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Operação Dragão mobiliza forças de segurança em exercício simulado na região da Papuda

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) coordena, nesta terça-feira (9), a partir das 7h, a Operação Dragão. O exercício simulado tem como objetivo o gerenciamento de crise prisional e ocorrerá nas proximidades da Penitenciária I do Distrito Federal (PDF I), no Complexo Penitenciário da Papuda, em São Sebastião. A atividade reunirá órgãos do sistema de Segurança Pública e do Penitenciário do Distrito Federal em um treinamento de alta complexidade voltado ao aperfeiçoamento dos protocolos de resposta a situações críticas, fortalecimento da integração interinstitucional e avaliação da capacidade operacional das agências envolvidas. O cenário exigirá o acionamento dos protocolos de crise, mobilização das forças de segurança, estabelecimento de perímetros de contenção, retomada das áreas dominadas e ações de busca e recaptura, reproduzindo uma situação de elevada complexidade operacional. Operação Dragão reúne órgãos da Segurança Pública e do Penitenciário do Distrito Federal em um treinamento de alta complexidade | Foto: Divulgação SSP/DF Intensa movimentação de viaturas, motocicletas operacionais, ambulâncias, aeronaves, drones e equipes especializadas poderá ser observada nas regiões de São Sebastião, Jardim Botânico, Lago Sul, Jardim ABC e demais localidades próximas. Também poderão ser ouvidos sinais sonoros de sirenes e comunicações operacionais típicas de ações de resposta a emergências. Além disso, haverá implantação temporária de pontos de controle e bloqueios de trânsito nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, podendo ocorrer retenções momentâneas e restrições temporárias de circulação em algumas vias da região. Para o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, a realização de exercícios simulados é uma ferramenta estratégica para garantir a prontidão das instituições diante de eventos críticos. “A preparação permanente é um dos pilares da Segurança Integral. Exercícios como a Operação Dragão permitem testar protocolos, validar procedimentos e fortalecer a integração entre todas as agências envolvidas. O treinamento é realizado em ambiente controlado, mas reproduz cenários reais de alta complexidade, contribuindo diretamente para o aprimoramento da capacidade de resposta do Distrito Federal diante de eventuais crises”, destaca o secretário. “A preparação permanente é um dos pilares da Segurança Integral. Exercícios como a Operação Dragão permitem testar protocolos, validar procedimentos e fortalecer a integração entre todas as agências envolvidas" Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública no DF Participam da Operação Dragão a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF), a Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), o Sistema Socioeducativo da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), representantes do Poder Judiciário e o Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). Preparação permanente A Operação Dragão integra o programa permanente de preparação e aperfeiçoamento dos órgãos de segurança pública do Distrito Federal, que prevê a realização periódica de treinamentos conjuntos para fortalecer a capacidade de resposta institucional diante de situações complexas. Para o subsecretário de Operações Integradas da SSP-DF, Carlos Melo, os exercícios simulados são essenciais para consolidar procedimentos, testar fluxos operacionais e aprimorar a coordenação entre as instituições. “A Operação Dragão foi planejada para testar a interoperabilidade entre os órgãos participantes, desde o acionamento dos protocolos de crise até a coordenação das ações em campo. O exercício possibilita avaliar tempos de resposta, validar fluxos de comando e controle e identificar oportunidades de melhoria operacional. É um treinamento fundamental para que as instituições estejam preparadas para atuar de forma integrada em cenários críticos reais”, afirma. Atuação integrada O treinamento permitirá avaliar protocolos de gerenciamento de crise, testar sistemas de comunicação, verificar fluxos de comando e controle, mensurar tempos de resposta e aperfeiçoar a interoperabilidade entre as instituições. Os resultados obtidos servirão de base para o aprimoramento contínuo dos procedimentos operacionais adotados no Distrito Federal. *Com informações da SSP-DF

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Programa do Samu criado para informar crianças é expandido para o público adulto

Como reconhecer um acidente vascular cerebral? O que fazer quando alguém sofre uma parada cardíaca? Quando levar a pessoa ao hospital ou chamar uma ambulância? Como desengasgar alguém? Essas e outras questões são abordadas nos treinamentos realizados pelo projeto Samuzinho. A iniciativa, promovida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Distrito Federal (Samu-DF), leva conhecimento principalmente a crianças e adolescentes em escolas. O projeto também é oferecido a empresas, órgãos públicos e outros locais onde podem ser formadas turmas de adultos. Como parte da programação da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho do Sest/Senat, a equipe do Samu promoveu oito minicursos que abordaram diversos tipos de urgência O Samuzinho fez parte da programação da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat) do Serviço Social do Transporte (Sest/Senat) |  Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “A presença do Samu era um desejo desde que fizemos o planejamento da nossa Sipat. É de suma importância que as pessoas saibam fazer aquilo que a gente não quer, mas que precisa saber quando é preciso", afirma o presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Sest/Senat, Daniel Feitosa Barbosa. No treinamento para adultos, a equipe do Samuzinho avalia as necessidades de cada público. Enquanto nas escolas há um forte trabalho de conscientização e reconhecimento de situações emergenciais, nas ações para adultos há um foco maior em intervenções diretas. No caso do Sest/Senat, por exemplo, foram realizados oito minicursos que abordaram, de forma mais detalhada, diversos tipos de urgência.  "Conseguimos ter um atendimento mais ágil quando a população entende o que fazer até chegarmos" Melline Resende, coordenadora do Samuzinho De acordo com a coordenadora do projeto Samuzinho, Melline Resende, só no ano passado, quase 3 mil pessoas passaram por treinamento do tipo. “Esses cursos podem ter impacto direto no nosso trabalho diário. Conseguimos ter um atendimento mais ágil quando a população entende o que fazer até chegarmos”, explica. O mesmo vale para identificar o que deve ser passado aos atendentes e agentes do Samu (192).  A visita do Samuzinho é gratuita e a solicitação deve ser feita à diretoria do Samu DF. Informações adicionais estão disponíveis no site do projeto. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Samu atende mais de 83 mil ocorrências no DF no primeiro trimestre de 2026

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ultrapassou 83,9 mil atendimentos no Distrito Federal entre janeiro e março de 2026. O número, levantado pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), representa um aumento de 18% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registradas cerca de 71,1 mil ocorrências. Os casos clínicos continuam sendo a principal razão para o acionamento do serviço, à frente das ocorrências traumáticas. Também fazem parte da rotina das equipes atendimentos nas áreas psiquiátrica, obstétrica e pediátrica, o que evidencia a variedade e a complexidade das situações enfrentadas diariamente pelos profissionais do atendimento pré-hospitalar móvel. O atendimento do Samu no DF vai da área psiquiátrica à obstétrica | Fotos: Arquivo/Agência Brasília O crescimento no volume de atendimentos indica uma demanda maior por serviços de urgência e emergência em todo o DF. As equipes atuam em diferentes tipos de ocorrências, muitas vezes de forma simultânea, o que exige preparo constante e agilidade no atendimento. De acordo com a diretora do Samu-DF, Lorhana Morais, os servidores passam por atualizações obrigatórias em todas as áreas a cada dois anos. “Nós atendemos a demanda com qualidade e uma boa preparação profissional, justamente para prestar um atendimento qualificado”, afirma. Além disso, a profissional atribui a intensificação no trabalho de divulgação como uma das razões do aumento no acionamento do Samu: “A população está aprendendo a ligar no 192, temos trabalhado constantemente nessa educação e repasse de informações”. O perigo dos trotes Apesar da alta nos atendimentos, a diretora chama a atenção para outro ponto importante: o desserviço dos trotes. Ainda que dados apontem para uma diminuição significativa do mau hábito nos últimos anos, alguns meses  principalmente em períodos de férias ou feriados - ainda representam um número alto. Nos três primeiros meses de 2026, por exemplo, foram registradas 1.697 chamadas falsas no DF. "A ligação que está ocupada com um trote pode ser a perda de alguém que realmente precisava e não conseguiu falar com a nossa regulação" Lorhana Morais, diretora do Samu-DF O cenário reforça a necessidade de uso consciente do Samu, visto que as ligações indevidas comprometem o funcionamento do serviço, podem atrasar o socorro a quem realmente precisa e provocam o deslocamento desnecessário de equipes.  A diretora Lorhana reforça que as chamadas falsas impactam diretamente o tempo de resposta em ocorrências reais: “Há uma importância de os pais estarem em vigilância das crianças e também inibirmos esse comportamento em jovens e adultos. A ligação que está ocupada com um trote pode ser a perda de alguém que realmente precisava e não conseguiu falar com a nossa regulação”, explica. No centro de atendimento, a chamada é atendida por um médico, que de imediato passa as orientações de primeiros socorros ao solicitante do serviço, enquanto uma equipe está em deslocamento — sendo possível até uma chamada de vídeo em casos de extrema necessidade. “Com as orientações corretas em tempo hábil, uma criança pode ser desengasgada, por exemplo. A cada minuto sem assistência, em uma parada cardiorrespiratória, se diminui em 10% a sobrevida do paciente, além de aumentar as chances de sequelas. Esse atendimento faz toda diferença nos primeiros minutos”, acrescenta Morais. Além de prejudicar o fluxo de atendimento, os trotes também configuram crime. A prática pode ser enquadrada no artigo 266 do Código Penal Brasileiro, que trata da interrupção ou perturbação de serviço de utilidade pública, com pena de detenção de um a três anos e multa. Em alguns casos, também pode ser aplicada penalidade com base no artigo 340, que prevê punição para quem provoca a ação de autoridade ao comunicar uma ocorrência falsa de crime.  

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Entenda a diferença entre os sons da sirene em ambulâncias do Samu

Você já parou para pensar por que o barulho das sirenes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) muda no meio do trânsito? Mais do que um simples alerta sonoro, cada variação tem uma função estratégica, como avisar motoristas e pedestres sobre a aproximação da ambulância e garantir passagem rápida e segura.  José Jenecy dos Santos, condutor do Samu: “O reconhecimento da sirene é importante para garantir a rapidez na assistência e no deslocamento, seja para chegar ao paciente, seja para transportá-lo a uma unidade de saúde, onde receberá o suporte necessário” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Em 2025, o Samu-DF ultrapassou a marca de 643 mil atendimentos. Desses, cerca de 80 mil ocorrências exigiram ambulâncias. Para o condutor do Samu-DF José Jenecy dos Santos, os dados evidenciam como a atenção aos sinais sonoros faz diferença no tempo de resposta e na segurança das operações. “O reconhecimento da sirene é importante para garantir a rapidez na assistência e no deslocamento, seja para chegar ao paciente, seja para transportá-lo a uma unidade de saúde, onde receberá o suporte necessário”, explica Jenecy. “Precisamos de mobilidade e passagem para cumprir nossa missão.” Sinais sonoros Arte: Agência Saúde-DF As ambulâncias do Samu-DF operam com quatro padrões distintos de sirene, escolhidos conforme o tipo de via e a dinâmica do tráfego. Em trechos mais abertos, como rodovias, o som adotado é o wail, prolongado e oscilante. Ele indica deslocamento em maior velocidade e permite que os motoristas percebam a aproximação com antecedência, reduzindo riscos de freadas bruscas e manobras inesperadas.           Ver essa foto no Instagram                       Um post compartilhado por Secretaria de Saúde DF (@secsaudedf)   Nas cidades, onde o tráfego costuma ser mais denso, entra em ação o yelp, um sinal mais curto e agudo. Esse padrão é usado para solicitar passagem em congestionamentos, facilitando a identificação rápida da ambulância e a abertura imediata de espaço entre os veículos. [LEIA_TAMBEM]O piercer, também chamado de blipper, emite som curto, agudo e mais rápido. É um alerta mais incisivo, pensado para locais com pouca visibilidade ou espaço limitado. Em rotatórias, curvas fechadas, vias estreitas e corredores apertados, esse som ajuda o motorista a perceber com precisão de onde vem a ambulância, agilizando a reação. Já o fá-dó apresenta um padrão simples, alternando duas notas. Menos agressivo, costuma ser aplicado em deslocamentos de baixa velocidade, como áreas hospitalares ou durante manobras, quando o objetivo é sinalizar presença sem gerar impacto excessivo. Também auxilia na identificação de ambulâncias em comboios, mantendo a organização do tráfego ao redor. No dia a dia, esses sons não funcionam de forma isolada. Durante um mesmo deslocamento, a equipe pode alternar os padrões conforme o cenário muda. “O conjunto desses sons transforma a sirene em uma ferramenta de comunicação ativa com o trânsito, contribuindo para a segurança de motoristas, pedestres e das próprias equipes de atendimento”, complementa Jenecy.   *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Confira os serviços de saúde disponíveis no feriado da Proclamação da República

Comemorado neste sábado (15), o Dia da Proclamação da República vai trazer mudanças no funcionamento de unidades da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Samu: Atendimento 24 horas pelo telefone 192 Emergências: As emergências dos hospitais regionais, as unidades de pronto atendimento (UPAs) e a Casa de Parto de São Sebastião atendem de forma ininterrupta, em plantão 24 horas UBSs: A rede de unidades básicas de saúde (UBSs) fica fechada durante o feriado, abrindo em horário normal na segunda-feira (17) Vacinação: Haverá vacinação durante o evento GDF Mais Perto do Cidadão, na Estrutural, e na Farmácia Comunitária do Itapoã Parque. Já o Carro da Vacina estará no Trecho 3 do Sol Nascente. Confira a lista dos locais e horários no site da SES-DF Saúde bucal: A assistência nas UBSs e nos centros de especialidades odontológicas (CEOs) será interrompida no sábado (15), retornando ao atendimento normal na segunda (17). Contudo, a urgência odontológica do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) funciona em plantão 24 horas, todos os dias. No Hospital Regional do Gama (HRG) e no de Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a urgência odontológica fica disponível das 19h à 1h.  Caps: Os centros de atenção psicossocial (Caps) do tipo III e os centros de atenção psicossocial álcool e outras drogas (Caps AD) III estarão abertos 24 horas, todos os dias. Já os Caps tipos I e II e o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Capsi) não abrem nos fins de semana Farmácias de alto custo: As unidades do componente especializado da assistência farmacêutica não vão abrir neste sábado (15). O atendimento retorna na segunda (17), às 8h Ambulatórios e policlínicas: Os ambulatórios e as policlínicas não funcionam aos sábados e domingos *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Eixão do Lazer terá vacinação para todas as idades neste domingo (26)

Bebês, crianças, adolescentes, adultos, idosos e até cães e gatos. Neste fim de semana, as famílias brasilienses poderão atualizar suas cadernetas de vacinação. No sábado (25), estarão disponíveis 48 locais com imunizantes para humanos e outros 125 pontos de atendimento na campanha antirrábica, exclusiva para cães e gatos. Parque Bosque do Sudoeste, Terminal Rodoviário de Sobradinho e Feira Permanente da M Norte oferecem vacinação de animais das 9h às 17h. ​ No domingo, a Secretaria de Saúde enviará equipe ao Eixão do Lazer, das 9h às 17h, para vacinação | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília No domingo (26), o destaque é a vacinação humana. No Eixão, na altura da quadra 207 Norte, uma equipe da Secretaria de Saúde (SES-DF) oferecerá imunização das 9h às 17h. Estarão disponíveis todas as vacinas atualmente aplicadas, com exceção da dengue e da BCG. A orientação é levar documento de identificação e a caderneta de vacinação. [LEIA_TAMBEM]Já na segunda-feira (27), unidades da SES-DF terão funcionamento alterado por conta da antecipação do ponto facultativo do Dia do Servidor Público, celebrado oficialmente na terça-feira (28). Serviços de urgência e emergência funcionam normalmente. Confira a lista completa dos locais.  *Com informações da Secretaria de Saúde      

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Samu completa 20 anos no DF como referência para a população

Salvar vidas. Há 20 anos, completados neste domingo (24), essa é a principal meta dos 513 servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) lotados no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu DF). O grupo de profissionais atua 24 horas por dia, com cerca de 186 acionamentos diários — aproximadamente 7,5 por hora —, o que representa mais de 68,6 mil ocorrências em um ano. Os profissionais do Samu DF de forma ininterrupta, com cerca de 186 acionamentos diários — aproximadamente 7,5 por hora | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF E essa é apenas uma parte do serviço. O telefone 192 não para. Dez atendentes, chamados pela sigla Tarm (de Técnico Auxiliar de Regulação Médica), estão na linha de frente do atendimento. Em um tempo médio de 97 segundos, eles identificam paciente, solicitante, endereço e característica principal da ocorrência. Em seguida, a chamada vai para um dos seis médicos reguladores que, em cerca de 127 segundos, decidem que tipo de suporte será enviado: uma das 38 ambulâncias, uma das 11 duplas de motolâncias espalhadas por 22 bases no DF ou mesmo a equipe de suporte aeromédico, que voa em helicópteros do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Esse trabalho de comando e controle é realizado em uma sala localizada na Central de Regulação Médica de Urgências, sede do Samu DF, no SIA. [LEIA_TAMBEM]"O Samu hoje é visto como recurso essencial para a população, e o profissional aqui veste a camisa, é um profissional que tem uma missão, tem um grupo de valores", afirma o diretor do Samu DF, Victor Arimatea. O sentimento de dever a ser cumprido se espalha pela equipe. "É difícil não vestir esse macacão com muito orgulho", completa a médica Larissa Michetti, que já atuou tanto a bordo de helicópteros e ambulâncias quanto na regulação de casos. Gestante, a servidora da SES-DF está afastada das ruas, mas mantém o mesmo espírito ao receber ligações telefônicas. Às vezes, o atendimento se prolonga. "Há casos de parada cardiorrespiratória em que você fica no telefone até a equipe chegar", conta. Em outras situações, ciente de onde está cada ambulância, ela permanece na linha enquanto o paciente é levado até um hospital próximo. "Orientar sobre como deve ser colocado o paciente em um carro e passar a informação para onde ele deve ser levado é uma conduta médica", explica. Apesar de nenhum dia ser igual ao outro, a experiência em jornadas de trabalho ajuda a criar alguns padrões de atendimento. "O perfil da noite de Natal é mais para pacientes cardiopatas, antes e durante a ceia, às vezes por conta de brigas de família. Já a noite do Réveillon é muito agitada, sobretudo depois da meia-noite", exemplifica. Na rotina diária, perguntas específicas ajudam a traçar o perfil das ocorrências. Uma das opções à disposição dos médicos reguladores é o atendimento em saúde mental. "Nós fazemos a escuta e ajudamos na solução do caso", conta a psicóloga Marina Dias. Ela pode tanto conversar com pacientes ao telefone quanto orientar outra pessoa. "Uma vez, fui fazer uma palestra e, ao final, fui abordada por uma professora que eu havia orientado a como ajudar um estudante", lembra. O serviço funciona 24h e realiza atendimentos de urgência e emergência em qualquer lugar, como residências, locais de trabalho e vias públicas, mediante acionamento pelo telefone 192 Nem sempre, porém, as ligações trazem histórias positivas. Somente em 2024, o Samu DF recebeu 9.495 chamadas classificadas como engano, 27.972 pedidos de informação e 7.313 trotes. "A gente fica com raiva. Quando é trote, a pessoa já fala uma besteira ou fica só calada. Tem uma pessoa, que até já bloquearam o número, que ligava e ficava sussurrando", revela o supervisor dos Tarm, Diego Sampaio. O próprio sistema eletrônico já começou a barrar trotes automaticamente, com base em alguns perfis de ligação. No ano passado, foram 5.391 chamadas bloqueadas. Isso ajudou a reduzir o problema, já que em 2021 foram 68.002 ligações falsas. Essas ocorrências são tratadas como ameaças ao serviço, pois, além de atrapalhar os operadores, podem congestionar a linha e impedir o atendimento real. Em casos mais extremos, ambulâncias chegaram a ser enviadas para ocorrências inexistentes. "Temos observado uma redução no número de trotes. Mas nosso objetivo não é ficar satisfeito com redução grande, é ter o trote zero", afirma o diretor do Samu DF. O Samu DF tem 38 ambulâncias e 11 duplas de motolâncias, espalhadas por 22 bases no Distrito Federal | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Velocidade de atendimento Depois do sinal verde do médico regulador, as equipes correm contra o tempo. Apesar de vinculados a bases específicas, os veículos se deslocam por todo o Distrito Federal conforme as demandas. O médico Luiz Henrique Costa, por exemplo, que atua tanto como regulador na central quanto como integrante das equipes de atendimento, conta que em um único dia pode ser acionado para múltiplas ocorrências. "Nós somos da base do Riacho Fundo. Hoje, deixamos um paciente na Asa Sul e depois atendemos a uma situação de capotamento no Taquari", relata. O trabalho dos condutores também é marcante. Com cursos específicos para direção de veículos de emergência, eles têm técnicas para reduzir o tempo de deslocamento, incluindo ultrapassar semáforo vermelho, utilizar a contramão ou até passar sobre obstáculos. Quando necessário, também participam dos atendimentos, sendo capacitados, por exemplo, para realizar reanimação cardiopulmonar. Investimentos A importância do Samu DF tem se refletido em projetos de expansão. "Precisamos acompanhar o desenvolvimento das regiões administrativas e ter bases posicionadas no território de forma a reduzir o tempo de resposta", explica Victor Arimatea. Nos últimos cinco anos, foram criadas novas bases no Plano Piloto (Asa Norte), em Taguatinga (QNJ), Águas Claras e Samambaia. Já há projeto para construção de outras cinco, em Sobradinho, Ceilândia, Guará, Riacho Fundo II e mais uma no Plano Piloto. Somente em 2024, o Samu DF recebeu 9.495 chamadas classificadas como engano, 27.972 pedidos de informação e 7.313 trotes | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Em paralelo, investimentos têm permitido a manutenção do número de ambulâncias equipadas. As 30 de suporte básico, que geralmente saem com pelo menos um condutor e dois técnicos de enfermagem, têm medicamentos e insumos para atendimentos iniciais. Já as sete avançadas, que incorporam um médico à equipe, contam com equipamentos para intubação, ventilação, infusão e outros procedimentos. O serviço aeromédico é classificado como avançado. Há ainda uma ambulância específica para situações de saúde mental. Já as motolâncias, que tiveram a frota 100% renovada em 2023, são pilotadas por técnicos de enfermagem ou enfermeiros, levando na garupa medicamentos básicos. Em 2025, também houve investimento na troca dos computadores do Samu DF, utilizados tanto na central quanto nas bases. Treinamento As competências de atendimento in loco e de coordenação dos recursos são temas de cursos no Centro de Treinamento do Núcleo de Educação em Urgências do Samu DF. As capacitações replicam cenários realísticos e levam para novos servidores situações vivenciadas por colegas mais experientes. Essa troca de experiências será intensificada entre 17 e 19 de setembro, quando ocorre o 1º Congresso Internacional do Samu DF. Criado para comemorar os 20 anos do serviço, o evento será no Museu da República e terá programação que inclui troca de vivências entre profissionais e apresentação de trabalhos científicos. Outro destaque é o projeto Samuzinho, que leva capacitação em primeiros socorros para escolas públicas e privadas do Distrito Federal. Depoimentos de quem faz o Samu DF Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília "Foi marcante o parto de um bebê prematuro em uma casa que nem luz tinha direito. O bebê nasceu com 29 semanas e estava quase parando. Consegui fazer a manobra de reanimação, fazer acesso, entubar e levamos para a UTIneo. Esse bebê ficou bem e conseguimos visitar ele" — Luiz Henrique Costa, médico Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília "Um paciente estava em frente a uma rodovia e estava com ambivalência, entre querer viver e querer morrer. A todo momento, ele fazia ameaças. Conseguimos abordá-lo, acalmá-lo e levá-lo até uma unidade de saúde. Quando chegamos, ele segurou na minha mão, olhou nos meus olhos e disse: você me salvou" — Marina Dias, psicóloga Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília "No aeromédico, tivemos que pousar em uma área restrita e a vítima era uma criança, um quase afogamento. Tivemos que atuar de forma imediata, tive que entubar, fazer todos os procedimentos necessários. Criança marca muito a gente. É uma gratificação muito grande quando chega depois a notícia do desfecho positivo" — Victor Arimatea, médico Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília "A ocorrência era uma parada cardiorrespiratória. Era um professor meu. É uma hora em que você tem que tentar tirar a parte emocional e ser profissional. Trabalhando na regulação, quando tinha uma ocorrência próximo da casa dos meus pais, eu ficava apreensiva. Um colega foi atender a um acidente e era a mãe dele. Quem trabalha com emergência tem esse risco" — Larissa Michetti, médica Quando chamar o Samu? O serviço funciona 24h e realiza atendimentos de urgência e emergência em qualquer lugar, como residências, locais de trabalho e vias públicas, mediante acionamento pelo telefone 192. Uma equipe é responsável por receber as chamadas e classificá-las conforme a necessidade e a urgência. É indicado chamar o Samu em situações que exigem atuação especializada de profissionais de saúde, como problemas cardiorrespiratórios, intoxicações ou queimaduras graves, maus-tratos, trabalhos de parto com risco de morte da mãe ou do feto, tentativas de suicídio, crises hipertensivas, acidentes com vítimas, afogamentos, choques elétricos e acidentes com produtos perigosos. O Samu também deve ser acionado para transferências entre unidades hospitalares de pacientes com risco de morte. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Audiência virtual discutirá equipamentos públicos no Plano Piloto

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) convoca toda a população do Plano Piloto a participar de audiência pública, no dia 5 de agosto, para discutir a regularização e adequação das áreas ocupadas por cinco equipamentos públicos na região. O evento será realizado às 19h, pela plataforma Zoom. Os interessados também poderão acompanhar a audiência pelo canal do YouTube Conexão Seduh. Na ocasião, estarão em debate a ampliação do lote do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a regularização do espaço ocupado pelo Samu/DF e a adequação da sede da Prefeitura Comunitária da SQN/SCLN 407. Também será discutida a relocação e criação de lotes para as prefeituras comunitárias da SQN 313 e da SQS 202, respectivamente.  No caso do lote do Superior Tribunal de Justiça, localizado no Setor de Administração Federal Sul, a proposta é ampliá-lo em 7.843 m², incorporando áreas adjacentes | Foto: Divulgação/Seduh-DF “Esta audiência será um momento para que a população conheça e opine sobre as propostas de alterações nos parcelamentos registrados, o que garante a participação pública na adequação e regularização desses lotes destinados a equipamentos públicos”, explica o subsecretário de Projetos e Licenciamento de Infraestrutura, Vitor Freire. O aviso do evento foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (4). Detalhes dos projetos No caso do lote do Superior Tribunal de Justiça, localizado no Setor de Administração Federal Sul, a proposta é ampliá-lo em 7.843 m², incorporando áreas adjacentes. A mudança visa viabilizar a construção do Bloco G — projeto de Oscar Niemeyer e Hermano Montenegro — e regularizar estruturas como guaritas e torres de resfriamento. Já a sede do Samu-DF ocupa informalmente uma edificação na W4 Sul, considerada estratégica para o atendimento à população. A proposta prevê a criação de um lote de 105 m², a fim de regularizar o uso.  [LEIA_TAMBEM]O lote original da Prefeitura Comunitária da SQN 313 encontra-se ocupado por uma quadra poliesportiva. A proposta é realocar a sede para outro ponto da mesma quadra, liberando o espaço de convívio e mobiliário urbano. O novo lote terá 32 m², mesma metragem que será desafetada do terreno atual. No caso da Prefeitura Comunitária da SQN/SCLN 407, o equipamento permanecerá no local atual, mas com o lote redimensionado para 32 m², conforme o padrão estabelecido. A área excedente, de 268 m², será revertida para uso público comum. A proposta leva em conta interferências nas redes de drenagem e iluminação da região. Já a sede da Prefeitura Comunitária da SQS 202, embora prevista em projeto urbanístico, nunca foi oficialmente registrada. A proposta é criar um lote de 32 m² no local onde já existe a edificação, nos fundos do Centro de Atendimento ao Visitante (CAV). Transparência O material técnico referente aos projetos estará disponível no site da Seduh, na aba Participação > Audiências Públicas.  Durante o evento, perguntas e sugestões poderão ser enviadas via chat. Após a audiência, as contribuições serão analisadas pela equipe técnica e poderão ser incorporadas às propostas, que seguirão para análise do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan). Se aprovadas, as medidas serão incluídas em projeto de lei complementar e encaminhadas à Câmara Legislativa do DF (CLDF). Serviço Audiência pública sobre equipamentos públicos no Plano Piloto Data: 5 de agosto Horário: 19h Acesso: Plataforma Zoom e canal Conexão Seduh no YouTube *Com informações da Seduh-DF  

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Saúde aprimora segurança de pacientes, servidores e acompanhantes

A Secretaria de Saúde (SES-DF) iniciou a instalação de mais de 12 mil câmeras de monitoramento em 279 unidades, como hospitais, policlínicas, centros de atenção psicossocial (Caps), farmácias, bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e unidades básicas de saúde (UBSs). Câmeras de monitoramento terão a segurança reforçada com a aquisição de leitores biométricos e fechaduras eletromagnéticas, além de serviço de segurança armada e desarmada | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde  Além disso, outras tecnologias passarão a fazer parte do sistema de segurança da pasta, incluindo 1,2 mil leitores biométricos e 1,2 mil fechaduras eletromagnéticas, aquisição aliada à contratação do serviço de segurança desarmada e armada.  Quem trabalha diretamente com os pacientes elogia a novidade. “A instalação das câmeras traz uma segurança maior tanto para servidores quanto para usuários e seus acompanhantes”, afirma a diretora do Hospital Regional de Planaltina (HRPl), Keyla Blair. “Fiquei extremamente feliz quando soube que nossas unidades poderiam contar com esse recurso”. O hospital, que recebeu os equipamentos no fim de maio, será o local de funcionamento de uma das 11 centrais de monitoramento regionais, com acompanhamento e armazenamento das imagens.  Melhoria no atendimento O diretor do Hospital Regional do Gama (HRG), Ruber Gomes, avalia que a iniciativa significa melhor atendimento aos pacientes: “É um investimento em tranquilidade, cuidado e eficiência. A medida reflete a prioridade em garantir ambientes mais seguros, humanizados e preparados para acolher a todos com dignidade”. [LEIA_TAMBEM]Já o diretor do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Rafael Guimuzzi, ressalta o grande número de equipamentos em instalação, garantindo uma ampla cobertura: “Haverá monitoramento de todos os espaços do hospital, algo importantíssimo para uma unidade como o HRT, com várias entradas e saídas. Será possível coibir várias ocorrências, como furtos e depredação”. A capacidade de ter imagens registradas também é vista como uma proteção para os servidores públicos. “A presença de câmeras contribui para um ambiente de trabalho mais seguro, reduzindo casos de violência contra os profissionais de saúde”, sinaliza o diretor do Hospital Regional da Asa Norte, Paulo Henrique Gondim. “O armazenamento das imagens permite gravar incidentes, conflitos ou situações emergenciais, podendo ser usadas como evidência”. O hospital recebeu os primeiros equipamentos no início de maio. Controle e vigilância O investimento em segurança conta ainda com ferramentas mais tradicionais. Haverá 592 novas cancelas de acesso com leitores faciais, e, em 36 locais, serão instalados detectores de metal. O número de vigilantes vai aumentar: de dia, haverá 780 postos de trabalho, sendo 125 com profissionais armados. À noite, serão 609 postos, incluindo 131 com profissionais armados. Além disso, tanto no período diurno quanto no noturno, haverá 13 profissionais motorizados.  A distribuição dos vigilantes e dos equipamentos em cada unidade de saúde terá como base as características de cada local, variando conforme área total, acessos e pontos considerados sensíveis, como setores de acesso restrito, almoxarifado e farmácias. A Subsecretaria de Infraestrutura da SES-DF também fez a adaptação de pontos de energia, dutos, suportes e de redes de dados para permitir a instalação dos novos equipamentos.   *Com informações da Secretaria de Saúde      

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Festa junina com segurança: Como evitar acidentes com fogo e eletricidade

“Pula a fogueira, iaiá, pula a fogueira, ioiô. Cuidado para não se queimar…” O clássico das festas juninas embala uma das épocas mais animadas do ano, marcada por música, dança, comidas típicas e, claro, fogueiras e fogos de artifícios. Mas, apesar do clima de celebração, essa combinação pode representar riscos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) atende, em média, oito casos de queimaduras por mês. O período junino não apresenta aumento significativo no número de atendimentos, mas os acidentes que acontecem nessa época costumam ser mais graves, principalmente quando envolvem fogos de artifício. Os acidentes mais graves de queimadura costumam ocorrer nessa época de festas juninas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Quem for curtir as festas juninas também precisa estar atento a situações de emergência. A população deve acionar o serviço pelo número 192 sempre que se deparar com uma vítima inconsciente, ou seja, quando a pessoa não responde aos chamados ou responde de forma inadequada. Segundo a chefe do Núcleo de Educação em Urgências do Samu no DF, Carolina de Azevedo, também é importante ligar caso a vítima apresente dificuldade respiratória, palidez acentuada, coloração arroxeada na boca ou ainda lesões extensas e sangramentos abundantes. Em caso de necessidade, ao ligar para o 192, o atendente da central telefônica realiza o primeiro contato e coleta informações essenciais, como nome, idade da vítima, endereço completo e ponto de referência. Em seguida, a ligação é transferida para o médico regulador, que fará perguntas básicas: se o paciente está consciente, se respira normalmente, se há sangramentos ou se a queimadura atinge uma área extensa ou compromete a via aérea. Carolina explica que, enquanto a equipe do Samu não chega, é importante adotar alguns cuidados de primeiros socorros: afastar a vítima da fonte de calor, resfriar o local da lesão com água limpa e fria, sem tentar remover a pele se ela estiver aderida ao corpo. Também é necessário retirar metais, como anéis, relógios ou correntes, que podem continuar retendo calor ou dificultar a circulação em caso de inchaço. As bolhas nunca devem ser rompidas, pois a pele protegida ajuda a evitar infecções. O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é a principal referência no Distrito Federal para atendimento a casos graves de queimaduras | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Em relação às queimaduras, tanto o Corpo de Bombeiros (CBMDF) quanto o Samu podem ser acionados. “O Samu atende casos clínicos, como mal súbito e paradas cardíacas. O Corpo de Bombeiros atua principalmente em casos de trauma. Mas, quando se trata de queimaduras, ambos os serviços estão aptos a atender”, explica o oficial de Informação Pública do CBMDF, Charles Palomino. Os acidentes com fogos de artifício são os mais comuns nesse período. “Apesar de serem produtos regulamentados e, em geral, seguros, muitos acidentes ocorrem pelo uso inadequado e desrespeito às normas de segurança”, ressalta Charles. “É essencial comprar fogos apenas em comércios autorizados, com certificação do Inmetro, e soltar em locais abertos, longe de casas, vegetação e da rede elétrica”, pontua. Além disso, o oficial orienta a nunca direcionar os fogos para outras pessoas, nem reutilizar artefatos que falharam. “Se um foguete não explodir, aguarde um ou dois minutos, coloque-o em um balde com água e descarte com segurança. E nunca, em hipótese alguma, manuseie fogos de artifício sob efeito de álcool”. O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é a principal referência no Distrito Federal para atendimento a casos mais graves de queimaduras. Já os casos leves podem ser tratados em qualquer unidade de pronto atendimento da rede pública. Caso o transporte seja feito por terceiros, é fundamental proteger a lesão com um tecido limpo e evitar remover objetos colados à pele, exceto metais, que devem ser retirados logo após o acidente para evitar agravamentos causados pelo calor retido. Orientações de segurança Bandeirinhas, faixas e outros adereços típicos de festa junina devem ser produzidos com materiais não condutores de eletricidade e não podem ser fixados próximos da fiação elétrica | Foto: Divulgação/Neoenergia Além dos cuidados com fogueiras e fogos de artifícios durante as festas juninas, a população deve estar atenta às instalações elétricas na hora de decorar espaços públicos e residências. Para orientar a população, a Neoenergia Brasília elaborou um guia com recomendações de segurança para quem pretende montar estruturas decorativas no Distrito Federal. [LEIA_TAMBEM]Segundo o supervisor da Neoenergia Brasília, Néviton Xavier, é necessário manter, no mínimo, 2,5 metros de distância da rede ao instalar bandeirolas e iluminação. Também é fundamental nunca utilizar postes ou fios existentes como suporte para os enfeites, além de optar por materiais que não conduzam eletricidade, como tecidos leves ou plásticos. Néviton alerta ainda para o uso de cordões de luz, que devem ser instalados por profissionais habilitados, com produtos certificados pelo Inmetro. “É importante evitar o uso de materiais de procedência duvidosa e, sobretudo, não realizar ligações clandestinas, os chamados “gatos”, pontua. “Quando a festa envolve barracas de alimentação ou estruturas maiores, o ideal é solicitar à distribuidora uma ligação provisória segura”, explica. Ele ressalta também os riscos associados às fogueiras e aos fogos de artifício, que devem ser mantidos longe da rede elétrica. Em algumas regiões administrativas do DF, o uso desses itens é proibido, por isso, é necessário verificar as normas locais antes de utilizá-los. Quanto aos balões, Néviton lembra que soltar balão é crime e pode provocar incêndios, tanto na rede elétrica quanto em residências. Dentro de casa, os cuidados também são essenciais: evitar sobrecarga nas tomadas, não improvisar emendas em fios, substituir benjamins por filtros de linha e nunca manusear equipamentos elétricos com o corpo molhado são medidas básicas, mas fundamentais para evitar choques ou incêndios. Em casos de emergência, como fios partidos, curto-circuitos ou acidentes com choque elétrico, a orientação é acionar imediatamente a Neoenergia pelo número 116.

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