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Programa Saúde na Escola

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Brasília recebe seminário sobre integração entre saúde e educação nas escolas públicas

Em um momento em que a efetividade das políticas públicas está no centro do debate nacional, Brasília recebe, no próximo dia 27 de abril, um evento que propõe ir além do discurso e avançar na prática. O seminário PSE DNA do Brasil: Governança, Indicadores e Proteção Integral na Educação Pública será realizado no Museu Nacional da República e reunirá gestores, especialistas e autoridades de diferentes regiões do país para discutir caminhos concretos de integração entre saúde e educação nas escolas públicas. Com abrangência nacional, o encontro coloca em pauta um dos principais desafios da gestão pública: transformar políticas intersetoriais em ações efetivas no território. A proposta é apresentar soluções estruturadas, com base em indicadores, planejamento e monitoramento contínuo, capazes de qualificar a execução do Programa Saúde na Escola (PSE) e ampliar o impacto direto na vida de crianças e adolescentes. Organizado pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), o seminário integra as ações do PSE – DNA do Brasil, iniciativa executada em parceria com o Instituto Idecace, com foco na promoção da saúde, prevenção e desenvolvimento integral de estudantes da rede pública. Seminário reunirá gestores, especialistas e autoridades para discutir caminhos concretos de integração entre saúde e educação nas escolas públicas​ | Foto: Divulgação/Sejus-DF Para o secretário interino da Sejus-DF, Jaime Santana, o seminário representa um avanço na construção de políticas públicas mais eficazes e integradas. “Quando diferentes áreas atuam de forma articulada, conseguimos enxergar o cidadão de maneira completa e oferecer respostas mais efetivas. O PSE é um exemplo dessa integração que sai do papel e chega à vida real dos estudantes, com resultados concretos”, destaca. Para o presidente do Idecace, Wilson Cardoso, o encontro reforça um ponto central na execução das políticas públicas. “O Programa Saúde na Escola é uma obrigatoriedade legal, mas muitas vezes falta diagnóstico e acompanhamento. O seminário vem justamente para enfrentar esse desafio na prática: não basta executar, é preciso medir. Com o PSE DNA do Brasil, conseguimos realizar um diagnóstico integrado — de saúde, psicossocial, bucal e até esportivo — gerando dados reais que permitem desenvolver, de forma mais assertiva, cada criança e adolescente.” [LEIA_TAMBEM]Da teoria à prática: gestão com indicadores e segurança jurídica O seminário se destaca por trazer uma abordagem aplicada, voltada à realidade de quem está na ponta da gestão. Entre os temas centrais estão segurança jurídica, uso de indicadores como ferramenta de controle, planejamento estratégico e aplicação eficiente de recursos públicos. Especialistas reconhecidos nacionalmente conduzem os debates, como o jurista Jaques Reolon, o especialista em políticas educacionais do FNDE André Fernandes, o pesquisador Leomir Araújo e o representante do Cofen David Lopes Neto. As discussões abordam desde normativas e financiamento até a atuação integrada de profissionais da saúde no ambiente escolar. Encontro será no próximo dia 27 de abril, no Museu Nacional da República, a partir das 14h Metodologia propõe novo padrão para políticas intersetoriais Um dos principais diferenciais do evento é a apresentação da metodologia do DNA do Brasil, desenvolvida pelo Idecace, que propõe uma organização estruturada do PSE com base em dados, acompanhamento sistemático e integração entre áreas como educação, saúde, assistência social e justiça. A iniciativa reforça o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes e com a construção de políticas públicas mais eficientes, transparentes e sustentáveis. A expectativa é que o seminário contribua para fortalecer o programa em estados e municípios, ampliando o alcance e a qualidade das ações nas escolas públicas. Seminário PSE DNA do Brasil: Governança, Indicadores e Proteção Integral na Educação Pública Data: 27 de abril Local: Museu Nacional da República Programação e mais informações: Seminário PSE | Idecace Inscrições: neste link Contato: (61) 98455-0001 *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)

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Gravidez precoce: Saúde promove mais de 250 ações educativas com adolescentes em 2025

A gestação precoce pode trazer implicações significativas à vida das jovens mães e de suas famílias e ao desenvolvimento dos filhos e do sistema de saúde como um todo. Visando à conscientização dos jovens sobre o tema, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) promoveu, em 2025, 256 atividades coletivas com adolescentes.  Método contraceptivo gratuito e reversível, o implanon age no corpo durante até três anos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF As ações focaram a temática de saúde sexual e reprodutiva e alcançaram mais de 10 mil jovens. Parte importante dessas iniciativas ocorreu em parceria com a Secretaria de Educação (SEEDF), no âmbito do Programa Saúde na Escola (PSE).  [LEIA_TAMBEM]Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gestação nessa fase aumenta a chance de complicações, além de agravar problemas socioeconômicos já existentes. Embora nem todas as gestações na adolescência sejam não planejadas, dados do Ministério da Saúde apontam que 66% das ocorrências nessa faixa etária são indesejadas.  Segundo a responsável pela área técnica de Saúde da Mulher na SES-DF, Viviane Albuquerque, o número leva a crer que essas situações ocorrem, muitas vezes, por desinformação e/ou falta de apoio de redes familiares e comunitárias. “A gravidez precoce pode elevar o risco de morte da mãe e do bebê, acarretando riscos como prematuridade, anemia, aborto espontâneo, eclâmpsia e depressão pós-parto”, avalia. “No âmbito social, é uma das principais causas de abandono escolar, e isso vai repercutir negativamente na vida dessas meninas”. Acolhimento As unidades básicas de saúde (UBSs) são a porta de entrada preferencial para os serviços da SES-DF, oferecendo, de forma gratuita, os principais métodos contraceptivos: camisinhas, “pílulas do dia seguinte”, comprimidos anticoncepcionais de rotina, aplicação de injeções hormonais mensais ou trimensais e inserção do dispositivo intrauterino (DIU), assim como marcação das primeiras consultas para a realização da laqueadura tubária e da vasectomia.  “Geralmente as adolescentes vêm acompanhadas das mães, mas não é necessária a autorização dos responsáveis para serem atendidas; aqui, fazemos o teste rápido de gravidez e, confirmada a gestação, já é feita a abertura do pré-natal” Ivea Viana, enfermeira da UBS 1 da Estrutural Além disso, na rede da SES-DF está em fase inicial a colocação do implanon (implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel), método reversível que age no organismo por até três anos. No DF, são públicos-alvo meninas adolescentes de 14 a 19 anos; mulheres em situação de rua vivendo com HIV/aids; mulheres trans; indígenas; puérperas de alto risco. A enfermeira Ivea Viana, da UBS 1 da Estrutural, lembra que, para buscar atendimento em uma unidade, basta levar um documento de identidade com foto e o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). “Geralmente as adolescentes vêm acompanhadas das mães, mas não é necessária a autorização dos responsáveis para serem atendidas; aqui, fazemos o teste rápido de gravidez e, confirmada a gestação, já é feita a abertura do pré-natal”, explica.  Isso significa que as jovens têm acesso a uma rede de apoio assim que ingressam na UBS. Caso a gravidez seja o resultado de violência sexual, a unidade tem por dever legal preencher uma notificação — é o caso das relações sexuais com menores de 14 anos. “Quando a paciente chega grávida, iniciamos o acompanhamento da gestação, do estado emocional da mãe e passamos todas as orientações”, detalha a enfermeira. “Se a gestação é resultado de um abuso, seguimos os critérios do Programa de Interrupção Gestacional Prevista em Lei [PIGL], no Hospital Materno Infantil de Brasília [Hmib], independentemente de a gravidez ocorrer na adolescência ou não — mulheres vítimas de estupro têm direito a esse suporte.” De acordo com a norma federal, no Hmib, a gestante recebe atendimento multidisciplinar. Já a decisão de prosseguir ou não com a gravidez cabe à mulher ou, quando esta for legalmente incapaz, a seu representante legal.   *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Saúde planeja ações preventivas em 140 escolas

Pelo menos 140 escolas do Distrito Federal têm participação prevista no ciclo 2023-2024 do programa Saúde na Escola. Iniciada há 15 anos, a parceria entre as secretarias de Saúde (SES) e de Educação (SEE) envolve temas como saúde bucal, alimentação saudável, vacinação, prevenção a infecções sexualmente transmissíveis e combate à dengue e ao uso de álcool, tabaco e outras drogas. Em 2022, foram registradas ações com a participação de 198.602 estudantes. A meta é superar esse número. Estudantes contam com palestras de profissionais ligados à área de saúde | Foto: Divulgação/Agência Saúde A expectativa é que nos próximos meses haja a ampliação de todo o programa com a adesão de mais instituições de ensino. “Equipes de Saúde da Família, de núcleos ampliados de saúde da família [Nasfs], de saúde bucal e as escolas se aproximaram e empoderaram mais o programa nas suas agendas”, aponta a fisioterapeuta Letícia Caixeta, da SES. “Novas adesões para o ciclo 2023-2024 estão avançando e serão superadas em relação ao ciclo anterior”. Com 525 alunos de 4 a 6 anos de idade, o Centro de Ensino Infantil (CEI) da Estrutural é uma das escolas que voltam a receber o programa. “Ter uma ação dessas ajuda a fortalecer o vínculo saúde-educação-família”, opina a vice-diretora da unidade, Kátia Valéria Borges. Segundo a educadora, o contato mais próximo aproxima os pais e ajuda a conscientizar sobre a importância dos temas apresentados. “É diferente quando temos um profissional da saúde aqui dentro”, comenta. Temas prioritários [Olho texto=”“É bem importante ter esse espaço de acolhimento emocional nas escolas”” assinatura=”Doralice Gomes, psicóloga ” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A coordenadora do programa pela SES, Sumara Santana, explica que as ações são traçadas de acordo com a identificação das demandas de cada região. “Alimentação saudável e prevenção da obesidade, atividade física e verificação da situação vacinal são os temas prioritários para o ciclo 2023-2024”, diz. No último caso, o objetivo é sensibilizar a comunidade escolar sobre a importância da vacinação, verificar a situação vacinal nas cadernetas de saúde e indicar aos pais a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima. Quando necessário, serão organizados eventos de vacinação na própria escola. Outra ação de destaque para o biênio 2023-2024 é a terapia comunitária, uma das práticas integrativas em saúde oferecidas pela rede pública. Os encontros promovem diálogo entre os participantes com a coordenação de profissionais da educação capacitados pela SES. Os grupos de terapia comunitária possibilitam a troca de experiências e de sentimentos do grupo em um ambiente acolhedor e respeitoso. A cada reunião é tratado um tema diferente. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] De acordo com a psicóloga Doralice Gomes, referência técnica distrital (RTD) de terapia comunitária, a atividade permite que os estudantes entendam a realidade do outro, tenham mais empatia e se sintam seguros para expressar seus sentimentos. “É bem importante ter esse espaço de acolhimento emocional nas escolas”, aponta. Neste semestre, a prática está presente em dez escolas da rede pública no Gama e em uma em Santa Maria. *Com informações da Secretaria de Saúde 

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Programa Saúde na Escola aborda prevenção à dengue na Candangolândia

Os profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Candangolândia encenaram um peça com personagens da franquia brasileira Detetives do Prédio Azul para transmitir aos alunos da Escola Classe 2 (EC 2) da Candangolândia os conhecimentos sobre a dengue, doença que cresceu na região administrativa. Em 2021, a cidade registrou 36 casos suspeitos e, neste ano, o número subiu para 253, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde. Profissionais da UBS 1 da Candangolândia interpretam os personagens da série ‘Detetives do Prédio Azul’: o uso do lúdico para disseminar conhecimentos sobre a dengue | Fotos: Joel Rodrigues / Agência Brasília O espetáculo teatral foi apresentado na última sexta-feira (4), nos períodos matutino e vespertino, para 450 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. A peça é uma das ações do Programa Saúde na Escola, parceria das secretarias de Saúde e Educação que atende 305 escolas com promoção de temas de saúde pública. Supervisora pedagógica da EC 2 da Candangolândia, Janaina de Almeida Borba destaca a parceria com a UBS 1 e a preocupação com a dengue: “Tanto que é um tema recorrente e transversal dentro dos conteúdos de sala de aula na escola” “O posto de saúde é um parceiro da escola com relação às demandas que temos e, na Candangolândia, acontece muito problema de dengue. Tanto que é um tema recorrente e transversal dentro dos conteúdos de sala de aula na escola”, afirma a supervisora pedagógica da EC 2 da Candangolândia, Janaina de Almeida Borba. Forma lúdica Após apresentar um espetáculo com temática sobre a covid-19, neste ano o grupo da Unidade Básica de Saúde 1 (UBS 1) trouxe de volta o combate à dengue, tema obrigatório no programa. “É uma diretriz que temos que seguir. Todo semestre, temos que trabalhar um calendário com datas comemorativas e temas específicos, como a dengue com o começo das chuvas”, explica o agente de saúde da UBS 1 Manoel Moraes. Na peça, Dona Leocádia faz uma parceria com os pernilongos para deixar todos os moradores do Prédio Azul doentes, mas o plano acaba frustrado pelos detetives A proliferação do mosquito Aedes aegypti é o tema central da peça DPA em Cuidado com a dengue. A vilã da história, a síndica Dona Leocádia, fez uma parceria com os pernilongos para deixar todos os moradores do Prédio Azul doentes. Mas o plano é descoberto pelos detetives Mila, Capim e Tom, que enfrentam a ameaça. Paralelamente ao assunto principal, o espetáculo ganhou temas secundários a pedido da própria escola. “Teve uma solicitação da escola para que a gente abordasse a violência dentro da sala de aula – porque, com o retorno dos alunos depois da pandemia, surgiu a questão da agressividade -, a falta de educação e até o conceito de não aceitar balinha de desconhecidos”, acrescenta. A pequena Letícia Lopes Lemes Ferreira, 7 anos, era uma das espectadoras mais animadas da turma, interagindo o tempo todo. “Achei muito legal. Gostei da parte em que os detetives fizeram um feitiço com itens do bem”, revela. Sobre as lições da peça, ela diz: “Aprendi que não se pode deixar sujeira no chão e também água abandonada nas vasilhas”. O espetáculo teatral foi apresentado na última sexta-feira (4), nos períodos matutino e vespertino, para 450 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental Novas apresentações Depois da apresentação dupla na EC 2 da Candangolândia, a peça terá novas encenações em mais duas escolas da região administrativa. Na segunda quinzena de dezembro, a equipe da UBS estará no Centro de Educação Infantil (Ceic) e, em janeiro, o espetáculo será apresentado na Escola Classe 1 (EC 1). [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Mas o Programa Saúde na Escola não se resume apenas a espetáculos teatrais. Há diversas outras programações, como palestras e bate-papos. As peças são os formatos preferenciais para os estudantes mais jovens, enquanto os bate-papos são usados para os alunos mais velhos. É o caso do público do ensino médio. No CEM JK, o programa, este ano, atuou discutindo combate ao tabagismo. “Lá o programa se desenvolve de uma outra forma também. Eles têm uma sala na escola que recebe, uma ou duas vezes por semana, a terapeuta ocupacional e a assistente social e, às vezes, a nutricionista. Sempre que precisam, somos chamados”, explica Moraes. Já no CEF II, durante todo este ano, os alunos têm se reunido no grupo de adolescentes, que também contempla o DEF 1 da Candangolândia. A coordenação desse grupo, que tem como foco a saúde mental, é do médico residente Ítalo Landim e da terapeuta ocupacional Renata Cunha da Silva.

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