Resultados da pesquisa

Programa de Iniciação Científica (PIC)

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Mulheres atuam na vanguarda da pesquisa em saúde pediátrica no Hospital da Criança de Brasília

Em um contexto no qual a ciência brasileira ganha cada vez mais a presença qualificada de mulheres pesquisadoras, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) tem se destacado, entre outras características, pelo elevado protagonismo das mulheres nos resultados alcançados nos mais de 14 anos da instituição. A conquista é lembrada no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado nesta quarta-feira (11),  Hospital da Criança de Brasília tem quase 80% dos cargos de pesquisa científica ou clínica preenchidos por mulheres | Foto: Divulgação/HCB O HCB oferece a médicas, biomédicas, biólogas, enfermeiras e estudantes infraestrutura e apoio necessários para transformar perguntas em respostas para a saúde pública pediátrica, reforçando seu compromisso com o interesse público e a equidade social.  O Brasil, de maneira geral, tem se situado de maneira pragmática no compromisso pela diversidade de gênero na pesquisa. De acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (2025), as mulheres já são maioria nas bolsas de mestrado e doutorado no país. No entanto, o desafio permanece na ascensão aos cargos de liderança e nas bolsas de produtividade – onde ocupam aproximadamente 35,5% dos cargos.   No HCB, o Programa de Iniciação Científica (PIC), criado em 2015, já contemplou até hoje 51 funcionárias em um universo de 70 profissionais. Conforme dados da Gerência de Pesquisa do hospital, 76% dos profissionais atuantes em pesquisa científica e/ou clínica na unidade são mulheres. Estas profissionais lideraram, também, as publicações de artigos em periódicos em 2025, concentrando 21 dos 28 trabalhos.   A voz da liderança  A médica Isis Magalhães é oncologista pediátrica, doutora em ciências da saúde pela Universidade de Brasília (UnB) e uma das fundadoras do HCB. Atualmente como diretora técnica e diretora interina de Ensino e Pesquisa do hospital, ela defende que as pesquisas realizadas na instituição são indissociáveis do cuidado assistencial prestado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “Nós temos pesquisas em qualidade de vida e outros elementos que também são importantes para o desenvolvimento do prognóstico positivo dessas crianças” Cristiane Salviano, gerente de Pesquisa do Hospital da Criança de Brasília Isis rememora a história dos primeiros centros de tratamento oncológicos infantis, na década de 1940 e 1950, nos Estados Unidos, e como abranger os resultados dos primeiros testes com drogas antimetabólicas no tratamento de alguns tipos de câncer infantil foi essencial para criar novas possibilidades de controle da doença. “Foi nesse escopo que nasceu o Hospital da Criança de Brasília: a oncologia que toma o protagonismo de que, dentro da rede pública do Distrito Federal, deveríamos lutar para ter uma unidade específica de tratamento de doenças como o câncer, doenças complexas, doenças, vamos dizer, catastróficas”, explica a médica. A engrenagem da inovação e do aprimoramento técnico em saúde pediátrica especializada no HCB, na atualidade, mobiliza uma estrutura, de serviço, de tecnologias e de pessoas que oportuniza o reconhecimento e o desenvolvimento de aptidões. Enfermeira e doutora em enfermagem pela Universidade de Brasília (UnB), Cristiane Salviano já atuou na assistência direta à saúde das crianças. Hoje, está à frente da Gerência de Pesquisa do hospital. Segundo ela, a atuação do HCB na busca de colaboração e convênios com outras instituições de pesquisa e agências visa a intensificar o intercâmbio de pesquisas no nível de mestrado e doutorado, pensando no constante aprimoramento do cuidado e tratamento ofertados à população pediátrica. [LEIA_TAMBEM]“Esse tipo de oportunidade permite não só formar novas pessoas que veem a pediatria de forma diferente — não somente técnica, no sentido procedimental —, mas, também, no sentido científico de buscar inovar, de compreender novas técnicas, novos tratamentos. E eu não estou falando somente de tratamento ‘duro’, medicamentoso, mas, também, do tratamento leve, em que a gente fala de tecnologias leves em saúde. Nós temos pesquisas em qualidade de vida e outros elementos que também são importantes para o desenvolvimento do prognóstico positivo dessas crianças.” A diretora Isis Magalhães lembra que é preciso conscientizar os profissionais em torno desse propósito: “A ciência é fascinante, o conhecimento é fascinante. E quando você enxerga aquele pesquisador que está na bancada, quando ele enxerga aquela amostra, aquele material biológico não é só um material biológico. Ali tem uma criança. Tem uma família. Tem uma expectativa de cura, de que chegou ao lugar onde as pessoas estudam aquela doença. Isso muda tudo.”   *Com informações do HCB

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Estudantes da Escs participam do 21° Congresso de Iniciação Científica do DF

Aberto segunda-feira (4) e com atividades programadas até esta quarta (6) no Centro Comunitário Athos Bulcão, na Universidade de Brasília (UnB), o 21º Congresso de Iniciação Científica do Distrito Federal conta com a participação de 198 estudantes dos cursos de enfermagem e medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs). No âmbito da escola, foram inscritos 110 trabalhos, sob supervisão de 78 orientadores. Durante o encontro, alunos puderam trocar experiências com colegas de outros cursos, aprimorando a interação | Foto: Divulgação/Fepecs “Temos uma intensa troca de conhecimentos, já que os estudantes vão ser avaliados e podem receber sugestões para aprimorar o trabalho” Cláudia Vicari Bolognani, coordenadora do Programa de Iniciação Científica da Escs Na terça-feira (5), os alunos da Escs expuseram trabalhos dentro do eixo Saúde e Vida. Em formato de pôsteres, os temas foram explicados aos docentes da instituição, que participaram da atividade como avaliadores, fazendo análise de adequação e dando dicas e sugestões. A premiação dos melhores trabalhos está marcada para 19 de novembro. “Temos uma intensa troca de conhecimentos, já que os estudantes vão ser avaliados e podem receber sugestões para aprimorar o trabalho”, afirma a coordenadora do Programa de Iniciação Científica (PIC) da Escs, Cláudia Vicari Bolognani.  “Além disso, eles podem ter acesso aos trabalhos dos colegas de outros cursos, em uma oportunidade de troca interdisciplinar e entre instituições; e, de repente, pode surgir a formação de interesses em comum e até de grupos de pesquisa.” Bolsas Atualmente, a Escs conta com 101 bolsas de iniciação científica fomentadas pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciência da Saúde (Fepecs). Desse total, são dez bolsas de iniciação científica para ações afirmativas – com 10% de vagas destinadas a alunos que entraram nos cursos pelo sistema de cotas -, 24 bolsas do Programa Institucional de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas (Pibic/CNPq) e seis bolsas Pibic-Af/CNPq para ações afirmativas, totalizando 131 bolsas. A escola conta, ainda, com 67 discentes que atuam como voluntários nos projetos de pesquisa científica. “Aqui na Escs temos alunos que, além da bolsa do PIC, também recebem a bolsa permanência, então esse recurso da bolsa ajuda também a diminuir a evasão, já que representa um auxílio e um incentivo a mais para que eles permaneçam estudando”, pontua a coordenadora do PIC. *Com informações da Fepecs

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