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Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília (RFCC)

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Curso leva afeto, autoestima e novas oportunidades a pacientes com câncer

Mais do que aprender uma profissão, 18 mulheres em tratamento contra o câncer encontraram acolhimento, fortaleceram a autoestima, fizeram novas amizades e descobriram que ainda podem sonhar. Nesta quinta-feira (2), elas receberam os certificados de conclusão de um curso de artesanato, educação financeira e cabeleireiro promovido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer para pacientes atendidas pelo Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Ao longo do primeiro semestre, as participantes se reuniram quinzenalmente na Casa Rosa, sede da instituição. Entre linhas, pincéis, escovas e rodas de conversa, construíram uma rede de apoio que transformou o curso em muito mais do que uma capacitação: um espaço de acolhimento, fortalecimento emocional e novas perspectivas de geração de renda. Ao longo do primeiro semestre, as participantes se reuniram quinzenalmente na Casa Rosa, sede da instituição | Fotos: Divulgação/IgesDF Para a gestora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, esse é justamente o propósito do projeto. "Quando se está em tratamento de câncer, é comum surgir o sentimento de tristeza, isolamento e até depressão. A proposta desse curso é dar asas às pacientes, para que elas desenvolvam novas habilidades, descubram seu potencial e encontrem apoio emocional umas nas outras", explica. Cada encontro começava com uma conversa conduzida por uma psicóloga, em um formato semelhante ao de uma terapia em grupo. Para a paciente Keila Mesquita, essa experiência foi transformadora. "Eu tinha vergonha de conversar com as pessoas e até de sair de casa. Hoje me sinto segura para ir a qualquer lugar", comemora. Paciente oncológica há nove anos, Iraci Francisca dos Santos resume em uma única frase o significado que o projeto teve em sua vida. "Eu não tive infância, mas foi na Rede Feminina que construí minha primeira boneca. Muito obrigada por caminharem ao meu lado. Se não fosse a Rede, eu não estaria aqui hoje", afirma. Além de fortalecer a autoestima, a iniciativa também abriu novas possibilidades. Iraci conta que conseguiu vender algumas peças produzidas durante as oficinas e, com o dinheiro arrecadado, realizou um sonho antigo: comprar a porta da cozinha de sua casa. "Quando se está em tratamento de câncer, é comum surgir o sentimento de tristeza, isolamento e até depressão. A proposta desse curso é dar asas às pacientes, para que elas desenvolvam novas habilidades, descubram seu potencial e encontrem apoio emocional umas nas outras" Larissa Bezerra, gestora da Rede Feminina Depois desse momento de acolhimento, as participantes seguiram para as oficinas práticas. Nas aulas de artesanato, confeccionavam acessórios; já nas oficinas de cabeleireiro, aprendiam técnicas de corte, hidratação e escova. Todo o material era fornecido gratuitamente e podia ser levado para casa. A professora de artesanato Roseni dos Santos Ferreira agradeceu o empenho das alunas durante os meses de atividades. "Fazer uma capacitação envolve mexer com as habilidades e o sonho de cada uma de nós. A gente pode sempre, e nós mulheres juntas podemos muito mais", afirma. O projeto foi viabilizado por meio de uma emenda parlamentar destinada pela senadora Leila Barros, que participou da cerimônia de encerramento para prestigiar as alunas. Diante dos resultados positivos, uma nova turma, com 20 vagas, será aberta no segundo semestre deste ano. Histórias que ficam para sempre Durante a cerimônia, as participantes apresentaram parte dos trabalhos produzidos ao longo das aulas e compartilharam relatos emocionantes sobre a experiência. A paciente Marialva Helena Ferreira contou que faria o curso novamente, se tivesse oportunidade. "Esse foi um curso de amor. Recebi tanto carinho que nem consigo explicar. Foi um amor que transbordou e chegou até nós. Tenho certeza de que muitas outras pessoas ainda serão abraçadas por essa iniciativa", emociona-se. Apesar da celebração pelas conquistas, o encerramento também foi marcado pela saudade. Coordenadora de artesanato e voluntária da Rede Feminina por duas décadas, Mariângela Moreira faleceu no início de junho e foi homenageada durante a cerimônia. Com a voz embargada e lágrimas nos olhos, voluntárias e pacientes compartilharam lembranças da colega. "Ela era uma pessoa maravilhosa, uma infinidade de bênçãos", resume a professora Roseni dos Santos Ferreira. Larissa Bezerra destacou o papel fundamental de Mariângela na instituição. "Ela era uma das bases da Rede, uma verdadeira fortaleza. Sempre perguntava se tínhamos comido, se estávamos bem. Cuidava de todos." Segundo Larissa, Mariângela será lembrada não apenas pela dedicação ao trabalho voluntário, mas também pela alegria que espalhava. "Ela despertava o amor nas pessoas e se dedicava intensamente a tudo o que fazia. Era alegre, divertida, brincalhona e estava sempre sorrindo. Tinha o dom de transformar qualquer ambiente." "Esse foi um curso de amor. Recebi tanto carinho que nem consigo explicar. Foi um amor que transbordou e chegou até nós. Tenho certeza de que muitas outras pessoas ainda serão abraçadas por essa iniciativa", destacou a paciente Marialva Helena Ferreira Como forma de preservar seu legado, a sala de artesanato da Rede Feminina passará a se chamar Sala Mariângela. A homenagem eterniza a história de uma voluntária que dedicou anos a acolher, ensinar e inspirar outras mulheres e simboliza o que marcou toda a cerimônia. Mais do que certificados, as participantes levaram para casa novas habilidades, amizades e a certeza de que ninguém precisa enfrentar o tratamento sozinha.   *Com informações do IgesDF

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Mobilização arrecada doações para mulheres em tratamento oncológico

A mobilização de colaboradores em torno de uma causa sensível e necessária resultou na entrega de doações nesta sexta-feira (10), no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), reforçando o compromisso do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) com o cuidado que ultrapassa os limites da assistência. A ação integra a campanha solidária Mulheres que Ajudam Mulheres, realizada ao longo do mês de março em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Conduzida pelo Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna (NUCDC), vinculado à Gerência de Desenvolvimento Humano (Gedeh), a iniciativa teve como foco estimular a empatia, o cuidado coletivo e a responsabilidade social. O resultado foi uma adesão significativa de colaboradores das unidades PO700, DIEP, SIA e Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que contribuíram com produtos de higiene pessoal, como creme dental, escova de dentes, sabonetes, shampoo, condicionador, hidratante labial e toalhas, além de itens destinados ao bazar solidário da entidade. Colaboradores contribuíram com produtos de higiene pessoal, como creme dental, escova de dentes, sabonetes, shampoo, condicionador, hidratante labial e toalhas, além de itens destinados ao bazar solidário da entidade | Foto: Divulgação/IgesDF A entrega das doações ocorreu na tenda rosa da Rede Feminina de Combate ao Câncer, instalada no jardim do hospital. A ação foi conduzida pela analista do NUCDC e idealizadora do projeto, a psicóloga do IgesDF, Dúlcila Galvão, e recebida pelo representante da instituição, Tiago Ângelo. Mais do que a arrecadação de itens, a campanha evidenciou o papel do cuidado ampliado na construção de uma assistência mais humana e conectada com as necessidades da população. “Iniciativas como essa traduzem, na prática, valores fundamentais do Instituto, como a excelência no cuidado ao paciente e o respeito à dignidade da pessoa humana. Quando ampliamos esse cuidado para além da assistência direta e alcançamos a comunidade, fortalecemos uma cultura organizacional mais empática, humana e socialmente responsável”, destaca Dúlcila. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, ações como essa também refletem o compromisso institucional com uma atuação que ultrapassa os limites das unidades de saúde. “Quando iniciativas como essa mobilizam nossos colaboradores, mostramos que o cuidado no IgesDF vai além da assistência e se traduz em compromisso com a sociedade. Esse é o tipo de cultura que queremos fortalecer todos os dias”, ressalta.   *Com informações do IgesDF

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Rede Feminina inicia programação do Dia da Mulher com bazar no Hospital de Base

Quem passou pelo estacionamento do ambulatório do Hospital de Base (HBDF) nesta segunda-feira (9) encontrou um movimento diferente do habitual. Araras cheias de roupas, mesas com brinquedos, utensílios domésticos e dezenas de pessoas garimpando oportunidades marcaram o início do bazar promovido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer. A ação ocorre no hospital, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), e segue até terça-feira (10), com mais de mil itens à venda a preços acessíveis, alguns a partir de R$ 2. Toda a renda arrecadada será destinada às atividades da Rede Feminina, que presta apoio a pacientes em tratamento oncológico. De acordo com a coordenadora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, a iniciativa vai além da arrecadação de recursos e também busca ampliar o acesso da população a produtos em bom estado por valores simbólicos. "Nosso propósito é ser uma ponte entre quem quer doar e quem precisa receber, então acaba virando um palco de oportunidades. As pessoas sempre saem daqui felizes", explica. A ação segue até terça-feira (10), com mais de mil itens à venda a preços acessíveis, alguns a partir de R$ 2 | Fotos: Divulgação/IgesDF Entre os itens disponíveis estão roupas, sapatos, brinquedos, acessórios e utensílios domésticos em excelente estado de conservação. Os valores começam em R$ 2 e os pagamentos podem ser feitos por cartão de crédito, débito, Pix ou dinheiro, com possibilidade de parcelamento em até seis vezes sem juros. Ao final da ação, os itens que não forem comercializados serão destinados a outras instituições. Acompanhando um familiar internado há dois meses, Danielle Lira decidiu aproveitar a oportunidade para fazer algumas compras. "As coisas estão muito boas, e o preço realmente vale a pena. O bazar é uma excelente ideia para dar nova vida a objetos que estavam parados, além de contribuir com a renda da Rede Feminina", comenta. Ela conta que teve pouco tempo para olhar todos os produtos disponíveis, mas diz que, se pudesse, "ficaria até o final, garimpando tudo". Antônia Ageni Oliveira de Sousa, paciente do HBDF, também se surpreendeu ao encontrar o bazar ao chegar para realizar uma sessão de radioterapia. "Os preços estão ótimos, e eu adoro comprar em bazar", afirma. “Vou voltar amanhã para olhar com mais calma.” Colaboradores do hospital também aproveitam a iniciativa. Voluntária da Rede Feminina há mais de quatro anos, Lúcia Helena de Jesus destaca que a ação beneficia diferentes públicos. "O bazar ajuda quem vem comprar pelos preços mais baixos e também contribui com os recursos da Rede Feminina", reforça. Uma novidade desta edição são itens provenientes do setor de achados e perdidos do Aeroporto Internacional de Brasília Uma novidade desta edição são itens provenientes do setor de achados e perdidos do Aeroporto Internacional de Brasília, que foram doados à instituição. Entre os produtos estão garrafas térmicas e travesseiros de pescoço. "O aeroporto identifica instituições de trabalho voluntário e faz doações desses itens, e nós fomos contemplados. A venda deles também vai para a Rede Feminina", explica Larissa. Programação especial As ações em homenagem ao Dia Internacional da Mulher começaram no domingo (8), quando voluntárias realizaram atividades de acolhimento com pacientes atendidas no hospital. A programação segue ao longo da semana. Na quarta e quinta-feira (11 e 12), a Rede Feminina promoverá ações dentro do Hospital de Base voltadas a pacientes, acompanhantes e colaboradoras, com distribuição de lembranças e momentos de acolhimento. O encerramento ocorrerá na sexta-feira (13), na Casa de Apoio da Rede Feminina, localizada no Núcleo Bandeirante. No local, 20 pacientes em tratamento oncológico receberão kits de maquiagem e participarão de uma breve oficina de automaquiagem. O espaço oferece hospedagem solidária para pacientes de outros estados que realizam tratamento no Distrito Federal e não têm onde ficar durante o atendimento. Para Larissa, as atividades são uma forma de celebrar a data promovendo acolhimento e esperança. "Vem para a gente lembrar do motivo de estarmos aqui, que é essa tentativa constante de enxugar lágrimas e provocar sorrisos", relata.   *Com informações do IgesDF

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Corrida da Esperança colore a Esplanada em apoio a pacientes com câncer

Brasília foi tomada por uma onda cor-de-rosa de emoção e solidariedade na tarde deste sábado (18). A 1ª Corrida da Rede Feminina de Combate ao Câncer transformou a Esplanada dos Ministérios em um grande encontro de fé, superação e amor ao próximo. Centenas de pessoas participaram da prova movidas por um mesmo propósito: apoiar quem enfrenta a doença com coragem e esperança. “Cada passo dado foi um gesto de amor e solidariedade. Ver tantas pessoas unidas por essa causa é emocionante. Hoje, não corremos por nós mesmos, corremos por cada paciente que precisa de acolhimento, força e esperança”, destacou Larissa Bezerra, presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília (RFCC). A 1ª Corrida da Rede Feminina de Combate ao Câncer reuniu centenas de pessoas na Esplanada dos Ministérios neste sábado (18) | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Emoção Entre os participantes estava Iraci Santos, paciente em tratamento há nove anos, que cruzou a linha de chegada com um sorriso no rosto e o coração cheio de gratidão. “Estou muito feliz. Vim representando todos os pacientes oncológicos. Foi emocionante correr com as minhas amigas. Sempre fui muito bem acolhida no Hospital de Base. Só tenho a agradecer por esse momento e a todos os voluntários da Rede e do IgesDF”, contou. O voluntário Thaylo Regis, que ajudou na organização, também comemorou o sucesso do evento. “Esse era um sonho antigo que hoje se tornou realidade. Foi o resultado do esforço de todos — voluntários, parceiros e patrocinadores”, afirmou. Famílias, pacientes e colaboradores se uniram em um mesmo propósito. Muitos vestiram rosa, outros usaram camisetas com frases de apoio e amor. Após o percurso, o público aproveitou uma programação especial com ações de saúde, espaço de convivência e apresentações musicais. Iraci Santos, paciente em tratamento há nove anos: "Estou muito feliz. Vim representando todos os pacientes oncológicos. Foi emocionante correr com as minhas amigas" Do esporte à esperança Com percursos de 5 km e 10 km, além de 2,5 km de caminhada, toda a renda das inscrições foi revertida para os projetos da Rede Feminina, que apoia pacientes oncológicos com doação de kits de higiene, lenços, perucas, lanches, cestas básicas e oficinas de autoestima. “A primeira corrida da Rede foi feita com muito amor e dedicação. Nasceu da base construída pela minha mãe, Verinha, e pela dona Tereza, que também já foi presidente da Rede. Escolhemos o mês de outubro, quando se reforça a prevenção do câncer de mama, para unir esporte, solidariedade e conscientização. Nossa maior vontade com essa corrida é despertar o ato voluntário e o desejo de ajudar o próximo”, completou Larissa Bezerra. Após a corrida, o público aproveitou uma programação especial com ações de saúde, espaço de convivência e apresentações musicais Um legado que inspira gerações A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília nasceu do sonho e da sensibilidade de Verinha Bezerra, mulher que transformou a dor em empatia e construiu um dos projetos de voluntariado mais respeitados do Distrito Federal. Diagnosticada com câncer, ela encontrou na solidariedade uma forma de enfrentar a doença — e decidiu que ninguém deveria trilhar esse caminho sozinho. Há mais de duas décadas, a Rede começou com poucas voluntárias visitando pacientes nos hospitais, oferecendo lenços, palavras de conforto e, principalmente, esperança. Com o tempo, o grupo cresceu e passou a firmar parcerias com o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), instituições públicas e empresas privadas. [LEIA_TAMBEM]Verinha faleceu em setembro de 2024, mas o legado que deixou segue vivo em cada gesto das voluntárias. “Minha mãe nos ensinou que o cuidado não se limita ao tratamento médico, ele também mora na escuta, no abraço e na fé. A Rede existe para perpetuar esse olhar humano e acolhedor”, afirmou Larissa Bezerra, atual presidente da RFCC. O sucesso da primeira edição já inspira novos planos. A Rede Feminina pretende incluir a corrida no calendário anual de eventos solidários, ampliando o alcance das ações de voluntariado — um passo a mais na caminhada que une esporte, solidariedade e esperança. *Com informações da Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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