Programas fornecem alimentação saudável para famílias em situação de vulnerabilidade
A cesta repleta de verduras, frutas e legumes que chega na mesa da dona de casa Antônia Ferreira de Abreu, de 69 anos, é o que traz segurança alimentar para ela e a filha. A família é uma das beneficiadas pelas iniciativas do Banco de Alimentos das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), que atua no combate à insegurança alimentar por meio de dois programas criados pelo Governo do Distrito Federal (GDF): o Todos Contra a Fome e o Desperdício Zero. A dona de casa Antônia Ferreira de Abreu recebeu uma cesta repleta de verduras, frutas e legumes: "A gente paga as contas e fica sem nada, então me ajuda muito. Eu preciso e agora sempre tenho na geladeira. Faz diferença para todos nós” | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Enquanto um compra produtos da agricultura familiar para montar cestas verdes, o outro distribui os produtos hortícolas que perderam valor comercial, mas continuam próprios para o consumo. Com a cesta verde, Antônia tem condições de diversificar a alimentação. Entre os alimentos que mais gosta de receber estão as frutas. “É muito bom porque eu não tenho como comprar verdura, o dinheiro não dá. A gente paga as contas e fica sem nada, então me ajuda muito. Eu preciso e agora sempre tenho na geladeira. Faz diferença para todos nós”, afirma. Ajuda a quem precisa O programa Todos Contra a Fome funciona por meio da compra de verduras, legumes e frutas de agricultores familiares cadastrados. Os alimentos são organizados em cestas verdes, elaboradas com orientação da nutricionista do Banco de Alimentos, e encaminhados a instituições sociais que atendem famílias em situação de vulnerabilidade. Atualmente, a iniciativa atende, em média, 60 entidades e distribui aproximadamente 4,4 mil cestas por mês. Cada unidade pesa cerca de 5,5 quilos e pode atender uma família de quatro pessoas, o que representa aproximadamente 16 mil pessoas alcançadas mensalmente. Até o momento, 37 pequenos produtores forneceram alimentos para o programa, que já beneficiou mais de 170 mil pessoas. O Programa Desperdício Zero (PDZ), por sua vez, recolhe alimentos doados por produtores e comerciantes da Ceasa-DF. Os produtos são encaminhados ao Banco de Alimentos, onde passam por uma seleção para verificar quais continuam próprios para consumo. Em seguida, são distribuídos às instituições cadastradas. De março a setembro de 2026, o programa registrou a destinação de 234.077 quilos de alimentos. Presidente do Banco de Alimentos da Ceasa-DF, Cleison Wellington Gonçalves de Oliveira, destaca a participação do GDF no projeto “É de suma importância o investimento do GDF nesse projeto, porque a gente combate uma questão que não está presente apenas no Distrito Federal, mas em todo o Brasil: a fome e a insegurança alimentar” Cleison Wellington Gonçalves de Oliveira, presidente do Banco de Alimentos da Ceasa-DF A coleta ocorre nas feiras realizadas às segundas e quintas-feiras, quando há maior volume de produtos, e também nos boxes que funcionam ao longo da semana. As entregas às instituições são realizadas de acordo com a disponibilidade dos alimentos. No caso do Todos Contra a Fome, a distribuição ocorre a cada 15 dias, com a compra de produtos da agricultura familiar e a montagem das cestas verdes. Diversidade à mesa Para o presidente do Banco de Alimentos da Ceasa-DF, Cleison Wellington Gonçalves de Oliveira, os dois programas têm funções complementares: enquanto o Desperdício Zero evita que alimentos próprios para consumo sejam descartados, o Todos Contra a Fome amplia o mercado para pequenos produtores e garante o fornecimento de produtos frescos às famílias atendidas. “É de suma importância o investimento do GDF nesse projeto, porque a gente combate uma questão que não está presente apenas no Distrito Federal, mas em todo o Brasil: a fome e a insegurança alimentar”, afirma. Cleison ressalta que, embora muitas famílias consigam comprar itens básicos como arroz e feijão, as frutas, verduras e legumes podem ficar fora das compras quando o orçamento é insuficiente. Segundo ele, a cesta verde contribui para diversificar a alimentação, combater a desnutrição e até prevenir doenças. Associações ampliam o alcance das doações O Banco de Alimentos da Ceasa-DF também mantém parceria com organizações sociais que conhecem as comunidades atendidas e organizam a entrega de cestas às famílias. Em Sobradinho II, a Associação Núcleo Base de Futebol G-10 atua nas áreas de esporte, cultura e saúde desde 1995. De acordo com o coordenador de projetos, Laylton Costa Torres, 46, a instituição participa do Todos Contra a Fome e atende aproximadamente 90 famílias com os alimentos recebidos. Coordenador de projetos, Laylton Costa Torres, coordena projeto que participa do Todos Contra a Fome e atende aproximadamente 90 famílias com os alimentos recebidos “A maior preocupação hoje de um pai de família é ter segurança alimentar. A gente vê como muito importante esse trabalho e entende que tem um papel em ajudar nesse processo” Laylton Costa Torres, coordenador de projetos “A maior preocupação hoje de um pai de família é ter segurança alimentar. A gente vê como muito importante esse trabalho e entende que tem um papel em ajudar nesse processo”, afirma Laylton. Um dos atendidos pelo projeto é o administrador Venicius Gomes, de 58 anos, que ajuda na distribuição. Ele destaca a visibilidade que a parceria carrega: “Tem muita gente que está sofrendo e às vezes não tem coragem de pedir ajuda, então, quando a gente chega com uma cesta dessa, a gente vê no rosto das pessoas a alegria de poder ajudar”. No Gama, o projeto Capoeira para Todos, ligado à Associação Capoeiristas do Rei, também redistribui itens do Banco de Alimentos, atendendo cerca de 800 famílias. Segundo o fundador da iniciativa, Pedro Telles de Araújo, 46, a parceria fortalece o trabalho social desenvolvido e complementa o trabalho esportivo, já que os participantes precisam de alimentação adequada para sustentar a rotina de treinos. “Quando eles terminam de treinar e saem com a sacolinha de verduras e frutas, os olhos deles se enchem de alegria”, conta. Pedro também relembra que, antes de ter acesso à parceria, já precisou buscar alimentos descartados no Ceasa-DF para levar para casa. A experiência, segundo ele, reforça a importância de manter iniciativas que permitam o aproveitamento dos alimentos e a distribuição para quem precisa. [LEIA_TAMBEM]Freelancer e praticante de capoeira no projeto, Pedro Braga, 33, é atendido pelo programa da Ceasa-DF e aponta as mudanças em casa: “mesmo com meu trabalho e com meu irmão empregado com carteira assinada, a gente se esforçava bastante para conseguir complementar o básico de casa para quatro pessoas. Ficava muito pesado, eram cerca de R$ 400 a mais. A ajuda contribuiu bastante para a gente”. Segundo Pedro, além de complementar as refeições, os produtos contribuem na energia para os treinos de capoeira e para as atividades profissionais. E, quando há alimentos excedentes, ele também consegue compartilhar com vizinhos que enfrentam dificuldades. Dona Antônia, citada no início da matéria, é atendida pela Associação dos Amigos dos Autistas do Distrito Federal (AMA-DF). A presidente da instituição, Zenalha Alves da Silva, afirma que cerca de 600 famílias já foram beneficiadas pela parceria com o GDF. “Desde que começou, houve mudanças muito significativas na vida de quem conta com esse projeto. Uma barriguinha cheia renova as esperanças em todas as esferas da vida”, avalia. Como participar A seleção dos agricultores familiares ocorre por meio de editais publicados a cada três meses. Os produtores interessados precisam apresentar a documentação exigida e, após a aprovação, podem fornecer os alimentos ao Banco de Alimentos. As instituições sociais também podem se cadastrar para receber os produtos. O procedimento é feito pelo site da Ceasa-DF — https://www.ceasa.df.gov.br/ —, com envio da documentação necessária. Depois, a equipe realiza uma visita à organização e, caso seja aprovada, ela passa a integrar o sistema de rodízio para recebimento das doações.
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Seminário debaterá promoção de alimentação saudável nas escolas do DF
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) realiza, na próxima terça-feira (3), o VIII Seminário de Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas, com o tema “Caminhos para criar ambientes escolares promotores de saúde alinhados às novas tendências mundiais”. O encontro será das 8h30 às 12h, no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), na Asa Norte. O evento gratuito é voltado para gestores, professores, coordenadores pedagógicos, nutricionistas, profissionais da alimentação escolar, responsáveis por cantinas de escolas particulares e representantes da comunidade escolar da rede pública. Para fazer a inscrição, clique aqui. A programação será dedicada à formação, ao diálogo e à troca de experiências sobre os desafios e as estratégias para tornar as escolas ambientes que favoreçam hábitos alimentares saudáveis e a qualidade de vida. A proposta é aproximar profissionais de diferentes áreas e incentivar práticas que possam ser incorporadas ao cotidiano da rede de ensino. "A escola tem um papel importante na formação de hábitos saudáveis que crianças e adolescentes podem levar para a vida toda. Por isso, incentivar uma alimentação saudável vai além de oferecer refeições. Também é importante desenvolver atividades educativas, planejar ações e envolver toda a comunidade escolar”, explica a subsecretária da Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais (Suape), Lilian Borges. Evento gratuito contará com a presença de educadores e especialistas para discutir estratégias de promoção da saúde e da alimentação saudável nas instituições de ensino | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF A educação alimentar e nutricional (EAN), trabalhada nas atividades escolares, ajuda os estudantes a aprender mais sobre alimentação saudável e a fazer escolhas conscientes. O seminário também será uma oportunidade para conhecer iniciativas realizadas no Distrito Federal e discutir como as áreas de educação e saúde podem trabalhar juntas para promover hábitos alimentares mais saudáveis. Fórum O seminário é promovido pelo Fórum Permanente sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do Distrito Federal, formado por representantes do governo e da sociedade civil, sob a presidência da SEEDF. Criado pelo Decreto nº 36.900/2015, que regulamenta a Lei nº 5.146/2013, o fórum tem como objetivo incentivar e apoiar ações que promovam uma alimentação adequada e saudável nas escolas públicas e particulares do DF. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Restaurantes comunitários promovem ação nesta quinta-feira (24) em alusão ao Dia Nacional do Coração
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Os 18 restaurantes comunitários do Distrito Federal promovem nesta quinta-feira (24/9), das 11h às 14h, ação de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) em alusão ao Dia Nacional do Coração, comemorado em 29 de setembro. O objetivo é utilizar o espaço dos restaurantes para incentivar as famílias vulneráveis a ter uma alimentação saudável para prevenir e controlar doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Com o tema “Dia Nacional do Coração: Alimentos Amigos do Coração”, as equipes dos restaurantes vão decorar as unidades, preparar cartazes e materiais informativos para serem entregues aos frequentadores, explicando a diferença entre alimentos in natura, processados e ultraprocessados, os impactos do consumo desses produtos para a saúde e a importância de ter uma alimentação cardioprotetora. As informações dos materiais fazem parte do guia Alimentação Cardioprotetora Brasileira (Dica Br), conjunto de orientações nutricionais desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital do Coração (HCor). Nutricionistas que produzem as refeições vão estar nos restaurantes para dar dicas e explicar aos frequentadores a importância de uma alimentação saudável | Foto: Divulgação/Sedes-DF A diferença dos alimentos Nos restaurantes, nutricionistas das empresas que produzem as refeições estarão disponíveis para conversar com os frequentadores, explicar os materiais, a diferença dos alimentos e dar dicas de como manter uma alimentação saudável. Para marcar este dia, os frequentadores também receberão, como degustação, salada de frutas. Coordenadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), com o apoio das empresas terceirizadas que administram os restaurantes comunitários, as ações de EAN são realizadas mensalmente durante o almoço, que é o horário de maior movimentação de frequentadores nas unidades. Todo mês um tema diferente para a ação de EAN, sempre com o objetivo de utilizar o refeitório como espaço para levar informação correta e de qualidade aos frequentadores, de forma que eles tenham autonomia e possam se alimentar de forma saudável também em casa. No almoço desta quinta-feira, além da ação de EAN em alusão ao Dia Nacional do Coração, está previsto no cardápio costelinha suína assada ao molho barbecue ou um prato chamado silveirinha de frango, com pimentão, milho, tomate e cenoura. O prato principal é acompanhado de arroz e feijão, purê de batata, salada de alface e beterraba, suco e, de sobremesa, flan de chocolate. *Com informações da Sedes-DF
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Comer bem também é cuidar do intestino
Muito além de matar a fome ou controlar o peso, a alimentação influencia diretamente o funcionamento do organismo. Estudos mostram que uma alimentação rica em açúcares, gorduras e alimentos ultraprocessados, aliada à baixa ingestão de fibras, pode comprometer o equilíbrio do intestino e favorecer o surgimento de processos inflamatórios relacionados a doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares. Apesar disso, pequenas mudanças na rotina já são capazes de promover benefícios importantes para a saúde. Bilhões de microrganismos vivem no intestino e desempenham funções essenciais para o organismo. Eles auxiliam na digestão, participam da absorção de nutrientes e ajudam a proteger o corpo contra doenças. Quando essa comunidade está equilibrada, o organismo funciona melhor. No entanto, segundo a nutricionista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires, Bruna Pires, uma alimentação baseada em produtos ultraprocessados pode alterar esse equilíbrio. Verduras, legumes e frutas estão entre os alimentos que devem fazer parte de uma dieta saudável | Fotos: Divulgação "Esse padrão alimentar reduz as bactérias benéficas e favorece o crescimento de outras que estimulam inflamações, prejudicando a proteção natural do intestino e dificultando o funcionamento adequado do organismo", explica. Como a alimentação protege o intestino Esse desequilíbrio nem sempre provoca sintomas intensos no início, mas costuma dar sinais que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. Inchaço abdominal, excesso de gases, prisão de ventre ou diarreia, desconforto após as refeições, sensação constante de cansaço e até uma maior frequência de infecções podem estar relacionados aos hábitos alimentares. "Preservar a saúde intestinal pode ser mais simples e acessível do que muitas pessoas imaginam. O tradicional prato com arroz, feijão, verduras e legumes continua sendo um grande aliado, assim como frutas, aveia, cereais integrais e azeite de oliva" Bruna Pires, nutricionista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires Bruna destaca que esses sintomas merecem atenção, pois podem indicar que o intestino não está funcionando da forma como deveria e que o organismo já sofre as consequências desse desequilíbrio. Além de participar da digestão, o intestino exerce papel importante na imunidade, na produção de vitaminas e na comunicação com o cérebro. Para a nutricionista, quando esse órgão está saudável, o organismo absorve melhor os nutrientes, fortalece as defesas naturais, reduz inflamações e favorece o bem-estar físico e emocional. "Apesar dos riscos associados aos alimentos ultraprocessados, preservar a saúde intestinal pode ser mais simples e acessível do que muitas pessoas imaginam. O tradicional prato com arroz, feijão, verduras e legumes continua sendo um grande aliado, assim como frutas, aveia, cereais integrais e azeite de oliva", afirma. Alimentos como iogurte natural e kefir, uma bebida probiótica fermentada, também ajudam a manter o equilíbrio das bactérias benéficas do intestino. A especialista ressalta, no entanto, que probióticos devem ser consumidos apenas com orientação de um médico ou nutricionista. Pequenas escolhas fazem diferença Os benefícios de uma alimentação equilibrada podem ser percebidos por quem decide mudar os próprios hábitos. Foi o que aconteceu com a empresária Samila Espíndola, de 31 anos, que cresceu consumindo muitos alimentos industrializados, mas resolveu rever a rotina alimentar ao perceber que seu corpo já não respondia da mesma forma. Uma dieta rica em alimentos ultraprocessados, açúcares refinados e baixa ingestão de fibras pode comprometer o equilíbrio do intestino e favorecer o surgimento de processos inflamatórios relacionados a doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares "Eu consumia muitos ultraprocessados. Cresci com esse hábito, mas, com o passar dos anos, fui percebendo que quanto mais eu comia esse tipo de alimento, pior meu organismo reagia. Foi aí que comecei a reduzir esse consumo e senti uma melhora significativa", relata Samila. Para Bruna Pires, cuidar da alimentação não significa abrir mão do prazer de comer, mas fazer escolhas mais conscientes na maior parte do tempo. "Substituir refrigerantes por água, incluir uma fruta entre as refeições, trocar alimentos refinados por integrais e aumentar o consumo de legumes e verduras são atitudes que, mantidas ao longo dos anos, ajudam a proteger o intestino e reduzem o risco de doenças relacionadas à inflamação", pontua. A nutricionista explica que uma boa forma de compreender essas escolhas é observar o grau de processamento dos alimentos. A classificação Nova, desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, carnes, ovos, leite e cereais integrais. Ingredientes culinários, como óleo, manteiga, açúcar e sal, devem ser utilizados com equilíbrio no preparo das refeições. Já os alimentos processados, como queijos, pães e conservas, podem fazer parte da alimentação com moderação. Os ultraprocessados, por sua vez, ricos em aditivos químicos e formulações artificiais, devem ter o consumo reduzido. Mais do que seguir tendências ou dietas da moda, manter uma alimentação equilibrada representa um investimento diário na saúde. Pequenas escolhas feitas à mesa ajudam a fortalecer o intestino, prevenir doenças e promover mais qualidade de vida. "Cada refeição oferece uma oportunidade de fortalecer o organismo, preservar a saúde e construir um futuro com mais qualidade de vida", ressalta a nutricionista.
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'Descasque mais, desembale menos': essa é a regra de ouro para uma alimentação saudável
Contar calorias? Decidir entre carboidratos, gorduras e proteínas? E os micronutrientes? Ter uma alimentação saudável, em geral, pode ser bem menos complicado. A dica de ouro, apresenta a nutricionista da Secretaria de Saúde (SES-DF) Kelva Aquino, está contida em uma única frase: “Descasque mais, desembale menos". De acordo com a profissional da Gerência de Vigilância Epidemiológica das Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde (GVDANTPS), o lema incentiva o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. “Evitar alimentos ultraprocessados é evitar, também, altas doses de sódio, açúcar e gorduras. Os produtos industrializados são os que mais reúnem esses tipos de aditivos”, explica Aquino. Outra dica, oferecida pelo nutricionista e coordenador do Comitê Central de Promoção da Saúde, no âmbito da SES-DF, Douglas Moreira, refere-se ao momento das compras: leia a lista de ingredientes dos alimentos que for escolher. "Se tiver vários nomes complicados de ler, substâncias químicas que você não conhece e não tem na sua cozinha, possivelmente, é um alimento ultraprocessado e não saudável", descreve. "Dê preferência por ingredientes que você conhece", enfatiza. Foto: Agência Saúde-DF Promoção da saúde O Dia Nacional da Saúde e da Nutrição, celebrado em 31 de março, busca conscientizar as pessoas sobre a importância da alimentação saudável para a saúde. A alimentação não saudável é um dos principais fatores de risco para o adoecimento por doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), junto ao tabagismo, ao consumo excessivo de álcool e à inatividade física. Em um recente relatório publicado pelo Ministério da Saúde, o consumo de alimentos ultraprocessados no Distrito Federal está acima da média nacional. A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal referência no âmbito da promoção do bem-estar. As equipes de Saúde da Família (eSF) são capacitadas para fornecer orientações acerca de alimentação saudável, aleitamento, prevenção e tratamento de doenças. Alguns casos podem ser acompanhados pelas equipes multiprofissionais (eMulti). Encontre sua unidade de referência a partir do endereço de moradia. Para mais informações sobre o tema, é possível acessar, ainda, o Guia Alimentar para a População Brasileira. O documento, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, apresenta um conjunto de dados e recomendações que objetivam melhorar os padrões de alimentação e nutrição da sociedade como um todo. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Consumo de ultraprocessados no DF diminui, mas índices continuam elevados
A ingestão de alimentos ultraprocessados apresentou uma redução entre os brasilienses. É o que mostra o mais recente boletim sobre estado nutricional e consumo alimentar da população acompanhada pela Atenção Primária à Saúde (APS), com dados referentes a 2024. Ainda assim, o estudo elaborado anualmente pela Secretaria de Saúde (SES-DF) mostra percentuais alarmantes. Os boletins são publicados todos os anos e apresentam o perfil alimentar e nutricional da população do DF. Segundo Gama, os dados servem de elemento para a elaboração de políticas públicas: “É de suma importância conhecer a população para planejar as ações voltadas à promoção da saúde e da alimentação adequada e saudável”, avalia a gerente do Serviço de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama. Dados mais positivos que indicam preferência por alimentos saudáveis, como frutas, foram encontrados nas pesquisas entre idosos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Os adultos diminuíram em 5,3% a ingestão de ultraprocessados em 2024, alcançando 67%. Em 2023, o índice era de 72,36%. O consumo de bebidas adoçadas, como refrigerantes, sucos industrializados ou de fruta com adição de açúcar, também baixou, caindo de 52,58% para 49%. O grupo de gestantes, por sua vez, aumentou o consumo de ultraprocessados em 2024: 55%, pouco mais de 1% do que o registrado em 2023. Alimentação das crianças Entre o público infantil, os números preocupam. Aproximadamente uma em cada três crianças de 6 meses a 2 anos de idade consumiu alimentos ultraprocessados em 2024. Entre os mais velhos (de 2 até 5 anos), esse índice é superior a 78%. Desses, 9,63% já apresentam excesso de peso. A situação se agrava entre crianças de 5 a 10 anos, com 83,56% consumindo ultraprocessados e 25% com excesso de peso, além de ser um grupo que frequentemente faz refeições assistindo televisão, hábito também comum entre os adolescentes. Nesta última faixa etária, 84,78% consomem alimentos do tipo, 27,86% apresentam excesso de peso e apenas 68% realizam regularmente as três refeições principais ao dia. [LEIA_TAMBEM]O melhor cenário geral é demonstrado pelos idosos. Além de menos da metade optar por alimentos ultraprocessados (46,3%), a maioria — mais de 84% — ingere feijão, frutas, legumes e verduras, mantendo o hábito de fazer no mínimo três refeições principais ao dia. Produtos industrializados Os ultraprocessados são produtos industrializados que utilizam aditivos químicos (não naturais) para realçar o sabor e aumentar o prazo de validade. Possuem corantes e conservantes com elevado teor de açúcar, sódio e gorduras saturadas — elementos que, além do excesso de calorias, não fornecem os nutrientes necessários. “Esses ingredientes acabam ‘conquistando’ o paladar, especialmente das crianças”, aponta Carolina Gama. “Uma alimentação baseada nesses produtos é geralmente acompanhada de excesso de peso e desenvolvimento de diversas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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Merendeiras de Planaltina mostram ousadia e chegam à semifinal do Sabor de Escola
Um verdadeiro festival de aromas, cores e sabores marcou a etapa da seletiva regional do Sabor de Escola de Planaltina, realizada no Centro de Ensino Médio (CEM) 01 na quinta (2) e na sexta-feira (3). Entre as 20 competidoras, um dos destaques foi Rosilane Batista dos Santos, merendeira do Centro Educacional (CED) Vale do Amanhecer. Eleita pelos jurados como uma das duas semifinalistas, a cozinheira preparou uma receita que ganhou o nome de Ousada. “Como o nome já diz, eu fui ousada em transformar o cereal, que normalmente é doce, servido com leite, em uma farofa salgada com lombo suíno, molho de queijo, cebola e alho. As crianças adoraram, e isso me deixa muito confiante para a próxima etapa”, contou, animada. Rosilane transformou cereal matinal em farofa salgada para servir com lombo suíno, molho de queijo, cebola e alho | Fotos: Mary Leal/SEEDF Rosilane revelou que a inspiração nasceu justamente da curiosidade em reinventar os alimentos já presentes na merenda escolar. Ao perceber a boa recepção da ideia pelos estudantes, não teve dúvida em levar a receita ao concurso. “Eles sempre me apoiam, gostam muito de mim e eu gosto ainda mais deles. Então, quando vi que deu certo, pensei em ousar. E, graças a Deus, a aceitação foi enorme”, destacou. Outra semifinalista que se emocionou com a conquista foi Mislene Máximo dos Santos Rodrigues, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Cerâmicas Reunidas Dom Bosco. Participando pela primeira vez da disputa, ela encantou o público com o Chilli Escola, prato feito com feijão amassado, carne moída, lombo suíno, molho de tomate, manjericão e queijo muçarela. “Nossa, estou muito feliz com a vitória nessa etapa. É um prato que pode ser servido com arroz, pão ou cuscuz, e as crianças gostam demais”, explicou, sorridente. A inspiração de Mislene veio de uma experiência cheia de significado. “Eu pensei em uma criança muito especial para mim, que é bastante seletiva para comer. E a primeira coisa que ela pede é justamente o chilli. Quando surgiu o concurso, não tive dúvida de que esse prato seria a escolha certa. Ele é saboroso, nutritivo e tem um valor afetivo enorme”, contou a semifinalista. O prato de Mislene Rodrigues, Chilli Escola, leva feijão amassado, carne moída, lombo suíno, molho de tomate, manjericão e queijo mussarela Reconhecimento aos merendeiros A diretora do CEM 01 de Planaltina, Andréia Neves, reforçou a importância de valorizar os merendeiros e destacou a dimensão do trabalho desses profissionais no cotidiano da escola. “Em nossa escola, temos cerca de 3.800 alunos e servimos mais de 10 mil refeições por dia. Muitas vezes, são as únicas refeições que alguns estudantes terão, então cada prato preparado aqui é muito significativo”, frisou a gestora. [LEIA_TAMBEM]O Sabor de Escola é uma competição gastronômica criada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), com o objetivo de valorizar o trabalho das merendeiras e dos merendeiros da rede pública de ensino. A cada edição, o concurso mobiliza as 14 Coordenações Regionais de Ensino (CREs) em etapas locais, depois semifinais e, por fim, a grande final, que define os pratos campeões. “Esse projeto vem para abrilhantar e agradecer, com amor e carinho, o cuidado que os merendeiros têm em alimentar nossas crianças. Hoje elas são as estrelas da festa e merecem ser valorizadas todos os dias”, destacou Andréia. A subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Fernanda Mateus, também comemorou o sucesso da etapa regional, marcada pela inovação nos pratos e pelo apoio da comunidade escolar. “A plateia estava vibrante, com alunos vestidos de merendeiros, de avental e gorrinho, prestigiando a disputa. Os pratos estavam lindos, cheios de inovação, com uso de ingredientes frescos da agricultura familiar, hortaliças e temperos que deixam tudo mais colorido e saboroso. É uma verdadeira celebração da nossa alimentação escolar”, afirmou. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Obesidade infantil: Profissionais de saúde da rede pública do DF alertam para riscos
Uma em cada cinco meninas e meninos entre 5 e 19 anos está acima do peso, o equivalente a aproximadamente 391 milhões de jovens em todo o mundo. Quase metade deles já convive com a obesidade. O alerta foi feito em relatório recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que analisou dados de mais de 190 países. Pela primeira vez, o excesso de peso infantil ultrapassou a desnutrição, acendendo um sinal vermelho para famílias e profissionais de saúde. Enquanto a subnutrição caiu de 13% em 2000 para 9,2% em 2025, os casos de obesidade triplicaram, chegando a 9,4%. Apenas a África Subsaariana e o sul da Ásia ainda registram mais situações de baixo peso do que de sobrepeso. Segundo relatório recente do Unicef, cerca de 391 milhões de jovens em todo o mundo estão acima do peso | Fotos: Divulgação/IgesDF Nas unidades de saúde do Distrito Federal, essa mudança já é percebida. O pediatra Luis Henrique, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), explica que o aumento do excesso de peso entre crianças está diretamente ligado ao consumo de produtos industrializados e ao sedentarismo. “Hoje, alimentos congelados, embutidos e prontos para consumo acabam sendo mais baratos e práticos do que frutas, verduras e carnes. Isso, somado ao tempo excessivo em frente às telas, faz cada vez mais crianças ganharem peso”, observa. Segundo ele, as consequências surgem cedo e não devem ser subestimadas. “Estamos vendo meninos e meninas desenvolverem diabetes tipo 2, hipertensão, problemas ortopédicos e até doenças cardiovasculares muito jovens. Além disso, há efeitos emocionais, como bullying e baixa autoestima. Se essa condição se prolonga, vira uma bola de neve difícil de controlar na vida adulta.” “Quanto mais cores no prato, melhor, sempre priorizando alimentos locais e naturais. Muitos pais trocam o refrigerante pelo suco de caixinha achando que é saudável, mas não é” Ingrid Oliveira, nutricionista do Hospital Regional de Santa Maria Má nutrição: um novo retrato Antes, falar em crianças malnutridas significava pensar em baixo peso por falta de comida. Hoje, a realidade é outra: muitos garotos e garotas têm alimento disponível, mas não recebem nutrientes suficientes para uma dieta equilibrada. Estudos mostram que a desnutrição ainda é preocupante em crianças menores de 5 anos em países de baixa e média renda. Já entre escolares e adolescentes, o excesso de peso é a condição mais comum. Situação no Brasil No Brasil, a obesidade já havia superado a subnutrição antes do ano 2000. Na época, 5% das crianças e adolescentes de 5 a 19 anos conviviam com o problema. Esse índice triplicou até 2022, chegando a 15%. O Unicef alerta que, sem políticas eficazes de prevenção, os custos podem ser altos. Até 2035, a obesidade e o sobrepeso devem gerar um impacto econômico superior a US$ 4 trilhões por ano no mundo. Apesar disso, o país foi citado como exemplo positivo por medidas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que restringe ultraprocessados nas escolas, além da rotulagem frontal de alimentos e do banimento de gorduras trans. Reduzir o consumo de embutidos, biscoitos recheados e fast food, priorizando alimentos locais e naturais, ajuda a combater o risco de obesidade infantil Prevenção começa em casa Para a nutricionista do Hospital Regional de Santa Maria, Ingrid Oliveira, o cuidado precisa começar no ambiente familiar, e pequenas mudanças já fazem a diferença. “Quanto mais cores no prato, melhor, sempre priorizando alimentos locais e naturais. Muitos pais trocam o refrigerante pelo suco de caixinha achando que é saudável, mas não é”, explica. [LEIA_TAMBEM]Ela recomenda reduzir o consumo de embutidos, biscoitos recheados e fast food. “Um pão francês pode ser opção mais adequada do que produtos cheios de aditivos, desde que consumido com moderação”, orienta. Outro ponto fundamental é a postura dos pais. “Não adianta impor restrições se os adultos não forem referência. Também é essencial reduzir o tempo de telas e estimular atividades ao ar livre”, destaca. A nutricionista lembra que os efeitos da má alimentação vão muito além do peso. “Nosso corpo não foi feito para lidar com tantos produtos artificiais. Eles afetam não só a saúde física, mas também hormônios, ossos e até o humor de crianças e adolescentes”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Nutricionistas da rede pública de saúde recebem homenagem
Nesta sexta-feira (15), nutricionistas da Secretaria de Saúde (SES-DF) foram homenageados durante evento alusivo ao Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto. A programação contou com seminário, palestras e mesas redondas que debateram temas relevantes para atuação da categoria, como a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb). O encontro teve como objetivo valorizar o trabalho dos profissionais da área, tanto servidores quanto residentes, e promover a integração entre os serviços de saúde e o compartilhamento de experiências. Entre os temas abordados estiveram segurança alimentar e nutricional, fitoterapia, plantas alimentícias não convencionais (Pancs), avaliação nutricional e cuidados paliativos. Carolina Gama exalta os nutricionistas: "É uma profissão fundamental para promoção da saúde, prevenção e tratamento de doenças" | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “É uma profissão fundamental para promoção da saúde, prevenção e tratamento de doenças. Exercem um papel importante para modificar o cenário da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, para que a população tenha qualidade de vida”, afirmou a gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama. O diretor de Atenção Secundária e Integração de Serviços da SES-DF, Geandro Dantas, também enfatizou a função dos nutricionistas para a promoção da saúde no DF: “É importante que os profissionais mantenham a fibra no território onde atuam, que lutem para articular a promoção da segurança alimentar nutricional e do direito a uma alimentação digna e saudável”. [LEIA_TAMBEM]A vice-presidente do Conselho Regional de Nutrição (CRN) da 1ª Região, Camilla Araujo, reforçou que o trabalho da categoria garante o direito à alimentação adequada e saudável. “É importante para que nós possamos, cada vez mais, levar a alimentação adequada e saudável para que as pessoas aprendam a fazer suas próprias escolhas. Cada vez mais, o nosso trabalho é voltado para esta educação, independente dos segmentos que atuamos”, explicou. Força de trabalho Atualmente, a SES-DF conta com mais de 360 nutricionistas em seu quadro de pessoal, sendo a maioria (128) na faixa etária de 40 a 44 anos, seguida pelas faixas de 45 a 49 anos (92) e de 35 a 39 anos (80). Do total, mais de 94% dos nutricionistas são do sexo feminino. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dia Nacional de Combate ao Colesterol: manter níveis controlados pode evitar doenças graves
Há dois anos, Raimunda Corrêa, 66, recebeu o diagnóstico de que estava com seu nível de colesterol alto. Apesar de ter histórico familiar, só descobriu a alteração ao procurar um hospital. “Quando tive covid-19, precisei de atendimento e aí descobri que tinha diabetes, pressão alta e colesterol alto, tudo de uma vez só. Agora, tenho que vir ao hospital mais vezes”, conta. O caso de Raimunda é mais comum do que pode parecer. E é exatamente para chamar a atenção para o cuidado e para a busca por tratamento que 8 de agosto foi estabelecido como Dia Nacional de Combate ao Colesterol. O alerta é fundamental para a necessidade urgente de controle de um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral (AVC). Colesterol alto é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral (AVC) | Foto: Divulgação/IgesDF O colesterol é uma gordura chamada de lipídio, que pode ser dividida em LDL (colesterol “ruim”) e HDL (colesterol “bom”). Apesar de ser essencial para a saúde, quando há o descontrole das suas taxas no sangue, crescem os fatores de risco para as doenças mais graves. Tais alterações podem ser derivadas de má alimentação, de um estilo de vida sedentário ou de questões genéticas. Para a médica Alexandra Mesquita, cardiologista do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o colesterol deve ser avaliado e controlado desde cedo: “Hoje temos muitas crianças com alterações nas taxas de lipídios, e também já aconteceu de identificarmos estrias gordurosas em suas artérias. Isso é preocupante, principalmente quando vemos muitos jovens sedentários e comendo mal”. Alexandra reforça que, quanto mais fatores associados às doenças cardíacas se acumulam ao longo da vida, maior é a chance de complicações graves e até fatais. “Por esse motivo, devemos buscar cuidar do nosso estilo de vida e dos nossos filhos também”, alerta. Arte: Ascom/IgesDF Alimentação Francisca Corrêa, filha de Raimunda, relata que a mãe tem dificuldade de se lembrar dos remédios e de comer bem. “Ela gosta de comida gordurosa e carne vermelha. Coloca tanto óleo no feijão que fica até uma capa de gordura. Se antes a gente já tinha que ficar em cima dela para comer direito, agora, então, temos que ficar ainda mais de olho”, expõe. [LEIA_TAMBEM]Raimunda não leva para o pessoal e brinca com a situação. “Agora não tenho mais escolha, vou precisar comer melhor, fazer esse sacrifício e abrir mão das comidas que gosto para ver se diminuo a quantidade de remédios”, aponta. A filha, por sua vez, afirma que vai ajudar mais a mãe a preparar as refeições: “Também vou sair com ela para caminhadas e exercícios, para que ela possa melhorar a saúde”. Nutricionista do Hospital Cidade do Sol (HSol), Camila Costa enfatiza que a alimentação é uma grande aliada no controle das taxas de LDL e HDL. “Uma alimentação adequada desempenha um papel muito importante no controle dos níveis de colesterol e no cuidado com a sua saúde”, aponta. O que consumir Evitar: carnes muito gordurosas e processadas (como salsicha, bacon, presunto e linguiça), frituras, sorvetes, doces em excesso, laticínios com alto teor de gordura, salgadinhos, biscoitos recheados, produtos industrializados e fast food. Optar por: carnes magras, peixes (como sardinha e atum), aveia, legumes, verduras, frutas, leguminosas (como feijão, lentilha e grão-de-bico), azeite, castanhas, abacate, amêndoas e linhaça. *Com informações do IgesDF
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