, completou. Entre os homenageados, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou o espírito coletivo que move as ações: “Cada um contribui com aquilo que pode oferecer. Esse espírito de solidariedade e colaboração é o que nos permite transformar cenários. É um trabalho sério, construído a muitas mãos, e esse reconhecimento mostra a importância de cada contribuição”. A Medalha do Mérito da Cidadania simboliza mais do que uma homenagem formal. Representa o compromisso compartilhado entre governo e sociedade civil na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e solidária. Ao reconhecer essas trajetórias, a Sejus-DF reforça o valor do engajamento social e incentiva que mais pessoas se unam em prol do bem comum. *Com informações da Sejus-DF
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Projeto propõe uma jornada pelos espaços de patrimônio do DF
No Dia Internacional dos Museus, comemorado neste 18 de maio, um projeto desenvolvido por professores e estudantes da Universidade Católica de Brasília (UCB) ganha destaque ao lançar luz sobre histórias pouco conhecidas e ampliar o acesso aos espaços de herança cultural do Distrito Federal. Intitulado Museus, Patrimônio e Direito à Memória, o trabalho é coordenado pelo professor Gustavo Menon e financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital de Demanda Espontânea 2022, com o fomento de R$ 177 mil. Alunos de diversos cursos da Universidade Católica participaram da visita guiada | Foto: Divulgação/FAPDF A iniciativa integra ensino, pesquisa e extensão, reunindo estudantes de diferentes cursos da UCB em visitas técnicas a museus e instituições culturais da capital. O objetivo é refletir criticamente sobre o papel dos acervos museológicos e sua relação com o direito à cidade, à cidadania e à memória coletiva. “Muitos dos nossos alunos, sobretudo os que moram em regiões como Ceilândia e Taguatinga, nunca haviam entrado no Congresso Nacional ou em museus centrais de Brasília”, afirma Menon. “O projeto rompe essas barreiras geográficas e simbólicas, tornando o acesso à cultura um direito real.” Patrimônio acessível e memória plural Os participantes visitaram espaços como o Museu Nacional da República, o Memorial dos Povos Indígenas, o Museu do Voto (TSE), o Palácio Itamaraty e o Memorial JK. Durante os percursos, acompanhados pelas equipes educativas, os estudantes participaram de dinâmicas de leitura crítica dos acervos e debateram temas como diversidade, democracia, relações étnico-raciais e direitos humanos. A análise documental envolveu fichas de exposição e questionários aplicados durante as visitas. A metodologia utilizada foi a pesquisa-ação, com os próprios pesquisadores atuando de forma participativa e reflexiva nos encontros. “Este projeto está profundamente alinhado à missão da FAPDF de promover a ciência como instrumento de transformação social. Ao incentivar a reflexão crítica sobre a memória e o patrimônio cultural, contribuímos para uma sociedade mais consciente, plural e democrática — em que o conhecimento gerado nas universidades chega efetivamente às pessoas e aos territórios”, enfatiza o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. Olhar para além do Plano Piloto Na segunda fase do projeto, os organizadores pretendem expandir o roteiro formativo para regiões fora do Plano Piloto, incluindo locais simbólicos como o Catetinho — primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek — e o Museu Vivo da Memória Candanga, que homenageia os trabalhadores que ergueram Brasília. Além disso, há planos para ampliar as parcerias com universidades como a UnB, a UnDF, e órgãos como o Iphan e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secom-DF), com foco na formulação de políticas públicas que valorizem o patrimônio cultural e promovam a inclusão. Contra o silêncio e a exclusão O projeto também assume uma postura crítica frente aos processos de patrimonialização que, historicamente, excluíram memórias de povos indígenas, comunidades negras, quilombolas e trabalhadores migrantes — como os candangos. “É preciso questionar a história oficial e abrir espaço para outras narrativas, muitas vezes silenciadas pelos discursos dominantes”, pontua Gustavo Menon. [LEIA_TAMBEM] A proposta está em sintonia com os princípios da nova museologia, que propõe práticas mais participativas, plurais e engajadas socialmente. “O museu não é apenas um lugar de conservação de objetos, mas um espaço vivo de debate, pertencimento e transformação social”, acrescenta Menon. Resultados e legado O projeto já resultou em um repositório digital, onde estão disponíveis os registros das visitas, reflexões e materiais didáticos produzidos. O site funciona como um espaço de memória coletiva e também como instrumento de ensino para futuras turmas. Acesse o projeto.
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