Apresentado relatório de impacto de vizinhança do Reserva do Lago
Durante audiência pública noite desta terça-feira (3), o Instituto Brasília Ambiental apresentou o Relatório de Impacto de Vizinhança (Rivi) do parcelamento de solo urbano do empreendimento Reserva do Lago, de Planaltina. O evento ocorreu na sede da Associação Comercial e Industrial de Planaltina-DF (Ascip-DF), com transmissão simultânea pelo canal do YouTube do instituto. “Esses encontros permitem que a população conheça detalhadamente os projetos em fase de licenciamento ambiental, acessem documentos técnicos e, principalmente, se manifestem, contribuam com o processo do licenciamento; são momentos de diálogo e escuta da comunidade”, reforçou o presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes Moradores que não puderam participar da audiência podem recuperar o material no YouTube | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental “A dispensa do estudo de fauna não exime da obrigatoriedade de seguir as diretrizes do Protocolo de Fauna para Supressão de Vegetação Nativa” Marcelo Pinelli, responsável técnico pelo relatório apresentado Apresentado por Marcelo Pedrosa Pinelli, responsável técnico pelo relatório, o Rivi situa o parcelamento na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio São Bartolomeu, em zonas de ocupações especiais de interesse ambiental (Zoeias) e de qualificação (Zoeqs). O diagnóstico ambiental da área, que soma 25,9 hectares, foi apresentado nos seus aspectos de geologia, tipos de solo, relevo, suscetibilidade à erosão, recursos hídricos, área de preservação permanente, flora e fauna. No que se refere à geologia, não foram identificados afloramentos de rocha na área. Sobre o solo, foram identificados latossolos vermelho e vermelho-amarelo. Já o relevo da área foi classificado como suave/ondulado e ondulado. A área varia entre pouco a não suscetível à erosão. A flora da área é composta de cerradão, mata de galeria inundável e região brejosa. Sobre a fauna, Pinelli deixou claro que á área é dispensada de elaboração de estudo por não ter sido identificada espécie ameaçada de extinção. “A dispensa do estudo de fauna não exime da obrigatoriedade de seguir as diretrizes do Protocolo de Fauna para Supressão de Vegetação Nativa”, lembrou o consultor. Impactos ambientais [LEIA_TAMBEM]Sobre os impactos ambientais que o parcelamento do solo pode causar, o técnico responsável salientou a alteração da qualidade do ar, elevação dos níveis de ruído, produção de resíduos sólidos e efluentes, ocorrência de erosão e assoreamento. Para a mitigação desses impactos, o Rivi sugere restrição do trânsito de veículos e máquinas pesadas nas vias externas, uso de aspersores e caminhões-pipa em vias, operação de equipamentos dentro das especificações técnicas, monitoramento sistemático dos níveis de ruído na área durante as fases mais ruidosas, operação de equipamentos dentro das especificações técnicas e preservação da saúde ocupacional dos trabalhadores das obras. São sugeridos ainda a promoção de medidas necessárias e possíveis para minimizar a geração de resíduos pelo empreendimento, em especial os resíduos que não possuem reciclagem ou reuso; e também a coleta, segregação, acondicionamento, transporte e disposição final adequados dos resíduos sólidos, bem como monitoramento nas etapas de terraplanagem; Implantação de dispositivos de retenção no sistema de drenagem pluvial. Quem não conseguiu participar presencialmente ou da transmissão ao vivo da audiência pública ainda pode ter acesso ao seu conteúdo. Basta acessar o canal do Brasília Ambiental no YouTube. *Com informações do Brasília Ambiental
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Recuperação de travessia de águas pluviais beneficia moradores do Núcleo Rural Cavas, em São Sebastião
Após as fortes chuvas dos últimos dias, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) foi acionada para resolver um problema na travessia de águas pluviais ao lado do Rio São Bartolomeu, no Núcleo Rural Cavas, em São Sebastião. O objetivo foi garantir a segurança e a trafegabilidade dos usuários da via, para evitar futuros problemas relacionados a alagamentos e para assegurar a integridade da infraestrutura local. Além da reinstalação de oito galerias, foram acrescentadas quatro dessas estruturas, para alargar e tornar mais segura a via | Foto: Divulgação/Novacap O trânsito ficou parcialmente liberado, para permitir uma mínima passagem para pequenos veículos. Nesta semana, a circulação de veículos foi totalmente liberada, embora a obra continue com a concretagem nos encabeçamentos da galeria. “De imediato foi o retorno do trânsito no local, visto que, após o incidente, a Novacap normalizou o fluxo, mesmo com a obra realizada em dias de chuva, tornando a pista que antes tinha quatro metros agora com oito metros de largura,” afirmou o técnico responsável pela obra, Paulo Giovani. Segurança As oito galerias de 2 metros de altura foram reinstaladas, e mais quatro galerias foram acrescentadas, para alargar a via e torná-la mais segura. Os materiais utilizados na obra incluem 12 aduelas (peças arqueadas utilizadas na construção de estruturas curvas, como arcos e abóbadas, ou para travessias de pequenos córregos) retangulares de 2.000 mm, 64 caminhões de material adensável de granulometria grossa, 30 barras de ferro de 5.0,5 m³ de areia, 3 m³ de brita e 50 sacos de cimento. De acordo com o técnico, a obra inclui diversas medidas preventivas para futuras chuvas, seguindo as normas de construção vigentes. “A tubulação foi substituída de 1.000 mm para 2.000 mm, para aumentar a capacidade da galeria e evitando novos transbordamentos”, afirma. Também foram instalados encabeçamentos em concreto armado, além de placas indicando a velocidade no local e defensas metálicas, que garantem a segurança dos usuários. “Estamos comprometidos em melhorar não apenas a estrutura do local, mas a segurança para todos os moradores”, afirma Fernando Leite, presidente da Novacap. *Com informações da Novacap
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