GDF doa três toneladas de carne a abrigo de cães e gatos
Um ato que transforma apreensão em acolhimento e fiscalização em cuidado. A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), na última semana, doou aproximadamente três toneladas de carne ao Abrigo Flora e Fauna, localizado no Núcleo Rural Ponte Alta de Baixo, no Gama. O recinto recebe cães e gatos resgatados. Os alimentos doados são produtos agropecuários apreendidos por estarem sem documentação ou inspeção sanitária obrigatória. Após rigorosa avaliação técnica, os artigos foram considerados próprios para o consumo animal e destinados a cães e gatos resgatados, muitos deles vítimas de abandono e maus-tratos. Antes de chegar ao abrigo, cada item passou pela triagem da Diretoria de Fiscalização de Trânsito, que assegura a qualidade e a segurança da doação. "A destinação correta dos produtos apreendidos mostra que fiscalização, cuidado ambiental e solidariedade caminham juntos" Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural “A defesa agropecuária existe para coibir irregularidades, mas também para assegurar que aquilo que pode ser reaproveitado, dentro da lei e dos critérios sanitários, chegue a quem precisa. Essa doação é um exemplo claro disso. Cada ação como essa reforça o compromisso do GDF com a proteção da vida, seja humana ou animal. A destinação correta dos produtos apreendidos mostra que fiscalização, cuidado ambiental e solidariedade caminham juntos”, afirma o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. Para quem convive diariamente com a realidade do resgate animal, a entrega representa alívio e esperança. “Nosso consumo chega a 15 pacotes de 25 quilos de ração por dia. Essa quantidade de comida está ajudando muito”, afirma Well Fabiano, um dos responsáveis pelo abrigo. Segundo ele, além de garantir a segurança alimentar, a carne trouxe variedade à dieta dos animais. “Eles estão mais alegres por receberem um alimento nutritivo e diferente. Isso reflete diretamente na saúde e no bem-estar deles”. Em 2025, a Seagri doou 7,5 toneladas de alimentos tanto para alimentação animal, como para o consumo humano | Foto: Divulgação/Seagri-DF Essa foi a primeira doação de alimentos realizada pela Seagri-DF em 2026. Ao longo de 2025, o total de doações chegou a cerca de 7,5 toneladas — sendo aproximadamente 5 toneladas destinadas à alimentação animal e outras 2,5 toneladas ao consumo humano, beneficiando entidades e famílias em situação de vulnerabilidade. Como receber doações da Seagri-DF [LEIA_TAMBEM]Produtores, entidades e organizações interessados em receber doações destinadas à alimentação animal devem estar cadastrados junto à Seagri-DF. O cadastro pode ser solicitado pelo e-mail difit@seagri.df.gov.br, garantindo a inclusão no fluxo oficial de distribuição. Já as doações voltadas a pessoas em situação de vulnerabilidade são coordenadas pelo Programa de Coleta e Doação de Alimentos (PCDA), que atende a entidades socioassistenciais por meio do banco de alimentos administrado pela Ceasa-DF. As instituições interessadas podem entrar em contato pelo telefone (61) 3686-4831 e escolher a opção 3. *Com informações da Seagri-DF
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Cães treinados pela PMDF são adotados pela população
?Quatro cães treinados pelo 38º Curso Operacional de Cinotecnia da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ganharam um novo lar nesta quarta-feira (25). Os animais foram selecionados no Abrigo Flora e Fauna e participaram da capacitação por 104 dias. Após a conclusão do curso, foram disponibilizados para adoção e, no mesmo dia, já garantiram um lugar para morar e brincar. O policial militar Ari Barbosa adotou Nina, que treinou durante o curso: “Com o tempo, criamos um vínculo” | Foto: Divulgação/PMDF “Não deu nem tempo de divulgar a adoção praticamente. Quem assistiu à formatura, realizada nesta quarta (25), já levou um novo amigo para casa”, afirma o major Carlos Reis, comandante do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães). Animais foram adotados depois de serem adestrados por policiais militares Sem raça definida e vacinados, os pets eram três fêmeas e um macho. Durante o curso, aprendem os comandos básicos do adestramento: sentar, deitar, andar junto ou permanecer parado. O policial militar Ari Barbosa, 43 anos, adotou a pequena Nina, uma cadela de pequeno porte e pelagem caramelo. “Treinei ela durante o curso e, com o tempo, criamos um vínculo. Ela é ótima, muito alegre, animada, carinhosa e ama brincar de bolinha. Eu jogo e ela sai correndo para pegar”, conta ele. Sobre o adestramento, ele considera essencial para a segurança do pet. “Se eu precisar sair e deixar ela em um lugar, ela fica. E quando estamos andando, ela fica do meu lado”, pontua. Promovido anualmente, o curso de cinotecnia é voltado para profissionalização de policiais que desejam trabalhar no policiamento com cães e serve como requisito para outras formações. Nesta edição, participaram 30 militares, sendo dois de Goiás e 28 do DF. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Desde a primeira edição do curso, em 1976, participaram 785 alunos e o mesmo número de cães recebeu adestramento. Até 2022, os animais eram disponibilizados por moradores do DF, que arcavam com alimentação e vacinas dos pets em troca do treinamento. Já a partir do ano passado, a corporação começou a pegar animais de abrigos, promover o adestramento e, posteriormente, oferecê-los para adoção. Nesse caso, a ração e as vacinas são custeadas por parceria com empresas privadas. Em 2022, 10 cachorros participaram do curso. Adote também Outros cães e gatos estão disponíveis para adoção no Abrigo Fauna e Flora, localizado no Núcleo Rural Ponte Alta de Baixo, no Gama. Interessados devem ir ao local aos domingos, entre 12h e 17h. ?Para adotar um dos pets, é preciso ter mais de 21 anos de idade, ter renda fixa e apresentar documento de identidade com foto e comprovante de residência. O adotante deve participar de uma entrevista e preencher um Termo de Adoção Responsável. Mais informações podem ser obtidas no site da organização.
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