Encontro discute cuidados e proteção de jovens nas redes sociais
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) recebeu, na última quinta-feira (23), na sede da Pasta, o delegado da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (Dciber) da Polícia Federal (PF), Thiago Rodrigues, para uma palestra sobre o tema relacionado à violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação faz parte do programa Guardiões da Infância, fruto da parceria firmada entre a SEEDF e a PF, que já alcançou 3,5 mil estudantes e cerca de mil professores da rede pública de ensino. Organizado pela Assessoria Especial de Cultura de Paz nas Escolas da SEEDF, o evento lotou o auditório Neusa França com profissionais da educação que buscam capacitação sobre o assunto para estarem cada vez mais preparados para lidar com situações que envolvam bullying, cyberbullying, violência sexual, entre outros crimes cibernéticos ou não. Presente na abertura do evento, a secretária de Educação do DF interina, Iêdes Braga, destacou a importância da formação. “Nós precisamos estar atentos às condições do bullying, que não acontece só nas escolas, acontece em todos os espaços. A gente vive um momento em que o cyberbullying tem sido um grande vilão na vida dos nossos estudantes. Precisamos usar as redes sociais de forma consciente.” A secretária de Educação do Distrito Federal interina, Iêdes Braga, fala sobre a importância de abordar o tema com a comunidade escolar | Fotos: Felipe de Noronha/Ascom SEEDF Atenta à movimentação relacionada aos casos de bullying e cyberbullying nas escolas, a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz, Ana Beatriz Goldstein, reforça a importância de falar sobre o tema, principalmente no primeiro semestre. “O bullying e o cyberbullying são os maiores casos de violência que nós temos dentro do ambiente escolar, especialmente quando se tem o abandono digital, no qual os estudantes ficam muito tempo nas redes sociais. Verificamos também um aumento dessas situações de violência no início do ano, em março e abril. Então, intensificamos nossas ações no semestre inteiro com a parceria da Polícia Federal, Secretaria de Segurança Pública, Batalhão Escolar e Anatel, para trabalhar segurança nas redes”, salientou. Acompanhamento e identificação de sinais O abandono digital refere-se a uma forma de negligência dos responsáveis, marcada pela falta de cuidado, proteção e orientação dos filhos no ambiente online. Quando crianças e adolescentes têm acesso livre e excessivo aos conteúdos da internet, sem o devido acompanhamento dos pais nesse universo digital, podem ser expostos a situações de risco e vulnerabilidade. Delegado da Polícia Federal Thiago Rodrigues concede palestra aos profissionais da educação sobre crimes cibernéticos Portanto, o intuito da palestra concedida pelo delegado da Polícia Federal, Thiago Rodrigues, é capacitar educadores em relação à temática da violência sexual infantojuvenil, perfis e sinais identificadores do abuso, bem como quanto à atuação em âmbito escolar e quais procedimentos a serem adotados no caso de suspeita de abuso sexual (abrangendo tópicos de segurança online e offline). Segundo dados oficiais do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2024, a cada 100 mil habitantes, 41,2 já foram vítimas de estupro de vulnerável, e 80% dessas vítimas são menores de 18 anos. Um dos dados mais impressionantes é que 84,7% dessas pessoas foram abusadas por pessoas conhecidas ou familiares. Uma das espectadoras da palestra, a servidora da Unidade de Gestão Articuladora da Educação Básica (Unigaeb), Natalia Acioly, comentou: “A escola é um lugar onde tudo eclode, inclusive esses problemas sociais, de abuso infantil, tudo aparece dentro da escola, é o primeiro refúgio que a criança tem, depois do seu convívio mais direto com seus familiares, então, geralmente, ela procura um professor, alguém da escola para tentar ajudá-la a sair dessa situação”. O delegado Thiago salientou que não há um perfil definido de abusador, pode ser qualquer um. No entanto, ressaltou alguns pontos importantes que podem ajudar na identificação de casos. A equipe da Assessoria Especial da Cultura de Paz nas Escolas organizou o encontro dos servidores com o delegado da Polícia Federal - Aspectos que favorecem a vitimização de crianças e adolescentes: Grande quantidade de horas em redes sociais e pouca vigilância dos responsáveis; Crianças carentes emocionalmente (necessidade excessiva de afeto e atenção); Existência de alguma vulnerabilidade prévia (introspecção, deficiências, depressão, etc); Histórico de bullying; Ambiente familiar conflituoso. - Sinais identificadores físicos: Dor ou irritação na área anogenital ou alterações clínicas (hematomas, assaduras constantes, corrimentos, sangramento, infecção de repetição, infecções urinárias, etc); Dificuldades em urinar ou evacuar, escapes frequentes (diurnos ou noturnos); Doenças sexualmente transmissíveis; Gestação. - Sinais identificadores sociais: Mudanças comportamentais radicais, súbitas e incompreensíveis (oscilações de humor, agressividade, medo e/ou pânico); Tendência ao isolamento social, apresentando poucas relações com colegas e companheiros; Tristeza, abatimento profundo ou depressão crônica; Culpa e autolesão; Recusa de estabelecer contato físico; Medo de pessoas ou lugares específicos (casa, escola, etc); Comportamentos infantis repentinos (urinar nas calças, na cama, em público); Silêncio predominante; Dificuldade de concentração e queda de rendimento escolar; Curiosidade sexual, interesse ou conhecimento súbito e não usual para sua idade sobre questões sexuais. - Para os educadores terem melhores condições de identificar e acolher: Observar sempre seus alunos, criando vínculos com eles, principalmente com os “mais problemáticos" ou com os mais “tímidos”; Manter registros sobre o desempenho/histórico escolar do aluno; Conversar com o (a) aluno (a) quando perceber alterações no comportamento e humor; Demonstrar disponibilidade para conversar e buscar um ambiente acolhedor para a conversa; Ouvir atentamente, sem interromper, e não pressionar para obter informações; Utilizar linguagem acessível a criança/adolescentes; Evitar perguntas desnecessárias, perguntar somente o necessário para saber o que fazer em seguida; Levar a sério tudo o que ouvir, sem julgar, criticar ou duvidar do que a criança-adolescente diz; Manter-se calmo e tranquilo, sem reações extremadas ou passionais; Expressar apoio, solidariedade e respeito. *Com informações da Secretaria de Educação do DF
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CEU das Artes de Ceilândia promove ação de combate ao bullying com atividades culturais
Nesta quinta-feira (16), cerca de 140 crianças e adolescentes de 5 a 13 anos participaram de atividades no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes) e nas Praças dos Direitos de Ceilândia Norte, em alusão ao mês de combate ao bullying e à violência nas escolas. Promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte (Idecace), a ação posiciona a arte como aliada no enfrentamento ao tema, ao abordá-lo de forma prática e próxima da realidade dos jovens. Segundo a gerente do CEU das Artes, Sara Santana, a iniciativa é importante por integrar escola e comunidade na formação cidadã das crianças e adolescentes. “Aqui, eles aprendem mais sobre combate ao bullying, cidadania e inclusão social, sempre de forma acolhedora e participativa”, explica. Ela destaca ainda o engajamento do público nas atividades. “A adesão é muito boa. Os alunos participam bastante, são ativos e gostam muito das atividades”, afirma. “A proposta é proporcionar um momento de aprendizado dinâmico, com troca de experiências. É uma forma de mostrar, na prática, que o bullying não é algo positivo e precisa ser combatido”, completa. As crianças participaram de uma programação diversificada, que incluiu a palestra | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A proposta segue a metodologia do DNA do Brasil, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que utiliza a arte e o esporte como ferramentas de desenvolvimento integral, estimulando habilidades socioemocionais, senso de pertencimento e construção de identidade entre os participantes. Nesse contexto, a arte se torna um instrumento de escuta, expressão e transformação social. As crianças participaram de uma programação diversificada, que incluiu a palestra “Bullying, não curto essa ideia”; apresentação teatral dos alunos da oficina de teatro, com a peça Os Frutos do Futuro; show do artista MC Carioca; roda de capoeira com alunos; e apresentações de danças urbanas. A iniciativa reuniu diferentes linguagens, como rap, dança e teatro, com a participação de artistas locais e estudantes do projeto. Quem curtiu a programação foi a estudante Fernanda Coimbra, 9 anos. Para ela, a iniciativa tem um significado especial. “Para mim, é muito bom, porque tem alguns colegas que fazem bullying comigo na sala. Isso me deixa mal, triste. Por isso, essa palestra é importante para conscientizar todo mundo”, contou. O estudante Matheus de Sousa, 7 anos, também destacou o aprendizado durante as atividades. “Bullying não é certo, porque deixa o coleguinha triste. A gente aprende aqui que não pode fazer isso com ninguém. Gostei da palestra”, disse. Já Mariana Abreu, 9 anos, reforçou a importância da mensagem trabalhada ao longo do evento. “É importante não praticar bullying com os colegas. O evento de hoje está muito legal e é muito importante para a gente”, afirmou.
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Arte e cultura urbana movimentam Ceilândia com ações de combate ao bullying entre jovens
As unidades dos CEUs das Artes e Praças dos Direitos de Ceilândia Norte recebem, no dia 16 deste mês, uma nova edição do Ritmo da Comunidade — Vibe de Respeito, com apresentações culturais voltadas a crianças e jovens de 10 a 18 anos. A ação faz parte do projeto CEU das Artes e Praças dos Direitos em Movimento, realizado pela Sejus-DF em parceria com o Instituto Idecace. A partir das 15h, nas unidades da QNM 28 e da QNR 02, o público poderá acompanhar uma programação que reúne rap, danças urbanas e teatro, com participação de artistas locais e alunos do projeto. A proposta é transformar o espaço em um ambiente de troca, expressão e protagonismo juvenil. A iniciativa posiciona a arte como aliada no enfrentamento ao bullying e à violência nas escolas. Realizada em abril, a ação dialoga com o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, incorporando o tema às apresentações de forma prática e próxima da realidade dos jovens. “Ações como essa mostram que a arte vai muito além do entretenimento: ela se torna uma ferramenta poderosa de transformação social. Ao oferecer aos jovens espaços de expressão e pertencimento, o evento contribui para fortalecer a autoestima, incentivar o respeito às diferenças e construir relações mais saudáveis dentro e fora da escola”, afirmou Jaime Santana, titular interino da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). “O projeto mostra que, quando o jovem encontra espaço para se expressar, ele também descobre formas mais saudáveis de se relacionar. A arte aproxima, cria pertencimento e ajuda a transformar realidades muitas vezes marcadas pelo silêncio”, afirma Wilson Cardoso, presidente do Instituto Idecace. A iniciativa posiciona a arte como aliada no enfrentamento ao bullying e à violência nas escolas | Foto: Divulgação/Sejus-DF A proposta segue a metodologia do programa DNA do Brasil, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que utiliza a arte e o esporte como ferramentas de desenvolvimento integral, estimulando habilidades socioemocionais, senso de pertencimento e construção de identidade entre os participantes. Nesse contexto, a arte se torna um instrumento de escuta, expressão e transformação social. “Além de ampliar o acesso à cultura, a iniciativa fortalece a autoestima dos jovens e valoriza a produção artística local, incentivando novas formas de convivência dentro e fora da escola”, acrescenta Cardoso. As unidades dos CEUs das Artes e Praças dos Direitos são órgãos coordenados pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). Serviço Ritmo da Comunidade — Vibe de Respeito → Local: Ceilândia Norte — QNM 28 e QNR 02 → Data: dia 16 deste mês → Horário: 15h → Entrada gratuita → Mais informações neste link. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)
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Escolas do DF recebem ações de combate ao bullying em abril
No Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, a Secretaria de Educação (SEEDF) reforça a importância de construir um ambiente escolar respeitoso e acolhedor. Ao longo do mês, diversas ações estão sendo realizadas nas escolas da rede pública com foco na prevenção da violência. “Desde 2023, a Secretaria de Educação vem fortalecendo as ações de convivência escolar. Realizamos um diagnóstico da rede, estruturamos protocolos de atuação em situações de violência e ampliamos parcerias com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), Polícia Federal, Secretaria de Saúde (SES-DF) e conselhos tutelares. Hoje, temos um trabalho robusto e consolidado na promoção da cultura de paz”, afirma a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz nas Escolas, Ana Beatriz Goldstein. No Distrito Federal, a Secretaria de Educação tem intensificado ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento do bullying no ambiente escolar | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF No Distrito Federal, a SEEDF tem intensificado ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento do bullying no ambiente escolar. A proposta é incentivar valores como respeito, empatia, solidariedade e convivência pacífica entre alunos, professores e toda a comunidade escolar. A formação continuada de professores também é prioridade, com cursos, palestras e workshops que capacitam os educadores a identificar, prevenir e intervir em situações de bullying, além de trabalhar habilidades socioemocionais em sala de aula. “Também investimos fortemente na formação dos profissionais de educação. Já alcançamos cerca de 15 mil servidores, além de realizarmos ações preventivas com estudantes. Nosso foco é orientar e prevenir, promovendo uma convivência escolar mais saudável”, completou Goldstein. Orientação educacional A orientação educacional, em parceria com pedagogos e psicólogos escolares do Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem (Seaa), atua diretamente na prevenção, no acolhimento, na intervenção educacional e no acompanhamento de situações de violência, incluindo o bullying. Esse trabalho contribui para o desenvolvimento integral e fortalece a cultura de paz no ambiente escolar. 15 mil Servidores da SEEDF que já participaram de ações de prevenção ao bullying Entre as iniciativas da Secretaria está o Guia de Valorização da Vida – Orientações e prevenção ao bullying, automutilação e suicídio na escola. O material orienta profissionais da educação a atuarem de forma preventiva, promovendo reflexões e práticas que contribuem para o desenvolvimento integral dos estudantes e o fortalecimento dos vínculos escolares. Outro instrumento é o Caderno Orientador – Convivência Escolar e Cultura de Paz, que oferece suporte a professores, gestores e demais profissionais da educação no trabalho com temas relacionados à convivência escolar. A SEEDF também conta com o fluxo de encaminhamento de estudantes com demandas de saúde mental e/ou dificuldades no desenvolvimento e aprendizagem, realizado em parceria com a SES-DF. A iniciativa garante atendimento integrado e fortalece o acompanhamento dos estudantes que necessitam de apoio. Ações contínuas nas escolas A secretaria desenvolve iniciativas permanentes para sensibilizar, orientar e apoiar a comunidade escolar. Entre elas, estão ações de conscientização, como o programa Namoral, que promove reflexões sobre ética, respeito e integridade entre estudantes, professores e famílias. A criação de protocolos de atuação garante diretrizes claras para lidar com casos de violência, assegurando o acolhimento das vítimas e a responsabilização adequada dos envolvidos. Já o Caderno de Projetos — Cultura de Paz nas Escolas reúne práticas desenvolvidas nas unidades escolares, incentivando a replicação de ações que promovem ambientes mais inclusivos. Outras estratégias incluem programas de mediação de conflitos, que estimulam a resolução pacífica de desentendimentos, e o acompanhamento psicossocial de estudantes, com apoio de profissionais especializados. Ações do mês Ao longo de abril, diversas atividades estão sendo realizadas nas unidades escolares e nas coordenações regionais de ensino, envolvendo estudantes, professores, gestores e famílias. Entre elas, destacam-se palestras sobre segurança nas redes, realizadas em parceria com a Anatel, além de workshops, cursos de formação e programas como o Promotores da Segurança Cidadã. A programação inclui ainda seminários, rodas de bate-papo com famílias, lives sobre protagonismo estudantil e formações específicas para educadores. Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz nas Escolas: "Nosso foco é orientar e prevenir, promovendo uma convivência escolar mais saudável" Confira a programação de abril: Terça (7) — Anatel vai à escola · Atividade: palestra sobre segurança nas redes · Público-alvo: 200 estudantes do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Horário: 14h · Local: Centro Educacional 01 do Riacho Fundo II Quarta (8) — Anatel vai à escola · Atividade: palestra sobre segurança nas redes · Público-alvo: 200 estudantes do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Horário: 14h · Local: Auditório da CRE Recanto das Emas Quarta (8) — Projeto Vem Comigo! · Atividade: workshop “Problemas de convivência escolar – ações perturbadoras e ações violentas” e apresentação do projeto · Público-alvo: profissionais das escolas da CRE Guará · Horário: matutino e vespertino · Local: Auditório do CIL Guará [LEIA_TAMBEM]Quinta (9) e sexta (10) — Programa Promotores da Segurança Cidadã (SSP-DF) · Atividade: palestras · Público-alvo: 400 estudantes do 9º ano do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Horário: das 13h30 às 17h · Local: Auditório do CBMDF Cel. José Nilton Matos (SAIS Área Especial 4, Lote 05 – Complexo Abmil) Sexta (10) — Anatel vai à escola · Atividade: palestra sobre segurança nas redes · Público-alvo: 200 estudantes do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Horário: 14h · Local: Auditório da CRE Recanto das Emas Dia 14 — 4º Seminário de Segurança Pública Escolar · Público-alvo: Batalhão de Policiamento Escolar e SEEDF · Observação: palestra de Ana Beatriz, das 10h às 11h Dia 16 — Projeto Vem Comigo! · Atividade: curso de formação para professores (Módulo I) Dias 16 e 17 — Programa Promotores da Segurança Cidadã (SSP-DF) · Atividade: palestras · Público-alvo: 260 estudantes do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Horário: das 8h30 às 11h30 · Local: Auditório do CBMDF – Cel. José Nilton Matos Dia 22 — Anatel vai à escola · Atividade: palestra sobre segurança nas redes · Público-alvo: estudantes do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Local e horário a definir Dia 23 — Programa Guardiões da Infância (Polícia Federal) · Atividade: palestra para professores · Tema: “Prevenção aos crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes” · Horário: das 14h às 15h · Local: Auditório Neusa França Dia 24 — Programa Promotores da Segurança Cidadã (SSP-DF) · Atividade: evento em celebração ao aniversário do “Turminha Mais Segura” · Público-alvo: estudantes da CRE Sobradinho · Horário: das 14h às 17h · Local: Auditório da Polícia Civil do DF Dia 28 — Conversas para a Paz · Atividade: live sobre protagonismo estudantil · Transmissão: YouTube da Eape Dia 30 — Projeto Vem Comigo! · Atividade: bate-papo com famílias · Tema: “Crise de gerações: em busca de uma melhor comunicação entre pais e filhos” · Horário: 19h · Local: Biblioteca do CEM 01 do Guará. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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DF lidera o país em ações contra bullying nas escolas públicas
O Distrito Federal é a única unidade da Federação onde mais de 90% das escolas realizam ações frequentes de combate ao bullying e a outras formas de violência. O dado consta no Caderno de Práticas Exitosas em Educação para a Paz, levantamento nacional divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), que ouviu 93.574 escolas em todo o país. No cenário nacional, 82,24% das unidades afirmaram desenvolver iniciativas com muita frequência. No DF, o índice chega a 91,65%, o maior percentual do Brasil. O resultado coloca a rede pública do DF em posição de destaque e reforça uma política que, nos últimos anos, passou a integrar prevenção, formação de professores e articulação direta com órgãos de segurança e justiça. O Caderno de Práticas Exitosas em Educação para a Paz reúne experiências de sucesso no combate ao bullying| Foto: Mary Leal/SEEDF “Esse resultado não é pontual. Ele corrobora um trabalho que já vem sendo feito há anos. Temos muitos exemplos concretos nas nossas escolas e professores cada vez mais preparados para lidar com conflitos de forma pedagógica e preventiva”, afirma a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação, Ana Beatriz Goldstein. Para a secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, o índice é consequência de uma estratégia estruturada e permanente. “Esse reconhecimento nacional demonstra que estamos no caminho certo. O enfrentamento à violência nas escolas não se faz com ações isoladas, mas com planejamento, formação continuada e integração entre diferentes áreas do governo. Hoje, o DF é referência porque assumiu esse compromisso como política pública”, afirma. Arte: Ministério da Educação A engrenagem dessa política é coordenada pela Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação, que atua na articulação interna e externa das iniciativas. Segundo a chefe da assessoria, Ana Beatriz Goldstein, o trabalho é integrado, coletivo e colaborativo desde a formação até o acompanhamento direto das unidades escolares. “Hoje temos uma política estruturada, com formação permanente dos professores, diálogo constante com os órgãos de segurança e acompanhamento das regionais. É um trabalho articulado, que integra diferentes áreas da secretaria e instituições parceiras”, destaca. Programa em rede Mais de 200 gestores da rede pública participaram da formação para diálogo e fortalecimento das ações nas escolas. Foto: Divulgação/MPDFT O programa NaMoral, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), trabalha valores, ética e convivência respeitosa com estudantes e educadores. Além dele, a Secretaria de Educação (SEEDF) mantém parceria com a Polícia Federal e com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), fortalecendo a interlocução com os órgãos de segurança e promovendo ações preventivas, palestras e acompanhamento de situações de risco. “O diferencial do DF é o trabalho integrado. Não é só a Secretaria de Educação agindo sozinha" Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz “O diferencial do DF é o trabalho integrado. Não é só a Secretaria de Educação agindo sozinha. Temos diálogo constante com a segurança pública, com o Ministério Público, com a Polícia Federal. Dentro da própria secretaria, a Cultura de Paz coordena um esforço conjunto entre subsecretarias e regionais. É uma atuação em rede”, explica Ana Beatriz. A política também valoriza experiências exitosas nas escolas. Em Planaltina, unidades têm desenvolvido práticas de Justiça Restaurativa para mediação de conflitos. No Guará, o projeto GG trabalha a cultura do respeito e da convivência. Em Taguatinga, o Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit) aposta em estratégias de escuta ativa e protagonismo juvenil. As três iniciativas serão tema de uma transmissão ao vivo prevista para abril, com o objetivo de compartilhar boas práticas com toda a rede. “A escola é espaço de aprendizagem acadêmica, mas também de formação humana. Quando investimos em capacitação, em programas estruturados e em parcerias sólidas, garantimos que nossos estudantes estejam em ambientes mais seguros e acolhedores”, afirma Hélvia Paranaguá. *Com informações da Secretaria de Educação
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Escolas do DF avançam na prevenção à violência escolar
O Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF) divulgou, na manhã desta quarta-feira (21), a pesquisa Bullying no ambiente escolar do Distrito Federal: percepções e implicações práticas. O estudo mostra que, embora a violência escolar ainda seja um desafio importante no Distrito Federal, o cenário começou a mudar positivamente. A maioria das escolas tem investido em ações de enfrentamento ao bullying, com destaque para campanhas educativas e orientação familiar. O evento de lançamento contou com a presença de representantes das secretarias de Educação (SEEDF) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), além do Batalhão de Policiamento Escolar da Polícia Militar do DF (BPEsc/PMDF) e do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA). Durante a apresentação da pesquisa, a diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF, Marcela Machado, ressaltou: “Nós temos a missão de produzir conhecimento que apoie decisões de governo, ouvindo a realidade das escolas e entendendo os desafios” | Foto: Divulgação/IPEDF De acordo com o levantamento, 87,2% dos gestores escolares entrevistados relataram a realização de aulas, campanhas ou atividades sobre bullying com os alunos, e 88,1% afirmaram orientar as famílias sobre o tema. Entre os professores entrevistados, os índices também são significativos: 58% promovem atividades com os alunos e 56,1% atuam com orientações às famílias. Para a diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF, Marcela Machado, os resultados refletem um esforço conjunto para transformar dados em ferramentas de ação governamental. “Essa entrega é fruto de um esforço coletivo do IPEDF e SEEDF para dar visibilidade a uma dimensão sensível da vida escolar”, afirma. “Nós temos a missão de produzir conhecimento que apoie decisões de governo, ouvindo a realidade das escolas e entendendo os desafios, para que essas informações se transformem em subsídios para a ação governamental. É muito significativo ver essa pauta sendo acolhida com a seriedade que ela merece.” Cultura de paz A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, também destacou a relevância do estudo para orientar as políticas da pasta: “Essa é mais uma iniciativa que vem para fortalecer as ações de cultura de paz da Secretaria de Educação. Este é um tema que tratamos com muita seriedade e dados como esses nos ajudam a pensar políticas públicas mais efetivas de enfrentamento ao bullying. A pesquisa vai auxiliar na criação de um ambiente mais seguro e de respeito para toda comunidade escolar”. Do ponto de vista dos educadores entrevistados, 76,4% dos professores e 91,7% dos gestores já enfrentaram casos de bullying em suas escolas. Os principais tipos de preconceito associados são racismo, homofobia e discriminação relacionada à aparência física, como peso e altura. Os impactos do bullying vão além do ambiente escolar. Cerca de 38,3% dos estudantes que sofreram esse tipo de violência afirmaram faltar pelo menos um dia à aula por conta dessas situações. Os sintomas mais comuns entre as vítimas incluem isolamento social, queda no rendimento escolar e sinais de tristeza. Diante disso, alunos apontam como medidas eficazes a formação de professores, envolvimento das famílias e a criação de canais anônimos de denúncia. Acompanhamento O levantamento também revela pontos a serem aprimorados. Apenas 27,5% dos gestores e 26,1% dos professores entrevistados disseram que suas escolas oferecem programas de apoio ou mentoria para estudantes vítimas ou autores de bullying. Isso demonstra que, embora o debate tenha avançado, ainda há espaço para evoluir nas ações de acolhimento contínuo e acompanhamento psicológico dos envolvidos. Ainda assim, o aumento das ações educativas, a conscientização das famílias e o engajamento dos professores sinalizam uma mudança positiva. O caminho para uma escola mais segura e inclusiva está sendo trilhado, pensando nisso, o IPEDF também lançou o Mapeamento de ações governamentais de enfrentamento ao bullying nas escolas do Brasil e do Distrito Federal (2000-2024). O estudo analisou iniciativas produzidas nesse período, como leis, normativas, guias, cursos, eventos e políticas públicas, em todo o país, especialmente no DF, e revelou que o território brasiliense ocupa a terceira posição entre os estados com maior número de ações mapeadas: foram 60 no total. Cerca de 70% dessas ações são normativas, leis ou guias, indicando o protagonismo do DF na criação de instrumentos regulatórios para lidar com o problema. Mapeamento Marcela Machado também chama atenção para o panorama nacional revelado pelo mapeamento: “Essa não é uma realidade exclusiva do Distrito Federal — o mapeamento que realizamos em todo o Brasil mostra que governos de diferentes estados também têm se mobilizado para enfrentar esse problema nas escolas, o que reforça a urgência e a relevância dessa agenda”. O mapeamento também mostra que 90% dessas iniciativas têm caráter orientador ou de sensibilização, com foco na conscientização da sociedade, principal público-alvo de 38,3% das ações. Apesar do avanço na formulação de marcos legais e simbólicos, ainda não foram identificadas medidas voltadas especificamente para professores. Mesmo assim, o crescimento no número de ações a partir de 2015 demonstra um amadurecimento institucional sobre a necessidade de políticas públicas que tratem o bullying como um problema social complexo, que exige transformação cultural e estratégias integradas de prevenção. Veja a pesquisa. *Com informaçõs do IPEDF
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Rede pública de ensino aposta em diferentes iniciativas para combater o bullying
Desde 2016, o 7 de abril é marcado como Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola — data escolhida em alusão ao massacre de Realengo, no Rio de Janeiro. Visto como prioritário pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), o enfrentamento a esse problema é o objeto de diversas ações e programas desenvolvidos pela pasta. Neste mês, quatro escolas da rede pública receberão o espetáculo Hora da Saída, que trata do bullying, e poderão participar de bate-papo sobre o tema com profissionais | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Entre as iniciativas, está a promoção de cursos de formação para os professores. “No ano passado, em parceria com a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, com o Batalhão de Policiamento Escolar e com a Secretaria de Segurança Pública, fizemos oficinas e chegamos a capacitar 5 mil profissionais para trabalhar a questão do bullying”, lembra Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF. “Depois da pandemia, a gente começou a perceber que os casos de violência nas escolas eclodiram. Os jovens estavam confinados e ficaram muito expostos às redes, que são um inimigo invisível. Por isso, houve essa intensificação do trabalho de cultura pela paz” Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF Em relação aos estudantes, as ações variam de escola para escola. Uma iniciativa de sucesso, que inclusive foi destacada em uma transmissão ao vivo nesta segunda-feira (7), é o programa desenvolvido no Centro de Ensino Médio 01 do Guará, que valoriza o protagonismo dos próprios jovens, estimulando a escuta ativa. “Muitas vezes, o aluno prefere falar com um colega do que com um profissional”, pontua Ana Beatriz. Esse e outros projetos foram compilados em um livro lançado pela Secretaria com práticas exitosas contra o bullying. Mas há uma ação voltada aos alunos que integra diferentes unidades. É o programa NaMoral, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e que acaba de ser aprovado, por unanimidade, na Câmara Legislativa para virar a Política Distrital de Educação para a Integridade. Na prática, o projeto deixa de ser aplicado apenas nas escolas que se voluntariaram a recebê-lo e passa a ser levado a todos os colégios, públicos e particulares. Projeto NaMoral leva às escolas públicas do Distrito Federal vivências de integridade | Fotos: Mary Leal/SEEDF “Ele vira um programa de governo, sobre a educação para a integridade. E o objetivo é trabalhar esses valores com os estudantes, porque, antes, o bullying terminava na escola, mas, agora, ele te acompanha nas redes sociais. E a gente está trabalhando isso com os alunos, para eles verem que bullying não é brincadeira. É crime”, enfatiza a chefe da Assessoria Especial. “Depois da pandemia, a gente começou a perceber que os casos de violência nas escolas eclodiram. Os jovens estavam confinados e ficaram muito expostos às redes, que são um inimigo invisível. Por isso, houve essa intensificação do trabalho de cultura pela paz”, acrescenta. Espetáculo Ao longo do mês marcado pelo Dia Nacional de Combate ao Bullying, quatro escolas da rede pública receberão o espetáculo Hora da Saída, que aborda o tema. Além da apresentação, também haverá um bate-papo com profissionais e a entrega de uma cartilha informativa. “Falar de bullying por meio do teatro é importante pelo caráter pedagógico da linguagem. Diferente de os alunos ouvirem um adulto explicando sobre o tema, eles se veem em cena por meio das personagens que soam como tendo idades aproximadas às deles e estão vivenciando situações que eles próprios lidam no cotidiano”, explica a idealizadora do projeto, Lucianna Mauren. Segundo Lucianna, a ideia do espetáculo surgiu a partir de sua experiência em sala de aula. “O que me permitiu também assistir a essa violência, que quando ganha nome pode ser debatida, trabalhada e esclarecida junto não só aos alunos, mas também ao corpo docente que muitas vezes se perde imerso no cotidiano dessa prática criminosa”, aponta. “O projeto funciona, então, como um espaço de identificação por parte dos alunos e de acolhimento das suas dores. No bate-papo, eles dão depoimentos pessoais, se posicionam e entendem a questão de forma autônoma, não mais com alguém os explicando, mas eles por meio da vivência ali chegam às suas próprias conclusões”, arremata. Confira o cronograma de apresentações do Hora da Saída: → 24 e 25/4 (à tarde) – CEF 104 da Asa Norte → 28 e 29/4 (à tarde) – CED Gesner Teixeira do Gama → 30/4 (manhã e tarde) – CEF 01 do Guará → 5/5 (manhã e tarde) – CEF Queima Lençol Fercal/Sobradinho
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Dia Nacional de Combate ao Bullying terá live da Educação
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) promove, na segunda-feira (7), uma live especial em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. Com o tema “Veja algo, diga algo, faça algo”, a transmissão será às 10h, pelo canal EducaDF, do YouTube, e ficará salva na plataforma para consulta futura de gestores, professores e comunidade escolar. Campanha contra o bullying é ativa na Secretaria de Educação, que promoverá o evento nesta segunda-feira (7) | Foto: Felipe de Noronha/ SEEDF A iniciativa é da Assessoria Especial de Cultura de Paz (AECP) e tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre a importância da convivência pacífica no ambiente escolar, fortalecendo valores de empatia, diálogo e respeito. O formato será o de bate-papo, com mediação da professora Graça de Paula e da orientadora educacional Michelle Confessor. As convidadas são a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, a professora Márcia Delgado e as estudantes Luiza Souto e Maia Souza, do Centro de Ensino Médio (CEM) 1 do Guará. “Queremos inspirar educadores, estudantes e gestores a adotarem práticas que fortaleçam a escuta, o cuidado mútuo e a construção de um ambiente escolar mais seguro e acolhedor” Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF “A escola deve ser um espaço de respeito, convivência saudável e acolhimento”, afirma a secretária de Educação. “Essa live é uma oportunidade de reafirmarmos o compromisso da rede pública com a cultura de paz, valorizando iniciativas que fazem a diferença no dia a dia dos nossos estudantes e promovem um ambiente mais seguro para todos.” Cultura de paz Um dos destaques da live será a apresentação do projeto Vem Comigo, do CEM 01 do Guará. A ação estimula o protagonismo juvenil e propõe vivências que promovem uma cultura de paz e inclusão, aproximando estudantes e comunidade escolar em torno da construção de ambientes mais seguros e acolhedores. “A proposta da live é ampliar o diálogo sobre o bullying e a violência nas escolas, mostrando que é possível transformar a realidade a partir do engajamento coletivo”, resume Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF. “Queremos inspirar educadores, estudantes e gestores a adotarem práticas que fortaleçam a escuta, o cuidado mútuo e a construção de um ambiente escolar mais seguro e acolhedor”. Durante o evento, também será lançada a publicação impressa do Caderno de Práticas Exitosas em Educação para a Paz, já disponível em formato digital no site da SEEDF. O material reúne experiências bem-sucedidas realizadas em escolas públicas do DF, com foco em ações de mediação de conflitos, formação cidadã, escuta ativa e incentivo à cultura de paz. A programação completa da live e o material de apoio estão disponíveis no canal da secretaria e poderão ser acessados por educadores e demais interessados em replicar ou adaptar as práticas apresentadas. *Com informações da Secretaria de Educação
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Projeto escolar combate bullying por meio das artes marciais
O Centro de Ensino Médio (CEM) Urso Branco, no Núcleo Bandeirante, encontrou nas artes marciais uma ferramenta eficaz de transformação social. Criado em 2017, o projeto Quem Luta Não Briga reduziu significativamente os conflitos na escola, ampliou as modalidades ensinadas e tornou-se referência para outras instituições do Distrito Federal. Projeto Quem Luta Não Briga atende pessoas de 15 a 60 anos da comunidade escolar | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Mais de 500 alunos já passaram pelo projeto, que atende pessoas de 15 a 60 anos da comunidade escolar. “Em 2017, a comunidade do Núcleo Bandeirante enfrentava muitos conflitos, especialmente entre regiões próximas. Essas tensões chegavam à escola, transformando o ambiente em um foco de disputas de gênero, condição social e outros problemas”, explica o diretor Dreithe Thiago Ribeiro. A iniciativa, que começou com seis placas de tatame e aulas de jiu-jítsu, atualmente conta com um centro de lutas equipado, oferecendo também boxe, caratê, muay thai, judô, treino funcional e pilates. O supervisor pedagógico Eronildo Santiago, responsável pelo centro de lutas, ressalta o impacto do programa: “Tivemos uma formação ampla de alunos que se tornaram campeões, saíram de situações de violência doméstica e melhoraram o desempenho escolar”. Inclusão social O estudante Davi Rocha, de 13 anos, é faixa laranja de caratê. Ele ganhou confiança e autocontrole ao praticar a luta na escola O projeto também se destaca pela inclusão social. Alunos sem condições financeiras recebem doações de equipamentos. “Aqui, o aluno que não tem recursos tem total capacidade para treinar”, afirma Santiago. Entre os instrutores voluntários está o mestre de caratê Olivério Fernandes Borges, 74, um dos primeiros alunos da escola, fundada em 1963. Sua presença contínua ao longo de quase toda a história da instituição simboliza o compromisso de longo prazo com a educação e o desenvolvimento dos jovens. O estudante Davi Rocha de Carvalho, 13, aluno do 8º ano, é um dos beneficiados pela iniciativa. “Desde que comecei no caratê, aprendi a me controlar melhor e a confiar mais em mim. O projeto me ensinou que ser forte não é brigar, mas saber quando não brigar”, relata o adolescente. O diretor Dreithe também alerta para novos desafios, como o cyberbullying: “Hoje, com o acesso irrestrito que eles têm aos dispositivos digitais, os conflitos muitas vezes começam nas redes sociais para depois chegar à escola”. Ele recomenda que os pais observem o comportamento dos filhos nas plataformas digitais. O sucesso do Quem Luta Não Briga já inspira iniciativas semelhantes em outras unidades da rede pública do DF, demonstrando como projetos inovadores dentro da Secretaria de Educação podem transformar não apenas as escolas, mas comunidades inteiras. Várias faculdades já visitaram o projeto para estudá-lo como um caso de sucesso em intervenção socioeducativa. Às vésperas de completar uma década, o projeto mantém-se ativo, mesmo durante as férias escolares, oferecendo uma alternativa constante para jovens e adultos da comunidade. *Com informações da SEEDF
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Projeto Construindo a Cultura de Paz chega ao CEF Queima Lençol para transformar o ambiente escolar
Nesta sexta-feira (21), o Centro de Ensino Fundamental (CEF) Queima Lençol, no Setor Habitacional Fercal, recebeu o projeto Construindo a Cultura de Paz. Com um investimento de R$ 400 mil, a iniciativa das educadoras Débora Carreira e Lair França é executada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) em parceria com o Instituto Latinoamerica, oferece oficinas, palestras e distribuição de livros para fortalecer o respeito e a convivência harmoniosa entre estudantes e educadores. A escola é a primeira a receber a ação, que também será levada a outras três escolas públicas do DF. “Queremos tirar a ideia de que cultura de paz é algo utópico e mostrar que, na verdade, é uma necessidade para a sobrevivência humana”, diz uma das coordenadoras do projeto, Débora Carreira (ao centro) | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília O projeto atenderá estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental I, com o objetivo de construir uma cultura de paz e prevenção ao bullying. “Queremos mostrar a educadores e estudantes que, por meio da arte, da cultura e da música, podemos ressignificar o espaço escolar e fortalecer a cultura de paz diariamente”, explica uma das idealizadoras do projeto, Débora Carreira. Ela destaca que o projeto surgiu com a intenção de alcançar a rede pública, especialmente diante do aumento dos episódios de violência escolar nos últimos anos. Os alunos tiveram oficinas dinâmicas e interativas, com contação de histórias, atividades musicais e até uma oficina especial chamada “Rap da Paz”. O foco, segundo Débora, é proporcionar experiências prazerosas para que o conceito de cultura de paz se torne algo concreto, prático e essencial para a convivência diária. “Queremos tirar a ideia de que cultura de paz é algo utópico e mostrar que, na verdade, é uma necessidade para a sobrevivência humana”, finaliza. “O foco é desenvolver a comunicação não violenta como ferramenta para a resolução de conflitos e a construção de um ambiente escolar mais respeitoso e inclusivo”, diz o vice-diretor da CEF Queima Lençol, Marc Araújo (à direita) Segundo o vice-diretor da CEF Queima Lençol, Marc Araújo, na Secretaria de Educação, há um grande desafio em atender os alunos do ensino fundamental, especialmente do 6º ao 9º anos. Muitos projetos não chegam a essa faixa etária, mas é essencial que esses estudantes ingressem no ensino médio com mais maturidade para lidar com os desafios da adolescência. Ele ressalta que a violência muitas vezes é vista como algo natural nessa fase, mas o objetivo é mostrar que existem outras formas de expressão e resolução de conflitos sem recorrer à agressão. “O projeto traz uma abordagem antibullying e antirracista, ensinando os alunos a lidarem com problemas por meio do diálogo, e não da agressão ou do confronto. O foco é desenvolver a comunicação não violenta como ferramenta para a resolução de conflitos e a construção de um ambiente escolar mais respeitoso e inclusivo”, pontua Marc. Maria Clara Tavares acredita que ações como esse projeto possam ajudar alunos a refletir e a mudar comportamentos Para a estudante Maria Clara Tavares, de 12 anos, esse tipo de ação faz com que se sinta segura no ambiente escolar. “Muitas vezes sofremos por causa da aparência, seja por obesidade ou por sermos muito magrinhos. Acho que essa ação faz com que os alunos reflitam e parem de agir dessa forma”, afirma. Ela ainda ressalta que a iniciativa pode tornar os alunos mais empáticos, o que faz diferença no dia a dia. Brayan da Silva, de 11 anos, já percebe que a prática do bullying é algo prejudicial, pois pode levar a pessoa à depressão e a pensamentos negativos. Ele conta que, após as oficinas, a convivência tem melhorado e os colegas estão mais tranquilos e se ajudando mais, principalmente nos deveres. Quando há algum problema, em vez de brigar, eles buscam ajuda na direção da escola, o que demonstra mais união e respeito entre todos. No lançamento do projeto, houve diversos momentos simbólicos, como a entrega da Flâmula da Paz, que simboliza o compromisso da escola com a construção de um ambiente pacífico; a execução da canção Paz pela Paz; o plantio da Árvore da Paz e abraço coletivo, todos com o objetivo de criar um espaço de pertencimento e fortalecer a cultura de paz. Para tornar o projeto ainda mais lúdico, foi apresentado o mascote Pazito, o passarinho da palavra. Confira as próximas escolas que receberão as atividades do projeto: → 28 de março: Escola Classe Vicente Pires → 4 de abril: Escola Classe 10 de Sobradinho → 11 de abril: Escola Classe Riacho Fundo
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