Entenda a diferença entre as unidades de saúde para atendimento no DF
A escolha da unidade de saúde conforme os sintomas busca agilizar o atendimento de casos graves no Distrito Federal. A rede pública é dividida em níveis de atendimento: as unidades básicas de saúde (UBSs) atuam na prevenção e acompanhamento; as unidades de pronto atendimento (UPAs) recebem urgências de média complexidade; e os hospitais públicos atendem alta complexidade, emergências e especialidades. Unidades básicas de saúde As UBSs são a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS) e oferecem consultas em clínica médica, saúde da família, pediatria, ginecologia, enfermagem e odontologia. Também oferecem vacinação, planejamento familiar, pré-natal, acompanhamento no puerpério, curativos, troca de sondas, acompanhamento de hipertensão e diabetes, exames preventivos (Papanicolau), consultas de puericultura e inserção de métodos contraceptivos (DIU e Implanon). O atendimento nas UBSs ocorre por consultas agendadas e acolhimento de demandas do dia | Fotos: Divulgação Sintomas leves ou moderados, como febre baixa, tosse leve, dor de garganta, dor de cabeça e diarreia moderada, passam por avaliação em UBSs. As unidades também fazem renovação de receitas de uso contínuo e solicitação de exames de rotina. O atendimento ocorre por consultas agendadas e acolhimento de demandas do dia. É necessário apresentar documento oficial com foto, CPF, Cartão SUS (se houver) e comprovante de residência atualizado. Este último documento é necessário para a vinculação do paciente à equipe responsável pelo território onde mora. Unidades de pronto atendimento As UPAs integram a rede de urgência e emergência de média complexidade 24 horas por dia. As unidades oferecem atendimento para quadros agudos, estabilização, leitos de observação por até 24 horas, exames laboratoriais de urgência, radiografias e administração de medicamentos injetáveis. Não é exigido encaminhamento prévio. A UPA é indicada para febre alta persistente, dores intensas no abdômen, vômitos persistentes, desidratação moderada ou grave, falta de ar ou crise asmática moderada, cortes para sutura simples, ferimentos com sangramento moderado e alterações de pressão arterial com tontura ou dor de cabeça intensa. Hospitais públicos Já os hospitais regionais e unidades de referência atendem a alta complexidade, emergências cirúrgicas e especialidades. Dispõem de centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva (UTIs), exames de imagem (tomografia e ressonância magnética) e prontos-socorros em cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, ortopedia, traumatologia, neurocirurgia, oftalmologia, cardiologia e queimados. Os hospitais funcionam durante toda a semana, 24 horas por dia, não exigem encaminhamento e atendem casos de emergência mesmo sem documentos O atendimento hospitalar é indicado para suspeita de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), fraturas expostas ou com deformidades, acidentes de trânsito graves, quedas de altura, queimaduras extensas ou profundas, sangramentos incontroláveis, trabalho de parto avançado, sangramento gestacional, perda de consciência, dor intensa no peito, perda de força em um lado do corpo, paralisia súbita, falta de ar grave e convulsões. Os hospitais funcionam a semana inteira, 24 horas por dia, não exigem encaminhamento e atendem casos de emergência mesmo sem documentos. Protocolos Nas UPAs e hospitais, a ordem de atendimento segue o Protocolo de Classificação de Risco, pela Triagem de Manchester — um sistema criado em novembro de 1994 na cidade de Manchester, na Inglaterra, por um grupo colaborativo de médicos e enfermeiros conhecido como Manchester Triage Group. O método nasceu da necessidade de substituir triagens puramente intuitivas por um sistema científico, auditável e baseado no risco clínico real do paciente. A cor vermelha indica atendimento imediato; laranja, em até dez minutos; amarela, até 60 minutos; verde, até 360 minutos; e azul, até 720 minutos. Casos verdes e azuis possuem perfil de atendimento para UBS. Pacientes com demandas de baixa gravidade atendidos em hospitais ou UPAs passam pela triagem e podem ser orientados a procurar a UBS. E, quando uma UBS ou UPA identifica a necessidade de internação em UTI ou cirurgia de alta complexidade, a unidade presta o atendimento inicial e aciona o Complexo Regulador em Saúde do DF ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) para a transferência. Endereços, horários de funcionamento e serviços estão disponíveis neste portal e na Carta de Serviços ao Cidadão, disponível neste link.
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Hospital de Base completa 62 anos como referência em atendimento ao público
Brasília, 16 de setembro de 2022 – Maior unidade de atendimento à saúde pública do Distrito Federal, o Hospital de Base (HBDF) completou 62 anos de existência na última segunda-feira (12). Com 54 mil m² de área construída, é referência na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de alta complexidade, em politraumas, emergências e cirurgias cardiovasculares, transplantes, neurocirurgia, oncologia, oftalmologia, ortopedia e reumatologia. [Olho texto=”Até julho deste ano, o número total de procedimentos de média e alta complexidade no Hospital de Base supera a marca de 530 mil. Foram 134.418 exames, 277.136 consultas, 107.415 atendimentos na emergência, 9.260 internações, 2.637 cirurgias e 45 transplantes de córnea e rim” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] São 634 leitos, divididos nos setores pronto-socorro, internação, unidade de terapia intensiva (UTI), assistência multidisciplinar, serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, psiquiatria e ambulatório. Com administração do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF), o atendimento é prestado por uma equipe de quatro mil colaboradores e uma rede de voluntários. “É o maior hospital do Centro-Oeste, um dos maiores do Brasil. Aqui, temos especialidades que são muito caras e raras dentro da saúde nacional. Por isso que, além dos pacientes do Centro-Oeste, atendemos muitas pessoas do Norte e Nordeste do país”, explica o diretor de Atenção à Saúde do Iges-DF, Nestor Francisco Miranda Júnior. O Hospital de Base é referência na rede do SUS para atendimento de alta complexidade, em politraumas, emergências e cirurgias cardiovasculares, transplantes, neurocirurgia, oncologia, oftalmologia, ortopedia e reumatologia | Fotos: Renato Araújo/Agência Brasília Em 2021, foram feitos 1,2 milhão de procedimentos de média e alta complexidade, sendo 731.606 exames de imagem e laboratoriais, 246 mil consultas, 88.668 atendimentos de urgência, 19 mil internações, 8.453 cirurgias e 111 transplantes de córnea e rim. Até julho deste ano, conforme informações do portal InfoSaúde, o número total de intervenções supera a marca de 530 mil. Foram 134.418 exames, 277.136 consultas, 107.415 atendimentos na emergência, 9.260 internações, 2.637 cirurgias e 45 transplantes de córnea e rim. Planejamento de contingência Além da atuação diária, neste ano, o HBDF foi preparado para receber grandes contingentes de pacientes no feriado da Independência, 7 de setembro, com o Plano de Ação para Atendimento a Eventos de Massa e Acidentes de Múltiplas Vítimas, desenhado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Foram definidas normas de organização de equipes de profissionais, soluções logísticas, procedimentos e fluxos de atendimento especiais, entre outros pontos, com o objetivo de manter a eficiência do trabalho executado pela unidade. “Estávamos preparados para atender caso houvesse um desastre com múltiplas vítimas, sem prejudicar a missão do Hospital de Base, que é alta complexidade na área clínica”, afirma a gerente da Emergência do HBDF, Marenice Cabral Moraes. Mais de 600 colaboradores foram mobilizados para a execução do planejamento de contingência. A ação deve ser replicada em outras datas, como, por exemplo, na votação eleitoral para primeiro e segundo turnos, nos dias 2 e 30 de outubro, respectivamente. “Conseguimos organizar o hospital para que ele pudesse, com tranquilidade, atender a qualquer tipo de acidente que ocorresse no Distrito Federal e Centro-Oeste, sem prejudicar outros atendimentos e sem piorar a situação”, completa o diretor do Iges-DF. Carinho que vem de berço Projetada pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, a unidade foi inaugurada em 12 de setembro de 1960, data de aniversário do então presidente Juscelino Kubitschek e cinco meses após a fundação de Brasília. Em tantos anos de existência, o Hospital de Base garantiu a saúde de milhões de pessoas e conquistou o coração de milhares de médicos e enfermeiros. Marenice Cabral diz: “Sou emergencista de coração. Só saio no dia que me mandarem embora. É o maior hospital de referência do país” Uma dessas pessoas é a gerente da Emergência, Marenice Cabral Moraes, que nutre um sentimento que ultrapassa os limites profissionais. Nascida em uma sala de cirurgia do HBDF, ela cresceu pelos corredores da unidade e se apaixonou pela medicina logo cedo. Os pais dela, o neurocirurgião Ailton e a patologista Waldete, foram residentes no hospital em 1962 e trabalharam lá até a aposentadoria compulsória, em 2018. “Foi a continuidade de um sonho. Eles foram médicos desde o começo aqui no Base, foram residentes e trabalharam a vida inteira aqui”, relata Marenice, que pretende seguir o mesmo caminho. Hoje, ela soma mais de 30 anos de carreira, sendo mais de duas décadas no HBDF. “Sou emergencista de coração. Só saio no dia que me mandarem embora. É o maior hospital de referência do país”, frisa.
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Crianças que ficaram órfãs na pandemia terão apoio psicossocial
Uma nova lei prevê diretrizes para a implantação de programa de proteção social e atenção psicológica às crianças e adolescentes em situação de orfandade bilateral ou de famílias monoparentais em decorrência da covid-19. [Olho texto=”“A Gerência de Serviços de Psicologia, subordinada à Diretoria de Saúde Mental, entende como relevante a nova lei por trazer mais um amparo à vulnerabilidade da infância e adolescência”” assinatura=”Mirna Dutra, gerente de Serviços de Psicologia da Secretaria de Saúde” esquerda_direita_centro=”direita”] O texto, de autoria dos deputados distritais Eduardo Pedrosa e Arlete Sampaio, prioriza aqueles em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social. A Lei nº 7.143, de 20 de maio de 2022, foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) na segunda-feira (30), data em que entrou em vigor. “A Gerência de Serviços de Psicologia, subordinada à Diretoria de Saúde Mental, entende como relevante a nova lei por trazer mais um amparo à vulnerabilidade da infância e adolescência. Destacamos que a rede de atenção à saúde estrutura-se de forma a dar assistência a crianças e adolescentes conforme sua demanda, considerando desenvolvimento, agravos e territorialidade”, explica a gerente de Serviços de Psicologia da Secretaria de Saúde, Mirna Dutra. Entre as diretrizes previstas pela nova lei, no âmbito da saúde, está a garantia de atenção psicossocial, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), de crianças e adolescentes, bem como de suas famílias substitutas, quando for o caso; garantia de atenção multiprofissional, visando ao desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes órfãos; prestação de informações aos familiares a respeito dos serviços públicos de saúde mental disponíveis para acompanhamento psicológico de crianças e adolescentes, estendida aos familiares. A lei prevê, além disso, o incentivo a ações que integrem o atendimento e apoio à saúde mental e à assistência social, fomentando o acolhimento de crianças e adolescentes que se tornaram órfãos por seus familiares ou por pessoas com as quais tenham vínculo afetivo. Mirna destaca que a porta de entrada nos serviços de saúde mental para toda criança e adolescente, bem como para toda população, é a Atenção Primária à Saúde. Ela ressalta que é de suma importância que esse fluxo seja respeitado, pois trata-se da lógica do cuidado estabelecida pelo modelo de atenção à saúde. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] “A Atenção Primária à Saúde é a coordenadora e integradora do cuidado em cada região de saúde, sendo assim, capaz de atender a maior parte das demandas da população, evitando acesso de demandas não urgentes a serviços especializados e permitindo que estes atendam casos mais graves e complexos oportunamente”, informa. Ao serem detectadas demandas mais específicas que exijam uma abordagem psicossocial especializada, o fluxo para estes serviços de saúde mental que possuem psicólogos em suas equipes multiprofissionais estão estabelecidos pelas notas técnicas: sobre o fluxo de encaminhamento de estudantes da rede pública de ensino do DF com demandas de saúde mental e/ou dificuldades no desenvolvimento e aprendizagem; e sobre os critérios para encaminhamento de crianças e adolescentes para os serviços de saúde mental infantojuvenil da Atenção Secundária. “Faz parte do processo de trabalho das equipes multiprofissionais de saúde mental a articulação em rede, inclusive, intersetorial, bem como o compartilhamento do cuidado com os usuários da Atenção Primária à Saúde. Entendemos que as demandas de saúde mental advindas da infância e da adolescência estão contempladas nestes espaços de saúde ofertados pelo SUS”, conclui. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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