Feira Raízes do Entorno será aberta na quarta (4)
A Secretaria do Entorno (Seent-DF) promove, nas próximas quarta e quinta-feiras (4 e 5), a II Feira de Artesanato Raízes do Entorno. Voltado à valorização da produção cultural, artística e empreendedora dos municípios que compõem a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), o evento será realizado no Anexo do Palácio do Buriti. A iniciativa é uma alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Itens diversificados produzidos por profissionais do Entorno estarão disponíveis para comercialização | Foto: Divulgação/Seent-DF “A Feira Raízes do Entorno destaca o talento dos artesãos e produtores locais, gerando renda e visibilidade para os municípios da Ride, em um momento de celebração à mulher empreendedora” Cristian Viana, secretário do Entorno A feira tem como objetivo reunir artesãos, produtores, artistas plásticos e profissionais culturais do Entorno, que terão a oportunidade de divulgar e comercializar seus trabalhos diretamente ao público, em espaço localizado na Ala Norte do Edifício Anexo ao Palácio do Buriti. Participarão 27 expositoras, representantes de Valparaíso, Cidade Ocidental, Luziânia, Novo Gama e Águas Lindas. “A Feira Raízes do Entorno é fundamental para impulsionar a economia criativa e fortalecer a identidade cultural da nossa região", enfatiza o secretário do Entorno, Cristian Viana. “Destaca o talento dos artesãos e produtores locais, gerando renda e visibilidade para os municípios da Ride, em um momento de celebração à mulher empreendedora.” [LEIA_TAMBEM]Das 8h às 16h, quem comparecer ao Anexo do Buriti poderá adquirir peças variadas de artesanato, biojoias, roupas, produtos de beleza e bem-estar, flores e plantas naturais, semijoias e impressões 3D. Também haverá comidas típicas, além de massagem terapêutica. Esta edição da feira tem 27 participantes, dez a mais do que a primeira. “O evento é uma homenagem às mulheres do Entorno, que são o coração da nossa cultura e do empreendedorismo local”, afirma a coordenadora da feira, Elisaneide Barros. “É inspirador ver como essas artesãs transformam suas habilidades em oportunidades reais de empoderamento e renda familiar”, reforça a subcoordenadora, Renata França. *Com informações da Secretaria do Entorno
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Saúde adotará cartão para compras e ampliará cirurgias eletivas
A governadora em exercício Celina Leão reuniu gestores da saúde para ouvir e propor melhorias no controle dos estoques, na informatização, nas condições de trabalho e no acesso a recursos para compra de insumos e equipamentos. Gestores participaram de encontro durante o qual foram discutidos temas relativos às sete regiões de saúde do DF | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília O encontro desta terça-feira (28) reuniu os superintendentes das sete regiões de saúde e também os diretores de hospitais da rede pública, além da presidente do Iges-DF, Mariela Souza de Jesus, e dos secretários de Saúde, Lucilene Florêncio; de Governo, José Humberto Pires de Araújo, e da Casa Civil, Gustavo Rocha. [Olho texto=”“Saúde não melhora do dia para noite, mas podemos chegar lá com comprometimento e união”” assinatura=”Mariela Souza de Jesus, presidente do Iges-DF” esquerda_direita_centro=”direita”] “Temos problemas na ponta, como a falta de insumos, o absenteísmo [faltas e atrasos de servidores], a escassez de anestesiologistas e de algumas especialidades, mas estamos trabalhando para que vocês tenham um sistema melhor, uma retaguarda melhor”, disse a governadora em exercício. “É uma gratidão recebê-los aqui para tratar desses assuntos.” Cada um dos gestores teve espaço para falar sobre demandas e também apontar soluções. Os principais temas abordados foram unificação de sistemas, pedido por anestesiologistas, maior atenção com a área rural e melhoria na retaguarda. “Só conseguiremos chegar a outro ponto se reconhecermos que precisamos melhorar”, resumiu Lucilene Florêncio. “Saúde não melhora do dia para noite, mas podemos chegar lá com comprometimento e união”, acrescentou Mariela Souza de Jesus. “Temos reduzido a dívida do Iges-DF, hoje nosso débito está em menos de R$ 100 milhões, a falta de medicamentos foi reduzida e também estamos pensando na rede, com duas UPAs [unidades de pronto atendimento] prestes a serem construídas, uma na Estrutural e outra no Guará.” Agilidade nas compras [Olho texto=”Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde é considerado essencial para ações emergenciais” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Entre os focos da reunião, estiveram a melhoria do sistema de compras de materiais, medicamentos, pequenos reparos e contratação de serviços. Atualmente, esses itens são processados pelo Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (Pdpas), e o GDF vai modernizar esse sistema com o auxílio do BRB e do Sebrae-DF. “A ideia da governadora em exercício é simplificar o uso desses recursos e o acesso aos aportes de emendas parlamentares”, ressaltou Gustavo Rocha. “A minuta foi feita pela Secretaria de Saúde, a Casa Civil cuidará da segurança jurídica e então teremos um cartão do BRB para os gestores utilizarem, adequado à nova Lei de Licitações.” O Pdpas é utilizado principalmente nas compras de farmácia, almoxarifado e consertos de equipamentos não previstos em contratos de manutenção. O valor, que era de R$ 17 mil por código – não equivale a um item –, passou para R$ 50 mil durante a pandemia e será reajustado para R$ 57 mil. Contando com prestação de contas bimestral por parte dos gestores, o Pdpas é considerado essencial para situações emergenciais. Nesse novo decreto, além do BRB, o Sebrae-DF está sendo envolvido na captação de microempreendedores cadastrados para o fornecimento dos produtos e serviços. Edital das cirurgias eletivas Outro ponto tratado na reunião foi a fila das cirurgias. Para a próxima semana, é esperada a publicação do edital que prevê a realização de 25 mil cirurgias eletivas na rede pública. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Esses procedimentos se tornam possíveis após o governo costurar com os deputados distritais a destinação de R$ 24 milhões, por meio de emendas parlamentares, e mais R$ 10 milhões destinados pelo governo federal. Serão feitas cirurgias de oftalmologia, hérnia e vesícula, além de procedimentos de histerectomia, ortopedia e otorrinolaringologia. Hospital de retaguarda A governadora em exercício também comunicou aos gestores a construção de um hospital de retaguarda e o trabalho do GDF pela unificação da informatização da saúde, o que permite a um médico da atenção primária acessar um exame feito no Hospital de Base. [Olho texto=”Governo trabalha na construção de quatro hospitais” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O hospital de retaguarda terá 200 leitos e funcionará no formato “porta fechada”, em que os pacientes são encaminhados após passarem pelas demais unidades de saúde. O objetivo é ampliar o número de atendimentos na atenção secundária e hospitalar. O acolhimento será feito por clínicos e uma equipe multidisciplinar. Segundo José Humberto Pires de Araújo, a unidade será construída próximo ao Estádio do Serejão, em Taguatinga, e a expectativa é que a licitação ocorra em março. “Vamos limpar o lote nos próximos dias enquanto trabalhamos no termo de referência do hospital”, detalhou. O gestor ainda falou das obras em andamento no Hospital de Base: “Estamos atendendo a emergência do Hospital de Base, com a reforma da cozinha, e também vamos reformar os andares. Estamos fazendo justamente esse levantamento”. O GDF também trabalha na construção de quatro hospitais. O Hospital do Câncer Doutor Jofran Frejat está em andamento, e serão tiradas do papel unidades em São Sebastião, Recanto das Emas e Guará. Há ainda o projeto de uma unidade no Gama e um hospital no Entorno, em Valparaíso de Goiás – a ser construído em parceria com o governo goiano.
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Carmem Moretzsohn e sua capital efervescente
[Numeralha titulo_grande=”23″ texto=”dias para os 60 anos de Brasília” esquerda_direita_centro=”centro”] Em homenagem à capital federal, formada por gente de todos os cantos, a Agência Brasília está publicando, diariamente, até 21 de abril, depoimentos de pessoas que declaram seu amor à cidade. Carmem diz que Brasília é a cidade-parque onde ela construiu uma família de irmãos e irmãs escolhidos. Foto: Arquivo pessoal Nunca achei que criaria raízes. Nasci em Belo Horizonte. Com pouco mais de um ano fiz minha primeira mudança, para o Rio de Janeiro. E foi assim durante bastante tempo: pulando de um lugar para outro. Morei em vários bairros do Rio, em Resende, vivi dois anos em Caracas, na Venezuela, e quando cheguei a Brasília, em 1977, achei que seria mais uma passagem. Ainda estava no ensino médio e quem neste momento não considera que tem o mundo inteiro pra conquistar? Mas Brasília me conquistou. Vivi a juventude numa época rara: tempos do nascimento do rock brasiliense, do teatro do Grupo Pitu, dos Teatros Galpão e Galpãozinho, Escola Parque, Centro de Criatividade, Concertos Cabeças, shows no Karim, UnB vivendo greves contra o reitor almirante e por aí vai. A cidade efervescia. Beirute, Cafofo, política estudantil, poesia e música. [Olho texto=”Brasília, hoje, são muitas! Nem todas acolhedoras, nem todas belas. Uma senhora com imenso vigor e ainda com espírito jovem para se reinventar. Quero estar ao lado dela.” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Comecei como atriz no susto, em 1980, substituindo outra pessoa. Nunca mais passei um só ano sem subir ao palco! Participei de momentos referentes: cantando no Pessoal do Beijo e atuando no Vidas Erradas, na Companhia dos Sonhos e no Grupo Cena, entre outros. Meus dias eram divididos entre a UnB, ensaios e redações de jornal. Brasília era (também) minha! Gostava de dizer que a cidade tinha meu cheiro. O mundo era uma promessa e a cidade era nossa, com seus horizontes, seu céu imenso, seu ar puro; cidade-parque onde construí uma família de irmãos e irmãs escolhidos. Hoje, Brasília segue sendo minha casa, mas essa senhora de 60 anos cresceu muito, para o bem e para o mal. Brasília é a cidade-parque, mas é também a Brasília da minha amiga Genésia, que leva horas de ônibus para trabalhar no Plano Piloto. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”centro”] E da amiga Ana, que enfrenta longos congestionamentos na região de Arniqueira. Ou da amiga Jô, que não deixa os netos brincarem na rua por causa da violência e do amigo Gilson, que deixa o celular em casa para não ser assaltado no ônibus. Brasília, hoje, são muitas! Nem todas acolhedoras, nem todas belas. Uma senhora com imenso vigor e ainda com espírito jovem para se reinventar. Quero estar ao lado dela. Carmen Moretzsohn, 59 anos, atriz e jornalista, mora no Plano Piloto
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Ibaneis busca alternativa para melhorar transporte coletivo do Entorno
A linha férrea do Distrito Federal, utilizada exclusivamente para o transporte de carga, deverá ser revitalizada nos próximos meses para transportar passageiros. A confirmação é do governador Ibaneis Rocha, que, na manhã desta terça-feira (4), fez uma viagem técnica de trem no trecho Brasília-Valparaíso de Goiás (GO). “Esse é um primeiro passo no rumo de uma solução no transporte para o Entorno. Estamos vivendo um tempo que vai trazer um futuro muito bom para a população do DF e de Goiás. Vamos beneficiar uma população que sofre muito com o transporte”, afirmou o governador. O trajeto de inspeção da via da Estação Rodoferroviária a Valparaíso de Goiás foi realizado pelo governador em companhia dos secretários de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Paulo Roriz; e de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro. “Vejam que em um trem de velocidade baixa, um trem de inspeção, gastamos apenas 1 hora e 20 minutos. Nossa expectativa é muito boa”, disse Ibaneis, ao desembarcar na cidade goiana. Também participaram da viagem-teste o secretário nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos do Ministério do Desenvolvimento Regional, Jean Pejo; e o diretor de planejamento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Pedro Cunto. VLT De acordo com o diretor de Planejamento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Pedro Cunto, o DF deve adotar os Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) para trafegar em sua linha férrea. “Pretendemos trazer para cá o mesmo modelo que já operamos em Maceió [AL], João Pessoa [PB], Natal [RN] e Recife [PE], onde temos linhas a diesel também”, enumerou. Pedro Cunto destacou que os carros são mais confortáveis que o trem tradicional e que, com estrutura leve e moderna, permitem manobras mais precisas, aumentando a segurança na viagem. “Nos trechos urbanos que possuem muitas intervenções, essas características são muito importantes”, destacou. O VLT é totalmente climatizado e possui um design moderno como a capital da República. Segundo o diretor da CBTU, a capacidade dos trens, que têm velocidade média de 60 km/h, pode chegar a 600 pessoas por viagem. “Nesse trecho rodoviário há muito engarrafamento”, observou. “No VLT, o tempo gasto vai cair bastante. E, melhor que isso, o passageiro terá a garantia da regularidade do serviço .Vai saber exatamente a hora em que o trem sairá daqui e a que horas, precisamente, chegará a Valparaíso.” Também fazem parte dos planos do GDF a definição de pelo menos dois horários para o funcionamento dos trens. “Estamos verificando as janelas conforme a disponibilidade atual”, informou Pedro Cunto. “Sabemos que as cargas são transportadas, em sua grande maioria, à noite. Isso facilita a possibilidade de fazermos, pelo menos, uma viagem pela manhã e outra à tarde.” Para operar o VLT, alguns ajustes precisarão ser feitos nos trilhos. Segundo o secretário nacional de Mobilidade, Jean Pejo, são reparos em bitolas, dormentes e em todos os outros pontos que envolvem a estrutura física do local. “Estamos realizando agora a fase inicial com os recursos existentes e com investimento pesado. Estamos quase um ano à frente daquilo que havia sido planejado”, afirma. De acordo com o secretário, os recursos para as obras de adaptação das vias estão garantidos.
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