Oficina gratuita promove inclusão social no ensino de música para pessoas com deficiência visual
Estão abertas as inscrições para a oficina gratuita Introdução ao Ensino de Música para Pessoas com Deficiência Visual, que será realizada quarta-feira (10), das 19h às 22h, na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), localizada na SGAS 907, Conjunto A. Professores, estudantes e interessados em educação inclusiva já podem se inscrever por meio do formulário. A formação faz parte do projeto Música do Cone Sul e busca ampliar o debate sobre acessibilidade no ensino musical, com foco em práticas pedagógicas voltadas a pessoas cegas ou com baixa visão. Durante a oficina, os participantes terão contato com metodologias inclusivas, adaptação de conteúdos e uso de partituras em braile aplicadas ao processo de aprendizagem musical. A atividade é gratuita e inclui acesso ao material pedagógico desenvolvido pelo projeto. Durante a oficina, os participantes terão contato com metodologias inclusivas, adaptação de conteúdos e uso de partituras em braile aplicadas ao processo de aprendizagem musical | Foto: Andrea Menezes/Divulgação Idealizador do projeto, o músico Leo Bleggi explica que a oficina surgiu da necessidade de ampliar a formação de educadores para o trabalho com estudantes com deficiência visual. “Existe uma lacuna de materiais e de formação voltados a esse público. Muitas vezes, o ensino da música não considera essas especificidades”, afirma. “A ideia é contribuir com essa discussão a partir de uma experiência prática, que dialoga tanto com quem ensina quanto com quem aprende por outros caminhos”, completa. “Iniciativas como esta demonstram como a cultura pode atuar como ferramenta de inclusão, formação e ampliação de oportunidades. Ao apoiar projetos que desenvolvem metodologias acessíveis e promovem o acesso de pessoas com deficiência aos processos de aprendizagem e criação artística, o Fundo de Apoio à Cultura fortalece o compromisso com uma política cultural cada vez mais democrática e diversa. Por meio do Programa Conexão Cultura DF, estamos incentivando ações que geram conhecimento, ampliam o alcance da arte e contribuem para a construção de uma sociedade mais inclusiva”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Fernando Modesto. Além das oficinas, o projeto Música do Cone Sul prevê a produção de um álbum dedicado à música da região, com lançamento previsto para o segundo semestre deste ano.
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Programa do GDF promove intercâmbios culturais no Brasil e no exterior
O Programa Conexão Cultura DF é voltado à qualificação, promoção, difusão e intercâmbio da arte e cultura produzida no Distrito Federal, tanto em nível nacional quanto internacional – feito para ampliar a circulação e a fruição dos agentes, bens e serviços culturais e criativos para fortalecer a cultura local. Aberto a qualquer agente cultural que tenha Cadastro de Entes e Agentes Culturais (Ceac), válido no momento da inscrição, o projeto viabiliza a participação dos artistas em cursos, feiras e outros eventos. “Se não fosse pelo projeto, a viagem seria inviável”, comentou o chef Vinicius Rossignoli, que recebeu, em Paris, condecoração como embaixador da cultura brasileira, pelo trabalho com a valorização do resgate cultural e sabores do Cerrado | Foto: Divulgação As despesas para participar de eventos fora do Distrito Federal são custeadas pelo programa, como passagens aéreas ou terrestres, alimentação, hospedagem, taxas de inscrição (caso a participação de um evento cobre algum valor), seguros e transporte de instrumentos ou materiais de apresentações artísticas. Caso seja necessário despachar a bagagem, também é possível que esse valor seja custeado, apresentando a justificativa. [Olho texto=”“Os agentes culturais podem contar com esse incentivo para se qualificar e promover o seu trabalho. Nossa missão é trabalhar para garantir políticas públicas promovendo maior alcance cultural”” assinatura=”Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Ainda durante a viagem, novos convites podem ser feitos para participação em futuras edições. O edital é permanente e com um fluxo contínuo, ou seja, permitindo inscrições do início ao fim do ano, a depender da data em que o artista precisar do apoio financeiro. Este ano, o recurso disponibilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para a utilização do Conexão Cultura foi de R$ 3.970.404. Esse valor é distribuído entre quatro linhas de atuação: circulação nacional, internacional ou mista; participação em eventos estratégicos nacionais e internacionais; promoção de plataformas e, com os artistas do Distrito Federal, intercâmbios de residências artísticas, técnicas de injeção cultural e cursos de capacitação de duração de até seis meses. “A partir do momento que a gente possibilita o agente cultural levar o seu trabalho para outros locais, dentro e fora do país, fortalece e acredita no seu trabalho, estimulando que a cultura seja, de fato, difundida. Os agentes culturais podem contar com esse incentivo para se qualificar e promover o seu trabalho. Nossa missão é trabalhar para garantir políticas públicas, promovendo maior alcance cultural”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes. Gastronomia do Cerrado O chef Vinicius Rossignoli, por exemplo, esteve em Paris entre 18 e 21 de outubro, quando recebeu a condecoração como embaixador da cultura brasileira, pelo trabalho com a valorização do resgate cultural e sabores do Cerrado. O título foi concedido pela Divine Académie, uma instituição francesa que promove a excelência cultural. Rossignoli foi o primeiro chef brasileiro a receber essa honraria. Ele afirma que, geralmente, participar de uma premiação não é simples, além de caro – especialmente quando envolve viagens internacionais e artistas que estão iniciando. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Se não fosse pelo projeto, a viagem seria inviável. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal [Secec] tem feito um trabalho muito bacana com o incentivo e valorização dos agentes culturais do DF. Fizemos muitos contatos com embaixadas, e muitos interesses surgiram, o que nos coloca em boa posição para falar de Brasília, além da política. A cultura daqui é um universo a ser apresentado; então, compartilhar e receber conhecimento foi transformador”, declara o chef. Para ele, o Cerrado é um bioma muito estratégico, rico em culturas originais do Brasil. Seus pratos, típicos da região, trazem um projeto de resgate e valorização cultural brasileira com ingredientes como pequi, baru, buriti, jatobá e araticum. “Alguns dos ingredientes mais saborosos são daqui e passam despercebidos por nós. A principal função do chef é traduzir para as pessoas como trabalhar com os ingredientes da região e encontrar suas raízes. E o ingrediente principal é ter orgulho do que você entrega”, acentuou. O Cerrado abriga uma das mais ricas biodiversidades do mundo, sendo ameaçado pelo desmatamento e pelas queimadas. De acordo com Rossignoli, a união entre meio ambiente e gastronomia se dá por meio da redescoberta de sabores, pois quanto mais as pessoas demandam esses alimentos, mais se recuperam áreas degradadas para produzi-los. “A melhor maneira de preservar e proteger é o consumo daquilo que é nosso”, reforça.
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Teatro recebe R$ 20 milhões do GDF em quatro anos
Nesta terça-feira (19) é comemorado o Dia Nacional do Teatro, data que homenageia uma das manifestações artísticas mais antigas do mundo. Nos últimos quatro anos, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu mais de R$ 20 milhões em diversos espaços públicos que abrigam a arte. De acordo com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), a pasta é responsável pela gestão de 13 equipamentos públicos (espaços culturais) que estão aptos para receber apresentações cênicas no DF. Entre eles estão palcos tradicionais na região central como o Cine Brasília, o Complexo Cultural Renato Russo, o Eixo Cultural Iberoamericano e locais responsáveis por descentralizar a arte, como os Complexos Culturais de Planaltina e Samambaia e a Casa do Cantador, em Ceilândia. Projetos da Secretaria de Cultura levam o teatro para locais como escolas | Foto: Arquivo/Agência Brasília O subsecretário do Patrimônio Cultural da Secec, Felipe Ramon, afirma que “existe a previsão de ampliação da acessibilidade do público e da oferta de espetáculos teatrais dentro dos equipamentos da Secretaria de Cultura.” R$ 2 milhões via FAC Programas como o Fundo Nacional da Cultura (FAC) e a Lei de Incentivo à Cultura (LIC) são importantes instrumentos de fomento ao teatro na capital federal | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília O fomento à expressão artística pelo GDF vai além dos espaços públicos e também envolve o investimento em projetos teatrais por meio de R$ 2 milhões do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do DF, que leva o teatro de forma gratuita para a população, por meio de apresentações nos equipamentos públicos, nas escolas e até mesmo nas ruas. “A política para teatro, pelo FAC, é via editais públicos. Lançamos o edital com várias categorias e os artistas viram proponentes de propostas de todas as linguagens artísticas, muitas delas de teatro. Então, existem linhas que são direcionadas para o teatro e projetos livres também na área. Tudo vai depender de como o agente cultural se inscreve. Esse ano estão disponibilizados, até o momento, R$ 2 milhões para contemplar o teatro em dois módulos diferentes do FAC”, explica Cecília Carvalho, coordenadora do fundo de apoio da Secec. O FAC é o principal instrumento de fomento às atividades artísticas e culturais da Secec, que oferece apoio financeiro para projetos selecionados por editais públicos. A principal fonte de recursos do fundo consiste em 0,3% da receita corrente líquida do GDF. [Olho texto=”“Temos vários mecanismos de fomento no DF que permitem que a cultura permaneça como atividade além do entretenimento, como economia criativa que gera emprego e renda”” assinatura=”Arthur Cavalcante, ator e produtor cultural” esquerda_direita_centro=”direita”] Produtor e ator de teatro há 25 anos, Arthur Cavalcante é um apaixonado pela arte e destaca a importância do fomento para a classe artística e para a população. “O FAC é referência para o Brasil e precisa ser louvado, é um grande fomento para a cultura do DF. Temos o edital de fluxo contínuo, que permite que a cultura do DF saia para outros lugares. Além disso, temos a Lei de Incentivo à Cultura (LIC), que é muito interessante. Então, temos vários mecanismos de fomento no DF que permitem que a cultura permaneça como atividade além do entretenimento, como economia criativa que gera emprego e renda”, comemora Cavalcante. O Programa Conexão Cultura DF é voltado à promoção e difusão da arte e cultura produzida no quadradinho e também engloba o teatro. “As vagas podem abranger manutenção dos grupos, circulação externa de projetos locais para fora do DF, qualificação e formação daqueles que trabalham com o teatro e do público em geral. Também estão inclusos montagem de espetáculos, figurinos e cenografia”, diz a diretora de Implementação e Fomento de Modalidades Culturais da Secec, Suzana de Bortoli. Espaço para crescer [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Arthur Cavalcante acredita que Brasília é reconhecida nacionalmente por ser um celeiro de produção teatral e que a arte ainda tem um amplo espaço para crescer na cidade. “Temos uma cena efervescente, que cada vez mais está se consolidando com grupos e artistas. Sinto que temos a liberdade de criar e conceber formas diferentes de produção e ainda muito espaço para crescer, com um público que entende o valor da arte de Brasília”, acredita o ator e produtor. Para ampliar ainda mais as manifestações artísticas de Brasília, o GDF está reformando o Teatro Nacional Claudio Santoro (TNCS), com investimentos de R$ 60 milhões. A primeira etapa da obra consiste na construção da infraestrutura para atender às normas vigentes, com duas novas saídas de emergência e um reservatório de incêndio, e no restauro da Sala Martins Pena e da fachada marcante do teatro. Com a reforma, a capacidade da sala, inclusive, será ampliada de 407 para 497 espectadores. A reforma do Teatro Nacional Claudio Santoro receberá investimento de R$ 60 milhões | Foto: Renato Alves/Agência Brasília O Teatro Nacional foi projetado por Oscar Niemeyer em 1958 para ser o principal equipamento cultural da nova capital do Brasil. Foi chamado inicialmente de Teatro Nacional de Brasília, mas, a partir de 1989, mudou de nome em homenagem ao maestro e compositor que fundou a orquestra sinfônica do Teatro.
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Sai resultado provisório para Conexão Cultura em capitais ibero-americanas
Brasília, 19 de setembro de 2022 – A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) divulgou nesta segunda-feira (19), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o resultado provisório de admissibilidade do Edital de Chamamento Público nº 20/2020, que apoia a difusão e circulação de projetos artísticos e culturais entre Brasília e os demais membros da União das Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI), que compreende 29 cidades. Trata-se de um edital específico do Programa Conexão Cultura DF, com a destinação de recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF). Confira a lista completa com o resultado provisório. Com valor total de R$ 525 mil, o certame contou com duas linhas de apoio, sendo uma interna, que trará artistas estrangeiros ao Brasil, e outra para custear a apresentação de agentes culturais do DF nas capitais da UCCI. Na primeira categoria foram inscritos cinco projetos e 19 na segunda. Os proponentes notificados por e-mail da necessidade de adequação da solicitação deverão responder à diligência no prazo de cinco dias úteis, a contar do primeiro dia útil subsequente à data do envio. Possíveis recursos também poderão ser encaminhados à equipe técnica do Conexão Cultura DF, conforme previsto em edital, no prazo máximo de até cinco dias úteis, a contar do primeiro dia útil após a publicação no DODF. Tanto as diligências quanto os recursos deverão ser encaminhados por meio do e-mail protocolo@cultura.df.gov.br e endereçadas ao Programa Conexão Cultura DF, Referência: Edital nº 20/2022 – Brasília Capital Ibero-americana das Culturas – Conexão CIC 2022. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF
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