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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência

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Seu celular pode auxiliar equipes de socorro em situações de emergência

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Quem diria que o aparelho que você carrega no bolso todos os dias pode ser um importante aliado em uma situação de emergência? Quando a equipe de atendimento pré-hospitalar do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chega para prestar socorro e encontra uma vítima inconsciente, confusa ou impossibilitada de falar, as informações médicas disponíveis no celular podem ajudar no atendimento. “Uma ficha médica de fácil acesso e atualizada funciona como uma fonte rápida de dados críticos”, enfatiza a diretora do Samu-DF, Lorhana Martins. “A equipe do Samu consegue agir com mais segurança e pode tomar decisões terapêuticas mais rápidas, especialmente quando o paciente não consegue se comunicar.” Informações sobre alergias ajudam a equipe a identificar substâncias que podem provocar reações graves e a considerar essa informação durante a avaliação e o atendimento. Já dados sobre doenças preexistentes permitem saber se a pessoa tem diabetes, hipertensão, cardiopatias, epilepsia ou outras condições que podem contribuir para a avaliação inicial e para a definição da conduta da equipe. A relação dos medicamentos em uso, por sua vez, auxilia os profissionais a conhecerem tratamentos em andamento que podem interferir nos sinais vitais, no quadro clínico ou nas decisões terapêuticas. Já os contatos de emergência facilitam a localização de familiares ou responsáveis e podem ajudar na obtenção de informações adicionais sobre o histórico do paciente. Informações sobre tipo sanguíneo podem ser registradas como complementares, mas não substituem os procedimentos de identificação e confirmação utilizados pelos serviços de saúde quando essa informação for necessária para uma conduta médica. Os nomes dos menus podem variar de acordo com a marca, o modelo e a versão do sistema operacional. Veja, abaixo, como configurar a ficha médica.  No Android  → Acesse Configurações e selecione Segurança e emergência (ou Informações de emergência) → Toque em Dados médicos e preencha condições de saúde, alergias, tipo sanguíneo e medicamentos em uso → Em Contatos de emergência, adicione as pessoas que devem ser avisadas → Ative a opção “Mostrar” na tela de bloqueio, quando disponível No iPhone (iOS) → Abra o aplicativo Saúde e toque na sua foto de perfil (canto superior direito) → Selecione Ficha Médica e toque em Editar → Preencha seu histórico, alergias, medicamentos e contatos de emergência → Ative a opção Mostrar Quando Bloqueado para permitir que as informações sejam consultadas sem desbloquear o aparelho. É importante manter os dados sempre atualizados, principalmente após mudanças no uso de medicamentos, surgimento de novas alergias, alterações nas condições de saúde ou troca dos contatos de emergência. A ficha médica do celular é um recurso complementar e não substitui a avaliação dos profissionais de saúde. Em uma situação de urgência ou emergência médica, ligue para o Samu (192). A ligação é gratuita, e o serviço funciona 24 horas por dia.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Verão e exposição prolongada ao sol acendem alerta para saúde

Horas de sol na piscina, na praia ou em atividades ao ar livre parecem inofensivas, mas também podem desencadear problemas de saúde. Com o verão começando, a insolação volta a ser um risco comum. Nesse contexto, a Secretaria de Saúde (SES-DF) alerta para os cuidados essenciais que devem ser mantidos durante esta temporada. A hidratação frequente é uma das primeiras recomendações para evitar problemas com o calor | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília  “A insolação é causada pela exposição prolongada ao sol ou a altas temperaturas, levando a um superaquecimento do corpo que não consegue mais regular sua própria temperatura; é uma emergência médica que exige atenção imediata”, adverte a dermatologista Letícia Oba, coordenadora dos ambulatórios de psoríase e cosmiatria do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico da insolação é basicamente clínico, fundamentado na avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Em algumas situações, o médico solicita exames complementares para identificar a gravidade do quadro e verificar se houve comprometimento de órgãos. Fatores de risco A insolação pode ser favorecida por uma combinação de fatores ambientais e individuais. Exposição prolongada a ondas de calor e em ambientes quentes e úmidos por vários dias seguidos são situações que elevam o risco. Condições como obesidade, baixo nível de condicionamento físico e desidratação também dificultam a dissipação do calor corporal e prejudicam a capacidade de transpiração. “Medidas simples, como compressas frias ou bolsas de gelo nas axilas, virilhas e pescoço, ajudam a reduzir a temperatura corporal” Letícia Oba, dermatologista do Hran Idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis. “O uso de certos medicamentos também contribui para o agravamento do quadro”, lembra a dermatologista do Hran. “Esses fatores podem atuar isoladamente ou em combinação, aumentando significativamente o risco de insolação”. Os sinais da insolação costumam aparecer de forma progressiva, indicando que o organismo está sobrecarregado pelo calor. Pele quente, seca e avermelhada, aumento da temperatura corporal, dor de cabeça intensa, náuseas e sensação de fraqueza são as manifestações mais comuns. Em quadros graves, podem ocorrer desmaios, convulsões, vômitos persistentes e dificuldade respiratória. O que fazer Diante de sintomas leves a moderados, a orientação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nos casos suspeitos de insolação grave, é fundamental acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) ou procurar o pronto-socorro de qualquer hospital da rede pública da SES-DF. [LEIA_TAMBEM]“Enquanto o socorro não chega, é essencial retirar a pessoa da fonte de calor e iniciar o resfriamento do corpo”, orienta Leticia Oba. “Medidas simples, como compressas frias ou bolsas de gelo nas axilas, virilhas e pescoço, ajudam a reduzir a temperatura corporal. Se for possível e a pessoa estiver consciente, mergulhe-a em uma banheira com água fria, não gelada, ou use um chuveiro.” A médica lembra que o uso de antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, não é indicado nesses casos. A ingestão de líquidos só deve ser feita se a pessoa estiver consciente e sem episódios de vômito. A prevenção passa por hábitos simples no dia a dia. Manter boa hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes (entre as 10h e as 16h), usar roupas leves e de cores claras e aplicar filtro solar regularmente são medidas eficazes para reduzir o risco de insolação e suas complicações. *Com informações da Secretaria de Saúde    

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