GDF decreta luto oficial de três dias pela morte de Oscar Schmidt
A governadora Celina Leão decretou luto oficial de três dias em razão do falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes do esporte brasileiro e referência mundial no basquete. A medida foi formalizada por meio do Decreto nº 48.500, publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal neste sábado, 18 de abril de 2026. Reconhecido por sua trajetória histórica, talento singular e dedicação ao esporte, Oscar Schmidt deixa um legado que ultrapassa as quadras e inspira gerações de brasileiros. Neste momento de profundo pesar, o Governo do Distrito Federal se solidariza com familiares, amigos e admiradores, e presta homenagem a um ícone que elevou o nome do Brasil no cenário internacional com dignidade e excelência.
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Esportistas miram futuro de vitórias com Bolsa Atleta e Compete Brasília
Superação: Jéssica Gomes estimula pessoas com deficiência a não desistir | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília A paratleta Jéssica Gomes é deficiente visual com apenas 5% de visão no olho direito e 10% no olho esquerdo. Ela superou inúmeros problemas até estar entre as melhores jogadoras de goalball do continente americano, condição alcançada no Parapan-Americano de Lima 2019 (saiba mais ao final desta reportagem). Beneficiária do Bolsa Atleta, programa conduzido pela Secretaria do Esporte e Lazer, Jéssica volta agora seu foco para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, no Japão. Ela é um dos vários casos de sucesso entre esportistas do Distrito Federal contemplados com estímulos do GDF (veja abaixo a lista dos campões). Com o fim do Pan-Americano e do Parapan-Americano de Lima 2019, o objetivo agora é alçar voos ainda mais altos. Além dos Paralímpicos de Tóquio 2020, atletas do DF também miram chances de medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio (entre 24 de julho e 9 de agosto), que antecedem a competição especial a ser iniciada em 25 de agosto. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] De olho nesse futuro vitorioso, a Secretaria do Esporte e Lazer tem incentivado cada vez mais esportistas com iniciativas como o programa Compete Brasília, que de janeiro a setembro deste ano contemplou 1.447 atletas e 386 técnicos. Entre outros estímulos, o programa oferece transporte aos competidores – aéreo e terrestre . O custo aos cofres públicos foi de R$ 3.372.212,68 nos primeiros nove meses do ano. Saiba mais cobre o Compete Brasília O incentivo não para por aí. Outro programa gerido pela Secretaria do Esporte e Lazer é o Bolsa Atleta, que oferece bolsa individual a atletas e paratletas de alto rendimento destacados em competições nacionais e internacionais, nas respectivas modalidades. Cada um dos esportistas contemplados recebe R$ 1.400, mensalmente, para se dedicar aos treinamentos. De janeiro a setembro deste ano o GDF ajudou 124 atletas e 100 paratletas, em investimento mensal que somou R$ 155,5 mil. Saiba mais sobre o Bolsa Atleta Dentre os medalhistas, nove foram beneficiados por algum dos programas da Secretaria do Esporte e Lazer. Seis disputaram o Parapan: Aloísio Alves, Danielle Torres, Jéssica Gomes, Marcelo Alves, Rômulo Júnior e Wendell Pereira. Outros três competiram no Pan-Americano de Lima: Angela Lavalle, Caio Bonfim e Kawan Figueiredo. Histórias de superação “O impossível só vira realidade se você estiver bem preparado quando a chance aparecer.” A frase é do “Mão Santa” Oscar Schmidt, o brasileiro que é considerado o maior pontuador da história do basquete. E sintetiza a realidade de Jéssica Gomes, medalhista de ouro no Parapan-Americano, e de Kawan Fiqueiredo, bronze no salto sincronizado no Pan-Americano, ambos em 2019. Os dois retornaram a Brasília, no início de setembro, com a sensação de que valeu a pena se dedicar aos seus sonhos. Aos 26 anos e moradora do Paranoá, Jéssica enfrenta uma deficiência que compromete suas atividades diariamente, mas não a impediu de ser uma das principais jogadoras de goalball do continente americano. “Quem me apresentou o esporte foi um professor do ensino médio. Desde então nunca mais o deixei. No início minha mãe não aceitava, tinha medo das minhas viagens em grupo, mas depois ela foi vendo as conquistas e o dinheiro chegando em casa. Então, hoje ela me ajuda muito”, conta a competidora. Jéssica Gomes (de amarelo) é um dos principais nomes do goalball nas américas / Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília Sem deixar o esporte de lado, a jovem conciliou seus treinos com a graduação em pedagogia – profissão que, aliás, ela não exerce justamente devido ao trabalho intensivo como atleta. “Os estudos sempre andaram lado a lado comigo, sempre fui muito comprometida com isso. É por isso que eu quero deixar um recado para as pessoas que têm a deficiência: nós não podemos desistir, nem desanimar, pois também somos importantes aqui na terra. Se a gente se excluir as pessoas vão acabar nos excluindo, até mesmo por proteção. Isso não pode acontecer”, declara a jogadora. A paratleta agora direciona todo o seu foco para 2020. “Nós já conquistamos a vaga para o mundial no ano passado, agora é só treinar para buscar a medalha. Participar de uma olimpíada é o sonho de qualquer atleta, estou muito ansiosa”, afirma. Salto O Distrito Federal também está bem representado por Kawan Figueiredo, 17 anos, morador do Gama. O jovem começou a treinar saltos ornamentais desde os 12 anos. E já trouxe a medalha de bronze para o Brasil logo na sua segunda competição entre os adultos. Com apoio do GDF, Kawan Figueiredo salta para a glória | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília “Eu vim focado desde o ano passado para este Pan-Americano, pois sabia que tinha possibilidade de medalha. Eu e minha dupla do salto ornamental, Isaac Nascimento, que mora no Rio de Janeiro, ensaiamos o máximo que conseguimos e o resultado nos deu muito orgulho”, comemora o jovem, que superou com o parceiro também o problema da distância geográfica. A atenção do atleta agora está toda voltada para a fase seletiva da Taça Brasil, em dezembro. Se obtiver um bom resultado, Kawan será classificado para a Copa do Mundo, a ser disputada em abril do próximo ano. Um bom desempenho nessa competição, ele sabe, valerá como porta de entrada para Tóquio 2020. As modalidades que trouxeram medalhas para o DF São mais de 15 motivos para comemorar. Competidores do Distrito Federal se destacaram e trouxeram medalhas em diversas modalidades no Pan-Americano e no Parapan-Americano deste ano, eventos realizados no mês de agosto em Lima (Peru). Atletas: Vôlei de praia: Ângela Lavalle, medalha de bronze Saltos ornamentais: Kawan Figueiredo, medalha de bronze Marcha atlética: Caio Bonfim, medalha de prata Paratletas: Atletismo: Daniel Mendes e Wendel Silva (atleta-guia), medalha de ouro Futebol de 7: João Victor Batista Cortes e Jefferson Delmonde, medalha de ouro Goalball: Jéssica Gomes, medalha de ouro Goalball: Leomon Moreno da Silva, medalha de ouro Natação: Wendell Belarmino Pereira, quatro ouros e duas pratas Parabadminton: Danielle Torres, medalha de bronze Parabadminton: Marcelo Alves, medalha de ouro Parabadminton: Rômulo Junior, medalha de prata Tênis de mesa: Aloísio Alves Júnior, medalha de ouro e prata
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