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Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep)

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Medalhistas da Obmep já podem se inscrever em iniciação científica

Estudantes do Distrito Federal que conquistaram medalha na 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) já podem se inscrever no Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC). O prazo vai até o dia 23 deste mês, com inscrição feita exclusivamente pelo site do programa, por meio de login e senha enviados por e-mail aos medalhistas. Atividades têm como objetivo incentivar estudantes a investirem no aprendizado e na autonomia | Fotos: Bruno Grossi/SEEDF Em 2025, o DF somou 260 medalhistas, entre estudantes da rede pública (205) e privada (55), além de 762 menções honrosas, 538 delas destinadas a alunos de escolas públicas. Podem participar do 20º PIC estudantes premiados com medalha nacional (ouro, prata ou bronze). Em caso de vagas remanescentes, alunos com menção honrosa poderão ser chamados. De acordo com Luis Lucinger, coordenador do PIC e docente do Departamento de Matemática da Universidade de Brasília (UnB), o programa tem como foco o desenvolvimento de melhores hábitos de estudo. “O PIC Júnior da Obmep visa a desenvolver no aluno o hábito do estudo qualificado da Matemática, de modo que ele consiga ganhar independência e autonomia no aprendizado, e isso representa uma grande oportunidade de crescimento acadêmico”, resume. Bolsa para estudantes da rede pública Além do aprofundamento acadêmico, participantes da rede pública têm direito a uma bolsa mensal de R$ 300, paga pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) durante 12 meses, desde que estejam matriculados em escola pública em 2026. Amanda Líride, ao lado de Fernando Alves, ambos medalhistas: “A Obmep foi muito importante para mim, porque me mostrou que esses caminhos e programas científicos eram possíveis” | Foto: Bruno Grossi/SEEDF “A Obmep foi muito importante para mim, porque me mostrou que esses caminhos e programas científicos eram possíveis”, lembra a medalhista e bolsista Amanda Líride, de 14 anos, ex-aluna do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 7 de Brasília. “Nas escolas em que estudei, eu nunca tinha tido contato com medalhistas e não tinha muita ideia do que eram esses programas e bolsas de estudo.” Segundo Amanda, a entrada no PIC representou uma mudança na forma de estudar. “Eu mudei completamente meus métodos, comecei a rever questões, participar de debates, buscar minhas próprias resoluções, e isso mudou minha forma de pensar e de compreender as possibilidades que eu tenho”, afirma. Experiências avançadas Uma boa notícia para quem obteve classificação é anunciada pelo coordenador do PIC: “Os alunos que obtêm as melhores notas podem participar, no ano seguinte, de uma semana de atividades matemáticas intensas, em uma cidade diferente do Brasil, com todos os custos pagos”. Ele se refere ao Encontro do Hotel de Hilbert, uma imersão nacional com cerca de uma semana com atividades intensivas em Matemática, reunindo medalhistas de todo o país com despesas custeadas pelo programa. O encontro reúne anualmente cerca de 150 a 200 medalhistas de todo o país. O medalhista e bolsista do PIC Fernando Alves, 14, alcançou em 2025 a maior nota do país no nível II da Obmep e participou do Encontro do Hotel de Hilbert como um dos momentos mais marcantes da trajetória. “Foi pelo PIC que eu consegui essa experiência incrível, em que a gente viaja e passa cerca de uma semana participando de aulas, palestras, jogos e atividades”, relata. “Foi uma das melhores experiências que eu tive na vida”. [LEIA_TAMBEM]Ex-aluno do CEF 7 de Brasília, Fernando lembra que seu interesse pela Matemática surgiu ainda no ensino fundamental: “Conheci a Obmep no sétimo ano, e foi quando comecei a estudar para a olimpíada que passei a gostar de Matemática, porque os problemas fazem a gente pensar de um jeito diferente, com raciocínio lógico, e não apenas aplicar fórmulas”. As medalhas conquistadas, valoriza ele, abriram caminho para a participação no PIC e para o aprofundamento contínuo nos estudos. O Programa de Iniciação Científica Jr. tem duração de um ano e reúne aulas presenciais em polos universitários e atividades online, com material didático próprio, listas de exercícios e avaliações periódicas, voltadas ao desenvolvimento do raciocínio crítico e ao estímulo à pesquisa científica. Como se inscrever Para confirmar a participação, o estudante deve acessar este site, entrar com login e senha enviados por e-mail, ler atentamente o regulamento e concluir a inscrição até a data final. Outras informações estão disponíveis pelos contatos da Coordenação Regional do PIC-DF, pelo e-mail cric_df@Obmep.org.br e pelo WhatsApp (61) 99529-5093. *Com informações da Secretaria de Educação    

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Estudantes da rede pública se preparam para desafio nacional de matemática

Alunos da rede pública do Distrito Federal participam, na próxima terça-feira (3/6), da primeira fase da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), considerada a maior competição estudantil do país. Voltada para estudantes dos ensinos fundamental e médio, a prova é promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e tem como objetivo estimular o interesse pela Matemática, identificar talentos e ampliar oportunidades acadêmicas para alunos da educação básica. Arthur Souto e Pedro Soares, de 13 anos, participam do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF  “A Obmep representa uma oportunidade única para nossos estudantes demonstrarem seu potencial em matemática e abrirem portas para o futuro acadêmico e profissional”, afirma a subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação (SEEDF), Iêdes Soares Braga. “Nossos resultados em 2024 mostram que estamos no caminho certo, mas sabemos que podemos alcançar ainda mais estudantes e desenvolver novos talentos.” Os resultados da edição anterior mostram o crescente envolvimento das escolas públicas do DF com a olimpíada. Em 2024, a rede teve 9,7 mil estudantes classificados para a segunda fase, conquistando 91 medalhas nacionais e 273 medalhas estaduais.  Ao todo, 17 escolas e 18 professores foram premiados, fortalecendo o papel da Obmep como ferramenta de valorização do ensino e descoberta de jovens talentos na rede pública.     Histórias de sucesso  Entre as escolas que se destacam está o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 201 de Santa Maria, que conquistou o primeiro lugar no ranking de medalhas no DF em 2024, com três medalhas de ouro e uma de prata. O sucesso da instituição é resultado de um trabalho coordenado que envolve toda a comunidade escolar. “O mais importante é que todos abracem a causa - gestão, professores, alunos”, pontua a diretora da escola, Dayse Cristina Salazar. “Quando todos trabalham juntos por um objetivo comum, tudo flui melhor.” O coordenador pedagógico Hélio Carneiro Ferreira, que atua na organização da Obmep na escola desde 2009, reforça a importância do trabalho contínuo de sensibilização: “Nosso trabalho é motivar os alunos e mostrar histórias reais de sucesso. No próprio site da Obmep há vários relatos inspiradores, que compartilhamos com eles como forma de mostrar um mundo de possibilidades que pode se abrir”. O professor ressalta ainda a riqueza do material disponível: “O site oferece material didático excelente, com provas anteriores resolvidas e vídeos explicativos. Se os professores incentivarem o uso e os alunos se dedicarem, as chances de sucesso aumentam muito”.  Novas perspectivas Pedro Vitor Fernandes Soares, de 13 anos, estudante do 8º ano, conquistou medalha de ouro nacional em 2024 e hoje participa do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC). O interesse dele pela olimpíada começou ainda no 5º ano, motivado pelos benefícios que a competição oferece. “Eu me interessei muito pelos benefícios, pela bolsa, pelas viagens”, relata. “Achei muito interessante porque no fundamental já tem tantas oportunidades boas, e eu pensava que oportunidades como essa iam aparecer só depois do ensino médio.” Pedro pretende usar a medalha como diferencial para ingressar em uma boa universidade - quer cursar medicina. [LEIA_TAMBEM]Para a preparação, o estudante desenvolveu uma metodologia própria: “Tem um método que achei muito bacana, que é o TNA – Teste de Nível Atual. Você vai pegando as provas anteriores, coloca um cronômetro com o mesmo tempo da prova e vai fazendo. As que você acerta, deixa para lá; se você erra, tira dúvida e refaz, porque você vai melhorar seus erros”. Medalha de prata nacional, Arthur Marques Souto, 13, encontrou na Obmep uma nova motivação para os estudos. “Antes eu não gostava muito de estudar”, lembra. “Estudava por necessidade, não gostava nem de olhar para os livros. Depois mudou. Agora está muito mais fácil estudar para as matérias, revisar conteúdo. Essas olimpíadas contribuíram muito para isso”. Porta de entrada para o ensino superior A Obmep consolidou-se como importante via de acesso ao ensino superior. Estudantes premiados com medalhas nacionais garantem vaga no PIC, que oferece aulas avançadas de Matemática e bolsa de R$ 300 do CNPq para alunos de escolas públicas. Além disso, o Impa A Tech reserva 80% das vagas para medalhistas em olimpíadas científicas, enquanto outras universidades públicas, como USP e Unicamp, também adotaram vagas específicas para esses estudantes. Programação A olimpíada será aplicada em duas fases: a primeira na terça-feira (3) e a segunda, em 25 de outubro. Os vencedores serão anunciados em 22 de dezembro. A competição é dividida nos níveis 1 (6º e 7º anos do ensino fundamental), 2 (8º e 9º anos do ensino fundamental) e 3 (ensino médio). Escolas como CEF Polivalente e CEF 4 de Brasília destacam-se por terem medalhas nos níveis 1 e 2, enquanto o CEM Setor Leste e o CEM 414 de Samambaia registram conquistas principalmente no nível 3. *Com informações da Secretaria de Educação

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