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apoio ao produtor rural

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Com investimento superior a R$ 6 milhões, GDF cede máquinas agrícolas a associações de produtores

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), ampliou a política de cessão de máquinas e implementos agrícolas a associações e cooperativas de produtores rurais. De acordo com a pasta, a nova etapa inclui tratores e outros equipamentos adquiridos pelo GDF, em investimento superior a R$ 6 milhões, para reforçar o atendimento a comunidades do campo em serviços como preparo do solo, plantio, colheita, transporte da produção e conservação de estradas rurais. O modelo funciona por chamamento público, na plataforma Parcerias DF. As entidades selecionadas recebem os bens em cessão de uso por até cinco anos. Os equipamentos seguem sob propriedade pública, mas passam ao uso das associações e cooperativas para atender produtores da comunidade, conforme regras de manutenção, organização do uso coletivo e prestação de contas. O secretário Rafael Bueno destaca que a ação dá acesso a máquinas que pequenos produtores não teriam condições de comprar individualmente | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Segundo o titular da Seagri-DF, Rafael Bueno, a política dá acesso a máquinas que pequenos produtores não teriam como comprar individualmente. “Desde 2019, o Governo do Distrito Federal vem fazendo investimentos em equipamentos e implementos para ceder às comunidades rurais por meio de associações e cooperativas. Recentemente, fizemos a aquisição de tratores e novos maquinários, num investimento superior a R$ 6 milhões, que serão destinados a essa população rural para auxiliar na produção agropecuária, no plantio, nos tratos culturais e na logística de escoamento”, afirmou. De 2019 a 2025, foram firmados mais de 40 contratos de cessão de tratores, implementos e caminhões. Cada comunidade utiliza os equipamentos conforme a vocação produtiva. Entre os implementos estão grades, arados, plantadeiras, pulverizadores e máquinas para a produção de forragem. “Uma máquina como esse trator custa aproximadamente R$ 200 mil, o que inviabiliza a aquisição por muitos produtores e comunidades. A associação ou cooperativa procura a Seagri, por meio da plataforma Parcerias DF, participa do chamamento público e pode receber um equipamento. Ao receber o trator, também pode fazer jus aos implementos, montando um kit de acordo com a produção daquela comunidade”, explicou Bueno. O apoio também inclui caminhões para o escoamento da produção, o que reduz o frete pago pelas associações e facilita a chegada dos alimentos aos pontos de venda e aos programas de compras públicas. “Temos caminhões cedidos a associações para o escoamento da produção. Sabemos que o frete, hoje, pode chegar à ordem de R$ 8 por quilômetro rodado. Para uma cooperativa com projeção de gasto de R$ 20 mil por mês em frete, isso diminui muito, porque o impacto passa a ser o custo do combustível e do motorista”, acrescentou o secretário. Além da utilização na produção, os equipamentos também dão apoio à conservação e manutenção de estradas vicinais, à limpeza de áreas com vocação agrícola e ao transporte de insumos e da produção Além do uso direto na produção, os equipamentos também dão apoio à conservação e manutenção de estradas vicinais, à limpeza de áreas com vocação agrícola e ao transporte de insumos e da produção. Nas comunidades rurais, esse trabalho melhora a circulação e o escoamento dos alimentos. No Núcleo Rural Betinho, em Brazlândia, máquinas da Seagri-DF recuperaram trechos usados por produtores. Moradora da região há quase 50 anos, Helena Alves Pereira, 78 anos, lembra que, no início da ocupação, o deslocamento até Brazlândia era feito a pé. “Quando eu cheguei aqui, não tinha nada, era só mato. Cansei de sair às 4h da manhã levando meus filhos para estudar em Brazlândia”, contou. “As estradas estavam muito ruins, tinha lugar que não passava. A Secretaria de Agricultura está de parabéns por trazer esses maquinários para ajudar a arrumar as nossas estradas. Foram muitos anos de sofrimento, e agora isso ficou para trás”, afirmou. O líder comunitário Gislengelo Teles Ferreira, 47 anos, conhecido como Ângelo, destacou o efeito na rotina dos produtores. “As nossas estradas estavam intransitáveis. Com essa demanda solicitada pela comunidade e pelas associações, elas melhoraram e ficaram transitáveis. Aqui nós precisamos escoar a produção. Com a estrada melhor, dá para transportar o produto de forma mais adequada. Diminui manutenção de veículo, diminui o gasto com combustível e ajuda muito a comunidade”, disse. “Com a estrada melhor, dá para transportar o produto de forma mais adequada. Diminui manutenção de veículo, diminui o gasto com combustível e ajuda muito a comunidade”, afirma o líder comunitário Gislengelo Teles Ferreira Para Bueno, a cessão fecha um ciclo de apoio ao produtor, da preparação da área ao transporte da produção. “É todo o ciclo sendo fechado, do plantio à colheita até a logística, favorecendo os produtores, diminuindo o custo de produção e fixando o homem no campo”, resumiu o secretário.

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Rota da Fruticultura mobiliza produtores para o cultivo de mirtilo

A Rota da Fruticultura do DF e Ride reuniu, na manhã desta terça-feira (24), representantes de associações e cooperativas rurais e agricultores para mobilizar interessados em ingressar no plantio de mirtilo. De acordo com o projeto, o Distrito Federal terá seis mil hectares de área plantada até 2030 e se transformará num polo nacional de produção da fruta. No final da reunião, 14 produtores se mostraram interessados em cultivar mirtilo com o apoio da Rota. O presidente da Rota da Fruticultura, Luiz Curado, detalhou como se dará o apoio ao produtor rural que fizer a adesão ao programa, que tem o objetivo de colocar o Distrito Federal como um polo de produção de mirtilo | Fotos: Ana Nascimento/Emater-DF A Emater-DF será o braço técnico da Rota da Fruticultura, auxiliando no plantio, colheita e comercialização. “A Emater-DF tem uma expressiva presença e capilaridade no campo e, dessa forma, nós temos as ferramentas técnicas para prestar o atendimento a cada produtor rural que acessar a Rota. Além disso, ressalto que é uma oportunidade inovadora de crescimento econômico e aumento da diversidade de cultivos na área rural do DF”, declarou o presidente da empresa, Cleison Duval. Durante o encontro, o presidente da Rota das Frutas do Projeto Semiárido, Luiz Curado, detalhou como se dará o apoio ao produtor rural que fizer a adesão ao programa, que tem o objetivo de colocar o Distrito Federal como um polo de produção de mirtilo. Além disso, foi explicada de que forma será a contrapartida do agricultor ao programa. De acordo com o dirigente, o cronograma do projeto compreende o cadastro de adesão ao projeto, em seguida, a Emater-DF fará uma pesquisa por meio de formulário com esses interessados e uma visita técnica à propriedade para identificar aqueles que tenham aptidão técnica e financeira para integrar a Rota. “Inicialmente serão escolhidos 35 produtores que irão receber duas mil mudas de mirtilo da Rota da Fruticultura, sendo que, para cada muda, serão devolvidas ao projeto outras duas após o período de um ano. Dessa forma, o projeto se manterá autossustentável”, afirmou Luiz Curado. O gestor de Fruticultura da Emater-DF, Felipe Camargo, apresentou as informações técnicas sobre o cultivo da fruta, como plantio, poda, fertilização e irrigação, comercialização e investimento Assistência técnica Em seguida, o gestor de Fruticultura da Emater-DF, Felipe Camargo, apresentou as informações técnicas sobre o cultivo da fruta, como plantio, poda, fertilização e irrigação, comercialização e investimento. “O DF já é um centro produtor do morango, a escolha do mirtilo para integrar a Rota da Fruticultura se deu para fortalecer a produção de frutas vermelhas na região e transformar o DF num polo de produção de mirtilo nacional. Para isso, estamos munidos do conhecimento necessário para prestar a assistência técnica ao produtor que aderir ao projeto”, disse. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O produtor rural Gleidson Rodrigues Matos, do Núcleo Rural da Taquara, em Planaltina, tem interesse de acessar o projeto por representar uma janela importante de oportunidade. “É um negócio muito promissor e inovador. Certamente, quem começar primeiro sai na frente e abre espaço no mercado primeiro”, falou o produtor, que é atendido pela Emater-DF e já cultiva abacate e graviola. A Rota da Fruticultura é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio da Codevasf, em conjunto com órgãos parceiros, associações e entidades locais, com o objetivo de elaborar estratégias para aumentar a produção e o fornecimento de frutas para os mercados interno e externo, gerar emprego e renda na região, promover o intercâmbio de experiências e tecnologias, diversificar e implantar novas culturas e fomentar e motivar novos agricultores na produção de frutas no DF e Entorno. *Com informações da Emater-DF

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