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combate à violência sexual

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Unidade oferece atendimento especializado a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no DF

O Distrito Federal conta com um serviço especializado no atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou com suspeita de violência sexual. Localizado na SQS 307, Bloco A, o Centro Integrado 18 de Maio oferece acolhimento humanizado, escuta especializada e acompanhamento técnico por equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. O atendimento é realizado em ambiente preparado para garantir privacidade, segurança e respeito às vítimas e a seus familiares. Um dos principais diferenciais do serviço é a escuta especializada, procedimento previsto na Lei nº 13.431/2017, que busca evitar a revitimização de crianças e adolescentes durante o processo de atendimento. Além do acolhimento, o centro atua de forma integrada com a rede de proteção do Distrito Federal, em articulação com os conselhos tutelares, unidades de saúde, escolas, órgãos do sistema de Justiça e demais instituições responsáveis pela garantia dos direitos da criança e do adolescente. O nome da unidade faz referência ao 18 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi instituída em memória de Araceli Crespo, menina de oito anos vítima de violência sexual e assassinada em 1973, caso que se tornou símbolo da luta pela proteção da infância no Brasil. Como denunciar A denúncia é uma das principais formas de interromper situações de violência e garantir proteção às vítimas. Os canais disponíveis são: Cisdeca – Disque 125: atendimento gratuito, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com atendimento 24 horas aos finais de semana e feriados; Disque 100: atendimento gratuito, 24 horas por dia, todos os dias da semana; Centro Integrado 18 de Maio: (61) 2244-1512 e (61) 2244-1513.

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Caminhada mobiliza São Sebastião no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, unidades sociassistenciais da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) em São Sebastião organizaram, na sexta-feira (22), uma grande caminhada para conscientizar a população sobre a importância de denunciar os abusos. Cerca de 750 pessoas participaram da mobilização, entre estudantes de escolas públicas e particulares da região, servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) e trabalhadores de organizações da sociedade civil e instituições parceiras. Ao longo de um percurso de cerca de três quilômetros, saindo da Administração Regional de São Sebastião até a sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) na região, eles caminharam com cartazes em mãos e materiais reforçando a urgência de combater a violência sexual contra crianças e adolescentes, reconhecer os sinais e divulgar canais de denúncia como o Disque 100. “Esse tipo de ação colabora muito na prevenção, porque a gente mobiliza todo o território, a rede que atende essas famílias, as crianças, as escolas. Então, as crianças sabem o que estamos falando e elas sabem, por exemplo, que vão ter no Cras, no Creas, no Conselho Tutelar, nas escolas, na saúde, pessoas que vão estar prontas para acolhê-las, escutá-las, e poder ajudar nesses momentos”, ressalta a gerente do Creas São Sebastião, Priscila Carvalho. “O Creas e Cecon de São Sebastião recebem muitos casos desse tipo. Em relação ao Cras, todo ano promovemos essa caminhada, entregamos materiais informativos para as escolas, para as unidades básicas de saúde, instituições do serviço de convivência e fazemos oficinas sobre o tema nas entidades voltadas para crianças e adolescentes. O nosso trabalho de prevenção é nesse sentido, com a campanha e as oficinas ao longo do ano”, explica a gerente do Cras São Sebastião, Nara Priscila Gomes Nogueira Santos.  Cerca de 750 pessoas participaram da mobilização, entre estudantes de escolas públicas e particulares da região, servidores do (GDF) e trabalhadores de organizações da sociedade civil e instituições parceiras| Foto: Divulgação/Sedes-DF Além do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecon), a caminhada foi promovida com apoio de entidades parcerias da Sedes e do GDF, cáritas, conselho tutelar, administração regional, centro olímpico, Corpo de Bombeiros do DF, Polícia Militar do DF, as escolas públicas Dom Bosco, CEF Jardins Mangueiral e Centro Educacional Zumbi dos Palmares e o Instituto Master. "Essa caminhada serve para a gente chamar atenção para os canais de denúncia. Esse momento também é importante para alertar os pais, porque eles são os principais responsáveis por cuidar dos seus filhos, às vezes, eles ficam caladinhos, mudam o comportamento, as vestimentas, não querem conversar nem com os colegas então, às vezes, podem estar passando por uma situação de abuso. A gente sabe que a maioria dos agressores vive dentro da casa ou então próximos dessas crianças. Então, esse momento é primordial para chamar a atenção dos familiares, da comunidade e, principalmente, das crianças e adolescentes para que eles reconheçam o seu direito de voz diante da comunidade”, reitera a pedagoga Denise Soares, da Associação Comunitária de São Sebastião, organização da sociedade civil parceira que levou crianças e adolescentes para participar da ação. Caminhada A caminhada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes já é tradicional na Sedes e faz parte do cronograma anual de atividades das unidades socioassistenciais, que se mobilizam com as redes locais para fazer caminhadas e campanhas educativas. Na segunda-feira (18), por exemplo, as unidades da região de Planaltina promoveram uma caminhada para reforçar a prevenção. Na quarta-feira (20), foi a vez do Cras Varjão. Neste sábado (23), o Creas Ceilândia tem uma manhã de atividades lúdicas voltadas para crianças e adolescentes. Na próxima quarta-feira (27), o Creas Recanto das Emas vai promover um seminário para discutir o tema. No dia 10 de junho, as unidades do Núcleo Bandeirante vão fazer uma caminhada, e no dia 30 de junho terá ação promovida pelas unidades de Sobradinho. “Mobilizações como essas são fundamentais para dar visibilidade ao tema, fortalecer a prevenção e conscientizar a população sobre a importância da denúncia. O enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes é uma prioridade para a Sedes-DF. Por isso, nossas unidades socioassistenciais realizam ações permanentes ao longo do ano, em articulação com escolas, órgãos públicos, entidades parceiras e toda a rede de proteção. Precisamos falar sobre esse assunto e envolver toda a sociedade nessa responsabilidade coletiva de proteger nossas crianças e adolescentes”, finaliza a subsecretária de Assistência Social da Sedes, Rafaella da Câmara. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)

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Número de acolhimentos a vítimas de violência sexual cresce em três anos

Protagonista no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no Distrito Federal, o Centro Integrado 18 de Maio registrou aumento na procura pelos seus serviços. De 2020 a 2023, a quantidade de assistências prestadas subiu de 216 para 365, um crescimento superior a 68%. A ampliação dos atendimentos, ao contrário do que possa parecer, não é necessariamente negativa. ?O aumento dos acolhimentos indica uma queda na subnotificação dos casos de abuso, reflexo não só de uma melhora nos serviços de denúncia, mas também de uma divulgação mais eficiente dos equipamentos oferecidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para atender as vítimas. O Centro Integrado 18 de Maio é o principal deles, uma ferramenta pública que reúne todos os órgãos importantes para o combate à violência sexual infantil. Centro Integrado 18 de Maio é um dos equipamentos públicos que atuam no combate à violência sexual infantil | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus Localizada na Asa Sul, a instituição oferece atendimento humanizado a crianças e adolescentes vítimas de abuso. O acesso ao equipamento é livre, como explica a coordenadora do Centro Integrado 18 de Maio, Dolores Ferreira. “A maioria dos casos é trazida pelos conselhos tutelares, mas qualquer outro órgão do GDF pode fazer o encaminhamento”, afirma. “A família pode, inclusive, se apresentar diretamente aqui.” Integralidade O suporte oferecido a crianças e adolescentes é dividido em etapas. Inicialmente, o acolhimento é feito por assistentes sociais e psicólogos que ouvem, separadamente, a família e as vítimas de violência sexual infantil. “Fazemos uma escuta especializada e única, para evitar uma revitimização”, explica Dolores. “Com todos os dados necessários em mãos, elaboramos um relatório bem completo, que é encaminhado para órgãos estratégicos”. Depois de serem ouvidas, as vítimas podem ser levadas a uma delegacia especializada para prestar depoimento ou à unidade básica de saúde (UBS) mais próxima, caso haja necessidade. O Ministério Público do Distrito Federal também é acionado para que tome as providências cabíveis em relação ao caso. As famílias são acompanhadas de perto pelo centro por um ano, para garantir a efetividade das políticas de enfrentamento adotadas. Divulgação [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] ?Conhecer os canais de denúncia e os equipamentos de acolhimento às vítimas de abuso sexual infantil é essencial que as famílias busquem ajuda tendo a certeza de que serão protegidas e assistidas por profissionais qualificados. Além de recorrer aos conselhos tutelares e ao próprio Centro Integrado 18 de Maio, as vítimas de violência também podem procurar assistência via telefone. Dois números recebem denúncias de violência sexual – o Disque 125, da Coordenação de Denúncias de Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cisdeca), e o Disque 100, telefone do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que encaminha o caso para o conselho tutelar do Distrito Federal mais próximo. “Para o GDF, a proteção de nossos meninos e meninas é prioridade absoluta. É de extrema necessidade informar a sociedade sobre os tipos de violências, para que a violação de direitos seja identificada e os canais de denúncia sejam sempre acionados”, aponta a Secretária de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Marcela Passamani. Centro Integrado 18 de Maio ? Endereço – SHCS EQS 307/308 ? Telefone – 3391-1043 / 991557-6065 (de 8h às 20h) ? Atendimento – De segunda a sexta, das 7h às 19h.

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