DF no Ponto ultrapassa marca de 538 mil usuários com mais de 81% de aprovação
Desde julho de 2025, mais de 538 mil pessoas instalaram o aplicativo DF no Ponto, ferramenta criada pela Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) para facilitar o deslocamento urbano de usuários do transporte público do DF. Gratuito e disponível para Android e iOS, o aplicativo permite que o usuário planeje as viagens por meio de informações como endereço, número de linha ou localização geográfica. A partir de dados de origem e destino, a ferramenta informa os horários de viagem, o itinerário, os pontos de parada e o tempo previsto para o percurso. É possível ainda “favoritar” rotas, linhas e paradas de ônibus mais utilizadas. "O aplicativo demonstra que a tecnologia pode ser uma grande aliada na melhoria da mobilidade urbana, oferecendo mais previsibilidade, segurança e comodidade para a população", afirmou o subsecretário de Operações da Semob-DF, Márcio Antônio de Jesus. Segundo a pasta, o aplicativo gera informações valiosas sobre os padrões de utilização do sistema, horários de maior demanda, dúvidas mais frequentes e níveis de satisfação dos passageiros. Em pesquisa respondida por 2.726 usuários, a ferramenta alcançou um índice de 81,72% de satisfação. A partir de dados de origem e destino, a ferramenta informa os horários de viagem, o itinerário, os pontos de parada e o tempo previsto para o percurso | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília "Nosso objetivo é garantir que o cidadão tenha acesso a informações confiáveis e em tempo real sobre a operação do sistema. Quando o passageiro consegue saber exatamente o horário de chegada do ônibus e planejar melhor seus deslocamentos, ele reduz o tempo de espera, organiza sua rotina e ganha mais qualidade de vida", comentou o subsecretário. Precisão nos horários A auxiliar administrativa Lanussy Maciel da Costa, 30 anos, concorda com o slogan da ferramenta — "Agora, perder o ônibus é coisa do passado". Moradora do Gama, ela trabalha no centro do Plano Piloto, próximo à rodoviária central, e afirma que, antes do aplicativo, era difícil saber com precisão os horários dos dois ônibus que precisa pegar para chegar ao trabalho e para retornar para casa. “Era bem complicado esse deslocamento, porque a gente não sabia a hora exata que o ônibus ia passar. Agora, com o aplicativo, facilitou bastante a vida”, comentou. Lanussy conta que, assim que ficou sabendo do aplicativo, decidiu baixá-lo no próprio celular. Atualmente, além de recomendar para que outras pessoas façam o download, ela diz que também usa o aplicativo para encontrar linhas e se deslocar para lazer e outros compromissos. “Às vezes, eu penso ‘ah, eu quero ir para a Asa Norte ou para o Lago Norte'. Então, eu consigo achar uma linha a que eu me ajuste”, disse. Uma das funcionalidades do aplicativo permite que, por meio da ferramenta de busca, encontre-se linhas para chegar ao local desejado. “Eu consigo ver para onde eu vou, qual ônibus eu devo pegar, principalmente saindo do trabalho para alguma outra coisa que eu tenho para resolver”, complementou. Gratuito e disponível para Android e iOS, o aplicativo permite que o usuário planeje as viagens por meio de informações como endereço, número de linha ou localização geográfica De acordo com a Semob-DF, o uso do aplicativo beneficia a própria operação do transporte público coletivo com dados para a tomada de decisão estratégica da pasta: a partir das informações da ferramenta e do usuário, são gerados alertas dados de atrasos, adiantamento, eventuais furos, mudanças de itinerários, eventuais interrupções de trânsito que possam afetar os usuários de determinada localidade. "Essas informações permitem identificar padrões de demanda, monitorar a qualidade dos serviços e implementar melhorias baseadas em evidências, tornando o sistema cada vez mais eficiente e alinhado às necessidades da população", disse o subsecretário de Operações.
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Com apoio da FAPDF, UnB desenvolve tecnologia para aproximar idosos dos serviços digitais de saúde
Em um cotidiano cada vez mais digital, marcar consultas, acessar exames, buscar informações confiáveis e utilizar serviços de saúde pela internet já faz parte da rotina de muitas pessoas. Para parte da população idosa, no entanto, essas ferramentas ainda podem representar uma barreira. Foi para enfrentar esse desafio que surgiu o Digihealth Techkit, projeto desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB) com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital Tech Learning (2023). A iniciativa reúne aplicativo, e-book, conteúdos interativos, jogos educativos e códigos QR para ajudar adultos a partir de 45 anos e pessoas idosas do Distrito Federal a desenvolverem habilidades digitais voltadas para o cuidado com a própria saúde. A professora Camila Alves Areda: “A FAPDF teve um papel estratégico ao incentivar projetos que promovem inclusão digital, saúde e envelhecimento ativo” | Foto: Divulgação/FAPDF O projeto é coordenado pela professora Camila Alves Areda, do curso de Farmácia da UnB, do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (Profnit) e do Programa de Pós-Graduação em Assistência Farmacêutica (PPGasfar). Para Camila, esse investimento foi estratégico para aproximar a pesquisa das demandas reais da população. “O apoio da FAPDF foi fundamental para transformar a proposta em uma solução concreta, validada e adaptada à realidade da população do Distrito Federal. O fomento permitiu aprimorar a tecnologia, desenvolver materiais educativos, realizar testes com usuários reais e fortalecer a integração entre pesquisa, inovação e impacto social”, destaca Camila. Para a professora, o investimento em projetos como o Digihealth Techkit demonstra a importância de políticas públicas de fomento à ciência, tecnologia e inovação voltadas a desafios sociais concretos. “A FAPDF teve um papel estratégico ao incentivar projetos que promovem inclusão digital, saúde e envelhecimento ativo”, afirma. Educação O Digihealth é um conjunto de recursos educativos pensado para tornar o uso da tecnologia mais simples, seguro e acessível O nome do projeto combina dois conceitos: Digihealth, ligado à saúde digital, e Techkit, que significa kit de ferramentas. Na prática, trata-se de um conjunto de recursos educativos pensado para tornar o uso da tecnologia mais simples, seguro e acessível. A iniciativa é desenvolvida pela Universidade de Brasília, por meio da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde e da Universidade do Envelhecer (UniSER/UnB). “O projeto surgiu porque percebemos que muitas pessoas idosas ainda enfrentam dificuldades para utilizar tecnologias que hoje fazem parte do acesso à saúde, como aplicativos, exames digitais e teleatendimento. Isso pode gerar exclusão, dependência e dificuldade no cuidado com a própria saúde”, explica a professora. Segundo Camila, a proposta busca aproximar esse público das soluções digitais de forma gradual. “Nosso objetivo foi criar uma solução simples, acessível e adaptada à realidade desse público, promovendo inclusão digital, autonomia e mais qualidade de vida”, afirma. Como funciona O projeto propõe ferramentas educativas digitais voltadas para o desenvolvimento da chamada literacia digital em saúde. O termo pode parecer técnico, mas significa, de forma simples, a capacidade de usar tecnologias digitais para buscar informações confiáveis, acessar serviços e tomar decisões mais seguras sobre o próprio cuidado. “O Digihealth Techkit é um conjunto de ferramentas educativas digitais criado para ensinar, de forma simples e acessível, como utilizar tecnologias relacionadas à saúde. Na prática, a pessoa idosa aprende a acessar aplicativos, utilizar serviços digitais de saúde, consultar informações e desenvolver mais autonomia no cuidado com a própria saúde”, explica a coordenadora. O aplicativo foi criado pensando em dar mais autonomia a idosos que têm dificuldade em acessar tecnologia para realizar atividades cotidianas O aplicativo está em nível de maturidade tecnológica 7, também conhecido como TRL 7, indicando que uma solução já se encontra em estágio avançado de desenvolvimento, com protótipo em funcionamento e testes em ambiente real. Atualmente, a ferramenta passa por aprimoramentos constantes e avaliações com usuários, etapa fundamental antes de sua futura disponibilização para download. Além do aplicativo, o projeto prevê a adaptação do e-book Digihealth BSB, estruturado a partir do conceito japonês Ikigai, associado à busca por propósito, sentido e realização na vida. No projeto, essa ideia é aplicada à promoção de um envelhecimento mais ativo, saudável e conectado, relacionando saúde digital, autocuidado, aprendizagem ao longo da vida e participação social. Tecnologia pensada com e para pessoas idosas Um dos diferenciais do projeto é o desenvolvimento de uma tecnologia centrada no usuário. Isso significa que o aplicativo e os materiais são pensados a partir das necessidades reais das pessoas que irão utilizá-los, especialmente aquelas que não tiveram contato frequente com tecnologias digitais ao longo da vida. Para isso, a equipe trabalha com linguagem simples, navegação intuitiva, recursos visuais acessíveis e organização didática das informações. A proposta também considera aspectos como tamanho de letras, facilidade de compreensão, usabilidade e adaptação cultural ao contexto brasileiro. A construção do projeto também conta com a participação dos próprios usuários. A validação do protótipo envolve pessoas idosas da comunidade do Distrito Federal, incluindo participantes e egressos do Curso de Educador Político Social em Gerontologia, vinculado à UniSER/UnB. Esse processo permite que a equipe identifique dificuldades reais de uso, ajuste a linguagem e aprimore a experiência de navegação. O Digihealth Techkit utiliza recursos de gamificação, ou seja, elementos de jogos, como desafios, etapas e atividades interativas, aplicados ao processo de aprendizagem Para tornar o aprendizado mais dinâmico, o Digihealth Techkit utiliza recursos de gamificação, ou seja, elementos de jogos, como desafios, etapas e atividades interativas, aplicados ao processo de aprendizagem. Também são utilizados códigos QR, que podem ser lidos pela câmera do celular e direcionam o usuário para conteúdos digitais. “Essas ferramentas tornam o aprendizado mais leve, prático e estimulante. Os jogos educativos aumentam o engajamento e ajudam na fixação do conteúdo, enquanto os QR codes e conteúdos interativos facilitam o acesso às informações e incentivam a participação ativa da pessoa idosa no processo de aprendizagem”, afirma a professora. Envelhecimento inteligente e conexão internacional O aplicativo também dialoga com o conceito de envelhecimento inteligente, tradução de smart ageing. A ideia está relacionada ao uso de tecnologias, soluções de design e estratégias educacionais para promover mais independência, inclusão, segurança e qualidade de vida à medida que a população envelhece. O Digihealth Techkit integra a versão brasileira da plataforma SmartAgeCare, projeto internacional com origem na Universidade do Porto e na 4Humanz Consultancy and Research, desenvolvido no âmbito do programa Erasmus+ e com participação de instituições de diversos países europeus. A parceria com a UnB, por meio da UniSER, permite adaptar, traduzir e reinventar para o cenário brasileiro soluções voltadas à população idosa. No Distrito Federal, a proposta coloca Brasília em posição estratégica no desenvolvimento de tecnologias voltadas para o envelhecimento, especialmente na interface entre saúde, educação, inovação e inclusão digital. Mais segurança para cuidar da própria saúde Entre os principais impactos esperados está o fortalecimento da autonomia da população idosa. Ao aprender a utilizar ferramentas digitais, a pessoa pode acessar exames, marcar consultas, buscar informações confiáveis, acompanhar orientações e participar de forma mais ativa do próprio cuidado. "Quando o 60+ aprende a utilizar tecnologias digitais, ele consegue acessar serviços de saúde com mais facilidade, acompanhar informações importantes e se tornar menos dependente de terceiros" Camila Alves, professora do curso de Farmácia da UnB “Esperamos mais autonomia, segurança e participação ativa no cuidado com a própria saúde. Quando o 60+ aprende a utilizar tecnologias digitais, ele consegue acessar serviços de saúde com mais facilidade, acompanhar informações importantes e se tornar menos dependente de terceiros”, ressalta Camila. A inclusão digital também tem impacto emocional e social. Ao dominar recursos tecnológicos, a pessoa idosa pode se sentir mais segura, confiante e integrada à sociedade. Para a coordenadora, esse processo contribui para fortalecer a autoestima e reduzir o sentimento de exclusão. *Com informações da FAPDF
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Por meio de aplicativo do GDF, atendimento em Libras estará disponível no Tribunal Regional Eleitoral para eleitores surdos do DF
Nesta semana, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) aderiu ao atendimento voltado a pessoas surdas com o uso do DF Libras, serviço gratuito do Governo do Distrito Federal (GDF) que oferece mediação com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais. A iniciativa utiliza QR Codes integrados à Central de Interpretação de Libras (CIL), permitindo a comunicação por videochamada entre servidores e eleitores. O secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Ferreira da Cunha, ressalta o papel da iniciativa na ampliação do acesso aos serviços públicos e afirma que a inclusão é um princípio central. “O DF Libras garante interpretação em tempo real, promovendo acessibilidade comunicacional em diversos atendimentos, inclusive nos serviços eleitorais. Essa iniciativa amplia a autonomia da comunidade surda, permite participação plena e fortalece o compromisso do Distrito Federal com serviços públicos mais inclusivos, eficientes e de qualidade”, declara. O TRE-DF já oferece atendimento voltado a pessoas surdas com o uso do DF Libras, serviço gratuito do GDF que oferece mediação com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília O material com os QR Codes foi distribuído no início desta semana, juntamente com o treinamento das equipes de atendimento, com o objetivo de preparar o sistema para situações reais de votação e acesso a serviços eleitorais. A Central é vinculada à Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF) e tem como objetivo ampliar o acesso a direitos e reduzir barreiras de comunicação em órgãos públicos. O programa existe desde 2024 e já foi implantado em unidades públicas de saúde, delegacias e ouvidorias do DF. Segundo o diretor de Comunicação Acessível da SEPD-DF, Alexandre Castro, a ferramenta amplia a autonomia da população surda no atendimento: “É um marco para Brasília. Agora conseguimos trazer, nessa parceria com o TRE, essa acessibilidade para os cartórios do Distrito Federal. A pessoa surda pode ser mais autônoma, não precisa de alguém para acompanhá-la e pode ser atendida na sua própria língua”. Como funciona O sistema funciona por aplicativo, com intérpretes disponíveis em tempo integral e sem consumo de dados para o usuário. O serviço é acionado por meio de videochamada, em que o tradutor transmite a demanda oral ao ouvinte e, em seguida, a interpreta em Libras para a pessoa surda. “Funciona 24 horas, todos os dias da semana, e tem internet patrocinada, ou seja, não consome o pacote de dados de quem está utilizando durante a chamada, sendo necessária conexão apenas para abrir o aplicativo”, explica Alexandre. O material com os QR Codes já foram distribuídos para o TRE; além disso, as equipes de atendimento do aplicativo passaram por treinamento O professor e diretor da Central de Libras, Waldimar Carvalho, avalia que a tecnologia melhora a comunicação nos serviços públicos. Pertencente à comunidade surda, ele compara a realidade anterior com a atual e destaca a independência proporcionada pelo sistema. “Antigamente a gente sofria bastante, precisava procurar um intérprete disponível e muitas vezes era difícil. Agora nós percebemos essa diferença: por meio do QR Code, podemos nos comunicar de forma independente, é muito fácil. Essa inclusão é importante para toda a comunidade, porque agora podem interagir no mesmo espaço e entender claramente o que está sendo passado pelo servidor. Eu sou surdo, tenho muita experiência com barreira comunicacional e digo que agora é independência mesmo”, observa. Também usuário do sistema, o professor Gustavo Oliveira aponta a mudança no acesso aos serviços: “Antes nós íamos aos locais e não havia acessibilidade comunicacional, precisávamos escrever ou tentar nos fazer entender, o que era muito difícil para os surdos, pois há palavras que não conhecemos no português. Agora é muito simples: basta escanear um QR Code e fazer uma chamada de vídeo em Libras para interpretar o que precisamos”. Gustavo Oliveira, professor: "Antes nós íamos aos locais e não havia acessibilidade comunicacional. Agora é muito simples: basta escanear um QR Code e fazer uma chamada de vídeo em Libras para interpretar o que precisamos" Eleições próximas Todos os serviços eleitorais — como troca de domicílio eleitoral, alteração de local de votação, emissão do título ou coleta de biometria — continuam disponíveis e gratuitos, agora com o suporte do novo modelo de atendimento. O porta-voz do TRE-DF, Fernando Velloso, afirma que a iniciativa reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a acessibilidade: “Estamos sempre muito preocupados em oferecer acessibilidade para aquelas pessoas que precisam de um atendimento especial, então essa é mais uma ação muito importante para criar esse vínculo e essa facilidade para a população.” [LEIA_TAMBEM]O representante também alerta para o prazo de regularização do título, com o fechamento do cadastro eleitoral previsto para o dia 6 de maio. “Estamos a menos de um mês desse prazo, e as pessoas que não conseguirem regularizar ou emitir o seu título até essa data não poderão fazê-lo até o final do segundo turno eleitoral. Então é importante vir o quanto antes, porque as filas e a procura vão começar a aumentar”, alerta. As unidades estão distribuídas no Lago Sul, Sobradinho, Gama, Ceilândia e Plano Piloto (Na Hora da Rodoviária), além do Edifício-Sede do TRE-DF (Central de Atendimento ao Eleitor), localizado no Setor de Indústrias Gráficas, Quadra 2 — todas com o serviço de atendimento a pessoas com deficiência auditiva disponibilizado nesta semana.
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Prazo para instalar QR Code em carros de aplicativo vai até fevereiro
Os motoristas que atuam no Serviço de Transporte Individual Privado de Passageiros por Aplicativo (Stip) no Distrito Federal intensificam a regularização para instalar o dístico com QR Code no veículo. A medida da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) busca ampliar a segurança e a transparência do serviço oferecido aos passageiros. Do total de motoristas cadastrados, 25 mil já instalaram os dísticos no para-brisa dos carros | Foto: Divulgação/Semob-DF Somente neste mês, cerca de 5 mil motoristas já providenciaram a impressão do código. Dados do sistema da Semob-DF indicam que mais de 25 mil QR codes já foram emitidos — cerca de 43% do total de aproximadamente 59 mil motoristas cadastrados. A adesão cresce a cada dia com a aproximação de eventos de grande porte, como o Verão R2 no parque Na Praia e o Carnaval. “O QR Code facilita a checagem e protege tanto o passageiro quanto o motorista que trabalha corretamente” Zeno Gonçalves, secretário de Transporte e Mobilidade Até 23 de fevereiro, fim do prazo fixado na Portaria 340 da Semob-DF, a fiscalização segue com foco em orientar e permitir que os motoristas concluam a emissão e a instalação do dístico. Depois desse prazo, a exigência passa a ser cobrada com sanções administrativas, incluindo multa e possibilidade de remoção do veículo em caso de descumprimento. Segurança O dístico deve ser fixado no para-brisa dianteiro do veículo, de forma que se possa fazer a leitura do código. Ao escanear o QR Code, o passageiro consegue consultar informações básicas de identificação e autorização do serviço. Para a fiscalização, o sistema permite acessar dados mais completos e atualizados, como o registro da autorização no momento da consulta, foto do condutor e informações relacionadas ao vínculo operacional, reforçando o controle contra irregularidades. “A ideia é dar mais segurança para quem usa o transporte por aplicativo e, ao mesmo tempo, tornar a fiscalização mais eficiente”, explica o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves. “O QR Code facilita a checagem e protege tanto o passageiro quanto o motorista que trabalha corretamente.” A emissão do dístico não gera nenhuma taxa ao motorista: basta acessar a página, baixar o código e imprimir. O QR Code é vinculado ao motorista e ao veículo, mas pode ser removido ou coberto quando o carro não estiver em operação. Para apoiar quem ainda encontra dificuldades para a emissão do documento, a Semob-DF mantém atendimento presencial e canais oficiais de suporte. Dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail stip@semob.df.gov.br ou pelos telefones (61) 3020-1241 e (61) 3020-1238. Os motoristas também podem acessar o Manual de Emissão do Dístico Stip, onde se ncontram todas as orientações para emissão e uso do código. *Com informações da Semob-DF
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Mulheres podem se inscrever para curso de mecânica no Detran-DF
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) está com inscrições abertas para o curso Noções de Mecânica para Mulheres. As aulas serão ministradas no prédio da 906 Sul, de segunda-feira (8) ao dia 12, das 8h15 às 11h45. Podem participar do curso mulheres habilitadas interessadas em atualizar os conhecimentos | Foto: Divulgação/Detran-DF A capacitação é destinada a mulheres habilitadas que queiram atualizar os conhecimentos básicos sobre o funcionamento de veículos. Gratuito, o curso tem duração de 20 horas/aula. [LEIA_TAMBEM]A inscrição deve ser feita presencialmente na Escola Pública de Trânsito, localizada na EQS 713/913, com agendamento prévio pelo aplicativo Detran-DF Digital ou pelo Portal de Serviços do Detran-DF. Para se inscrever, é necessário apresentar a Carteira Nacional de Habilitação válida. Curso Noções de Mecânica para Mulheres ⇒ Data: 8 a 12 deste mês, com aulas da das 8h15 às 11h45, no prédio do Detran-DF da 906 Sul ⇒ Inscrições: Escola Pública de Trânsito (SEPS – 713/913 Sul – Bloco D – Edifício Detran-DF). *Com informações do Detran-DF
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Aplicativo Ativa Mente une tecnologia e saúde para promover qualidade de vida aos idosos
Com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) estão desenvolvendo o aplicativo Ativa Mente, uma inovação em gerontotecnologia — área que integra envelhecimento humano e tecnologia para promover qualidade de vida na terceira idade. A proposta é voltada à promoção do autocuidado, da saúde cognitiva e do bem-estar de idosos com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como diabetes e hipertensão. A iniciativa dá continuidade ao projeto Viva Bem, antes restrito ao acompanhamento de idosos com diabetes, e agora ampliado para um público mais diverso. O diferencial do Ativa Mente está na abordagem integral: além de funcionalidades já conhecidas, como lembretes de medicamentos e incentivo à prática de exercícios físicos, a nova versão incorpora estimulação cognitiva (memória, atenção e orientação), buscando preservar a autonomia do idoso e estimular corpo e mente de forma integrada. Do apoio à inovação O projeto foi contemplado pelo edital FAPDF Learning (2023), recebendo R$ 1 milhão em recursos. O investimento viabilizou a aquisição de equipamentos, o desenvolvimento tecnológico e a concessão de bolsas de pesquisa, assegurando condições para que a equipe multidisciplinar da UnB conduzisse o trabalho com rigor científico. Idoso participa das etapas de validação do aplicativo Ativa Mente, que estimula corpo e mente para promover qualidade de vida | Foto: Arquivo pessoal Participam do projeto docentes e discentes de diferentes áreas — enfermagem, ciência da computação, design, psicologia e educação física —, sob a coordenação da professora Silvana Schwerz Funghetto, especialista em envelhecimento humano e tecnologias educacionais. Segundo a pesquisadora, o aporte da FAPDF foi determinante: “O apoio da fundação permitiu estruturar todas as etapas do projeto, desde a análise inicial até a validação junto aos usuários. Trata-se de um investimento que não apenas fortalece a ciência local, mas também responde a uma demanda social urgente”. Rigor científico e validação tecnológica O desenvolvimento do aplicativo segue o método Design Instrucional Contextualizado (DIC), estruturado em cinco etapas (análise, design, desenvolvimento, implementação e avaliação). A validação envolve oficinas participativas e testes com idosos do Distrito Federal, assegurando que a tecnologia atenda às reais necessidades do público-alvo. Para garantir qualidade e confiabilidade, o projeto utiliza instrumentos reconhecidos internacionalmente: - SF-36, questionário de 36 itens que mede a qualidade de vida relacionada à saúde, avaliando aspectos como vitalidade, capacidade funcional, dor e saúde mental; - System Usability Scale (SUS), escala simples e consolidada que mensura a usabilidade de sistemas digitais a partir da experiência dos usuários; - Technology Acceptance Model (TAM), modelo que avalia a aceitação tecnológica considerando utilidade percebida e facilidade de uso. [LEIA_TAMBEM]O conceito de autocuidado — central no projeto — diz respeito à capacidade do idoso de gerir sua própria saúde de forma ativa, fortalecendo sua autonomia e reduzindo a dependência de serviços de alta complexidade. Impactos e relevância social A Ativa Mente deverá alcançar o nível máximo de maturidade tecnológica (TRL 9 — estágio que indica plena prontidão de uso), com registro de propriedade intelectual junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e disponibilização gratuita nas plataformas Google Play e Apple Store. Além de apoiar o autocuidado dos idosos, a ferramenta permitirá gerar relatórios analíticos que poderão subsidiar políticas públicas e estratégias de atenção primária em saúde, contribuindo para a redução de internações hospitalares e para a eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS). O reconhecimento da inovação já começou. O projeto recebeu menção honrosa em 2º lugar no II Congresso Internacional de Tecnologia, Inovação e Gerontologia e no III Seminário Internacional de Inovação e Longevidade, realizados em São Paulo. Para a professora Silvana Schwerz Funghetto, a relevância da iniciativa vai além do desenvolvimento tecnológico: “O aplicativo não é apenas uma ferramenta de monitoramento, mas um aliado direto para que o idoso seja protagonista do seu cuidado, preservando sua independência e qualidade de vida por mais tempo”. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Projeto Na Sua Hora registra mais de 360 atendimentos noturnos em Águas Claras
A segunda edição do projeto Na Sua Hora, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), foi promovida na terça (19) e na quarta-feira (20) no estacionamento do Águas Claras Shopping. A ação itinerante leva os serviços do Na Hora a regiões administrativas (RAs) que não contam com unidades fixas de atendimento, com funcionamento especial — das 16h às 22h. Iniciativa da Sejus-DF beneficia a população por meio da oferta de serviços e atendimento de demandas | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A primeira região administrativa a receber a iniciativa inédita foi o Lago Norte, com 250 atendimentos em 22 e 23 de julho. A estrutura foi montada no estacionamento do Shopping Deck Norte. Em Águas Claras, foram registradas 364 assistências. “Ao levarmos os serviços para perto da comunidade, em horário estendido, mostramos que o governo pode e deve se adaptar à rotina da população” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania Os próximos destinos são o Terraço Shopping, no Cruzeiro (dias 27 e 28 deste mês), o Boulevard Shopping Brasília, na Asa Norte (10 e 11 de setembro) e novamente o Shopping Deck Norte, no Lago Norte (24 e 25 de setembro). O cronograma é sempre atualizado nas redes sociais da Sejus-DF. “O Na Sua Hora é uma resposta direta às necessidades do cidadão”, ressalta a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. “Muitas vezes, a correria do dia impede que as pessoas resolvam questões simples, mas fundamentais. Ao levarmos os serviços para perto da comunidade, em horário estendido, mostramos que o governo pode e deve se adaptar à rotina da população.” Praticidade A ação itinerante reúne uma série de procedimentos em um só lugar, relacionados à Secretaria de Economia (Seec-DF), Departamento de Trânsito (Detran-DF), Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Defensoria Pública do DF, Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) e Receita Federal, entre outros órgãos. O subsecretário do Na Hora, Rodrigo Barbosa, afirma que a devolutiva dos moradores tem sido a melhor possível: “A população elogia bastante porque é um horário que as pessoas estão disponíveis para procurar o serviço. Geralmente, estão ocupados no horário de trabalho, cuidando de casa, dos filhos, trabalhando, e podem ser atendidos aqui no final do dia”. Sônia Siqueira (E), que foi com a filha Ana Paula a Águas Claras para resolver pendências pelo projeto: “Tinha um tempo que estávamos tentando resolver pelo aplicativo, mas conseguimos aqui e foi muito fácil” A aposentada Sônia Maria Siqueira, de 68 anos, ficou sabendo da chegada do projeto a Águas Claras pela televisão e marcou a data na agenda. Ela e a filha, a professora Ana Paula Siqueira, 49, foram resolver questões de licenciamento de veículos. “Tinha um tempo que estávamos tentando resolver pelo aplicativo, mas conseguimos aqui e foi muito fácil”, relatou Sônia. “A gente mora aqui perto, viemos caminhando, sem precisar sair da cidade.” Sua filha complementou: “Trouxe muita praticidade mesmo. Resolvemos de uma forma rápida, sem muita burocracia.” [LEIA_TAMBEM]A orientadora educacional Jucilaine Oliveira, 47, também foi ao local para solucionar questões veiculares e aproveitou para pedir orientações sobre um problema do pai. “Fiz a emissão do certificado de registro e licenciamento bem rápido”, contou. “Me falaram até que dava para fazer pelo aplicativo, e tentei parcelar uma conta do meu pai com a Caesb, mas disseram que ele precisa vir aqui. Vou trazê-lo mais tarde, já que vão ficar aqui até 22h”. Na Hora A Subsecretaria de Modernização do Atendimento Imediato ao Cidadão (Na Hora) ultrapassou a marca de 1 milhão de atendimentos em 2025, com média superior a 7 mil registros diários. O serviço reúne 170 atendimentos públicos presenciais, de forma articulada e descentralizada, em parceria com 20 órgãos. As unidades também contam com terminais de autoatendimento para facilitar ainda mais o acesso do cidadão. O modelo fixo do programa está disponível em Brazlândia, Ceilândia, Gama, Riacho Fundo, Rodoviária do Plano Piloto, Asa Sul, Sobradinho e Taguatinga. A unidade móvel do Na Hora passa pelas regiões que ainda não têm um posto próprio, como Santa Maria e Recanto das Emas, aonde a carreta vai duas vezes por semana. Veja aqui endereços e telefones das unidades do Na Hora.
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Usuários aderem ao DF no Ponto para planejar viagens do transporte público coletivo
Na primeira semana desde o lançamento do aplicativo DF no Ponto, cerca de 75 mil pessoas baixaram o novo app de busca e planejamento de viagens do transporte público coletivo do Distrito Federal. A ferramenta foi lançada no último dia 29 de julho e faz parte de um conjunto de soluções tecnológicas para facilitar a vida dos passageiros. Usuários do transporte público podem acessar, com a câmera do celular, QR Code nas paradas de ônibus para ter informações sobre as linhas que passam no local | Foto: Divulgação/Semob "O DF no Ponto é uma ferramenta importante para facilitar o dia a dia dos passageiros, com 10 funcionalidades para planejamento de viagens, busca de linhas e horários" Zeno Gonçalves, secretário de Transporte e Mobilidade O aplicativo está disponível nos dois principais sistemas operacionais, iOS e o Android. A maioria, cerca de 63 mil usuários, baixou a ferramenta para uso em smartphones do sistema Android. As regiões onde houve a maior quantidade de downloads foram Plano Piloto, Ceilândia, Guará, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Samambaia, São Sebastião e Taguatinga. O secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, afirmou que os testes de aceitação do DF no Ponto indicam que os usuários do transporte público do DF já estão utilizando praticamente todas as funcionalidades do aplicativo. “O DF no Ponto é uma ferramenta importante para facilitar o dia a dia dos passageiros, com 10 funcionalidades para planejamento de viagens, busca de linhas e horários, podendo reduzir o tempo de espera nas paradas e terminais. Mas é interessante notar que as pessoas estão utilizando também as funcionalidades de comunicação do aplicativo, onde podem obter informações, fazer sugestões ou registrar ocorrências”, afirmou o secretário. Uma das funcionalidades importantes do novo DF no Ponto é que o aplicativo envia alertas e notícias sobre ocorrências que impactam a operação diária do transporte coletivo. São informações sobre mudança de trajeto, bloqueios de trânsito e manifestações em via pública, entre outros. Pelos registros do app, a equipe técnica do DF no Ponto já realizou mais de 160 atendimentos aos usuários. A maior parte, mais de 100 registros, é para tirar dúvidas, inclusive sobre como utilizar a ferramenta. Há registros também de sugestões, reclamações e algumas denúncias. [LEIA_TAMBEM]QR Code nas paradas Além do aplicativo e do site DF no Ponto, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) lançou recentemente outra ferramenta de auxílio aos passageiros. Em fase de testes, a ferramenta funciona por meio de QR Code, que pode ser acessado com a câmera do celular nas paradas de ônibus. Ao acessar a ferramenta pelo QR Code, o usuário recebe informações sobre os ônibus que estão passando no ponto de parada onde a pessoa estiver. Também é possível verificar a previsão das próximas viagens de cada linha, facilitando ao passageiro programar suas atividades até o momento de embarque. Na fase de testes, que começou no dia 10 de julho, foram 10 paradas de ônibus da área central de Brasília que contaram com o adesivo de acesso pelo QR Code. De acordo com os registros da ferramenta, cerca de 9.500 usuários realizaram mais de 28.500 visualizações dos horários de ônibus. A parada onde ocorre a maior quantidade de visualizações é na W3 Sul, em frente ao Pátio Brasil Shopping. *Com informações da Semob
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Paradas de ônibus do Pistão Norte ganham nova vida com obras de artistas plásticos
As paradas de ônibus do Pistão Norte, em Taguatinga, vêm ganhando um colorido especial. Os pontos foram restaurados e receberam pinturas e grafites de artistas plásticos do Distrito Federal, por meio do programa GDF Presente. Os artistas começaram o trabalho na terça-feira (29); até o momento, três paradas estão prontas. A princípio, a projeção é de que seis pontos sejam estilizados. Aves e exemplares da flora do Cerrado estão entre os destaques nas pinturas que têm sido feitas nas paradas de ônibus | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Muda o visual, dá uma cara nova para as paradas”, pontua o grafiteiro Edmar Brito, que assina como Simpson. “A gente passava e via tudo pichado; parece que fica morto, não tem nada a ver. Os grafites e os desenhos já dão uma diferença, dão mais vida. É bom, está mostrando a nossa arte.” Edmar Brito, o Simpson: “Às vezes, o passageiro chega estressado, senta aqui, vê a natureza e já tira um pouco desse estresse” Entre as pinturas, estão elementos que fazem menção à educação no trânsito — como o respeito à faixa de pedestres — e à própria região de Taguatinga, a exemplo da Praça do Relógio. Também há ilustrações de plantas e animais do Cerrado, como os ipês e os tucanos. “Às vezes, o passageiro chega estressado, senta aqui, vê a natureza e já tira um pouco desse estresse”, completa Edmar. A manicure Marília Seabra gostou da arte nas paradas: “É muito interessante, porque é cultura. Ficou mais colorido, mais alegre” Um desses passageiros é o autônomo José Ribamar Pereira. Morador do Assentamento 26 de Setembro, ele elogia a iniciativa: “Fica mais bonito, mais atrativo. Foi muito bem-bolado, uma ideia inteligente. Antes era mais monótono, agora está melhor”. A manicure Marília Seabra, moradora de Samambaia, reforça: “É muito interessante, porque é cultura. Ficou mais colorido, mais alegre”. DF no Ponto [LEIA_TAMBEM]Quem usa transporte público na capital federal ganhou um outro importante reforço nesta semana: o aplicativo gratuito DF no Ponto. Lançada na terça-feira (29), a ferramenta oferece dez funcionalidades para facilitar a vida do passageiro, como planejador de rotas, busca por linhas e localização dos ônibus em tempo real. O sistema permite que o usuário consulte os horários dos coletivos em cada parada, acompanhe alertas operacionais e registre sugestões ou reclamações. Além do app, o Governo do Distrito Federal (GDF) testa o uso de QR Codes em dez pontos estratégicos da cidade, permitindo ao usuário consultar, com a câmera do celular, quais linhas passam por ali e em quanto tempo o próximo ônibus vai chegar — sem necessidade de baixar o aplicativo. A ideia é garantir que qualquer cidadão tenha informação rápida sobre sua linha.
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Inovação na saúde pública: UnB desenvolve aplicativo para dor lombar com apoio da FAPDF
Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) em colaboração com pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) estão desenvolvendo um aplicativo móvel voltado ao autogerenciamento da dor lombar crônica — uma das condições que mais afetam a qualidade de vida da população e representam uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil. A iniciativa conta com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e é coordenada pelos professores Rodrigo Luiz Carregaro, Fernanda Pasinato (UnB) e Thomaz Nogueira (UFMS), com participação da doutoranda Maria Augusta de Araújo Mota e outros estudantes de mestrado e iniciação científica. Aplicativo vai sugerir conteúdos adaptados à condição do usuário com dor lombar crônica, mas não substitui o atendimento médico ou fisioterapêutico | Fotos: Divulgação/FAPDF O projeto foi fomentado por meio do Edital FAPDF Learning (2023), vinculado à macroárea Tech Learning, e tem como objetivo propor intervenções inovadoras que combinem tecnologia, evidências científicas e viabilidade econômica, com potencial de aplicação em políticas públicas de saúde. A proposta do aplicativo é oferecer um plano de cuidado personalizado para pessoas com dor lombar crônica, a partir de uma avaliação inicial realizada dentro da própria plataforma. A triagem será feita por meio de um formulário no ambiente do app e envolverá informações clínicas básicas, como anamnese e escalas reconhecidas internacionalmente para dor e funcionalidade. Com base nesse perfil, a ferramenta poderá sugerir conteúdos adaptados à condição do usuário, incluindo exercícios terapêuticos (mobilidade, modulação da dor e fortalecimento muscular), educação em dor e saúde (com informações sobre o sistema nervoso e a abordagem multidimensional da dor) e práticas de bem-estar (como mindfulness). Além disso, o app deverá contar com uma aba de acompanhamento estatístico, permitindo ao usuário visualizar sua evolução ao longo do tempo. “Sabemos, por meio de pesquisas prévias do nosso grupo, que o uso isolado de aplicativos móveis nem sempre apresenta os melhores resultados. Por isso, idealizamos um modelo híbrido, em que o app atua como apoio ao trabalho clínico. O objetivo é promover autonomia com segurança, oferecendo conteúdo baseado em evidências e acompanhamento profissional ao longo do processo”, explica o professor Rodrigo Luiz Carregaro. “Editais como o Tech Learning têm sido essenciais para transformar conhecimento científico em soluções concretas para a sociedade. Eles nos permitem estruturar equipes, laboratórios e desenvolver projetos com impacto real”, afirma o professor Rodrigo Luiz Carregaro É fundamental destacar que o aplicativo não substitui o atendimento médico ou fisioterapêutico. Seu uso deve ser feito com indicação e acompanhamento profissional, especialmente em casos de dor persistente ou quadros de maior severidade. A proposta é que o app funcione como recurso complementar ao tratamento, permitindo que profissionais de saúde acompanhem seus pacientes mais de perto — inclusive entre sessões presenciais — por meio de dados autogerados e conteúdos personalizados. O objetivo é ampliar o cuidado para além do consultório, promovendo autonomia com segurança. [LEIA_TAMBEM]“Idealizamos uma ferramenta que possa ser integrada ao dia a dia do cuidado clínico, oferecendo suporte ao profissional de saúde e promovendo maior engajamento do paciente no seu processo de reabilitação”, complementa Carregaro. Avaliação econômica e impacto social Um dos pilares do projeto é a avaliação econômica em saúde, que permitirá analisar se a implementação da ferramenta é viável do ponto de vista financeiro, considerando seus efeitos clínicos. A ideia é compreender se os benefícios esperados justificariam a adoção do app em larga escala, por exemplo, no SUS. A abordagem combina evidências científicas com estimativas de custo, gerando insumos para a formulação de políticas públicas. “Queremos oferecer não apenas uma solução eficaz, mas também sustentável e aplicável à realidade do sistema de saúde brasileiro”, reforça Maria Augusta. Pesquisa aplicada com apoio da FAPDF O projeto atual é um desdobramento do trabalho iniciado durante a pandemia, com o projeto de extensão “CONSciênci@”, que buscava promover a educação em saúde e práticas de exercícios domiciliares por meio digital. A evolução da iniciativa foi possível graças ao apoio da FAPDF, que também financiou a modernização do laboratório e outros projetos anteriores do grupo. Além do aplicativo, a equipe participou do desenvolvimento da máscara hospitalar Vesta, criada em resposta à covid-19 e hoje em processo de comercialização. Ambos os projetos foram viabilizados com recursos da FAPDF por meio de editais voltados à inovação, como o Tech Learning e o Demanda Induzida. “Editais como o Tech Learning têm sido essenciais para transformar conhecimento científico em soluções concretas para a sociedade. Eles nos permitem estruturar equipes, laboratórios e desenvolver projetos com impacto real”, destaca Carregaro. *Com informações da FAPDF
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