Grupo Viva Leve encerra turma com resultados positivos no cuidado de pacientes com doenças crônicas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Taguatinga encerrou, na quinta-feira (10/9), mais uma turma do grupo Viva Leve. A iniciativa é voltada ao cuidado integrativo de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade e dores crônicas. Semanalmente, o grupo promove ações de educação em saúde e acompanhamento multidisciplinar, com foco na mudança de hábitos e na melhoria da qualidade de vida. Ao longo dos três meses de acompanhamento, os participantes apresentaram resultados que vão além da perda de peso. Segundo a nutricionista Raquel Cota, coordenadora do grupo, foram registrados relatos de mudanças na alimentação, na rotina e na forma de lidar com os desafios relacionados à saúde. “A gente quer que eles percam peso, mas a gente quer uma mudança de estilo de vida”, explica a nutricionista. Grupo Viva Leve busca estimular mudanças de hábitos e um estilo de vida mais saudável. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Para Raquel, um dos resultados mais significativos é o efeito multiplicador da iniciativa: os conhecimentos e hábitos trabalhados durante os encontros são levados para o ambiente familiar, contribuindo para mudanças que alcançam outras pessoas além dos pacientes acompanhados diretamente pelo grupo. “Os benefícios sentidos pelos participantes do Grupo Viva Leve vão além da saúde física, com impactos positivos também na saúde emocional e na socialização”, completa a nutricionista. Benefícios sentidos pelos participantes do grupo vão além da saúde física, impactando também a saúde emocional e a socialização dos participantes O Viva Leve conta com a participação de diferentes profissionais da UBS, como nutricionista, fisioterapeuta e enfermeiros. O acesso ocorre por meio de encaminhamento das equipes de Saúde da Família. A próxima turma terá início em 24 de setembro e já conta com mais de 30 pessoas na lista de espera. A proposta é que o grupo funcione como um ponto de partida para a adoção de hábitos mais saudáveis e para a continuidade do cuidado na própria unidade. Para participar dos grupos de cuidado integrado, procure sua UBS de referência. Clique aqui e confira qual é a sua UBS de referência. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Fisioterapia especializada ajuda pacientes a recuperar autonomia após AVC
Perder a força de um lado do corpo, deixar de caminhar sozinho e depender da ajuda de familiares para tarefas simples do dia a dia são algumas das mudanças enfrentadas por quem sobrevive a um acidente vascular cerebral (AVC). No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), pacientes que passaram pela doença encontram na fisioterapia especializada um caminho para recuperar movimentos, readquirir autonomia e reconstruir a rotina. Vítima de um AVC, Joana Darc Vigilato faz fisioterapia no HRSM e já apresenta avanços que surpreendem a família | Fotos: Divulgação/IgesDF “Minha mãe é muito guerreira. Já teve restaurante, salão de beleza, lavou roupa para fora, sempre foi muito ativa. É impressionante o quanto ela evoluiu em menos de três meses” Francimar Santos O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Ao lado do infarto, integra o grupo das doenças cardiovasculares, responsáveis por cerca de 30% dos óbitos registrados anualmente no país, segundo o Ministério da Saúde. Dados da Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC), com base no Portal da Transparência do Centro de Registro Civil (CRC) do Brasil, mostram a dimensão do problema: somente entre 1º de janeiro e 31 de março deste ano foram registradas 20.461 mortes por AVC no país, o equivalente a uma média de 235 por dia, praticamente uma vítima a cada seis minutos. Para quem sobrevive ao episódio, a reabilitação torna-se fundamental. No HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o ambulatório de fisioterapia oferece atendimento especializado em neurofuncional adulto e recebe, em sua maioria, pacientes que sofreram AVC. Definição do plano terapêutico Para definição do plano terapêutico, cada paciente passa por uma avaliação individualizada antes do início das sessões “Quando o encaminhamento ocorre ainda na fase aguda, as chances de evolução costumam ser maiores. Já aqueles que chegam após um período mais longo podem apresentar sequelas mais consolidadas, o que torna o processo de reabilitação mais desafiador” Michelle Xavier da Silva, fisioterapeuta responsável pela área no HRSM “Recebemos pacientes em diferentes fases da recuperação. Quando o encaminhamento ocorre ainda na fase aguda, as chances de evolução costumam ser maiores. Já aqueles que chegam após um período mais longo podem apresentar sequelas mais consolidadas, o que torna o processo de reabilitação mais desafiador”, explica Michelle Xavier da Silva, fisioterapeuta responsável pela área. O acesso ao tratamento ocorre por meio do Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde (SES-DF). Antes do início das sessões, cada paciente passa por uma avaliação individualizada, que orienta a definição do plano terapêutico. “O tratamento é construído a partir das dificuldades que mais impactam a rotina da pessoa. Algumas precisam voltar a permanecer em pé, outras necessitam recuperar força muscular ou melhorar a capacidade de caminhar. Tudo é direcionado às necessidades de cada caso”, afirma Michelle. O ambulatório conta com barras paralelas, escadas, rampas, faixas elásticas, bicicletas adaptadas e equipamentos de estimulação muscular, utilizados para auxiliar na recuperação funcional. Foi esse acompanhamento que passou a fazer parte da vida de Joana Darc Vigilato, 61 anos, após sofrer um AVC em abril deste ano. Atualmente na sexta sessão de fisioterapia, ela já apresenta avanços que surpreendem a família. “Tudo o que ela faz aqui a gente repete em casa. Minha mãe é muito guerreira. Já teve restaurante, salão de beleza, lavou roupa para fora, sempre foi muito ativa. É impressionante o quanto ela evoluiu em menos de três meses”, relata a filha, Francimar Santos. Desafios além da recuperação física [LEIA_TAMBEM]A recuperação de um AVC depende muito do tratamento. Por isso, para que os pacientes não interrompam a frequência da fisioterapia, a equipe do HRSM orienta familiares e cuidadores sobre exercícios e estratégias que podem ser realizados em casa, contribuindo para a continuidade do processo de reabilitação. “Às vezes, o familiar precisa faltar ao trabalho ou reorganizar toda a rotina para garantir a continuidade do acompanhamento. Isso pode comprometer a evolução do paciente”, destaca Michelle. Como acessar o serviço O usuário ou seu responsável deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de casa e, com o encaminhamento médico, solicitar a inclusão na regulação da Secretaria de Saúde. Após a convocação, o tratamento é iniciado em ciclos de dez sessões, realizadas uma ou duas vezes por semana. Caso seja necessária a continuidade do acompanhamento, o paciente deve retornar à UBS para nova avaliação médica e emissão de outro encaminhamento. *Com informações do IgesDF
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Dengue e chikungunya: saiba diferenciar os sintomas
Febre, mal-estar e dores pelo corpo costumam ser os primeiros sinais de alerta para quem contrai dengue ou chikungunya. Apesar de apresentarem sintomas semelhantes nos primeiros dias, as duas doenças evoluem de maneiras diferentes. A principal forma de prevenir a dengue e a chikungunya é eliminar possíveis fontes de reprodução do mosquito transmissor | Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF “A chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, principalmente em mãos, pés, punhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar à dificuldade de movimentação e, em alguns casos, permanecer por meses” José David Urbaez, infectologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica na área Embora sejam transmitidas pelo mesmo mosquito — Aedes aegypti —, ambas as doenças possuem algumas características distintas entre si. Na dengue, a febre alta e repentina (acima de 38°C) é um dos principais sintomas. Já na chikungunya, as fortes dores nas articulações marcam sua presença. “A chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, principalmente em mãos, pés, punhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar à dificuldade de movimentação e, em alguns casos, permanecer por meses”, explica o infectologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica na área, José David Urbaez. Sinais em comum e diagnóstico A dengue é causada pelo vírus Denv, que possui quatro sorotipos diferentes: Denv-1, Denv-2, Denv-3 e Denv-4. Seus sintomas incluem, também, dores na cabeça, atrás dos olhos e nos músculos. Nos casos mais graves podem ocorrer sangramentos nas mucosas e o surgimento de manchas vermelhas na pele. Mal-estar, dores nas articulações e na cabeça e vermelhidão também aparecem em ocorrências de chikungunya. Além dos testes rápidos, a rede pública também realiza exames como RT-PCR e sorologia, que auxiliam na confirmação do diagnóstico das doenças | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF Mesmo com as diferenças visíveis, a forma mais segura de identificar a dengue ou a chikungunya é procurar atendimento médico, segundo Urbaez. As duas doenças podem ser identificadas por exames laboratoriais disponíveis na rede pública de saúde do DF. Além dos testes rápidos, também podem ser realizados exames como RT-PCR e sorologia, que auxiliam na confirmação do diagnóstico. Ao apresentar febre, dores no corpo ou nas articulações, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). “A maioria dos casos de dengue, por exemplo, pode ser totalmente gerenciada na atenção primária, com hidratação, repouso e medicamentos para aliviar os sintomas. Os casos graves são encaminhados aos hospitais regionais”, detalha o especialista da SES-DF. Combate diário A liberação dos chamados Wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia, é uma estratégia da SES-DF que ajuda a reduzir a transmissão de arboviroses. Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]A principal forma de prevenir as arboviroses é eliminar pontos de acumulação de água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito transmissor. Pneus, garrafas, calhas e caixas d’água sem proteção estão entre os recipientes que mais favorecem a proliferação do Aedes aegypti. Na capital federal, a SES-DF também mantém uma série de ações de enfrentamento, como: borrifação intradomiciliar, uso de drones para identificar possíveis criadouros, instalação de armadilhas e aplicação da vacina contra a dengue em públicos específicos. Outra estratégia adotada pela pasta é a liberação dos chamados Wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia. A tecnologia ajuda a reduzir a capacidade de transmissão de doenças pelo Aedes aegypti e reforça as ações de controle. *Com informações da SES-DF
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Governadora Celina Leão autoriza obra de mais de R$ 7 milhões para nova UBS em Sobradinho
Moradores da Vila Rabelo, em Sobradinho, terão atendimento de saúde mais próximo de casa com a construção da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) da região. Neste sábado (9), a governadora Celina Leão assinou a ordem de serviço para o início das obras da unidade, que terá investimento de mais de R$ 7,1 milhões. Durante a solenidade, a chefe do Executivo destacou que a nova unidade vai garantir atendimento mais perto de casa para os moradores da comunidade, sem a necessidade de deslocamento para outras regiões de Sobradinho. Celina Leão: "Não adianta termos médicos e equipes completas nas cidades se não tivermos a Unidade Básica de Saúde. A saúde pública tem que estar na porta da casa do cidadão" | Foto: Renato Alves/Agência Brasília “É uma demanda muito antiga que nós estamos atendendo, que é a atenção primária. Não adianta termos médicos e equipes completas nas cidades se não tivermos a Unidade Básica de Saúde. Por isso, demos essa ordem de serviço aqui. A saúde pública tem que estar na porta da casa do cidadão”, afirmou Celina Leão. A UBS será construída na Quadra 01, Área Especial 01, na comunidade Vila Rabelo, seguindo o modelo UBS Modular Tipo I. A estrutura terá capacidade para atender até duas equipes de Saúde da Família, compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde. O espaço contará com consultórios médicos e de enfermagem, salas de vacinação, curativos, acolhimento e farmácia. A unidade será a porta de entrada do SUS na Vila Rabelo, com foco em prevenção e atenção básica à comunidade local. Juracy Cavalcante: "Hoje, o nosso foco é investir cada vez mais na atenção básica" Segundo o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, a unidade terá capacidade para atender até 4 mil pessoas. “A atenção primária cria um vínculo com o paciente. Por exemplo, uma pessoa diabética ou hipertensa passa a ser acompanhada pela equipe de Saúde da Família, tanto pelos médicos quanto pela equipe multidisciplinar. Esse vínculo é importante porque fortalece os laços com a comunidade e ajuda a evitar a sobrecarga da atenção secundária. Hoje, o nosso foco é investir cada vez mais na atenção básica”, destacou o secretário. [LEIA_TAMBEM]Mais reforço na saúde Nesta semana, a governadora Celina Leão também autorizou a contratação de 164 médicos para reforçar a rede pública de saúde do Distrito Federal. São 114 profissionais temporários para atuação na Estratégia de Saúde da Família, além da nomeação de 45 médicos efetivos e cinco psiquiatras aprovados no concurso vigente. A medida foi viabilizada após o remanejamento de cerca de R$ 25 milhões inicialmente destinados às comemorações do aniversário de Brasília para investimentos na saúde pública. Os profissionais serão distribuídos pelas unidades conforme planejamento estratégico da pasta. A medida integra a estratégia do governo de priorizar áreas essenciais diante do cenário orçamentário, direcionando recursos para o atendimento direto à população.
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Aumento de casos de síndrome gripal exige atenção redobrada com crianças e idosos
O mês de março marcou o início de um período que preocupa muitos pais e responsáveis: a sazonalidade das infecções respiratórias virais. Tosses, corizas, dores de garganta, catarro, febre e diversos outros sintomas começam a aparecer com mais frequência nos lares, exigindo atenção redobrada com a prevenção e o cuidado. Estação atual é marcada pelo aumento das síndromes gripais, que podem ser identificadas a partir de vários sintomas | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Esse período não está associado a uma única doença, mas ao aumento das chamadas síndromes gripais (SGs). Um indivíduo é classificado com SG se apresentar uma infecção respiratória, com início nos últimos sete dias, com pelo menos dois desses sintomas: tosse, coriza, dor de garganta, congestão nasal, febre, dor de cabeça, dor no corpo e calafrio. “É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas. Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma avaliação” Camila Damasceno, médica da Secretaria de Saúde Nos casos mais graves, pode haver a evolução para a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que ocorre quando o paciente hospitalizado com SG apresenta agravamento, como dispneia (dificuldade de respirar), taquipneia (respiração rápida) e baixa saturação de oxigênio. Sintomas Camila Damasceno, médica e referência técnica distrital (RTD) de família e comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF), aponta os principais sintomas aos quais a pessoa deve ficar atenta para procurar um serviço de emergência: “Se tiver alguma dificuldade para respirar, se a respiração está acelerada ou com chiado; se a pessoa estiver muito prostrada, se sentindo muito fraca, com sensação de desmaio”. A especialista orienta sobre o cuidado com as altas temperaturas do corpo: “É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas. Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma avaliação”. Sintomas como convulsões ou confusão mental também são sinais de alerta. “Em caso de sintomas leves, o ideal é que a pessoa procure a Unidade Básica de Saúde (UBS), para que o enfermeiro ou médico avalie e oriente direito como será o tratamento”, reforça a médica. “Na presença de sinais de gravidade, a pessoa deve procurar o serviço de emergência, como uma UPA ou pronto-socorro, principalmente nos períodos em que a UBS estiver fechada.” Aumento [LEIA_TAMBEM]O alerta se intensifica diante de dados recentes. Nos últimos anos, foram notificados mais de 21 mil casos de SRAG em residentes do DF. De 2024 para 2025, houve um aumento de 25%, após um período de queda, sinalizando uma retomada da circulação viral — foram 6,5 mil casos, em 2024, e 8 mil casos, em 2025. O crescimento dos casos entre março e julho se dá, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão. Alguns vírus apresentam melhor sobrevivência em temperaturas mais baixas. Mudanças de temperatura e a menor exposição ao sol também podem afetar o sistema imunológico. As faixas etárias mais suscetíveis à evolução para formas graves de infecções respiratórias agudas incluem crianças menores de cinco anos e idosos, devido à imaturidade ou declínio da resposta imunológica. Prevenção e cuidados A vacinação segue como a principal estratégia para prevenir casos graves contra os vírus respiratórios e reduzir a incidência, gravidade e número de mortes. Hábitos cotidianos também são fundamentais para reduzir a transmissão, como higienizar as mãos, dar preferência a ambientes naturalmente ventilados, isolar-se em casos suspeitos, manter o ambiente limpo e evitar aglomerações em locais fechados. Veja, abaixo, as vacinas oferecidas na rede pública de saúde do Distrito Federal. Arte: SES-DF *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Câncer de intestino já é o terceiro mais comum no DF
Cláudio tinha 59 anos quando começou a sentir fortes dores abdominais. Ao procurar atendimento médico, precisou passar por uma cirurgia de emergência. Após a retirada de um tumor e a realização de biópsia, veio o diagnóstico: câncer de intestino. Durante sete meses, ele fez quimioterapia no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “Foi um grande susto; é o tipo de coisa que você pensa que nunca vai acontecer com você”, lembra. Cláudio, diagnosticado com câncer colorretal, fez o tratamento completo e hoje segue aproveitando a vida em viagens pelo mundo: “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Sempre tive fé em que seria algo passageiro” | Foto: Acervo pessoal O câncer colorretal, conhecido como câncer de intestino, afeta o intestino grosso (cólon) ou o reto e é o terceiro tipo de câncer mais frequente no DF, atrás apenas dos tumores de mama e de próstata, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Hospital de Base, referência em atendimento oncológico na rede pública do DF, são prestados anualmente cerca de mil atendimentos relacionados à doença. Apesar da incidência elevada, muitos diagnósticos ainda ocorrem em fases avançadas, já que o tumor costuma se desenvolver de forma silenciosa e pode permanecer por anos sem provocar sintomas perceptíveis. Prevenção e diagnóstico precoce Durante todo este mês, a campanha Março Azul-Marinho busca ampliar a conscientização da população sobre a prevenção e a detecção precoce do câncer colorretal. Dados do Inca indicam que o Distrito Federal registra uma taxa de incidência de 19,42 casos para cada 100 mil habitantes, a sexta maior do país. “Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado” Ana Rosa Melo, proctologista do Hospital de Base A proctologista Ana Rosa Melo, da equipe do Hospital de Base, explica que o tumor geralmente se desenvolve a partir de pólipos, pequenas lesões benignas que surgem na parede do intestino e podem evoluir lentamente. Como o intestino é um órgão oco, essas alterações podem crescer durante anos sem provocar sinais claros. “O câncer colorretal costuma crescer de forma gradual”, explica a médica. “Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado.” Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer estão o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ingestão de álcool, obesidade, sedentarismo e tabagismo. A adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico ajudam a reduzir riscos. A recomendação é começar os exames de prevenção a partir dos 45 anos. A frequência deve ser definida pelo médico, de acordo com o histórico e os fatores de risco de cada paciente. Vida pós-tratamento Cláudio encarou o processo como uma etapa necessária para recuperar a saúde: “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Se fosse preciso fazer quimioterapia, eu faria e ficaria bem. Sempre tive fé de que seria algo passageiro”. Ele relata que a jornada foi longa e cansativa, marcada por efeitos colaterais como perda de cabelos, enjoos, dormência nas mãos e redução de peso. Ao longo desse período, perdeu 24 quilos. O apoio da equipe de saúde fez diferença durante todo o processo. “As enfermeiras sempre estavam sorrindo e nos motivando; não sei como conseguem manter tanta energia”, conta. [LEIA_TAMBEM]Desde o fim da quimioterapia, em 2013, Cláudio decidiu aproveitar mais a vida. Realizou o sonho de dar a volta ao mundo e já visitou mais de 85 países. Hoje, aos 74 anos, continua viajando e descobrindo novos destinos. Neste mês, ele segue na estrada rumo ao Chile, em uma viagem de motorhome pela América do Sul. Apesar das dificuldades relacionadas ao diagnóstico tardio, o câncer colorretal apresenta boas chances de cura quando tratado adequadamente — como no caso de Cláudio. “Com o tratamento correto, que pode incluir cirurgia e quimioterapia, as chances de recuperação são bastante elevadas”, enfatiza Ana Rosa Melo Atendimento na rede pública Em caso de sintomas suspeitos, a orientação é procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O paciente passa por avaliação na Atenção Primária, onde podem ser solicitados exames iniciais e encaminhamento para acompanhamento especializado. O acesso aos serviços de maior complexidade ocorre por meio da regulação da rede pública de saúde. Após a avaliação inicial na Atenção Primária, o paciente pode ser encaminhado a unidades de referência, como o Hospital de Base, conforme a necessidade clínica identificada pela equipe de saúde. *Com informações do IgesDF
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De cidade-dormitório a polo de serviços, Riacho Fundo II recebe investimento em saúde, educação e mobilidade
Desde 2019, o Riacho Fundo II passou a contar com uma série de equipamentos públicos inéditos que ampliaram o acesso da população a serviços essenciais nas áreas de saúde, mobilidade, educação e desenvolvimento urbano. Com mais de 70 mil moradores e prestes a completar 31 anos, em maio deste ano, a região administrativa já recebeu investimento superior a R$ 96 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF) e segue em expansão. "O Riacho Fundo II deixou de ser uma 'cidade-dormitório' para se tornar um polo de infraestrutura autossuficiente" Celina Leão, vice-governadora “O Riacho Fundo II deixou de ser uma 'cidade-dormitório' para se tornar um polo de infraestrutura autossuficiente”, enfatiza a vice-governadora Celina Leão, destacando o compromisso do Executivo com o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos. “Desde 2019, priorizamos entregas inéditas, como a primeira UPA [Unidade de Pronto Atendimento], o viaduto e o primeiro Cepi [Centro de Educação da Primeira Infância], entre tantas outras que tiraram do papel demandas históricas de mobilidade, saúde e educação, aproximando o Estado de quem mais precisa.” Riacho Fundo II ganhou o primeiro papa-entulho em janeiro deste ano | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Em janeiro, foi inaugurado o primeiro papa-entulho da cidade, com aporte de R$ 465 mil, com recursos do Banco do Brasil. Localizado na QN 20, Conjunto 1, Lote 1, o novo equipamento beneficia tanto a limpeza da cidade como a saúde da população, conforme avalia a administradora regional, Ana Maria da Silva. “Tem efeito no descarte irregular de lixo e, principalmente, na prevenção à doenças. Já eliminamos dez pontos de descarte irregular de lixo, que eram próximos às residências e concentravam muitas reclamações de bichos mortos, insetos e ratos”, afirma. Em pouco tempo de funcionamento, o equipamento já facilitou a vida de diversos moradores, entre eles a aposentada Ana Mônica da Cunha, 48 anos, que está com a casa em obras. “Antes não tínhamos onde colocar o entulho, então ajudou bastante”, disse ela, que mora no Riacho Fundo II há mais de uma década. “A cidade tem melhorado muito, com muita reforma, muitas inaugurações.” Ações Atualmente com mais de 70 mil moradores, a cidade foi reconhecida como RA em 2003 Ocupado desde 1995, o Riacho Fundo II foi reconhecido como região administrativa em maio de 2003 e, atualmente, é lar de 70.180 pessoas. Destas, 52,4% são do sexo de nascimento feminino e a idade média é de 32,2 anos, segundo dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad Ampliada 2024). Em relação à infraestrutura urbana, o levantamento mostrou que 98,5% dos domicílios contam com asfalto na rua de acesso principal e 94,5% dispõem de calçada. Além disso, para 93,3% dos entrevistados havia iluminação na rua principal, enquanto 91,5% responderam que havia drenagem da água da chuva. Segundo a administradora regional, uma das estratégias para garantir a ordem da cidade é o mapeamento diário das demandas e resolução agilizada e descomplicada das questões. “Temos o compromisso de que todo e qualquer funcionário da administração deve registrar as demandas que encontrar por aqui, com localização e o máximo de informações, para que a gente possa mandar aos órgãos competentes. Isso facilita o nosso trabalho.” "Em 2019, fomos reconhecidos como a primeira cidade a zerar todo e qualquer buraco e seguimos trabalhando nisso" Ana Maria da Silva, administradora regional do Riacho Fundo II Os reparos são executados ao longo de todo o ano, especialmente nos meses de seca, como prevenção ao período de chuvas. “Em 2019, fomos reconhecidos como a primeira cidade a zerar todo e qualquer buraco e seguimos trabalhando nisso”, explica Silva, que reside na cidade desde 1997. “Antes, para buscar um alimento tinha que ir em uma cidade vizinha. Não tinha emprego e a infraestrutura era muito precária. Hoje temos tudo aqui: trabalho, comércio, e uma cidade bonita, organizada e prazerosa de se viver.” Morador da região administrativa desde 2002, o vigilante Francisco Lima Feitosa, 61, também acompanhou as mudanças de perto. “É um lugar bom de morar e melhorou bastante. A gente só tem a agradecer ao GDF pelas obras que fez e continua fazendo”, elogia. Entre as principais ações, ele destaca as calçadas, que utiliza para praticar exercícios físicos semanalmente. “Caminho dia sim, dia não, e agora está bem mais seguro. Antes, a gente tropeçava muito nas pedras. O piso novo está excelente.” Entregas Francisco Lima Feitosa mora na cidade há 24 anos e aponta que o local "melhorou bastante" Em 2020, foi inaugurado o Centro Interescolar de Línguas (CIL), com investimento de R$ 2,6 milhões, atendendo a mais de 3 mil estudantes nos turnos matutino, vespertino e noturno, com cursos de inglês, espanhol e francês. A unidade dispõe de 12 salas de aula, biblioteca, auditório e espaços administrativos e pedagógicos. Também na área de educação, em outubro de 2024, foi entregue o novo Centro de Educação Infantil (CEI), localizado na QN 12, no Parque do Riacho, com capacidade para acolher 672 crianças de 4 e 5 anos. A obra recebeu investimento superior a R$ 12,2 milhões e foi executada pela Secretaria de Educação, em parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Outro marco histórico foi a construção, em dezembro de 2025, do primeiro Centro Educacional da Primeira Infância (Cepi) do Riacho Fundo II. O Centro Flor de Magnólia era aguardado há décadas pela população e foi erguido com investimento de R$ 7,2 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e contrapartida do GDF. O espaço tem capacidade para atender a 188 crianças em tempo integral, ampliando a oferta da rede pública na região. Ana Mônica da Cunha atesta: "A cidade tem melhorado muito, com muita reforma, muitas inaugurações" Em 2021, foi aberta a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II, com aporte de R$ 6,5 milhões e capacidade para cerca de 4,5 mil atendimentos mensais. No mesmo ano, a economia local ganhou impulso com a abertura da Feira Permanente, que foi inaugurada em 2018 mas só entrou em funcionamento graças a este GDF, após a regularização de inconsistências legais herdadas da gestão anterior. Desde então, a feira se consolidou como ponto de geração de emprego e renda. Na área de mobilidade urbana, a entrega do Viaduto Recanto das Emas/ Riacho Fundo II, em 2023, representou um avanço significativo para o trânsito da região. A estrutura beneficia aproximadamente 60 mil motoristas diariamente e contou com investimento de R$ 30,9 milhões, sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), contribuindo para a melhoria da fluidez e da segurança viária. A estrutura de serviços bancários também foi ampliada com a abertura, em 2024, da agência do Banco de Brasília (BRB) no Riacho Fundo II. A unidade atende aos cerca de 25 mil correntistas da região, além de beneficiários de programas do GDF e novos clientes, reduzindo a necessidade de deslocamento para outras cidades. R$ 5 milhões investimento na inauguração da UBS 5, em 2021 Além das entregas inéditas, o Riacho Fundo II recebeu obras que reforçaram a infraestrutura, como a inauguração da UBS 5, em 2021, com investimento de R$ 5 milhões; a duplicação da Avenida N3, em 2023, com R$ 2,8 milhões; a pavimentação da Granja Modelo, em 2022; e da via que liga os Caub I e II, em 2023; manutenções na sede da administração regional; e construção de cerca de 4,1 mil m² de calçadas com acessibilidade. A lista de conquistas também engloba a transformação de quatro pontos de descarte irregular de lixo pelo projeto Cara Nova, a entrega da praça da QN 29, a instalação de cerca de 100 novos abrigos para passageiros de ônibus, além da abertura de unidades habitacionais que beneficiaram aproximadamente 36 mil pessoas desde 2019. No esporte e lazer, foram executadas a reforma de oito quadras poliesportivas e de dois campos de grama sintética. [LEIA_TAMBEM]A cidade também foi beneficiada com a implantação do Centro de Reservação do Sistema de Abastecimento de Água do Descoberto, garantindo segurança hídrica para a população. Houve, ainda, a implantação da elevatória de esgotos bruto e linha de recalque, para aumentar a eficiência do sistema local, e a expansão da rede de distribuição de energia elétrica e iluminação pública urbana. Atualmente, estão em obras o Complexo Esportivo, que já conta com um campo sintético e uma quadra de areia entregues, com aporte de R$ 4,6 milhões; e o Centro de Educação da Primeira Infância da QN 14, que terá capacidade para atender até 188 crianças, de 4 meses a 6 anos, em período integral, com investimento de mais de R$ 6 milhões.
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Diagnóstico rápido e tratamento especializado fortalecem combate à leucemia no DF
Aos 30 anos, o consultor Alysson Borges ouviu uma notícia que muda qualquer vida: diagnóstico positivo para leucemia. O impacto foi imediato, mas a reação também veio com firmeza e esperança. “Quando recebi o diagnóstico, eu pensei: quero ficar curado. Vou enfrentar de cabeça erguida. Eu vou vencer. Você automaticamente fica triste. Ninguém quer passar por isso”, relembra. Os primeiros sintomas pareciam comuns: tosse persistente, febre alta, cansaço intenso e sonolência. Ao se alimentar, Alysson sentia como se algo estivesse entalado na garganta. “Parecia que eu estava sufocando”. A busca por atendimento o levou a uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Lá foi feito o encaminhamento ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), onde faz o tratamento para Leucemia. Diagnóstico precoce pode salvar vidas A leucemia é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. A doença ocorre quando células anormais passam a se multiplicar de forma desordenada, prejudicando a produção saudável do organismo. A leucemia é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, responsável pela produção das células do sangue | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo a chefe do Serviço de Hematologia do HBDF, Laura Ferraz, o quadro pode provocar anemia, sangramentos e infecções, o que exige atenção rápida. “Fadiga constante, palidez, infecções frequentes, febre recorrente, sangramentos espontâneos, manchas roxas sem causa aparente, dor nos ossos e falta de ar são sintomas que não devem ser ignorados. Nas leucemias agudas, os sinais costumam evoluir em poucos dias ou semanas. Já nas crônicas, podem surgir de forma mais lenta, ao longo de meses”, explica. Referência no tratamento de cânceres hematológicos na rede pública do Distrito Federal, o Hospital de Base concentra o diagnóstico e o cuidado desses pacientes, com atendimento especializado e equipe formada por diferentes profissionais da saúde. A gerente de operações do Centro de Infusão do HBDF, Larissa Dias, destaca que o fluxo é ágil e sem demora para iniciar o tratamento. “Hoje temos uma triagem sem fila de espera. O paciente chega com os exames, fecha o diagnóstico e já sai com o tratamento programado. Em média, são cerca de 15 dias entre o diagnóstico, a liberação das medicações e o início da terapia”, informa. Tratamento moderno e acompanhamento especializado Para Alysson, o maior desafio tem sido enfrentar as sessões de quimioterapia e radioterapia. “A quimioterapia é difícil, tem reações, é um processo pesado. Mas eu coloco na minha mente que aquela medicação é o que vai me curar. É o que vai me fazer ficar bem”, conta. Além da quimioterapia convencional, o Hospital de Base oferece medicamentos mais modernos, muitos com menos efeitos colaterais, e faz encaminhamento para transplante de medula óssea quando há indicação clínica. “Hoje temos respostas muito positivas aos tratamentos. É fundamental que o paciente mantenha o acompanhamento regular e confie na equipe”, reforça Larissa Dias. Atualmente em remissão, Alysson destaca o apoio recebido durante todo o processo. “A força não vem só de dentro. Vem da família, dos amigos, dos profissionais de saúde e até de outros pacientes. Sou muito grato ao IgesDF, ao Hospital de Base e ao SUS. Desde o início fui muito bem atendido. Tenho confiança de que vou vencer. É uma luta que a gente trava junto”, afirma. Campanha reforça conscientização e orienta população Este mês é marcado pela campanha Fevereiro Laranja, dedicada à conscientização sobre a leucemia e à importância do diagnóstico precoce. A mobilização busca informar a população sobre sinais de alerta, incentivar a doação de medula óssea e reforçar que o tratamento está disponível gratuitamente na rede pública. A porta de entrada para o cuidado começa na rede básica de saúde. Ao identificar sintomas como anemia, fraqueza e palidez, a UBS solicita exames iniciais e, diante de suspeita, encaminha o paciente ao Serviço de Hematologia do Hospital de Base. A campanha também reforça a importância do cadastro como doador de medula óssea, que pode salvar vidas e ampliar as chances de cura de pacientes que precisam de transplante. “Neste Fevereiro Laranja, a principal mensagem é que informação salva vidas. O IgesDF e o Hospital de Base seguem comprometidos em oferecer diagnóstico precoce, tratamento oportuno e cuidado humanizado, garantindo assistência qualificada do primeiro sinal à continuidade do cuidado”, reforça Laura Ferraz. Para doar medula óssea no Distrito Federal, cadastre-se no Hemocentro de Brasília. Para mais informações entre no site do Hemocentro.
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Agentes comunitários de saúde de Santa Maria e Gama estão de uniformes novos
Já é possível ver os novos trajes em azul e branco utilizados pelos profissionais da Atenção Primária à Saúde nas regiões administrativas de Santa Maria e Gama. Agora, todos os agentes comunitários de saúde (ACSs) da Região de Saúde Sul usam uniformes durante o desempenho de suas funções. A proposta busca, principalmente, garantir a correta identificação dos profissionais perante os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o superintendente da Região de Saúde Sul do Distrito Federal, Willy Pereira da Silva Filho, a medida fortalece o vínculo do usuário com os gestores e com as equipes. “Por meio dessa identificação, a pessoa sabe a quem direcionar-se, a quem fazer algum questionamento. Isso melhora o tempo de assistência e acolhimento, por exemplo”, afirma. Kelvin de Souza comemora a nova identificação: "Vestindo crachá e uniforme, os moradores sentem confiança e têm mais abertura para passar informações" | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Quem já fez uso do equipamento corrobora a afirmação. “Quando estamos descaracterizados, muitas vezes, somos confundidos com outras pessoas", relata o ACS Kelvin de Souza. “Vestindo crachá e uniforme, os moradores sentem confiança e têm mais abertura para passar informações ou deixar a gente entrar nas casas”, detalha. Uniformes Os ACSs atuam, predominantemente, nas ruas e nos domicílios, sendo o elo entre moradores e o serviço público de saúde. Seus uniformes compreendem camiseta com proteção térmica, chapéu com cobertura de pescoço e colete, acessório que também será oferecido aos integrantes do Núcleo de Vigilância Epidemiológica. Os profissionais que trabalham nas UBSs da região e os das categorias assistenciais também terão uniforme novo Estão em processo de confecção, com previsão de entrega ainda neste mês, as camisetas dos demais profissionais das unidades básicas de saúde da região, inclusive daqueles que desempenham funções administrativas, como distribuição de medicamentos e outros insumos. As categorias assistenciais também receberão jalecos com a respectiva identificação. Recursos do Pdpas [LEIA_TAMBEM]O conjunto de uniformes foi adquirido por meio do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (PDPAS), criado para dar autonomia gerencial às unidades de saúde. Os recursos destinam-se à manutenção e ao funcionamento dos serviços. Ao todo, para a confecção de mais de 3,3 mil peças, foram investidos cerca de R$ 142 mil. Cada profissional recebe um kit com o padrão estabelecido para a categoria dele. A recomendação é que seja utilizado diariamente, durante o expediente. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Ações de combate à transmissão de hanseníase no DF são intensificadas
Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) indicam que os casos de hanseníase diminuíram nos últimos três anos no Distrito Federal. Foram registradas 113 ocorrências em 2024. O número é 28,5% menor que os 158 casos registrados em 2022. O DF registrou 1.018 notificações de hanseníase entre 2020 e 2024. Atualmente, a capital apresenta uma taxa de detecção de 3,53 casos para cada 100 mil habitantes, o que a posiciona em um patamar de média endemicidade, segundo critérios técnicos. Os dados constam no Informativo Epidemiológico da Hanseníase. O perfil epidemiológico revela que os homens são os mais acometidos, representando 50% das novas notificações. A maior concentração de casos ocorre na faixa etária entre 50 anos e 59 anos. O cenário nacional ainda é desafiador: o Brasil é o segundo país com maior volume de casos no mundo, atrás apenas da Índia. Secretaria de Saúde aposta em busca ativa e monitoramento para reduzir sequelas e interromper ciclo da doença | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Estratégia e monitoramento A Secretaria de Saúde segue o Plano de Enfrentamento da Hanseníase do DF 2023-2030, com o objetivo de intensificar as políticas públicas para eliminar a transmissão da doença no território. Ana Carolina Igreja, referência técnica distrital (RTD) em dermatologia da SES-DF, explica que a demora na identificação da doença ainda é um obstáculo. Muitas vezes, os sintomas iniciais são negligenciados ou confundidos com outras patologias. “Os sinais mais comuns são manchas com sensibilidade alterada, mas nódulos eritematosos [caroços vermelhos], áreas com diminuição de suor e perda de pelos também são sintomas frequentes”, detalha a especialista. "O diagnóstico tardio reflete diretamente na qualidade de vida do paciente" Ana Carolina Igreja, referência técnica distrital em dermatologia Embora a hanseníase tenha cura e o tratamento seja gratuito, a continuidade da medicação é fundamental. A especialista da SES-DF alerta para a taxa de abandono, que chegou a 22% no DF em 2022. A interrupção do tratamento prejudica a recuperação do paciente, favorece a resistência bacteriana e mantém a cadeia de transmissão ativa na comunidade. “O diagnóstico tardio reflete diretamente na qualidade de vida do paciente. Em 2020, o Distrito Federal registrou muitos casos com grau de incapacidade física 2, o que significa que muitos cidadãos já chegavam às unidades de saúde com sequelas físicas ou danos neurológicos visíveis”, detalha. Para alcançar as metas dos indicadores, a Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis está intensificando a busca ativa por meio dos agentes comunitários de saúde e ampliando a realização de testes rápidos em pessoas que convivem com os pacientes diagnosticados, entre outras estratégias. A porta de entrada para o atendimento de pacientes com hanseníase são as unidades básicas de saúde (UBSs). Casos que exigem suporte especializado são encaminhados aos centros de referência: Centro Especializado de Doenças Infecciosas (Cedin), Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e Hospital Universitário de Brasília (HUB). [LEIA_TAMBEM]Na Região de Saúde Norte, a unidade de infectologia de Planaltina é referência no atendimento a doenças infectocontagiosas, com destaque para HIV, Aids, hepatites virais, tuberculose e hanseníase, que estão entre as mais prevalentes na região. A unidade atua como ponto estratégico, prestando cerca de 500 atendimentos mensais com equipe multidisciplinar. “Contamos com profissionais habilidosos no manejo da doença para garantir que o paciente receba a orientação correta e complete o tratamento com sucesso”, afirma a diretora da Atenção Secundária da Região Norte, Joyce Vieira Dantas. Transmissão A hanseníase é transmitida pelo contato prolongado com pacientes não tratados. A doença tem cura, e o tratamento, padronizado pelo Ministério da Saúde, é feito por meio da associação de três antimicrobianos denominada poliquimioterapia única (PQT). O tempo pode variar de seis a 12 meses, de acordo com a forma clínica da doença. Em caso de manchas suspeitas, procure a UBS mais próxima. *Com informações da Secretaria de Saúde
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