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Saúde Mental

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Diretoria de Saúde Mental amplia ações preventivas na rede pública de ensino

A Secretaria de Educação (SEEDF) inicia o ano letivo fortalecendo um eixo estratégico voltado à saúde, ao bem-estar e à proteção integral dos estudantes. À frente desse movimento, a Diretoria de Atenção à Saúde do Estudante (Diase), em articulação com a Assessoria Especial de Cultura de Paz (AECP), estruturou um conjunto de projetos que chegam às escolas com foco na promoção da saúde mental, na prevenção de violências e no desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Na última semana, equipes das duas áreas reuniram-se para apresentar seus eixos de atuação e alinhar iniciativas que serão desenvolvidas ao longo de 2026 nas unidades da rede pública. O objetivo é antecipar riscos, fortalecer vínculos e contribuir para ambientes escolares mais seguros, acolhedores e saudáveis. A Secretaria de Educação está se preparando para iniciar o ano letivo com uma rede mais preparada para acolher, orientar e proteger seus estudantes | Foto: Divulgação/SEEDF Entre as novidades, está o projeto ECA em Movimento, que passa a integrar, pela primeira vez, o portfólio de ações da rede pública do DF. A iniciativa trabalha a educação em direitos e reforça o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como instrumento de cidadania no cotidiano escolar. Além dessa ação, a Diase desenvolve projetos como “Acolhendo: diálogos em saúde mental”, voltado à promoção do cuidado emocional; “Falando disso: caminhos para a prevenção da violência de gênero”, que estimula relações saudáveis; e “Falando disso com crianças”, com foco na prevenção da violência sexual contra crianças. As iniciativas integram o Programa de Saúde Mental dos Estudantes (PSME), que reúne diretrizes e atividades para prevenir agravos, reduzir estigmas e fortalecer competências socioemocionais. Impacto na Rede Os dados dimensionam o alcance desse trabalho. Em 2025, o PSME registrou mais de 15 mil estudantes atendidos, além de familiares e profissionais da educação, com oficinas, palestras e outras atividades realizadas em 11 regionais de ensino. Já a Gerência de Projetos de Saúde do Estudante contabiliza oito projetos em desenvolvimento e cerca de seis mil estudantes alcançados. "Nosso foco é apoiar as equipes escolares e fortalecer práticas que promovam o diálogo, o respeito e a prevenção da violência desde cedo" Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria de Cultura de Paz Para a chefe da Assessoria de Cultura de Paz, Ana Beatriz Goldstein, a integração entre as áreas amplia o impacto das iniciativas. “Quando unimos esforços, conseguimos chegar às escolas de forma mais organizada e potente. Cultura de paz, saúde mental e proteção integral caminham juntas. Nosso foco é apoiar as equipes escolares e fortalecer práticas que promovam o diálogo, o respeito e a prevenção da violência desde cedo”, afirma. A psicóloga Larisse Cavalcante, diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante, reforça que o eixo central do trabalho é preventivo e depende do engajamento das unidades escolares. “Já estamos liberando as inscrições para os projetos que serão desenvolvidos ao longo de todo o ano. É fundamental que diretores e gestores verifiquem os processos enviados no SEI [Sistema Eletrônico de Informações] e priorizem essa participação, justamente para minimizar situações mais graves. A ideia é organizar um calendário contínuo de ações com foco na prevenção”, explica. Além das atividades regulares, a Diase também atua em situações de crise, como posvenção ao suicídio e manejo de demais agravos, quando necessário. Com esse conjunto de iniciativas, a Secretaria de Educação tem como objetivo iniciar o ano letivo com uma rede mais preparada para acolher, orientar e proteger seus estudantes, fortalecendo o cuidado integral e a permanência dos alunos na escola. *Com informações da Secretaria de Educação  

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GDF investe R$ 3,5 milhões em novo Caps 24h do Gama destinado a pacientes com transtornos graves

O Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha na construção do novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Gama, que atenderá casos de transtornos mentais graves e persistentes. Com investimento de R$ 3,5 milhões, a unidade está em fase final de obras, no Setor Norte da região. Com infraestrutura principal já pronta, unidade terá 740 metros quadrados de área edificada | Fotos: Arquivo/Agência Brasília A infraestrutura principal já está instalada, incluindo redes de água, gás, energia e telecomunicações. Do tipo III, modelo mais completo, esse Caps funcionará 24 horas por dia. A unidade oferece assistência contínua, inclusive aos finais de semana e feriados, para adultos a partir dos 18 anos. O atendimento contará com leitos de acolhimento breve para estabilização clínica. “Ampliar a rede com novas unidades é honrar o compromisso de dar mais acesso a essa política pública tão importante” Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental Construído em um terreno de 3,5 mil metros quadrados, o projeto prevê 740 metros quadrados de área edificada, com ambientação voltada à convivência e ao cuidado diário. O equipamento terá espaços de atendimento individual, salas coletivas, refeitório, farmácia, áreas externas de convivência e acessibilidade integral. De acordo com a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a nova unidade demonstra o compromisso do governo com a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). “É o fortalecimento dessa política pública tão importante para todos nós”, afirma. “As demandas de saúde mental representam hoje um dos agravos à saúde que mais preocupam a população, então ampliar a rede com novas unidades é honrar o compromisso de dar mais acesso a essa política pública tão importante”. Demanda histórica e reforço na rede Ruber Gomes, diretor do Hospital Regional do Gama, comemora: “Por muitos anos, as famílias precisaram se deslocar até o Riacho Fundo em busca desse atendimento; agora, com esse Caps tipo III, a população será acolhida na própria região” A diretora regional de Atenção Secundária da Região Sul, Ângela Alves, explica que a implantação do Caps no Gama vem para somar à Rede de Atenção Psicossocial da região. “A equipe será multidisciplinar, formada por psiquiatras, psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, entre outros profissionais”, enumera. O diretor do Hospital Regional do Gama (HRG), Ruber Paulo de Oliveira Gomes, lembra que o serviço atende uma demanda antiga. “Por muitos anos, as famílias precisaram se deslocar até o Riacho Fundo em busca desse atendimento; agora, com esse Caps tipo III, a população será acolhida na própria região”, observa. Estrutura pensada para acolher Loiane Cabral, diretora administrativa da Região Sul de Saúde: “A proximidade com a casa do usuário facilita o cuidado contínuo e reduz custos para as famílias” A diretora administrativa da Região Sul de Saúde, Loiane Cabral, destaca o caráter humanizado das instalações: “É uma edificação acolhedora, com jardins e referência residencial. Isso favorece o vínculo do paciente com o tratamento e com a equipe. A proximidade com a casa do usuário facilita o cuidado contínuo e reduz custos para as famílias. Muitos pacientes deixam de seguir o tratamento por não terem como pagar duas ou três passagens até o Riacho Fundo. Com o Caps aqui, isso muda. A proximidade com a residência é essencial”. [LEIA_TAMBEM]O engenheiro responsável pela obra, Pedro Henrique Florêncio Alves, confirma que o projeto tem diferenciais para promover o melhor acolhimento possível aos pacientes. “São ambientes amplos, com integração entre áreas internas e externas e espaços de convivência coletivos”, aponta. “É uma estrutura grande, pensada para acolher e atender diferentes demandas clínicas e terapêuticas”. Entre os ambientes previstos estão enfermarias femininas e masculinas, salas de atividades coletivas, cozinha completa, abrigo de resíduos e pátio interno. Rede de Atenção A Região de Saúde Sul já conta com um Caps voltado ao tratamento de álcool e outras drogas, em Santa Maria, que funciona em horário comercial. Com a chegada do Caps tipo III do Gama, a rede será ampliada, enquanto a oferta de cuidado especializado ganhará reforço. O Distrito Federal possui hoje 18 centros psicossociais em funcionamento, em diferentes modalidades. A previsão é que, após a conclusão das obras, seja iniciado o processo de contratação das equipes e definição dos fluxos internos de cuidado. Com isso, o GDF projeta ampliar o suporte em saúde mental na Região Sul e consolidar um modelo de atendimento humanizado, integrado e de acesso direto para quem mais necessita.  

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