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Com apoio da FAPDF, GDF participa de lançamento do Hub de Inovação Aeroespacial

O Hub de Inovação Aeroespacial do Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília (PCTec/UnB) foi lançado oficialmente nesta terça-feira (16), durante o evento SpaceBR Show 2026, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). A iniciativa tem a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) entre os parceiros, com objetivo de ampliar o protagonismo de Brasília no desenvolvimento de soluções voltadas à economia espacial, à inteligência territorial e à soberania nacional. Apresentado em um dos maiores eventos do setor espacial da América Latina, o hub nasce como uma plataforma de articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, investidores e organismos internacionais. A proposta é criar um ambiente colaborativo para o desenvolvimento de projetos de alta complexidade, com foco em áreas como defesa, uso de dados espaciais, inteligência artificial e governo digital. Hub nasce como uma plataforma de articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, investidores e organismos internacionais | Foto: Divulgação/FAPDF A iniciativa alinha-se a uma trajetória já consolidada da UnB em pesquisas e missões aeroespaciais. Com infraestruturas física e digital modernas, a universidade tem desenvolvido estudos em sistemas propulsivos, incluindo motores de foguete produzidos por manufatura aditiva em metal e propulsores elétricos a plasma pulsado. Também se destacam missões reais como a AlfaCrux, primeira missão satelital inteiramente brasiliense, financiada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio da FAPDF, e o Serpens, desenvolvido em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB).  Na cerimônia de lançamento, estiveram presentes representantes das instituições parceiras, entre eles Leonardo Souza, fundador da Ideia Space; Lucas Fonseca, CEO da Airvants; José Vagner Vidal, CEO do Instituto Start; Jeferson Rodrigues de Freitas, representante institucional da Saipher ATC; e Daniel Rosa, diretor da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). Também participaram Douglas Silveira, chefe de Comunicação da FAPDF; Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB); Leila Maria Garcia Fonseca, coordenadora de Estudos Estratégicos e Novos Negócios da AEB; e Renato Borges, diretor do PCTec/UnB. A missão brasiliense AlfaCrux, 100% financiada pela fundação, colocou Brasília em evidência no cenário espacial brasileiro ao demonstrar a capacidade de nossas instituições de desenvolver tecnologia de ponta e formar talentos para o setor aeroespacial. “O Hub nasce justamente para ampliar esse legado, fortalecendo a conexão entre universidade, governo e iniciativa privada e posicionando o Distrito Federal como um dos principais polos de inovação aeroespacial do país”, destaca o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman.  Segundo o professor Renato Borges, diretor do Parque Tecnológico da UnB, o Distrito Federal reúne condições singulares para liderar esse movimento. “Nosso hub foi concebido não como um parque industrial tradicional, mas como um ambiente estratégico de articulação tecnológica e inovação cooperativa em áreas essenciais para o futuro do país”, afirma. Rodrigo Leonardi ressaltou: “O Hub representa um ponto de encontro do ecossistema espacial, não apenas do Distrito Federal, mas de forma articulada com o restante do país e com organizações no exterior. Ele tem potencial para atrair, de maneira dinâmica, os atores necessários para esse ecossistema, como governo, academia e iniciativa privada. A partir de agora, o desafio é traduzir essa visão em resultados, em oportunidades para estudantes, professores, investidores e para a economia local, fortalecendo Brasília como um importante polo aeroespacial”. Entre os principais eixos de atuação estão inteligência artificial aplicada, monitoramento territorial, drones, nanossatélites, segurança cibernética, tecnologias de uso dual e desenvolvimento de startups deep tech. A proposta também prevê programas de aceleração, inovação aberta e espaços para experimentação regulatória de novas soluções aeroespaciais. Entre os principais eixos de atuação estão inteligência artificial aplicada, monitoramento territorial, drones, nanossatélites, segurança cibernética, tecnologias de uso dual e desenvolvimento de startups deep tech A estrutura prevista inclui laboratórios especializados, estação de comando e controle, espaços de coworking, áreas para prototipagem e testes, plataformas de dados geoespaciais, simuladores computacionais, laboratório de cibersegurança e infraestrutura de supercomputação. Além da UnB, da FAPDF e da AEB, estão entre os parceiros nacionais empresas e instituições como Saipher ATC, Instituto Start, Ideia Space e Airvants. A iniciativa também prevê cooperação internacional com a Universidade de Vigo, na Espanha; a Universidade de Nottingham, no Reino Unido; a Alén Space, do grupo GMV; e a UARX, também da Espanha. A atuação da FAPDF contribui para fortalecer iniciativas que ampliam a capacidade de produção de conhecimento e impulsionam áreas consideradas prioritárias para o futuro da capital federal. O lançamento ocorreu logo após o painel “Parques Tecnológicos: Construindo Novas Fronteiras de Inovação no Brasil”, dentro da programação do SpaceBR Show 2026, que vai até esta quinta-feira (18), no Expo Center Norte, em São Paulo, e reúne autoridades, pesquisadores, empresas, startups, investidores e especialistas ligados à economia espacial. Serviço SpaceBR Show 2026 Data: até quinta-feira (18) Local: Expo Center Norte, Pavilhão Azul Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 — Vila Guilherme, São Paulo (SP) Inscrições: SpaceBR Show.  *Com informações da FAPDF

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Pesquisa revela benefícios do veneno das vespas em novos medicamentos para doenças neurodegenerativas

As doenças neurodegenerativas — como a Doença de Alzheimer (DA), a Doença de Parkinson (DP) e a Epilepsia do Lobo Temporal (ELT) — estão entre os maiores desafios da saúde pública contemporânea. São condições progressivas e de alto impacto social, para as quais ainda não existem terapias capazes de impedir a evolução da doença. É nesse contexto que surge o projeto “Novos tratamentos bioinspirados e associados à nanotecnologia, educação e prevenção contra as Doenças Neurodegenerativas”, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do edital Programa de Apoio a Núcleos Emergentes (Pronem) de 2020. Pesquisa apoiada pela FAPDF estuda como compostos neuroativos encontrados em peçonhas de insetos podem orientar o desenvolvimento de novos medicamentos | Foto: Pixabay/Divulgação/ND A iniciativa é coordenada pela professora Márcia Renata Mortari, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), que conquistou o 1º lugar do Prêmio FAPDF na categoria Pesquisador Inovador – Setor Empresarial. A investigação parte de uma premissa bioinspirada: moléculas presentes na natureza podem orientar o desenvolvimento de novos medicamentos — especialmente compostos neuroativos encontrados em peçonhas de insetos. Segundo a pesquisadora, a observação do comportamento das vespas sociais levou à hipótese de que sua peçonha poderia conter moléculas com ação sobre o sistema nervoso. Essas vespas, como a espécie Polybia occidentalis, utilizam o veneno para paralisar presas, indicando a presença de compostos que afetam diretamente a atividade neuronal. A partir disso, o grupo formulou a hipótese de que tais moléculas poderiam ser purificadas e testadas contra doenças neurológicas e neurodegenerativas, dando origem à plataforma de peptídeos estudados no projeto. [LEIA_TAMBEM]O termo peptídeo refere-se a pequenas cadeias de aminoácidos — moléculas menores que proteínas — capazes de interagir de forma muito específica com estruturas celulares, o que as torna candidatas interessantes para o desenvolvimento de fármacos mais seletivos e seguros. Peptídeos inovadores Os três peptídeos bioinspirados desenvolvidos pela rede têm apresentado resultados expressivos: • Neurovespina — Investigada por seu potencial antiepiléptico e neuroprotetor; • Fraternina — Com atividade neuroprotetora em modelos de Doença de Parkinson; • Octovespina — Capaz de interferir na agregação de beta-amiloide, proteína que se acumula no cérebro em casos de Alzheimer. No caso da epilepsia refratária — quando as crises não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais —, a Neurovespina já avançou para ensaios clínicos em cães, conduzidos em parceria com o Hospital Veterinário (HVet). Os estudos experimentais também investigaram o impacto da Neurovespina em regiões como o hipocampo e a substância negra, áreas essenciais para memória, regulação elétrica do cérebro e controle motor. A substância negra, por exemplo, é uma das regiões mais afetadas na Doença de Parkinson, por abrigar neurônios dopaminérgicos essenciais ao movimento. Exemplo de um peptídeo bioinspirado da peçonha de vespas | Imagem: Acervo pessoal/Márcia Mortari O papel da nanotecnologia Para que um fármaco atinja o sistema nervoso central, ele precisa atravessar a barreira hematoencefálica — uma barreira natural que protege o cérebro e impede a entrada de substâncias potencialmente tóxicas. A nanotecnologia é uma estratégia importante para superar esse desafio. Os pesquisadores desenvolveram nanossistemas de liberação, pequenas partículas em escala nanométrica que: • Protegem os peptídeos contra degradação; • Aumentam a estabilidade e a solubilidade; • Favorecem a chegada ao cérebro; • Permitem administração intranasal, rota que oferece acesso mais direto ao sistema nervoso central. Os estudos indicam que a Neurovespina nanoencapsulada mantém a mesma eficácia do composto livre. Além disso, quando administrada uma vez ao dia por via intranasal, sustenta a redução das crises ao longo do período crônico, sugerindo maior tempo de ação e melhor conforto terapêutico. Professora Márcia Renata Mortari, coordenadora do projeto | Foto: Marck Castro A segurança farmacológica vem sendo avaliada por três linhas metodológicas complementares: ensaios in vitro, com culturas de células neuronais; ensaios in vivo, em modelos animais; e bioinformática, para prever interações moleculares, estabilidade e possíveis efeitos adversos. Essa abordagem integrada permite identificar não apenas a eficácia, mas também potenciais riscos cardíacos, neurológicos e metabólicos — aspectos essenciais no desenvolvimento de um futuro medicamento. A cooperação multidisciplinar tem sido um diferencial do projeto: neurocientistas, farmacologistas, químicos, especialistas em nanotecnologia e equipes internacionais analisam conjuntamente os dados e refinam os métodos, garantindo maior robustez científica. Impactos científico e social Os resultados da pesquisa têm potencial para transformar o manejo de doenças neurológicas refratárias, tanto na medicina humana quanto na veterinária. Novas terapias podem reduzir a frequência e a intensidade das crises, melhorar a autonomia e a qualidade de vida, diminuir hospitalizações e reduzir custos associados a tratamentos crônicos pouco eficazes. O estudo também posiciona o Distrito Federal no cenário da biotecnologia baseada em peptídeos, área emergente de alta complexidade tecnológica, com potencial para gerar inovação, propriedade intelectual e formação de recursos humanos especializados. O apoio da FAPDF, segundo a coordenação, foi essencial para consolidar o núcleo de pesquisa e viabilizar etapas de alto custo — desde a purificação dos peptídeos até a execução de ensaios pré-clínicos e clínicos, além da aquisição de equipamentos especializados. “Apoiar projetos como a Rede Neurobioprospecta é investir em soluções que nascem no Distrito Federal e têm potencial para transformar vidas no Brasil e no mundo. É ciência de excelência gerando impacto real na saúde humana e animal”, afirma Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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